sexta-feira, abril 3, 2026

Dos Alpes às favelas brasilerias sem CEP: os locais mais inusitados que a DHL realiza entregas

Em um mundo onde o comércio eletrônico avança rapidamente, entregar uma encomenda no centro de uma grande cidade é uma tarefa relativamente simples. Mas o que acontece quando o destino é um vilarejo coberto de neve na Noruega, uma ilha cercada por engarrafamentos em Lagos, na Nigéria, ou uma comunidade sem CEP definido no Rio de Janeiro? Para a DHL, entregar nos locais mais inusitados, é uma oportunidade para inovar.

Com operações em mais de 220 países e territórios, a DHL desenvolveu soluções criativas para realizar entregas mesmo nos locais mais inusitados ou inacessíveis — tanto no exterior quanto no Brasil. Conheça algumas dessas histórias que mostram como a logística pode ser engenhosa e, muitas vezes, surpreendente.

Na Europa, gôndolas, neve e energia solar

Na cidade de Veneza, na Itália, onde carros não circulam e as ruas são canais, a DHL adaptou sua operação utilizando gôndolas de entrega. Mais largas que as tradicionais gôndolas turísticas, essas embarcações fazem parte do cotidiano logístico na região. A mesma estratégia é aplicada nas famosas grachtens de Amsterdã, nos Países Baixos.

Leia também:

Mercedes-Benz Special Trucks: a força por trás da mobilidade militar 2025

Caminhão autônomo fez viagem de 1.930 km em operação real nos EUA

Noma do Brasil adota FMEA para elevar qualidade e confiabilidade na indústria 

Na Alemanha, a empresa mantém o posto de correio mais alto do país, localizado no Zugspitze, a 2.600 metros de altitude nos Alpes. Lá, o carteiro Andreas Oberauer entrega cartas e encomendas diariamente usando o teleférico da montanha, enfrentando sol, neve e ventos fortes.

entregas em locais inusitados
DHL em movimento pelo mundo: entregas sustentáveis de barco solar no rio Spree, em Berlim (acima à esquerda); transporte de encomendas via teleférico nos Alpes alemães até a estação de Zugspitze (centro); gôndolas logísticas navegando pelos canais de Veneza (abaixo); e embarcação carregada de pacotes cruzando as águas — exemplo de soluções criativas em logística global.

Já em Berlim, a DHL alia inovação e sustentabilidade com um barco movido a energia solar que percorre o rio Spree para realizar entregas urbanas. A iniciativa reforça o compromisso ambiental da empresa, sem abrir mão da eficiência.

Na Noruega, onde o inverno pode isolar comunidades inteiras, a solução vem dos pés: os entregadores calçam raquetes de neve com mais de 50 cm de comprimento para evitar afundar na neve e alcançar os clientes em áreas remotas.

Na África, rapidez fluvial em Lagos

Em Lagos, na Nigéria, um dos maiores centros urbanos da África, o trânsito pode transformar uma curta viagem terrestre em um trajeto de horas. Para contornar o problema, a DHL utiliza barcos para cruzar a baía entre o continente e a Ilha Victoria em apenas 18 minutos, garantindo entregas rápidas e evitando os congestionamentos da cidade.

No Brasil, soluções para comunidades e regiões isoladas

No Brasil, a DHL também enfrenta seus próprios desafios geográficos e sociais. Em grandes cidades como São Paulo e Rio de Janeiro, muitas comunidades urbanas e favelas não têm endereços padronizados nem são atendidas por sistemas tradicionais de GPS. Para resolver essa questão, a DHL fez parcerias com empresas como a Favela LLog, que conhece profundamente a geografia local e atua como operadora logística dentro das comunidades. Isso permite entregas mais rápidas, seguras e eficientes.

locais mais inusitados
Fachada da Favela LLog, empresa parceira da DHL e de organizações como a CUFA e o Projeto Recomeço, responsável por viabilizar entregas em comunidades brasileiras de difícil acesso.

Em áreas rurais do Nordeste ou nas regiões alagadas do Pantanal, a DHL também adota abordagens específicas: motos off-road, veículos 4×4 e, em casos mais extremos, até barcos e cavalos são utilizados em entregas especiais, principalmente de peças para o setor agrícola e de mineração.

Nas capitais brasileiras, a empresa também investe em meios de transporte sustentáveis, como bicicletas elétricas, scooters e veículos zero emissão, especialmente em áreas de alta densidade populacional e com restrições de circulação de veículos maiores.

Me siga no Instagram!

Logística que ultrapassa fronteiras — e limites

Seja em canais centenários da Europa, montanhas alpinas, comunidades urbanas do Brasil ou rios africanos, a DHL demonstra que a logística moderna exige muito mais do que galpões e caminhões. Requer adaptação, conhecimento local, sustentabilidade e criatividade.

Com uma equipe global de mais de 600 mil colaboradores, a DHL está determinada a entregar mais do que encomendas: entrega soluções, conexões e inclusão. E pretende fazer isso de forma cada vez mais verde. A meta do grupo é ambiciosa: atingir emissões líquidas zero até 2050.

Conheça a gigante Hero MotoCorp que produzirá motos no Brasil 

Multinacional indiana Hero prepara chegada ao Brasil e planeja inaugurar fábrica própria entre o fim de 2025 e o início de 2026 

Pouco conhecida do grande público brasileiro, a Hero MotoCorp é nada menos que a segunda maior fabricante de motocicletas do mundo em volume de unidades produzidas, atrás apenas da Honda. Sediada em Nova Délhi, na Índia, a empresa domina o mercado de duas rodas em seu país de origem e tem expandido sua presença global com um ambicioso plano de internacionalização – incluindo o Brasil. 

Fundada em 1984 como Hero Honda Motors Ltd., fruto de uma joint venture entre a indiana Hero Cycles e a japonesa Honda Motor Company, a empresa rapidamente se consolidou como líder no mercado indiano. Em 2010, após o fim da parceria com a Honda, a companhia foi rebatizada como Hero MotoCorp e passou a desenvolver sua própria tecnologia, investindo fortemente em pesquisa e desenvolvimento. 

Hoje, a empresa conta com oito fábricas espalhadas pelo mundo, sendo cinco na Índia e outras unidades em Bangladesh, Colômbia e Quênia. A nona unidade será em Manaus. O portfólio da Hero inclui modelos econômicos, scooters urbanos e motocicletas de média cilindrada – sempre com foco em eficiência e acessibilidade. 

Leia também:

As 20 motos mais vendidas de 2025 até agora

Shineray lança SHI 250 2026 que pode atender operações de apoio logístico 

Os números que impressionam 

O título de segundo maior fabricante mundial não é por acaso. Em seu ano fiscal mais recente, encerrado em março de 2024, a Hero MotoCorp produziu mais de 5,2 milhões de motocicletas. Em três décadas, a fabricante acumula mais de 120 milhões de unidades vendidas.  

Hero Xtreme 125R

Atualmente, a empresa está presente, comercialmente, em 48 países em mercados da Ásia, África, América Latina e Oriente Médio, com forte foco em regiões emergentes. 

Chegada ao Brasil 

Em agosto de 2024, a Hero anunciou oficialmente sua entrada no mercado brasileiro, com planos de montar uma fábrica própria na Zona Franca de Manaus e iniciar operações até o fim de 2025. A confirmação de tratativas com a Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus) acendeu a expectativa de que a produção local possa começar já no início de 2026. 

A aposta no Brasil não é nova. A Hero chegou a operar por aqui entre 2014 e 2016, mas interrompeu sua atuação após o fim de uma parceria com a Dafra. Agora, com uma estratégia própria e uma base industrial planejada, a empresa pretende disputar mercado com marcas estabelecidas, como Honda e Yamaha, oferecendo modelos de entrada com preços competitivos. 

Perspectivas 

Hero Maverick 440

A entrada da Hero no Brasil reforça a importância do país como um dos maiores mercados de motocicletas do mundo e sinaliza um novo capítulo na concorrência do setor. Com estrutura industrial robusta, alta escala de produção e foco em eficiência, a marca indiana pretende conquistar o consumidor brasileiro com produtos acessíveis e confiáveis — a mesma fórmula que a consagrou como líder global. 

Os modelos mais vendidos da Hero 

A Hero MotoCorp, maior fabricante mundial de motocicletas em volume, possui diversos modelos que se destacam em vendas, especialmente no mercado indiano. A seguir, apresento os principais modelos mais vendidos da marca, com base em dados recentes: 

  1. Hero Splendor

A Hero Splendor é o modelo mais vendido da marca e um dos mais populares globalmente. No ano fiscal de 2024, foram vendidas aproximadamente 3,29 milhões de unidades, representando 26,5% das vendas totais da empresa.  

  1. Hero HF Deluxe

O HF Deluxe é outro modelo de destaque, especialmente entre os consumidores que buscam economia e confiabilidade. Em dezembro de 2022, foram vendidas 107.755 unidades, um crescimento de 30% em relação ao ano anterior. 

  1. Hero Passion

A linha Passion, incluindo os modelos Passion Plus e Passion Pro, também figura entre as mais vendidas da Hero. Em 2023, o modelo Passion entrou para o top 10 de motocicletas mais vendidas na Índia, ao lado da Splendor e da HF Deluxe.  

  1. Hero Pleasure Plus

Entre os scooters, o Pleasure Plus se destaca. Em dezembro de 2022, foram vendidas 23.814 unidades, um aumento de 159% em relação ao mesmo período do ano anterior. 

  1. Hero Destini 125

O Destini 125 é outro scooter popular da marca indiana. Em dezembro de 2022, as vendas atingiram 9.123 unidades, um crescimento de 225% em relação ao ano anterior. 

Nos siga no Instagram para mais novidades!

Modelos em ascensão 

Além dos modelos mencionados, a fabricante tem investido em motocicletas de média cilindrada, como a Xtreme 125R, que registrou um aumento de 53% nas vendas, contribuindo significativamente para os lucros da empresa. 

 

Cummins lança o inédito motor diesel de 660 cv e 3.200 Nm de torque

A Cummins roubou a cena no Brisbane Truck Show deste ano com a estreia oficial do seu mais novo motor diesel de última geração: o X15D. Apelidado de PX-15 no recém-lançado DAF XG com cabine dupla da Paccar, o X15D é exclusivo para aplicações com conformidade Euro 6 e já chega com credenciais interessantes.

“A Cummins levou a combustão interna para o próximo nível com o X15D”, afirma Sean McLean, diretor e gerente geral de negócios rodoviários da Cummins South Pacific. “Ele oferece a maior potência já vista em um motor de caminhão Cummins, ao mesmo tempo em que estabelece novos padrões de eficiência de combustível com níveis de emissões ultrabaixos.”

Com potência máxima de 660 cavalos a 1.800 rpm e torque máximo de 3.200 Nm — disponível numa ampla faixa de 900 a 1.400 rpm —, o X15D foi desenvolvido com foco na estratégia de redução de rotação da Cummins. Isso significa menos esforço do motor em regime de cruzeiro e mais economia de combustível, sem comprometer o desempenho esperado por motoristas e operadores de frotas.

Leia também:

Os motores mais potentes do agro e transporte, lado a lado

Caminhões a gás urbano: Scania P 280 vs. Iveco NG vs. VW Constellation 26.280 

Noma do Brasil adota FMEA para elevar qualidade e confiabilidade na indústria 

Outro diferencial do X15D está no peso. A Cummins conseguiu reduzir em 225 kg o peso seco em comparação com o atual X15, graças a avanços como o bloco de ferro esculpido e um cárter de óleo composto. Esse ganho se traduz na maior relação peso-potência do setor e proporciona uma vantagem significativa na tara do eixo dianteiro, especialmente em caminhões com cabine dupla.

Novo motor Cummins X15D com 660 cv e 3.200 Nm de torque

O motor também incorpora a mais recente geração do sistema de injeção Cummins Extreme Pressure Injection (XPI) e vem equipado com turbocompressor com válvula wastegate de série. A conformidade com a norma Euro 6 é assegurada por um sistema integrado de pós-tratamento de módulo único que une o filtro de partículas diesel (DPF) e a unidade SCR do AdBlue.

Já em operação no mercado australiano sob o nome PX-15, o motor equipa o DAF XG com transmissão automatizada ZF TraXon de 16 marchas e eixos traseiros Cummins-Meritor MT21-165. Essa configuração está homologada para uma massa bruta combinada (MBC) de até 97 toneladas.

McLean destacou que o X15D estará disponível futuramente para outras marcas de caminhões com requisitos Euro 6. “Aplicações com GCM ainda maiores também estão nos planos, após mais testes e validações locais”, explicou. Segundo ele, os testes iniciais de campo focaram em composições B-double, com 18 unidades de 660 cv em uso por clientes, somando cerca de seis milhões de quilômetros rodados.

O programa atingiu nossos objetivos, que eram obter feedback sobre economia de combustível, desempenho e durabilidade”, disse McLean. “Recebemos ótimos comentários, especialmente sobre dirigibilidade e torque.”

O X15D é parte integrante da plataforma HELM da Cummins — sigla para Maior Eficiência, Menores Emissões e Múltiplos Combustíveis. A filosofia HELM adota uma base de motor comum, capaz de operar com diesel, gás natural ou hidrogênio, com alta padronização de componentes, o que reduz a complexidade operacional e facilita a manutenção.

Solução de trem de força integrada

Durante o Brisbane Truck Show 2025, a Cummins apresentará pela primeira vez na Austrália seu trem de força totalmente integrado para serviço pesado — um sistema unificado que reúne motor, transmissão, eixos e freios em uma solução completa e otimizada.

No centro da exibição estará o conjunto formado pelo motor X15 Euro 6, a transmissão automatizada Eaton Cummins Endurant de 18 marchas e os sistemas de eixos e freios Meritor MT21-165GP. O resultado de anos de inovação e aquisições estratégicas — como a da Meritor e a joint venture com a Eaton —, o sistema representa o futuro da eficiência, desempenho e confiabilidade no transporte rodoviário pesado.

Se inscreva no Canal FrotaCast:

Os visitantes verão os benefícios reais de uma solução integrada — desde maior economia de combustível até facilidade de manutenção e maior tempo de atividade”, afirma Sean McLean, diretor da Cummins South Pacific.

O estande também destacará o motor X15D, com potência de 660 cv, torque de 2.360 lb-ft e 225 kg mais leve que seu antecessor, além da revolucionária plataforma HELM™, com arquitetura independente de combustível para motores a diesel, gás natural e hidrogênio.

Além da inovação tecnológica, a Cummins reforça seu compromisso social com uma área dedicada à promoção de seus premiados programas de carreira, destacando oportunidades para jovens profissionais e técnicos qualificados.

O Brisbane Truck Show ocorre de 15 a 18 de maio de 2025 no Centro de Convenções e Exposições de Brisbane, na Austrália.

Conheça a nova geração do motor híbrido E-Tech da Renault

Com know-how acumulado desde 2021 na Fórmula 1 e mais de 150 patentes registradas, a marca francesa aposta agora em sua nova geração do sistema híbrido E-Tech — e o plano inclui uma inédita versão flex, em desenvolvido no Brasil para operar com etanol e gasolina.

A estratégia da Renault mira diretamente o consumidor que ainda resiste aos modelos 100% elétricos, mas busca eficiência energética e menor impacto ambiental. E os números mostram que essa abordagem tem fôlego. Segundo a fabricante, as vendas de híbridos cresceram 7,8% na Europa no primeiro trimestre de 2025. No Brasil, os resultados do mercado em geral, segundo dados de emplacamentos, impressionam ainda mais: alta de 72% nos automóveis de passeio e de expressivos 306,9% nos comerciais leves com motorização híbrida, do qual, por enquanto, a Renault está ausente.

Atualmente, a Renault oferece por aqui apenas veículos movidos a combustão ou 100% elétricos. Mas essa realidade está prestes a mudar ainda neste ano.

E-Tech Flex: eletrificação adaptada ao etanol

Na prática, o E-Tech Flex será uma evolução do sistema E-Tech Hybrid 145 já disponível na Europa. Ele combina um motor 1.6 16v SCe a combustão com dois motores elétricos — um principal de 36 kW e um auxiliar de 15 kW — e uma transmissão automática multimodo sem embreagem. A versão brasileira manterá a arquitetura híbrida série-paralelo, agora ajustada para operar com etanol e gasolina, o que pode representar uma vantagem competitiva significativa frente aos híbridos convencionais.

Leia também:

Roteiro Automotivo: Explorando a conexão entre transporte, gastronomia e entretenimento

BorgWarner amplia fornecimento de motores elétricos para montadoras

Os motores mais potentes do agro e transporte, lado a lado

O primeiro modelo equipado com essa motorização deve chegar ao mercado ainda em 2025. Entre os cotados estão a nova geração do SUV Duster, a picape Oroch e o SUV de sete lugares Bigster, todos construídos sobre a plataforma modular CMF-B, preparada para receber tecnologias eletrificadas.

Além deles, a marca também trabalha em um SUV médio inédito, o Boreal, para disputar espaço com Jeep Compass e Toyota Corolla Cross, ambos líderes em seus segmentos.

O E-Tech 160 a gasolina

A nova geração do sistema E-Tech a gasolina lançada na Europa trouxe ganhos importantes de desempenho. Nos modelos europeus Captur e Symbioz, o conjunto agora entrega até 160 cv combinados, com melhorias significativas em torque e aceleração. O Captur, por exemplo, reduziu o tempo de 0 a 100 km/h de 10,6 para 8,9 segundos.

A bateria também evoluiu: passou de 1,2 kWh para 1,4 kWh, operando a 230V, o que ampliou a autonomia em modo elétrico e reduziu o consumo médio para 23,3 km/l — com economia de combustível estimada em até 40% frente à geração anterior. Emissões também caíram, partindo de apenas 98 g de CO₂/km no Symbioz.

Mais conforto, mais capacidade de trabalho

As mudanças não ficaram apenas na eficiência energética. A Renault também aprimorou o conforto ao dirigir com a introdução da alavanca eletrônica e-shifter e nova calibração da transmissão, que manteve o sistema de engrenagens “crabots”, mas agora com trocas mais suaves e silenciosas.

A capacidade de reboque da versão E-Tech 160 subiu de 750 kg para 1.000 kg, o que amplia as aplicações dos modelos híbridos também para uso recreativo ou comercial leve — ponto relevante para frotistas e empreendedores que buscam versatilidade com baixo consumo.

Se inscreva no nosso Canal FrotaCast:

Pullman Ibirapuera e as inovações no mercado Hoteleiro

 

Linha Symbioz também ganha opção mild hybrid

Ampliando ainda mais sua gama, a Renault lançou na Europa uma versão mild hybrid do Symbioz, com motor 1.3 turbo a gasolina e sistema de 12V, que ocupa espaço como concorrente da Fiat. O conjunto entrega 140 cv e 260 Nm de torque, com consumo médio de 17 km/l e emissões a partir de 134 g de CO₂/km.

Considerações finais

Agora, resta saber se a Renault já não fez o “upgrade” do E-Tech 145 Flex para este E-Tech 160 de nova geração, pois colocaria a marca francesa em posição mais competitiva, tanto para os pesados SUV quanto para comerciais leves que precisam de força e eficiência energética.

Caminhões reforçam vendas de mercado de usados

0

O mercado de veículos usados segue em trajetória de alta no Brasil, e o destaque do relatório divulgado pela FENAUTO (Federação Nacional das Associações dos Revendedores de Veículos Automotores) neste mês vai além dos carros de passeio: o segmento de caminhões e comerciais pesados também mostra sinais de recuperação e contribui para os resultados positivos do setor.

Em abril, as vendas de veículos usados totalizaram 1.487.401 unidades, o que representa um crescimento de 7,9% em relação a março e de 13,1% na comparação com abril de 2024. No acumulado do ano, já são 5.373.438 unidades comercializadas, número 11% superior ao registrado nos primeiros quatro meses do ano passado.

Apesar de uma leve oscilação negativa de 2,9% na média diária de vendas, o mercado se mantém forte, com 74.370 unidades por dia útil. Essa média já aponta para um novo patamar, entre 74 mil e 75 mil transferências diárias, o que representa um avanço de 24,38% sobre o mesmo período de 2024.

Caminhões ganham protagonismo

Entre os comerciais pesados, os caminhões usados vêm ganhando espaço e mostram recuperação importante na movimentação do setor. Em abril, os três modelos mais procurados foram:

  • Volvo FH – 2.603 unidades
  • Ford Cargo – 2.495 unidades
  • Ford F4000 – 1.495 unidades

Saiba mais:

Volvo é destaque no Selo Maior Valor de Revenda com quatro conquistas 

Esses números refletem não apenas o aquecimento do transporte de cargas, mas também a confiança do pequeno e médio transportador, que vê nos caminhões usados uma oportunidade de renovar a frota com menor investimento.

Crescimento consistente exige atenção

Segundo Enilson Sales, presidente da FENAUTO, a tendência é de continuidade nesse ritmo forte de vendas, mas o cenário requer atenção. “Nossa melhor previsão é a de chegarmos a dezembro com um novo recorde em torno de 16,5 milhões de veículos comercializados. Embora o momento do mercado seja positivo e promissor, precisamos ter cautela, pois alguns pontos devem ser levados em consideração, como o desempenho da economia, índice de confiança do consumidor, alta de juros, etc. Vamos acompanhando mês a mês esse desempenho”, avaliou.

Se inscreva no Canal FrotaCast:

Experiência do consumidor Scania – MARCIO FURLAN EP. 05

Os mais vendidos de abril – além dos caminhões

Automóveis

  • Volkswagen Gol – 65.355 unidades
  • Hyundai HB20 – 35.920 unidades
  • Chevrolet Onix – 35.565 unidades

Comerciais leves

  • Fiat Strada – 35.371 unidades
  • Volkswagen Saveiro – 20.908 unidades
  • Toyota Hilux – 17.579 unidades

Motocicletas

  • Honda CG150 – 78.989 unidades
  • Honda Biz – 38.575 unidades
  • Honda NXR150 – 29.555 unidades

Iveco S-Way: o mesmo nome, dois mundos diferentes 

Veja nesta análise sobre como o mesmo modelo de caminhão pode assumir características bastante distintas conforme o mercado em que é oferecido. A matéria compara as versões brasileira e europeia do Iveco S-Way, revelando como a tropicalização influencia a construção, os equipamentos e até a motorização do veículo no Brasil, onde a robustez e a simplicidade são prioridades. Em contrapartida, o S-Way europeu investe pesado em tecnologia, segurança e sustentabilidade, com mais opções a gás natural e sistemas avançados de assistência ao condutor. A reportagem mostra que, embora compartilhem o mesmo nome e visual externo, os dois modelos atendem a realidades logísticas, econômicas e ambientais profundamente diferentes — um retrato claro de como o transporte pesado exige soluções personalizadas, mesmo em um mundo globalizado. 

Geralmente, os caminhões fabricados no Brasil apresentam diferenças significativas em relação aos mesmos modelos produzidos na Europa, sua região de origem. Essa distinção se deve, em grande parte, à necessidade de tropicalização — um processo de adaptação dos veículos às particularidades do mercado brasileiro. Entre os principais fatores que exigem essa adequação estão as condições irregulares das estradas, a topografia variada, o clima tropical com altas temperaturas, umidade e legislações, além dos diferentes padrões de combustível e da infraestrutura logística local. 

Além das adaptações técnicas que fazem os nossos caminhões serem mais pesados do que os europeus, é comum que algumas montadoras — com exceção de marcas como Scania e Volvo, que mantêm seus modelos alinhados às gerações mais recentes oferecidas na Europa — optem por comercializar no Brasil versões baseadas em plataformas anteriores. Essa estratégia visa reduzir o custo final do caminhão, tornando-o mais competitivo para transportadoras e autônomos que operam com margens apertadas. Em muitos casos, esses veículos também vêm com menos equipamentos de série, priorizando a robustez e o baixo custo de manutenção em vez de tecnologias mais avançadas. 

Leia também:

Biometano é solução imediata para transporte de cargas, diz Copersucar

São Paulo testa caminhão de coleta de lixo movido a gás com tecnologia de coleta lateral

Noma do Brasil adota FMEA para elevar qualidade e confiabilidade na indústria 

Para exemplificar, vamos ver um comparativo de um modelo Iveco S-Way. Se à primeira vista o S-Way parece o mesmo caminhão, sob a lataria há escolhas técnicas e estratégicas específicas para cada continente. E essas diferenças ajudam a explicar os desafios e as prioridades de quem transporta cargas em países com perfis logísticos tão distintos. 

Motorização sob medida para cada estrada 

No Brasil, o S-Way chega com motor FPT Cursor 13 nas versões de 480 e 540 cv, atendendo ao Proconve P8 — equivalente ao Euro 6 — e preparado para enfrentar trechos desafiadores, de asfalto irregular a aclives pesados. A marca aposta na robustez e na durabilidade dos componentes, incluindo a transmissão automatizada ZF TraXon de 12 marchas. 

Iveco S-Way
O Iveco S-Way Fuel Hero é uma versão otimizada do caminhão pesado Iveco S-Way, desenvolvida com foco na máxima eficiência de consumo de combustível e redução de emissões de CO₂. Observe que o semirreboque utiliza pneus ‘supersingle’, mais comum na Europa, em vez do rodado duplo no Brasil

Na Europa, o leque de opções é mais amplo. O modelo pode ser adquirido com motores Cursor 9, 11 ou 13, com potências que variam de 330 cv a 570 cv, além de versões movidas a GNL (gás natural liquefeito) e GNC (gás natural comprimido). A estratégia europeia foca na redução de emissões e na transição energética, o que reflete as exigências ambientais mais rigorosas da União Europeia. O Brasil, a versão a gás é com motor de 460 cv e tanques GNC.  

Tecnologia: um salto ainda em andamento por aqui 

Enquanto o S-Way brasileiro já oferece itens como piloto automático, assistente de partida em rampa e sistema de controle de tração, a versão europeia é mais completa em termos de segurança e assistência ao condutor. Por lá, recursos como frenagem autônoma de emergência (AEBS), controle de cruzeiro adaptativo (ACC), assistente de permanência em faixa e alerta de ponto cego fazem parte do pacote tecnológico. 

Iveco S-Way
Na Europa, o Iveco S-Way conta com um painel totalmente digital, destacando-se pelo cluster TFT de 10 ou 12 polegadas reconfigurável, que integra informações do veículo e sistemas avançados de assistência ao motorista (ADAS). O sistema de infoentretenimento é compatível com Apple CarPlay e Android Auto, permitindo a conexão simultânea de dois smartphones via Bluetooth. Além disso, a versão europeia incorpora câmeras no lugar dos espelhos retrovisores, melhorando a aerodinâmica e a visibilidade

Outro ponto de destaque no Velho Continente é a conectividade embarcada. O S-Way europeu conta com painel 100% digital, integração total com smartphones e atualizações remotas de software. Já no Brasil, o painel é herdado do antigo Hi-Ways, mas conta com tela digital central, multimídia e a telemetria Iveco ON é mais voltada à manutenção preditiva e à gestão de frota, com uma central multimídia funcional, mas menos sofisticada. 

Iveco S-Way
A versão brasileira do Iveco S-Way apresenta um painel de instrumentos mais tradicional, com mostradores analógicos e uma tela central digital. O volante multifuncional permite acesso a diversas funções sem tirar as mãos da direção, proporcionando praticidade e segurança. A central multimídia é funcional, oferecendo conectividade com smartphones e sistemas de navegação, atendendo às necessidades do transporte nacional

Cabine global, acabamento local 

O design externo do S-Way é praticamente idêntico nos dois mercados, com destaque para a aerodinâmica aprimorada que contribui para a economia de combustível. O interior, contudo, revela nuances importantes. 

Se inscreva no Canal FrotaCast:

Tecnologia para descarbonização – ADRIANO RISHI

A cabine vendida na Europa apresenta maior variedade de versões e acabamentos, incluindo detalhes de luxo, opções de iluminação ambiente, geladeira embutida e cama de alta densidade. No Brasil, a Iveco prioriza o essencial: espaço interno amplo, boa ergonomia e conforto adequado às jornadas longas. Ainda assim, o acabamento é mais simples e há menos possibilidades de personalização. 

Apoio institucional:
Fabet
Curso para aumento da eficiência da frota

Dois mercados, duas realidades 

As escolhas técnicas e tecnológicas de cada versão refletem as realidades distintas de operação. No Brasil, onde o caminhão enfrenta desafios como rodovias precárias, sobrecarga e calor extremo, robustez e simplicidade são atributos valiosos. Na Europa, o foco está em eficiência energética, segurança avançada e conforto superior para o motorista, dentro de um cenário logístico mais organizado. 

O Iveco S-Way é, portanto, um excelente exemplo de como um mesmo projeto pode assumir características diferentes para atender às necessidades regionais. E mostra que, mesmo em um mundo cada vez mais globalizado, o transporte pesado ainda exige soluções locais. 

IRU debate futuro do transporte e Brasil pode ter papel de destaque

A IRU (International Road Transport Union) reafirmou nesta semana seu papel como a principal entidade mundial do transporte rodoviário, ao promover mais uma edição da reunião do seu Conselho de Transporte de Mercadorias, realizada na última quinta-feira, 8 de maio de 2025, no Hotel InterContinental, em Genebra, na Suíça. A conferência, que reuniu lideranças do setor de diversos continentes, contou com destaque para a participação brasileira, por meio da NTC&Logística, maior associação representativa do transporte de cargas do Brasil.

A entidade foi representada pelo seu presidente, Eduardo Rebuzzi, e pelo vice-presidente extraordinário de Relações Internacionais, Danilo Guedes, que atuaram ativamente nos debates e nas apresentações. A presença brasileira é importante para mostrar a nossa importância no protagonismo do país nas discussões sobre temas como digitalização, segurança, conectividade regional, descarbonização e a escassez global de motoristas profissionais. Aliás, é hora de o Brasil fazer parte das pesquisas realizadas pela IRU sobre a escassez de motoristas e perfil, pois, a Argentina é o único país da América do Sul a fazer parte desta pesquisa.

Saiba mais:

Nova pesquisa da IRU: reduz número de motoristas profissionais jovens

Brasil em destaque

Durante o evento, o presidente Eduardo Rebuzzi apresentou o Sistema Transporte Brasileiro, com foco nas atuações da Confederação Nacional do Transporte (CNT), do SEST SENAT, do Instituto de Transporte e Logística (ITL) e da própria NTC&Logística. Fundada em 1963 e associada à IRU desde 1970, a NTC foi destacada como elo estratégico entre o setor empresarial brasileiro e as decisões globais de transporte rodoviário de cargas.

IRU
Da esquerda para a direita, o presidente da NTC&Logística, Eduardo Rebuzzi; o presidente da IRU, Radu Dinescu; o vice-presidente extraordinário de Transporte Internacional, Danilo Guedes, e o secretário-geral da IRU, Umberto de Pretto

Participar de uma reunião como esta, diante de representantes dos cinco continentes, é uma oportunidade única de mostrar a força do transporte brasileiro, compartilhar nossos avanços e reforçar o compromisso com a integração e a inovação global, afirmou Rebuzzi.

Ele também destacou que a NTC representa institucionalmente mais de 200 mil empresas de transporte rodoviário de cargas em todo o Brasil e uma frota superior a 1 milhão de caminhões, com uma forte atuação política e técnica junto ao Congresso Nacional, ministérios, agências reguladoras, governos e iniciativa privada. Entre suas prioridades estão infraestrutura, regulação, inovação, sustentabilidade e a competitividade do setor.

Convênio TIR e integração sul-americana

Já o vice-presidente Danilo Guedes teve a missão de apresentar os avanços do Brasil em relação ao Convênio TIR — sistema internacional de trânsito aduaneiro gerido pela IRU, que facilita o transporte de mercadorias entre fronteiras. O projeto, desenvolvido com o apoio da NTC&Logística, busca modernizar e agilizar operações internacionais, fortalecendo a competitividade do país no comércio exterior.

A reunião também contou com a presença de Radu Dinescu, presidente da IRU, e Umberto de Pretto, secretário-geral da entidade, além de diretores e especialistas de diversos países. Um dos pontos altos do evento foi o painel sobre o Corredor Bioceânico Sul-Americano, rota estratégica que ligará os oceanos Atlântico e Pacífico por meio da integração logística entre Brasil, Paraguai, Argentina e Chile.

Fortalecimento institucional e internacionalização

Como parte da agenda institucional, Rebuzzi e Guedes entregaram aos representantes da IRU um dossiê completo com informações sobre a NTC&Logística, incluindo as ações das Câmaras Técnicas da entidade e da COMJOVEM – Comissão de Jovens Empresários e Executivos, que atua em todo o território nacional promovendo a renovação de lideranças no setor.

A apresentação também destacou o Sistema Transporte Brasileiro, composto pela CNT, SEST SENAT e ITL — pilares que estruturam a formação profissional, o desenvolvimento técnico e a representação política do setor no Brasil.

Um elo entre o Brasil e o mundo

A participação da NTC&Logística em Genebra representou mais do que presença institucional. Reafirmou o compromisso do Brasil com a construção de soluções logísticas de impacto global, alinhadas aos desafios contemporâneos da mobilidade, conectividade e sustentabilidade.

Ao consolidar sua atuação junto à IRU, a NTC reforça seu papel como interlocutora estratégica do setor de transporte rodoviário de cargas brasileiro no cenário internacional — e como protagonista na busca por um sistema logístico mais integrado, moderno e competitivo.

Biometano é solução imediata para transporte de cargas, diz Copersucar

A viabilidade econômica e tecnológica do uso de biometano como substituto do diesel no transporte de cargas no Brasil é abordada pelo presidente da Copersucar, Tomás Manzano, durante o evento “CNN Talks: COP30 – A Chave para o Futuro”. Além disso, destacamos o protagonismo do Paraná na produção de combustíveis renováveis, com políticas de incentivo, como a isenção de ICMS e, na Bahia, a Bahiagás apresenta micro-ônibus movido a gás para distribuidores de gás de todo o Nordeste. Confira:

Durante o evento “CNN Talks: COP30 – A Chave para o Futuro”, realizado em Brasília, o presidente da Copersucar, Tomás Manzano, defendeu a substituição do diesel por biometano no transporte de cargas como uma alternativa viável, imediata e economicamente vantajosa. A afirmação reforça o potencial do biocombustível derivado do biogás como solução estratégica para descarbonizar a matriz de transportes do país, fortemente dependente do modal rodoviário.

“Isso não é algo para ser desenvolvido daqui alguns anos. Já é realidade hoje. Economicamente viável, com tecnologia corrente e atual, e está em pleno desenvolvimento”, afirmou o executivo da Copersucar. Ele destacou ainda que o Brasil tem uma oportunidade singular ao utilizar resíduos da cana-de-açúcar para a produção de biometano, reduzindo a dependência do óleo diesel no transporte rodoviário de cargas.

Leia também:

Cocal: nova planta vai abastercer a frota com biometano e a sobra será vendida

Posto de biometano da L’Oréal recebe autorização da ANP após mais de um ano pronto

Noma do Brasil adota FMEA para elevar qualidade e confiabilidade na indústria 

O evento com a participação da Copersucar marcou o início da cobertura especial da CNN Brasil sobre a 30ª Conferência do Clima (COP30), que acontecerá entre os dias 10 e 21 de novembro, em Belém (PA). A conferência deve reunir líderes globais em busca de soluções concretas para enfrentar as mudanças climáticas, e o biometano surge como um dos pilares da transição energética no país.

Incentivos fiscais impulsionam produção no Paraná

Paralelamente às discussões em nível nacional, o Paraná tem se destacado por iniciativas concretas no fomento aos combustíveis sustentáveis. O governo estadual implementou o Decreto nº 9.817, que garante a isenção de ICMS para bens destinados à produção de biogás, biometano e combustíveis sustentáveis de aviação (SAF).

A medida alinha o estado aos convênios 161/2024 e 151/2021, aprovados pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), e tem como objetivo tornar o Paraná um polo de energias limpas. “Queremos consolidar o Paraná como um polo na produção de novas energias. As isenções fiscais, como a do ICMS, são um passo importante para pavimentar esse caminho e atrair investimentos para o setor”, afirmou o secretário estadual da Fazenda, Norberto Ortigara.

Dejetos animais como fonte de energia

Com forte vocação agropecuária, o Paraná aposta na transformação dos dejetos da produção animal em energia renovável. A cadeia produtiva do biogás e biometano é vista como estratégica para o estado, que lidera a produção de proteína animal no país. “Com o uso de dejetos de animais para a produção de energia, podemos transformar o Paraná em uma ‘Arábia Saudita’ dos combustíveis renováveis”, destacou Ortigara.

Programas e financiamento para produtores

Além da isenção de ICMS, o Paraná conta com programas de incentivo como o RenovaPR, que estimula produtores rurais a gerarem sua própria energia por meio de fontes renováveis. O estado também subsidia juros para financiamento de projetos sustentáveis por meio do Banco do Agricultor Paranaense, tornando os investimentos ainda mais atrativos.

As ações posicionam o Paraná como exemplo de como políticas públicas podem alavancar a produção e o uso de combustíveis limpos no Brasil, em sinergia com declarações como a de Manzano, da Copersucar, que apontam o biometano como uma alternativa concreta e urgente para reduzir as emissões no setor de transportes.

Volare movido a metano na Bahia

A Bahiagás apresentou o micro-ônibus a gás da Volare durante a Reunião das Distribuidoras de Gás Natural do Nordeste e do Comitê de Gás e Petróleo do Consórcio Nordeste, realizada em Salvador. O novo modelo de veículo sustentável percorreu as ruas da capital baiana em uma demonstração prática para representantes de concessionárias estaduais de gás natural que participaram do encontro.

Luiz Gavazza, diretor-presidente da Bahiagás, celebrou o avanço como um marco para a mobilidade urbana e destacou o alinhamento da empresa com práticas sustentáveis. “Seguimos conectando tecnologia, meio ambiente e transformação social”, afirmou em publicação nas redes sociais.

Se inscreva no canal FrotaCast:

Presidente da Scania Brasil fala de resultados e tendências para o transporte sustentável

Soluções limpas para um futuro sustentável

A apresentação do veículo reforça o papel da Bahiagás na promoção de soluções energéticas inovadoras e sustentáveis. Com foco em reduzir as emissões de carbono e diversificar a matriz energética do transporte, a empresa tem investido em alternativas ao combustível fóssil tradicional, como o biometano – um gás renovável produzido a partir de resíduos orgânicos, como esgoto e lixo urbano.

A demonstração pública do micro-ônibus foi vista como um exemplo concreto de como a integração entre tecnologia, políticas públicas e responsabilidade ambiental pode transformar o cotidiano das cidades, tornando o transporte mais limpo, eficiente e acessível.

DAF, XBRI, VW e Volvo: Investimentos bilionários no Paraná transformam o setor

O Paraná vive um momento histórico no setor automotivo. Com uma série de anúncios que somam bilhões em investimentos, o estado consolida sua posição como um dos principais polos industriais da América do Sul. Após o anúncio de investimento de R$ 6,2 bilhões da XBRI em Ponta Grossa, o governador do Paraná, Carlos Massa Ratinho Junior, anunciou o investimento de R$ 950 milhões da DAF Camninhões para a sua fábrica no mesmo município, o que foi confirmado pela fabricante de caminhões.

A planta da DAF, que entrou em operação em 2013, será modernizada e ampliada até 2029. A montadora, subsidiária do grupo norte-americano PACCAR, visa não apenas elevar a capacidade produtiva — atualmente de até 50 caminhões por dia –, como também adotar tecnologias de ponta inspiradas na unidade europeia da empresa, localizada em Westerlo, na Bélgica.

Além de atender ao mercado brasileiro, a planta de Ponta Grossa exporta para países como Chile, Colômbia, Equador, Paraguai, Peru e Suriname — com a Argentina entrando no radar. Paralelamente, a marca acelera sua presença comercial, com previsão de inaugurar 10 novas concessionárias em 2025, fortalecendo sua rede atual de 70 pontos de atendimento em 16 grupos econômicos.

Outros grandes investimentos automotivos no estado

O investimento da DAF integra um movimento maior de confiança das empresas no ambiente de negócios paranaense, impulsionado por infraestrutura logística de qualidade, incentivos fiscais do programa Paraná Competitivo e mão de obra qualificada.

Leia também:

Noma do Brasil adota FMEA para elevar qualidade e confiabilidade na indústria 

Volvo do Brasil

A Volvo do Brasil iniciou oficialmente, em 8 de maio de 2025, a produção dos primeiros ônibus elétricos articulados e biarticulados do mundo em sua fábrica localizada em Curitiba (PR). Esse marco faz parte de um investimento de R$ 1,5 bilhão no país entre 2023 e 2025, com o objetivo de posicionar o Brasil como base global para a exportação desses modelos Saiba mais:

Volvo inicia produção de ônibus biarticulado e articulado elétricos no Brasil

Volkswagen do Brasil – R$ 3 bilhões

A montadora alemã já havia anunciado, em meados de 2024, um investimento robusto de R$ 3 bilhões para ampliar sua unidade em São José dos Pinhais. O ciclo de investimento já está ocorrendo e vai até 2028. O plano prevê a produção do novo modelo Tarok, uma picape inédita, e a transferência da fabricação do sedã Virtus para o Paraná. A ampliação fortalece a planta local e libera espaço na unidade de São Bernardo do Campo (SP) para novos veículos híbridos.

XBRI Pneus – R$ 6,2 bilhões

A fabricante de pneus XBRI, em parceria com a chinesa Linglong Tires, confirmou a construção de uma megafábrica em Ponta Grossa, com investimentos que quadruplicaram em relação ao plano original. Serão 12 milhões de pneus para veículos leves, 2,4 milhões para pesados e 200 mil industriais/agrícolas ao ano. A planta contará com usina fotovoltaica, centro de P&D e unidade de reciclagem, com início das obras previsto para o segundo semestre de 2025. Leia mais:

XBRI amplia investimento em megafábrica no Paraná para R$ 6,2 bilhões

Hitech Electric – Montadora de veículos elétricos

Em 2024, a Hitech Electric consolidou sua posição no mercado brasileiro de veículos elétricos com o lançamento da linha NewDelivery, composta por três modelos de utilitários 100% elétricos: NewDelivery PickUp, NewDelivery Box e NewDelivery Refrigerated. Esses veículos foram projetados para atender às demandas de logística urbana, oferecendo capacidades de carga entre 400 kg e 500 kg, e autonomias que variam de 130 km a 260 km, dependendo da configuração da bateria . Os preços de pré-venda iniciaram em R$ 88.990 para o modelo PickUp .

Para apoiar esse lançamento, a empresa inaugurou sua primeira concessionária exclusiva em São Paulo, em parceria com o Grupo Carueme, que investiu R$ 6 milhões no projeto . Além disso, a Hitech Electric planeja expandir sua rede com mais oito pontos de venda e pós-venda até o final do ano, visando dobrar suas vendas e alcançar a marca de 600 unidades comercializadas em 2024 . A empresa também avançou na nacionalização de componentes, como o powertrain, e estabeleceu parcerias estratégicas, incluindo a Positivo Tecnologia, para fortalecer sua presença no mercado de eletromobilidade.

Ambiente favorável atrai R$ 300 bilhões em investimentos privados desde 2019

Desde o lançamento do programa Paraná Competitivo, o estado atraiu cerca de R$ 300 bilhões em investimentos privados, segundo a Invest Paraná. Os aportes se concentram nos setores automotivo, agroindustrial e eletroeletrônico, com forte ênfase em inovação, sustentabilidade e tecnologia.

Se inscreva no Canal FrotaCast

Paraná em alta rotação

Com montadoras tradicionais ampliando operações, fabricantes nacionais emergindo com protagonismo e multinacionais apostando no estado para desenvolver tecnologias verdes e exportar para o mundo, o Paraná acelera em direção ao futuro da mobilidade. A nova onda de investimentos não apenas gera empregos e dinamiza a economia regional, mas também consolida o estado como hub industrial e exportador automotivo da América do Sul. 

Maior campo de provas do hemisfério sul escolhido pelo Inmetro para testes

Localizado em Indaiatuba, interior de São Paulo, o Campo de Provas da Cruz Alta (CPCA) é o maior centro de desenvolvimento de veículos do hemisfério sul e uma das estruturas mais avançadas da General Motors no mundo. Inaugurado em 1974 e prestes a completar 50 anos de atuação, o CPCA é o principal centro de validação de veículos da GM na América do Sul e o segundo mais completo da empresa no planeta. Agora, o local também se destaca como referência nacional em eficiência energética.

CPCA será sede dos testes oficiais do Inmetro

O Inmetro selecionou o CPCA para a realização dos testes oficiais de eficiência energética do Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular (PBEV), responsável pelo Selo de Eficiência Energética presente em todos os veículos vendidos no Brasil. A decisão reforça o papel estratégico do Campo de Provas na promoção de uma mobilidade mais sustentável, padronizada e transparente.

“No ano em que celebramos os 100 anos da GM no Brasil, é uma honra para nós ter o nosso Campo de Provas como sede dos testes de eficiência energética do Inmetro. Trata-se de uma iniciativa fundamental, que beneficia toda a indústria nacional e orienta as empresas na adoção de práticas mais sustentáveis e transparentes“, destacou Fabio Rua, vice-presidente da GM América do Sul.

Leia também:

Lançamento: Chevrolet S10 100 Anos e acrescenta acessórios para customização

Mercedes-Benz 450 SEL 6.9: O super sedã de luxo que virou lenda

campo de provas
Estrutura administrativa e laboratórios do Campo de Provas da Cruz Alta (CPCA), em Indaiatuba (SP), centro de excelência da General Motors para desenvolvimento e validação de veículos no hemisfério sul. O complexo abriga modernas instalações para testes de emissões, segurança, ruído e eficiência energética.

Com infraestrutura técnica, o CPCA conduzirá duas etapas do programa. A primeira fase inclui a pesagem dos veículos e o teste de desaceleração, que avalia a eficiência aerodinâmica e a resistência ao rolamento. Essa etapa será realizada em uma pista especialmente projetada, com duas retas paralelas de 2,2 quilômetros interligadas por curvas. O traçado é cercado por vegetação densa, o que reduz a influência do vento e garante maior estabilidade nas medições.

O Campo de Provas foi selecionado com base em critérios técnicos, como infraestrutura disponível, capacidade operacional e conformidade com os requisitos dos ensaios de eficiência energética do PBEV. A escolha buscou assegurar bases técnicas sólidas para decisões que impactam o consumo e a sustentabilidade”, afirmou Hércules Souza, chefe da Divisão de Regulamentação e Qualidade Regulatória do Inmetro.

Cada empresa participante conduz os testes com seus próprios veículos e técnicos, sob supervisão rigorosa dos auditores do Inmetro. O primeiro ciclo de testes contará com 27 modelos, um de cada fabricante. Pela Chevrolet, o modelo escolhido foi o Equinox EV, SUV elétrico recém-lançado no mercado brasileiro.

50 Anos de Inovação e Sustentabilidade

O CPCA conta com 18 pistas de rodagem e sete laboratórios de padrão internacional. São mais de 12 mil testes realizados anualmente e cerca de 6 milhões de quilômetros percorridos em condições controladas para validações que envolvem desde resistência estrutural até emissões e ruído.

Campo de Provas
**Legenda:**
Pista de alta velocidade do Campo de Provas da Cruz Alta (CPCA), em Indaiatuba (SP), onde são realizados testes de desempenho, consumo e estabilidade dos veículos. O local foi recentemente escolhido pelo Inmetro como sede oficial das medições de eficiência energética do Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular (PBEV)

As pistas reproduzem diversos tipos de terrenos encontrados no Brasil, como paralelepípedos, cascalho, terra batida e asfalto deteriorado. Já os laboratórios são especializados em análises de emissões, ruído, vibração, segurança veicular, eficiência energética e sistemas eletroeletrônicos.

Nos siga no Instagram!

Além da excelência técnica, o CPCA também é um modelo de sustentabilidade. A água utilizada é proveniente de poços artesianos e todo o esgoto é tratado no local. Há ainda o cultivo de milho e macadâmia, sendo este o maior plantio da espécie no país. Essas práticas contribuem para a autossuficiência do centro e para projetos ambientais da empresa.

Sobre o Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular

Criado em 2008, o PBEV é coordenado pelo Inmetro em parceria com o Ministério de Minas e Energia e o Ibama. O objetivo é fornecer informações claras ao consumidor sobre a eficiência energética dos veículos disponíveis no mercado brasileiro. A classificação leva em conta o consumo de combustível, as emissões de CO₂ e, no caso de veículos elétricos e híbridos, a autonomia.

O Campo de Provas da Cruz Alta consolida-se, portanto, como um pilar de excelência tecnológica e compromisso ambiental, atuando agora não apenas como laboratório de inovação da GM, mas também como referência oficial na promoção de uma mobilidade mais eficiente para todo o país.