Roteiro Automotivo: Explorando a conexão entre mobilidade, gastronomia e entretenimento

Roteiro Automotivo

O Roteiro Automotivo do Frota News é uma iniciativa inovadora no segmento de mobilidade que busca integrar o mundo automotivo, transporte e logística com as delícias da gastronomia e as diversas formas de entretenimento. Aliás, esta seção é um refresco para quem trabalhou muito durante a semana garantindo o abastecimento das cidades, do campo e das indústrias. Ela oferece uma variedade de conteúdos que vão desde dicas culinárias até eventos corporativos do setor automobilístico.

Dicas Gastronômicas

Aqui, os entusiastas podem encontrar recomendações de restaurantes, bem como, hotéis, eventos e roteiros que não só oferecem uma experiência culinária de alta qualidade, mas também possuem um ambiente que ressoa com a cultura automotiva. Artigos detalhados destacam experiências gastronômicas únicas, onde a paixão por carros e a apreciação por bons pratos se encontram.

Eventos automotivos

Roteiro Automotivo
Alguns dos eventos que foram temas do Roteiro Automotivo

O Roteiro Automotivo cobre uma ampla gama de eventos, desde lançamentos de novos modelos até iniciativas de interesses dos amantes dos veículos de passeios e comerciais. A princípio, a seção oferece uma visão interna dos eventos mais exclusivos, trazendo análises e cobertura de eventos que são o coração pulsante da indústria automotiva e transporte brasileira.

Viagens de Carro

Para os aventureiros de plantão, esta categoria sugere rotas cênicas e destinos ideais para explorar de carro. Além disso, dicas de viagens que combinam o prazer de dirigir com a descoberta de paisagens deslumbrantes, o Roteiro Automotivo se torna o companheiro perfeito para a próxima jornada sobre rodas.

Entretenimento

Do cinema à realidade virtual, esta seção é dedicada a tudo que envolve carros no mundo do entretenimento. Afinal, seja através de resenhas de filmes e séries ou análises de jogos de corrida, o Roteiro Automotivo mantém os leitores informados sobre as últimas tendências e lançamentos.

Lazer motorizado

Track days, passeios de moto e outras atividades motorizadas são exploradas nesta categoria. Certamente o Roteiro Automotivo oferece insights sobre como maximizar o prazer de dirigir, proporcionando experiências inesquecíveis para os aficionados por velocidade e adrenalina.

Negócios automotivos

Esta seção é essencial para profissionais do setor, fornecendo informações valiosas sobre eventos corporativos, tendências de mercado e oportunidades de networking. O Roteiro Automotivo serve como uma ponte entre negócios e prazer. Destacando assim, como os eventos corporativos podem também ser uma fonte de lazer e aprendizado, como Fenatran, Copa Truck, Automec e muitos outros.

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22 anos de presença: Rodonaves expande capacidade na Serra Gaúcha e inaugura hub em Farroupilha

Grupo
Nova filial Rodonaves na Serra Gaúcha

Farroupilha-RS — A Serra Gaúcha ganhou mais soluções logísticas nesta semana. A RTE Rodonaves, um dos maiores grupos de transporte do país, inaugurou sua nova filial em Farroupilha, reposicionando sua operação regional e ampliando a capacidade de movimentação de cargas em 50%. A mudança, porém, vai muito além de um novo endereço: ela simboliza uma nova fase da empresa no Sul, marcada por expansão, renovação de frota, investimentos em energia limpa e um plano estratégico ambicioso para 2030.

A Frota News esteve na inauguração e conversou longamente com Régis Tiecher, CEO do grupo, que detalhou a estratégia por trás da nova unidade, os desafios do mercado e os próximos passos da empresa. E, como peça rara de memória corporativa, o fundador João Naves também compartilhou — em um depoimento emocionado — como começou a operação gaúcha há 22 anos, praticamente na raça.

Farroupilha: o novo coração logístico da Serra

A Rodonaves já operava na região, mas em uma estrutura menor, em Caxias do Sul. A decisão de migrar para Farroupilha foi fruto de uma análise minuciosa do território — e também de uma visão de experiência pessoal com a região de Tiecher, que é gaúcho e conhece profundamente o potencial industrial da Serra.

“Aqui é o grande hub central da região”, afirma o CEO, apontando para o cruzamento das rodovias RS-122 e RS-453, que passam em frente à nova unidade. “É o ponto ideal para receber e escoar carga.”

A nova filial passa a desempenhar duas funções ao mesmo tempo: atua como base de coleta e entrega para as principais cidades da Serra e, simultaneamente, como um centro de transferência de cargas, conectando a região serrana ao Vale dos Sinos, aos Campos de Cima da Serra, a Porto Alegre e até aos polos turísticos de Gramado e Bento Gonçalves. Com essa mudança, a Rodonaves se reposiciona em um ponto mais central e estratégico, reduzindo tempos de deslocamento e elevando de forma significativa a eficiência operacional.

Leia também sobre os 45 anos da Rodonaves: Rodonaves celebra 45 anos e projeta nova fase de crescimento com foco em digitalização e sustentabilidade

Capacidade ampliada e equipe em expansão

A operação anterior da Rodonaves na Serra Gaúcha movimentava entre 80 e 90 toneladas de carga por dia, mas a nova estrutura em Farroupilha eleva esse patamar para cerca de 120 toneladas diárias, um avanço de 50% na capacidade. O salto operacional acompanha o crescimento da demanda regional e a necessidade de uma infraestrutura mais robusta para atender a indústria, o varejo e o turismo da região.

O reforço também aparece no quadro de colaboradores. A empresa, que contava com cerca de 80 funcionários, passa imediatamente para 100 profissionais, com previsão de alcançar 150 até o fim do ano. “Estamos treinando equipes, reforçando o time comercial e preparando a transição completa para a nova unidade”, explica o CEO Régis Tiecher, destacando que a expansão exige qualificação contínua e integração entre as áreas.

Esse avanço está inserido em um investimento total de R$ 15 milhões, que inclui a construção da nova instalação em parceria com uma incorporadora local, além da renovação acelerada da frota. Nos últimos seis meses, a Rodonaves adquiriu mais de 200 caminhões novos e 110 implementos, alcançando uma frota própria com 98% de veículos Euro 5 e Euro 6, uma das mais modernas do país. Para 2024, a meta é incorporar entre 160 e 170 caminhões, combinando recursos do programa Mover Brasil e a tradicional estratégia de consórcios do grupo.

Leia mais sobre as concessionárias Iveco do grupo: Iveco Rodonaves completa 15 anos com seis concessionárias no interior de São Paulo

Plano 2026–2030: crescer 15% ao ano

O Rio Grande do Sul representa hoje 12% a 13% da receita total da Rodonaves, mas cresce acima da média nacional. O grupo opera com seis empresas no ecossistema — transportes, carga dedicada, concessionárias Iveco, restauradora de veículos, corretora de seguros e serviços de frotas.

O plano estratégico 2026–2030 prevê crescimento composto de 15% ao ano, meta que já está sendo atingida em 2024.

“Estamos entregando 15% de crescimento acumulado. Investimentos como este aqui impulsionam ainda mais”, afirma Tiecher.

A saída da FedEx do país também abriu espaço para novos negócios. A Rodonaves absorveu entre 5% e 10% da carga compatível, sempre com cautela para evitar distorções de preço.

Frota mais jovem: um fundo para financiar agregados

Um dos maiores desafios do setor é a idade média elevada da frota de agregados. Na Rodonaves, a frota própria tem média de 4 anos, mas parceiros chegam a 12 anos, e agregados independentes, a 18 anos.

Para enfrentar o problema, o grupo prepara a criação de uma financeira própria, que permitirá repassar caminhões seminovos para parceiros com condições facilitadas e, com isso, reduzir a idade média dos caminhões e a eficiência operacional de ponta a ponta.

“O agregado não tem garantia suficiente para financiar um caminhão novo junto aos bancos. Queremos apoiar quem trabalha com a gente”, explica o CEO.

O fundo deve operar com cerca de R$ 100 milhões, somando recursos próprios e linhas do Mover Brasil.

Transição energética: biodiesel, biometano e gás natural

A crise de abastecimento que atingiu o Sul no início do ano acelerou um movimento que já vinha sendo estudado pela Rodonaves: a diversificação da matriz energética da frota. A empresa decidiu intensificar testes e ampliar alternativas ao diesel fóssil, buscando mais segurança operacional, menor volatilidade de custos e soluções alinhadas às demandas ambientais de seus clientes.

Entre as iniciativas, destaca-se o uso do biodiesel B100 de segunda geração (BeVante produzido pela gaúcha Be8), que vem sendo testado há um mês em caminhões pesados e médios.

A nova filial de Farroupilha contará com um posto interno de 15 mil litros dedicado exclusivamente ao combustível, permitindo abastecimento 100% renovável. Inicialmente, isso representará cerca de 2% do consumo total da empresa, percentual que deve crescer conforme os testes avancem e a operação se estabilize.

Saiba mais sobre a Be8: Sabia que criaram um biodiesel de qualidade superior? Conheça o BeVant

Paralelamente, a Rodonaves incorporou sete caminhões a gás — quatro Iveco e três Scania — para avaliar desempenho, manutenção e viabilidade econômica. Os primeiros resultados mostram um custo por quilômetro rodado significativamente menor: entre R$ 2,20 e R$ 2,30, contra R$ 3,10 a R$ 3,20 do diesel. “Tem cliente exigindo soluções mais verdes. Estamos aprendendo a operar e vamos expandir conforme os resultados”, afirma o CEO Régis Tiecher. A meta inicial é que 5% de todo o consumo energético da empresa venha de fontes não fósseis, consolidando uma frota mais limpa e preparada para o futuro.

Mercado desafiador, mas com oportunidades

Tiecher reconhece que o varejo desacelerou nos últimos meses, mas afirma que a Rodonaves cresce acima do mercado por ganho de eficiência e aumento de participação nos clientes atuais.

“Alguns setores caíram, mas nós crescemos. É serviço, é atendimento, é performance”, resume.

A empresa monitora 23 segmentos e tem forte presença em autopeças, onde detém 14% a 15% de market share, sendo líder nacional.

A saga gaúcha da Rodonaves: como João Naves construiu a operação “na raça” há 22 anos

A história da Rodonaves no Rio Grande do Sul não começou com planejamento estratégico, consultorias ou estudos de mercado. Começou com um Gol (não é sobre futebol) sem direção, 21 visitas em dois dias e uma dose generosa de coragem.

Quem conta é o próprio fundador, João Naves, em um depoimento que mistura simplicidade, intuição e persistência — ingredientes que moldaram a cultura da empresa.

“Eu vim para o Sul sem projeto nenhum. Avisei alguns clientes e, em dois dias, marcaram 21 visitas. Eu tinha um Gol sem direção, um carro velho, mas fiz todas as visitas e fiquei animado com a recepção.”

Mesmo sem estrutura, João decidiu que abriria uma operação no estado:

“Cheguei e falei: dentro do mês eu ponho caminhão aqui.”

O primeiro parceiro indicado estava quebrado. João, então, colocou dois caminhões próprios para atender a região — inclusive realizando entregas atrasadas do antigo operador.

A recepção não foi fácil:

“Quando abrimos o nome aqui, muitos diziam: ‘mais um aventureiro que vai quebrar’. Outros falavam que não tinha carga para subir para São Paulo. Mas eu dizia: eu não trabalho assim.”

A persistência venceu. João comprou a pequena empresa local que não conseguia mais operar e, pouco depois, trouxe sua filha e o genro para administrar a filial.

“Foram dois anos colocando dinheiro e frota aqui. Mas eu acreditava. Nunca deixei de acreditar.”

A expansão veio rápido: Novo Hamburgo, Santa Maria e outras cidades. Em pouco tempo, a Rodonaves já movimentava 10 unidades em dois meses, e o fluxo diário passou a ser de 5 caminhões descendo e 5 subindo — hoje são 20 por dia.

João encerra com a filosofia que guiou sua vida e a empresa:

“Meu pai dizia: oportunidade o ser humano não pode perder, porque ela pode vir uma vez só. Se você tem garra e trabalha, dá certo.”

Saiba mais:

Frota Delas: O olhar para o futuro e o exemplo do Grupo Rodonaves

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Com investimento de R$ 10 milhões, Foton e Malabar ampliam presença em SP

Malabar
Primeira concessionária Foton do Grupo Malabar

A Foton e o Grupo Malabar oficializaram a abertura da primeira concessionária da marca na Grande São Paulo, instalada em Guarulhos, ponto de entroncamento das rodovias Presidente Dutra e Fernão Dias. A nova unidade marca o início de um plano de expansão que prevê novas casas na capital paulista, no ABC e na Baixada Santista nos próximos meses.

Segundo Leonidas Cardozo, diretor executivo do Grupo Malabar, a escolha por Guarulhos também reflete a relevância logística da região, por onde circulam diariamente até 100 mil veículos comerciais.

A nova Malabar Guarulhos ocupa uma área de 6.000 m² e reúne um showroom voltado para a Via Dutra, uma oficina equipada com ferramentas de diagnóstico, além de boxes preparados para atender grandes volumes de serviço. Pensando no bem-estar dos motoristas, a unidade também oferece dormitórios e áreas de descanso. Outro destaque é a infraestrutura dedicada aos veículos elétricos, que conta com boxes específicos e carregadores instalados.

Toda a operação é integrada à tecnologia AIRA, plataforma de inteligência artificial do Grupo Malabar que otimiza processos como reposição de peças e agendamentos de serviços, garantindo mais agilidade e precisão no atendimento.

Frota Sustentável
Jornalismo profissional e especializado em transição energética

Foton acelera expansão nacional

A inauguração acontece em um momento de forte ascensão da Foton no mercado brasileiro. No primeiro quadrimestre, a marca registrou 392 licenciamentos de caminhões, um crescimento de 18% em um cenário em que o setor como um todo recuou 15%. Impulsionada por esse desempenho, a empresa acelera a ampliação de sua rede de concessionárias para sustentar o ritmo de vendas e garantir cobertura nacional mais ampla.

Leia sobre a gama de comerciais leves elétricos: Foton lança sete veículos elétricos no Brasil e amplia oferta para a logística urbana

Maurício Santana, diretor nacional de Vendas e Pós-Vendas, afirma que a meta é alcançar 90 concessionárias em 2026 e chegar a 100 unidades em 2027. Segundo ele, a Foton investe na criação de novos hubs regionais de peças — incluindo um no Nordeste ainda este ano —, na expansão da produção nacional em Caxias do Sul, que já ultrapassou mil unidades montadas, e em programas de capacitação técnica em parceria com o Senai, que somam mais de duas mil horas de treinamento.

Malabar
. A estrutura reúne um showroom voltado para a Via Dutra, uma oficina completa equipada com ferramentas de diagnóstico

Tradição Malabar e expansão no estado

Com mais de 120 anos de experiência somada em sua gestão, o Grupo Malabar reforça sua presença no setor de veículos pesados. A operação é liderada por Lucas Altenfelder, terceira geração da família que iniciou sua trajetória em 1964 com Luiz Celso Santos.

O Grupo Malabar já planeja novas unidades em Barueri, ABC Paulista e Baixada Santista, aproximando atendimento e reduzindo o tempo de parada das frotas.

Leia mais:
  • A Foton Tunland é a décima entrante no concorrido segmento de picapes médias no Brasil, onde as principais fabricantes disputam cada cliente. A Frota News avaliou as versões V7 e V9 da nova picape ao longo de aproximadamente 140 quilômetros, incluindo trechos urbanos, rodoviários e off-road. Mas, antes de descrever sobre o desempenho da Tunland, é importante contextualizar a relevância do segmento de picapes médias e entender por que marcas como Toyota, Ford, Chevrolet, Mitsubishi, Fiat, Nissan, GWM e, agora, Foton buscam conquistar uma fatia de um mercado que movimenta cerca de R$ 50 bilhões por ano. O segmento de picapes médias movimenta cifras bilionárias no Brasil. Continue lendo: A gigante das picapes médias: como a Foton Tunland desafia as líderes do mercado

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Sprinter automática marca mudança de lógica operacional no mercado de vans

A introdução da transmissão automática na linha Mercedes-Benz Sprinter marca um ponto de inflexão no segmento de vans no Brasil. Não se trata de uma evolução voltada ao conforto, mas de uma resposta direta a mudanças estruturais na operação logística.

O mercado de veículos comerciais leves vem sendo redesenhado por três vetores principais: urbanização das entregas, aumento da frequência de ciclos operacionais e pressão contínua por redução de custo. Nesse contexto, a condução do veículo deixa de ser apenas uma variável humana e passa a ser um componente de engenharia.

Ao incorporar o câmbio automático, a Mercedes-Benz transfere parte da tomada de decisão da condução para o próprio veículo. O efeito imediato é a redução da variabilidade operacional. As trocas de marcha passam a seguir um padrão, o que impacta diretamente o consumo, o desgaste de componentes e a previsibilidade de desempenho.

Esse movimento não é isolado. A Ford Transit já ocupa esse espaço com uma proposta semelhante, enquanto modelos como Fiat Ducato, Peugeot Boxer e Citroën Jumper ainda operam com foco maior em competitividade de custo, avançando de forma mais gradual na adoção de tecnologias embarcadas. A Renault Master, por sua vez, passa por um processo de atualização para acompanhar essa transição.

O ponto central é que o critério de compra mudou. Potência e capacidade de carga seguem relevantes, mas já não definem a decisão. O foco deslocou-se para o custo total de operação. Nesse cálculo entram consumo, manutenção, disponibilidade e vida útil — variáveis diretamente influenciadas pelo padrão de condução.

Outro fator que acelera essa transformação é a dificuldade crescente em manter um nível homogêneo de motoristas. A rotatividade e a escassez de mão de obra qualificada introduzem instabilidade na operação. Ao padronizar parte da condução, o veículo reduz essa dependência e aproxima o desempenho de diferentes perfis de condutor.

Paralelamente, a tecnologia embarcada ganha protagonismo. Sistemas de assistência à condução, controles eletrônicos mais refinados e integração com plataformas de gestão de frota deixam de ser diferenciais e passam a compor o pacote esperado pelo mercado.

A Sprinter automática se insere exatamente nesse contexto. Mais do que ampliar o portfólio, o modelo reforça uma direção clara da indústria: veículos comerciais assumindo papel ativo na gestão da operação.

Mercedes-Benz
Os diferencias da versão automática

Sprinter Automatic

Durante apresentação em Elias Fausto, no Circuito Panamericano, Ronald Koning, presidente e CEO da Mercedes-Benz, trouxe um ponto recorrente na relação com clientes: por que a marca ainda não oferecia a Mercedes-Benz Sprinter com transmissão automática no Brasil.

Segundo ele, a provocação sempre fez sentido do ponto de vista operacional. A demanda existia, principalmente em aplicações urbanas e de alta frequência de uso. O executivo destacou que o lançamento da versão automática responde diretamente a esse cenário e que há satisfação interna em finalmente colocar o produto no mercado brasileiro, alinhando a oferta local ao que já se observa em outros mercados.

A nova Mercedes-Benz Sprinter automática passa a adotar um conjunto mecânico orientado à eficiência operacional, combinando o motor diesel 2.0 L de quatro cilindros — já conhecido pela entrega consistente de torque em baixas rotações — com uma transmissão automática de 9 marchas (9G-Tronic). Essa caixa trabalha com escalonamento mais longo e trocas praticamente imperceptíveis, mantendo o motor sempre na faixa ideal de rotação. Na prática, isso reduz picos de consumo, minimiza esforço mecânico e melhora a dirigibilidade em ciclos urbanos intensos, típicos de operações de última milha.

Do ponto de vista eletrônico, a arquitetura embarcada amplia o nível de controle sobre o veículo. A Sprinter automática integra sistemas avançados de assistência à condução (ADAS), como controle de estabilidade adaptativo, assistente de partida em rampa, monitoramento de fadiga e frenagem autônoma de emergência. Soma-se a isso a gestão inteligente de torque e tração, que atua de forma preditiva conforme carga e condição de rodagem. O resultado é um veículo mais previsível, com menor variabilidade de condução entre motoristas e maior consistência nos indicadores de operação — especialmente consumo, desgaste de componentes e segurança ativa.

Mercedes-Benz
A Sprinter 417 automática tem sido o destaque da Mercedes-Benz

Há ainda um ponto que começa a ganhar espaço nessa discussão: a entrada das marcas chinesas no segmento.

Ao optar por um modelo como a Sprinter, o comprador está, na prática, adquirindo não apenas um veículo, mas um histórico consolidado de desenvolvimento. A Mercedes-Benz carrega mais de um século de atuação na indústria automotiva, enquanto a Sprinter, lançada na década de 1990, acumula quase três décadas de evolução contínua.

Do outro lado, surgem fabricantes com presença recente no Brasil, muitos com dois ou três anos de operação local, apostando em pacotes tecnológicos agressivos e posicionamento competitivo em preço.

A questão não está na proposta inicial desses produtos, mas na sua capacidade de sustentação ao longo do tempo. Durabilidade, comportamento em uso severo, valor residual e consistência de pós-venda ainda são variáveis que só se consolidam com histórico.

Mais do que uma comparação direta, trata-se de uma escolha de horizonte: entre um produto já testado em ciclos longos de operação e outro que ainda construirá sua curva de desempenho no mercado.

É essa resposta que o tempo — e a operação — vão dar.

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Indy 500 2026: Os Helio Castroneves e Caio Collet e 11 curiosidades históricas

Indy 500
Os pneus Firestone Indy 500 entram em ação enquanto um piloto deixa seu pit box para seguir para a pista

Muito além da velocidade, a Indy 500 é cercada por histórias, tradições e números que ajudam a explicar por que a prova é considerada uma das corridas mais importantes do planeta. Em 2026, a Firestone completa 125 anos reforçando justamente sua ligação histórica com a competição, da qual participa desde a primeira edição, em 1911.

Neste ano, a marca retorna ao Indianapolis Motor Speedway para a disputa da 110ª edição das 500 Milhas de Indianápolis, que acontece neste domingo, dia 24, fornecendo cerca de 5 mil pneus Firestone Firehawk Indy 500 equipados com tecnologia ENLITEN para os carros que formarão o tradicional grid de 33 pilotos da prova.

Confira abaixo curiosidades sobre a Indy 500 e a presença histórica da Firestone nas pistas:

  1. A Firestone venceu a primeira Indy 500 da história
    A relação da marca com a prova começou em 1911, quando o carro vencedor da primeira edição das 500 Milhas de Indianápolis, pilotado pelo americano Ray Harroun, cruzou a linha de chegada equipado com pneus Firestone.
  2. O autódromo ainda preserva os tijolos originais
    Mesmo após diversas reformas ao longo das décadas, o Indianapolis Motor Speedway mantém preservada uma faixa com os tijolos originais na linha de chegada, uma das marcas registradas do circuito.
  3. Mais de 350 mil pessoas acompanham a corrida ao vivo
    A Indy 500 está entre os maiores eventos esportivos do mundo em público presencial. O autódromo possui cerca de 250 mil lugares permanentes, mas o público da prova costuma ultrapassar 350 mil espectadores.
  4. A largada reúne 33 pilotos em 11 filas
    Uma das tradições mais conhecidas da corrida é a formação de largada com 33 carros posicionados em 11 filas de três pilotos cada.
  5. O vencedor toma leite desde 1936
    A tradicional comemoração com leite acontece há quase 90 anos e se transformou em um dos momentos mais icônicos do automobilismo mundial.
  6. Um brasileiro já trocou o tradicional leite por suco de laranja
    Quando Emerson Fittipaldi venceu a Indy 500 em 1993, surpreendeu o público ao substituir o tradicional leite no pódio por suco de laranja, em uma homenagem aos produtores brasileiros da fruta. O gesto virou um dos momentos mais curiosos da história da corrida.
  7. O Brasil terá representantes no grid de 2026
    A edição deste ano contará com dois pilotos brasileiros no grid da Indy 500: o tetracampeão Helio Castroneves, da Meyer Shank Racing, que larga na 14ª posição, e o estreante Caio Collet, da AJ Foyt Racing, que parte da 32ª colocação após uma punição na classificação. A presença da dupla reforça a histórica ligação do Brasil com uma das provas mais emblemáticas do automobilismo mundial.
  8. Helio Castroneves entrou para o grupo dos tetracampeões com pneus Firestone
    Em 2021, o brasileiro conquistou sua quarta vitória nas 500 Milhas de Indianápolis e entrou oficialmente para o seleto grupo dos maiores vencedores da história da prova, todas as conquistas com pneus Firestone.
  9. A Firestone já soma 76 vitórias na Indy 500
    A marca ampliou sua presença histórica na categoria em 2025, com a vitória do espanhol Álex Palou na 109ª edição da prova.
  10. Indianápolis é considerada “o maior laboratório ao ar livre do mundo”
    Harvey Firestone definiu o circuito dessa forma há mais de um século. Até hoje, a categoria funciona como ambiente extremo de desenvolvimento e validação de tecnologias aplicadas posteriormente aos pneus de rua.
  11. Os pneus da Indy incorporam tecnologia sustentável
    Os pneus Firestone Firehawk Indy 500 utilizados nesta edição incorporam componentes sustentáveis da plataforma global ENLITEN™, incluindo aço reciclado e monômeros certificados ISCC PLUS produzidos a partir de resíduos do processamento de óleo de palma. Somente na temporada 2025 da IndyCar, a Firestone desenvolveu mais de 60 especificações diferentes de pneus para atender os variados tipos de circuitos da categoria, incluindo ovais, mistos e urbanos.

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Tata Motors avança para concluir compra do Iveco Group por R$ 22,8 bilhões

Iveco
Tata Motors está próxima de concluir compra da Iveco

Reguladores liberam etapas finais e integração promete criar um dos cinco maiores fabricantes de veículos comerciais do Ocidente com a compra da Iveco; impacto financeiro e estratégico já aparece nos balanços de 2026

A aquisição do Iveco Group pela Tata Motors, avaliada em € 3,8 bilhões — cerca de R$ 22,8 bilhões na conversão atual — entrou em sua fase decisiva. Os balanços do primeiro trimestre de 2026 e a conclusão de etapas regulatórias críticas consolidam o cronograma final e revelam como será estruturado o novo ecossistema global de veículos comerciais.

Os relatórios corporativos divulgados em maio mostram que o processo está praticamente concluído:

Nova potência global: mais de 540 mil veículos por ano e receita de € 22 bilhões

A formação da nova potência global, resultante da união entre Tata Motors e Iveco Group, estabelece um conglomerado com escala inédita no setor de veículos comerciais, capaz de produzir mais de 540 mil unidades por ano e gerar uma receita estimada de € 22 bilhões, o equivalente a cerca de R$ 132 bilhões.

Essa força combinada apresenta uma distribuição geográfica equilibrada — aproximadamente 50% da receita na Europa, 35% na Índia e demais mercados asiáticos e 15% nas Américas e outras regiões — criando um perfil altamente resiliente a oscilações regionais.

Com esse porte, a nova entidade passa a integrar diretamente o Top 5 global do segmento, posicionando-se para disputar mercado com gigantes como Traton, Daimler Truck e Volvo Group, e consolidando-se como um dos players mais influentes da indústria mundial de veículos comerciais.

Sinergias de € 550 milhões e complementaridade tecnológica

As empresas projetam sinergias anuais de € 550 milhões (aprox. R$ 3,3 bilhões) até o terceiro ano pós-fusão, impulsionadas por compras conjuntas e padronização de plataformas.

A Iveco passa a ganhar acesso direto à cadeia de suprimentos de baixo custo da Tata Motors, o que reduz pressões de custo e amplia competitividade global. A integração também garante expansão imediata em mercados emergentes asiáticos, regiões onde a marca italiana historicamente tinha presença limitada. Além disso, a entrada no ecossistema da Tata oferece maior robustez financeira, permitindo acelerar projetos de engenharia, modernização de plataformas e desenvolvimento de tecnologias estratégicas.

Para a Tata Motors, a fusão representa a incorporação de um portfólio completo de emissões zero da Iveco, fortalecendo sua posição na corrida global pela eletrificação. Entre os destaques estão o caminhão pesado S‑eWay, com autonomia de 600 km, e as vans elétricas desenvolvidas em parceria com a Stellantis, que serão integradas ao portfólio indiano. Com isso, a Tata acelera a eletrificação do mercado indiano sem a necessidade de duplicar investimentos bilionários em P&D, ganhando tempo, escala e vantagem competitiva.

Impactos financeiros imediatos: balanços de Q1 2026 mostram transição intensa

Os resultados financeiros mais recentes evidenciam uma fase de transição intensa para o Iveco Group, que registrou receita de € 2,83 bilhões (R$ 17 bilhões) no primeiro trimestre de 2026 e um lucro líquido de € 1,17 bilhão (R$ 7 bilhões), impulsionado pela venda da divisão de defesa. Apesar disso, o EBIT ajustado industrial ficou negativo em € 90 milhões (R$ 540 milhões), reflexo de retrabalhos na Iveco Bus e de investimentos realizados antes da transferência de controle para a Tata Motors.

A carteira de pedidos, porém, mostrou força, com avanço de 0,13% em veículos leves e 0,16% em pesados na Europa. Já a Tata Motors apresentou caixa líquido positivo de ₹ 13,7k Cr (cerca de R$ 86 bilhões), valor suficiente para financiar integralmente a aquisição de € 3,8 bilhões sem recorrer à emissão de ações.

O mercado interpreta a operação como uma fusão de escala e tecnologia, não de cortes: não há previsão de fechamento de fábricas na Itália, e a Iveco deixa de atuar como fabricante regional europeu para assumir o papel de braço tecnológico de alta especialização dentro de uma das maiores potências automotivas globais.

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O boom das marcas chinesas e o desafio da confiança no mercado automotivo brasileiro

marcas chinesas
Análise do avanço das marcas chinesas no Brasil e o desafio entre inovação, confiança e competitividade no mercado automotivo

Vivemos um boom das marcas chinesas no mercado automotivo, mas é preciso uma análise crítica do impacto real que elas trarão. Com experiência em inteligência de mercado, observo que o grande argumento dessas marcas — o preço mais baixo — não é o único critério de escolha. O que está por trás dessas gigantes é um processo de industrialização extremamente acelerado, muitas vezes com pouca transparência para o consumidor final.

Tomemos o caso da BYD, que utiliza a narrativa do “feito no Brasil”. Mas será que o produto realmente carrega uma identidade nacional ou se trata apenas de montagem local? Esse questionamento expõe uma fragilidade importante: o consumidor brasileiro, historicamente conectado à tradição e à confiabilidade de marcas consolidadas, passa a ser impactado por uma promessa de inovação que ainda não foi completamente validada no longo prazo.

Essa transformação, no entanto, não acontece por acaso — ela é resultado de uma estratégia de Estado. Sob a liderança de Wan Gang, engenheiro com formação na Alemanha e ex-ministro da Ciência e Tecnologia da China, o país passou a investir de forma estruturada em mobilidade elétrica como vetor de protagonismo global. Wan Gang foi um dos primeiros a defender que a China deveria “pular etapas” da indústria tradicional e liderar a nova geração de veículos, baseada em eletrificação, conectividade e domínio de cadeia produtiva.

Os números ajudam a dimensionar esse movimento. Segundo análises amplamente difundidas por consultorias como McKinsey & Company, a China já responde por mais de 50% das vendas globais de veículos elétricos, além de liderar a cadeia de baterias, o principal ativo estratégico dessa nova indústria. Relatórios da Bloomberg também apontam que o país se tornou o maior exportador mundial de automóveis, com crescimento acelerado nos últimos anos.

Ou seja, não se trata apenas de preço competitivo. Trata-se de escala, planejamento industrial e domínio tecnológico. E é justamente aqui que o debate se aprofunda.

Para entender o que de fato está em jogo, é preciso olhar para o histórico das marcas tradicionais. Empresas como Mercedes-Benz, Toyota e Volvo levaram décadas para construir algo que vai além do produto: confiança. Não se trata apenas de engenharia ou tecnologia. Trata-se de consistência, reputação e entrega ao longo do tempo. No caso das marcas chinesas, a velocidade de entrada no mercado pode, sim, impressionar.

Uma fala bastante relevante é do CEO da Ford Motor Company, Jim Farley:

“A China é a maior ameaça competitiva que já enfrentamos no setor automotivo.”

E ele complementa essa visão em outras ocasiões com um tom ainda mais estratégico:

“Eles (os chineses) são muito mais rápidos, muito mais eficientes e desenvolveram veículos elétricos de altíssima qualidade.”

Talvez o ponto mais relevante da sua fala não seja o alerta, e sim o reconhecimento: os chineses operam com mais velocidade, eficiência e domínio tecnológico. Ou seja, não se trata apenas de competir com preço, mas com um novo modelo industrial.

Mas também levanta uma questão essencial: é possível acelerar a construção de valor na mesma proporção em que se acelera a produção? No curto prazo, preço e inovação seduzem. No longo prazo, é a experiência que sustenta.

Como jornalista e profissional de inteligência de mercado, meu compromisso é com o leitor, jamais com a marca ou o discurso comercial. A análise precisa estar ancorada naquilo que é efetivamente entregue ao mercado, e não apenas na promessa. Porque, no fim, o verdadeiro risco não está na chegada de novos players — isso é saudável e necessário para a evolução do setor. O risco está na ausência de equilíbrio entre inovação e confiabilidade. E é justamente esse equilíbrio que definirá quais marcas deixarão legado e quais serão apenas parte de um ciclo passageiro de euforia no mercado.

Trata-se de um movimento incontornável, e os agentes que optarem por ignorá-lo tendem a perder competitividade.

Preço e design aceleram a entrada. Mas é o tempo que consolida — ou expõe — o valor de uma marca

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China vende a produção de caminhões pesados de um ano do Brasil em apenas um mês: ranking das maiores fabricantes

Sinotruk
Sinotruk entra para o Truck Test

O mercado chinês de caminhões pesados (HDT) manteve um desempenho excepcional em abril de 2026, alcançando 117.000 unidades vendidas, um avanço de 33% sobre o ano anterior e o melhor resultado para o mês em cinco anos. Apesar da queda sazonal de 16% em relação a março, o setor seguiu impulsionado pelo forte ritmo iniciado no período de “Março Dourado” e estendido para o chamado “Abril Prateado”. No total, o mercado de caminhões — incluindo chassis e cavalos mecânicos — somou 344.000 unidades, 7% acima de abril de 2025, segundo a Associação Chinesa de Fabricantes de Automóveis (CAAM).

A liderança do mercado permaneceu com a Sinotruk, que registrou 33.200 unidades, seguida por FAW TRUCKS (20.700), Dongfeng (17.700), SHACMAN (17.300) e Foton (15.700). Juntas, essas cinco empresas responderam por 89,3% do mercado, enquanto as dez maiores concentraram 97,3% das vendas.

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Entre os fabricantes, o destaque absoluto foi a Chery, que apresentou o crescimento mais acelerado, com alta de 108% nas vendas anuais. Também se sobressaíram BAIC Heavy Truck (+74%), Geely Farizon (+62%), FAW TRUCKS (+55%) e XCMG (+40%). Apenas uma empresa entre as dez maiores registrou queda, com retração de 47%. No ranking, as posições permaneceram estáveis, exceto pela BAIC Heavy Truck, que avançou três colocações e assumiu o sétimo lugar.

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No acumulado de janeiro a abril, o mercado chinês de HDT somou 434.800 unidades, crescimento de 23% e acréscimo de 82.300 unidades frente ao mesmo período de 2025. A Sinotruk manteve ampla liderança com 120.200 unidades (27,6% de participação), seguida por FAW TRUCKS (78.300), Dongfeng (67.000), SHACMAN (66.800) e Foton (59.700). Entre os maiores fabricantes, os avanços acumulados foram de Chery (+63%), XCMG (+48%), Farizon (+42%) e Foton (+37%).

A concentração de mercado continuou a crescer em 2026: os dez maiores fabricantes responderam por 97,5% das vendas no quadrimestre, e os cinco maiores, por 90,1%, acima dos 89,8% registrados em 2025. A Foton foi a empresa que mais ampliou sua fatia de mercado (+1,4 ponto percentual), seguida por XCMG (+0,6 p.p.), Farizon e Chery (+0,2 p.p. cada). Com o forte início de ano e o impulso dos períodos de “Março Dourado” e “Abril Prateado”, o setor agora observa se o ritmo de expansão poderá ser sustentado ao longo do restante de 2026, após já acumular mais de 80.000 unidades adicionais em relação ao ano anterior.

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  • A Sinotruk participa do Truck Test 2026 com dois cavalos‑mecânicos de 480 hp — Sitrak G7H e Howo‑Max — em um evento que reunirá 16 caminhões e promete ser o maior já realizado na África do Sul, percorrendo 1.100 km entre Joanesburgo e Durban para medir consumo, velocidade e produtividade. Organizado pela revista FOCUS, o teste conta com parceiros técnicos como TruckScience, Afrit e Engen, e adota um índice que avalia quanto trabalho cada caminhão entrega por litro de combustível, deslocando o foco da potência para o custo operacional. Para a Sinotruk, o desafio representa uma vitrine estratégica ao colocar seus modelos frente a marcas tradicionais como DAF, MAN, Mercedes‑Benz, Scania e Volvo, oferecendo tanto a chance de reforçar sua imagem quanto de obter dados reais sobre seu posicionamento competitivo.
  • A produção mundial de caminhões e ônibus avançou em 2025, mas o desempenho variou intensamente entre regiões e países. Enquanto a Ásia consolidou sua liderança absoluta, impulsionada sobretudo por China e Índia, Europa e América do Norte enfrentaram retração. O Brasil, apesar de registrar queda na fabricação de caminhões, manteve posição de destaque global e avançou no ranking de ônibus. Leia mais: TOP 10 maiores países fabricantes de caminhões: China amplia domínio global e Brasil melhora posição, apesar do volume menor
  • A Volkswagen apresentou oficialmente a Tukan, sua nova picape desenvolvida integralmente no Brasil e que marca a entrada da marca em um segmento inédito no País. O modelo fez sua primeira aparição pública no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro, acompanhando a chegada do Canarinho e do técnico Carlo Ancelotti para a convocação da Seleção Brasileira Masculina. Leia mais: Tukan estreia com 76% de conteúdo nacional e plataforma exclusiva da Volkswagen
  • A recente disparada no preço do diesel, impulsionada pelas tensões no Oriente Médio, já começa a afetar diretamente a operação dos postos de combustíveis no Brasil. Um levantamento da Edenred Mobilidade mostra que 70% das redes de postos relataram algum tipo de restrição temporária na compra de combustível, indicando um cenário de pressão crescente sobre a cadeia de abastecimento. Leia mais: Alta do diesel já provoca restrições na compra de combustível em 70% dos postos e maior procura por biocombustíveis
  • Levantamento feito pela reportagem da Frota News apurou o desempenho das fabricantes de pneus no Reclame Aqui. O ranking segue se consolidando como um termômetro relevante para medir não apenas o volume de reclamações, mas principalmente a capacidade das marcas de responder, solucionar problemas e manter a confiança do consumidor. No levantamento mais recente, Michelin, Goodyear, XBRI, Maggion, Continental, Dunlop e Pirelli compõem um panorama diversificado do setor, com desempenhos que variam de excelência a desafios significativos no pós-venda. Leia mais: Reclame Aqui evidencia marcas de pneus com melhor reputação e eficiência no atendimento
  • Com uma frota jovem e foco em operações dedicadas, a Anacirema exemplifica o esforço do transportador brasileiro em manter a eficiência em um cenário de margens comprimidas. No entanto, para José Alberto Panzan, diretor da empresa e vice-presidente do Sindicamp (Sindicato das Empresas de Transportes e Cargas de Campinas e Região), a modernização esbarra em obstáculos que vão além dos muros das transportadoras. Leia mais: Gestão técnica e os gargalos do setor: A visão de José Alberto Panzan sobre o futuro do transporte

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Tukan estreia com 76% de conteúdo nacional e plataforma exclusiva da Volkswagen

Tukan
A VW Tukan foi apresentada com disfarce (foto de cima), mas revelada por IA

A Volkswagen apresentou oficialmente a Tukan, sua nova picape desenvolvida integralmente no Brasil e que marca a entrada da marca em um segmento inédito no País. O modelo fez sua primeira aparição pública no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro, acompanhando a chegada do Canarinho e do técnico Carlo Ancelotti para a convocação da Seleção Brasileira Masculina.

A Tukan nasce como um projeto para o Brasil e para a América Latina, reunindo alto índice de nacionalização e a missão de inaugurar uma nova fase da Volkswagen na região. O modelo será o primeiro veículo eletrificado da Volkswagen do Brasil, com 76% de peças nacionais.

A picape estreia uma versão exclusiva da plataforma MQB. Entre as novidades técnicas está uma suspensão traseira com feixe de molas, desenvolvida especificamente para a Tukan. Segundo Ricardo Plöeger, Vice-presidente de Desenvolvimento do Produto para América do Sul, a solução foi projetada para garantir durabilidade, estabilidade e conforto mesmo em condições severas de uso.

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Estampagem com solda a laser e lettering integrado

A Tukan será o primeiro modelo da Volkswagen do Brasil a trazer o nome estampado diretamente na carroceria. Para viabilizar o processo, a engenharia desenvolveu ferramentas específicas, simulou parâmetros em softwares avançados e adotou solda a laser para unir as duas partes da tampa traseira bipartida.

César Drazul, plant manager da fábrica de São José dos Pinhais (PR), destaca que o projeto envolveu simulações virtuais, realidade virtual (VR) e inspeção de qualidade por IA, garantindo precisão e repetibilidade no processo produtivo.

A Estamparia da Volkswagen em São José dos Pinhais utiliza o sistema Smart Inspection, baseado em Inteligência Artificial, para monitorar 100% das peças estampadas. São cerca de 1,7 milhão de peças avaliadas anualmente, com rastreabilidade via QR Code apagável e alertas automáticos para operadores em caso de anomalias.

Nova fase da eletrificação na Volkswagen do Brasil

A Tukan inaugura a nova fase da marca para a região: a partir de 2026, todos os novos modelos desenvolvidos e produzidos na América do Sul terão versão eletrificada. Atualmente, a Volkswagen do Brasil conta com 750 fornecedores, sendo 80% com operação no País.

O CEO e Presidente da Volkswagen do Brasil, Ciro Possobom, afirma que o alto índice de nacionalização fortalece a indústria local e amplia a competitividade da marca no segmento de picapes.

Saiba mais:
  • O futuro global da Fiat
    A Stellantis oficializou que o novo compacto nacional da Fiat, produzido em Betim (MG) e previsto para chegar às concessionárias no segundo semestre, se chamará Argo, anúncio feito por Herlander Zola, presidente da operação sul‑americana, durante a apresentação do plano estratégico Fastlane 2030 em Detroit. Zola também confirmou a renovação de modelos como Fiat Toro, Fiat Strada e RAM Rampage, dentro da chamada “nova ofensiva de picapes na América do Sul”, além da atualização completa da linha Jeep até 2030, incluindo o Renegade. A Stellantis ainda antecipou o nome Grizzly para a próxima geração do SUV Fastback, que será vendida na Europa e no Brasil em versões cupê e SUV, todas sobre a plataforma do Argo. Outra novidade é que a operação sul‑americana assumirá a introdução dos veículos da chinesa Dongfeng, recém‑anunciada em joint venture global, com Chile e países andinos entre os primeiros mercados, além da importação de um novo modelo Jeep produzido na Índia.
  • Ford amplia linha Ranger XL e desafia Hilux e S10 no mercado de trabalho
  • Frontier Pro
    Nissan
    Picape eletrificada Nissan Frontier Pro plug-in hybrid (PHEV)

    A Nissan revelou a Frontier Pro PHEV, sua primeira picape híbrida plug‑in, que estreia no México antes de chegar a outros mercados, incluindo o Brasil. O modelo, desenvolvido sob o conceito Rugged Tech, combina um motor turbo a combustão com um motor elétrico de alta potência para entregar torque imediato e desempenho tanto no uso urbano quanto no off‑road. A marca afirma que a picape reforça sua competitividade ao unir tradição japonesa em picapes e expertise chinesa em eletrificação. Embora design e interior já tenham sido mostrados, a Nissan ainda divulgará dados técnicos finais e a autonomia elétrica conforme cada mercado.

  • VW Tukan
    O mercado brasileiro de picapes segue aquecido em 2025, e a Volkswagen prepara sua entrada no segmento intermediário com a nova Tukan, modelo 100% desenvolvido no Brasil e previsto para ser produzido em 2027 em São José dos Pinhais (PR). A picape, que renasce do antigo conceito Tarok após anos de adiamentos, chega para disputar espaço com Toro, Maverick, Oroch, Montana e Rampage — categoria que já representa 23,9% das vendas do setor. Apresentada junto ao novo patrocínio da marca à CBF, a Tukan estreia com a cor Amarelo Canário, resgatando um tom histórico da Volkswagen e simbolizando brasilidade e identidade regional. O nome, inspirado no tucano, reforça a proposta de versatilidade e conexão cultural dentro da estratégia de 21 lançamentos da VW na América do Sul até 2028.
  • Ranking de Picapes Intermediárias – Brasil 2025
Posição Modelo Vendas Acumuladas Participação de Mercado
FIAT/TORO 52.129 19,46%
RAM/RAMPAGE 26.135 9,76%
GM/MONTANA 20.377 7,61%
RENAULT/OROCH 11.624 4,34%
FORD/MAVERICK 4.051 1,51%

Fonte: Fenabrave/Senatran

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Alta do diesel já provoca restrições na compra de combustível em 70% dos postos e maior procura por biocombustíveis

Shell
Opção de ser sustentável ou não neste posto inédito da Shell na Holanda

A recente disparada no preço do diesel, impulsionada pelas tensões no Oriente Médio, já começa a afetar diretamente a operação dos postos de combustíveis no Brasil. Um levantamento da Edenred Mobilidade mostra que 70% das redes de postos relataram algum tipo de restrição temporária na compra de combustível, indicando um cenário de pressão crescente sobre a cadeia de abastecimento.

A pesquisa ouviu representantes de 37 redes que, juntas, administram 585 postos distribuídos pelo país, ou 1,3% do total de 44,7 mil postos registrados na ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis). Segundo o estudo, além da alta dos preços, os estabelecimentos enfrentam maior dificuldade para garantir previsibilidade na reposição dos estoques — um desafio que se intensifica especialmente no caso do diesel.

Diesel mais vulnerável às oscilações internacionais

O Brasil ainda depende de importações para atender parte relevante da demanda de diesel. Atualmente, cerca de 25% do diesel consumido no país vem do exterior, o que torna o produto mais sensível a variações internacionais, como preço do petróleo, frete, câmbio e tensões geopolíticas.

De acordo com Vinicios Fernandes, o momento exige atenção redobrada de toda a cadeia, porém, não é um cenário de desabastecimento, mas de restrições pontuais, atrasos e limitações na reposição dos estoques.

Entre os entrevistados, 70% apontam a disponibilidade de combustível como o principal desafio atual. Outros 19% destacam dificuldades no fluxo de caixa para manter os tanques abastecidos, enquanto 11% mencionam a competitividade de preços com postos da região.

Mudança no comportamento do consumidor

A pressão sobre os preços também começa a alterar a dinâmica de consumo. O levantamento indica que 57% das redes perceberam aumento nas vendas de biocombustíveis nas últimas semanas. Embora ainda não seja possível afirmar que há uma mudança de comportamento, o etanol ganhou competitividade por registrar alta mais moderada no período. Segundo Fernandes, o movimento rbyeflete uma busca maior por alternativas.

  • Leia mais:
  • Dongfeng na Europa
    A Stellantis formalizou um memorando de entendimento com a chinesa Dongfeng para criar uma joint venture europeia dedicada à venda, distribuição, produção, compras e engenharia de veículos de nova energia da marca, ampliando uma parceria de décadas e antecipando possíveis impactos no Brasil com a chegada da Dongfeng no segundo semestre. O modelo seguirá o da Leapmotor International, com participação de 51% da Stellantis e 49% da Dongfeng, iniciando pela comercialização dos veículos premium Voyah na Europa por meio da rede da Stellantis. A nova empresa também integrará operações de compras e engenharia e já avalia produzir veículos eletrificados da Dongfeng na fábrica de Rennes, na França, alinhada às regras “Made in Europe”. Antonio Filosa, CEO da Stellantis, afirmou que a iniciativa eleva a cooperação a um novo patamar global, enquanto Qing Yang, chairman da Dongfeng, destacou o alinhamento às estratégias chinesas de abertura econômica. Em paralelo, as empresas revitalizaram a DPCA na China, que, a partir de 2027, produzirá modelos Peugeot e Jeep para mercados internacionais, incluindo dois elétricos da Peugeot fabricados em Wuhan.
  • Reclame Aqui evidencia marcas de pneus com melhor reputação e eficiência no atendimento
  • Política de preço único nacional
    A GWM completa três anos no Brasil com a consolidação de um pós‑venda estruturado para padronização nacional e alta eficiência, sustentado por 130 concessionárias, 83 centros técnicos e investimentos contínuos em tecnologia, capacitação e logística. A montadora é a única do país a adotar preço único de peças e revisões tabeladas até a 10ª manutenção, política que, somada ao suporte técnico centralizado, eleva seu NPS para acima de 89%. Segundo Daniel Conte, diretor de pós‑venda da GWM Brasil, a estratégia prioriza previsibilidade e transparência. Nos indicadores operacionais, as oficinas atingem 91,6% de resolução em diagnósticos complexos — acima da média do setor — enquanto o centro de distribuição em Cajamar garante 98% de disponibilidade de peças, ampliado para acompanhar o crescimento das vendas. Nas concessionárias, a disponibilidade chega a 96%, reduzindo prazos de reparo e fortalecendo a experiência do cliente.
  • Frota News amplia alcance global ao firmar parceria com a Newstex 
  • Transporte do Futuro:
    A nstech realizará em 17 e 18 de junho, em São Paulo, a primeira edição do Transporte do Futuro, evento que reunirá mais de 2 mil executivos e grandes marcas como Petrobras, Nestlé, Mercado Livre e Magalu para discutir eficiência, tecnologia e estratégias que impulsionam a logística nacional. A programação inclui plenárias com líderes do setor, salas temáticas com mentorias práticas, debates sobre infraestrutura, Reforma Tributária e uso de tecnologia em diferentes segmentos, além de um espaço de match making para conexões de negócios. Integrado à estratégia da empresa de fortalecer seu ecossistema por meio da plataforma TNS, o encontro busca promover colaboração, troca de experiências e soluções para desafios reais, consolidando uma visão de logística mais integrada, ágil e de alta performance no país.

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