Roteiro Automotivo: Explorando a conexão entre mobilidade, gastronomia e entretenimento

Roteiro Automotivo

O Roteiro Automotivo do Frota News é uma iniciativa inovadora no segmento de mobilidade que busca integrar o mundo automotivo, transporte e logística com as delícias da gastronomia e as diversas formas de entretenimento. Aliás, esta seção é um refresco para quem trabalhou muito durante a semana garantindo o abastecimento das cidades, do campo e das indústrias. Ela oferece uma variedade de conteúdos que vão desde dicas culinárias até eventos corporativos do setor automobilístico.

Dicas Gastronômicas

Aqui, os entusiastas podem encontrar recomendações de restaurantes, bem como, hotéis, eventos e roteiros que não só oferecem uma experiência culinária de alta qualidade, mas também possuem um ambiente que ressoa com a cultura automotiva. Artigos detalhados destacam experiências gastronômicas únicas, onde a paixão por carros e a apreciação por bons pratos se encontram.

Eventos automotivos

Roteiro Automotivo
Alguns dos eventos que foram temas do Roteiro Automotivo

O Roteiro Automotivo cobre uma ampla gama de eventos, desde lançamentos de novos modelos até iniciativas de interesses dos amantes dos veículos de passeios e comerciais. A princípio, a seção oferece uma visão interna dos eventos mais exclusivos, trazendo análises e cobertura de eventos que são o coração pulsante da indústria automotiva e transporte brasileira.

Viagens de Carro

Para os aventureiros de plantão, esta categoria sugere rotas cênicas e destinos ideais para explorar de carro. Além disso, dicas de viagens que combinam o prazer de dirigir com a descoberta de paisagens deslumbrantes, o Roteiro Automotivo se torna o companheiro perfeito para a próxima jornada sobre rodas.

Entretenimento

Do cinema à realidade virtual, esta seção é dedicada a tudo que envolve carros no mundo do entretenimento. Afinal, seja através de resenhas de filmes e séries ou análises de jogos de corrida, o Roteiro Automotivo mantém os leitores informados sobre as últimas tendências e lançamentos.

Lazer motorizado

Track days, passeios de moto e outras atividades motorizadas são exploradas nesta categoria. Certamente o Roteiro Automotivo oferece insights sobre como maximizar o prazer de dirigir, proporcionando experiências inesquecíveis para os aficionados por velocidade e adrenalina.

Negócios automotivos

Esta seção é essencial para profissionais do setor, fornecendo informações valiosas sobre eventos corporativos, tendências de mercado e oportunidades de networking. O Roteiro Automotivo serve como uma ponte entre negócios e prazer. Destacando assim, como os eventos corporativos podem também ser uma fonte de lazer e aprendizado, como Fenatran, Copa Truck, Automec e muitos outros.

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Rodado duplo em “minitrucks”: vantagens, desvantagens, limitações e os mitos sobre capacidade de carga

rodado duplo
Quando os rodados duplo e simples são mais indicados

Uma análise técnica e prática sobre quando o rodado duplo faz sentido
— e quando ele só encarece a operação.

A presença de rodado duplo em comerciais leves de até 3.500 kg de PBT — como o Foton Aumark S 315 e a Ford Transit Chassi — costuma gerar dúvidas entre motoristas, frotistas e gestores de transporte. Afinal, se o padrão do segmento é o rodado simples, por que alguns modelos adotam quatro pneus na traseira? A explicação não está em uma necessidade de engenharia, mas em decisões econômicas e mercadológicas. O rodado duplo é uma solução técnica já disponível nesses projetos e que oferece benefícios específicos, embora também alimente mitos — sobretudo a falsa ideia de que esses veículos poderiam carregar mais peso do que o permitido no documento ou mais do que versões equivalentes com rodado simples.

Para entender o tema, é preciso começar pelo básico. O rodado simples utiliza uma roda em cada extremidade do eixo traseiro, totalizando dois pneus. Já o rodado duplo coloca duas rodas lado a lado em cada extremidade, somando quatro pneus. Essa configuração é tradicional em caminhões de maior porte, mas está presente em alguns comerciais leves? Há mais de uma respostas e as duas principais são: para operar no limite da categoria B da CNH e para evitar custos de engenharia.

Como a CNH B influencia a homologação de veículos com rodado duplo

Para oferecer os benefícios da legislação da CNH B e maior liberdade para circulação em cidades com restrições a caminhões, veículos de cargas, originalmente desenvolvidos para PBT acima de 3.500 kg, precisam de uma nova homologação para ficar até este limite da Lei da Balança e, assim, serem classificados como caminhonetes. Como são modelos importados, fica mais barato entregar ao cliente um modelo mais robusto e com maior PBT técnico do que fazer o desenvolvimento de um novo conjunto de eixo e suspensão traseiro para ter apenas uma roda de cada lado.

Comparativo de capacidade de carga

Antes analisarmos os prós e contra do rodado duplo nesses “minitrucks”, vamos conhecer as diferença entre os dois modelos com rodado duplo em comparação tendo o VW Delivery Express com rodado simples como referência, pois ele é um case de um modelo da linha de caminhões Delivery que foi retrabalhado pela engenharia de Resende para ter o trem de força e chassi mais leve e com manutenção reduzida para operações como comercial leve.

Modelo PBT técnico PBT legal Folga técnica Eixo dianteiro (técnico) Eixo traseiro (técnico) PBTC Rodado
Ford Transit Chassi 4.700 kg 3.500 kg +1.200 kg 1.610 kg 1.890 kg 7.000 kg Duplo
Foton Aumark S315 4.800 kg 3.500 kg +1.300 kg 2.200 kg 2.600 kg 3.500 kg Duplo
VW Delivery Express 4.600 kg 3.500 kg +1.100 kg 2.100 kg 2.500 kg 5.000 kg Simples

 

Ford Go
O Ford Transit Chassi conta com o menor peso em ordem de marcha e, por isso, a maior capacidade de carga útil

Os três modelos analisados — Ford Transit Chassi, Foton Aumark S 315 e VW Delivery Express — apresentam estruturas de comerciais leves com PBT técnico significativamente superior ao PBT legal de 3.500 kg. Em teoria, o Foton pode transportar cerca de 200 kg a mais, com PBT técnico de 4.800 kg e a maior capacidade de eixo traseiro (2.600 kg), seguido de perto pela Transit (4.700 kg) e pelo Delivery (4.600 kg), que chama atenção por atingir esse nível mesmo com rodado simples. Essa “folga técnica” — que varia de 1.100 kg a 1.300 kg — indica maior robustez estrutural para uso intensivo, irregularidades de pavimento e eventuais sobrecargas acidentais, embora isso não altere o limite legal de operação.

As diferenças de homologação também revelam perfis distintos: a Transit se destaca pelo maior PBTC (7.000 kg), evidenciando foco em operações com reboque. O Delivery Express ocupa posição intermediária, com PBTC de 5.000 kg. Já o Foton, apesar de ser o mais robusto estruturalmente, mantém PBTC (Peso Bruto Total Combinado) de 3.500 kg e CMT (Capacidade Máxima de Tração) igualmente de 3.500 kg. A reportagem perguntou à engenharia da Foton sobre esses limites de PBTC e CMT, considerando que o modelo tem chassi e potência suficiente para utilizar em situações permitidas, mesmo mantendo o PBT legal de 3.500 kg para uso da CNH B. Confira a resposta:

“O veículo foi desenvolvido com elevada capacidade estrutural, motivo pelo qual possui PBT técnico de 4.800 kg. Contudo, os limites de PBTC e CMT atualmente homologados para esta configuração são de 3.500 kg para manter o uso de CNH categoria B, um dos seus principais argumentos de venda, em linha com o enquadramento regulatório e com a aplicação prevista para o modelo segundo RESOLUÇÃO Nº 789, DE 18 DE JUNHO DE 2020 (CONSOLIDADA) do CONSELHO NACIONAL DE TRÂNSITO (CONTRAN).

Tendo em vista a atualização deste item com lei Nº 14.440, DE 2 DE SETEMBRO DE 2022, a Foton está trabalhando para modificar essa especificação técnica de forma que o veículo passe a ter maior PBTC declarado em sua homologação.”

Foton
Foton Aumark S 315 está mais estrutura para opções intensivas e que existem maior robustez

Capacidade de carga útil

No quesito “carga útil” devemos lembrar que, no caso dos veículos chassi para implementação com baú, carroceria aberta ou outro tipo de implemento, o peso de carga a ser transportado vai depender do peso do implemento rodoviário. Assim, considerando os veículos sem implemento, temos as seguintes capacidades analisadas nos exemplos reais deste artigo.

rodado duplo
Arte: Frota News

Os três modelos mostram que, embora todos respeitem o limite legal de 3.500 kg, há diferenças importantes na relação entre peso em ordem de marcha e capacidade útil. A Ford Transit se destaca por oferecer a maior carga útil homologada (1.401 kg), resultado direto do menor peso próprio entre os três. Isso se deve ao fato do modelo da Ford ter sido planejado pela engenharia da montadora para ser um comercial leve, diferentemente dos outros dois modelos, que são caminhões homologados como caminhonetes.

Já Foton Aumark S 315 e VW Delivery Express empatam em 1.200 kg de capacidade útil legal, mas o Foton apresenta a maior folga estrutural técnica — que, na prática, não pode ser utilizada devido às limitações de PBTC e CMT.

Quando se observa a capacidade útil técnica, a Transit novamente lidera com 2.601 kg, seguida de perto pelo Foton (2.500 kg) e pelo Delivery (2.300 kg). Essa diferença evidencia que a Transit tem o conjunto mais coerente entre robustez estrutural e capacidade de tração, enquanto o Foton apresenta um descompasso entre o PBT técnico elevado e a homologação restritiva, criando uma contradição operacional que merece esclarecimento.

rodado duplo
VW Delivery Express oferece menor custo em operações de cargas mais leves

Vantagens e desvantagens do rodado duplo

O fato do veículo ter um PBT técnico maior não significa liberalidade para desobediência à Lei da Balança mesmo que não exista, no presente, fiscalização de sobrepeso em áreas urbanas. Ainda assim, vamos entender as vantagens de ter ter “uma margem técnica” para sobrepesos ocasionais. Para o cliente isso traz vantagens, apesar do custo maior em manutenção de pneus (quatro em vez de dois) e freios, que terá mais desgaste devido ao maior peso.

A principal vantagem do rodado duplo está na capacidade técnica do eixo. Embora o PBT legal continue sendo determinado pela homologação do veículo, o conjunto mecânico trabalha com mais folga quando há quatro pneus dividindo o esforço e reduzindo o estresse estrutural em operações intensivas.

Outro benefício relevante é a melhor distribuição de peso. Com mais pontos de contato com o solo, cada pneu recebe menos pressão individual, o que diminui o desgaste e reduz a agressão ao pavimento. A estabilidade também melhora: a base traseira mais larga torna o veículo menos suscetível a balanços laterais, ventos fortes e inclinações, especialmente quando carregado. Em caso de estouro de pneu, o rodado duplo oferece uma camada adicional de segurança, já que o pneu interno mantém o veículo estável até a parada. Além disso, a tração sob carga é superior, algo importante em veículos de tração traseira que trabalham frequentemente no limite de peso.

Mas o rodado duplo também tem desvantagens. A primeira é o custo: no total são seis pneus para manter, e isso impacta o orçamento da frota. O consumo de combustível tende a ser maior, já que há mais resistência ao rolamento e mais peso total. A largura traseira ampliada reduz a agilidade em manobras urbanas, dificultando o acesso a docas estreitas e ruas antigas. Em praças de pedágio, veículos com rodado duplo pagam tarifas mais altas. E há ainda a questão da manutenção: o pneu interno é mais difícil de inspecionar, podendo apresentar desgaste ou danos sem que o motorista perceba imediatamente.

Quando escolher rodado simples e quando optar pelo rodado duplo

Entre os mitos mais comuns está a crença de que o rodado duplo permitiria carregar mais peso. Isso não procede em vias públias, mas se torna verdade em ambientes privados, como nas fazendas do agronegócio.

O limite de carga é definido exclusivamente pelo PBT homologado no documento, pela categoria da CNH e pela legislação de trânsito. Exceder esse limite é infração grave, sujeita a multa e transbordo obrigatório. A legislação brasileira permite apenas 5% de tolerância sobre o PBT total e 12,5% sobre o peso por eixo — margens que existem para compensar variações operacionais, não para autorizar sobrecarga.

O que o rodado duplo realmente permite é que um mesmo chassi seja homologado em versões com PBT diferente. A Transit Chassi é um bom exemplo: existe a versão de 3,5 toneladas, que pode ser conduzida com CNH B, e a versão de 4,7 toneladas, que exige CNH C. O rodado duplo é o que torna essa flexibilidade possível, mas cada veículo deve operar estritamente dentro do PBT indicado no documento.

Conclusão: qual configuração faz mais sentido para cada tipo de operação

Diante disso, surge a pergunta: por que o rodado simples continua sendo o padrão? A resposta está no custo-benefício. Para operações urbanas com cargas de até 2 toneladas, o rodado simples é mais econômico, mais leve, mais ágil e suficiente para a maioria das entregas. Já o rodado duplo faz sentido para quem trabalha frequentemente próximo do limite de 3 toneladas, utiliza implementos longos, reboca cargas ou opera em regime intensivo, onde durabilidade e estabilidade são prioridades.

No fim das contas, o rodado duplo não é uma brecha para carregar mais peso, mas sim uma solução técnica que aumenta segurança, estabilidade e vida útil do conjunto traseiro. Para gestores de frota, a decisão deve considerar o tipo de operação, o perfil de carga e o custo total de propriedade. Quem roda leve paga menos com o rodado simples. Quem roda pesado, todos os dias, encontra no rodado duplo uma ferramenta de confiabilidade e robustez.

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Buser e Centauro apostam em experiência premium para transformar viagem de esportistas em extensão do evento

Centauro
Buser investe em viagens associadas a experiência

Ação conjunta Buser e Centauro transforma o trajeto São Paulo–Rio em uma experiência imersiva para corredores e fãs de esporte

A experiência do consumidor deixou de começar apenas na linha de largada. Em um movimento que reforça a tendência de transformar deslocamentos em parte do entretenimento e da jornada esportiva, a Buser e a Centauro, maior rede de lojas de artigos esportivos da América Latina, anunciaram uma ação conjunta que promete transformar o trajeto entre São Paulo e Rio de Janeiro em uma experiência imersiva para corredores e apaixonados por esporte.

A iniciativa acontece no próximo dia 3 de junho e une mobilidade, varejo esportivo e ativação de marca em um único ecossistema. O embarque ocorrerá diretamente na loja da Centauro, na Avenida Paulista, em São Paulo, onde os passageiros serão recebidos com café, brindes e uma ambientação pensada especialmente para o público esportista.

Mais do que uma simples viagem rodoviária, a proposta das empresas é criar uma conexão emocional com o consumidor desde o início da jornada. O ônibus contará com ambientação personalizada, itens exclusivos e ações desenvolvidas em parceria com marcas como Adidas e Z2.

“Nosso objetivo é estar presente em toda a jornada do esportista, indo além do produto e criando experiências que façam sentido para esse público.”

A estratégia acompanha uma transformação importante no comportamento do consumidor, especialmente entre os públicos mais jovens, que valorizam conveniência, experiências memoráveis e conexão com comunidades de interesse. No mercado esportivo, essa tendência vem sendo explorada cada vez mais por marcas que desejam fortalecer engajamento e pertencimento.

Do lado da Buser, a ação também reforça um posicionamento que vai além do transporte tradicional. A empresa, que se consolidou como uma das principais plataformas de intermediação de viagens rodoviárias do país, busca associar sua marca à experiência, conforto e lifestyle.

“Criamos um ecossistema completo para que essa viagem entre São Paulo e Rio seja única, confortável e inesquecível.”

A experiência contará ainda com um ônibus exclusivo destinado ao grupo de corrida O __ CORRE, coletivo criado na zona leste da capital paulista e reconhecido por incentivar a prática esportiva de maneira acessível e inclusiva. A iniciativa reforça também uma aproximação das marcas com comunidades esportivas independentes, movimento cada vez mais valorizado dentro das estratégias de marketing de experiência.

Serviço: horários e valores

Os embarques acontecerão em dois horários distintos, às 18h10 e às 22h20, com destinos para a Barra da Tijuca e Via Parque, no Rio de Janeiro. Os valores das passagens variam entre R$ 271,90 e R$ 367,90, dependendo da categoria escolhida.

A ação evidencia como o mercado de mobilidade e o varejo esportivo vêm convergindo para disputar algo muito maior do que vendas: a atenção, a experiência e a fidelidade do consumidor. Em um cenário em que produtos e preços já não são suficientes para gerar diferenciação, empresas apostam em jornadas completas, personalizadas e emocionalmente relevantes.

E, ao que tudo indica, a viagem passou a fazer parte do espetáculo.

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Uppertruck mira expansão no Mercosul e aposta na Rota Bioceânica, destaca revista do Uruguai

Uppertruck
Ivan Ferreira, fundador da Uppertruck Express

A Frota News repercute no Brasil a entrevista de Ivan Ferreira, fundador da Uppertruck Express, publicada pela revista uruguaia Transporte Carretero, sobre consolidação de cargas e integração logística no transporte rodoviário do Brasil ao Mercosul

Em entrevista à revista uruguai Transporte Carretero, o fundador e diretor estratégico da Uppertruck, Ivan Ferreira, detalhou como a empresa brasileira vem transformando o transporte rodoviário por meio de tecnologia, inteligência logística e modelos operacionais mais eficientes. A companhia, sediada em São Paulo, aposta na consolidação de cargas, no uso inteligente dos veículos e na digitalização como pilares para enfrentar os novos desafios do setor.

Segundo Ferreira, o mercado vive uma mudança profunda impulsionada pela digitalização e pela necessidade de operações mais ágeis e conectadas. Como ele destacou na entrevista:

“Hoy la logística necesita cada vez más inteligencia, integración y capacidad de adaptación”

A Uppertruck nasceu em 2016, em meio ao avanço da digitalização no setor logístico. Ferreira conta que, após mais de duas décadas no transporte rodoviário, percebeu gargalos que se repetiam no Brasil: baixa ocupação dos veículos, pouca integração entre embarcadores e transportadores e custos elevados decorrentes dessa ineficiência.

O executivo explica que a empresa adaptou ao mercado brasileiro um modelo inspirado nos freight brokers norte‑americanos, criando uma plataforma especializada em gestão, inteligência e desempenho logístico. O objetivo: conectar cargas e transportadores de forma mais eficiente e previsível.

A tecnologia, segundo ele, é central nesse processo. Sistemas de análise de dados, monitoramento em tempo real e ferramentas de inteligência artificial ajudam a definir preços, prever demanda e responder rapidamente às necessidades dos clientes. Ainda assim, Ferreira reforça que a empresa mantém uma cultura humanizada:

“El cliente y nuestros socios transportistas siempre estarán por encima de los datos y las máquinas.”

Modelo baseado em consolidação de cargas

Um dos diferenciais da Uppertruck é a consolidação de cargas para aumentar a ocupação dos veículos e reduzir custos. A empresa utiliza ferramentas preditivas para antecipar demandas e planejar operações com semanas de antecedência, permitindo que clientes reduzam estoques, fechem centros de distribuição e ganhem eficiência.

Ferreira explica que muitas empresas sofrem com um “ciclo oculto” que começa em falhas de vendas, passa por problemas de produção e estoque e termina em perdas logísticas. Ao mesmo tempo, milhares de veículos circulam com espaço ocioso. A Uppertruck atua justamente para quebrar esse ciclo.

A empresa construiu uma rede nacional de transportadores baseada em remuneração, transparência e incentivo ao desempenho. Ferreira lembra que caminhoneiros e entregadores historicamente enfrentam condições precárias, fraudes e atrasos de pagamento. A Uppertruck decidiu seguir o caminho oposto.

A companhia oferece bonificações, treinamentos em vídeo, comunicação regionalizada e seguros de vida e invalidez que também cobrem familiares dos motoristas. Segundo Ferreira, operações da Uppertruck chegam a ser 40% mais rápidas que as da concorrência, graças ao uso de dados e à capacitação dos profissionais.

Desafios do transporte rodoviário no Brasil e expansão para o Mercosul

Para Ferreira, o maior desafio atual é a falta de integração entre os modais, a precariedade da infraestrutura viária e a necessidade de mais segurança. Ele defende que quanto mais digital e menos burocrático for o transporte, melhor será o futuro do setor.

A Uppertruck vê com otimismo a expansão para mercados do Mercosul, especialmente diante de projetos como a Rota Bioceânica. Ferreira afirma que o modelo da empresa — leve, conectado e menos burocrático — se encaixa bem em um cenário de integração regional crescente.

O plano é conectar empresas em uma rede logística que una o local ao regional, o regional ao nacional e, futuramente, ao internacional.

A empresa pretende investir em tecnologia mais robusta, ampliar sua oferta de serviços e expandir para regiões com demanda reprimida. O objetivo é consolidar a Uppertruck como uma empresa moderna de gestão logística, escalável e orientada ao desempenho.

A segurança também é tratada como prioridade. Ferreira destaca que, no Brasil, não basta ter seguro: é preciso contar com múltiplas coberturas, validação rigorosa de motoristas e sistemas de gestão de risco.

Leia a reportagem completa no seguinte link: Transporte Carretero – Uppertruck: inteligencia logística brasileña para optimizar el transporte y conectar mercados

Guerra comercial sobre rodas: quem conquistará o consumidor?

guerra comercial

Guerra comercial sobre rodas: na disputa entre montadoras globais e a China, quem realmente irá liderar o mercado na visão do consumidor?

Por muito tempo, a indústria automotiva global foi construída sobre tradição, legado industrial e domínio tecnológico concentrado entre Europa, Estados Unidos e Japão. Crescemos associando inovação a marcas como Mercedes-Benz, BMW, Toyota e Volkswagen.

O nosso debate e questionamentos sobre o impacto comercial da China no mundo automotivo continua. Mas minha percepção é que o jogo mudou — e mudou rápido.

A ascensão das montadoras chinesas não representa apenas o surgimento de novos concorrentes. O que estamos vendo é uma mudança estrutural de poder dentro da indústria automotiva mundial.

E talvez o ponto mais importante seja este: a China entendeu antes que o futuro do automóvel não seria apenas mecânico. Seria tecnológico, conectado e orientado por experiência.

O carro virou uma plataforma de tecnologia

Hoje, o consumidor não compra apenas potência, motor ou tradição. Ele compra: conectividade; inteligência embarcada; integração digital; experiência; design; eficiência energética; atualização constante.

Na prática, o automóvel começa a se comportar como um smartphone sobre rodas.

E é exatamente aí que as fabricantes chinesas avançam com enorme agressividade.

Empresas como BYD, NIO e Xpeng nasceram em uma lógica já digitalizada. Diferente das montadoras tradicionais, elas não precisaram adaptar estruturas centenárias para entrar na era elétrica.

Na minha visão, isso cria uma vantagem competitiva brutal em velocidade, custo e inovação.

Os números mostram que a liderança chinesa já não é teoria

A China hoje lidera o mercado global de veículos elétricos em praticamente todas as frentes relevantes.

Segundo o International Council on Clean Transportation (ICCT), o país respondeu por 72% da produção global de veículos elétricos no primeiro semestre de 2025. Foram 5,4 milhões de EVs vendidos apenas no período, representando 47% de todo o mercado automotivo chinês.

A própria BYD vendeu mais de 4,27 milhões de veículos em 2024, crescimento superior a 41% em relação ao ano anterior.

E o mais impressionante: boa parte desse crescimento aconteceu oferecendo carros mais tecnológicos e mais baratos que muitos concorrentes tradicionais.

O Ocidente ainda possui vantagens — mas perdeu velocidade

Isso não significa que as montadoras tradicionais perderam relevância.

Muito pelo contrário.

Elas ainda carregam ativos extremamente fortes: reputação global; engenharia refinada; legado; confiança do consumidor; valor de marca; rede de pós-venda consolidada.

Mas existe um fator crítico nessa nova disputa: velocidade de adaptação.

Na minha leitura, as montadoras chinesas operam hoje quase como empresas de tecnologia. Elas atualizam plataformas rapidamente, lançam produtos em ciclos mais curtos e conseguem integrar software, bateria e inteligência artificial com muito mais fluidez.

Enquanto isso, parte das fabricantes tradicionais ainda tenta equilibrar a transição elétrica com estruturas industriais desenhadas para a era do combustível fóssil.

A guerra deixou de ser automotiva. Agora é geopolítica.

O conflito atual não acontece apenas nas concessionárias.

Estados Unidos e Europa passaram a enxergar a expansão chinesa como uma ameaça industrial estratégica.

A União Europeia já implementou tarifas adicionais contra veículos elétricos chineses, que podem chegar a mais de 38%, dependendo da fabricante.

Isso mostra que o debate já ultrapassou a concorrência comercial.

Hoje, a disputa envolve: baterias; semicondutores; inteligência artificial; cadeia global de suprimentos; energia; infraestrutura elétrica; domínio tecnológico.

Quem liderar a próxima geração automotiva terá influência econômica global nas próximas décadas.

Mas afinal: quem ganha essa guerra?

Na minha opinião, o maior vencedor tende a ser o consumidor.

Porque essa disputa obriga toda a indústria a acelerar inovação.

Nunca houve tanta pressão simultânea por: carros mais inteligentes; maior eficiência; melhor experiência; preços competitivos; integração digital; sustentabilidade.

E isso muda completamente o padrão do mercado.

O consumidor terá acesso a veículos mais tecnológicos, conectados e eficientes em um intervalo muito menor do que vimos em décadas anteriores.

Mas existe uma provocação importante: a verdadeira disputa talvez não seja entre China e Ocidente.

A disputa é entre modelos de mentalidade industrial.

De um lado, empresas construídas na lógica da engenharia clássica. Do outro, fabricantes que nasceram operando como plataformas tecnológicas.

E o consumidor moderno parece cada vez mais interessado na segunda opção.

O futuro já começou

A grande questão não é mais se a China será protagonista da indústria automotiva global.

Ela já é.

O verdadeiro debate agora é: as montadoras tradicionais conseguirão se reinventar rápido o suficiente para continuar relevantes em uma indústria cada vez mais definida por software, experiência e inteligência artificial?

Porque, no fim, o carro do futuro talvez não seja lembrado pelo motor.

Mas pela experiência que entrega.

Fontes: ICCT — International Council on Clean Transportation; Dados globais do mercado de veículos elétricos 2025; BYD Global Sales Report 2024; União Europeia — Tarifas sobre veículos elétricos chineses.

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Ford nomeia Andrea Pinto como nova CFO na América Latina, sendo a primeiro mulher na posição

Andrea Pinto
Andrea Pinto, nova CFO da Ford na América Latina

A Ford Andrea Pinto como a como nova CFO na América Latina. A executiva é a primeira mulher brasileira a desempenhar essa função na história da companhia. Desde 2021, Andrea atuava como diretora de tesouraria, contabilidade, controles internos, planejamento e análise financeira da empresa na América do Sul.

Raul Limongi, que estava na função, foi recém-nomeado como diretor de Vendas e Serviços da América do Sul, sucedendo Antônio Baltazar Jr, transferido para os Estados Unidos em uma nova posição.

Andrea Pinto é profissional de finanças estratégicas com mais de 25 anos de experiência no setor automotivo e auditoria. Ela desenvolveu uma sólidatrajetória, construída majoritariamente na Ford Brasil, onde ingressou em 2000 na área de planejamento financeiro. Agora, como CFO, Andrea continuará contribuindo para o planejamento e crescimento rentável da Ford na região.

Além de participar ativamente como membro do Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças (IBEF), é co-autora do livro Mulheres nas FinançasII – Edição Poder de Uma História, contribuindo para a valorização da presença feminina em postos de liderança em finanças.

Leia mais:
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    DHL Global Forwarding
    André Maluf, novo diretor de Produto Aéreo

    A DHL Global Forwarding promoveu André Maluf a Diretor de Produto Aéreo no Brasil, reforçando sua estratégia de inovação, eficiência operacional e sustentabilidade no transporte internacional. Com ampla experiência em logística, comércio exterior e gestão de frete, Maluf assume o desafio de otimizar a operação aérea, aprimorar o uso da capacidade de carga, fortalecer a conformidade regulatória e elevar a experiência do cliente. Segundo o CEO Eric Brenner, sua chegada é um passo estratégico para preparar a empresa para um cenário logístico cada vez mais complexo, impulsionando soluções ágeis e sustentáveis. A nomeação marca mais um movimento da DHL para consolidar sua liderança global investindo em talentos-chave.

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Lat.Bus 2026 reúne principais encarroçadoras e reforça posição do Brasil no cenário global

Lat.Bus
Maior feira de ônibus das Américas: Lat.Bus 2026 promete recorde de público e negócios

Evento dobra de tamanho, amplia debates estratégicos
e reforça união da indústria nacional de ônibus

A Lat.Bus 2026 promete ser a maior edição da história. Reunindo as principais encarroçadoras do país — Busscar, Caio, Comil, Irizar, Marcopolo (Volare e Neobus) e Mascarello — o evento se consolida como o maior hub de negócios, tecnologia e mobilidade das Américas, fortalecendo o papel do Brasil como referência global na fabricação de ônibus. Entre os fabricantes de chassi, estão confirmados Iveco, Mercedes-Benz, Scania, Volkswagen e Volvo. A feria acontece entre os dias 11 e 13 de agosto no São Paulo Expo.

Ruben Bisi, presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Ônibus (Fabus), reforça a importância da indústria brasileira no cenário internacional e exportadora para mais de 140 países. O executivo ressalta que a feira também será palco para discussões sobre isonomia tributária e regulatória.

Segundo Bisi, muitos operadores seguram seus investimentos para conhecer os lançamentos da indústria apresentados no evento. Além disso, o evento ajuda a manter o ritmo de vendas em um momento de transição entre programas federais, como Refrota e Move Brasil

Descarbonização e matriz energética diversificada

A edição de 2026 reforça o protagonismo brasileiro na transição energética. Para Bisi, o país tem muito a apresentar ao mundo por não depender de uma única solução sustentável. A feira exibirá modelos elétricos, híbridos, movidos a biocombustíveis, biogás e biometano, além de tecnologias Euro 6 e HVO.

Marcelo Fontana, diretor da OTM Editora e organizador da Lat.Bus 2026, reforça que o evento mantém como prioridade a geração de negócios para toda a cadeia de mobilidade. Segundo ele, a feira aproxima todos os stakeholders do mercado de ônibus, criando um ambiente altamente favorável ao fechamento de grandes acordos comerciais.

A edição de 2026 também se destaca pelo crescimento expressivo em relação à feira de 2024. Serão 35 mil m² de pavilhões e 45 mil m² de área total de exposição, praticamente o dobro da edição anterior. Além disso, os grandes expositores ampliaram significativamente seus estandes, e o evento passa a contar com um perfil ainda mais diversificado de empresas participantes.

Entre as novidades, está a incorporação do Frotas Conectadas, evento da OTM Editora que chega à sua 11ª edição e passa a integrar oficialmente a Lat.Bus. O encontro reúne empresários, diretores e gestores especializados em tecnologia aplicada à gestão de frotas de caminhões e ônibus, fortalecendo ainda mais o caráter técnico e inovador da feira.

Conteúdo ampliado e debates estratégicos

A Lat.Bus 2026 terá um conteúdo ainda mais robusto, reunindo uma série de eventos tradicionais que ampliam o debate sobre mobilidade, tecnologia e gestão do transporte coletivo no Brasil e na América Latina. Entre eles estão o Seminário NTU, o Seminário Abrati, a Oficina de Tecnologia, o Fórum Nacional de Secretários de Mobilidade Urbana, o Fórum Paulista de Secretários de Transportes e o Fórum de Transporte Sustentável.

Além da programação já consolidada, diversas entidades representativas terão participação ativa nas discussões, reforçando a pluralidade de vozes e perspectivas presentes na feira. Entre elas estão Anfavea, Fabus, ANTP, Anttur, Fresp e UITP – Divisão América Latina.

Uma das novidades é a área dedicada à comercialização de ônibus seminovos, atendendo a uma demanda dos frotistas.
Fontana destaca que a feira atrai empresários de todos os segmentos — urbano, rodoviário, fretamento, turismo e operadores de diversos países latino-americanos — criando um ambiente ideal para compra e venda de veículos novos e usados.

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Picapes chinesas crescem no Brasil e China registra 220 mil vendas em 2026

Poer
A picape GWM Poer conta com versões com motor turbodiesel e híbrida plug-in

Exportações aceleram e GWM segue líder, enquanto marcas como BYD e Geely Radar impulsionam segmento de energia nova; Brasil observa avanço das fabricantes chinesas

O mercado chinês de picapes registrou um desempenho sólido nos primeiros quatro meses de 2026, reforçando a expansão global das fabricantes do país — movimento que já cresce no Brasil, onde modelos como Foton Aumark, BYD Shark, GWM Poer P30 e JAC Hunter ganham espaço, além de versões reconfiguradas para marcas como Fiat Tutano e Ram Dakota.

Segundo dados divulgados em 18 de maio pela Associação de Concessionárias de Automóveis da China, as vendas de picapes no país alcançaram 220.000 unidades entre janeiro e abril, alta de 6,7% em relação ao mesmo período de 2025. A produção também avançou, chegando a 221.000 unidades, crescimento de 8,9%, impulsionada principalmente pelo foco em exportações para mercados como a América do Sul.

As exportações chinesas de picapes somaram 31.000 unidades em abril, aumento expressivo de 41% na comparação anual, embora com leve recuo de 4% frente a março. No acumulado do ano, o volume exportado atingiu 113.000 unidades, avanço de 34%.

GWM mantém liderança e eletrificação avança

A GWM (Great Wall Motor) segue como a principal força do segmento na China, sustentada por desempenho consistente tanto no mercado interno quanto no externo. No campo das picapes de energia nova — categoria que inclui modelos elétricos e híbridos — foram vendidas 26.000 unidades no quadrimestre, queda de apenas 2% em relação ao ano anterior, mas ainda acima do ritmo das picapes tradicionais a combustão.

O movimento reforça a tendência de eletrificação e de migração para modelos mais voltados ao uso familiar e urbano, ampliando o potencial de longo prazo do segmento. Veja ranking das 10 marcas chinesas que mais venderam picapes na China:

picapes
Vendas de picapes na China entre janeiro e abril de 2026

Brasil acompanha avanço chinês

No Brasil, o mercado de picapes registrou 170.859 emplacamentos entre janeiro e abril de 2026, crescimento de 11,6%. A presença crescente de marcas chinesas — especialmente nos segmentos híbrido e elétrico — reforça a disputa por espaço em um dos mercados mais relevantes da América Latina.

As picapes de arquitetura chinesa mais vendidas no Brasil (jan–abr 2026)

  1. GWM Poer – 1.600 unidades (8ª no ranking geral de picapes)
  2. Ram Dakota – 563 unidades (13ª no ranking geral)
  3. Fiat Titano – 508 unidades (14ª no ranking geral)
  4. BYD Shark – 229 unidades (17ª no ranking geral)
  5. Foton Tunland – 156 unidades (19ª no ranking geral)
  6. JAC Hunter – 140 unidades (21ª no ranking geral)

Ranking das picapes pequenas, médias e grandes mais vendidas no Brasil

Picapes pequenas (Acumulado jan–abr 2026)
  1. Fiat Strada – 53.339 unidades (75,80%)
  2. VW Saveiro – 17.020 unidades (24,19%)
  3. GM Montana – 7 unidades (0,01%)
  4. Ford Ranchero – 1 unidade (0,00%)
  5. GM Chevy – 1 unidade (0,00%)
    Total do segmento: 70.368 unidades

Picapes médias e grandes (Acumulado jan–abr 2026)

  1. Fiat Toro – 17.295 unidades (21,16%)
  2. Toyota Hilux – 15.497 unidades (18,96%)
  3. Ford Ranger – 10.492 unidades (12,84%)
  4. GM S10 – 8.788 unidades (10,75%)
  5. Ram Rampage – 8.158 unidades (9,98%)
  6. GM Montana – 5.217 unidades (6,38%)
  7. Renault Oroch – 3.774 unidades (4,62%)
  8. Mitsubishi Triton – 3.246 unidades (3,97%)
  9. Fiat Titano – 1.869 unidades (2,29%)
  10. GWM Poer – 1.744 unidades (2,13%)
  11. Ford Maverick – 1.360 unidades (1,66%)
    Total do segmento: 81.737 unidades

Fonte: Fenabrave / Renavam

Perspectivas

Analistas projetam que o mercado chinês de picapes continuará em trajetória de crescimento estável nos próximos anos, sustentado pela demanda doméstica e pela expansão das exportações. A combinação de eletrificação, novos modelos e maior competitividade deve manter a China como protagonista global no segmento.

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Caminhões elétricos da Scania passam a devolver energia à rede em demonstração inédita

Scania
Scania avança no V2G e transforma caminhões elétricos em ativos energéticos

Tecnologia de carregamento bidirecional em megawatts abre caminho para novos modelos de operação energética no transporte pesado

A Scania realizou uma das primeiras demonstrações do mundo de tecnologia veículo‑rede (V2G) aplicada a caminhões elétricos pesados utilizando o Sistema de Carregamento de Megawatts (MCS). O teste, que alcançou até 1000 A / 750 kW, marca um avanço relevante para a integração do transporte pesado elétrico ao sistema energético.

A demonstração mostrou que caminhões elétricos a bateria podem atuar não apenas como veículos de transporte, mas também como ativos energéticos capazes de fornecer serviços de flexibilidade, como redução de picos, balanceamento da rede e armazenamento temporário de energia. A solução permite carregamento e descarga pela mesma interface MCS, com comunicação segura em tempo real entre caminhão, carregador e sistemas de gerenciamento de energia.

Leia também

Segundo Tobias Ejderhamn, gerente Global de Transformação e Novos Negócios da Scania, a tecnologia altera o papel tradicional das frotas. Yorben Muller, gerente de Carregamento de Produto do Grupo TRATON, disse que a combinação de carregamento em megawatts com gerenciamento inteligente de energia cria a base para que caminhões elétricos se tornem ativos controláveis dentro do sistema energético.

A tecnologia demonstrada inclui carregamento e descarga bidirecional, gerenciamento de energia controlado por backend e integração com sistemas externos. A expectativa é que, inicialmente, o uso seja mais relevante em operações de depósito, onde os veículos permanecem estacionados por longos períodos, permitindo coordenação entre demanda energética e condições da rede.

Saiba mais:
  • Cabine longa
    Scania
    Nova cabine longa Scania Longline

    A Scania passou a aceitar pedidos da nova cabine Longline, que entra em produção regular no segundo semestre e se destaca por oferecer, de fábrica, uma configuração alongada inédita entre fabricantes europeus e brasileiros. Voltada a operações de longa distância, ela combina a estrutura da CrewCab com a cabine S de teto alto, criando um espaço interno superior a dois metros de altura e disponível em duas extensões (88 cm e 110 cm). Produzida em Laxå, a Longline será uma solução de baixo volume para clientes que desejam veículos altamente personalizados e, embora confirmada inicialmente para a Europa, pode chegar ao Brasil por importação. Desenvolvida dentro da legislação europeia IVD, que permite dimensões maiores, a cabine chega com área traseira básica e preparada para customizações, mas no Brasil ainda enfrentaria limitações regulatórias que reduziriam o espaço de carga.

  • Tupy inaugura planta‑piloto e aposta em tecnologia para viabilizar reciclagem de baterias
  • Caminhões urbanos
    Scania
    Scania 27L com implemento para coleta de resíduos

    A Scania ampliará sua atuação no transporte urbano ao apresentar na IFAT 2026, em Munique, um portfólio completo de soluções sustentáveis e específicas para operações municipais, segundo Jacob Thärnå, chefe de Negócios Urbanos, Especiais e de Baterias. A marca exibirá motores a combustão compatíveis com combustíveis renováveis e uma nova geração de caminhões elétricos configurados para coleta de resíduos, varrição, operações em vias estreitas e aplicações com guindastes, incluindo modelos inéditos como o L 280 B6x24 a biometano, o 36P 4×2 elétrico, o 40P 6×24 elétrico e o 27P 6×2*4 elétrico. Outro destaque é o motor Super de 11 litros, compatível com HVO e biodiesel, projetado para reduzir consumo sem perda de desempenho. A Scania também reforça seu foco em segurança ao lembrar que as cabines L e P receberam nota máxima no Safer Trucks, da Euro NCAP, e o prêmio City Safe. A IFAT, maior feira global de soluções ambientais, servirá como palco para a marca consolidar sua estratégia de disputar nichos urbanos que demandam veículos compactos, silenciosos, eficientes e de baixa emissão.

  • Resultados 2025
    A Scania fechou 2025 com um desempenho considerado resiliente diante de um cenário global adverso: a receita caiu 8% e ficou em SEK 198,5 bilhões (cerca de R$ 115,2 bilhões), pressionada pela redução no volume de entregas, embora a área de serviços tenha ajudado a amortecer o impacto. As entregas recuaram 8% no ano, para 94.073 veículos — com destaque para o avanço dos modelos de emissão zero — e o Brasil teve queda mais acentuada, de 30%, reduzindo sua participação no total global. Em contrapartida, a entrada de pedidos cresceu 14%, sinalizando retomada da confiança, especialmente na Europa. A margem operacional encolheu, afetada por câmbio, custos de expansão na China e menor volume, mas a geração de caixa permaneceu forte. A empresa avançou em eletrificação, reforçou sua presença industrial e tecnológica na China e manteve o Brasil como pilar estratégico de produção e exportação dentro da rede global.

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Minas Gerais vai ganhar 97 novas torres de telecom para impulsionar máquinas conectadas da CNH

CNH
Uma telecomunicação mais ampla é fundamental para os projetos de conectividade da CNH

Investimento de R$ 77 milhões da CNH vai conectar máquinas,
pessoas, escolas e propriedades rurais

A CNH — dona das marcas Case e New Holland — planeja implantar 97 torres de telecomunicações em Minas Gerais, com investimento anunciado é de R$ 77 milhões. A parte operacional será feita pela operadora TIM e o objetivo será melhorar a infraestrutura digital nas áreas rurais necessária para a conexão das máquinas mais modernas a sistemas de gestão por telemetria e outras tecnologias digitais.

Segundo informações divulgados pelo presidente da CNH para América Latina, Rafael Miotto, em entrevista ao jornal de conomica Valor Econômico, as 97 torres vão conectar 1,5 milhão de hectares mineiros, 11 mil propriedades, 200 mil pessoas, 47 escolas rurais e 11 unidades básicas de saúde.

Saiba mais
  • Motor para tratores
    A Cummins Brasil iniciou a produção nacional do motor QSF 2.8, ampliando sua atuação no agronegócio e estreando no segmento de tratores, onde passa a disputar espaço com MWM e FPT. Fabricado em Guarulhos, o motor entrega 49 a 74 cv, até 300 Nm de torque e possui arquitetura de emissões adaptável a normas futuras, além de permitir calibrações específicas para uso no campo. A empresa também avança em geração de energia, com novos geradores mais eficientes, eletrônicos e compatíveis com biodiesel B20. As novidades reforçam a estratégia da Cummins de atender um setor agrícola cada vez mais dependente de energia, conectividade e alta disponibilidade operacional.
  • Ford amplia linha Ranger XL e desafia Hilux e S10 no mercado de trabalho
  • Série Plus PRO
    Frota Agro
    Lançamento da Série Plus PRO da LS Tractor

    A LS Tractor apresentará na Agrishow a nova Série Plus PRO, composta por modelos de 80, 93 e 105 cv com motor Perkins e transmissão LS 20×20 com reversor sincronizado e super redutor, oferecendo versatilidade desde pulverizações precisas até tarefas mais pesadas. O Plus 80 PRO estreia um sistema hidráulico aprimorado com válvula de ajuste de fluxo, enquanto os Plus 90 PRO e 100 PRO reforçam a robustez para operações intensas. Para a cafeicultura, o MT4.70 atualizado, agora com motor LS de 70 cv e transmissão de 32 marchas, ganha destaque pela eficiência e adequação às demandas do setor, segundo o consultor de marketing Astor Kilpp.

  • FINAME BNDES para picapes: como funciona o crédito e quais modelos estão habilitados em 2026
  • Balanço da indústria de máquinas agrícolas
    O mercado brasileiro de máquinas agrícolas fechou 2025 em seu quarto ano seguido de queda, pressionado por safra menos rentável, crédito caro e maior concorrência externa. As vendas recuaram 3,6%, com forte baixa nas colheitadeiras (‑22,1%) e nos tratores de maior potência (‑15% a ‑16%), enquanto apenas os modelos de baixa potência — ligados à agricultura familiar — cresceram 6,3%. Ao mesmo tempo, as importações avançaram 17%, impulsionadas sobretudo por Índia e China, enquanto as exportações subiram apenas 2,4%, ampliando o desequilíbrio comercial. Diante desse cenário e dos juros elevados, a Anfavea prevê nova retração em 2026, com queda de 6,2% nas vendas internas e de 12,8% nas exportações. Os dados são da Anfavea, entidade que representa as montadoras e fabricantes de máquinas.
  • Fábrica chinesa em Minas
    O grupo chinês Jiangsu World avalia investir R$ 2 bilhões para instalar ainda este ano uma fábrica de máquinas agrícolas da afiliada FM World em Patos de Minas (MG), com geração inicial de cerca de 250 empregos. O prefeito Luís Eduardo Falcão, que negocia o projeto na China, afirma que o protocolo de intenções deve ser assinado em maio. A empresa se animou após reuniões em uma conferência global e planeja voltar ao Brasil nos próximos meses para avançar nas tratativas. Se confirmada, será a primeira fábrica da companhia fora da Ásia, impulsionada pelo potencial agrícola e pela localização estratégica do Alto Paranaíba, região que impressionou executivos durante visitas a propriedades rurais e áreas industriais.
  • Frota News amplia alcance global ao firmar parceria com a Newstex 
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