sexta-feira, abril 10, 2026

GAC Motor oficializa investimento no Brasil e conheça os veículos comerciais da marca 

A reportagem atualizada sobre a chegada da GAC Motor ao Brasil com investimento de R$ 5,8 bilhões e planos de produzir veículos elétricos e híbridos localmente. A fábrica pode ser instalada em Catalão (GO), com início das operações em 2025. Mostramos os três primeiros modelos que chegam ao país e o foco da marca em eletrificação e sustentabilidade. Também mostramos os principais veículos comerciais da GAC, incluindo caminhões elétricos e autônomos. Confira: 

A gigante chinesa GAC Motor anunciou oficialmente sua entrada no mercado brasileiro com um investimento estimado em R$ 5,8 bilhões ao longo dos próximos cinco anos. A informação foi confirmada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta segunda-feira, 12, durante reunião com representantes da empresa. A cidade de Catalão, em Goiás, desponta como forte candidata para abrigar a futura unidade fabril da montadora — que pretende produzir três modelos voltados à eletrificação veicular no país: dois 100% elétricos e um híbrido. 

A iniciativa marca um novo capítulo para a indústria automotiva brasileira, alinhando-se à tendência global de descarbonização dos transportes e à urgência por soluções energéticas sustentáveis. A GAC — sigla para Guangzhou Automobile Group — está entre os maiores fabricantes de veículos da China e entra no Brasil com planos bem definidos: estabelecer produção local, investir em pesquisa e conquistar uma fatia relevante no competitivo segmento de veículos eletrificados. 

Leia também:

Cummins lançará esta semana o inédito motor diesel de 660 cv e 3.200 Nm de torque

Roteiro Automotivo: Explorando a conexão entre transporte, gastronomia e entretenimento

Iveco S-Way: o mesmo nome, dois mundos diferentes 

Três modelos e uma estratégia gradual

A GAC Motor pretende estrear no mercado brasileiro ainda no primeiro semestre de 2025 com veículos importados. Os primeiros modelos a desembarcar serão: 

  • Aion Y Plus: SUV compacto 100% elétrico, com autonomia estimada em até 610 km. 
  • Aion ES: sedã elétrico com motor de 207 cavalos e foco em eficiência urbana. 
  • Hyper HT: SUV médio com design arrojado e portas traseiras de abertura vertical, lembrando o Tesla Model X. 

A produção local começa com montagem no sistema CKD (completely knocked down) e deve evoluir para fabricação integral até o segundo semestre de 2026. 

Catalão, Goiás, no radar da montadora

A cidade goiana de Catalão — já reconhecida por seu histórico industrial no setor automotivo — está entre as principais opções para sediar a nova fábrica. Com infraestrutura consolidada, acesso logístico e mão de obra qualificada, o município surge como forte candidato para atrair os bilhões da GAC. Além de Catalão, estados como Bahia, Espírito Santo e Amapá também estão sendo considerados. 

A definição do local dependerá de fatores como incentivos fiscais, estrutura logística e sinergia com a cadeia de fornecedores. Para o setor de frotas, a escolha de Catalão pode significar uma nova rota logística estratégica no Centro-Oeste, facilitando o escoamento para grandes centros urbanos e polos industriais. 

Investimento em pesquisa e etanol como diferencial brasileiro 

Um dos grandes diferenciais da operação da GAC no Brasil é o investimento em pesquisa e desenvolvimento de motores híbridos flex, capazes de utilizar etanol — um biocombustível renovável de forte presença na matriz energética nacional. A montadora firmou parcerias com universidades como Unicamp (SP), UFSC (SC) e UFSM (RS), mirando a adaptação tecnológica dos seus modelos às condições brasileiras. 

Essa abordagem visa alinhar inovação à sustentabilidade e pode gerar reflexos positivos para frotistas e empresas que buscam reduzir a pegada de carbono das operações sem renunciar à autonomia e da eficiência logística. 

Claro! A seguir, uma reportagem completa e bem estruturada para a revista digital Frota News, com foco nos veículos comerciais da GAC Motor e o potencial da marca para o mercado brasileiro: 

Veículos comerciais elétricos e autônomos 

Nos bastidores da expansão da gigante chinesa, há uma linha robusta de veículos comerciais leves e pesados — incluindo modelos elétricos e até autônomos. 

Na China, a GAC opera com um amplo portfólio de veículos comerciais sob marcas como Gonow e Aion, e tem investido pesadamente em eletrificação e automação. A companhia planeja atingir até 30 bilhões de yuans (cerca de R$ 20 bilhões) de receita anual com sua divisão de comerciais até 2030 — o que reforça o potencial da marca para ampliar sua atuação também no Brasil, especialmente com foco em frotas urbanas. 

Furgões leves com tecnologia limpa 

Entre os modelos de entrada mais conhecidos, destaca-se o Gonow Way CL, um furgão versátil amplamente utilizado no transporte urbano. Sua versão elétrica, o Gonow EM10, já roda em diversas cidades chinesas com autonomia de até 278 km, ideal para entregas de última milha. Outro modelo relevante para transporte executivo e corporativo é a van Trumpchi GN8 (também chamada de M8 ou GM8), voltada ao transporte de passageiros. 

Caminhões elétricos e inteligentes 

No segmento de transporte de carga, a GAC se posiciona com modelos como: 

  • T3 Light Truck: caminhão leve 100% elétrico, indicado para rotas urbanas e entregas programadas. 
  • T9 Heavy-Duty Truck: caminhão pesado com bateria de até 600 kWh e autonomia ajustada para longas distâncias. Equipado com recursos de condução autônoma nível 2+, o modelo representa o avanço da montadora em tecnologia embarcada. 
  • 6×4 Electric Tractor: cavalo mecânico elétrico para transporte de cargas pesadas em curtas e médias distâncias, com foco em eficiência energética. 

Veículos autônomos já em operação na China 

A inovação não para nos motores elétricos. A GAC está na vanguarda da mobilidade autônoma, com modelos voltados para logística urbana inteligente, como: 

  • Robobus L60: ônibus autônomo com condução eletrônica e uso urbano. 
  • Robotruck T45: veículo de carga sem cabine, 100% autônomo, com capacidade de até 2,1 toneladas. 
  • Robovan X60: furgão elétrico autônomo com capacidade de 16,5 m³, projetado para operações logísticas digitalizadas. 

Esses modelos integram sensores LIDAR, câmeras 360°, inteligência artificial embarcada e sistemas de navegação em tempo real. A GAC já opera testes-piloto em hubs logísticos na China e vislumbra a exportação dessas soluções para países com infraestrutura compatível — o que coloca o Brasil, ainda em fase de regulamentação para veículos autônomos, como mercado promissor no médio prazo. 

Instagram: estou sempre trocando ideias por lá também. Me segue no Instagram, e vamos continuar essa conversa.

Brasil no radar da GAC para veículos comerciais? 

Apesar de a GAC ainda não ter anunciado oficialmente a chegada dos comerciais leves e pesados ao país, a instalação de uma fábrica local e a consolidação da marca no Brasil podem acelerar esse movimento. O apetite por veículos sustentáveis e conectados está em alta — tanto em empresas de logística urbana quanto em grandes transportadoras que visam a descarbonização da frota. 

A possibilidade de adaptação de motores híbridos flex, em parceria com universidades como Unicamp, UFSC e UFSM, também amplia o leque para versões comerciais voltadas ao mercado brasileiro, combinando eletrificação com o uso de etanol — um dos diferenciais ambientais do país. 

Conclusão 

A GAC Motor está muito além dos carros de passeio: sua estrutura tecnológica e portfólio comercial robusto a posicionam como potencial referência no setor de veículos de carga e transporte de passageiros com emissão zero. Para o mercado brasileiro, que busca reduzir custos operacionais, atender exigências ambientais e modernizar sua matriz logística, a entrada da GAC em comerciais pode representar um divisor de águas. 

O impacto na indústria de caminhões pelas novas descobertas de reservas minerais 

As mineradoras são os maiores clientes frotistas de caminhões pesados fora de estrada e qualquer descoberta de reservas minerais pode sinalizar o aumento da demanda por equipamentos de mineração. Pois é o que acaba de ocorrer na América do Sul. A mineradora canadense Lundin Mining informou a Vicuña Corp., uma joint venture formada com a BHP, que concluiu estimativas atualizadas de recursos minerais para os depósitos de Filo del Sol e Josemaria, localizados na região do distrito Vicuña, na fronteira entre Chile e Argentina. 

A nova avaliação confirma um potencial mineral significativo na região, com destaque para grandes volumes de cobre, ouro e prata — metais essenciais para setores estratégicos da economia global, incluindo energia, tecnologia e infraestrutura. Os depósitos estão localizados em uma das zonas mais promissoras dos Andes, conhecida pelo alto potencial geológico e pelo interesse contínuo de grandes players da mineração global. 

Segundo a empresa que tem operação no Brasil, Chile, Portugal e Estados Unidos, o recurso mineral recém-estimado posiciona a região entre os 10 maiores depósitos de cobre do mundo: 13 milhões de toneladas (Mt) de cobres; 32 milhões de onças (Moz) em ouro e 650 Moz em prata.  

Leia também:

O ano em que os caminhões de quatro eixos mudaram o transporte pesado

Impacto na cadeia logística e no setor de transportes 

A notícia pode movimentar o mercado de equipamentos pesados, pois a implantação e operação de projetos desse porte demandam centenas de caminhões fora de estrada, tratores, escavadeiras e caminhões rodoviários adaptados para o transporte de minério, combustível e mantimentos nas áreas de operação. 

Especialistas do setor já apontam que marcas como Scania, Volvo, Mercedes-Benz, Volvo CE, Caterpillar, entre outras, devem intensificar sua atuação junto a integradores logísticos que operam no Chile e na Argentina. Modelos como os off-road 8×4 e 10×4, além de cavalo-mecânicos robustos para composições de grande capacidade, tendem a ganhar espaço nos pedidos futuros. 

Scania avança com caminhões autônomos 10×4 na mineração

Além disso, a infraestrutura viária em regiões de alta altitude e terreno acidentado — como o distrito Vicuña — exige veículos com alta confiabilidade mecânica, torque elevado e tecnologia embarcada para operação em ambientes extremos. Esse tipo de aplicação pressiona as montadoras a fornecer soluções cada vez mais adaptadas ao ambiente da mineração de alta montanha. 

Projeções otimistas 

Com o crescimento contínuo da demanda por cobre e metais críticos, impulsionado pela transição energética global, iniciativas como essa devem atrair investimentos significativos para a América do Sul nos próximos anos. O Chile e a Argentina reforçam seu papel como polos estratégicos para o suprimento global desses minerais, e a movimentação da Lundin Mining e da BHP pode ser apenas o começo de um novo ciclo de expansão mineradora na região andina. 

A expectativa é de que os primeiros contratos de fornecimento para a frota de apoio às operações e à construção de infraestrutura sejam anunciados ainda em 2025. Empresas de transporte, locadoras de caminhões e operadores logísticos devem acompanhar de perto os desdobramentos desses projetos, que prometem movimentar não apenas a economia local, mas também a indústria automotiva e de equipamentos pesados em escala continental. 

Desafios logísticos 

O aumento da demanda por equipamentos pesados, impulsionado por projetos como os de Filo del Sol e Josemaria, não se limita apenas à necessidade de maior volume de máquinas. A logística de transporte e a infraestrutura local também desempenham um papel crucial nesse cenário. 

Lançamento: Novo Scania 560 G 10×4 XT com 71 toneladas de capacidade

De acordo com Carlos Souza, gerente de operações de uma grande locadora de equipamentos pesados, a adaptação da frota para as condições extremas de altitude, além da oferta de serviços contínuos de manutenção e treinamento especializado, se tornam um fator chave para o sucesso dessas operações. “Na mineração de grande porte, não basta ter os equipamentos certos. É fundamental ter suporte técnico próximo, peças de reposição rápidas e pessoal treinado para garantir a operação contínua, especialmente em locais de difícil acesso como a região andina”, afirma Souza. 

Nos projetos em andamento, a demanda por caminhões pesados para transporte de minério e escavação é acompanhada pela necessidade de caminhões rodoviários para o transporte de insumos, equipamentos e combustível. A mineradora Teck, operando no Chile, por exemplo, utiliza uma frota diversificada composta por caminhões 6×4 e 8×4 para a logística de abastecimento e transporte de materiais de apoio. Esses caminhões, adaptados para operar em terrenos íngremes e com pouca infraestrutura rodoviária, representam um grande desafio para os operadores logísticos, que precisam garantir um alto nível de disponibilidade de frota e manutenção para minimizar os tempos de inatividade. 

Dados do setor mostram que, em grandes operações mineradoras, a frota de caminhões pesados pode crescer significativamente ao longo do tempo. Por exemplo, no caso do projeto Antapaccay, também no Peru, a frota da operação de transporte de minério ultrapassa os 200 caminhões pesados, com modelos que variam de Caterpillar 793F a Komatsu 930E, todos adaptados para suportar grandes volumes de carga e longas distâncias em regiões com escassez de infraestrutura. 

A importância da telemetria e dos sistemas de monitoramento 

Para garantir o desempenho ideal e reduzir custos operacionais, muitos dos novos caminhões em operação nas minas andinas estão sendo equipados com sistemas de telemetria avançados, que permitem monitorar em tempo real dados críticos como consumo de combustível, desgaste de pneus, eficiência do motor e comportamento da suspensão. Sistemas como o Caterpillar VisionLink e o Komatsu KOMTRAX são amplamente utilizados em projetos de mineração para melhorar a gestão da frota e antecipar falhas mecânicas. 

Esse tipo de tecnologia tem se mostrado vital para garantir a operação eficiente em áreas remotas, onde o tempo de inatividade de um caminhão pode acarretar prejuízos significativos. A telemetria também desempenha um papel importante no cumprimento de normas ambientais, uma vez que permite monitorar as emissões de poluentes e otimizar o consumo de combustível, algo particularmente importante nas regiões de mineração em altitude, onde as condições ambientais são desafiadoras. 

Infraestrutura e soluções de transporte multimodal 

Além da frota de caminhões, a construção e manutenção de infraestrutura de transporte são igualmente desafiadoras. Muitas minas, como as de Cerro Verde no Peru e Escondida no Chile, possuem corredores logísticos dedicados, com estradas e pontes construídas especificamente para suportar o peso e o tráfego contínuo de caminhões pesados. 

Vale testa caminhão de mineração com motor Cummins movido a etanol

No entanto, em locais mais remotos, a mineração ferroviária tem ganhado destaque como alternativa mais econômica e sustentável. Projetos como o da Vale no Brasil, que utilizam o Sistema Ferroviário Carajás para o transporte de minério, podem servir de modelo para soluções de transporte multimodal no Chile e na Argentina. A integração de caminhões pesados com a ferrovia pode, em muitos casos, reduzir custos operacionais e melhorar a eficiência no transporte de grandes volumes de minério. 

Se inscreva no Canal FrotaCast

O futuro da mineração e a evolução da frota pesada 

Com o avanço dos projetos mineradores, especialmente em regiões de alto potencial como a fronteira Chile-Argentina, as montadoras de caminhões pesados se preparam para oferecer soluções ainda mais especializadas. Modelos com maior capacidade de carga, eficiência energética e resistência a condições extremas deverão ser cada vez mais comuns no setor. 

Além disso, com a crescente demanda por minerais essenciais para a transição energética, como o cobre e o lítio, as perspectivas para o mercado de equipamentos pesados são otimistas. Roberto Moreira, especialista em logística mineira, conclui: “Estamos entrando em uma nova fase da mineração, onde a demanda por equipamentos pesados será constantemente impulsionada não só pela necessidade de transporte, mas pela evolução das próprias operações mineradoras, que exigem soluções mais tecnológicas, ágeis e sustentáveis.” 

Essa expansão do setor de mineração não só fortalecerá a economia dos países envolvidos, mas também colocará a América do Sul no centro das discussões globais sobre as cadeias de suprimento de metais estratégicos, com reflexos significativos para o mercado de equipamentos pesados. 

Entenda as razões para a redução de 53% nas rodovias federais

Quando analisamos estatísticas em curto espaço de tempo, podemos ter análises pontuais. Já ao observarmos os dados ao longo de um período maior, é possível identificar tendências e compreender os fatores que influenciam os resultados. Isso fica evidente em um levantamento da Polícia Rodoviária Federal (PRF), que revela uma expressiva queda no número de sinistros de trânsito nas rodovias federais brasileiras entre 2007 e 2024. O total de ocorrências caiu de 136.400, em 2007, para 63.468, em 2024 — uma redução superior a 53% ao longo de 17 anos. Lógico que o ideal deve ser o zero acidentes, o que é objetivo de muitas empresas com frotas, principalmente, transportadoras.  

Essa evolução positiva é reflexo de uma série de melhorias implantadas no país. Novas tecnologias que ampliaram a segurança dos veículos, investimentos em infraestrutura viária e o reforço na fiscalização — tanto eletrônica quanto presencial — contribuíram para transformar o cenário nas estradas brasileiras. 

Leia também:

Inteligência de mercado: TruckPag e 3S unem forças para gestão de frotas

Noma do Brasil adota FMEA para elevar qualidade e confiabilidade na indústria 

A série histórica da PRF mostra que o pico de sinistros ocorreu em 2012, com 191.398 registros. A partir desse ano, os números passaram a cair de forma progressiva, com destaque para o período entre 2014 e 2019, quando as ocorrências diminuíram de 168.593 para 62.402. Nos anos seguintes, a tendência de queda se manteve, com pequenas oscilações, mas sempre em patamares inferiores aos do início da série. 

Outro dado relevante é a redução nos números de feridos e mortos. Em 2007, foram registrados 84.549 feridos e 8.428 mortes nas rodovias federais. Já em 2024, esses números caíram para 66.502 feridos e 4.580 vítimas fatais. Isso representa uma redução de aproximadamente 21% nos feridos e de 45% nos óbitos no período analisado. 

Curso online da Fabet capacita profissionais para otimizar a gestão de pneus em frotas de veículo

Entre os fatores que explicam essa melhora, destaca-se o aumento dos investimentos públicos em infraestrutura viária. A partir de 2007, o governo federal passou a direcionar recursos mais robustos para obras de duplicação de rodovias, correção de traçados perigosos, instalação de passarelas e melhorias na sinalização. Somam-se a isso os programas de concessões rodoviárias, que elevaram o padrão das estradas administradas pela iniciativa privada. 

Na fiscalização, a PRF ampliou sua presença com a instalação de radares fixos, lombadas eletrônicas e barreiras móveis. O uso de tecnologias como etilômetro, videomonitoramento e sistemas integrados de inteligência também tornou as operações mais precisas e eficazes no combate às infrações. 

No campo da segurança veicular, avanços importantes ocorreram entre 2007 e 2014. Nesse período, o Brasil tornou obrigatórios equipamentos que hoje são padrão em qualquer automóvel novo. Em 2014, por exemplo, passou a vigorar a obrigatoriedade do sistema de freios ABS e dos airbags frontais para todos os veículos leves produzidos ou comercializados no país. Além disso, desde 2010, normas mais rígidas de crash test e controle estrutural foram adotadas, exigindo mais resistência das carrocerias e maior proteção aos ocupantes. 

A combinação de todos esses fatores — infraestrutura mais segura, veículos mais bem equipados, fiscalização mais inteligente e campanhas de conscientização — compõe o cenário de queda sustentada dos índices de sinistros. 

O gráfico apresentado no relatório da PRF confirma essa trajetória, com destaque para a inflexão acentuada a partir de 2014. Embora a partir de 2020 os dados apresentem certa estabilidade, os índices se mantêm consistentemente abaixo da média registrada entre 2007 e 2013. 

Especialistas em segurança viária destacam que os resultados reforçam a importância de políticas públicas contínuas e integradas, voltadas à prevenção e à fiscalização. Segundo eles, o fortalecimento das ações da PRF, aliado à conscientização dos motoristas e aos avanços da indústria automotiva, tem sido decisivo para preservar vidas nas rodovias do país. 

Próximos passos para manter a redução

Apesar dos avanços, especialistas alertam que ainda há desafios a enfrentar. A renovação da frota de veículos pesados, a ampliação da cobertura de infraestrutura de qualidade nas regiões Norte e Centro-Oeste e a expansão de tecnologias avançadas de assistência à condução (ADAS) são caminhos estratégicos para manter e aprofundar a queda nos índices de acidentes. 

Outro ponto de atenção é o comportamento dos condutores. Campanhas educativas constantes, fiscalização do uso de celular ao volante e combate à embriaguez são medidas que precisam ser fortalecidas. O investimento contínuo em educação para o trânsito, desde a formação dos motoristas até ações escolares, também é apontado como fator essencial para consolidar uma cultura de segurança no tráfego rodoviário. 

O Brasil já demonstrou que é possível salvar vidas com políticas bem estruturadas. O desafio agora é manter o foco, ampliar os esforços e garantir que os avanços se transformem em uma realidade permanente para todos os que transitam pelas rodovias federais. 

Instagram: estou sempre trocando ideias por lá também. Me segue no Instagram, e vamos continuar essa conversa.

Transportadoras lideradas por mulheres têm acesso facilitado ao crédito no BIB 

0

O Banco Industrial do Brasil (BIB) conseguiu captar US$ 105 milhões (R$ 593 milhões) para financiar pequenas e médias empresas. Cerca de 30% desse recurso será destinado para empresas lideradas por mulheres, na qual encaixa as transportadoras de carga e passageiros.  

Essas empresas, muitas vezes familiares ou com estrutura enxuta, enfrentam desafios diários que vão desde o capital de giro até a renovação da frota. Com o suporte do BIB, é possível acessar linhas de crédito voltadas para capital de giro, antecipação de recebíveis, financiamento de equipamentos e investimentos em soluções mais sustentáveis — como veículos menos poluentes ou sistemas de gestão mais eficientes. 

O objetivo do BIB é apoiar quem movimenta a economia real e as mulheres à frente de transportadoras estão mostrando cada vez mais competência, inovação e resiliência no comando desses negócios. 

Leia também:

A solução do Consórcio Cantareira para contratação de novas motoristas de caminhão

BorgWarner celebra 50 anos de inovação e faz lançamentos estratégicos

Noma do Brasil adota FMEA para elevar qualidade e confiabilidade na indústria 

A iniciativa faz parte de uma política mais ampla do banco, que combina digitalização, agilidade na análise de crédito e parcerias com fundos internacionais de sustentabilidade, como o eco.business Fund. O BIB entende que apoiar pequenas e médias empresas lideradas por mulheres no setor de transporte é não só uma questão de justiça social, mas também uma aposta segura em negócios com alto potencial de crescimento e impacto positivo. 

Crédito sob medida para quem move o Brasil

As transportadoras de pequeno e médio porte exercem um papel fundamental na logística nacional, especialmente em setores como o agronegócio, o e-commerce e a distribuição regional. No entanto, muitas dessas empresas enfrentam barreiras para acessar crédito, seja pela burocracia dos grandes bancos ou pela dificuldade em comprovar garantias tradicionais. 

Foi pensando nisso que o Banco Industrial do Brasil estruturou uma linha de atuação específica para o middle market, com foco em agilidade, proximidade e entendimento do negócio. Os produtos vão desde o capital de giro até operações estruturadas de financiamento, além de antecipação de recebíveis e apoio a projetos sustentáveis. 

Soluções oferecidas pelo BIB às transportadoras:

  • Capital de giro personalizado: crédito direto com prazos ajustados ao ciclo de recebimento de fretes. 
  • Antecipação de recebíveis: transformação de duplicatas e contratos em liquidez imediata, fundamental para manter a operação rodando. 
  • Financiamento de bens e serviços: compra ou renovação de veículos e implementos, inclusive com foco na redução de emissões. 
  • Linhas com recursos do BNDES: operações com taxas competitivas para investimentos de longo prazo. 
  • Trade finance: para empresas que importam veículos, peças ou insumos logísticos. 
  • Conta digital para pessoas físicas (donas de transportadoras): com acesso a investimentos a partir de R$ 1 mil, sem tarifas bancárias. 

Mulheres no comando: superação e visão de longo prazo

Maria Clara Sampaio, sócia de uma transportadora no interior de Minas Gerais, enfrentou resistência quando decidiu assumir o comando do negócio deixado pelo pai. Com dificuldades para conseguir crédito nos bancos tradicionais, ela encontrou no BIB uma alternativa viável. “Eles entenderam meu plano de negócios e não me julgaram por ser mulher no setor de transporte. Foi a primeira vez que me senti ouvida em uma instituição financeira”, conta. 

O caso de Maria Clara não é isolado. Segundo dados do banco, a participação feminina entre os clientes vem crescendo ano a ano, impulsionada justamente pela reserva de 30% dos recursos de crédito para empresas lideradas por mulheres. A política de incentivo tem respaldo internacional e integra as metas de ESG (ambiental, social e governança) do banco. 

Sustentabilidade também entra na rota

Além do crédito tradicional, o BIB oferece financiamento específico para empresas comprometidas com práticas sustentáveis, como o uso de veículos menos poluentes, otimização de rotas com tecnologia e capacitação da equipe para eficiência energética. Essa linha tem recursos captados em parceria com o eco.business Fund, iniciativa voltada a negócios com impacto ambiental positivo. 

Como solicitar crédito no BIB

O processo para solicitar crédito é simples e digital. A empresa interessada pode iniciar a análise pelo site do banco (www.bib.com.br), preenchendo um formulário com dados financeiros e informações sobre o plano de uso dos recursos. Após a pré-análise, um gerente especializado entra em contato para estruturar a proposta. 

Um novo cenário para o transporte nacional

O avanço de políticas de crédito voltadas a mulheres e a pequenas e médias transportadoras representa um passo importante para a transformação do setor de logística no Brasil. Ao apostar em empresas que geram empregos, impulsionam a economia local e têm capacidade de crescimento sustentável, o Banco Industrial do Brasil se posiciona como um parceiro estratégico para quem quer ir mais longe — com segurança, responsabilidade e visão de futuro. 

10 TOP em produção global de caminhões: Brasil fica na 6ª posição

A produção global de caminhões registrou leve queda de 2% em 2024, alcançando 3,64 milhões de unidades, segundo levantamento da OICA (Organisation Internationale des Constructeurs d’Automobiles). O número reflete uma desaceleração após a recuperação em 2023, quando o setor havia crescido 10% em relação ao ano anterior. 

China lidera, mas estabilidade marca cenário asiático 

Com mais de 1,65 milhão de caminhões produzidos, a China mantém a liderança absoluta do setor, representando cerca de 45% da produção mundial. Ainda assim, o crescimento em 2024 foi modesto: apenas 1% sobre 2023, após um salto de 33% no ano anterior. 

A região Ásia-Oceania como um todo produziu 2,58 milhões de unidades, recuo de 3% na comparação anual, pressionada por quedas significativas em países como Indonésia (-16%), Índia (-9%) e Japão (-7%). 

Leia também:

Iveco S-Way: o mesmo nome, dois mundos diferentes 

As 10 maiores empresas de transporte do mundo

Noma do Brasil amplia portfólio de produtos com a linha Work Series

América do Sul volta a crescer puxada pelo Brasil 

Após dois anos consecutivos de queda, a América do Sul apresentou recuperação expressiva: 41% de crescimento em 2024, totalizando 141.252 unidades. O destaque absoluto foi o Brasil, responsável por 100% da produção regional registrada, com esse volume representando um aumento relevante frente aos 100 mil caminhões de 2023. 

EUA mantém estabilidade, México desacelera 

Na América do Norte, a produção totalizou 553 mil caminhões, queda de 2% em relação a 2023. Os Estados Unidos seguem como maior produtor da região (325 mil unidades), com leve retração. O México, segundo maior fabricante local, caiu 5%. Já o Canadá contrariou a tendência e cresceu 27%. 

Europa encolhe após forte alta 

O continente europeu sentiu o impacto de retrações em mercados tradicionais como Alemanha, Reino Unido, Bélgica e Espanha. A produção total caiu 10% em 2024, para 334 mil unidades. A União Europeia (incluindo Reino Unido) teve queda ainda mais acentuada, de 13%. 

Entre os poucos destaques positivos na Europa está a Itália, que manteve o alto volume de 95 mil unidades produzidas, estabilidade em relação a 2023, mas que representa um salto de 58% em relação ao período pré-pandemia (2019). 

Rússia impulsiona crescimento no leste europeu 

Os países da CEI (Comunidade dos Estados Independentes), com destaque para a Rússia e o Cazaquistão, apresentaram crescimento conjunto de 9%, alcançando 94.571 unidades. A Rússia respondeu por 86.867 caminhões produzidos em 2024, alta de 12% no ano. 

África perde fôlego

A África registrou retração de 6% em 2024, totalizando 30.814 caminhões. A produção está concentrada na África do Sul, país que teve um desempenho positivo nos dois anos anteriores, mas perdeu ritmo neste último ciclo. 

Apesar da retração leve no resultado geral, o mercado global de caminhões pesados segue com desempenho superior ao observado durante a pandemia, e mantém projeções de recuperação sustentada para os próximos anos, especialmente com a retomada industrial em países emergentes e o avanço tecnológico nos principais polos fabricantes. A ausência de dados de algumas montadoras como Scania e Daimler Trucks, segundo o relatório, pode significar que os números reais sejam ainda maiores. 

Os 10 maiores países produtores de caminhões pesados em 2024 

Com base nos dados oficiais da OICA, estes foram os principais fabricantes mundiais: 

  1. China – 1.655.941 unidades

  2. Japão – 460.130 unidades

  3. Estados Unidos – 325.160 unidades

  4. Índia – 319.712 unidades

  5. México – 205.746 unidades

  6. Brasil – 141.252 unidades

  7. Rússia – 86.867 unidades

  8. Itália – 95.092 unidades

  9. Canadá – 22.227 unidades

  10. Turquia – 35.870 unidades

Obs.: Dados de alguns países relevantes como Alemanha, França e Suécia não foram divulgados individualmente no relatório de 2024 por serem considerados confidenciais. 

 

Ônibus elétricos: Yutong lança modelo DD e avalia mercado brasileiro 

A fabricante chinesa Yutong e está presente na América Latina desde 2005, e desde 2023, ela vem avaliando a instalação de uma fábrica no Brasil. Caso a decisão se concretize, a empresa se tornará a 10ª montadora a operar no país. Capacidade financeira e tecnológica não faltam – e o recente lançamento de seu segundo modelo de ônibus elétrico de dois andares, o U12DD 6×2. 

A Yutong já conta com mais de 28 mil ônibus em circulação na América Latina, em mercados como México, Chile, Colômbia, Peru, Equador e Jamaica, competindo com as fabricantes europeias e outras chinesas. 

Em novembro de 2024, delegações de imprensa de dez países latino-americanos, incluindo o Brasil, foram recebidas na sede da Yutong, em Zhengzhou, na China. O convite para a imprensa latino-americana conhecer as suas tecnologias é a maior demonstração de interesse nesses mercados. 

Primeiro biarticulado do mundo 

A fabricante demonstrou seus esforços em eletrificação, inteligência veicular e durabilidade com soluções tecnológicas voltadas para as demandas dos centros urbanos latino-americanos.  

A visita também destacou o pioneirismo da Yutong com o primeiro ônibus elétrico biarticulado de 26 metros do mundo. A primeira unidade saiu de linha há pouco mais de três meses da Volvo iniciar a produção do seu biarticulado no Brasil. O modelo chinês foi desenvolvido especialmente para o México — uma resposta direta à crescente demanda por veículos de alta capacidade e baixa emissão de poluentes.  

Leia também:

Volvo inicia produção de ônibus biarticulado e articulado elétricos no Brasil

U12DD: potência elétrica sobre dois andares 

Lançado oficialmente em 6 de maio de 2025, o novo U12DD simboliza a ambição tecnológica da Yutong. Trata-se de um ônibus elétrico de dois andares projetado para atender mercados internacionais com rigorosas exigências ambientais e operacionais. 

O modelo se destaca pela segurança, com o sistema de proteção de bateria YESS e proteção IP68+IP6K9K para componentes críticos como bateria, motor e controle eletrônico. A carroceria, inteiramente em alumínio, reduz o peso do veículo em 1.300 kg, contribuindo para uma economia de energia de até 10%. 

Em termos de desempenho, o U12DD impressiona: sua bateria de 621 kWh garante autonomia de até 670 km com consumo médio de apenas 0,81 kWh/km (em condições SORT2). O tempo de recarga é igualmente competitivo — duas horas com carregadores rápidos padrão europeu de 350 kW. 

Com capacidade para até 120 passageiros, o modelo foi desenvolvido para operações intensas e condições desafiadoras de temperatura e umidade. Entre os diferenciais de conforto, o ônibus conta com ar-condicionado de 52.000 kcal/h e um layout inteligente de três portas e duas escadas. 

Já em operação no Reino Unido com o modelo anterior (U11DD), o novo U12DD está prestes a estrear em Singapura, reforçando a liderança da Yutong no mercado global de ônibus elétricos de grande porte. 

Rumo ao Brasil: o próximo passo?

Com uma base consolidada na América Latina e um portfólio robusto de veículos comerciais de nova energia — que inclui ônibus, caminhões leves, caminhões pesados e até caminhões de mineração — a Yutong já deu sinais claros de que está pronta para avançar no mercado brasileiro. 

A decisão de abrir uma fábrica no Brasil está em estudo e pode ser anunciada em breve. Se confirmada, a iniciativa não apenas fortalece a posição da marca no continente, mas insere o Brasil no mapa da transição energética no transporte público, com um parceiro global de alta capacidade tecnológica. 

Enquanto o anúncio oficial não vem, a Yutong segue investindo em visibilidade, tecnologia e presença regional, com a meta clara de liderar a revolução verde no transporte urbano da América Latina. 

Dos Alpes às favelas brasilerias sem CEP: os locais mais inusitados que a DHL realiza entregas

Em um mundo onde o comércio eletrônico avança rapidamente, entregar uma encomenda no centro de uma grande cidade é uma tarefa relativamente simples. Mas o que acontece quando o destino é um vilarejo coberto de neve na Noruega, uma ilha cercada por engarrafamentos em Lagos, na Nigéria, ou uma comunidade sem CEP definido no Rio de Janeiro? Para a DHL, entregar nos locais mais inusitados, é uma oportunidade para inovar.

Com operações em mais de 220 países e territórios, a DHL desenvolveu soluções criativas para realizar entregas mesmo nos locais mais inusitados ou inacessíveis — tanto no exterior quanto no Brasil. Conheça algumas dessas histórias que mostram como a logística pode ser engenhosa e, muitas vezes, surpreendente.

Na Europa, gôndolas, neve e energia solar

Na cidade de Veneza, na Itália, onde carros não circulam e as ruas são canais, a DHL adaptou sua operação utilizando gôndolas de entrega. Mais largas que as tradicionais gôndolas turísticas, essas embarcações fazem parte do cotidiano logístico na região. A mesma estratégia é aplicada nas famosas grachtens de Amsterdã, nos Países Baixos.

Leia também:

Mercedes-Benz Special Trucks: a força por trás da mobilidade militar 2025

Caminhão autônomo fez viagem de 1.930 km em operação real nos EUA

Noma do Brasil adota FMEA para elevar qualidade e confiabilidade na indústria 

Na Alemanha, a empresa mantém o posto de correio mais alto do país, localizado no Zugspitze, a 2.600 metros de altitude nos Alpes. Lá, o carteiro Andreas Oberauer entrega cartas e encomendas diariamente usando o teleférico da montanha, enfrentando sol, neve e ventos fortes.

entregas em locais inusitados
DHL em movimento pelo mundo: entregas sustentáveis de barco solar no rio Spree, em Berlim (acima à esquerda); transporte de encomendas via teleférico nos Alpes alemães até a estação de Zugspitze (centro); gôndolas logísticas navegando pelos canais de Veneza (abaixo); e embarcação carregada de pacotes cruzando as águas — exemplo de soluções criativas em logística global.

Já em Berlim, a DHL alia inovação e sustentabilidade com um barco movido a energia solar que percorre o rio Spree para realizar entregas urbanas. A iniciativa reforça o compromisso ambiental da empresa, sem abrir mão da eficiência.

Na Noruega, onde o inverno pode isolar comunidades inteiras, a solução vem dos pés: os entregadores calçam raquetes de neve com mais de 50 cm de comprimento para evitar afundar na neve e alcançar os clientes em áreas remotas.

Na África, rapidez fluvial em Lagos

Em Lagos, na Nigéria, um dos maiores centros urbanos da África, o trânsito pode transformar uma curta viagem terrestre em um trajeto de horas. Para contornar o problema, a DHL utiliza barcos para cruzar a baía entre o continente e a Ilha Victoria em apenas 18 minutos, garantindo entregas rápidas e evitando os congestionamentos da cidade.

No Brasil, soluções para comunidades e regiões isoladas

No Brasil, a DHL também enfrenta seus próprios desafios geográficos e sociais. Em grandes cidades como São Paulo e Rio de Janeiro, muitas comunidades urbanas e favelas não têm endereços padronizados nem são atendidas por sistemas tradicionais de GPS. Para resolver essa questão, a DHL fez parcerias com empresas como a Favela LLog, que conhece profundamente a geografia local e atua como operadora logística dentro das comunidades. Isso permite entregas mais rápidas, seguras e eficientes.

locais mais inusitados
Fachada da Favela LLog, empresa parceira da DHL e de organizações como a CUFA e o Projeto Recomeço, responsável por viabilizar entregas em comunidades brasileiras de difícil acesso.

Em áreas rurais do Nordeste ou nas regiões alagadas do Pantanal, a DHL também adota abordagens específicas: motos off-road, veículos 4×4 e, em casos mais extremos, até barcos e cavalos são utilizados em entregas especiais, principalmente de peças para o setor agrícola e de mineração.

Nas capitais brasileiras, a empresa também investe em meios de transporte sustentáveis, como bicicletas elétricas, scooters e veículos zero emissão, especialmente em áreas de alta densidade populacional e com restrições de circulação de veículos maiores.

Me siga no Instagram!

Logística que ultrapassa fronteiras — e limites

Seja em canais centenários da Europa, montanhas alpinas, comunidades urbanas do Brasil ou rios africanos, a DHL demonstra que a logística moderna exige muito mais do que galpões e caminhões. Requer adaptação, conhecimento local, sustentabilidade e criatividade.

Com uma equipe global de mais de 600 mil colaboradores, a DHL está determinada a entregar mais do que encomendas: entrega soluções, conexões e inclusão. E pretende fazer isso de forma cada vez mais verde. A meta do grupo é ambiciosa: atingir emissões líquidas zero até 2050.

Conheça a gigante Hero MotoCorp que produzirá motos no Brasil 

Multinacional indiana Hero prepara chegada ao Brasil e planeja inaugurar fábrica própria entre o fim de 2025 e o início de 2026 

Pouco conhecida do grande público brasileiro, a Hero MotoCorp é nada menos que a segunda maior fabricante de motocicletas do mundo em volume de unidades produzidas, atrás apenas da Honda. Sediada em Nova Délhi, na Índia, a empresa domina o mercado de duas rodas em seu país de origem e tem expandido sua presença global com um ambicioso plano de internacionalização – incluindo o Brasil. 

Fundada em 1984 como Hero Honda Motors Ltd., fruto de uma joint venture entre a indiana Hero Cycles e a japonesa Honda Motor Company, a empresa rapidamente se consolidou como líder no mercado indiano. Em 2010, após o fim da parceria com a Honda, a companhia foi rebatizada como Hero MotoCorp e passou a desenvolver sua própria tecnologia, investindo fortemente em pesquisa e desenvolvimento. 

Hoje, a empresa conta com oito fábricas espalhadas pelo mundo, sendo cinco na Índia e outras unidades em Bangladesh, Colômbia e Quênia. A nona unidade será em Manaus. O portfólio da Hero inclui modelos econômicos, scooters urbanos e motocicletas de média cilindrada – sempre com foco em eficiência e acessibilidade. 

Leia também:

As 20 motos mais vendidas de 2025 até agora

Shineray lança SHI 250 2026 que pode atender operações de apoio logístico 

Os números que impressionam 

O título de segundo maior fabricante mundial não é por acaso. Em seu ano fiscal mais recente, encerrado em março de 2024, a Hero MotoCorp produziu mais de 5,2 milhões de motocicletas. Em três décadas, a fabricante acumula mais de 120 milhões de unidades vendidas.  

Hero Xtreme 125R

Atualmente, a empresa está presente, comercialmente, em 48 países em mercados da Ásia, África, América Latina e Oriente Médio, com forte foco em regiões emergentes. 

Chegada ao Brasil 

Em agosto de 2024, a Hero anunciou oficialmente sua entrada no mercado brasileiro, com planos de montar uma fábrica própria na Zona Franca de Manaus e iniciar operações até o fim de 2025. A confirmação de tratativas com a Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus) acendeu a expectativa de que a produção local possa começar já no início de 2026. 

A aposta no Brasil não é nova. A Hero chegou a operar por aqui entre 2014 e 2016, mas interrompeu sua atuação após o fim de uma parceria com a Dafra. Agora, com uma estratégia própria e uma base industrial planejada, a empresa pretende disputar mercado com marcas estabelecidas, como Honda e Yamaha, oferecendo modelos de entrada com preços competitivos. 

Perspectivas 

Hero Maverick 440

A entrada da Hero no Brasil reforça a importância do país como um dos maiores mercados de motocicletas do mundo e sinaliza um novo capítulo na concorrência do setor. Com estrutura industrial robusta, alta escala de produção e foco em eficiência, a marca indiana pretende conquistar o consumidor brasileiro com produtos acessíveis e confiáveis — a mesma fórmula que a consagrou como líder global. 

Os modelos mais vendidos da Hero 

A Hero MotoCorp, maior fabricante mundial de motocicletas em volume, possui diversos modelos que se destacam em vendas, especialmente no mercado indiano. A seguir, apresento os principais modelos mais vendidos da marca, com base em dados recentes: 

  1. Hero Splendor

A Hero Splendor é o modelo mais vendido da marca e um dos mais populares globalmente. No ano fiscal de 2024, foram vendidas aproximadamente 3,29 milhões de unidades, representando 26,5% das vendas totais da empresa.  

  1. Hero HF Deluxe

O HF Deluxe é outro modelo de destaque, especialmente entre os consumidores que buscam economia e confiabilidade. Em dezembro de 2022, foram vendidas 107.755 unidades, um crescimento de 30% em relação ao ano anterior. 

  1. Hero Passion

A linha Passion, incluindo os modelos Passion Plus e Passion Pro, também figura entre as mais vendidas da Hero. Em 2023, o modelo Passion entrou para o top 10 de motocicletas mais vendidas na Índia, ao lado da Splendor e da HF Deluxe.  

  1. Hero Pleasure Plus

Entre os scooters, o Pleasure Plus se destaca. Em dezembro de 2022, foram vendidas 23.814 unidades, um aumento de 159% em relação ao mesmo período do ano anterior. 

  1. Hero Destini 125

O Destini 125 é outro scooter popular da marca indiana. Em dezembro de 2022, as vendas atingiram 9.123 unidades, um crescimento de 225% em relação ao ano anterior. 

Nos siga no Instagram para mais novidades!

Modelos em ascensão 

Além dos modelos mencionados, a fabricante tem investido em motocicletas de média cilindrada, como a Xtreme 125R, que registrou um aumento de 53% nas vendas, contribuindo significativamente para os lucros da empresa. 

 

Cummins lança o inédito motor diesel de 660 cv e 3.200 Nm de torque

A Cummins roubou a cena no Brisbane Truck Show deste ano com a estreia oficial do seu mais novo motor diesel de última geração: o X15D. Apelidado de PX-15 no recém-lançado DAF XG com cabine dupla da Paccar, o X15D é exclusivo para aplicações com conformidade Euro 6 e já chega com credenciais interessantes.

“A Cummins levou a combustão interna para o próximo nível com o X15D”, afirma Sean McLean, diretor e gerente geral de negócios rodoviários da Cummins South Pacific. “Ele oferece a maior potência já vista em um motor de caminhão Cummins, ao mesmo tempo em que estabelece novos padrões de eficiência de combustível com níveis de emissões ultrabaixos.”

Com potência máxima de 660 cavalos a 1.800 rpm e torque máximo de 3.200 Nm — disponível numa ampla faixa de 900 a 1.400 rpm —, o X15D foi desenvolvido com foco na estratégia de redução de rotação da Cummins. Isso significa menos esforço do motor em regime de cruzeiro e mais economia de combustível, sem comprometer o desempenho esperado por motoristas e operadores de frotas.

Leia também:

Os motores mais potentes do agro e transporte, lado a lado

Caminhões a gás urbano: Scania P 280 vs. Iveco NG vs. VW Constellation 26.280 

Noma do Brasil adota FMEA para elevar qualidade e confiabilidade na indústria 

Outro diferencial do X15D está no peso. A Cummins conseguiu reduzir em 225 kg o peso seco em comparação com o atual X15, graças a avanços como o bloco de ferro esculpido e um cárter de óleo composto. Esse ganho se traduz na maior relação peso-potência do setor e proporciona uma vantagem significativa na tara do eixo dianteiro, especialmente em caminhões com cabine dupla.

Novo motor Cummins X15D com 660 cv e 3.200 Nm de torque

O motor também incorpora a mais recente geração do sistema de injeção Cummins Extreme Pressure Injection (XPI) e vem equipado com turbocompressor com válvula wastegate de série. A conformidade com a norma Euro 6 é assegurada por um sistema integrado de pós-tratamento de módulo único que une o filtro de partículas diesel (DPF) e a unidade SCR do AdBlue.

Já em operação no mercado australiano sob o nome PX-15, o motor equipa o DAF XG com transmissão automatizada ZF TraXon de 16 marchas e eixos traseiros Cummins-Meritor MT21-165. Essa configuração está homologada para uma massa bruta combinada (MBC) de até 97 toneladas.

McLean destacou que o X15D estará disponível futuramente para outras marcas de caminhões com requisitos Euro 6. “Aplicações com GCM ainda maiores também estão nos planos, após mais testes e validações locais”, explicou. Segundo ele, os testes iniciais de campo focaram em composições B-double, com 18 unidades de 660 cv em uso por clientes, somando cerca de seis milhões de quilômetros rodados.

O programa atingiu nossos objetivos, que eram obter feedback sobre economia de combustível, desempenho e durabilidade”, disse McLean. “Recebemos ótimos comentários, especialmente sobre dirigibilidade e torque.”

O X15D é parte integrante da plataforma HELM da Cummins — sigla para Maior Eficiência, Menores Emissões e Múltiplos Combustíveis. A filosofia HELM adota uma base de motor comum, capaz de operar com diesel, gás natural ou hidrogênio, com alta padronização de componentes, o que reduz a complexidade operacional e facilita a manutenção.

Solução de trem de força integrada

Durante o Brisbane Truck Show 2025, a Cummins apresentará pela primeira vez na Austrália seu trem de força totalmente integrado para serviço pesado — um sistema unificado que reúne motor, transmissão, eixos e freios em uma solução completa e otimizada.

No centro da exibição estará o conjunto formado pelo motor X15 Euro 6, a transmissão automatizada Eaton Cummins Endurant de 18 marchas e os sistemas de eixos e freios Meritor MT21-165GP. O resultado de anos de inovação e aquisições estratégicas — como a da Meritor e a joint venture com a Eaton —, o sistema representa o futuro da eficiência, desempenho e confiabilidade no transporte rodoviário pesado.

Se inscreva no Canal FrotaCast:

Os visitantes verão os benefícios reais de uma solução integrada — desde maior economia de combustível até facilidade de manutenção e maior tempo de atividade”, afirma Sean McLean, diretor da Cummins South Pacific.

O estande também destacará o motor X15D, com potência de 660 cv, torque de 2.360 lb-ft e 225 kg mais leve que seu antecessor, além da revolucionária plataforma HELM™, com arquitetura independente de combustível para motores a diesel, gás natural e hidrogênio.

Além da inovação tecnológica, a Cummins reforça seu compromisso social com uma área dedicada à promoção de seus premiados programas de carreira, destacando oportunidades para jovens profissionais e técnicos qualificados.

O Brisbane Truck Show ocorre de 15 a 18 de maio de 2025 no Centro de Convenções e Exposições de Brisbane, na Austrália.

Conheça a nova geração do motor híbrido E-Tech da Renault

Com know-how acumulado desde 2021 na Fórmula 1 e mais de 150 patentes registradas, a marca francesa aposta agora em sua nova geração do sistema híbrido E-Tech — e o plano inclui uma inédita versão flex, em desenvolvido no Brasil para operar com etanol e gasolina.

A estratégia da Renault mira diretamente o consumidor que ainda resiste aos modelos 100% elétricos, mas busca eficiência energética e menor impacto ambiental. E os números mostram que essa abordagem tem fôlego. Segundo a fabricante, as vendas de híbridos cresceram 7,8% na Europa no primeiro trimestre de 2025. No Brasil, os resultados do mercado em geral, segundo dados de emplacamentos, impressionam ainda mais: alta de 72% nos automóveis de passeio e de expressivos 306,9% nos comerciais leves com motorização híbrida, do qual, por enquanto, a Renault está ausente.

Atualmente, a Renault oferece por aqui apenas veículos movidos a combustão ou 100% elétricos. Mas essa realidade está prestes a mudar ainda neste ano.

E-Tech Flex: eletrificação adaptada ao etanol

Na prática, o E-Tech Flex será uma evolução do sistema E-Tech Hybrid 145 já disponível na Europa. Ele combina um motor 1.6 16v SCe a combustão com dois motores elétricos — um principal de 36 kW e um auxiliar de 15 kW — e uma transmissão automática multimodo sem embreagem. A versão brasileira manterá a arquitetura híbrida série-paralelo, agora ajustada para operar com etanol e gasolina, o que pode representar uma vantagem competitiva significativa frente aos híbridos convencionais.

Leia também:

Roteiro Automotivo: Explorando a conexão entre transporte, gastronomia e entretenimento

BorgWarner amplia fornecimento de motores elétricos para montadoras

Os motores mais potentes do agro e transporte, lado a lado

O primeiro modelo equipado com essa motorização deve chegar ao mercado ainda em 2025. Entre os cotados estão a nova geração do SUV Duster, a picape Oroch e o SUV de sete lugares Bigster, todos construídos sobre a plataforma modular CMF-B, preparada para receber tecnologias eletrificadas.

Além deles, a marca também trabalha em um SUV médio inédito, o Boreal, para disputar espaço com Jeep Compass e Toyota Corolla Cross, ambos líderes em seus segmentos.

O E-Tech 160 a gasolina

A nova geração do sistema E-Tech a gasolina lançada na Europa trouxe ganhos importantes de desempenho. Nos modelos europeus Captur e Symbioz, o conjunto agora entrega até 160 cv combinados, com melhorias significativas em torque e aceleração. O Captur, por exemplo, reduziu o tempo de 0 a 100 km/h de 10,6 para 8,9 segundos.

A bateria também evoluiu: passou de 1,2 kWh para 1,4 kWh, operando a 230V, o que ampliou a autonomia em modo elétrico e reduziu o consumo médio para 23,3 km/l — com economia de combustível estimada em até 40% frente à geração anterior. Emissões também caíram, partindo de apenas 98 g de CO₂/km no Symbioz.

Mais conforto, mais capacidade de trabalho

As mudanças não ficaram apenas na eficiência energética. A Renault também aprimorou o conforto ao dirigir com a introdução da alavanca eletrônica e-shifter e nova calibração da transmissão, que manteve o sistema de engrenagens “crabots”, mas agora com trocas mais suaves e silenciosas.

A capacidade de reboque da versão E-Tech 160 subiu de 750 kg para 1.000 kg, o que amplia as aplicações dos modelos híbridos também para uso recreativo ou comercial leve — ponto relevante para frotistas e empreendedores que buscam versatilidade com baixo consumo.

Se inscreva no nosso Canal FrotaCast:

Pullman Ibirapuera e as inovações no mercado Hoteleiro

 

Linha Symbioz também ganha opção mild hybrid

Ampliando ainda mais sua gama, a Renault lançou na Europa uma versão mild hybrid do Symbioz, com motor 1.3 turbo a gasolina e sistema de 12V, que ocupa espaço como concorrente da Fiat. O conjunto entrega 140 cv e 260 Nm de torque, com consumo médio de 17 km/l e emissões a partir de 134 g de CO₂/km.

Considerações finais

Agora, resta saber se a Renault já não fez o “upgrade” do E-Tech 145 Flex para este E-Tech 160 de nova geração, pois colocaria a marca francesa em posição mais competitiva, tanto para os pesados SUV quanto para comerciais leves que precisam de força e eficiência energética.