sexta-feira, abril 3, 2026

Nova Jeep Compass x a geração atual e em fim de linha

Conheça a nova geração do Jeep Compass 2025, que chega ao Brasil com design renovado, mais espaço interno, novas tecnologias de segurança e conectividade, além do potente motor Hurricane 2.0 turbo. O texto também compara o novo modelo com a geração atual, destacando as principais evoluções em desempenho, dimensões e equipamentos, além de apresentar a tabela de versões e preços. Ideal para quem busca um SUV médio moderno, completo e
com alto padrão de desempenho

A Jeep prepara o lançamento global da terceira geração do Compass, mas o segredo acabou escapando antes da hora. Imagens vazadas na Europa revelaram os primeiros detalhes do novo SUV médio, que deve ser apresentado oficialmente ainda em 2025 e chegar ao Brasil no ano seguinte. Mesmo mantendo elementos clássicos de design da marca, o novo Compass chega com proporções renovadas, plataforma inédita e promessa de novas motorizações — incluindo um inédito conjunto híbrido flex.

Apesar de ainda preservar a identidade visual da Jeep, o novo Compass traz um design visivelmente mais geométrico e robusto. A dianteira está mais retangular, com faróis estreitos ao estilo Grand Cherokee integrados à grade dianteira — que continua com as tradicionais sete fendas, agora com uma faixa superior de LED como diferencial. O para-choque, redesenhado, complementa a frente com estilo marcante, e pode vir com acabamento contrastante em algumas versões.

Na lateral, mantêm-se as molduras plásticas nas caixas de roda, agora com uma novidade nas traseiras: saídas de ar integradas. Já a traseira assume uma personalidade mais moderna e sofisticada, com lanternas que lembram as do Land Rover Discovery, agora ligadas por uma faixa iluminada que atravessa a tampa do porta-malas e exibe o logotipo da Jeep em LED.

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Mais espaço, mais presença

As imagens reveladas também mostram o novo interior do Compass, com destaque para uma central multimídia ampla e horizontal — flutuando no painel —, novo padrão nos bancos, seletor de marchas giratório (substituindo a antiga alavanca) e uma moderna doca de carregamento por indução para smartphones. Botões físicos continuam presentes abaixo da central, para funções básicas de condução e conforto.

As imagens reveladas também mostram o novo interior do Compass, com destaque para uma central multimídia ampla e horizontal — flutuando no painel —, novo padrão nos bancos, seletor de marchas giratório (substituindo a antiga alavanca) e uma moderna doca de carregamento por indução para smartphones. Botões físicos continuam presentes abaixo da central, para funções básicas de condução e conforto.

Comparativo de dimensões:
Característica Compass atual Novo Compass Diferença
Comprimento 4.404 mm 4.550 mm +146 mm
Largura 1.819 mm 1.900 mm +81 mm
Altura 1.632 mm 1.670 mm +38 mm
Entre-eixos 2.636 mm 2.770 mm +134 mm
Capacidade do porta-malas 410 litros 550 litros +140 litros

Motorização: o velho conhecido com nova força

A linha 2025 mantém as opções conhecidas do público brasileiro — o motor 1.3 turbo flex (T270) de 176 cv e o 2.0 turbodiesel de 170 cv. A grande novidade, no entanto, é o motor Hurricane 2.0 turbo a gasolina, já utilizado no Jeep Wrangler. Ele entrega 272 cv e 40,8 kgfm de torque, acoplado a um câmbio automático de nove marchas e tração 4×4 com reduzida. O desempenho impressiona: o Compass com esse conjunto acelera de 0 a 100 km/h em apenas 6,3 segundos, tornando-se o SUV médio mais rápido já produzido no Brasil.

Segurança e conectividade em outro nível

A nova plataforma permitirá que o Compass utilize powertrains diversos: a combustão, híbridos leves, híbridos plug-in e até elétricos. O plano de investimentos da Stellantis de R$ 13 bilhões para a fábrica de Goiana (PE) reforça a intenção de manter a produção nacional do Compass, já com a nova arquitetura e, possivelmente, com um inédito motor híbrido flex.

Além do Brasil, a produção global do Compass também será ampliada: o modelo passará a ser fabricado na Itália a partir de 2026 para abastecer o mercado europeu.

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Preços e versões

O novo Compass chega com uma gama de sete versões, com preços estimados entre R$ 190.000 (Sport T270) e R$ 300.000 (Blackhawk Hurricane). A política de preços deve ser reposicionada estrategicamente para enfrentar os concorrentes diretos — como Toyota Corolla Cross, VW Taos e o novo Honda ZR-V — mantendo a proposta de um SUV completo, seguro e tecnológico, mas agora com desempenho digno de esportivo.

Cocal: nova planta vai abastercer a frota com biometano e a sobra será vendida

Nesta reportagem, você vai descobrir como a Cocal, uma das principais sócias da Copersucar, está ampliando sua atuação no setor de energias renováveis com investimentos em energia solar e biometano, quais são os planos da empresa para substituir o diesel em sua frota, sobre o retrofit de caminhões a diesel para gás, e como pretende vender biometano à Petrobras

A companhia sucroenergética Cocal, uma das principais sócias da Copersucar, está expandindo sua atuação para além da cana-de-açúcar e acelerando sua transição energética. Em 2025, a empresa deu dois passos decisivos nesse processo: em abril, inaugurou sua primeira usina de energia solar, e em julho pretende colocar em operação sua segunda planta de biometano em Paraguaçu Paulista (SP). Juntas, as duas iniciativas consumiram R$ 241 milhões em investimentos.

A estratégia, segundo André Gustavo Alves da Silva, diretor comercial de novos produtos da Cocal, marca uma nova fase para a empresa. “De 2017 a 2022, nosso foco era maximizar o potencial energético da cana. Foi aí que começaram os novos negócios de levedura, biogás e CO₂ industrial. Quando fechamos esse ciclo, percebemos que poderíamos combinar o potencial da cana com outros ecossistemas”, explica o executivo.

A nova planta de biometano é uma extensão da estrutura já existente de biogás da Cocal, que utiliza subprodutos da cana-de-açúcar – como a vinhaça e a torta de filtro – para gerar energia elétrica. Agora, com a nova unidade, será possível obter o metano purificado, pronto para ser utilizado internamente ou comercializado. A capacidade instalada é de 60 mil metros cúbicos diários, com tecnologia fornecida pela Geo bio gas&carbono.

O projeto contou com R$ 216 milhões em financiamento integral do Fundo Clima, via BNDES. A iniciativa dialoga diretamente com o marco regulatório do biometano, previsto para entrar em vigor em 2026, com metas progressivas de descarbonização estabelecidas pela Lei do Combustível do Futuro. A nova legislação exigirá que produtores e importadores de gás natural comecem a reduzir suas emissões em 1%, aumentando esse percentual com o tempo.

Antecipando-se à regulação, a Cocal participou da chamada pública da Petrobras para aquisição de biometano, com ofertas para fornecimento entre 2026 e 2029. “Fomos um dos poucos players que fizeram oferta para 2026”, afirma Silva. A estatal, maior agente no mercado de gás natural, ainda está em fase de negociação com os ofertantes.

Além da molécula em si, a Cocal também ofertou o atributo verde do biometano, mecanismo que permite negociar o valor ambiental do combustível separadamente. Dessa forma, o gás renovável pode ser comercializado como gás natural convencional para usos industriais ou térmicos, ao mesmo tempo em que seu crédito ambiental é negociado com grandes empresas e agentes regulados.

Mesmo fora da estrutura legal do Combustível do Futuro, a Cocal acredita que a demanda pelo biometano supera a oferta atual. Parte da produção já abastece 35 máquinas da própria empresa, substituindo o diesel em sua frota agrícola. Dos 30 milhões de litros de diesel consumidos anualmente, 2 milhões já foram substituídos por biometano produzido na planta de Narandiba (SP).

Apesar disso, há desafios operacionais, principalmente relacionados à logística de abastecimento e segurança no campo. Para superar esses obstáculos, a empresa mantém parceria com a fabricante MWM, desenvolvendo um projeto de retrofit de motores agrícolas para uso com etanol, como solução complementar.

O excedente de biometano poderá ser direcionado ao mercado industrial, mas os planos da Cocal vão além: a unidade pode ser o ponto de partida para a produção de combustível sustentável de aviação (SAF), em um projeto conjunto com a Copersucar e a Geo bio gas&carbono. A proposta está em estágio de pesquisa e avalia a viabilidade de adaptar o processo europeu de conversão Fischer-Tropsch (FT) à realidade brasileira.

“A dificuldade é converter a tecnologia europeia em tecnologia nacional”, explica Silva. Se bem-sucedido, o projeto poderá consolidar a Cocal como referência nacional em SAF a partir de biometano, fortalecendo seu papel na cadeia da descarbonização e da bioenergia.

Com uma estratégia diversificada, a Cocal caminha para se tornar um hub multienergético renovável, onde a cana-de-açúcar é apenas o ponto de partida para soluções integradas em energia limpa e sustentável.

MWM realiza troca de motores a diesel por biometano

Produção Local: Produzir localmente reduz a necessidade de construir grandes extensões de linhas de gasodutos. A Cocal, empresa do setor sucroenergético. A saber, é mais uma empresa a trocar o motor a diesel por propulsor a gás biometano da MWM tanto para caminhões como em motobombas.

A iniciativa envolve a substituição de motores a diesel usados por motores movidos a biometano novos. Mantendo assim a eficiência em desempenho e com uma redução significativa em emissões de particulado e CO₂.

A transformação, planejada inicialmente em 2022, representa um avanço importante na descarbonização do setor. A MWM instalou novos motores 100% a gás e sistemas completos de alta pressão em 20 equipamentos da Cocal. A princípio, com potências variando entre 220 e 330 cavalos. Estes veículos e equipamentos agora operam exclusivamente com biometano, um combustível sustentável produzido a partir dos resíduos da cana-de-açúcar.

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Cristian Malevic, diretor de Descarbonização da MWM, destacou a importância dessa iniciativa. “Além da redução do impacto ambiental, há outros benefícios, como a simplificação da manutenção e reposição de peças, com cerca de 85% dos componentes idênticos aos utilizados nos motores a diesel. E a similaridade no consumo, torque e potência em relação aos motores a diesel garante desempenho e eficiência,” explicou Malevic.

A planta da Cocal em Narandiba (SP) converte a vinhaça e a torta de filtro, resíduos da produção de cana, em biogás e gera biometano a partir dele. Este gás renovável é então distribuído para os clientes por meio de carretas ou gasodutos, além de abastecer a frota da própria empresa, reduzindo o consumo de diesel durante a safra.

Jurandir de Oliveira, diretor agrícola da Cocal, comentou sobre os desafios e benefícios dessa tecnologia. “Nosso principal desafio na utilização de equipamentos a biometano no campo está na autonomia e logística de abastecimento. Por isso, estamos ao lado da MWM para buscar soluções que viabilizem cada vez mais a operação em larga escala. Na última safra, que se encerrou em março de 2024, a Cocal atingiu o consumo total de 685 mil m³ de biometano na própria frota — o equivalente a 1.900 toneladas de CO₂ que deixaram de ser emitidas na atmosfera,” afirmou Oliveira.

Aliás, a Cocal vem investindo na transição energética de caminhões a diesel para biometano desde 2020, quando começou a utilização de caminhões Scania R 410 movidos a gás em parceria com a Lots Group, empresa de logística do Grupo Scania.

Algumas vantagens do uso do biometano no lugar do diesel e do gás natural veicular:

O biometano é um combustível renovável derivado do biogás. Ele é produzido a partir da purificação do biogás, eliminando assim o alto teor de carbono e originando um combustível semelhante ao gás natural. Comparado ao gás natural, o biometano oferece várias vantagens:

  1. Economia Verde: Ao produzir biometano a partir de resíduos orgânicos, promovemos uma economia circular renovável e sustentável e contribuímos para a gestão sustentável desses materiais.
  2. Redução de Emissões: O uso de biometano diminui as emissões de dióxido de carbono e metano na atmosfera em comparação com o gás natural e o diesel.
  3. Gestão de Resíduos: O biometano é uma solução inteligente para a gestão de resíduos orgânicos, transformando-os em energia útil e evitando o envio desses resíduos para lixões.
  4. Produção Local: Produzir localmente reduz a necessidade de construir grandes extensões de linhas de gasodutos. Já dezenas de empresas que estão investindo na produção local do biometano.
  5. Melhoria da Qualidade de Vida: Ao reduzir o lançamento de metano na atmosfera, o biometano contribui para melhorar a qualidade do ar e a saúde da população.

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Caminhões militares Scania: atuais; do Exército Brasileiro aos clássicos

Pouco escutamos sobre caminhões militares Scania. No entanto, o Scania Group mantém a sua divisão de veículos de defesa ativa. Vamos conhecer
agora os principais modelo da linha atual e os que fizeram
história, inclusive, no Exército Brasileiro
 

Robustez, versatilidade e confiabilidade. Esses são os pilares sobre os quais a Scania tem construído sua presença estratégica no setor de defesa. Muito além das estradas comerciais, a marca se consolida como uma aliada das forças armadas ao redor do mundo, com caminhões militares projetados para suportar condições extremas e missões críticas. 

Ao longo das últimas décadas, a Scania ampliou sua atuação no segmento de defesa com soluções logísticas sob medida, atendendo países da Europa, Ásia e América Latina. Seus veículos militares se destacam pela modularidade, pela capacidade de tração em terrenos hostis e pela integração de tecnologias civis adaptadas para uso militar. 

Força e Engenharia de Guerra: os modelos em destaque 

Scania R 730 8×8: potência total para operações críticas 

Considerado um dos mais potentes caminhões da linha de defesa da Scania, o modelo R 730 8×8 impressiona com seu motor V8 de 730 cavalos e tração total. Capaz de transportar até 120 toneladas, é indicado para o deslocamento de blindados, munições pesadas ou equipamentos de engenharia. A cabine pode ser blindada e transporta até oito militares com segurança, oferecendo proteção balística e conforto operacional. 

G410 6×4: a escolha das Forças de Defesa da Estônia 

Parte da modernização militar nos países bálticos, o Scania G410 6×4 foi recentemente adotado pelas forças armadas da Estônia. Com motor de 410 cv e arquitetura flexível, o caminhão pode operar como trator logístico ou plataforma para módulos especializados. O contrato com a Scania prevê entregas até 2025, ampliando a capacidade de transporte em ambientes estratégicos da OTAN. 

SLT 650 S 8×6: transporte de tanques para o Exército Alemão 

caminhões militares Scania
Foram produzidos 40 undades do SLT S 650 8×6 para o Exército Alemão

Utilizado para rebocar veículos de combate pesados como o Leopard 2A7V, o SLT 650 S é equipado com motor Euro 6 de 650 cv e implementos desenvolvidos pela DOLL Fahrzeugbau. O conjunto completo é capaz de transportar blindados de até 100 toneladas, com agilidade e segurança, mesmo em estradas acidentadas ou trilhas de guerra. 

Tecnologia sob medida para defesa 

A Scania desenvolveu um conceito modular para aplicações militares, permitindo que um mesmo chassi receba configurações distintas: ambulâncias, centros de comando, veículos de recuperação ou guarnições logísticas. Essa abordagem reduz custos operacionais e aumenta a eficiência das frotas militares. 

Scania militares
Patria 6×6 para o transporte de tropas

Os motores Scania de 9 a 16 litros desempenham um papel fundamental na mobilidade de veículos blindados utilizados por forças militares e de segurança em operações estratégicas. Modelos como o Patria AMV e o Patria 6×6, amplamente empregados por forças de reação rápida e missões internacionais de paz, contam com esses motores para garantir alto desempenho, confiabilidade e eficiência energética em cenários de combate e transporte tático. 

O Patria AMV, um veículo blindado modular 8×8, é reconhecido por sua versatilidade e capacidade de adaptação a diferentes missões. Equipado com motores Scania, ele oferece potência e autonomia para deslocamentos prolongados, além de suportar sistemas avançados de armamento e proteção. Já o Patria 6×6, projetado para transporte de tropas e apoio logístico, também se beneficia da robustez dos motores Scania, garantindo mobilidade em terrenos desafiadores e segurança para seus ocupantes. 

 A Suécia firmou um robusto contrato com as montadoras Scania e Volvo para o fornecimento de 775 caminhões militares, em uma estratégia de fortalecimento logístico das Forças Armadas diante do atual cenário geopolítico europeu. O acordo, divulgado em março de 2025, envolve a entrega de diferentes modelos táticos destinados a operações terrestres, com previsão de distribuição para diversas unidades militares suecas até o final de 2026. 

Segundo informações do Defence Today, The Defense Post e Defence Industry Europe, a Scania será responsável pelo fornecimento de 475 unidades, divididas da seguinte forma: 

  • 75 caminhões baú 6×6, voltados para o transporte de equipamentos e suprimentos sensíveis; 
  • 300 caminhões plataforma 4×4, equipados com lonas e elevadores traseiros, ideais para cargas variadas; 
  • 100 caminhões plataforma 6×6, com maior capacidade de tração e adaptabilidade em terrenos complexos. 

Já a Volvo fornecerá 300 caminhões plataforma 6×6, também com cobertura de lona e sistemas de carga automatizados. Esses veículos têm como objetivo reforçar o transporte de contêineres, cargas pesadas e outros veículos operacionais no interior da Suécia e em missões no exterior, dentro do escopo de atuação da OTAN. 

A operação conjunta entre as duas maiores fabricantes de veículos pesados do país representa um passo significativo na modernização da frota militar sueca, e inclui cláusulas de opção para a aquisição de mais 575 veículos adicionais, dependendo da evolução das necessidades estratégicas. 

Além do fornecimento em si, o contrato prevê suporte técnico, treinamento de operadores e assistência logística, consolidando o papel da indústria automotiva sueca como eixo central da infraestrutura de defesa nacional. 

Além da Suécia, a Scania tem expandido sua presença em mercados internacionais, incluindo a Índia. A empresa tem adaptado seus veículos para atender às condições específicas de diferentes regiões, como ambientes tropicais e desérticos, demonstrando sua capacidade de fornecer soluções personalizadas para as necessidades das forças armadas em diversos países. 

Os Scania do Exército Brasileiro

Sim, o Exército Brasileiro possui uma longa história de utilização de caminhões Scania em suas operações logísticas e de transporte pesado.

Scania
Os modelos Scania foram mais utilizados para transporte de blindados e de apoio logístico

Desde os anos 1970, a Scania forneceu diversos modelos adaptados para uso militar. Um exemplo notável é o Scania 110 Super 6×6, adquirido a partir de 1972, que desempenhou papel fundamental no transporte de blindados como o M41 Walker Bulldog e o M113. Esses veículos foram equipados com guinchos hidráulicos e reforços estruturais para atender às exigências militares.

Ao longo das décadas seguintes, modelos como o Scania 113H, 124G e P124 foram incorporados à frota, sendo utilizados em diversas funções, desde o transporte de veículos blindados até o apoio logístico em batalhões de suprimento.

Em eventos como a LAAD 2017, a Scania apresentou o P 360 6×6 militarizado, projetado para transporte de tropas e equipamentos em terrenos desafiadores. Apesar de suas capacidades, o Exército optou por adquirir o Volkswagen 31.320 6×6 para determinadas aplicações. A experiência entre o Exército Brasileiro é outro capítulo e para outra reportagem.

Modelos clássicos  

Scania militar
Scania LA82 e Scania SBAT 111 6×6

Scania LA82 (1958) 

  • Um dos primeiros modelos militares desenvolvidos pela Scania-Vabis. 
  • Equipado com tração nas quatro rodas (4×4), era utilizado para transporte geral e missões leves. 
  • Motor diesel de seis cilindros e 165 cv. 

Scania SBA111 (Tgb 30) 

  • Desenvolvido na década de 1970 para o Exército Sueco. 
  • Chassi 4×4 com motor diesel DS11, de aproximadamente 220 cv. 
  • Reconhecido por sua durabilidade em terrenos acidentados e climas extremos. 

Scania SBAT111S (Tgb 40) 

  • Versão 6×6 do SBA111, com capacidade de carga superior e potência em torno de 300 cv. 
  • Utilizado para transporte de equipamentos pesados e artilharia. 
  • Ainda está em operação em alguns países, com atualizações técnicas. 

Scania P93 e P113 Militarizados 

  • Versões adaptadas dos populares modelos civis, utilizadas em diversos países da Europa e América do Sul. 
  • Aplicações variavam de transporte de tropas a veículos de comando e reboque de artilharia. 

 

BorgWarner registra forte desempenho no primeiro trimestre de 2025

A BorgWarner Inc. divulgou nesta terça-feira (7) os resultados do primeiro trimestre de 2025, evidenciando resiliência e foco estratégico em meio a um cenário desafiador na indústria automotiva global. Mesmo diante de uma retração de 3,6% nos mercados de veículos leves e comerciais, a companhia apresentou crescimento orgânico de 0,1% nas vendas, com destaque para o desempenho expressivo de seus e-produtos, cuja receita cresceu 47% em relação ao mesmo período do ano anterior.

As vendas líquidas totalizaram US$ 3,515 bilhões no trimestre, uma queda de aproximadamente 2% na comparação anual, de acordo com os princípios contábeis dos EUA (US GAAP). O lucro líquido ajustado por ação diluída foi de US$ 1,11 – um aumento de 8% frente aos US$ 1,03 registrados no primeiro trimestre de 2024.

O lucro operacional ajustado atingiu US$ 352 milhões, com margem de 10,0%, ampliando em 60 pontos-base na comparação anual, apesar de um impacto negativo de 20 pontos-base relacionado a tarifas. O lucro líquido reportado foi de US$ 157 milhões (US$ 0,72 por ação diluída), frente a US$ 213 milhões (US$ 0,93 por ação diluída) no primeiro trimestre do ano passado.

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Saída do setor de carregamento e reestruturação

Como parte de sua estratégia para focar em áreas de maior rentabilidade e futuro crescimento, a BorgWarner anunciou sua saída do negócio de carregamento de veículos no segundo trimestre de 2025. A iniciativa visa eliminar perdas operacionais ajustadas de aproximadamente US$ 30 milhões anuais. Além disso, a companhia vai consolidar sua unidade de Sistemas de Baterias da América do Norte, ação que deverá gerar economia de custos de US$ 20 milhões até 2026.

“Essas medidas são fundamentais para alinharmos nossa estrutura de custos à realidade do mercado e maximizarmos nosso portfólio voltado à eletrificação veicular”, informou a empresa em nota oficial.

Novos negócios estratégicos

A BorgWarner também revelou uma série de novos contratos que consolidam sua posição de liderança em soluções de mobilidade elétrica e tradicional:

  • eMotor híbrido de alto volume: fornecimento para picapes e SUVs de uma grande montadora norte-americana, com lançamento previsto para 2028.
  • Aquecedor de líquido de arrefecimento de alta tensão (HVCH): contrato com uma OEM global para sua linha de híbridos plug-in, com início em 2027.
  • Extensões de programa de EGR (recirculação de gases de escape): com um importante OEM norte-americano, garantindo produção até 2029.
  • Transmissões de dupla embreagem (DCT) na China: incluindo uma extensão de sete anos com uma montadora alemã e um novo contrato com um fabricante de transmissões local, com início previsto para o fim de 2025.

Projeção para 2025

A BorgWarner atualizou sua projeção para o ano, estimando vendas líquidas entre US$ 13,6 bilhões e US$ 14,2 bilhões – uma leve alta frente à previsão anterior, impulsionada pela recuperação de tarifas e valorização cambial. A expectativa é de uma margem operacional ajustada entre 9,6% e 10,2%, com lucro líquido ajustado por ação variando entre US$ 4,00 e US$ 4,45.

Mesmo com a redução nas expectativas de produção do setor, a companhia prevê crescimento acima da média do mercado entre 200 e 400 pontos-base. O fluxo de caixa operacional deve se manter entre US$ 1,323 bilhão e US$ 1,375 bilhão, com fluxo de caixa livre projetado de US$ 650 milhões a US$ 750 milhões.

Com forte posicionamento em eletrificação, controle rígido de custos e novas conquistas comerciais, a BorgWarner reforça sua estratégia de longo prazo, alinhada às transformações da indústria automotiva global.

Agronegócio precisa ser mais “pop” na COP30 

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Para não sair como vilão da conferência climática mundial, a agricultura brasileira precisa construir uma imagem uniforme e alinhar seu discurso na COP30 

Por Jorge Görgen* 

A COP30, que será realizada em Belém (PA), está se aproximando, e a cadeia produtiva do agronegócio brasileiro vive o dilema de como se posicionar de forma unificada diante das questões ambientais emergentes que serão debatidas no evento global. 

É sempre fácil associar a imagem da agricultura nacional à figura de vilã. Organizações não governamentais e instituições do gênero, defensoras da causa ambiental, já têm um discurso pronto para demonizar os produtores agrícolas brasileiros. A narrativa central é que a agricultura está devastando florestas e transformando o cenário em pastagens para engorda de gado e, depois, em lavouras de soja. 

Segundo dados dos alarmistas de plantão, mais de 20% da Amazônia Legal já foi destruída, e o avanço segue em ritmo acelerado, prometendo uma paisagem lunar no lugar da floresta úmida antes do fim deste século. É uma imagem forte e de fácil assimilação pelo grande público, já temeroso com o aquecimento global. 

Mas como explicar ao mundo que o agro organizado não é o vilão da destruição da floresta amazônica e que o Brasil não é o único país responsável pelo aceleramento das mudanças climáticas? 

Muito pelo contrário, o agro verde-amarelo tem muito a mostrar e dizer ao mundo. 

Separar o joio da soja

Aqui, precisamos começar separando, literalmente, o joio do trigo — ou, neste caso, o joio da soja. Crime é crime e vice-versa. Como em todos os setores, há segmentos mais rudimentares do agronegócio formados por gangues que grilam terras, invadem áreas devolutas, reservas indígenas ou de proteção permanente, e seguem em frente, desrespeitando a legislação, o Ibama e o próprio governo. 

Decididamente, não estamos falando dessa gente, que precisa ter um encontro com as barras da Justiça. Estamos falando de quem produz corretamente e coloca comida na mesa dos brasileiros e de milhões de pessoas mundo afora. 

Mas isso não interessa muito a quem denuncia o agro de forma generalista. E aqui está a armadilha na qual o Brasil e as lideranças do agronegócio não podem cair durante os debates da COP30. Cabe às nossas autoridades e entidades do setor mostrar que a agricultura faz parte da solução — e não do problema. Afinal, a questão ambiental não se sobrepõe à segurança alimentar. Elas estão interligadas. Só existe agricultura porque comida é fonte de energia e saúde para a humanidade. E porque há urgência e fome no mundo. 

Mas o que é a COP30?

Para começar a responder a esse dilema à altura das demandas da sociedade civil organizada, o governo brasileiro e as entidades que lideram o agronegócio precisam, antes de tudo, compreender a arena onde acontecerão os principais debates desse evento de grande envergadura. 

COP30
Agricultura e preservação: imagem aérea mostra lavouras de soja lado a lado com áreas de vegetação nativa — prova de que o agro brasileiro pode ser parte da solução na luta climática debatida na COP30

A COP30 — ou Conferência das Partes —, que o Brasil sediará em novembro, é uma reunião internacional que integra a Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima. Essas conferências são realizadas anualmente com o objetivo de avaliar o progresso das negociações sobre as mudanças climáticas e estabelecer acordos para mitigar os efeitos já verificados no planeta. 

A COP30 terá papel relevante na avaliação de dois aspectos cruciais: a implementação contínua dos compromissos assumidos em conferências anteriores e o avanço das metas globais para o futuro — especialmente no que se refere à adaptação e à resiliência diante das mudanças climáticas. 

Dados atualizados indicam que, neste primeiro quarto de século, a temperatura média global já subiu quase 1 grau Celsius. Se nada mudar, poderemos atingir os 3 graus de aumento previstos pelos cientistas bem antes de 2100 — ou seja, em menos de 50 anos a partir de agora. 

Por isso, a cada edição da COP, representantes dos países signatários se reúnem para discutir políticas climáticas, estabelecer compromissos para a redução das emissões de gases de efeito estufa e implementar os objetivos do Acordo de Paris, firmado em 2015. 

Mas uma COP não deve ser vista como um fim em si mesma. Trata-se de um processo contínuo, que começou em Estocolmo-72, passou pela Rio-92 (ou Eco-92) e culminou no Acordo de Paris. Ou seja, já existem enunciados anteriores e compromissos assumidos que, muitas vezes, geraram expectativas frustradas. 

Com a fragilidade do multilateralismo nos dias de hoje, o debate pode se esgotar se não surgirem metas objetivas e factíveis — capazes de reunir à mesa todos os agentes globais necessários para resolver o impasse climático em que nos encontramos, criando um ponto de inflexão que salve o planeta e o futuro da humanidade. 

Os exemplos do Brasil

É aqui que o agronegócio brasileiro pode oferecer bons exemplos ao mundo. Temos protagonismo na agricultura e pecuária global, não apenas no aspecto econômico — como líderes em várias culturas —, mas também em práticas sustentáveis. 

Carnes, cana, grãos, café, cítricos, florestas plantadas… e por aí vai. Mas também temos exemplos concretos de agricultura sustentável a apresentar, inclusive no bioma amazônico. 

Práticas regenerativas de uso do solo existem há pelo menos 50 anos, desde que o plantio direto começou a surgir no Paraná. O etanol é uma das maiores bandeiras que podemos levantar como solução energética viável para a mobilidade. Além da cana, temos o sucesso do uso de biocombustíveis, com destaque para o biometano, utilizado no transporte coletivo, de cargas e em máquinas agrícolas — fechando o ciclo sustentável no campo. 

Mais recentemente, cresce o conceito de integração entre lavoura, pecuária e reflorestamento em uma mesma propriedade. É uma inovação verde-amarela que pode ser exportada para diversos países, especialmente os nossos vizinhos do continente americano, mostrando que produtividade pode — e deve — caminhar junto com sustentabilidade, preservando a umidade do solo e os mananciais de água. 

Zona Azul versus Zona Verde

Esses exemplos precisam estar presentes em todos os discursos dos representantes brasileiros durante a COP, para que a força da nossa mensagem não se dilua nem seja ofuscada por imagens de queimadas e florestas derrubadas. Seja na Zona Azul, onde estarão os representantes oficiais dos governos, ou na Zona Verde, onde estarão empresas, ONGs e a sociedade civil. 

É preciso lembrar que, por trás de tudo isso, o principal tema da COP é econômico: trata-se da competitividade dos países em todas as áreas — especialmente na geração de energia e na agricultura, incluindo pecuária e pesca. São dois pilares da economia global que estarão em jogo em Belém, e o Brasil precisa estar preparado para defender seus interesses estratégicos. 

Sem esquecer que a imprensa mundial estará atenta, cobrindo as duas arenas da conferência: o lado oficial, de onde sairão os acordos e metas entre os países, e o lado não oficial, de onde, geralmente, vêm as imagens de protestos que correm o mundo. Se o discurso não estiver bem alinhado, as imagens da Zona Verde poderão ofuscar as boas intenções e argumentos do agronegócio brasileiro. 

Assim, a pecha de vilão permanecerá marcada a ferro e fogo no agro nacional. E a próxima oportunidade para reverter essa imagem será apenas na COP31, em Istambul, na Turquia, em novembro de 2026.

Frota Agro
Jorge Görgen é um experiente profissional de comunicação corporativa com destaque nos setores automotivo e do agronegócio. Atuou como *Responsável de Comunicação Corporativa do Iveco Group, liderando estratégias para marcas como IVECO, IVECO Bus, FPT Industrial, IDV e Magirus. Anteriormente, acumulou **14 anos na CNH Industrial* como Gerente de Relações Institucionais e Comunicação Corporativa, atuando com marcas como Case e New Holland em toda a América Latina.
Formado em *Comunicação Social/Jornalismo* pela PUC/RS, com *MBA Executivo em Marketing pelo INSPER* e especialização em Comunicação Empresarial, Jorge foi duas vezes premiado como *Profissional do Ano de Comunicação Empresarial pela Aberje* (2018 e 2023). Também ocupou cargos de liderança, como *Vice-presidente da ANFAVEA* e de conselheiro da Aberje.
Jorge é reconhecido por sua expertise em comunicação estratégica e relações institucionais nos setores em que atua.
E-mail para contatos: jlagorgen@gmail.com

Nota:

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Amazon reforça presença no Brasil com foco em logística 

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A Amazon reafirmou seu compromisso com o mercado brasileiro durante o Amazon Conecta 2025, evento realizado nesta terça-feira (6) que reuniu vendedores e especialistas do setor. Com destaque para a expansão logística e o incentivo a pequenas e médias empresas (PMEs), a companhia também confirmou a realização do Prime Day 2025 para o mês de julho

Durante o encontro, Juliana Sztrajtman, presidente da Amazon Brasil, apresentou os principais números da operação no país. Atualmente, a empresa atende todos os 5.570 municípios brasileiros, com entregas em até dois dias em mais de 1.300 cidades e em até um dia em mais de 200. A infraestrutura logística conta com 150 polos e 12 centros de distribuição, incluindo o recém-inaugurado GRU9, em São Paulo — o mais tecnológico do país, com capacidade para separar até 9,5 mil pacotes por hora em seus 70 mil m². A previsão é de novas unidades ainda em 2025. 

Segundo a NielsenIQ, a Amazon ocupa posição de destaque em intenção de compra e lembrança de marca no Brasil. A empresa vem acompanhando o comportamento do consumidor para ampliar a oferta de produtos e tornar as entregas mais rápidas e seguras. Hoje, o marketplace oferece 150 milhões de itens em 50 categorias, com destaque para os assinantes Prime, que compram, em média, sete vezes mais que usuários comuns. O Brasil é o país com maior crescimento global do programa Prime. 

Vendedores parceiros impulsionam crescimento regional 

O marketplace da Amazon registrou crescimento expressivo de vendedores parceiros em todas as regiões do Brasil entre 2023 e 2024. Os dados mostram avanço acima de dois dígitos em todos os estados. 

No Sudeste, o número de novos vendedores aumentou 36%, com destaque para o Rio de Janeiro, que saltou 76%, e São Paulo, com crescimento de 30%. Espírito Santo e Minas Gerais tiveram altas de 27% e 25%, respectivamente. 

A Região Norte liderou em crescimento percentual, com alta de mais de 55%. Roraima (68%) e Pará (67%) se destacaram. O Pará, inclusive, é o estado com maior número absoluto de vendedores na região, superando 600. Entre as ações logísticas na região, está o piloto de entregas para 86 famílias ribeirinhas na comunidade do Catalão, zona rural de Iranduba (AM), que agora recebem produtos em até dois dias por voadeiras. 

No Nordeste, o crescimento geral foi de 33%. Maranhão (61%), Alagoas (41%) e Ceará (34%) foram os destaques. Já no Centro-Oeste, o avanço foi semelhante, com média de 33%, puxado por Mato Grosso (43%) e Goiás (41%). No Sul, o aumento foi de 24%, com Santa Catarina liderando com 27%. 

Foco em pequenas e médias empresas 

Segundo Virginia Pavin, diretora de Marketplace da Amazon Brasil, 99% dos 100 mil vendedores ativos em 2024 são PMEs. As vendas no marketplace somaram R$ 11,3 bilhões no ano, sendo que 78% dos pedidos foram entregues fora da localidade do vendedor. Mais de 3 mil sellers brasileiros já exportam seus produtos via Amazon. 

Para 2025, a empresa aposta em inteligência artificial para facilitar o cadastro e a operação de novos vendedores. Entre as novidades, estão o Registration Hub (apoio especializado para novos cadastros) e o Listing Hub (suporte à criação de listagens). Ferramentas de IA permitirão criar páginas de produtos a partir de uma breve descrição, imagem e link. A comunicação com os sellers também será feita via WhatsApp. 

Logística e expansão de categorias 

O programa Fulfillment by Amazon (FBA), atualmente limitado a vendedores registrados em São Paulo, será expandido ao longo do ano. A empresa também avalia novos polos logísticos com base em incentivos fiscais estaduais. 

Outro foco será o aumento do sortimento em categorias como moda e automotivo, com campanhas específicas para atrair novos lojistas e ampliar a variedade de produtos. 

Prime Day 2025 confirmado 

Um dos momentos mais aguardados pelos consumidores, o Prime Day 2025 foi confirmado para julho. Em 2024, a ação registrou crescimento de 71% em relação ao ano anterior, com 9 bilhões de entregas feitas no mesmo dia ou no seguinte. 

Segundo os executivos, o Amazon Conecta reflete a estratégia da companhia de fortalecer a base de vendedores locais, considerada peça-chave para o crescimento sustentável da operação no Brasil. 

Marcas chinesas preparam ofensiva no rico mercado brasileiro de picapes 

Marcas chinesas podem alterar o mercado de picapes no Brasil, segmento é que a mina de ouro para marcas como Fiat, Toyota, Chevrolet, Ford e Mitsubishi. Isso porque duas novidades estão sendo preparadas, uma pela BYD e outra pela Caoa Chery. A primeira quer criar uma picape para o segmento de compactas, surfado atualmente pela líder, Fiat Strada, e pela única concorrente, a VW Saveiro. Já a Caoa quer produzir uma picape média em sua fábrica de Anápolis (GO) para concorrer com as líderes do segmento, Toyota Hilux e Ford Ranger, além de outras 10 que disputam este segmento. 

BYD mira o segmento de picapes compactas 

A BYD, conhecida por seus avanços em veículos elétricos, confirmou a produção de uma picape compacta no Brasil, com lançamento previsto para 2026. O modelo será fabricado (ou montada com SKD) na planta de Camaçari, na Bahia, e terá versões de cabine simples e dupla. A estratégia da empresa é competir diretamente com a Fiat Strada, líder absoluta no segmento, e outras concorrentes como Chevrolet Montana, Ford Maverick e Renault Oroch. 

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Embora detalhes técnicos ainda não tenham sido divulgados, especula-se que a picape possa contar com motorização híbrida flex, alinhando-se à tendência de eletrificação do mercado. A informação foi revelada ao jornalista Jorge Moraes, do portal Uol Carros, pelo vice-presidente sênior da BYD no Brasil, Alexandre Baldy. 

Caoa Chery aposta em picape média para rivalizar com Hilux e Ranger 

Ainda conforme informações do jornalista Jorge Moraes, a Caoa Chery, por sua vez, planeja produzir uma picape média na fábrica de Anápolis, Goiás, com início de produção estimado entre o final de 2025 e o início de 2026. No entanto, vale lembrar que a promessa da fabricação de uma picape não é nova. Há registros sobre esta promessa em veículos de notícias desde 2021. 

O foco da picape Chery 4×4 é exatamente o público do agronegócio do Centro-Oeste, região onde está instalada a sua fábrica. O modelo, possivelmente batizado de Chery Himla, será oferecido em versões a diesel e híbrida plug-in, visando competir com líderes de mercado como Toyota Hilux e Ford Ranger. A Chery Himla promete um design robusto e moderno, com interior tecnológico, incluindo central multimídia de 14 polegadas e recursos voltados para o uso off-road. 

Impacto no mercado brasileiro 

A entrada dessas marcas chinesas no mercado de picapes representa uma mudança significativa no cenário automotivo brasileiro. A BYD, com sua expertise em eletrificação, e a Caoa Chery, com sua capacidade de produção local, trazem novas opções para os consumidores e aumentam a competitividade no segmento. 

Analistas do setor apontam que a presença dessas novas picapes pode pressionar as montadoras tradicionais a inovar e oferecer produtos com melhor custo-benefício, além de acelerar a transição para tecnologias mais sustentáveis. 

Com lançamentos previstos para os próximos anos, o mercado brasileiro de picapes se prepara para uma nova era, marcada pela diversificação de ofertas e pela chegada de modelos que prometem atender às demandas de um público cada vez mais exigente. 

Inteligência de mercado: TruckPag e 3S unem forças para gestão de frotas

Com mais de 700 mil transportadoras registradas no país, segundo dados da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres), o setor de transporte rodoviário de cargas é peça-chave na economia de qualquer país. Para fortalecer esse segmento, a TruckPag, startup especializada em soluções de pagamento para frotas pesadas, firmou uma parceria estratégica com a 3S Tecnologia, referência nacional em telemetria, monitoramento e segurança veicular. 

A aliança entre as empresas tem como objetivo entregar um ecossistema de soluções integradas que oferece mais controle operacional, redução de custos e ganhos de rentabilidade para transportadoras e embarcadores. 

“A parceria entre as empresas fortalece o conceito de ecossistema completo para embarcadores e frotistas. Unimos a inteligência do monitoramento em tempo real com nossa tecnologia de pagamentos e controle de abastecimento para gerar mais resultados nas pontas — da operação à gestão”, afirma Kassio Seefeld, CEO da TruckPag. 

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Soluções integradas para gestão de ponta a ponta 

A integração entre as tecnologias das duas empresas permitirá funcionalidades como automação de abastecimento, controle de consumo, acesso a postos com preços competitivos e rastreamento em tempo real da operação. Os clientes também terão acesso a uma nova plataforma de gestão e conciliação fiscal, que facilita o aproveitamento de créditos tributários e contribui para a saúde financeira das frotas. 

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Outro ponto de destaque é o reforço à segurança. Com tecnologias embarcadas da 3S, os operadores contarão com maior rastreabilidade e mecanismos de prevenção a fraudes, além de dados estratégicos que auxiliam na tomada de decisões operacionais. 

“Acreditamos que a união com a TruckPag é estratégica para o mercado. Nossas soluções se complementam e essa sinergia nos permite entregar uma oferta mais robusta, com suporte técnico alinhado e foco total no cliente”, comenta Rennan Garcia, sócio e Diretor Comercial da 3S Tecnologia. 

Produto conjunto está em desenvolvimento

Segundo as empresas, um novo produto está em fase de desenvolvimento. A proposta é integrar ainda mais os processos operacionais, consolidando informações em uma plataforma intuitiva que promete transformar o dia a dia do gestor de frotas. 

Com duas décadas de mercado, a 3S atende transportadoras, locadoras e operações logísticas críticas. Já a TruckPag, que registrou um crescimento de 147% entre março de 2023 e março de 2025, atua com capital 100% nacional e foco em compliance fiscal, oferecendo atendimento humanizado 24/7 e tecnologia proprietária. 

“Mais do que integrar sistemas, essa parceria entrega inteligência aplicada à logística. Estamos olhando para o que realmente importa para o operador de transporte: controle, economia e resultado”, reforça Seefeld. 

As 3 soluções digitais que estão facilitando a rotina de frotas pesadas

De acordo com a pesquisa Espelho Logístico, da Next.Log, quase 80% das transportadoras brasileiras investiram em soluções tecnológicas no último ano. A digitalização avança e transforma a operação de quem está na estrada. Confira três ferramentas que têm ganhado destaque: 

  1. Cartão para gestão de combustível

Essenciais para o controle de gastos, os cartões corporativos permitem gerenciar o consumo de combustível em tempo real, com dados acessíveis via plataformas digitais. A solução traz mais transparência e otimização no uso da frota. 

  1. Tag veicular

Com ela, é possível pagar pedágios e estacionamentos automaticamente, sem parar em guichês, ganhando agilidade nas viagens e reduzindo o tempo parado. 

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  1. Plataforma de manutenção veicular

Essas ferramentas centralizam o histórico de cada veículo, desde registros de falhas até a aprovação de reparos. Também permitem o acompanhamento dos serviços prestados e ajudam a manter a frota em condições ideais de operação. 

“A digitalização facilita a manutenção preventiva, a gestão de combustíveis, a otimização de rotas e diversos outros pontos dentro da logística. Isso gera aumento de produtividade e impacto positivo na sustentabilidade”, conclui Kassio Seefeld, CEO da TruckPag. 

Fiat Strada e Toro disparam, mas Hilux resiste na liderança entre médias

Fiat domina entre as picapes compactas, segmento sem concorrência, e intermediárias com apenas dois concorrentes, enquanto Hilux lidera entre mais de 10 concorrentes no segmento de médias; veja os modelos mais
vendidos até abril de 2025

O setor de picapes continua sendo um dos mais lucrativos e competitivos do mercado automotivo brasileiro. No primeiro quadrimestre de 2025, os dados de emplacamentos mostram um cenário liderado amplamente pela Fiat, que se destaca tanto nas categorias tradicionais quanto em um novo nicho cada vez mais relevante: o das picapes intermediárias. 

Segmento de picapes compactas: Fiat Strada reina absoluta

A Fiat Strada segue como líder incontestável entre as picapes compactas. De janeiro a abril, o modelo acumulou 39.373 unidades vendidas, o que representa 67,73% do segmento. Em segundo lugar, a VW Saveiro somou 18.761 emplacamentos (32,27%). 

Segmento intermediário: Fiat Toro, Montana e Oroch ganham protagonismo 

Nesta faixa intermediária — que une características de picapes compactas e médias, especialmente voltadas para uso misto urbano e recreativo — três modelos se destacam: 

  • Fiat Toro: com 15.229 unidades vendidas no acumulado do ano, a Toro se consolida como a líder do segmento intermediário, representando 18,43% do mercado total de picapes. 
  • Chevrolet Montana (nova geração): mesmo com números abaixo dos líderes, emplacou 6.565 unidades até abril, alcançando 7,95% de participação. 
  • Renault Oroch: mais discreta, mas ainda relevante, a Oroch somou 3.904 emplacamentos (4,73%). 
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A ascensão dessas picapes reflete a preferência crescente do consumidor por modelos versáteis, com visual robusto, cabine dupla e conforto próximo ao de um SUV, sem renunciar a caçamba e resistência. 

Segmento de picapes médias: Hilux, Ranger e S10 disputam liderança

Entre as picapes médias — tradicionalmente voltadas para trabalho pesado e uso rural/off-road — a disputa está acirrada: 

  • Toyota Hilux: com 14.150 unidades vendidas até abril, mantém a vice-liderança geral, com 17,13% do segmento. 
  • Ford Ranger: próxima na cola, com 10.343 unidades (12,52%). 
  • Chevrolet S10: segue estável, com 8.398 emplacamentos e 10,17% do mercado. 
  • Outros modelos como a Ram Rampage (7.246), Nissan Frontier (3.237), Mitsubishi L200 (3.092) e VW Amarok (1.970) completam o segmento com desempenhos expressivos, embora distantes dos líderes. 

Três categorias, um mercado em evolução 

Ao dividir o mercado em compactas, intermediárias e médias, observa-se uma clara diversificação da demanda. A categoria intermediária, em especial, tem ganhado força com modelos como a Fiat Toro, que conseguem unir estilo, capacidade e dirigibilidade urbana. 

Esse reposicionamento de marcas e modelos mostra como o mercado brasileiro está em plena evolução — cenário que deve se intensificar com a entrada das marcas chinesas BYD e Caoa Chery, que se preparam para lançar novas picapes nos próximos anos. 

Enquanto isso, a Fiat demonstra domínio estratégico, com produtos fortes em todas as frentes, ditando o ritmo e desafiando concorrentes a inovar para não perder espaço em um dos setores mais valiosos do setor automotivo nacional. 

Hora parada e carga e descarga: Regras atualizadas em 2025

Por determinação legal, todos os contratos que envolvem operações de carga e descarga no transporte rodoviário de cargas e hora parada devem ser reajustados, desde o dia 17 de abril de 2025, com base na variação anual do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC/IBGE). O novo valor por tonelada – ou fração – passa a ser R$ 2,41, conforme cálculo da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). 

Essa atualização decorre do que estabelece o artigo 15 da Lei 13.103, de 2 de março de 2015, que modificou dispositivos da Lei 11.442/07, regulamentando o transporte rodoviário de cargas no Brasil. A base de cálculo para o reajuste é o valor anterior, vigente em abril de 2024, de R$ 2,29, e o índice aplicado foi de 5,02%, correspondente à variação do INPC entre abril de 2024 e março de 2025. 

Cálculo do valor: como chega-se aos R$ 2,41

O percentual de 5,02%, definido pelo INPC e previsto no § 6º do artigo 11 da Lei 11.442/07, deve ser aplicado diretamente sobre o valor de R$ 2,29: 

R$ 2,29 + 5,02% = R$ 2,41 

Esse é o novo valor que deve ser considerado para cada tonelada (ou fração) carregada ou descarregada nas operações de transporte. 

A medida tem impacto direto tanto para transportadores autônomos (TACs) quanto para empresas de transporte de carga (ETCs), que agora devem cobrar esse valor reajustado em seus contratos com embarcadores e destinatários. 

Hora parada: como calcular a remuneração por espera 

Outro ponto importante diz respeito ao pagamento pela hora parada, quando o veículo aguarda para carregar ou descarregar a mercadoria. O § 5º do artigo 11 da mesma lei determina que: 

“Após 5 horas de espera, será devido ao transportador o valor de R$ 1,38 por tonelada/hora ou fração.” 

Ou seja, o transportador só passa a ter direito à remuneração após o veículo permanecer parado por mais de cinco horas desde sua chegada ao local de carga ou descarga. A partir desse ponto, cada hora (ou fração dela) deve ser paga de acordo com a capacidade total de transporte do veículo, não o volume efetivamente carregado. 

Por exemplo: 

  • Um caminhão com capacidade para 20 toneladas que aguarde por 7 horas (ou seja, 2 horas além das 5 de tolerância) deverá receber: 
  • 2 horas x R$ 1,38 x 20 toneladas = R$ 55,20. 

Obrigatoriedade de comprovação e penalidades 

A lei também obriga embarcadores e destinatários a fornecerem documentos que comprovem o horário de chegada do caminhão às suas instalações. Caso isso não ocorra, estarão sujeitos a multa administrativa aplicada pela ANTT, limitada a 5% do valor da carga. 

A hora parada na carga e descarga é um dos gargalos mais críticos da logística brasileira, impactando diretamente a eficiência operacional do transporte rodoviário de cargas. O tempo excedente que os caminhões permanecem inativos, à espera para realizar operações logísticas, representa não apenas prejuízos financeiros para os transportadores, mas também um aumento significativo do chamado “Custo Brasil” — conjunto de fatores estruturais, burocráticos e econômicos que encarecem a produção e reduzem a competitividade nacional.

Esse tempo ocioso implica em baixa rotatividade dos veículos, menor aproveitamento da frota e desperdício de recursos como combustível, mão de obra e manutenção. Para o país, o acúmulo de horas paradas contribui para ineficiências na cadeia de suprimentos, eleva os preços dos produtos transportados e compromete prazos de entrega. A obrigatoriedade de remuneração após cinco horas é uma tentativa de compensar o transportador, mas não resolve o problema estrutural: a falta de infraestrutura adequada nos pontos de carga e descarga e a desorganização nos agendamentos logísticos.

Reduzir as horas paradas exige investimento em tecnologia, gestão integrada e planejamento logístico, além de uma atuação mais firme da fiscalização para garantir o cumprimento das normas. Sem isso, o setor continuará sendo penalizado por uma logística lenta e custosa, que trava o crescimento econômico e a competitividade do Brasil.

Conclusão: atenção redobrada nos contratos 

Transportadores e empresas devem estar atentos à aplicação do novo valor de R$ 2,41 por tonelada, válido desde 17 de abril de 2025. A atualização anual baseada no INPC é obrigatória por lei, e descumprimentos podem gerar passivos financeiros e penalidades administrativas. 

Além disso, o cálculo correto da hora parada, respeitando a tolerância de cinco horas e a capacidade do veículo, garante uma remuneração justa ao transportador e reforça o cumprimento da legislação em vigor. 

Atualize seus contratos e processos. O cumprimento das normas é essencial para a sustentabilidade do setor e para relações comerciais mais equilibradas.