sexta-feira, abril 10, 2026

De Maradona a Pelé, tangos e sambas: a Andreani Logística celebra 80 anos na Argentina e 25 no Brasil 

Entre um mate e um cafezinho, a Andreani Logística chega a 2025 comemorando duas datas que marcam sua trajetória de sucesso: 80 anos de atuação na Argentina — sua terra natal — e 25 anos fincando o pé no Brasil, onde se consolidou entre as principais operadoras logísticas para setores de alto valor agregado. Com um DNA portenho e alma cada vez mais brasileira, a empresa mistura a precisão argentina com a flexibilidade brasileira para entregar soluções logísticas, especialmente para as indústrias farmacêuticas, hospitalares e de cosméticos. 

E se no futebol as rivalidades são eternas, na logística a Andreani mostra que a colaboração entre os dois países pode ser sinônimo de eficiência, controle e excelência operacional. Da Casa Rosada ao Congresso Nacional, o trajeto é longo, mas a entrega é certa — e com rastreamento em tempo real. 

Trajetória e infraestrutura na Argentina

Fundada em 1945, a Andreani construiu ao longo de oito décadas uma estrutura de excelência em solo argentino. A empresa conta hoje com 782.424 m² de área operacional, destinados a armazenagem, processamento e expedição de cargas sensíveis. Para atender a uma demanda crescente, mantém uma frota superior a 4.278 veículos e processa anualmente mais de 55,1 milhões de remessas. Essa robustez operacional se traduz em mais de 51,9 milhões de quilômetros percorridos por suas rotas e no atendimento a mais de 5.300 clientes corporativos. Por trás desse desempenho está uma equipe de 5.216 colaboradores, responsável por manter elevados padrões de qualidade e inovação contínua. 

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Referência em soluções de alto valor no Brasil

Desde 2000, quando iniciou suas atividades brasileiras, a Andreani vem se destacando como parceira estratégica para indústrias que demandam controle rigoroso e compliance sanitário. “Celebrar 25 anos no país reforça nosso compromisso com a excelência logística. Com investimentos em tecnologia e infraestrutura, aprimoramos os serviços de armazenagem e transporte para os setores farmacêutico, hospitalar e de cosméticos, garantindo soluções seguras, ágeis e sustentáveis”, afirma Fernando Correa, diretor geral da Andreani Brasil. 

Com matriz em Embu das Artes (SP) e filiais em Goiânia (GO), Rio de Janeiro (RJ), Viana (ES) e Camboriú (SC), a operação brasileira oferece: 

  • Armazenagem especializada: câmaras frias e áreas com temperatura controlada, seguindo as normas ANVISA; 
  • Transporte e distribuição: frota equipada com rastreamento em tempo real e sistemas de controle de temperatura; 
  • Gestão integrada da cadeia: serviços que englobam desde o planejamento até o monitoramento pós-entrega, garantindo visibilidade em todas as etapas. 

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Investimentos em tecnologia e inovação

Para manter-se à frente das demandas do setor, a Andreani tem direcionado recursos significativos ao desenvolvimento de plataformas e ferramentas digitais: 

  1. Sistema unificado de gerenciamento de armazéns (WMS), que otimiza o fluxo de mercadorias e amplia a rastreabilidade de cada lote. 
  1. Integração via API para registro de remessas, proporcionando visibilidade em tempo real sobre o status das cargas. 
  1. Aplicação de Inteligência Artificial, voltada à experiência do cliente e ao aperfeiçoamento contínuo de controles internos, identificando padrões e oportunidades de melhoria. 
  1. Geolocalização avançada, que potencializa a eficiência na distribuição e no abastecimento de suprimentos. 

Além disso, a companhia mantém uma agenda robusta de práticas sustentáveis, com foco na redução da pegada de carbono. Entre as iniciativas, destacam-se programas de otimização de rotas para diminuição do consumo de combustível e adoção gradual de veículos híbridos e elétricos na frota. 

Ford já faturou quase R$ 2 bilhões com a Transit no Brasil

A estratégia da Ford de focar em veículos de maior valor agregado no Brasil começa a mostrar resultados expressivos. Com um portfólio mais enxuto e voltado a nichos de alta rentabilidade, dois modelos se destacam em termos de faturamento: a van Ford Transit, voltada ao mercado de veículos comerciais leves, e o lendário esportivo Ford Mustang. Juntos, esses dois produtos movimentaram mais de R$ 2,3 bilhões no mercado nacional, consolidando a nova fase da montadora no país.

Ford Transit: quase R$ 2 bilhões em faturamento acumulado

Desde o início da produção no Mercosul, a Ford Transit vem ganhando espaço gradualmente no segmento de vans. Em 2022, a fabricante comemorou a marca de 1.000 unidades vendidas no Brasil. Já em 2023, esse número saltou para 5.200 unidades, um crescimento notável impulsionado pela expansão do portfólio e pela entrada da versão elétrica e-Transit.

Em 2024, a Ford Transit manteve o ritmo de crescimento, alcançando mais de 7.000 unidades vendidas até o fim do ano — um aumento de cerca de 40% em relação a 2023.

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Com um preço médio de R$ 280 mil por unidade, o faturamento estimado da Ford com a linha Transit já ultrapassa a marca de R$ 1,96 bilhão no Brasil. Nunca é demais lembrar que metade, ou seja cerca de R$ 1bilhão, foram para os cobres públicos por meio de vários impostos.

Mustang: R$ 120 milhões em uma hora e mais de R$ 355 milhões no ano

Se no segmento comercial a Transit é a estrela, entre os esportivos, o Mustang segue como um ícone absoluto de performance e desejo. Em 2024, o novo Mustang GT Performance foi lançado no Brasil com preço inicial de R$ 529 mil, e o impacto foi imediato: as primeiras 150 unidades disponíveis esgotaram em apenas uma hora, gerando R$ 79 milhões em faturamento instantâneo.

Poucos meses depois, um segundo lote com 200 unidades também esgotou rapidamente, elevando o faturamento a R$ 120 milhões em apenas uma hora de vendas online — um marco que ganhou ampla repercussão nas redes sociais e na imprensa especializada.

No total, o Mustang somou 672 unidades vendidas no Brasil em 2024, segundo dados oficiais. Isso representa um faturamento estimado de R$ 355,5 milhões, consolidando o modelo como um verdadeiro “halo car” da marca, mesmo com volumes baixos em relação ao mercado de massa.

Nova fase da Ford no Brasil: menos volume, mais rentabilidade

Desde que encerrou a produção local de veículos de passeio em 2021, a Ford adotou uma nova postura no mercado brasileiro, concentrando-se em produtos importados, com foco em nichos como picapes (Ranger e F-150), SUVs (Territory e Bronco), vans (Transit) e modelos icônicos como o Mustang.

O sucesso das estratégias comerciais da Transit e do Mustang mostram que a montadora norte-americana está conseguindo se reposicionar com solidez, focando mais em margens de lucro do que em volume. Com quase R$ 2,3 bilhões faturados apenas com esses dois produtos, a Ford reforça sua imagem de marca aspiracional e especializada em veículos de alta performance — seja para o trabalho ou para a paixão pela velocidade.

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Transpass testa o ônibus 100% elétrico e-Volksbus 22L nas ruas de São Paulo

A Volkswagen Caminhões e Ônibus (VWCO) coloca à prova o seu ônibus elétricos em uma das cidades mais complexas para eletrificação do transporte público devido à falta de infraestrutura. Os primeiros modelos do e-Volksbus 22L começaram a circular pelas ruas de São Paulo em operações reais. Quatro unidades do modelo estarão em uso nas próximas semanas como parte de uma fase final de avaliações junto a clientes estratégicos.

Com 1.183 ônibus elétricos em circulação, o país ocupa a terceira colocação no ranking latino-americano, atrás do Chile (2.659 veículos) e da Colômbia (1.590), segundo dados atualizados do E-Bus Radar — iniciativa do projeto Zebra, liderado pelo ICCT (Conselho Internacional de Transporte Limpo) e C40 Cities.

O avanço dos ônibus elétricos no país corre atrás da agenda global de descarbonização e já conta cinco fabricantes de ônibus elétricos já produzindo — Mercedes-Benz, BYD, Eletra, Volvo e Marcopolo. Outros três vão começar a produzir entre este e o próximo ano — Volkswagen, Scania e Higer Bus — e um que vai apenas importar, a Ankai.

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100% desenvolvimento no Brasil

Nosso e-Volksbus chega para estabelecer uma nova referência de atendimento no mercado. Não oferecemos apenas um veículo, mas uma solução completa de transporte, da infraestrutura de recarga ao pós-vendas“, destaca Ricardo Alouche, vice-presidente de Vendas, Marketing e Pós-Vendas da VWCO.

Segundo a empresa, o e-Volksbus 22L é fruto direto da experiência com o e-Delivery, primeiro e único caminhão 100% elétrico desenvolvido e produzido na América Latina. A expertise acumulada permitiu à engenharia da VWCO desenvolver um ônibus robusto, versátil e alinhado às necessidades reais do transporte coletivo urbano.

Outro modelo desenvolvimento no Brasil e já com mais de 120 unidades entregues aos clientes é o Mercedes-Benz eO500U. Leia mais sobre ele:

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Etapa de testes e suporte total ao cliente

A primeira unidade já está em operação na empresa Transpass, enquanto as demais serão integradas à frota de outras operadoras da capital paulista em breve. Técnicos da VWCO acompanharão de perto cada veículo, garantindo treinamento completo aos profissionais das empresas e suporte para eventuais manutenções realizadas nas próprias garagens.

A montadora também está mobilizando sua rede de concessionárias, preparando estoques de peças e serviços dedicados aos novos modelos elétricos. “Seja a diesel ou elétrico, nossos veículos vão sempre oferecer a melhor solução de transporte, apoiados numa extensa e qualificada rede de atendimento em todo o país”, reforça Alouche.

Projetado no Brasil, o e-Volksbus 22L adota a exclusiva arquitetura modular elétrica da VWCO, que permite maior flexibilidade no desenvolvimento de veículos. Essa solução possibilita a adaptação ágil da base técnica para diferentes plataformas, reduzindo o tempo de lançamento de novos produtos e garantindo alinhamento com as exigências operacionais de diferentes mercados.

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Mercado e fabricantes em destaque

No panorama latino-americano, a chinesa BYD lidera a presença de ônibus elétricos com 2.678 unidades, seguida por Foton, Yutong Bus e a brasileira Eletra, que detém a maior frota em operação no Brasil, com 691 ônibus. No país, a BYD aparece com 90 unidades, seguida pela Mercedes-Benz, com 62.

A chegada do e-Volksbus promete aquecer ainda mais esse mercado e ampliar a competitividade entre fabricantes em território nacional, num momento em que sustentabilidade e eficiência operacional se tornam prioridades inadiáveis.

A expansão dos biocombustíveis no Mato Grosso do Sul

O Mato Grosso do Sul vive um momento de transformação econômica impulsionado pela força dos biocombustíveis. A agroindústria voltada à produção de energia renovável tem sido responsável por alavancar o desenvolvimento do estado, com reflexos diretos no crescimento do PIB, na geração de empregos e na competitividade nacional e internacional do setor.

Em 2025, a economia sul-mato-grossense deve crescer 4,8%, segundo estimativas do governo estadual — um desempenho expressivo que supera em 2,8 pontos percentuais a previsão de crescimento do PIB brasileiro. Esse avanço é liderado, em grande parte, pelo segmento de bioenergia, que já representa 17% do Produto Interno Bruto estadual.

De acordo com a Biosul (Associação dos Produtores de Bioenergia de Mato Grosso do Sul), o estado alcançou uma produção histórica de 4,2 bilhões de litros de etanol na safra 2024/2025, consolidando-se como o quarto maior produtor do país. A meta é ambiciosa: ser o segundo maior produtor até 2027, ficando atrás apenas de São Paulo. Para 2034, o objetivo é ainda mais ousado — alcançar 48,5 bilhões de litros de biocombustíveis, ante os 35 bilhões produzidos em 2024.

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Crescimento em todas as frentes

O avanço da bioenergia no estado não se restringe ao etanol. Em 2024, a produção de biodiesel foi de 9,4 bilhões de litros, com meta de chegar a 14,3 bilhões até 2034. A produção de diesel verde (HVO) ainda é inexistente, mas há expectativa de alcançar 13,6 bilhões de litros em dez anos. Já o SAF (combustível sustentável para aviação) teve início com 0,9 bilhão de litros, mirando 6,5 bilhões em 2034.

Outro destaque é o biometano, que teve produção de 1,8 bilhão de Nm³ em 2024, e deve atingir 3,3 bilhões de Nm³ até 2034. O etanol de milho, alternativa crescente no portfólio energético do estado, somou 7,3 bilhões de litros em 2024, com projeção de quase dobrar — chegando a 14,3 bilhões de litros — na próxima década.

Desafio: falta de mão de obra

Apesar do otimismo com os números, a rápida expansão do setor traz consigo um grande desafio: a escassez de mão de obra. Segundo empresas do ramo, setores como o de transporte já enfrentam dificuldade para encontrar trabalhadores qualificados. Isso ocorre porque a velocidade de crescimento da agroindústria de biocombustíveis supera a capacidade atual de formação e alocação de profissionais.

Hoje, o setor emprega cerca de 30 mil pessoas diretamente no estado e conta com 22 usinas de bioenergia em operação. A expectativa é que esse número aumente com os investimentos programados para os próximos anos.

Protagonismo global

O destaque de Mato Grosso do Sul reflete um cenário global de crescimento dos biocombustíveis. Segundo a Agência Internacional de Energia (EIA, na sigla em inglês), o setor movimentou US$ 320 bilhões em 2023, o equivalente a aproximadamente R$ 1,6 trilhão, considerando a cotação média do dólar. Esse volume contribuiu com 10% da expansão do PIB mundial e foi responsável pela criação de mais de 2,8 milhões de novos postos de trabalho no planeta.

Nesse contexto, o Brasil — e especialmente o Mato Grosso do Sul — tem papel de liderança, combinando recursos naturais abundantes, políticas públicas de incentivo e uma cadeia produtiva altamente tecnificada.

Perspectivas

Com metas bem definidas, capacidade produtiva crescente e forte apelo sustentável, o Mato Grosso do Sul se posiciona como um polo estratégico na transição energética brasileira. A consolidação do estado como referência nacional em biocombustíveis depende agora da superação de gargalos na qualificação de mão de obra e de investimentos em logística, pesquisa e inovação. A corrida já começou — e o estado quer chegar na frente.

RETTmobil 2025: Mercedes-Benz apresenta caminhões de bombeiros

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Os caminhões de bombeiros ocupam um lugar especial no imaginário coletivo. São veículos destinados a missões vitais, como o salvamento de vidas e o combate a desastres naturais. Ao contrário dos caminhões convencionais utilizados em atividades como agronegócio, mineração ou construção, os veículos de emergência precisam reunir robustez, velocidade e alta capacidade de transporte — tanto de equipamentos quanto de pessoal. E é nesse contexto que a Mercedes-Benz apresenta seus modelos especiais na edição 2025 da RETTmobil, uma das principais feiras internacionais de resgate e resposta a emergências, realizada de 14 a 16 de maio em Fulda, na Alemanha.

A Mercedes-Benz Special Trucks preparou duas soluções de peso para os bombeiros: o lendário Unimog U 5023, em versão caminhão-tanque de bombeiros, e o Mercedes-Benz Atego HLF 10, veículo multifuncional para combate a incêndios e assistência técnica. Ambos foram projetados para operar em condições extremas, desde enchentes até incêndios florestais de difícil acesso.

Unimog U 5023: feito para o improvável

Projetado para missões em terrenos severos, o Unimog U 5023 é um verdadeiro símbolo da capacidade off-road da Mercedes-Benz. Com motor de 231 cv, tração integral selecionável e eixos tipo portal, este caminhão-tanque de bombeiros impressiona pela capacidade de transpor obstáculos e chegar onde outros veículos não chegam.

Sua distância do solo de mais de 50 cm e capacidade de travessia de até 1,2 metro o tornam indicado para situações de alagamento e acesso remoto. A articulação diagonal de até 30 graus do chassi e os eixos tubulares garantem que o caminhão mantenha a estabilidade em terrenos irregulares, mesmo carregado com até 14,5 toneladas de peso bruto total.

RETTmobil 2025
Caminhão de bombeiros Unimog U 5023 da Mercedes-Benz, equipado com superestrutura Schlingmann, pronto para operações de resgate e combate a incêndios em terrenos desafiadores

A redução off-road e o sistema de regulação de pressão dos pneus permitem que o veículo se adapte instantaneamente ao tipo de solo, garantindo tração máxima em qualquer situação — da terra ao asfalto, onde pode atingir até 89 km/h.

O modelo apresentado na feira está equipado com superestrutura Schlingmann construída em aço inoxidável, que oferece resistência à torção e proteção contra corrosão. O sistema duplo de três pontos de fixação da carroceria ao chassi permite a flexibilidade necessária para enfrentar solos acidentados com segurança.

Com capacidade para transportar até 4.000 litros de água, o caminhão conta com uma bomba centrífuga Schlingmann S2000 tipo FPN 10-2000, acionada por botões compatíveis com luvas, e um canhão d’água no teto. A iluminação por LED nos compartimentos e ao redor do veículo facilita as operações noturnas, enquanto compartimentos laterais e caixas no teto oferecem espaço de sobra para equipamentos.

Atego HLF 10: versatilidade urbana e rural

Voltado principalmente para os corpos de bombeiros urbanos, o Mercedes-Benz Atego HLF 10 é um veículo multifuncional construído sobre o chassi Atego, com motor de 299 cv (220 kW), tração 4×4 e redução off-road. Atende às normas DIN 14502 e DIN 14530-26 e é equipado com superestrutura da especialista Rosenbauer.

RETTmobil 2025
Mercedes-Benz Atego HLF 10 com superestrutura Rosenbauer: versatilidade e alta tecnologia para combate a incêndios e operações de resgate em áreas urbanas e rurais.

Com cabine dupla para até nove ocupantes (8+1), o HLF 10 combina agilidade com funcionalidade. O bloqueio longitudinal sincroniza os eixos dianteiro e traseiro para enfrentar terrenos difíceis, enquanto os diferenciais bloqueantes evitam que as rodas patinem em solo escorregadio.

O conceito de superestrutura AT (Advanced Technology) da Rosenbauer foca em modularidade e espaço interno, permitindo transporte de equipamentos variados para diferentes tipos de operação. Um destaque é o sistema de bomba centrífuga FPN 10-3000, capaz de fornecer água e espuma para combate a incêndios, tudo gerenciado por meio do Sistema de Controle Lógico da marca austríaca.

Guia MICHELIN 2025: descubra os 4 estreantes e as 18 novidades

O prestigiado Guia MICHELIN apresentou nesta segunda-feira, 12 de maio, sua aguardada seleção 2025 para as cidades do Rio de Janeiro e São Paulo. Em uma cerimônia realizada no luxuoso hotel Rosewood São Paulo, foram anunciados os novos destaques da gastronomia brasileira, que inclui quatro novos restaurantes agraciados com uma Estrela MICHELIN — dois em cada cidade — além de novos nomes nas categorias Bib Gourmand e Recomendados.

No total, o guia recomenda agora 149 restaurantes, dos quais 18 são estreantes na seleção deste ano. A edição especial também marca os 125 anos de fundação da publicação francesa, símbolo mundial de excelência gastronômica.

Com a chegada de Casa 201 e Oseille, no Rio de Janeiro, e KANOE e Ryo Gastronomia, em São Paulo, o Brasil passa a contar com 20 estabelecimentos detentores de uma Estrela MICHELIN.

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Casa 201 (Rio de Janeiro) – Localizado no Jardim Botânico, o restaurante do chef João Paulo Frankenfeld oferece um menu degustação sazonal, com toques franceses e foco em ingredientes brasileiros. A proposta delicada e autoral reflete sua formação no Institut Paul Bocuse, na França, e sua experiência no Le Cordon Bleu.

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Oseille (Rio de Janeiro) – Comandado por Thomas Troisgros, herdeiro de uma linhagem de chefs franceses renomados, o restaurante funciona acima do já conhecido Toto. A cozinha aberta e o balcão em “U” permitem uma experiência imersiva, com pratos que combinam técnica francesa e insumos locais.

KANOE (São Paulo) – No coração do bairro Jardins, o restaurante japonês do chef Tadashi Shiraishi propõe um refinado menu Omakase, servido em um balcão para apenas nove pessoas. O cuidado extremo com cada ingrediente e a atmosfera intimista conquistaram os inspetores do guia.

Ryo Gastronomia (São Paulo) – Após uma ampla renovação, o restaurante comandado pelo chef Edson Yamashita volta à lista de estrelados, com sua proposta de menu Omakase que combina precisão, respeito aos ingredientes e técnica japonesa refinada.

Biestrelados mantêm posição de destaque

Cinco dos mais respeitados restaurantes do país renovaram suas duas Estrelas MICHELIN, reconhecimento que sinaliza uma cozinha excepcional, pela qual “vale a pena fazer um desvio”. São eles:

  • D.O.M. (São Paulo)
  • Evvai (São Paulo)
  • Lasai (Rio de Janeiro)
  • Oro (Rio de Janeiro)
  • Tuju (São Paulo)

Estrela Verde: compromisso com a sustentabilidade

Os três restaurantes detentores da Estrela Verde MICHELIN, que reconhece práticas sustentáveis na gastronomia, também mantiveram suas distinções. Todos estão em São Paulo: A Casa do Porco, Corrutela e Tuju, reafirmando a cidade como polo de inovação e consciência ambiental no setor.

Cinco novos Bib Gourmand celebram o bom custo-benefício

A categoria que valoriza restaurantes com excelente relação entre qualidade e preço recebeu cinco novos representantes, todos em São Paulo:

  • A Casa do Porco
  • Cepa
  • Clandestina
  • Jacó
  • Manioca da Mata

Com essas adições, o Brasil agora conta com 40 Bib Gourmand, sendo 33 em São Paulo e 7 no Rio.

12 novos restaurantes Recomendados ampliam a oferta gastronômica

A categoria “Recomendado” também cresceu, com 12 novos nomes que reforçam a diversidade e qualidade da cena gastronômica nacional. Agora são 84 restaurantes reconhecidos com essa menção: 30 no Rio e 54 em São Paulo.

No Rio de Janeiro:

  • Babbo Osteria
  • OCYÁ Ilha
  • Quinta da Henriqueta
  • Rufino Parrilla

Em São Paulo:

  • Cala del Tanit
  • Giulietta Carni
  • Goya Zushi
  • Le Jardin
  • Marena Cucina
  • Sal Gastronomia
  • Shin Zushi
  • Trattorita Evvai

Reconhecimento a talentos da hospitalidade: os prêmios especiais MICHELIN 2025

Além das tradicionais distinções, o Guia MICHELIN homenageou profissionais que se destacam em suas áreas com prêmios especiais:

  • Prêmio Jovem ChefIago Jacomussi, do restaurante Jacó (SP), pela cozinha brasileira moderna e técnica aos 26 anos.
  • Prêmio SommelierMarcelo da Fonseca Lopes Costa, do Evvai (SP), por sua abordagem elegante e apaixonada à harmonização.
  • Prêmio de ServiçoRodrigo Cavalcante, maître do Tuju (SP), pela excelência, discrição e precisão no atendimento.

A violência nas estradas e o impacto sobre os motoristas profissionais

A violência nas estradas brasileiras é um problema grave, que afeta diretamente a segurança de motoristas, passageiros e, sobretudo, dos caminhoneiros — profissionais que passam a maior parte de suas vidas nas rodovias. Os crimes vão desde roubos de carga, assaltos e sequestros até homicídios. Essa é a dura realidade enfrentada por trabalhadores que desempenham um papel essencial no funcionamento da economia do país.

O roubo de cargas, por exemplo, é um dos principais crimes que atingem os caminhoneiros. Segundo dados do fechamento de 2024, a região Sudeste concentra a maior parte dessas ocorrências, especialmente em áreas metropolitanas. Somente naquele ano, 83,6% dos prejuízos foram registrados nessa região, com destaque para São Paulo (45,8%), Rio de Janeiro (25%) e Minas Gerais (12,1%). Esses crimes geram perdas financeiras para as empresas de transporte e para os segurados, além de colocarem em risco a integridade física e emocional dos condutores.

De acordo com o levantamento “Análise de Roubo de Cargas 2024”, da nstech — empresa líder em software para supply chain na América Latina —, a maioria dos roubos ocorre às segundas-feiras, sendo as noites e madrugadas os períodos mais perigosos (57,4%).

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Acidentes rodoviários: vidas perdidas e alto custo para o país

Além da criminalidade, os acidentes de trânsito também têm causado impactos alarmantes nas rodovias. Segundo o Painel CNT de Acidentes Rodoviários de 2024, o Brasil registrou 73.114 acidentes no ano, resultando em 6.153 mortes — uma média de 16 vidas perdidas por dia —, além de um impacto econômico superior a R$ 16 bilhões. Em 20% dos sinistros registrados, caminhões estavam envolvidos.

No mesmo período, um estudo da empresa apontou 1.437 acidentes envolvendo veículos de transporte de cargas. A companhia lançou esse relatório como parte das ações do Maio Amarel. O levantamento reúne informações de importantes gerenciadoras de risco (BRK, Buonny e Opentech), além de dados da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e da Confederação Nacional do Transporte (CNT).

A análise mostra que a região Sudeste concentrou 53% das incidências. As operações com cargas fracionadas e alimentos foram as mais sinistradas em 2024, somando 631 acidentes — número cinco vezes superior ao registrado por outros tipos de carga (135 ocorrências). São Paulo liderou o ranking de estados com mais acidentes (388), seguido por Minas Gerais (208), Rio de Janeiro (142) e Paraná (137). Todos apresentaram aumento em comparação com o ano anterior, com destaque para os crescimentos de 41% em São Paulo, 17% em Minas e impressionantes 84% no Rio.

Colisões foram o tipo de ocorrência mais comum, totalizando 490 sinistros — um aumento de 50,3% em relação a 2023. Já as saídas de pista subiram 58,1%, com 117 casos em 2024, contra 74 no ano anterior.

Trechos urbanos e horários críticos

Os trechos urbanos concentraram o maior número de acidentes, com 219 sinistros, sendo 45 deles às terças-feiras. Nesse tipo de trajeto, as operações com cargas alimentícias foram as mais afetadas (113 ocorrências). As rodovias com mais registros foram a BR-116 (208 acidentes) e a BR-101 (106), considerando apenas operações monitoradas pela Nstech.

Quanto ao período do dia, as manhãs continuam sendo as mais críticas: foram registradas 34 saídas de pista, 189 colisões e 178 tombamentos nesse intervalo. Também houve aumento de 51,1% nos acidentes noturnos. Já a quinta-feira foi o dia com mais ocorrências, enquanto o domingo foi o menos crítico — embora ainda tenha registrado 129 acidentes.

Causas: infraestrutura precária e comportamentos de risco

As causas dos acidentes estão relacionadas tanto à infraestrutura das rodovias quanto ao comportamento dos motoristas. A CNT identificou, em 2024, 2.446 ocorrências graves nas estradas, como buracos, erosões, quedas de barreiras, pontes danificadas e outros problemas estruturais. No entanto, segundo o Observatório Nacional de Segurança Viária, nove em cada dez acidentes são causados por falhas humanas.

Dados da Onisys mostram que os principais comportamentos de risco em 2024 foram excesso de velocidade, uso de celular ao volante, fadiga e o não uso do cinto de segurança. As longas jornadas de trabalho, comuns entre caminhoneiros, também contribuem significativamente para o aumento do risco. A fadiga extrema reduz os reflexos e a capacidade de reação, aumentando a chance de acidentes.

Fabet SP – Educação em Transporte

A Fabet é uma fundação de educação no transporte sem fins lucrativos

“Prevenção de acidentes vai além de uma preocupação com prazos ou ativos: trata-se de preservar vidas e promover a sustentabilidade no setor. Por isso, a prevenção deve ser encarada como estratégia fundamental — e não como um custo adicional”, reforça Thiago Azevedo, diretor executivo do Onisys.

Uma análise feita pela Frota News com base nos relatórios da PRF dos últimos 17 anos, comprovam que a ocorrência de acidentes já foram muito maiores. Devido a diferentes fatores, houve uma significativa redução, o que pode ser conferido na reportagem abaixo:

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Valorização do caminhoneiro é parte da solução

Além de tecnologia e infraestrutura, é essencial reconhecer e valorizar o papel do motorista profissional. A ausência de políticas públicas eficazes, o medo constante e a pressão por produtividade afetam diretamente sua saúde mental e física. A combinação de insegurança, jornadas exaustivas e riscos operacionais torna essa profissão uma das mais desafiadoras do país.

Diante desse cenário, é urgente que se adotem políticas de valorização do profissional, melhorias estruturais nas rodovias, reforço no policiamento e estratégias inteligentes de prevenção. Sem transporte seguro, todo o país sofre as consequências.

Kia lança Bongo 2026 mais competitivo no segmento cabine chassi 4×4

A Kia Brasil anunciou nesta segunda-feira (12) duas atualizações para o utilitário leve Bongo Bongo 2026: a ampliação da garantia de fábrica de 3 para 4 anos (ou 100 mil quilômetros, o que ocorrer primeiro) e a extensão dos intervalos de manutenção periódica, que passam de 10 mil km para 15 mil km. As novidades valem para unidades ano/modelo 2025/2026. Vale lembrar que a garantia é valida para os clientes que fazem todas as manutenções nas concessionárias autorizadas.

Segundo Gabriel Loureiro, diretor técnico da Kia Brasil, as mudanças só foram possíveis graças às melhorias implementadas no trem de força do modelo. “Os componentes e sistemas receberam ajustes que aumentaram a durabilidade e permitiram nova calibração. Com isso, conseguimos garantir 50% a mais de quilometragem entre as revisões”, explica o executivo.

Para Daniel Brenn, diretor de Vendas da Kia Brasil, os novos parâmetros representam um avanço significativo em termos de custo-benefício para quem utiliza o Bongo 4×4 como ferramenta de trabalho. “A extensão dos programas de garantia e de manutenção é mais um benefício relevante aos profissionais autônomos e aos frotistas, porque quanto mais garantia de fábrica e menores os intervalos de parada para manutenção, melhores serão os índices de TCO – Total Cost of Ownership (custo total de propriedade)”, destaca.

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Desempenho reconhecido no campo e na cidade

Com capacidade para até três ocupantes — e agora também disponível em versão de dois lugares —, o modelo é utilizado tanto na distribuição urbana quanto em operações no campo, com destaque para a logística agrícola e a agricultura familiar. Além disso, vem sendo bastante utilizado para implementação de motorhome.

Equipado com tração integral com reduzida, o Bongo 4×4 pode ser configurado com baú, carroceria metálica ou de madeira, e tem capacidade de carga no chassi de até 1.811 kg. O motor é um 2.5 litros, turbo diesel intercooler de 4 cilindros, com injeção eletrônica Common Rail da Bosch, que entrega 130,5 cv de potência a 3.800 rpm e torque de 26 kgf.m a apenas 1.250 rpm.

Assim como todos os utilitários com PBT até 3.500 kg, o modelo pode circular em áreas restritas a caminhões e a condução com CNH categoria B, mesma exigida para automóveis de passeio. Vale lembrar que se for de uso profissional, a CNH B precisa ser com EAR (Exerce Atividade Remunerada). No ambiente rural, destaca-se a aptidão para enfrentar terrenos irregulares, especialmente em regiões produtoras.

Equipamentos e versões

Dos itens de série Kia Bongo K2500 4×4, os seguintes são obrigatórios por lei em veículos comerciais leves no Brasil:

  1. Cintos de segurança de três pontos – Obrigatórios para todos os ocupantes desde 1999 (Resolução Contran nº 14/1998).

  2. Controle de estabilidade (ESC) – Obrigatório para todos os veículos novos homologados a partir de 2020 e para todos os veículos leves zero-quilômetro vendidos desde 2024 (Resolução Contran nº 903/2022).

  3. Alerta de frenagem de emergência (ESS) – Obrigatório para veículos leves fabricados a partir de 2023 (Resolução Contran nº 918/2022).

  4. Luzes diurnas (DRL) – Obrigatórias para novos projetos desde 2021, e gradualmente exigidas em todos os modelos a partir de 2023 (também conforme a Resolução nº 918/2022).

Os demais itens, como computador de bordo com nível de ureia, volante multifuncional, bancos em vinil, faróis de neblina, chave com controle remoto e para-brisa degradê, são itens de conforto ou conveniência, não obrigatórios por lei, embora possam ser exigidos em aplicações específicas ou por clientes corporativos.

O modelo é comercializado em quatro versões:
  • R$ 174.990,00 – 2 lugares, sem ar-condicionado
  • R$ 177.990,00 – 3 lugares, sem ar-condicionado
  • R$ 181.990,00 – 2 lugares, com ar-condicionado
  • R$ 184.990,00 – 3 lugares, com ar-condicionado

Concorrentes

O Kia Bongo 4×4 não conta com corrente direto, considerando o seu tipo de cabine, mas são da mesma categoria as picapes cabine simples Toyota Hilux 4×4 e Chevrolet S10 4×4.

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A Toyota Hilux Chassi Cabine Simples 4×4 é uma versão voltada ao trabalho pesado, ideal para aplicações comerciais e rurais que exigem robustez e tração integral. Equipada com motor 2.8 turbodiesel de 204 cv e 42,8 kgf.m de torque, traz câmbio manual de seis marchas e tração 4×4 com reduzida. Oferece estrutura de chassi reforçada para receber implementos como baús, carrocerias metálicas ou de madeira, e tem capacidade de carga aproximada de 1.000 kg, dependendo da configuração final. Mesmo mais espartana, mantém a confiabilidade mecânica e a durabilidade reconhecidas da linha Hilux, sendo amplamente utilizada em frotas, agricultura e serviços públicos. Preço público:
R$ 246.190,00.

A Chevrolet S10 Cabine Simples Chassi 4×4 é uma picape voltada para uso comercial e rural, com estrutura preparada para receber carrocerias personalizadas. Equipada com motor 2.8 turbodiesel de 200 cv e 51 kgf.m de torque, oferece câmbio manual de seis marchas e tração 4×4 com reduzida, garantindo bom desempenho em terrenos irregulares. Sua capacidade de carga é de cerca de 1.000 kg, variando conforme o implemento instalado. Com foco na funcionalidade, essa versão prioriza resistência, força e baixo custo operacional, sendo amplamente utilizada por frotistas, produtores rurais e prestadores de serviço. Preço público: R$ 253.290.

Reiter Log projeta frota 100% limpa até 2035 e já opera com a maior frota verde do TRC

Com frota jovem, composta por centenas de caminhões movidos a gás biometano e eletricidade. Reiter Log projeta a transição energética no setor logístico com estratégia, inovação e meta para ter frota limpa até 2035

Em um setor tradicionalmente dependente do diesel, a Reiter Log vem mudando paradigmas com ousadia e consistência. Fundada em 2008 no Rio Grande do Sul, a empresa traçou uma das metas mais ambiciosas do setor de logística no Brasil: até 2035. A empresa pretende operar com 100% de sua frota movida a energia limpa, disse Vanessa Reiter Pilz em entrevista ao canal de notícias por assinatura CNBC. E os números mostram que a transformação já está em pleno curso. 

Atualmente, 35% da frota da Reiter Log — que totaliza cerca de 1.800 veículos — já é composta por caminhões movidos a gás biometano ou eletricidade. A empresa não apenas aposta na descarbonização como pilar estratégico, como também já construiu a maior frota sustentável do transporte rodoviário brasileiro. Aliás, com destaque para os 290 cavalos mecânicos da Scania a gás natural e biometano, além de modelos elétricos das marcas XCMG e JAC Motors, afirmou a executiva. 

“Temos uma estratégia clara de futuro: operar com zero emissões líquidas. Estamos fazendo isso com tecnologia, parcerias fortes e um olhar atento para as novas demandas da sociedade e dos nossos clientes”, acrescenta Vanessa.

Foco em biometano e eletrificação 

O diferencial da Reiter Log não está apenas na quantidade de veículos sustentáveis, mas na forma como ela prioriza o uso de combustíveis renováveis. A empresa privilegia o abastecimento com biometano, gás produzido a partir da decomposição de resíduos orgânicos, como dejetos da pecuária e do agronegócio. O uso desse combustível pode reduzir em até 90% as emissões de CO₂ em comparação com o diesel. 

Os caminhões pesados a gás são Scania e os elétricos da XCMG

Na ausência de biometano, a frota pode ser abastecida com GNV (gás natural veicular), de origem fóssil. Mas que ainda representa uma alternativa com menor impacto ambiental em relação ao diesel. Além disso, a empresa já investiu na construção de seis bases de abastecimento de biometano, sendo três internas e três externas, com planos de expansão para acompanhar o crescimento da frota limpa. 

Inovação sobre rodas 

Entre as inovações da frota está o Scania 30 G 4×2, primeiro cavalo mecânico 100% elétrico da marca comercializado no Brasil, adquirido pela Reiter Log. O modelo, com autonomia de 200 quilômetros, é utilizado em rotas curtas e urbanas, principalmente para a indústria de bens de consumo e cosméticos. A empresa também opera com caminhões leves elétricos JAC iEV1200T e modelos pesados da chinesa XCMG. 

Outro diferencial é a baixa idade média da frota, que hoje é de apenas dois anos — fator que garante alta eficiência operacional, menor consumo de energia e menos emissões por quilômetro rodado. 

Parcerias sustentáveis 

A Reiter Log se destaca por atuar junto a empresas comprometidas com metas ambientais. Marcas como Natura, Boticário, L’Oréal, Nivea e Suzano integram sua carteira de clientes. Em parceria com a Suzano, a empresa transporta papel utilizando caminhões elétricos nas regiões de Mogi das Cruzes e Limeira (SP), enquanto com a Natura implementou uma frota de 50 caminhões a biometano para o transporte de cosméticos. 

Além disso, um dos projetos mais simbólicos da Reiter Log está ligado à equidade de gênero e à inovação: caminhões elétricos conduzidos por mulheres são responsáveis por entregar produtos nas lojas franqueadas da indústria de beleza, mostrando que sustentabilidade e inclusão podem andar juntas na mesma estrada. 

Resultados que refletem propósito 

Mesmo em um ano desafiador, com eventos climáticos extremos impactando o Rio Grande do Sul, sede da empresa, a Reiter Log registrou um faturamento de R$ 721 milhões em 2024. O bom desempenho é fruto da diversificação de clientes, do investimento constante em frota própria e do planejamento estratégico voltado à transição energética. 

A empresa também conta com cerca de 2.000 funcionários e está investindo em formação de motoristas, com foco na qualificação de mulheres e jovens para conduzir os veículos da nova frota verde. 

Reconhecimento e liderança 

Com esse conjunto de ações, a Reiter Log foi reconhecida pelo Instituto Besc com o prêmio Frotas e Fretes Verdes na categoria “Empresas com Sustentabilidade”, consolidando seu papel como líder na transformação ecológica do transporte de cargas no Brasil. 

Uma nova logística é possível 

A meta para 2035 — operar com 100% da frota limpa — não é apenas uma promessa, mas um plano em execução. A cada novo caminhão elétrico ou a gás biometano que entra na operação, a Reiter Log acelera rumo a uma logística de baixo carbono. Assim sendo mais eficiente e mais justa. 

Em um setor em que a sustentabilidade ainda engatinha, a empresa mostra que é possível ir além do discurso e construir, com estratégia e coragem, um futuro mais verde para a logística brasileira. 

Gigante asiática Meituan vai investir R$ 5,6 bi em logística urbana no Brasil

O setor de logística urbana no Brasil terá novo impulso com a chegada da gigante chinesa Meituan. Avaliada em R$ 600 bilhões e principal concorrente do iFood. Líder em serviços de delivery na China, a empresa anunciou nesta segunda-feira (12) um investimento de R$ 5,6 bilhões para iniciar operações no Brasil sob a marca Keeta, já utilizada em Hong Kong e na Arábia Saudita. 

A entrada da Meituan foi divulgada durante o Seminário Empresarial Brasil-China, realizado assim em Pequim, e encerrou com discursos do presidente da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), Jorge Viana, e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. 

A princípio, segundo Viana, os negócios anunciados entre empresas chinesas e brasileiras somam R$ 27 bilhões e abrangem setores estratégicos como delivery, fast-food e semicondutores. “Esses investimentos vão transformar não só a economia urbana brasileira, mas também ampliar a nossa inserção nas cadeias globais de valor”, afirmou o presidente da ApexBrasil. 

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Keeta no Brasil: concorrência direta com iFood

Com a chegada da Meituan, o mercado brasileiro de entregas verá um novo competidor de peso para o iFood. A saber, a Keeta, braço internacional da empresa, vai instalar uma central de atendimento no Nordeste, com previsão de 3 mil a 4 mil empregos diretos e a estimativa de 100 mil empregos indiretos ao longo dos cinco anos do plano de expansão. 

O movimento sinaliza uma mudança significativa no ecossistema de entregas do país. Certamente com expectativas de inovações tecnológicas, aumento da competitividade e melhoria nos serviços ao consumidor. 

Fast-food chinês com sabor brasileiro 

Outro destaque entre os anúncios é sobre a chegada da Mixue, a maior rede de fast-food do mundo, com 45 mil lojas, ultrapassando até mesmo o McDonald’s. A empresa vai iniciar sua operação no Brasil com um aporte de R$ 3,2 bilhões e prevê a criação de 25 mil empregos até 2030. 

Como parte de sua estratégia de expansão, a Mixue pretende comprar frutas brasileiras para a fabricação de sorvetes, bem como, chás gelados e outras bebidas, o que abre oportunidades para o agronegócio nacional e amplia o comércio bilateral entre os dois países, atividades que vão gerar mais necessidades de transportes e novos veículos.  

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Brasil e China fortalecem laços empresariais 

Os anúncios reforçam o protagonismo da China como maior parceiro comercial do Brasil e demonstram o interesse crescente de grandes conglomerados asiáticos no mercado brasileiro. Os investimentos não apenas prometem gerar empregos e renda, mas também impulsionar a inovação em setores com grande impacto na vida urbana e no consumo diário. 

Fabet promove formação exclusiva para mulheres no transporte de cargas

“Estamos dando um salto na qualidade dos investimentos que o Brasil pode receber. Não é só capital, é transferência de conhecimento e desenvolvimento local”, destacou Jorge Viana. 

A expectativa é de que os primeiros impactos desses investimentos sejam sentidos ainda em 2025. Aliás, com o início das operações da Keeta e da Mixue em território nacional.