sexta-feira, abril 3, 2026

Atualizado: Produção da Foton no Brasil e na Argentina

A Foton revelou novos números da sua linha de produção dentro do complexo industrial da Agrale, em Caxias do Sul, inaugurada no mês passado. A nova planta ocupa 6 mil m² e opera em regime CKD (Completely Knocked Down), montando caminhões a partir de kits de peças importadas da China.  

Segundo Fábio Pontes, diretor de Operações da Foton no Brasil, a escolha por Caxias do Sul se deve à força do polo automotivo local, à disponibilidade de mão de obra qualificada e à proximidade com o Porto de Itajaí (SC), facilitando a logística para importação de peças.  

A linha de montagem tem capacidade anual para produzir até 5 mil caminhões, com possibilidade de expansão conforme a demanda. Cada veículo percorre oito estações em linha e quatro fora dela, garantindo máxima qualidade em cada detalhe. Em um ciclo de apenas 20 horas, as peças se transformam em veículos robustos e prontos para as estradas brasileiras. 

Foton
Linha de montagem instalada dentro da fábrica da Agrale

Inicialmente, a fábrica monta os modelos Aumark S 315 (nas versões manual e automatizada), Aumark S 715, Aumark S 916, Aumark S 1217 e o Auman D 1277, este último marcando a entrada da marca no segmento de caminhões semipesados no país. 

Crescimento no mercado brasileiro

A retomada da produção local coincide com um marco simbólico: o primeiro caminhão a sair da linha de montagem de Caxias do Sul, o semileve Aumark S 315, representa o veículo comercial de número 12 milhões produzido pela Foton desde sua fundação na China, em 1996. 

No primeiro trimestre de 2025, a Foton emplacou 235 caminhões no Brasil, mais que o dobro do mesmo período de 2024, aumentando sua participação de mercado de 0,40% para 0,87%. 

Planos futuros

Embora a montagem atual ocorra nas instalações da Agrale, a Foton já planeja construir uma fábrica própria no Brasil, ainda sem local definido. Além disso, a empresa assinou um Memorando de Entendimento com a Iveco para avaliar uma possível colaboração no desenvolvimento de soluções voltadas para os mercados do Brasil e da Argentina. 

Foton Argentina

A Foton tem uma presença mais consolidada na Argentina desde 2018, representada pelo Grupo Corven. A marca chinesa tem expandido sua linha de veículos comerciais, abrangendo desde mini caminhões até modelos pesados e elétricos, com foco em setores como construção, mineração, logística e transporte urbano. 

Modelos comercializados na Argentina 

Ultraleves – TM 

Veículo ultraleve ideal para entregas urbanas e de última milha. Possui motor a gasolina de 1.5L com 103 cv e torque de 138 Nm. Disponível em diversas configurações: cabina simples ou dupla, baú e baú refrigerado.

ZTruck  –Projetado para operações urbanas, o ZTruck é um caminhão ultraleve com design moderno e eficiente. Produzido localmente na planta de Caseros, destaca-se pela versatilidade e baixo custo operacional. 

Leves – Aumark 

Linha de caminhões leves equipada com motores Cummins ISF 2.8 e 3.8, oferecendo potência entre 150 e 156 cv. Transmissões manuais ZF de 5 ou 6 marchas. Modelos como o 614 e 815 são ideais para transporte urbano e de média distância, com capacidade de carga variando entre 6.000 e 10.000 kg.

Médios – Auman D 

Destinado à distribuição de média e longa distância, o Auman D 1825 possui motor Cummins ISD de 6.7L com 245 cv e torque de 950 Nm. Equipado com transmissão manual de 8 marchas, oferece PBT de 17.000 kg e tanque de combustível de 200 litros.

Pesados

Auman R – Desenvolvido em parceria com a Daimler, o Auman R é voltado para longas distâncias. Equipado com motores Cummins ISG12 e X13, oferece potências entre 430 e 560 cv. Transmissão automatizada ZF TraXon de 12 marchas, com opções de retardador hidráulico. Modelos incluem 1843, 2543, 2556 e 2656.

Auman C  – Projetado para aplicações severas em construção e mineração. O modelo Auman C 5045 (8×4) possui motor Cummins ISGe5 de 12L com 460 cv e torque de 2300 Nm. Equipado com transmissão ZF-AMT de 12 marchas e capacidade técnica de PBT de 50.000 kg. 

Elétricos – eAumark L6

Primeiro caminhão 100% elétrico da Foton na Argentina. Equipado com baterias CATL de fosfato de ferro-lítio, oferece autonomia entre 200 e 250 km. Motor elétrico de 115 kW (aproximadamente 155 cv) e torque de 300 Nm. Capacidade de carga útil de até 3.575 kg.

Picapes – Tunland G7 e Tunland

As picapes Foton Tunland G7 e Tunland V9 representam a aposta da marca chinesa no segmento de utilitários médios e grandes com foco em robustez, tecnologia e versatilidade. A Tunland G7 é uma picape média com motor 2.0 turbodiesel de 161 cv e 390 Nm de torque, disponível com câmbio manual de 6 marchas ou automático de 8 marchas. Oferece tração 4×2 ou 4×4 com modos selecionáveis, capacidade de carga de 1 tonelada e um conjunto completo de segurança, incluindo 6 airbags, controles de estabilidade e tração, câmera 360° e alerta de colisão. 

Já a Tunland V9, topo de linha da marca, traz uma proposta mais refinada, equipada com motorização turbodiesel 2.0 combinada a um sistema híbrido leve de 48V, entregando 175 cv e 451 Nm de torque. A transmissão é automática ZF de 8 marchas com tração 4×4 integral e modos inteligentes. Com dimensões maiores, capacidade de carga de 720 kg e interior premium, ela se destaca por seus equipamentos de conforto como bancos em couro com aquecimento, painéis digitais de até 14,6″, carregador por indução e sistema de som avançado. Também oferece assistentes de condução como alerta de faixa, frenagem autônoma e piloto automático adaptativo. 

Produção local e expansão

A Foton iniciou a montagem local de veículos na planta de Tres de Febrero, Buenos Aires, alcançando a marca de 1.000 mini caminhões produzidos e 2.500 unidades vendidas até meados de 2023. A empresa anunciou planos para uma nova planta de montagem com capacidade anual de 5.000 unidades, visando ampliar a produção para incluir caminhões leves e semipesados. 

Desempenho de vendas

Em janeiro de 2025, a Foton registrou 130 veículos emplacados na Argentina, posicionando-se como a 22ª marca mais vendida no país. A empresa tem se destacado no segmento de veículos comerciais ultraleves, mantendo liderança por dois anos consecutivos. 

Supersafra impulsiona lucro da 3tentos e mostra força da empresa no biodiesel

A Três Tentos Agroindustrial (3tentos) colheu os frutos da supersafra brasileira, — de grãos em 2025 e biodiesel — e registrou um lucro líquido de R$ 192,4 milhões no primeiro trimestre do ano. O resultado representa um avanço de 23% em relação ao mesmo período do ano passado e reflete não apenas a fartura da produção agrícola, mas também o desempenho expressivo da empresa no setor de biodiesel, um dos seus pilares estratégicos de crescimento.

Com a receita líquida atingindo R$ 3,5 bilhões — alta de 30,6% —, o segmento industrial da 3tentos se destacou fortemente, somando R$ 1,825 bilhão, 20,2% a mais do que em 2024. Esse crescimento foi impulsionado principalmente pela conversão integral da produção de óleo de soja em biodiesel, o que evidencia o papel da empresa na transição energética e no fornecimento de combustíveis mais sustentáveis ao mercado nacional.

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Cerca de 80% do farelo de soja processado pela companhia foi direcionado à exportação, mas foi o biodiesel que teve papel central na performance financeira da 3tentos. A estratégia de verticalização da produção e o aproveitamento da supersafra para maximizar a industrialização da soja reforçam a importância do biocombustível no portfólio da empresa, consolidando sua presença como um dos principais players do setor.

No segmento de grãos, a empresa também registrou um avanço expressivo, com receita líquida de R$ 1,047 bilhão — crescimento de 87,2% —, puxado por um salto de quase três vezes no volume de soja comercializado, que chegou a 239,3 mil toneladas. Já o trigo, impulsionado pela produção no Rio Grande do Sul, teve aumento de 26% nas vendas, totalizando 273,9 mil toneladas.

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Embora a estiagem no Sul tenha afetado a venda de defensivos agrícolas, o segmento de insumos ainda apresentou crescimento de 4,2%, com R$ 626,5 milhões em receita líquida, sustentado pela atuação da companhia no Vale do Araguaia, durante a safrinha de milho.

Com uma safra recorde de grãos projetada pela Conab em 322,42 milhões de toneladas neste ano, o setor agropecuário brasileiro vive um novo ciclo de expansão, e a 3tentos está entre as protagonistas dessa fase, aliando força comercial e investimentos estratégicos em energias renováveis.

A companhia anunciou também a construção de sua primeira indústria de processamento de milho no Mato Grosso, com previsão de início das operações em 2026 — um novo passo para ampliar sua verticalização e diversificar ainda mais sua atuação na cadeia produtiva.

IBOR entra para lista de empresas que apostam biodiesel puro

IBOR
IBOR Transportes é pioneira na utilização de óleo de cozinha reciclado

A lista de grandes empresas que estão investindo no uso do biodiesel puro (B100) segue crescendo. Companhias como Bunge, Martelli, JBS, Randon, Be8, Volvo, Scania, Grupo Potencial, BASF, Amaggi e 3tento já adotaram ou trabalham oferecendo essa solução energética renovável. Agora, a IBOR Transportes também se junta a esse movimento, consolidando sua aposta na descarbonização do transporte rodoviário por meio da bioenergia brasileira, também chamada de diesel renovável ou diesel verde. 

Pioneirismo e economia circular 

A IBOR Transportes, sediada em Juiz de Fora (MG), se tornou a primeira transportadora do Brasil a utilizar biodiesel produzido exclusivamente a partir de óleo de cozinha reciclado. A iniciativa, que une redução das emissões de CO2 com um modelo de economia circular, tem impacto ambiental significativo ao reaproveitar resíduos que seriam descartados. 

Para viabilizar a operação, a empresa adquiriu dez caminhões Volvo FH B100 Flex, que entrarão em operação em diversas rotas na região Sudeste. 

Investimento em sustentabilidade 

Desde 2021, a IBOR vem estudando soluções sustentáveis para seu negócio, culminando no projeto atual no final de 2023, em parceria com a Universidade Federal de Juiz de Fora. O investimento de R$ 40 milhões resultou na construção de uma usina de biodiesel e de um posto de abastecimento dentro do terreno da empresa, que possui 75 mil m². A previsão é de que a unidade produza inicialmente 30 mil litros de biodiesel por mês a partir de março, com capacidade de expanção para 90 mil litros mensais em 2026. 

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“O biodiesel de óleo de cozinha usado representa mais que uma evolução tecnológica. É a chance de transformar um resíduo em energia limpa, conectando comunidades e estradas em um ciclo virtuoso de sustentabilidade”, destaca Luiz Antônio Bordim Junior, diretor operacional da IBOR. 

Apoio da Volvo Caminhões 

A Volvo Caminhões também participa do projeto, fornecendo os caminhões FH B100 Flex, comercializados pela concessionária Treviso. Segundo Alcides Cavalcanti, diretor-executivo da Volvo Caminhões, a iniciativa está alinhada com os objetivos da montadora: “Queremos trabalhar para um setor de transporte forte e saudável do ponto de vista financeiro, mas que atue de forma sustentável”. 

Meta de frota 100% sustentável 

Atualmente, 65% da frota de 500 caminhões da IBOR é composta por modelos Volvo FH, todos com contratos de manutenção planejada para otimização de custos e eficiência operacional. A empresa projeta uma transição gradual para uma frota totalmente sustentável. 

“Neste primeiro ano, iniciaremos a operação com uma frota-piloto e monitoramento intensivo da performance. A partir do segundo semestre, expandiremos para mais rotas e veículos, ao mesmo tempo em que ampliamos a rede de coleta de óleo e consolidamos processos internos”, explica Guilherme Bordin, diretor comercial da IBOR. 

A transportadora também monitora indicadores além da eficiência dos caminhões, como satisfação dos motoristas, impacto ambiental, engajamento das comunidades e feedback dos clientes. 

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Estrutura e operação 

Com 500 motoristas e um quadro total de 750 funcionários, a IBOR é uma das maiores transportadoras do Sudeste, especializada em carga pesada e frete lotação. A empresa transporta produtos siderúrgicos, painéis de fibra de madeira, bobinas de papel e celulose, entre outros insumos essenciais para a indústria. 

Atuando nos estados de Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo, além de algumas rotas no Centro-Oeste, Nordeste e Sul, a transportadora percorre mensalmente mais de 2,5 milhões de quilômetros e transporta mais de 100 mil toneladas de carga. 

Um futuro mais verde 

Com um planejamento sólido e investimentos em inovação, a IBOR Transportes dá um passo relevante rumo a um futuro mais sustentável. Seu projeto de biodiesel não apenas reduz a pegada de carbono do transporte rodoviário, mas também contribui para a economia circular, ao reaproveitar um resíduo comum no cotidiano brasileiro. 

“Nossa visão é clara: uma frota 100% sustentável. Mas, como bons conhecedores da estrada, sabemos que não adianta ter pressa. O importante é manter o ritmo certo e evoluir de forma estruturada”, finaliza Luiz Antônio Bordim Junior. 

ITOY
Jornalista Marcos Villela é membro associado desde 2018

Vendas de importados cresce mais do que de nacionais

A indústria automotiva brasileira encerrou o primeiro quadrimestre de 2025 com sinais positivos na produção e nas exportações, mas enfrenta um novo desafio: o crescimento acelerado das vendas importados, especialmente da China. A fatia de carros chineses atingiu 6% dos emplacamentos no período, refletindo um aumento de 28% nas vendas desses modelos, enquanto as montadoras nacionais avançaram apenas 0,2%.

Segundo dados divulgados pela Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores), entre janeiro e abril de 2025, foram produzidos 811,2 mil veículos no país, um crescimento de 6,7% em relação ao mesmo período de 2024 — o melhor resultado desde 2019. As exportações tiveram um salto expressivo de 47,8%, impulsionadas principalmente pela demanda argentina, que respondeu por 59,1% do total exportado.

Por outro lado, o mercado interno mostra sinais de estagnação. Embora o emplacamento total tenha subido 3,4%, a diferença entre modelos nacionais e importados chama atenção. As vendas de importados cresceram 18,7% e chegaram a 150,1 mil unidades no quadrimestre. A China lidera entre os países de origem, com 44,1 mil veículos vendidos — consolidando-se como principal fonte de pressão sobre a indústria local.

Anfavea
Fonte: Anfavea
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Produção em alta, caminhões em baixa

O bom desempenho da produção foi puxado principalmente pelos automóveis e comerciais leves, que registraram alta de 6,2%. Já os veículos pesados apresentaram desempenho misto: a produção de ônibus subiu 8%, mas a de caminhões caiu 6% em abril, encerrando o quadrimestre com retração de 0,4% nas vendas.

vendas de importados
**Emplacamento de veículos pesados segue em queda para caminhões e dispara para ônibus**
Enquanto as vendas de caminhões recuaram 13,1% em abril e acumulam queda de 0,4% no quadrimestre, os ônibus registraram forte alta: 26,8% em abril e expressivos 32,4% no acumulado de 2025. Os dados refletem a mudança na dinâmica do transporte e os impactos da demanda por mobilidade urbana. Fonte: Anfavea.

Esse comportamento preocupa o setor, que vinha de uma trajetória positiva de recuperação. “Precisamos retomar a confiança do consumidor e estabilizar os incentivos de financiamento e renovação da frota”, afirmou o presidente da Anfavea, Igor Calvet.

vendas de importados
Fonte: Anfavea

China adia produção local

Na coletiva de imprensa realizada em 8 de maio, Calvet destacou que a facilidade para importar está postergando o início da produção local de montadoras chinesas. Empresas como BYD e GWM prometeram fábricas no Brasil — em Camaçari (BA) e Iracemápolis (SP), respectivamente —, mas seguem priorizando as importações. “Estão pedindo até isenção tarifária para veículos desmontados (CKD e SKD), o que afronta nossa indústria”, criticou.

Para conter o avanço, a Anfavea defende a antecipação da alíquota de 35% para importação de elétricos e híbridos, prevista para 2026, além de estudar ações contra práticas de dumping.

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Locadoras e eletrificados em alta

Outro destaque do quadrimestre foi o crescimento nas vendas para locadoras, que representaram 25% dos emplacamentos de veículos leves em abril. Além disso, os modelos eletrificados — elétricos, híbridos e híbridos plug-in — continuam ganhando espaço, com participação de 10,1% no total vendido, somando mais de 66 mil unidades no ano.

Perspectivas para o setor

A Anfavea passou a integrar o Boletim Focus, colaborando com projeções econômicas. Para 2025, a entidade estima crescimento de 6,3% para a indústria automotiva, apoiado no aquecimento da demanda e no lançamento de novos modelos com tecnologias de propulsão alternativas.

Embora os dados gerais revelem recuperação, o avanço das importações — e a ausência de contrapartidas industriais por parte das marcas estrangeiras — representa um risco real de desindustrialização. O setor cobra medidas efetivas do governo para garantir condições equitativas de concorrência e a sustentabilidade da cadeia automotiva brasileira.

Novo Mercedes-Benz CLA elétrico promete até 792 km de autonomia e tecnologia de ponta

A Mercedes-Benz apresentou oficialmente a nova geração do CLA, um sedã compacto de luxo que eleva o padrão em eficiência e conectividade. Com estreia marcada para os próximos meses, o modelo chega para redefinir a categoria com tecnologias avançadas, visual arrojado e motorização eletrificada.

Inspirado no inovador protótipo EQXX, o novo CLA foi desenvolvido sobre a plataforma inédita MMA (Mercedes Modular Architecture), pensada para maximizar a eficiência e integrar recursos de última geração. Um dos destaques está na versão elétrica com autonomia de até 792 km — número que posiciona o modelo entre os líderes em alcance dentro do segmento premium.

O design mantém o estilo elegante e esportivo do conceito EQXX, enquanto o interior aposta em sofisticação digital. O CLA poderá ser equipado com até três telas integradas, além de contar com o novo sistema operacional MB.OS, desenvolvido pela própria Mercedes-Benz. A tecnologia inclui assistente virtual com inteligência artificial e integração nativa com o Google Maps, prometendo uma experiência conectada e intuitiva.

 

CLA
Interior futurista do novo Mercedes CLA: três telas integradas, IA embarcada e luz ambiente para uma experiência de luxo totalmente digital
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Versões elétricas e a combustão

A nova linha CLA será oferecida em versões 100% elétricas e a combustão, com forte ênfase na eletrificação. Entre os modelos elétricos, estão o CLA 250+, com autonomia estimada entre 431 e 492 km, e o CLA 350 4Matic, que traz tração integral e autonomia de até 479 km. Ambas as versões utilizam baterias de 85 kWh e arquitetura de 800 volts, que permite carregamento ultrarrápido — até 201 km em apenas 10 minutos.

Os modelos elétricos também vêm com sons personalizados, simulando diferentes experiências sonoras ao dirigir, além de um exclusivo câmbio de duas marchas no eixo traseiro, o que melhora a performance e a eficiência em altas velocidades. O sistema também já está preparado para carregamento bidirecional, permitindo que o veículo forneça energia para a casa ou outros dispositivos.

Para os que ainda preferem o tradicional motor a combustão, o CLA terá opções com um novo propulsor 1.5 turbo de quatro cilindros (código M252), aliado a um câmbio automatizado de oito marchas. Essas versões híbridas leves prometem desempenho eficiente e consumo comparável ao de modelos a diesel, sem necessidade de recarga elétrica. Estão previstas versões com 134, 161 e 188 cavalos de potência.

CLA
Detalhes que impressionam: nova lanterna traseira com assinatura luminosa da Mercedes-Benz no CLA elétrico. Design e identidade marcantes

Chegada ao mercado

A nova geração do Mercedes-Benz CLA será lançada primeiro com as versões elétricas, seguidas pelas a combustão. Os preços devem começar em torno de US$ 60,4 mil no Reino Unido.

Combinando autonomia elevada, recarga ultrarrápida, sofisticação digital e opções de motorização flexíveis, o novo CLA reafirma o compromisso da Mercedes-Benz com a mobilidade de luxo do futuro.

Caminhos para Elas: O movimento de caminhões empoderando as mulheres no Brasil

A Frota News reproduz, na íntegra, a entrevista concedida por Márcio Querichelli, presidente da IVECO para a América Latina, à IRU (International Road Transport Union – União Internacional dos Transportes Rodoviários). Na conversa, ele detalha os objetivos, resultados e próximos passos do programa Caminhos para Elas, que vem transformando a realidade de mulheres no setor de transporte de cargas no Brasil. Confira:

Caminhos para Elas
Márcio Querichelli

Por que foi criado o Caminhos para Elas?

O Caminhos para Elas tem como objetivo promover a equidade de gênero no setor de transporte rodoviário. Muitas mulheres com carteira de habilitação enfrentam obstáculos como a falta de oportunidades e a exigência de experiência prévia, o que dificulta o acesso ao primeiro emprego como motoristas de caminhão.

Com essa iniciativa, a IVECO está abrindo portas, oferecendo treinamento e criando oportunidades reais para que mais mulheres possam assumir o controle de seu futuro profissional no setor de transportes.

O programa também ajuda a enfrentar um dos principais desafios da área: a escassez de motoristas no Brasil. Ao incentivar a participação feminina, contribuímos para suprir essa demanda com profissionais qualificadas e dedicadas.

O Caminhos para Elas é mais do que um programa — é um movimento da IVECO para transformar o transporte em um espaço mais inclusivo, diverso e acessível.

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Como o programa funciona?

O projeto foi lançado em 2024, em parceria com o SEST SENAT, instituição dedicada à formação de profissionais do setor de transportes. Juntos, desenvolvemos um curso especializado para mulheres.

Reconhecemos que, além dos desafios da profissão, as mulheres enfrentam barreiras adicionais. Por isso, o curso foi adaptado para incluir o desenvolvimento de habilidades essenciais, como autoconfiança e empoderamento. As turmas são exclusivas para mulheres, promovendo um ambiente de apoio e aprendizado colaborativo.

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As participantes também têm a oportunidade de aprender com uma caminhoneira experiente, que compartilha informações e conselhos práticos sobre como superar os desafios da estrada.

Elas ainda recebem treinamento prático com o caminhão IVECO S-Way, o que proporciona experiência real e as prepara melhor para o mercado de trabalho.

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Como é medido o impacto do programa?

Um dos principais indicadores é o percentual de participantes que conseguiram emprego após o curso. Outro dado importante é a taxa de participação em eventos e painéis sobre equidade de gênero no setor de transportes.

Em 2025, passamos a acompanhar também o envio de currículos por meio da Vitrine para Elas, uma plataforma online que funciona como um banco de currículos. As participantes podem criar um perfil profissional via LinkedIn — ferramenta amplamente utilizada por empresas de transporte —, conectando o programa diretamente ao mercado de trabalho.

Quais os resultados até agora?

Durante o primeiro ano, em 2024, 60% das mulheres treinadas conseguiram emprego. Eventos foram realizados em São Paulo, Contagem e Curitiba, reunindo cerca de 200 participantes para debater igualdade de gênero e incentivar empresas a contratar e reter motoristas mulheres.

Além disso, empresas que contrataram motoristas do sexo feminino relataram benefícios como maior eficiência de combustível, menor necessidade de manutenção e redução de infrações de trânsito.

Uma das participantes, Cíntia Rocha, caminhoneira de Contagem, viu no programa a chance de crescer na carreira e se tornar exemplo para outras mulheres. Ela destacou o valor do treinamento e seu impacto positivo em sua trajetória. Sentir-se motivada e saber que não está sozinha é essencial para o desenvolvimento das profissionais do setor.

Como as caminhoneiras são percebidas no Brasil?

O ambiente ainda é majoritariamente masculino. Fatores culturais e estruturais contribuem para essa realidade: a profissão foi historicamente dominada por homens, e ainda há falta de banheiros femininos, áreas de descanso adequadas e turnos flexíveis — especialmente importantes para mães. Essas barreiras dificultam o ingresso e a permanência das mulheres na profissão.

O Caminhos para Elas visa não apenas criar oportunidades, mas também transformar a indústria e sensibilizar o setor sobre os desafios de contratar e manter mulheres em suas equipes.

Em 2024, organizamos três painéis de equidade de gênero com transportadoras, clientes, fornecedores, sindicatos e associações. Também lançamos um blog para compartilhar estudos de caso sobre diversidade, equidade e inclusão no setor de transportes, com o objetivo de inspirar mudanças reais.

Quais os principais obstáculos para as mulheres que querem ser caminhoneiras?

As aspirantes a caminhoneira enfrentam desafios como:

  • Aspectos culturais: o setor ainda é dominado por homens. Muitas mulheres enfrentam ceticismo e preconceito ao buscar oportunidades.
  • Infraestrutura rodoviária inadequada: faltam pontos de apoio seguros, com banheiros e áreas de descanso apropriadas para mulheres.
  • Conciliar vida profissional e pessoal: as rotas longas são uma barreira, sobretudo para mulheres com responsabilidades familiares.
  • Pouca representatividade e apoio: a ausência de outras mulheres no setor e a falta de redes de apoio tornam a jornada ainda mais desafiadora.

Quem são os parceiros do programa?

Nossos parceiros desempenham papel essencial na promoção da diversidade e inclusão no setor. O apoio deles é fundamental para o avanço de políticas públicas que enfrentem os obstáculos enfrentados pelas mulheres.

Hoje, contamos com o apoio do Conselho Nacional de Transportes e de outras organizações que estão conectando ativamente as mulheres a oportunidades de trabalho.

Nossa rede de concessionárias, clientes e fornecedores também tem papel central. Eles estão adotando políticas mais inclusivas e revisando seus processos de contratação para abrir mais portas para as mulheres. É um passo importante!

A IVECO tem programas semelhantes em outros países?

Sim. Em Córdoba, na Argentina, há um projeto que visa promover a inclusão e diversidade no transporte, com mulheres dirigindo ônibus urbanos. A formação é realizada pela IVECO Academy, nosso centro de capacitação na América Latina.

Já o Caminhos para Elas está entrando em sua segunda edição no Brasil, com mais força e experiência. A intenção é expandir o modelo para a Argentina, adaptando o sucesso local a outros contextos regionais.

O Frota News, que mantém um compromisso contínuo com a visibilidade e valorização das mulheres no setor de transporte, reconhece iniciativas como a da IVECO como fundamentais para acelerar a equidade de gênero em um dos setores mais estratégicos do país. 

Os 10 anos do Encontro Brasileiro de Autos Antigos

O maior encontro de carros antigos da América Latina completa 10 anos em 2025 com atrações inéditas, leilões, clássicos raros e muita nostalgia em Águas de Lindoia. Entrada gratuita!

Prepare o protetor solar, a câmera e o coração nostálgico: o Encontro Brasileiro de Autos Antigos (EBAA) vai estacionar mais uma vez na charmosa Águas de Lindoia, e desta vez com motor turbinado — afinal, não é todo dia que se comemora uma década de poeira, polimento e paixão por clássicos!

Com mais de 70 mil metros quadrados ocupados por carros reluzentes, estandes cheios de relíquias e uma praça de alimentação de 1.500 m² (porque nenhum colecionador vive só de gasolina azul), o evento é uma verdadeira Disneylândia sobre rodas. Tem de tudo: peças raras, camisetas personalizadas, miniaturas de deixar qualquer adulto com brilho nos olhos e, claro, aquela fatia generosa de nostalgia que só um Opala bem cuidado pode oferecer.

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Novidades para colecionador nenhum botar defeito

Autos Antigos
Águas de Lindoia vai virar passarela de clássicos: entre curvas, cromados e conversíveis de tirar o fôlego, o EBAA mostrou por que é o queridinho dos apaixonados por carros antigos!

Como toda edição comemorativa que se preze, o EBAA 2025 vem recheado de surpresas. Uma das principais será a exposição especial com os chamados “Best in Show” — os grandes campeões das edições anteriores, verdadeiros ícones que já brilharam por lá entre 2014 e 2024. Se fosse um campeonato de beleza automotiva, esses seriam os Gisele Bündchens de quatro rodas.

E não para por aí: o leilão deste ano ganhou um novo formato, com mais emoção, novas regras e categorias. Já os carros pré-guerra, fabricados até 1942, ganham destaque especial — porque, convenhamos, esses senhores de idade merecem um lugar de honra no palco.

Por trás do volante, uma história de família

Autos Antigos
Estacionados na sombra e na história: os clássicos Alfa Romeo mostraram no EBAA que elegância italiana também tem espaço no coração dos brasileiros

Tudo isso só foi possível graças ao sonho de pai e filho — Mingo e Júnior Abonante — que transformaram sua paixão em missão. A diretoria do evento, completada por Vanessa Bellini e Bellini Júnior, faz questão de lembrar: mais do que exibir carros bonitos, o EBAA é um reencontro com o passado, uma aula de história sobre rodas e, claro, uma grande confraternização entre amigos que falam fluentemente a língua do carburador.

“Em uma década, não apenas preservamos, mas ampliamos a cultura dos autos antigos, reunindo um público cada vez mais apaixonado”, destaca a organização. E é fácil entender o motivo: além do espetáculo visual, o evento oferece aquele clima de garagem aberta, onde histórias são compartilhadas entre um fusca 67 e um Maverick V8.

Em junho, Águas de Lindoia será o paraíso vintage dos apaixonados por carros. E o melhor: com entrada gratuita. Só não se esqueça de levar chapéu, água e a memória do celular liberada — porque quando o ronco do motor antigo ecoa, ninguém fica indiferente.

Pullman Ibirapuera se consolida como destino premium para experiências gastronômicas e hospedagem de alto padrão no Dia das Mães

Localizado em uma das regiões mais valorizadas de São Paulo, Pullman Ibirapuera reúne excelência em hospitalidade, estrutura de eventos e gastronomia de alto nível, oferecendo uma experiência completa
para hóspedes e visitantes.
 

O Dia das Mães, tradicionalmente associado ao afeto, à celebração e à reunião familiar, ganha uma nova proposta de celebração no Pullman São Paulo Ibirapuera. O hotel, pertencente à prestigiada rede Accor, aposta em uma combinação de estrutura moderna, bem como serviço personalizado e gastronomia de excelência para proporcionar experiências memoráveis no mercado de hospitalidade paulistano. 

Infraestrutura e localização estratégica 

Situado na Avenida Ibirapuera, próximo ao parque homônimo e a poucos minutos da Avenida Paulista, o Pullman Ibirapuera ocupa uma posição estratégica tanto para o turismo de lazer quanto para o corporativo. Aliás, a região, caracterizada por sua infraestrutura urbana completa e fácil acesso a vias expressas, permite que hóspedes se desloquem com agilidade para centros comerciais, culturais e aeroportos. 

Além disso, o empreendimento oferece mais de 300 acomodações que se destacam pelo design contemporâneo, isolamento acústico, conectividade avançada e atenção aos detalhes de conforto. As categorias vão desde apartamentos Classic até suítes executivas, atendendo a diferentes perfis de clientes, com foco em personalização da experiência e excelência no atendimento. 

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O que fazer no Dia das Mães: ideias para tornar o dia especial

Gastronomia como ponto alto da experiência

O setor de Alimentos e Bebidas do Pullman Ibirapuera é um dos grandes diferenciais do empreendimento. Certamente comandado por chefs especializados em cozinha contemporânea internacional, o hotel conta com restaurantes e bares que valorizam ingredientes sazonais, técnicas refinadas e apresentações sofisticadas – Taste It, YuCafé e o novo Macaya.

 

Para o Dia das Mães, o hotel desenvolve menus especiais com curadoria voltada para ocasiões comemorativas. O brunch temático, por exemplo, combina pratos quentes, saladas gourmet, sobremesas artesanais e uma carta de bebidas cuidadosamente selecionada. A proposta é oferecer não apenas uma refeição, mas uma vivência sensorial, em um ambiente elegante e acolhedor. 

Eventos e bem-estar como extensão da hospitalidade 

Além da gastronomia, o Pullman Ibirapuera é referência na realização de eventos sociais e corporativos. A saber, são mais de 2.000 m² de espaços modulares, equipados com tecnologia audiovisual de ponta, ambientes climatizados e equipe técnica especializada. A estrutura é ideal tanto para reuniões de negócios quanto para celebrações familiares como aniversários, bodas e eventos personalizados. 

Outro destaque é a área de bem-estar que reúne academia equipada, serviços de spa e massagens relaxantes. O espaço permite que os visitantes conciliem a agenda urbana com momentos de relaxamento, reforçando o conceito de hospitalidade integral. 

Hospitalidade com propósito 

A proposta do Pullman Ibirapuera vai além da estadia: o hotel busca oferecer experiências que agreguem valor afetivo e sensorial à vida de seus hóspedes. Neste Dia das Mães, a mensagem é clara — transformar o carinho em vivência, o afeto em memória, e o tempo compartilhado em celebração. 

Dessa forma, com uma sólida reputação no mercado e avaliações positivas em plataformas especializadas, o Pullman São Paulo Ibirapuera reafirma seu posicionamento como um dos principais destinos da hotelaria de alto padrão na capital paulista, integrando sofisticação, funcionalidade e acolhimento em todos os detalhes. 

Volvo inicia produção de ônibus biarticulado e articulado elétricos no Brasil

Conheça em detalhes o novo marco da Volvo no Brasil: o início da produção global dos ônibus elétricos articulado e biarticulado BZRT, desenvolvidos para sistemas BRT com zero emissões, alta capacidade de passageiros, avançada tecnologia de segurança e conectividade. A matéria mostra como a fábrica de Curitiba se consolida como referência em inovação e sustentabilidade
no transporte coletivo urbano

A Volvo Buses é a a sétima montadora a iniciar a produção de ônibus elétrico em série. A montadora sueca, com fábrica em Curitiba (PR), anunciou o início da montagem dos chassis de ônibus biarticulados e articulados 100% elétricos. A unidade produziu nesta semana o primeiro chassi BZRT biarticulado elétrico da marca em todo o mundo, consolidando o Brasil como centro de excelência em eletromobilidade para sistemas de transporte de alta capacidade.

Com 28 metros de comprimento e capacidade para transportar até 250 passageiros, o novo biarticulado Volvo BZRT de ser uma alternativa sustentável e altamente eficiente aos sistemas metroviários na visão da fabircante. A Volvo argumenta que o modelo tem potencial para operar com o mesmo volume de passageiros de um metrô, porém com custos de implantação e operação muito mais baixos – e sem emissões de CO₂.

“O início da produção no Brasil marca um passo importante no compromisso da Volvo com a descarbonização dos transportes. Temos a meta de zerar as emissões de CO₂ de nossos veículos até 2040”, afirma André Marques, presidente da Volvo Buses na América Latina. O modelo é fruto de um ciclo de investimentos de R$ 1,5 bilhão da Volvo no País, previsto para o período entre 2023 e 2025.

Desempenho 100% elétrico

O BZRT é equipado com dois motores de 200 kW cada (totalizando 400 kW ou 540 cv), alimentados por até oito baterias que somam 720 kWh de capacidade energética. A recarga completa pode ser feita entre 2 e 4 horas, dependendo do tipo de estação. A localização central dos motores, sob o piso, melhora a distribuição de peso e a estabilidade do veículo. As baterias, também posicionadas na parte inferior, liberam o salão para maior conforto dos passageiros.

“Reunimos os atributos dos nossos articulados e biarticulados convencionais, consagrados mundialmente, com as vantagens da mais avançada tecnologia elétrica do Grupo Volvo”, destaca Alexandre Selski, diretor de eletromobilidade da Volvo Buses na América Latina. Segundo ele, a estrutura do chassi, os eixos e os sistemas de suspensão seguem o padrão robusto dos modelos anteriores, garantindo confiabilidade operacional.

biarticulado
O chassi biarticulado e a comemoração dos funcionários da Volvo pelo início da produção em Curitiba

Segurança e tecnologia embarcada

O novo ônibus elétrico também incorpora o conceito de Visão Zero Acidentes, uma meta global da Volvo para eliminar fatalidades no trânsito. O BZRT conta com um conjunto de dispositivos de segurança ativa, como câmeras que identificam riscos fora do campo de visão do motorista, sensores nos pontos cegos laterais e frontais, além de reconhecimento de placas de trânsito com alertas no painel de instrumentos.

Outro destaque é o sistema Volvo Dynamic Steering (VDS), que proporciona precisão na direção, melhora a estabilidade do veículo e reduz o esforço físico dos motoristas. Em complemento, o BZRT já sai de fábrica preparado para o sistema de “Zonas de Segurança”, que pode reduzir automaticamente a velocidade do ônibus em áreas de risco, como entorno de escolas e hospitais, via geolocalização. “Algumas cidades tiveram até 50% de redução de colisões com esse sistema”, comenta Selski.

Tradição em inovação

Com quase 100 anos de tradição na produção de ônibus – o primeiro modelo foi fabricado em 1928 na Suécia –, a Volvo tem no Brasil um de seus principais centros de desenvolvimento e produção de veículos pesados. A fábrica de Curitiba iniciou a produção de ônibus em 1979 e, desde então, protagonizou projetos inovadores como os primeiros ônibus híbridos do país e os modelos biarticulados, que tornaram a marca sinônimo de transporte BRT em diversos continentes.

Agora, ao liderar a produção mundial de ônibus elétricos biarticulados, a Volvo reafirma seu compromisso com o futuro da mobilidade urbana sustentável. E o Brasil, mais uma vez, é o berço dessa transformação.

Atualmente, excluindo os importadores, o Brasil conta com cinco montadoras que já produzem:

  1. EletraEmpresa 100% brasileira, com fábrica em São Bernardo do Campo (SP), produz ônibus elétricos e híbridos, utilizando chassis de fabricantes como Mercedes-Benz e Scania, além de componentes nacionais como motores e baterias da WEG.

  2. BYDMultinacional chinesa com planta em Campinas (SP), produz ônibus elétricos no Brasil desde 2015. A empresa possui capacidade instalada para fabricar até 2.000 chassis por ano e já forneceu centenas de unidades para frotas urbanas no país.

  3. Mercedes-BenzProduz o chassi elétrico eO500U em sua fábrica em São Bernardo do Campo (SP) desde 2022, voltado para ônibus urbanos com zero emissões. Mercedes-Benz também está na fase final de testes do articulado eO500UA.

  4. Marcopolo – A Marcopolo iniciou a produção do Attivi Integral, seu primeiro ônibus 100% elétrico com chassi e carroceria próprios, no segundo semestre de 2022. Inicialmente produzido em Caxias do Sul (RS), a produção foi transferida em 2024 para a fábrica de São Mateus (ES), que recebeu um investimento de R$ 50 milhões para se tornar um centro de excelência em eletromobilidade. O Attivi Integral possui autonomia de até 280 km e capacidade para até 91 passageiros.
  5. Volkswagen Caminhões e Ônibus (VWCO)
    Confirmou o início da produção do modelo e-Volksbus em sua fábrica em Resende (RJ) no segundo semestre de 2024.
  6. VolvoIniciou a produção de ônibus elétricos articulados e biarticulados na unidade de Curitiba (PR), com o modelo BZRT, voltado para sistemas BRT de alta capacidade.

  7. ScaniaConfirmou o início da produção do modelo K 230E B4x2LB, com quatro ou cinco pacotes de baterias e tração 4×2, suportando carrocerias de 12 a 14 metros. Ele foi lançado na última Lat.Bus 2024 e as entregas começam em setembro. 

Além das montadoras com produção nacional, o mercado brasileiro de ônibus elétricos também conta com a presença de fabricantes estrangeiros que atuam exclusivamente por meio da importação de veículos. As principais são:

  1. Higer Bus (China)
    Presente no Brasil em parceria com a TEVX Motors, a Higer tem ampliado sua atuação no segmento de ônibus elétricos com modelos articulados e padrão para o transporte urbano, testados em cidades como São Paulo.

  2. Ankai (China)
    Outra fabricante chinesa com presença crescente no Brasil, a Ankai fornece ônibus elétricos por meio de importação direta, oferecendo alternativas para operadoras interessadas na eletrificação de suas frotas.

Validação na América Latina

A Volvo iniciará um programa de validação de ônibus biarticulados 100% elétricos na América Latina. A atividade, inédita na região, terá início em Curitiba (PR), onde atualmente está localizada a sede das operações da marca no continente. Após os testes iniciais no Brasil, testarão os veículos também em Bogotá, na Colômbia, e na Cidade do México.

Os biarticulados elétricos, com zero emissões de CO₂, são mais uma alternativa para grandes metrópoles que possuem ou planejam implementar sistemas BRT (Bus Rapid Transit). Como resultado, esses veículos prometem aumentar a eficiência e a descarbonização no transporte de passageiros, oferecendo uma alternativa sustentável aos tradicionais ônibus a diesel.

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O chassi biarticulado elétrico é o maior veículo do portfólio de elétricos da Volvo, o que lhe confere alta eficiência no transporte de massa. “Um BRT com estes veículos consegue transportar a mesma quantidade de passageiros que um sistema de metrô, mas com custos de implantação e operação infinitamente menores e com zero emissões”, afirmou André Marques, presidente da Volvo Buses América Latina. Quando lançado comercialmente, o chassi será produzido no complexo industrial da Volvo em Curitiba, podendo ser exportado para diversos países com sistemas BRT.

Chassi consagrado

Mantendo as características dos modelos a diesel, o biarticulado elétrico utiliza o mesmo quadro de chassi, eixos e suspensão, mas agora com um trem de força elétrico do Grupo Volvo. O motor elétrico, posicionado entre o primeiro e o segundo eixos, garante uma melhor distribuição de carga e viabiliza carrocerias com salões completamente livres para os passageiros. Em carrocerias de 28 metros, a capacidade de transporte é de até 250 passageiros. “Estamos conciliando a base mecânica consagrada há anos em nossos biarticulados a diesel com a mais moderna tecnologia de ônibus elétricos Volvo”, destacou assim, Alexandre Selski, diretor de eletromobilidade ônibus da Volvo na América Latina.

ônibus articulado 100% elétrico
André Marques, presidente da Volvo Buses América Latina, e Alexandre Selski, diretor de eletromobilidade ônibus da Volvo na América Latina

Equipado com dois motores elétricos de 200 kW cada, totalizando 400 kW (equivalente a 540 cv), e uma caixa de câmbio automatizada de duas velocidades, baseada na transmissão Volvo I-Shift, o biarticulado elétrico oferece elevada capacidade para vencer aclives transportando até 250 passageiros com menos vibração, ruído e maior vida útil.

Com até oito baterias, somando 720 kWh de capacidade total, o veículo tem uma autonomia de até 250 quilômetros e pode ser recarregado completamente entre 2 e 4 horas. Há também a opção de carregador no teto para recargas rápidas em terminais BRT.

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A eletrificação do biarticulado representa um avanço significativo na evolução dos sistemas BRT. “Desde o início, o biarticulado Volvo sempre trouxe alta eficiência, transportando mais passageiros com menos emissões. Agora, com veículos 100% elétricos, vamos zerar completamente os gases de efeito estufa”, explicou Alexandre Selski.

Introduzido pela Volvo há mais de 30 anos, o conceito de ônibus biarticulados evoluiu continuamente. Além disso, é adotado em dezenas de cidades na América Latina, como Curitiba, Bogotá, Rio de Janeiro, Goiânia, Santo Domingo, San Salvador, Quito, Cidade do México, Cidade da Guatemala, Guayaquil, Manaus, Belo Horizonte, Porto Alegre, Recife, Cali, Bucaramanga e Santiago.

A Volvo tem metas ambiciosas de reduzir em 50% os gases de efeito estufa em seus veículos até 2030 e em 100% até 2040. Afinal, os ônibus elétricos desempenham um papel crucial nessa jornada de descarbonização. “Com a validação da versão elétrica do nosso biarticulado, estamos fortalecendo nosso compromisso com soluções para um transporte 100% mais seguro, eficiente e livre de CO₂”, concluiu André Marques.

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Mercedes-Benz 450 SEL 6.9: O super sedã de luxo que virou lenda

Há exatos 50 anos, nascia um dos maiores ícones da engenharia automotiva da Mercedes-Benz. O 450 SEL 6.9, topo de linha da primeira geração do Classe S, combinava o luxo absoluto com uma performance surpreendente – e até hoje permanece como um clássico muito procurado e valorizado

Em maio de 1975, a Mercedes-Benz redefiniu o conceito de sedã de luxo com o lançamento do 450 SEL 6.9, a versão mais prestigiada da série 116. Equipado com um motor V8 derivado do lendário Mercedes-Benz 600 (W 100), o modelo não apenas encantou a imprensa especializada como também conquistou celebridades e pilotos de Fórmula 1, tornando-se símbolo de status e sofisticação.

Hoje, cinco décadas depois, o “seis vírgula nove” continua a impressionar por sua presença imponente, conforto incomparável e desempenho robusto. Com 286 cavalos de potência e torque de 550 Nm, o modelo acelerava de 0 a 100 km/h em apenas 7,4 segundos – um feito que o colocava no mesmo patamar de esportivos da época. Sua velocidade máxima de 225 km/h reforçava sua proposta de sedã veloz, confortável e extremamente refinado.

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Nascimento de um ícone

O 450 SEL 6.9 foi apresentado à imprensa em Le Hohwald, na Alsácia, e rapidamente ganhou manchetes como “O melhor carro do mundo” e “O sedã mais rápido do mundo”. E não era para menos: além do motor com 6.834 cm³ de deslocamento, o modelo trazia uma lista de equipamentos de série de fazer inveja à concorrência – ar-condicionado, piloto automático, vidros elétricos, bancos em veludo, cintos de segurança com enrolador de inércia e até sistema de limpeza de faróis.

Mercedes-Benz 450 SEL 6.9
Luxo e requinte preservados por 50 anos

A versão SEL vinha exclusivamente com carroceria longa, com 100 mm a mais no entre-eixos, privilegiando o conforto dos passageiros traseiros. Entre os opcionais mais cobiçados, estavam o teto solar elétrico e o raríssimo telefone de carro Becker AT 160 S.

Detalhes que fazem história

Visualmente, o 450 SEL 6.9 pode ser identificado pelo emblema na tampa do porta-malas, pelo defletor de ar abaixo da grade, pelos pneus largos 215/70 VR 14 e pelo sistema de escapamento com saídas maiores. Curiosamente, as rodas Fuchs de alumínio forjado, que muitos associam ao modelo, eram opcionais, custando DM 1.554 na época.

Outro destaque do modelo era sua suspensão hidropneumática com controle de nível – uma inovação em relação à suspensão pneumática usada no 300 SEL 6.3. O sistema mantinha a altura do veículo constante e garantia máximo conforto mesmo sob carga ou em altas velocidades.

Clássico valorizado

Entre 1975 e 1980, foram produzidas 7.380 unidades do 450 SEL 6.9. Hoje, é um dos modelos clássicos mais valorizados da marca. De acordo com a Classic Data, um exemplar em excelente estado (grau 1) era avaliado em pouco mais de € 50.000 em 2015. Em 2025, esse valor já supera os € 80.000, com unidades excepcionais ultrapassando os € 90.000.

Para manter o padrão de excelência, a Mercedes-Benz Classic oferece um estoque completo de peças de reposição, que garante autenticidade e qualidade superior. Do interruptor do ar-condicionado ao conjunto da caixa de direção, cada componente está disponível com garantia direta do fabricante.

Legado duradouro

Mais que um sedã de luxo, o Mercedes-Benz 450 SEL 6.9 foi um marco na história automotiva. Representou o auge da engenharia alemã da década de 1970 e estabeleceu novos padrões de desempenho, conforto e segurança. É um carro que, ainda hoje, continua arrancando suspiros nas ruas e leilões, símbolo de uma era em que o luxo se unia à potência com maestria.

“O melhor carro é quase sempre a melhor compra”, reforça Patrik Gottwick, gerente de vendas e marketing da Mercedes-Benz Heritage GmbH – e no caso do 450 SEL 6.9, essa máxima se comprova a cada nova arrancada de um clássico que nunca envelhece.

Ônibus elétricos triplicam e caminhões ficam para trás

Veja a análise sobre o desempenho dos segmentos de caminhões e ônibus elétricos no Brasil durante o primeiro quadrimestre de 2025, com forte crescimento nas vendas de ônibus elétricos, equeda nas vendas
de caminhões elétricos

O mercado brasileiro de veículos pesados eletrificados teve comportamentos distintos nos segmentos de ônibus e caminhões ao longo dos primeiros quatro meses de 2025, conforme apontam os dados da edição 268 do informativo de emplacamentos da Fenabrave. Enquanto os ônibus elétricos registraram forte crescimento, os caminhões eletrificados seguem em ritmo de retração no acumulado do ano.

Ônibus elétricos triplicam emplacamentos

No segmento de ônibus, todos os 253 veículos eletrificados vendidos entre janeiro e abril de 2025 foram modelos 100% elétricos. Isso representa um aumento expressivo de 127,93% em relação às 111 unidades emplacadas no mesmo período de 2024. O mês de abril foi especialmente positivo, com 90 unidades vendidas — avanço de 200% em relação a março e de 42,86% sobre abril do ano passado.

ônibus elétricos
Fonte: Fenabrave
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Caminhões elétricos perdem força

Em contraste com o desempenho positivo dos ônibus, o mercado de caminhões eletrificados apresentou retração. Foram emplacadas 119 unidades no primeiro quadrimestre de 2025, queda de 19,59% em relação às 148 registradas em igual período de 2024. Apesar de abril ter igualado os 34 emplacamentos do mesmo mês do ano anterior, o desempenho ainda revela instabilidade no segmento.

No mês de abril, a VW Truck & Bus liderou com 18 caminhões vendidos (52,94% de participação), seguida pela JAC (7 unidades), Tesla (5) e Nanjing (4).

No acumulado do ano, a liderança permanece com a JAC, que emplacou 49 veículos (41,18%), seguida da VW Truck & Bus com 39 (32,77%) e da Tesla com 16 unidades (13,45%).

ônibus elétricos
Fonte: Fenabrave

Híbridos seguem ausentes

Tanto no segmento de ônibus quanto no de caminhões, não houve qualquer emplacamento de modelos híbridos nos primeiros quatro meses de 2025, o que evidencia que as montadoras continuam concentrando seus esforços nos modelos totalmente elétricos para o transporte de carga e passageiros.

Perspectivas

O crescimento acelerado do segmento de ônibus elétricos reflete o investimento de cidades e operadoras de transporte público em frotas mais limpas e sustentáveis, especialmente em centros urbanos. Já os caminhões eletrificados ainda enfrentam barreiras como o alto custo, a autonomia limitada e a escassez de infraestrutura de recarga adequada para longas distâncias.

Com as políticas públicas de mobilidade sustentável ganhando força, a expectativa é que os ônibus mantenham sua trajetória de alta. Para os caminhões, o desafio está em vencer o custo operacional e provar viabilidade econômica em larga escala.