sexta-feira, abril 10, 2026

Konect promete facilitar recarga de elétricos em postos, frotas e operações logísticas

Com a expansão acelerada da mobilidade elétrica no Brasil, cresce também a necessidade por soluções de recarga que sejam práticas, escaláveis e integradas à operação cotidiana de empresas dos mais diversos setores. De olho nesse movimento, a Gilbarco Veeder-Root anuncia a chegada à América Latina do Konect, um ecossistema de recarga que une infraestrutura física e sistema de gestão digital em uma única plataforma.

A proposta é clara: simplificar a instalação e a operação dos pontos de recarga elétrica, eliminando a necessidade de múltiplos fornecedores, tecnologias desconectadas e processos complexos de integração. Voltado tanto para ambientes comerciais, como postos de combustíveis e lojas de conveniência, quanto para segmentos industriais, incluindo logística e mineração, o Konect promete facilitar o caminho de empresas interessadas em oferecer ou utilizar esse tipo de serviço.

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Recarga com menos atrito

Um dos principais atrativos da plataforma é sua compatibilidade com sistemas já presentes na operação de abastecimento tradicional. Isso inclui integração com terminais de pagamento, sistemas de controle de abastecimento, programas de fidelidade e ferramentas de gestão de frotas. Assim, os pontos de recarga elétrica podem ser incorporados à rotina dos negócios com o menor impacto possível na estrutura operacional existente.

Além disso, o Konect oferece suporte técnico especializado e consultoria desde a etapa de planejamento até a operação contínua — passando pela escolha dos pontos ideais, adequação elétrica, instalação e manutenção. A arquitetura modular permite que a infraestrutura seja escalada gradualmente, conforme a demanda crescer.

Mais controle e eficiência

O sistema também se destaca pela plataforma digital de gestão integrada, que permite aos operadores:

  • Monitorar em tempo real o consumo de energia
  • Definir prioridades de carregamento
  • Programar manutenções preventivas
  • Controlar o uso por veículo, por período ou por estação
  • Integrar o carregamento a fontes alternativas de energia, como painéis solares e baterias de armazenamento

Essas funcionalidades não só garantem eficiência energética, como também reduzem custos operacionais, um fator estratégico para frotistas e operadores logísticos.

Mobilidade elétrica em expansão

Segundo projeções da indústria, a frota brasileira de veículos elétricos e híbridos pode ultrapassar 335 mil unidades em breve. Essa nova realidade impõe desafios à infraestrutura de abastecimento e exige soluções adaptadas ao contexto local — tanto do ponto de vista técnico quanto econômico.

É nesse cenário que a Gilbarco Veeder-Root aposta no Konect como um facilitador da transição energética no Brasil, ao trazer ao mercado latino-americano sua expertise global, porém com um olhar atento às particularidades regionais, como a instabilidade do fornecimento elétrico em algumas regiões e a necessidade de compatibilidade com os sistemas já utilizados por postos e operadores logísticos.

Com essa abordagem, a empresa espera não apenas atender à crescente demanda por recarga, mas também ajudar a transformar a forma como o setor enxerga e gerencia a mobilidade elétrica — com mais integração, menos complexidade e foco em resultados sustentáveis.

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Scania, VWCO e MAN pagam dividendos maiores via TRATON; veja como investir

Os acionistas do Grupo TRATON têm motivos para comemorar. A controladora das marcas Scania, Volkswagen Caminhões e Ônibus, MAN Truck & Bus e International anunciou o pagamento de dividendos no valor de € 1,70 por ação (R$ 10,69) referente ao exercício de 2024 — um aumento em relação aos € 1,50 distribuídos no ano anterior. A decisão foi aprovada por ampla maioria na Assembleia Geral Anual da companhia, realizada em maio de 2025. 

Além da distribuição de dividendos, os acionistas também aprovaram todas as propostas da pauta, incluindo a ratificação das ações dos Conselhos Executivo e Fiscal e o relatório de remuneração dos executivos. A votação expressiva demonstra confiança contínua na governança e na estratégia do grupo. 

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Estratégia unificada e modular 

Durante o encontro, o CEO do Grupo TRATON, Christian Levin, reforçou os pilares que sustentam o crescimento e a solidez do conglomerado. O principal deles é o Sistema Modular TRATON, que unifica o desenvolvimento tecnológico entre as marcas, padroniza interfaces e possibilita soluções customizadas para os diferentes mercados e necessidades dos clientes. 

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“Nosso Sistema Modular é um ingrediente-chave. Ele se baseia no princípio de soluções idênticas para as mesmas necessidades, mas com possibilidades de diferenciação para todas as marcas”, destacou Levin. “Isso nos torna mais eficientes, reduz custos e amplia a inovação.” 

O modelo já mostra resultados práticos: sinergias entre as marcas estão acelerando o lançamento de veículos elétricos, sistemas autônomos e plataformas digitais compartilhadas entre Europa, América do Sul e América do Norte. 

Quer investir no Grupo TRATON? Veja como comprar ações

As ações da TRATON SE (código 8TRA) são negociadas na Bolsa de Frankfurt (XETRA), principal mercado eletrônico de ações da Alemanha. Para brasileiros interessados em investir, há duas formas principais: 

  1. Via corretora internacional: Corretoras como Interactive Brokers, Passfolio ou Avenue permitem a compra direta de ações listadas em Frankfurt. O investidor precisa abrir conta, enviar documentos e realizar transferências em euro ou dólar. 
  1. Via BDR (Brazilian Depositary Receipt): Embora a TRATON ainda não possua BDRs listadas na B3, outros gigantes do setor estão disponíveis via recibos no Brasil. Veja mais abaixo. 

Outros gigantes do setor de caminhões e ônibus disponíveis na bolsa 

Se você busca exposição global ao setor, vale conhecer as ações dos outros três maiores grupos fabricantes de veículos comerciais pesados: 

1. Daimler Truck (DTG) 

  • Marcas: Mercedes-Benz Trucks, Freightliner, Fuso, Western Star 
  • Bolsa: Frankfurt (DTG) 
  • BDR na B3: DMTK34 
  • Dividendos: Forte histórico de distribuição anual 

2. Volvo Group 

  • Marcas: Volvo Trucks, Mack, Renault Trucks, UD Trucks (vendida à Isuzu) 
  • Bolsa: Estocolmo (VOLV A/B) 
  • BDR na B3: VOLVY 
  • Destaque: Foco crescente em eletrificação e combustíveis alternativos 

3. Paccar Inc. 

  • Marcas: DAF, Kenworth, Peterbilt 
  • Bolsa: Nasdaq (PCAR) 
  • BDR na B3: PCAR34 
  • Ponto forte: Operação sólida na América do Norte e Europa 

 Por que investir no setor? 

Com a transição para veículos elétricos, a hidrogênio e autônomos, os grupos líderes estão investindo pesado em inovação e sustentabilidade. Quem investe agora pode se beneficiar da valorização de longo prazo dessas transformações. Além disso, a natureza essencial do transporte de cargas mantém a demanda resiliente mesmo em tempos de incerteza econômica. 

Se você já é acionista da TRATON, prepare-se para receber seus dividendos em breve. Se ainda não investe, este pode ser o momento ideal para analisar os gigantes do transporte pesado e diversificar sua carteira com empresas que estão literalmente movendo o mundo. 

Fonte: Assembleia Geral da TRATON SE 2025; Relatórios corporativos e sites oficiais das fabricantes. 

Nota: Investimentos envolvem riscos. Consulte seu assessor financeiro antes de aplicar. 

Da Scania ao Gripen: a surpreendente conexão sueca no programa de caças da FAB

O que caminhões pesados e caças supersônicos Gripen têm em comum? Para quem acompanha a história industrial da Suécia, a resposta está na antiga união entre duas marcas hoje independentes, mas que já operaram sob o mesmo teto: Saab e Scania. A trajetória que começa com essa fusão industrial na década de 1960 desemboca, décadas depois, na linha de montagem de jatos de combate em Gavião Peixoto, interior de São Paulo, com implicações diretas para a soberania e a indústria de defesa do Brasil. 

De Saab-Scania à separação 

Em 1969, foi formalizada a criação do grupo Saab-Scania AB, reunindo a expertise aeroespacial e automotiva da Saab com a tradição da Scania na fabricação de veículos pesados. A sinergia se deu principalmente em áreas de engenharia de motores e tecnologia industrial. A Saab já era reconhecida por seus aviões militares e carros; a Scania, por sua robustez em transporte de carga e passageiros. 

A convivência durou até 1995, quando a holding sueca Investor AB decidiu desmembrar o grupo. A Saab AB seguiu no ramo aeroespacial e de defesa, enquanto a Scania AB manteve seu foco em caminhões e ônibus. Desde então, as empresas têm histórias corporativas independentes — mas os legados dessa antiga união ainda reverberam, inclusive fora da Suécia. 

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A escolha brasileira 

O programa FX-2 da Força Aérea Brasileira, lançado no início dos anos 2000, visava a substituição dos antigos caças Mirage 2000. Após uma longa concorrência, o governo brasileiro anunciou, em 2013, a escolha do caça sueco Saab Gripen NG (atualmente designado Gripen E/F), com contrato assinado no ano seguinte. 

A decisão brasileira levou em conta não apenas o desempenho técnico do caça, mas também a proposta sueca de envolvimento industrial e transferência de tecnologia. O acordo previa a fabricação de parte significativa das aeronaves no Brasil e o treinamento de engenheiros e técnicos nacionais, o que pesou fortemente na balança em comparação com os concorrentes americanos e franceses. 

Produção nacional 

A parceria entre a Saab e a Embraer é o pilar da montagem dos Gripen no Brasil. Em maio de 2023, foi inaugurada a linha de produção nacional do caça em Gavião Peixoto (SP). Trata-se da única planta fora da Suécia capaz de montar integralmente os jatos, em uma estrutura que inclui também um centro de engenharia e ensaios em voo. 

Do total de 36 caças adquiridos, 15 serão montados no Brasil, enquanto outros 8 terão parte da produção nacionalizada. Os demais serão produzidos na Suécia. Mais do que uma simples montagem, a participação brasileira envolve integração de sistemas, desenvolvimento de software e testes estruturais, capacitando o país para futuras expansões e manutenção autônoma da frota. 

Cooperação bilateral e novas perspectivas 

A colaboração entre Brasil e Suécia extrapola o Gripen. Em 2023, a Suécia confirmou a compra de dois cargueiros Embraer C-390 Millennium, fortalecendo a relação bilateral. Além disso, a planta de Gavião Peixoto se torna um ativo estratégico para exportações futuras. Colômbia, Índia e Filipinas são alguns dos países que demonstraram interesse no caça, o que pode transformar o Brasil em uma base regional de produção e manutenção. 

Implicações para a indústria de transporte 

Embora o elo histórico entre Saab e Scania tenha se rompido formalmente há três décadas, o programa Gripen no Brasil resgata, de certa forma, a filosofia industrial sueca de integração tecnológica entre setores. A expertise desenvolvida na montagem de aeronaves de combate — que exigem precisão logística, gestão de cadeia de suprimentos e controle de qualidade extremo — pode ter impactos positivos em outras áreas da engenharia de transporte no país. 

Além disso, a participação da Embraer, tradicional fabricante de jatos comerciais e executivos, consolida sua presença também no setor de defesa de alta complexidade, com implicações para sua competitividade global em múltiplos segmentos. 

Por fim… 

A história da Saab e da Scania, que já estiveram sob a mesma bandeira, ganha novos contornos no Brasil com a fabricação local do caça Gripen. A iniciativa representa não apenas uma modernização da frota da FAB, mas também um marco industrial para o setor aeroespacial brasileiro. Trata-se de uma evolução estratégica que une passado e futuro da engenharia de transporte, reforçando a capacidade nacional em projetos de alta tecnologia e valor agregado. 

BBM aposta em sinergia para enfrentar alta dos custos no transporte

Em meio a um cenário econômico desafiador, com juros altos e pressão sobre os custos operacionais, a BBM Logística — uma das maiores operadoras de transporte rodoviário do Mercosul — decidiu enfrentar de frente os obstáculos que afetam o setor logístico brasileiro. Com uma estratégia robusta de integração e otimização interna, a empresa aposta em ganhos de sinergia para manter a competitividade, melhorar a rentabilidade e entregar ainda mais valor aos seus clientes.

O plano da companhia envolve a unificação de equipes, frota, estruturas físicas e, agora, também os sistemas de tecnologia. O objetivo: eliminar desperdícios, reduzir custos e potencializar a eficiência operacional em todos os níveis.

“Sabemos do valor que podemos agregar aos negócios dos nossos clientes. Por isso, além de prover um alto nível de serviço, estamos concentrando nossos esforços em termos uma operação cada vez mais unificada, da gestão administrativa e financeira até a comercial”, afirma Agapito Sobrinho, CEO da BBM Logística, que assumiu o comando da empresa no final de 2024.

Integração que gera valor

Nos últimos anos, a BBM incorporou quatro empresas — Transeich, Translovato, Lag Express e Diálogo — ampliando seu portfólio e criando uma estrutura de atendimento completa para operações B2B e B2C. No entanto, essa expansão resultou em uma complexa estrutura interna, agora em processo de reorganização.

A estratégia da nova gestão mira a sinergia total entre as unidades de e-commerce, carga lotação (FTL), transporte dedicado, fracionado (LTL) e internacional. Atualmente, a companhia já compartilha equipes, veículos e instalações entre essas operações. O próximo passo, em andamento, é a unificação dos sistemas tecnológicos.

O avanço é visível: dos cerca de 200 mil m² de área de armazenagem da BBM, 32% já operam de forma integrada — um salto de quase 80% em relação ao final de 2024. Um exemplo emblemático é o hub de Cachoeirinha (RS), primeiro terminal multimodal da empresa no Mercosul, que hoje reúne operações LTL, FTL, armazenagem, contratos dedicados, distribuição, e-commerce e intermodal para clientes de todo o Cone Sul.

Nova estrutura organizacional

Para acelerar essa transformação, a BBM iniciou 2025 com um novo time de liderança e a criação de áreas internas dedicadas à governança operacional. Uma das principais iniciativas foi a unificação das operações de transporte fracionado, oriundas da Translovato, com o e-commerce da Diálogo. Com isso, a empresa passou a oferecer entregas mais rápidas e eficazes para lojas virtuais e marketplaces.

Outra frente foi a criação da Diretoria de Operações Corporativas, responsável por temas como gestão de ativos, segurança patrimonial, seguros, gerenciamento de risco e inteligência logística. A centralização dessas funções reduziu em 42% a estrutura anterior, mantendo a mesma qualidade operacional. A nova diretoria também implantou portarias inteligentes em unidades pelo país e unificou a gestão de ativos, promovendo ainda mais eficiência.

Na área comercial, a unificação dos times de vendas trouxe ganhos de produtividade: agora, todos os consultores estão capacitados a vender o portfólio completo da BBM, promovendo um atendimento mais ágil e integrado.

Sustentabilidade financeira e foco em resultado

Com margens cada vez mais pressionadas pela alta dos juros e pela volatilidade do preço do diesel, a BBM tem redobrado a atenção à saúde financeira. A ordem é clara: reduzir custos fixos e variáveis, equilibrar o fluxo de caixa e racionalizar os processos.

“Crescemos muito nos últimos anos, mas agora o foco é consolidar a operação. Estamos promovendo a integração entre unidades para garantir mais eficiência e sustentabilidade no longo prazo”, afirma Eduardo Orfão, CFO da BBM. “A alta do custo do capital exige uma gestão rigorosa e estratégica dos recursos”, complementa.

Parte do esforço inclui renegociações de prazos e preços com clientes, além da revisão de contratos com fornecedores. A meta para 2025 é ambiciosa: cortar 20% das despesas fixas e variáveis. No primeiro trimestre, a companhia já se aproximou do objetivo.

Caminho para o futuro

Mais do que ajustes internos, o plano da BBM é um reposicionamento estratégico diante de um mercado cada vez mais exigente. A busca por sinergia entre operações não é apenas uma medida de contenção de gastos, mas um passo decisivo para garantir excelência logística e fortalecer o relacionamento com os clientes.

“A sinergia operacional otimiza recursos, traz ganho de produtividade, elimina duplicidades e melhora a eficiência. Tudo isso impacta diretamente na gestão do capital de giro e cria um caminho sólido para o crescimento”, conclui Agapito.

Entenda por que a Iveco celebra os 100 anos do transporte coletivo

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A Iveco tem 50 anos e a divisão Iveco Bus foi criada somente em 2013, após a aquisição total da Iribus. E os 100 anos? A resposta vem a seguir: junto com as diversas aquisições e fusões das últimas cinco décadas, veio a histórica fábrica de Annonay, na França, que comemora seu centenário.

Fundada em 1925 por Joseph Besset, a unidade que hoje opera sob a marca Iveco Bus é símbolo de inovação, resistência e excelência industrial, desempenhando papel central na mobilidade urbana sustentável ao longo de um século.

Desde suas origens, a planta de Annonay destacou-se por sua capacidade de adaptação e reinvenção. A trajetória começou com a construção artesanal de carrocerias sobre chassis de caminhões e culmina, hoje, com a produção de veículos elétricos e movidos a hidrogênio — símbolos da transição energética do setor de transportes.

Uma história moldada pela visão de um pioneiro

Joseph Besset, nascido em Vanosc, em 1890, é reconhecido como o pai dos ônibus modernos na França. Em 1938, ele apresentou ao mundo o revolucionário Isobloc — o primeiro ônibus europeu com estrutura autoportante e motor traseiro. Essa inovação representou um divisor de águas, sendo posteriormente adotada por fabricantes de todo o continente.

Com espírito visionário, Besset também foi pioneiro ao substituir as carrocerias de madeira por estruturas metálicas soldadas, aumentando a segurança e a durabilidade dos veículos. Sua filosofia de engenharia à frente de seu tempo ainda inspira a operação da planta de Annonay.

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De Saca a Iveco: uma história de evoluções

Ao longo do século, a fábrica passou por diversas transformações. Em 1951, foi adquirida por Sylvain Floirat e rebatizada como Saca. Anos depois, tornou-se parte da Saviem, uma subsidiária da Renault, e, posteriormente, da Renault Véhicules Industriels (RVI). A virada para o século 21 foi marcada pela fusão com a Iveco, dando origem à Iribus, que, desde 2013, passou a atuar sob a marca Iveco Bus.

100 anos
O primeiro Magelys (2007) e o Isobloc 648 DP 102 (1955). (Crédito da foto: Muriel e Serge Bonijoly)

Hoje, com mais de 1.200 colaboradores e 118 mil metros quadrados de área construída, Annonay é uma das duas principais unidades industriais da Iveco na França, sendo líder na fabricação de ônibus com baixa e zero emissão.

Oito marcos tecnológicos que moldaram a indústria

A história de Annonay é também a história de grandes marcos da engenharia de transporte:

  1. 1934: Início da fabricação com estruturas de aço, substituindo a madeira.
  2. 1938: Lançamento do Isobloc, com carroceria autoportante e motor traseiro.
  3. 1947: Reconstrução do transporte público francês no pós-guerra, com produção recorde de 1.628 veículos em um ano.
  4. 1983: Implementação do primeiro banho de cataforese do mundo para proteção anticorrosiva em ônibus.
  5. 1997: Produção do Agora GNC, antecipando tendências em energia limpa com gás natural.
  6. 2005: Introdução do BRT Crealis, elevando o conceito de mobilidade urbana integrada.
  7. 2025: Consolidação da eletromobilidade com produção das linhas E-WAY e GX ELEC, além de ônibus movidos a célula de combustível (hidrogênio).
  8. Exportação de expertise: Contratos emblemáticos com países como Argentina, Arábia Saudita, Cazaquistão, Azerbaijão e Costa do Marfim.
100 anos
Carro Rochet-Schneider com carroceria de J. Besset em 1927, Isobloc W 947 DP 2 (1947), Iliade RTX (1999). (Crédito da foto: Nicolas Tellier)

Um legado industrial com alcance global

Os ônibus nascidos em Annonay cruzaram fronteiras e oceanos. Desde os Isoblocs enviados à Argentina em 1949 até os ônibus movidos a gás natural encomendados por cidades do Cáucaso e da África Ocidental, a fábrica sempre demonstrou sua capacidade de atender às necessidades de transporte urbano e interurbano nos mais diversos contextos internacionais.

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Uma galeria de ícones da mobilidade

A fábrica foi berço de modelos que marcaram gerações, como os lendários S 45 e SC 10, os rodoviários FR1 e Iliade, os urbanos Agora e Citelis, e os premiados Magelys e Urbanway. Cada um desses modelos reflete uma fase tecnológica distinta, acompanhando — e muitas vezes liderando — a evolução do setor.

O S 45, por exemplo, produzido entre 1964 e 1993, com mais de 35 mil unidades vendidas, é considerado o maior sucesso industrial da planta. Já o Magelys, eleito “Ônibus do Ano 2016”, simboliza a sofisticação e o desempenho de alto nível que caracterizam a produção da unidade no século XXI.

América Latina ganha protagonismo nos resultados da Mercedes-Benz Trucks

Em um cenário de incertezas macroeconômicas crescentes, a Daimler Truck Holding AG, controladora da Mercedes-Benz Trucks, apresentou resultados robustos no primeiro trimestre de 2025 — com destaque especial para a resiliência e o desempenho estratégico da América Latina. Apesar da queda nas vendas globais e da retração em mercados tradicionalmente fortes como Europa e América do Norte, a atuação da região latino-americana vem ganhando cada vez mais importância no portfólio global da empresa.

A receita do Negócio Industrial da Daimler Truck ficou em € 11,6 bilhões (aproximadamente R$ 66,2 bilhões), uma leve queda em relação aos € 12,5 bilhões (R$ 71,3 bilhões) do mesmo período de 2024. O lucro antes de juros e impostos (EBIT) ajustado caiu para € 1,16 bilhão (R$ 6,6 bilhões), contra € 1,21 bilhão (R$ 6,9 bilhões) um ano antes. Mesmo assim, o retorno ajustado sobre as vendas (ROS) no segmento industrial subiu de 9,3% para 9,6%, refletindo um melhor aproveitamento de recursos e uma gestão estratégica mais eficiente.

Latino-americanos em alta

Apesar da crise global, a América Latina não apenas manteve sua relevância como ampliou seu peso no desempenho da Daimler Truck. O segmento Mercedes-Benz Trucks — que enfrentou forte retração na Europa — conseguiu, com a ajuda dos mercados latinos, compensar parte das perdas graças ao bom ritmo de pedidos e à sólida presença em países como Brasil, México e Argentina. A tendência positiva da região contribuiu para o aumento de 9% nos pedidos recebidos pela Mercedes-Benz Trucks no trimestre, enquanto outras regiões viram quedas expressivas — como a América do Norte, com recuo de 29%.

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Mesmo com o bom desempenho de áreas como América Latina e Ásia, o cenário global obrigou a Daimler Truck a revisar suas projeções para o ano. A expectativa de vendas unitárias para 2025 foi ajustada para um intervalo entre 430.000 e 460.000 veículos (anteriormente: 460.000 a 480.000), refletindo a desaceleração econômica nos Estados Unidos. O volume previsto para o segmento Trucks North America, por exemplo, caiu de 180.000–200.000 para 155.000–175.000 unidades.

Já a receita do negócio industrial foi revisada de € 52 a € 54 bilhões para € 48 a € 51 bilhões — entre R$ 273,9 bilhões e R$ 291,2 bilhões. O impacto dessas revisões também afetou a perspectiva de EBIT ajustado no nível do grupo, agora estimado entre -5% e +5% em relação a 2024 (a previsão anterior era de +5% a +15%).

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Estratégia de longo prazo: mais eficiência e competitividade

Com o programa “Cost Down Europe”, a Daimler Truck pretende economizar mais de € 1 bilhão (R$ 5,7 bilhões) até 2030, especialmente em sua operação europeia. O acordo com o Conselho Geral de Trabalhadores da Alemanha visa tornar a Mercedes-Benz Trucks mais competitiva globalmente, com redução de custos trabalhistas e maior flexibilidade nas plantas.

Segundo Eva Scherer, CFO da Daimler Truck, “Nosso desempenho no primeiro trimestre reflete nossa resiliência aprimorada e ressalta o compromisso de nossa equipe global. Alcançamos um marco importante para tornar a Mercedes-Benz Trucks significativamente mais lucrativa nos próximos anos”. Ela destaca que, apesar da pressão sobre a demanda nos Estados Unidos, a companhia manteve suas metas de margem operacional, especialmente na América do Norte — o que reforça sua força estrutural.

Sustentabilidade segue na agenda

Embora as vendas de caminhões e ônibus elétricos a bateria (ZEVs) tenham caído ligeiramente de 813 para 759 unidades no trimestre, os pedidos cresceram para 1.266 unidades — um indicativo de que os clientes seguem atentos à transição energética, mesmo em tempos econômicos difíceis. A Daimler Truck tem investido fortemente na ampliação de sua linha ZEV, com foco em parcerias locais e projetos-piloto, inclusive na América Latina.

Stellantis acelera no mercado de picapes com novidades da Ram e Fiat na América do Sul

O grupo Stellantis anunciou três movimentações estratégicas que devem impactar diretamente o competitivo mercado de picapes no Brasil e na América do Sul. De entregas simbólicas com atletas renomados a investimentos industriais bilionários e aumento expressivo nas vendas durante uma das principais feiras do agronegócio, a Stellantis reforça sua liderança no segmento com as marcas Ram e Fiat.

Gabriel Medina recebe picapes Ram personalizadas

Em um evento na Ram House, em São Paulo, a Ram entregou ao tricampeão mundial de surfe Gabriel Medina duas picapes que simbolizam a força, sofisticação e esportividade da marca. O surfista, patrocinado pela montadora desde 2024, agora conta com uma Ram 1500 Laramie Night Edition, equipada com o motor Hurricane 6 biturbo 3.0 de 426 cv – a picape mais rápida do Brasil –, e uma Rampage R/T, com motor 2.0 Turbo de 272 cv, a picape mais potente já produzida na América do Sul.

“Ter um atleta de nível mundial como Gabriel Medina ao nosso lado nos permite apresentar toda a capacidade e versatilidade de uso das picapes Ram para novos públicos”, destacou Herlander Zola, vice-presidente da Stellantis Brasil.

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Fiat Titano inicia produção na Argentina com investimento de R$ 2 bilhões

A Stellantis também confirmou o início da produção da nova Fiat Titano na planta de Córdoba, na Argentina. O lançamento faz parte de um ambicioso plano de industrialização para transformar o polo em um hub regional de produção e exportação de picapes, com destaque para o motor MultiJet 2.2, já reconhecido por sua robustez.

O projeto demandou R$ 2 bilhões em investimentos e a criação de 1.800 empregos, sendo metade ocupada por mulheres. Segundo Emanuele Cappellano, presidente da Stellantis América do Sul, a nova Titano simboliza mais do que um modelo inédito: “É um passo importante em nossa estratégia industrial de longo prazo para a região.”

Além de reforçar o portfólio da Fiat no segmento, o projeto contribui para a consolidação da indústria argentina como um polo exportador de veículos com alto valor agregado.

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Fiat cresce 36% em vendas de picapes na Agrishow

Na edição 2025 da Agrishow – a maior feira agropecuária da América Latina –, a Fiat celebrou um aumento de 36% nas vendas de picapes em comparação ao ano anterior, consolidando sua posição de destaque no setor do agronegócio.

A Fiat Strada teve um crescimento de 30% nas vendas durante a feira. Modelo mais vendido do país há quatro anos, a Strada já ultrapassou 39 mil unidades emplacadas apenas em 2025, refletindo sua aceitação no campo graças à robustez e versatilidade.

Durante o evento, a Fiat disponibilizou testes off-road com suas principais picapes – Strada, Toro e a nova Titano – e exibiu outros modelos da linha, como Pulse, Fastback Abarth e comerciais como Ducato, Scudo e Fiorino. A feira movimentou R$ 14,6 bilhões e recebeu mais de 197 mil visitantes.

CETESB intensifica controle de poluição e autua quase 500 veículos em SP 

Primeira edição da Operação Fumaça Preta 2025 mostra que 1,5% dos veículos a diesel estão em desconformidade com os limites ambientais; principais causas são falhas de manutenção e uso inadequado de ARLA 32 

A Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (CETESB) deu início nesta terça-feira (13) à primeira edição da Operação Fumaça Preta 2025, com foco no controle da emissão de poluentes por veículos a diesel. A ação, que integra a Operação Inverno 2025, fiscalizou 37.959 veículos em 27 pontos estratégicos distribuídos por rodovias do Estado, resultando na autuação de 490 veículos em situação irregular, o equivalente a 1,5% do total. 

A fiscalização, realizada em parceria com a Polícia Militar Rodoviária, envolveu o uso de opacímetros (equipamento que mede a densidade da fumaça), testes de qualidade do ARLA 32 (agente redutor de emissões) e a tradicional Escala de Ringelmann, utilizada para avaliação visual da emissão de fumaça preta. 

Cidades com mais e menos irregularidades

Os locais com os maiores índices de não conformidade foram Itaquaquecetuba, Mairiporã, Sorocaba, São Bernardo do Campo e Presidente Prudente, com taxas que variaram de 3% a 4,7%. Já os melhores resultados vieram de Cubatão, Limeira e Barretos, com menos de 0,3% de veículos autuados, demonstrando uma maior adesão às normas ambientais. 

A operação é intensificada anualmente entre maio e setembro, período marcado pela estiagem e pela piora na dispersão de poluentes no ar, principalmente em regiões de tráfego intenso. Segundo a CETESB, a ação busca proteger a saúde da população, especialmente nas áreas urbanas, ao reduzir a poluição atmosférica proveniente do transporte rodoviário. 

Comparativo com anos anteriores

A edição de 2025 segue a tendência histórica de redução nas irregularidades em veículos a diesel. Dados da própria CETESB mostram que: 

Ano  Veículos Fiscalizados  Veículos Autuados  Percentual Irregular 
2023  89.732 

1.262 

1,4% 

2024  35.466 (1ª operação) 

445 

1,25% 

2025  37.959 (1ª operação) 

490 

1,5% 

 

Em um olhar histórico, o índice de veículos irregulares já foi de 30% em 1997, caindo para 6% em 2013 e se estabilizando nos anos recentes entre 1% e 2%. A evolução é atribuída a melhorias tecnológicas, uso de combustíveis mais limpos e às fiscalizações constantes. 

Por que os veículos são reprovados?

Entre os principais motivos das autuações, destacam-se: 

  • Manutenção inadequada do motor e dos sistemas de injeção; 
  • Desgaste ou adulteração de componentes como bicos injetores e catalisadores; 
  • Uso incorreto ou ausência de ARLA 32, aditivo essencial para veículos com tecnologia SCR; 
  • Desativação proposital de sistemas antipoluição; 
  • Combustível adulterado, com alta concentração de enxofre ou impurezas. 

A CETESB alerta que falhas como essas não apenas contribuem para a degradação do ar, mas também comprometem o desempenho dos veículos, aumentam o consumo de combustível e elevam os custos de manutenção a longo prazo. 

Compromisso com a qualidade do ar

A agência ambiental paulista reforça que novas ações estão previstas ao longo dos próximos meses e que continuará promovendo ações de educação ambiental, fiscalização e orientação técnica. “Nosso compromisso é com a melhoria contínua da qualidade do ar e da saúde dos paulistas. A responsabilidade é compartilhada: fabricantes, transportadores, motoristas e o poder público devem agir juntos”, informou a CETESB, em nota. 

 

Crise nos Correios e encolhimento. Quem vai ocupar o espaço? 

A recente decisão dos Correios de cortar R$ 1,5 bilhão em gastos e abrir PDV (Programa de Desligamento Voluntário), após registrar um prejuízo de R$ 2,59 bilhões em 2023, revela não apenas um momento crítico para a estatal, mas também um ponto de inflexão no mercado logístico brasileiro. O impacto direto será sentido, sobretudo, nos serviços mais caros e exigentes — como os de encomendas urgentes e expressas —, tradicionalmente utilizados por empresas de e-commerce e consumidores que exigem prazos reduzidos de entrega. 

Esse cenário adverso para os Correios se apresenta como uma janela estratégica para transportadoras privadas, principalmente aquelas que já atuam com cargas fracionadas, entregas rápidas e logística para comércio eletrônico. 

O e-commerce pede passagem

O crescimento do comércio eletrônico nos últimos anos foi acompanhado por uma demanda crescente por entregas rápidas, rastreáveis e confiáveis. Com os Correios enfrentando cortes operacionais e possíveis reduções de qualidade nos serviços urgentes, há uma quebra de confiança em uma das principais engrenagens logísticas do país. 

Para empresas como Jadlog, Jamef Encomendas Urgentes, Sequoia, Total Express, Loggi, Azul Cargo e transportadoras regionais, essa é uma oportunidade concreta de: 

  • Conquistar market share 
  • Expandir operações em nichos antes dominados pela estatal 
  • Aumentar parcerias com marketplaces, lojas virtuais e sellers independentes 

Cargas fracionadas: o momento é agora 

O modelo de carga fracionada, essencial para o e-commerce e o modelo D2C (direct-to-consumer), ganha ainda mais protagonismo neste novo contexto. Transportadoras com estrutura flexível, roteirização eficiente e tecnologia embarcada para rastreamento e otimização de entregas têm vantagem competitiva clara. 

Além disso, as soluções completas, que vão do fulfillment à logística reversa, tornam-se cada vez mais atrativas para lojistas que querem reduzir a dependência dos Correios e melhorar sua experiência de entrega. 

Foco na capilaridade e tecnologia 

Um dos grandes diferenciais dos Correios sempre foi a capilaridade nacional, com presença em praticamente todos os municípios do Brasil. No entanto, a tecnologia tem permitido que transportadoras menores, em consórcio ou por meio de malhas logísticas integradas, atendam regiões remotas com mais eficiência e menor custo fixo. 

É hora de reforçar investimentos em: 

  • Tecnologia de rastreamento e roteirização 
  • Parcerias regionais e hubs estratégicos 
  • Soluções integradas de última milha 
  • Atendimento ao cliente digital e automatizado 

Visão estratégica 

O corte de gastos dos Correios não é um movimento pontual: ele reflete um modelo que vem se esgotando e que deve passar por reestruturações profundas nos próximos anos. A tendência é que players privados passem a ocupar uma fatia cada vez maior da logística nacional, não apenas em serviços premium, mas também no transporte de pequenos volumes, pacotes e documentos. 

Quem estiver preparado para assumir o espaço deixado pela estatal, entregando serviço, velocidade, preço justo e tecnologia, terá vantagem competitiva duradoura. 

Conclusão 

O mercado logístico brasileiro vive um momento de disrupção silenciosa. A crise dos Correios é um sinal claro de que novos protagonistas estão sendo chamados ao palco. Transportadoras que souberem unir eficiência operacional, visão estratégica e atendimento humanizado terão em 2025 um dos melhores momentos para crescer e se consolidar. 

Andreani Logística celebra 80 años en Argentina y 25 en Brasil

Entre el mate y el café, la empresa argentina Andreani Logística conmemora este año dos hitos clave en su trayectoria: 80 años de operaciones en su país de origen y 25 años de presencia en Brasil. Con un fuerte posicionamiento en sectores de alto valor agregado, como el farmacéutico, hospitalario y cosmético, Andreani se ha convertido en uno de los principales referentes logísticos en América Latina.

Infraestructura de excelencia en Argentina

Fundada en 1945, Andreani ha desarrollado en Argentina una infraestructura operativa de primer nivel. Actualmente, cuenta con 782.424 m² destinados a centros de distribución, almacenamiento y operaciones logísticas. Su flota supera los 4.278 vehículos y procesa más de 55,1 millones de envíos al año. Para lograrlo, recorre más de 51,9 millones de kilómetros anuales y atiende a más de 5.300 clientes corporativos. La compañía emplea a 5.216 colaboradores, impulsando la innovación y la excelencia operativa en cada etapa del proceso logístico.

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Presencia estratégica en Brasil

Desde 2000, Andreani opera en Brasil con una propuesta especializada en sectores que requieren altos niveles de control, seguridad y cumplimiento normativo, especialmente en lo que respecta a regulaciones sanitarias. “Celebrar 25 años en el país refuerza nuestro compromiso con la excelencia logística. Con inversiones en tecnología e infraestructura, hemos mejorado nuestros servicios de almacenamiento y transporte para los sectores farmacéutico, hospitalario y cosmético, garantizando soluciones seguras, ágiles y sostenibles”, comenta Fernando Correa, director general de Andreani Brasil.

La operación brasileña cuenta con una sede central en Embu das Artes (São Paulo) y filiales en Goiânia (GO), Río de Janeiro (RJ), Viana (ES) y Camboriú (SC). Entre sus servicios principales se destacan:

  • Almacenamiento especializado, con cámaras refrigeradas y temperatura controlada, cumpliendo las normativas de ANVISA.
  • Transporte y distribución, con flota equipada con sistemas de rastreo en tiempo real y control de temperatura.
  • Gestión integrada de la cadena de suministro, desde la planificación hasta el monitoreo post-entrega.

Innovación tecnológica como eje estratégico

Andreani continúa apostando por la modernización y digitalización de sus operaciones. Entre sus principales desarrollos tecnológicos se encuentran:

  1. Sistema unificado de gestión de almacenes (WMS), que optimiza el flujo de mercancías y la trazabilidad operativa.
  2. Integración vía API, permitiendo visibilidad en tiempo real del estado de los envíos.
  3. Aplicaciones de Inteligencia Artificial (IA) orientadas a mejorar la experiencia del cliente y los controles internos, identificando patrones y oportunidades de mejora.
  4. Soluciones de geolocalización, que incrementan la eficiencia en la distribución y el abastecimiento.

La compañía también mantiene una sólida agenda de sustentabilidad, con iniciativas centradas en reducir su huella de carbono, principalmente a través de la optimización del consumo de combustible en su flota y la adopción de prácticas logísticas responsables.