sexta-feira, abril 3, 2026

A violência nas estradas e o impacto sobre os motoristas profissionais

A violência nas estradas brasileiras é um problema grave, que afeta diretamente a segurança de motoristas, passageiros e, sobretudo, dos caminhoneiros — profissionais que passam a maior parte de suas vidas nas rodovias. Os crimes vão desde roubos de carga, assaltos e sequestros até homicídios. Essa é a dura realidade enfrentada por trabalhadores que desempenham um papel essencial no funcionamento da economia do país.

O roubo de cargas, por exemplo, é um dos principais crimes que atingem os caminhoneiros. Segundo dados do fechamento de 2024, a região Sudeste concentra a maior parte dessas ocorrências, especialmente em áreas metropolitanas. Somente naquele ano, 83,6% dos prejuízos foram registrados nessa região, com destaque para São Paulo (45,8%), Rio de Janeiro (25%) e Minas Gerais (12,1%). Esses crimes geram perdas financeiras para as empresas de transporte e para os segurados, além de colocarem em risco a integridade física e emocional dos condutores.

De acordo com o levantamento “Análise de Roubo de Cargas 2024”, da nstech — empresa líder em software para supply chain na América Latina —, a maioria dos roubos ocorre às segundas-feiras, sendo as noites e madrugadas os períodos mais perigosos (57,4%).

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Acidentes rodoviários: vidas perdidas e alto custo para o país

Além da criminalidade, os acidentes de trânsito também têm causado impactos alarmantes nas rodovias. Segundo o Painel CNT de Acidentes Rodoviários de 2024, o Brasil registrou 73.114 acidentes no ano, resultando em 6.153 mortes — uma média de 16 vidas perdidas por dia —, além de um impacto econômico superior a R$ 16 bilhões. Em 20% dos sinistros registrados, caminhões estavam envolvidos.

No mesmo período, um estudo da empresa apontou 1.437 acidentes envolvendo veículos de transporte de cargas. A companhia lançou esse relatório como parte das ações do Maio Amarel. O levantamento reúne informações de importantes gerenciadoras de risco (BRK, Buonny e Opentech), além de dados da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e da Confederação Nacional do Transporte (CNT).

A análise mostra que a região Sudeste concentrou 53% das incidências. As operações com cargas fracionadas e alimentos foram as mais sinistradas em 2024, somando 631 acidentes — número cinco vezes superior ao registrado por outros tipos de carga (135 ocorrências). São Paulo liderou o ranking de estados com mais acidentes (388), seguido por Minas Gerais (208), Rio de Janeiro (142) e Paraná (137). Todos apresentaram aumento em comparação com o ano anterior, com destaque para os crescimentos de 41% em São Paulo, 17% em Minas e impressionantes 84% no Rio.

Colisões foram o tipo de ocorrência mais comum, totalizando 490 sinistros — um aumento de 50,3% em relação a 2023. Já as saídas de pista subiram 58,1%, com 117 casos em 2024, contra 74 no ano anterior.

Trechos urbanos e horários críticos

Os trechos urbanos concentraram o maior número de acidentes, com 219 sinistros, sendo 45 deles às terças-feiras. Nesse tipo de trajeto, as operações com cargas alimentícias foram as mais afetadas (113 ocorrências). As rodovias com mais registros foram a BR-116 (208 acidentes) e a BR-101 (106), considerando apenas operações monitoradas pela Nstech.

Quanto ao período do dia, as manhãs continuam sendo as mais críticas: foram registradas 34 saídas de pista, 189 colisões e 178 tombamentos nesse intervalo. Também houve aumento de 51,1% nos acidentes noturnos. Já a quinta-feira foi o dia com mais ocorrências, enquanto o domingo foi o menos crítico — embora ainda tenha registrado 129 acidentes.

Causas: infraestrutura precária e comportamentos de risco

As causas dos acidentes estão relacionadas tanto à infraestrutura das rodovias quanto ao comportamento dos motoristas. A CNT identificou, em 2024, 2.446 ocorrências graves nas estradas, como buracos, erosões, quedas de barreiras, pontes danificadas e outros problemas estruturais. No entanto, segundo o Observatório Nacional de Segurança Viária, nove em cada dez acidentes são causados por falhas humanas.

Dados da Onisys mostram que os principais comportamentos de risco em 2024 foram excesso de velocidade, uso de celular ao volante, fadiga e o não uso do cinto de segurança. As longas jornadas de trabalho, comuns entre caminhoneiros, também contribuem significativamente para o aumento do risco. A fadiga extrema reduz os reflexos e a capacidade de reação, aumentando a chance de acidentes.

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“Prevenção de acidentes vai além de uma preocupação com prazos ou ativos: trata-se de preservar vidas e promover a sustentabilidade no setor. Por isso, a prevenção deve ser encarada como estratégia fundamental — e não como um custo adicional”, reforça Thiago Azevedo, diretor executivo do Onisys.

Uma análise feita pela Frota News com base nos relatórios da PRF dos últimos 17 anos, comprovam que a ocorrência de acidentes já foram muito maiores. Devido a diferentes fatores, houve uma significativa redução, o que pode ser conferido na reportagem abaixo:

Entenda as razões para a redução de 53% nas rodovias federais

Valorização do caminhoneiro é parte da solução

Além de tecnologia e infraestrutura, é essencial reconhecer e valorizar o papel do motorista profissional. A ausência de políticas públicas eficazes, o medo constante e a pressão por produtividade afetam diretamente sua saúde mental e física. A combinação de insegurança, jornadas exaustivas e riscos operacionais torna essa profissão uma das mais desafiadoras do país.

Diante desse cenário, é urgente que se adotem políticas de valorização do profissional, melhorias estruturais nas rodovias, reforço no policiamento e estratégias inteligentes de prevenção. Sem transporte seguro, todo o país sofre as consequências.

Kia lança Bongo 2026 mais competitivo no segmento cabine chassi 4×4

A Kia Brasil anunciou nesta segunda-feira (12) duas atualizações para o utilitário leve Bongo Bongo 2026: a ampliação da garantia de fábrica de 3 para 4 anos (ou 100 mil quilômetros, o que ocorrer primeiro) e a extensão dos intervalos de manutenção periódica, que passam de 10 mil km para 15 mil km. As novidades valem para unidades ano/modelo 2025/2026. Vale lembrar que a garantia é valida para os clientes que fazem todas as manutenções nas concessionárias autorizadas.

Segundo Gabriel Loureiro, diretor técnico da Kia Brasil, as mudanças só foram possíveis graças às melhorias implementadas no trem de força do modelo. “Os componentes e sistemas receberam ajustes que aumentaram a durabilidade e permitiram nova calibração. Com isso, conseguimos garantir 50% a mais de quilometragem entre as revisões”, explica o executivo.

Para Daniel Brenn, diretor de Vendas da Kia Brasil, os novos parâmetros representam um avanço significativo em termos de custo-benefício para quem utiliza o Bongo 4×4 como ferramenta de trabalho. “A extensão dos programas de garantia e de manutenção é mais um benefício relevante aos profissionais autônomos e aos frotistas, porque quanto mais garantia de fábrica e menores os intervalos de parada para manutenção, melhores serão os índices de TCO – Total Cost of Ownership (custo total de propriedade)”, destaca.

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Desempenho reconhecido no campo e na cidade

Com capacidade para até três ocupantes — e agora também disponível em versão de dois lugares —, o modelo é utilizado tanto na distribuição urbana quanto em operações no campo, com destaque para a logística agrícola e a agricultura familiar. Além disso, vem sendo bastante utilizado para implementação de motorhome.

Equipado com tração integral com reduzida, o Bongo 4×4 pode ser configurado com baú, carroceria metálica ou de madeira, e tem capacidade de carga no chassi de até 1.811 kg. O motor é um 2.5 litros, turbo diesel intercooler de 4 cilindros, com injeção eletrônica Common Rail da Bosch, que entrega 130,5 cv de potência a 3.800 rpm e torque de 26 kgf.m a apenas 1.250 rpm.

Assim como todos os utilitários com PBT até 3.500 kg, o modelo pode circular em áreas restritas a caminhões e a condução com CNH categoria B, mesma exigida para automóveis de passeio. Vale lembrar que se for de uso profissional, a CNH B precisa ser com EAR (Exerce Atividade Remunerada). No ambiente rural, destaca-se a aptidão para enfrentar terrenos irregulares, especialmente em regiões produtoras.

Equipamentos e versões

Dos itens de série Kia Bongo K2500 4×4, os seguintes são obrigatórios por lei em veículos comerciais leves no Brasil:

  1. Cintos de segurança de três pontos – Obrigatórios para todos os ocupantes desde 1999 (Resolução Contran nº 14/1998).

  2. Controle de estabilidade (ESC) – Obrigatório para todos os veículos novos homologados a partir de 2020 e para todos os veículos leves zero-quilômetro vendidos desde 2024 (Resolução Contran nº 903/2022).

  3. Alerta de frenagem de emergência (ESS) – Obrigatório para veículos leves fabricados a partir de 2023 (Resolução Contran nº 918/2022).

  4. Luzes diurnas (DRL) – Obrigatórias para novos projetos desde 2021, e gradualmente exigidas em todos os modelos a partir de 2023 (também conforme a Resolução nº 918/2022).

Os demais itens, como computador de bordo com nível de ureia, volante multifuncional, bancos em vinil, faróis de neblina, chave com controle remoto e para-brisa degradê, são itens de conforto ou conveniência, não obrigatórios por lei, embora possam ser exigidos em aplicações específicas ou por clientes corporativos.

O modelo é comercializado em quatro versões:
  • R$ 174.990,00 – 2 lugares, sem ar-condicionado
  • R$ 177.990,00 – 3 lugares, sem ar-condicionado
  • R$ 181.990,00 – 2 lugares, com ar-condicionado
  • R$ 184.990,00 – 3 lugares, com ar-condicionado

Concorrentes

O Kia Bongo 4×4 não conta com corrente direto, considerando o seu tipo de cabine, mas são da mesma categoria as picapes cabine simples Toyota Hilux 4×4 e Chevrolet S10 4×4.

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A Toyota Hilux Chassi Cabine Simples 4×4 é uma versão voltada ao trabalho pesado, ideal para aplicações comerciais e rurais que exigem robustez e tração integral. Equipada com motor 2.8 turbodiesel de 204 cv e 42,8 kgf.m de torque, traz câmbio manual de seis marchas e tração 4×4 com reduzida. Oferece estrutura de chassi reforçada para receber implementos como baús, carrocerias metálicas ou de madeira, e tem capacidade de carga aproximada de 1.000 kg, dependendo da configuração final. Mesmo mais espartana, mantém a confiabilidade mecânica e a durabilidade reconhecidas da linha Hilux, sendo amplamente utilizada em frotas, agricultura e serviços públicos. Preço público:
R$ 246.190,00.

A Chevrolet S10 Cabine Simples Chassi 4×4 é uma picape voltada para uso comercial e rural, com estrutura preparada para receber carrocerias personalizadas. Equipada com motor 2.8 turbodiesel de 200 cv e 51 kgf.m de torque, oferece câmbio manual de seis marchas e tração 4×4 com reduzida, garantindo bom desempenho em terrenos irregulares. Sua capacidade de carga é de cerca de 1.000 kg, variando conforme o implemento instalado. Com foco na funcionalidade, essa versão prioriza resistência, força e baixo custo operacional, sendo amplamente utilizada por frotistas, produtores rurais e prestadores de serviço. Preço público: R$ 253.290.

Reiter Log projeta frota 100% limpa até 2035 e já opera com a maior frota verde do TRC

Com frota jovem, composta por centenas de caminhões movidos a gás biometano e eletricidade. Reiter Log projeta a transição energética no setor logístico com estratégia, inovação e meta para ter frota limpa até 2035

Em um setor tradicionalmente dependente do diesel, a Reiter Log vem mudando paradigmas com ousadia e consistência. Fundada em 2008 no Rio Grande do Sul, a empresa traçou uma das metas mais ambiciosas do setor de logística no Brasil: até 2035. A empresa pretende operar com 100% de sua frota movida a energia limpa, disse Vanessa Reiter Pilz em entrevista ao canal de notícias por assinatura CNBC. E os números mostram que a transformação já está em pleno curso. 

Atualmente, 35% da frota da Reiter Log — que totaliza cerca de 1.800 veículos — já é composta por caminhões movidos a gás biometano ou eletricidade. A empresa não apenas aposta na descarbonização como pilar estratégico, como também já construiu a maior frota sustentável do transporte rodoviário brasileiro. Aliás, com destaque para os 290 cavalos mecânicos da Scania a gás natural e biometano, além de modelos elétricos das marcas XCMG e JAC Motors, afirmou a executiva. 

“Temos uma estratégia clara de futuro: operar com zero emissões líquidas. Estamos fazendo isso com tecnologia, parcerias fortes e um olhar atento para as novas demandas da sociedade e dos nossos clientes”, acrescenta Vanessa.

Foco em biometano e eletrificação 

O diferencial da Reiter Log não está apenas na quantidade de veículos sustentáveis, mas na forma como ela prioriza o uso de combustíveis renováveis. A empresa privilegia o abastecimento com biometano, gás produzido a partir da decomposição de resíduos orgânicos, como dejetos da pecuária e do agronegócio. O uso desse combustível pode reduzir em até 90% as emissões de CO₂ em comparação com o diesel. 

Os caminhões pesados a gás são Scania e os elétricos da XCMG

Na ausência de biometano, a frota pode ser abastecida com GNV (gás natural veicular), de origem fóssil. Mas que ainda representa uma alternativa com menor impacto ambiental em relação ao diesel. Além disso, a empresa já investiu na construção de seis bases de abastecimento de biometano, sendo três internas e três externas, com planos de expansão para acompanhar o crescimento da frota limpa. 

Inovação sobre rodas 

Entre as inovações da frota está o Scania 30 G 4×2, primeiro cavalo mecânico 100% elétrico da marca comercializado no Brasil, adquirido pela Reiter Log. O modelo, com autonomia de 200 quilômetros, é utilizado em rotas curtas e urbanas, principalmente para a indústria de bens de consumo e cosméticos. A empresa também opera com caminhões leves elétricos JAC iEV1200T e modelos pesados da chinesa XCMG. 

Outro diferencial é a baixa idade média da frota, que hoje é de apenas dois anos — fator que garante alta eficiência operacional, menor consumo de energia e menos emissões por quilômetro rodado. 

Parcerias sustentáveis 

A Reiter Log se destaca por atuar junto a empresas comprometidas com metas ambientais. Marcas como Natura, Boticário, L’Oréal, Nivea e Suzano integram sua carteira de clientes. Em parceria com a Suzano, a empresa transporta papel utilizando caminhões elétricos nas regiões de Mogi das Cruzes e Limeira (SP), enquanto com a Natura implementou uma frota de 50 caminhões a biometano para o transporte de cosméticos. 

Além disso, um dos projetos mais simbólicos da Reiter Log está ligado à equidade de gênero e à inovação: caminhões elétricos conduzidos por mulheres são responsáveis por entregar produtos nas lojas franqueadas da indústria de beleza, mostrando que sustentabilidade e inclusão podem andar juntas na mesma estrada. 

Resultados que refletem propósito 

Mesmo em um ano desafiador, com eventos climáticos extremos impactando o Rio Grande do Sul, sede da empresa, a Reiter Log registrou um faturamento de R$ 721 milhões em 2024. O bom desempenho é fruto da diversificação de clientes, do investimento constante em frota própria e do planejamento estratégico voltado à transição energética. 

A empresa também conta com cerca de 2.000 funcionários e está investindo em formação de motoristas, com foco na qualificação de mulheres e jovens para conduzir os veículos da nova frota verde. 

Reconhecimento e liderança 

Com esse conjunto de ações, a Reiter Log foi reconhecida pelo Instituto Besc com o prêmio Frotas e Fretes Verdes na categoria “Empresas com Sustentabilidade”, consolidando seu papel como líder na transformação ecológica do transporte de cargas no Brasil. 

Uma nova logística é possível 

A meta para 2035 — operar com 100% da frota limpa — não é apenas uma promessa, mas um plano em execução. A cada novo caminhão elétrico ou a gás biometano que entra na operação, a Reiter Log acelera rumo a uma logística de baixo carbono. Assim sendo mais eficiente e mais justa. 

Em um setor em que a sustentabilidade ainda engatinha, a empresa mostra que é possível ir além do discurso e construir, com estratégia e coragem, um futuro mais verde para a logística brasileira. 

Gigante asiática Meituan vai investir R$ 5,6 bi em logística urbana no Brasil

O setor de logística urbana no Brasil terá novo impulso com a chegada da gigante chinesa Meituan. Avaliada em R$ 600 bilhões e principal concorrente do iFood. Líder em serviços de delivery na China, a empresa anunciou nesta segunda-feira (12) um investimento de R$ 5,6 bilhões para iniciar operações no Brasil sob a marca Keeta, já utilizada em Hong Kong e na Arábia Saudita. 

A entrada da Meituan foi divulgada durante o Seminário Empresarial Brasil-China, realizado assim em Pequim, e encerrou com discursos do presidente da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), Jorge Viana, e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. 

A princípio, segundo Viana, os negócios anunciados entre empresas chinesas e brasileiras somam R$ 27 bilhões e abrangem setores estratégicos como delivery, fast-food e semicondutores. “Esses investimentos vão transformar não só a economia urbana brasileira, mas também ampliar a nossa inserção nas cadeias globais de valor”, afirmou o presidente da ApexBrasil. 

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Keeta no Brasil: concorrência direta com iFood

Com a chegada da Meituan, o mercado brasileiro de entregas verá um novo competidor de peso para o iFood. A saber, a Keeta, braço internacional da empresa, vai instalar uma central de atendimento no Nordeste, com previsão de 3 mil a 4 mil empregos diretos e a estimativa de 100 mil empregos indiretos ao longo dos cinco anos do plano de expansão. 

O movimento sinaliza uma mudança significativa no ecossistema de entregas do país. Certamente com expectativas de inovações tecnológicas, aumento da competitividade e melhoria nos serviços ao consumidor. 

Fast-food chinês com sabor brasileiro 

Outro destaque entre os anúncios é sobre a chegada da Mixue, a maior rede de fast-food do mundo, com 45 mil lojas, ultrapassando até mesmo o McDonald’s. A empresa vai iniciar sua operação no Brasil com um aporte de R$ 3,2 bilhões e prevê a criação de 25 mil empregos até 2030. 

Como parte de sua estratégia de expansão, a Mixue pretende comprar frutas brasileiras para a fabricação de sorvetes, bem como, chás gelados e outras bebidas, o que abre oportunidades para o agronegócio nacional e amplia o comércio bilateral entre os dois países, atividades que vão gerar mais necessidades de transportes e novos veículos.  

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Brasil e China fortalecem laços empresariais 

Os anúncios reforçam o protagonismo da China como maior parceiro comercial do Brasil e demonstram o interesse crescente de grandes conglomerados asiáticos no mercado brasileiro. Os investimentos não apenas prometem gerar empregos e renda, mas também impulsionar a inovação em setores com grande impacto na vida urbana e no consumo diário. 

Fabet promove formação exclusiva para mulheres no transporte de cargas

“Estamos dando um salto na qualidade dos investimentos que o Brasil pode receber. Não é só capital, é transferência de conhecimento e desenvolvimento local”, destacou Jorge Viana. 

A expectativa é de que os primeiros impactos desses investimentos sejam sentidos ainda em 2025. Aliás, com o início das operações da Keeta e da Mixue em território nacional. 

GAC Motor oficializa investimento no Brasil e conheça os veículos comerciais da marca 

A reportagem atualizada sobre a chegada da GAC Motor ao Brasil com investimento de R$ 5,8 bilhões e planos de produzir veículos elétricos e híbridos localmente. A fábrica pode ser instalada em Catalão (GO), com início das operações em 2025. Mostramos os três primeiros modelos que chegam ao país e o foco da marca em eletrificação e sustentabilidade. Também mostramos os principais veículos comerciais da GAC, incluindo caminhões elétricos e autônomos. Confira: 

A gigante chinesa GAC Motor anunciou oficialmente sua entrada no mercado brasileiro com um investimento estimado em R$ 5,8 bilhões ao longo dos próximos cinco anos. A informação foi confirmada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta segunda-feira, 12, durante reunião com representantes da empresa. A cidade de Catalão, em Goiás, desponta como forte candidata para abrigar a futura unidade fabril da montadora — que pretende produzir três modelos voltados à eletrificação veicular no país: dois 100% elétricos e um híbrido. 

A iniciativa marca um novo capítulo para a indústria automotiva brasileira, alinhando-se à tendência global de descarbonização dos transportes e à urgência por soluções energéticas sustentáveis. A GAC — sigla para Guangzhou Automobile Group — está entre os maiores fabricantes de veículos da China e entra no Brasil com planos bem definidos: estabelecer produção local, investir em pesquisa e conquistar uma fatia relevante no competitivo segmento de veículos eletrificados. 

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Três modelos e uma estratégia gradual

A GAC Motor pretende estrear no mercado brasileiro ainda no primeiro semestre de 2025 com veículos importados. Os primeiros modelos a desembarcar serão: 

  • Aion Y Plus: SUV compacto 100% elétrico, com autonomia estimada em até 610 km. 
  • Aion ES: sedã elétrico com motor de 207 cavalos e foco em eficiência urbana. 
  • Hyper HT: SUV médio com design arrojado e portas traseiras de abertura vertical, lembrando o Tesla Model X. 

A produção local começa com montagem no sistema CKD (completely knocked down) e deve evoluir para fabricação integral até o segundo semestre de 2026. 

Catalão, Goiás, no radar da montadora

A cidade goiana de Catalão — já reconhecida por seu histórico industrial no setor automotivo — está entre as principais opções para sediar a nova fábrica. Com infraestrutura consolidada, acesso logístico e mão de obra qualificada, o município surge como forte candidato para atrair os bilhões da GAC. Além de Catalão, estados como Bahia, Espírito Santo e Amapá também estão sendo considerados. 

A definição do local dependerá de fatores como incentivos fiscais, estrutura logística e sinergia com a cadeia de fornecedores. Para o setor de frotas, a escolha de Catalão pode significar uma nova rota logística estratégica no Centro-Oeste, facilitando o escoamento para grandes centros urbanos e polos industriais. 

Investimento em pesquisa e etanol como diferencial brasileiro 

Um dos grandes diferenciais da operação da GAC no Brasil é o investimento em pesquisa e desenvolvimento de motores híbridos flex, capazes de utilizar etanol — um biocombustível renovável de forte presença na matriz energética nacional. A montadora firmou parcerias com universidades como Unicamp (SP), UFSC (SC) e UFSM (RS), mirando a adaptação tecnológica dos seus modelos às condições brasileiras. 

Essa abordagem visa alinhar inovação à sustentabilidade e pode gerar reflexos positivos para frotistas e empresas que buscam reduzir a pegada de carbono das operações sem renunciar à autonomia e da eficiência logística. 

Claro! A seguir, uma reportagem completa e bem estruturada para a revista digital Frota News, com foco nos veículos comerciais da GAC Motor e o potencial da marca para o mercado brasileiro: 

Veículos comerciais elétricos e autônomos 

Nos bastidores da expansão da gigante chinesa, há uma linha robusta de veículos comerciais leves e pesados — incluindo modelos elétricos e até autônomos. 

Na China, a GAC opera com um amplo portfólio de veículos comerciais sob marcas como Gonow e Aion, e tem investido pesadamente em eletrificação e automação. A companhia planeja atingir até 30 bilhões de yuans (cerca de R$ 20 bilhões) de receita anual com sua divisão de comerciais até 2030 — o que reforça o potencial da marca para ampliar sua atuação também no Brasil, especialmente com foco em frotas urbanas. 

Furgões leves com tecnologia limpa 

Entre os modelos de entrada mais conhecidos, destaca-se o Gonow Way CL, um furgão versátil amplamente utilizado no transporte urbano. Sua versão elétrica, o Gonow EM10, já roda em diversas cidades chinesas com autonomia de até 278 km, ideal para entregas de última milha. Outro modelo relevante para transporte executivo e corporativo é a van Trumpchi GN8 (também chamada de M8 ou GM8), voltada ao transporte de passageiros. 

Caminhões elétricos e inteligentes 

No segmento de transporte de carga, a GAC se posiciona com modelos como: 

  • T3 Light Truck: caminhão leve 100% elétrico, indicado para rotas urbanas e entregas programadas. 
  • T9 Heavy-Duty Truck: caminhão pesado com bateria de até 600 kWh e autonomia ajustada para longas distâncias. Equipado com recursos de condução autônoma nível 2+, o modelo representa o avanço da montadora em tecnologia embarcada. 
  • 6×4 Electric Tractor: cavalo mecânico elétrico para transporte de cargas pesadas em curtas e médias distâncias, com foco em eficiência energética. 

Veículos autônomos já em operação na China 

A inovação não para nos motores elétricos. A GAC está na vanguarda da mobilidade autônoma, com modelos voltados para logística urbana inteligente, como: 

  • Robobus L60: ônibus autônomo com condução eletrônica e uso urbano. 
  • Robotruck T45: veículo de carga sem cabine, 100% autônomo, com capacidade de até 2,1 toneladas. 
  • Robovan X60: furgão elétrico autônomo com capacidade de 16,5 m³, projetado para operações logísticas digitalizadas. 

Esses modelos integram sensores LIDAR, câmeras 360°, inteligência artificial embarcada e sistemas de navegação em tempo real. A GAC já opera testes-piloto em hubs logísticos na China e vislumbra a exportação dessas soluções para países com infraestrutura compatível — o que coloca o Brasil, ainda em fase de regulamentação para veículos autônomos, como mercado promissor no médio prazo. 

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Brasil no radar da GAC para veículos comerciais? 

Apesar de a GAC ainda não ter anunciado oficialmente a chegada dos comerciais leves e pesados ao país, a instalação de uma fábrica local e a consolidação da marca no Brasil podem acelerar esse movimento. O apetite por veículos sustentáveis e conectados está em alta — tanto em empresas de logística urbana quanto em grandes transportadoras que visam a descarbonização da frota. 

A possibilidade de adaptação de motores híbridos flex, em parceria com universidades como Unicamp, UFSC e UFSM, também amplia o leque para versões comerciais voltadas ao mercado brasileiro, combinando eletrificação com o uso de etanol — um dos diferenciais ambientais do país. 

Conclusão 

A GAC Motor está muito além dos carros de passeio: sua estrutura tecnológica e portfólio comercial robusto a posicionam como potencial referência no setor de veículos de carga e transporte de passageiros com emissão zero. Para o mercado brasileiro, que busca reduzir custos operacionais, atender exigências ambientais e modernizar sua matriz logística, a entrada da GAC em comerciais pode representar um divisor de águas. 

O impacto na indústria de caminhões pelas novas descobertas de reservas minerais 

As mineradoras são os maiores clientes frotistas de caminhões pesados fora de estrada e qualquer descoberta de reservas minerais pode sinalizar o aumento da demanda por equipamentos de mineração. Pois é o que acaba de ocorrer na América do Sul. A mineradora canadense Lundin Mining informou a Vicuña Corp., uma joint venture formada com a BHP, que concluiu estimativas atualizadas de recursos minerais para os depósitos de Filo del Sol e Josemaria, localizados na região do distrito Vicuña, na fronteira entre Chile e Argentina. 

A nova avaliação confirma um potencial mineral significativo na região, com destaque para grandes volumes de cobre, ouro e prata — metais essenciais para setores estratégicos da economia global, incluindo energia, tecnologia e infraestrutura. Os depósitos estão localizados em uma das zonas mais promissoras dos Andes, conhecida pelo alto potencial geológico e pelo interesse contínuo de grandes players da mineração global. 

Segundo a empresa que tem operação no Brasil, Chile, Portugal e Estados Unidos, o recurso mineral recém-estimado posiciona a região entre os 10 maiores depósitos de cobre do mundo: 13 milhões de toneladas (Mt) de cobres; 32 milhões de onças (Moz) em ouro e 650 Moz em prata.  

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Impacto na cadeia logística e no setor de transportes 

A notícia pode movimentar o mercado de equipamentos pesados, pois a implantação e operação de projetos desse porte demandam centenas de caminhões fora de estrada, tratores, escavadeiras e caminhões rodoviários adaptados para o transporte de minério, combustível e mantimentos nas áreas de operação. 

Especialistas do setor já apontam que marcas como Scania, Volvo, Mercedes-Benz, Volvo CE, Caterpillar, entre outras, devem intensificar sua atuação junto a integradores logísticos que operam no Chile e na Argentina. Modelos como os off-road 8×4 e 10×4, além de cavalo-mecânicos robustos para composições de grande capacidade, tendem a ganhar espaço nos pedidos futuros. 

Scania avança com caminhões autônomos 10×4 na mineração

Além disso, a infraestrutura viária em regiões de alta altitude e terreno acidentado — como o distrito Vicuña — exige veículos com alta confiabilidade mecânica, torque elevado e tecnologia embarcada para operação em ambientes extremos. Esse tipo de aplicação pressiona as montadoras a fornecer soluções cada vez mais adaptadas ao ambiente da mineração de alta montanha. 

Projeções otimistas 

Com o crescimento contínuo da demanda por cobre e metais críticos, impulsionado pela transição energética global, iniciativas como essa devem atrair investimentos significativos para a América do Sul nos próximos anos. O Chile e a Argentina reforçam seu papel como polos estratégicos para o suprimento global desses minerais, e a movimentação da Lundin Mining e da BHP pode ser apenas o começo de um novo ciclo de expansão mineradora na região andina. 

A expectativa é de que os primeiros contratos de fornecimento para a frota de apoio às operações e à construção de infraestrutura sejam anunciados ainda em 2025. Empresas de transporte, locadoras de caminhões e operadores logísticos devem acompanhar de perto os desdobramentos desses projetos, que prometem movimentar não apenas a economia local, mas também a indústria automotiva e de equipamentos pesados em escala continental. 

Desafios logísticos 

O aumento da demanda por equipamentos pesados, impulsionado por projetos como os de Filo del Sol e Josemaria, não se limita apenas à necessidade de maior volume de máquinas. A logística de transporte e a infraestrutura local também desempenham um papel crucial nesse cenário. 

Lançamento: Novo Scania 560 G 10×4 XT com 71 toneladas de capacidade

De acordo com Carlos Souza, gerente de operações de uma grande locadora de equipamentos pesados, a adaptação da frota para as condições extremas de altitude, além da oferta de serviços contínuos de manutenção e treinamento especializado, se tornam um fator chave para o sucesso dessas operações. “Na mineração de grande porte, não basta ter os equipamentos certos. É fundamental ter suporte técnico próximo, peças de reposição rápidas e pessoal treinado para garantir a operação contínua, especialmente em locais de difícil acesso como a região andina”, afirma Souza. 

Nos projetos em andamento, a demanda por caminhões pesados para transporte de minério e escavação é acompanhada pela necessidade de caminhões rodoviários para o transporte de insumos, equipamentos e combustível. A mineradora Teck, operando no Chile, por exemplo, utiliza uma frota diversificada composta por caminhões 6×4 e 8×4 para a logística de abastecimento e transporte de materiais de apoio. Esses caminhões, adaptados para operar em terrenos íngremes e com pouca infraestrutura rodoviária, representam um grande desafio para os operadores logísticos, que precisam garantir um alto nível de disponibilidade de frota e manutenção para minimizar os tempos de inatividade. 

Dados do setor mostram que, em grandes operações mineradoras, a frota de caminhões pesados pode crescer significativamente ao longo do tempo. Por exemplo, no caso do projeto Antapaccay, também no Peru, a frota da operação de transporte de minério ultrapassa os 200 caminhões pesados, com modelos que variam de Caterpillar 793F a Komatsu 930E, todos adaptados para suportar grandes volumes de carga e longas distâncias em regiões com escassez de infraestrutura. 

A importância da telemetria e dos sistemas de monitoramento 

Para garantir o desempenho ideal e reduzir custos operacionais, muitos dos novos caminhões em operação nas minas andinas estão sendo equipados com sistemas de telemetria avançados, que permitem monitorar em tempo real dados críticos como consumo de combustível, desgaste de pneus, eficiência do motor e comportamento da suspensão. Sistemas como o Caterpillar VisionLink e o Komatsu KOMTRAX são amplamente utilizados em projetos de mineração para melhorar a gestão da frota e antecipar falhas mecânicas. 

Esse tipo de tecnologia tem se mostrado vital para garantir a operação eficiente em áreas remotas, onde o tempo de inatividade de um caminhão pode acarretar prejuízos significativos. A telemetria também desempenha um papel importante no cumprimento de normas ambientais, uma vez que permite monitorar as emissões de poluentes e otimizar o consumo de combustível, algo particularmente importante nas regiões de mineração em altitude, onde as condições ambientais são desafiadoras. 

Infraestrutura e soluções de transporte multimodal 

Além da frota de caminhões, a construção e manutenção de infraestrutura de transporte são igualmente desafiadoras. Muitas minas, como as de Cerro Verde no Peru e Escondida no Chile, possuem corredores logísticos dedicados, com estradas e pontes construídas especificamente para suportar o peso e o tráfego contínuo de caminhões pesados. 

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No entanto, em locais mais remotos, a mineração ferroviária tem ganhado destaque como alternativa mais econômica e sustentável. Projetos como o da Vale no Brasil, que utilizam o Sistema Ferroviário Carajás para o transporte de minério, podem servir de modelo para soluções de transporte multimodal no Chile e na Argentina. A integração de caminhões pesados com a ferrovia pode, em muitos casos, reduzir custos operacionais e melhorar a eficiência no transporte de grandes volumes de minério. 

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O futuro da mineração e a evolução da frota pesada 

Com o avanço dos projetos mineradores, especialmente em regiões de alto potencial como a fronteira Chile-Argentina, as montadoras de caminhões pesados se preparam para oferecer soluções ainda mais especializadas. Modelos com maior capacidade de carga, eficiência energética e resistência a condições extremas deverão ser cada vez mais comuns no setor. 

Além disso, com a crescente demanda por minerais essenciais para a transição energética, como o cobre e o lítio, as perspectivas para o mercado de equipamentos pesados são otimistas. Roberto Moreira, especialista em logística mineira, conclui: “Estamos entrando em uma nova fase da mineração, onde a demanda por equipamentos pesados será constantemente impulsionada não só pela necessidade de transporte, mas pela evolução das próprias operações mineradoras, que exigem soluções mais tecnológicas, ágeis e sustentáveis.” 

Essa expansão do setor de mineração não só fortalecerá a economia dos países envolvidos, mas também colocará a América do Sul no centro das discussões globais sobre as cadeias de suprimento de metais estratégicos, com reflexos significativos para o mercado de equipamentos pesados. 

Entenda as razões para a redução de 53% nas rodovias federais

Quando analisamos estatísticas em curto espaço de tempo, podemos ter análises pontuais. Já ao observarmos os dados ao longo de um período maior, é possível identificar tendências e compreender os fatores que influenciam os resultados. Isso fica evidente em um levantamento da Polícia Rodoviária Federal (PRF), que revela uma expressiva queda no número de sinistros de trânsito nas rodovias federais brasileiras entre 2007 e 2024. O total de ocorrências caiu de 136.400, em 2007, para 63.468, em 2024 — uma redução superior a 53% ao longo de 17 anos. Lógico que o ideal deve ser o zero acidentes, o que é objetivo de muitas empresas com frotas, principalmente, transportadoras.  

Essa evolução positiva é reflexo de uma série de melhorias implantadas no país. Novas tecnologias que ampliaram a segurança dos veículos, investimentos em infraestrutura viária e o reforço na fiscalização — tanto eletrônica quanto presencial — contribuíram para transformar o cenário nas estradas brasileiras. 

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A série histórica da PRF mostra que o pico de sinistros ocorreu em 2012, com 191.398 registros. A partir desse ano, os números passaram a cair de forma progressiva, com destaque para o período entre 2014 e 2019, quando as ocorrências diminuíram de 168.593 para 62.402. Nos anos seguintes, a tendência de queda se manteve, com pequenas oscilações, mas sempre em patamares inferiores aos do início da série. 

Outro dado relevante é a redução nos números de feridos e mortos. Em 2007, foram registrados 84.549 feridos e 8.428 mortes nas rodovias federais. Já em 2024, esses números caíram para 66.502 feridos e 4.580 vítimas fatais. Isso representa uma redução de aproximadamente 21% nos feridos e de 45% nos óbitos no período analisado. 

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Entre os fatores que explicam essa melhora, destaca-se o aumento dos investimentos públicos em infraestrutura viária. A partir de 2007, o governo federal passou a direcionar recursos mais robustos para obras de duplicação de rodovias, correção de traçados perigosos, instalação de passarelas e melhorias na sinalização. Somam-se a isso os programas de concessões rodoviárias, que elevaram o padrão das estradas administradas pela iniciativa privada. 

Na fiscalização, a PRF ampliou sua presença com a instalação de radares fixos, lombadas eletrônicas e barreiras móveis. O uso de tecnologias como etilômetro, videomonitoramento e sistemas integrados de inteligência também tornou as operações mais precisas e eficazes no combate às infrações. 

No campo da segurança veicular, avanços importantes ocorreram entre 2007 e 2014. Nesse período, o Brasil tornou obrigatórios equipamentos que hoje são padrão em qualquer automóvel novo. Em 2014, por exemplo, passou a vigorar a obrigatoriedade do sistema de freios ABS e dos airbags frontais para todos os veículos leves produzidos ou comercializados no país. Além disso, desde 2010, normas mais rígidas de crash test e controle estrutural foram adotadas, exigindo mais resistência das carrocerias e maior proteção aos ocupantes. 

A combinação de todos esses fatores — infraestrutura mais segura, veículos mais bem equipados, fiscalização mais inteligente e campanhas de conscientização — compõe o cenário de queda sustentada dos índices de sinistros. 

O gráfico apresentado no relatório da PRF confirma essa trajetória, com destaque para a inflexão acentuada a partir de 2014. Embora a partir de 2020 os dados apresentem certa estabilidade, os índices se mantêm consistentemente abaixo da média registrada entre 2007 e 2013. 

Especialistas em segurança viária destacam que os resultados reforçam a importância de políticas públicas contínuas e integradas, voltadas à prevenção e à fiscalização. Segundo eles, o fortalecimento das ações da PRF, aliado à conscientização dos motoristas e aos avanços da indústria automotiva, tem sido decisivo para preservar vidas nas rodovias do país. 

Próximos passos para manter a redução

Apesar dos avanços, especialistas alertam que ainda há desafios a enfrentar. A renovação da frota de veículos pesados, a ampliação da cobertura de infraestrutura de qualidade nas regiões Norte e Centro-Oeste e a expansão de tecnologias avançadas de assistência à condução (ADAS) são caminhos estratégicos para manter e aprofundar a queda nos índices de acidentes. 

Outro ponto de atenção é o comportamento dos condutores. Campanhas educativas constantes, fiscalização do uso de celular ao volante e combate à embriaguez são medidas que precisam ser fortalecidas. O investimento contínuo em educação para o trânsito, desde a formação dos motoristas até ações escolares, também é apontado como fator essencial para consolidar uma cultura de segurança no tráfego rodoviário. 

O Brasil já demonstrou que é possível salvar vidas com políticas bem estruturadas. O desafio agora é manter o foco, ampliar os esforços e garantir que os avanços se transformem em uma realidade permanente para todos os que transitam pelas rodovias federais. 

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Transportadoras lideradas por mulheres têm acesso facilitado ao crédito no BIB 

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O Banco Industrial do Brasil (BIB) conseguiu captar US$ 105 milhões (R$ 593 milhões) para financiar pequenas e médias empresas. Cerca de 30% desse recurso será destinado para empresas lideradas por mulheres, na qual encaixa as transportadoras de carga e passageiros.  

Essas empresas, muitas vezes familiares ou com estrutura enxuta, enfrentam desafios diários que vão desde o capital de giro até a renovação da frota. Com o suporte do BIB, é possível acessar linhas de crédito voltadas para capital de giro, antecipação de recebíveis, financiamento de equipamentos e investimentos em soluções mais sustentáveis — como veículos menos poluentes ou sistemas de gestão mais eficientes. 

O objetivo do BIB é apoiar quem movimenta a economia real e as mulheres à frente de transportadoras estão mostrando cada vez mais competência, inovação e resiliência no comando desses negócios. 

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A iniciativa faz parte de uma política mais ampla do banco, que combina digitalização, agilidade na análise de crédito e parcerias com fundos internacionais de sustentabilidade, como o eco.business Fund. O BIB entende que apoiar pequenas e médias empresas lideradas por mulheres no setor de transporte é não só uma questão de justiça social, mas também uma aposta segura em negócios com alto potencial de crescimento e impacto positivo. 

Crédito sob medida para quem move o Brasil

As transportadoras de pequeno e médio porte exercem um papel fundamental na logística nacional, especialmente em setores como o agronegócio, o e-commerce e a distribuição regional. No entanto, muitas dessas empresas enfrentam barreiras para acessar crédito, seja pela burocracia dos grandes bancos ou pela dificuldade em comprovar garantias tradicionais. 

Foi pensando nisso que o Banco Industrial do Brasil estruturou uma linha de atuação específica para o middle market, com foco em agilidade, proximidade e entendimento do negócio. Os produtos vão desde o capital de giro até operações estruturadas de financiamento, além de antecipação de recebíveis e apoio a projetos sustentáveis. 

Soluções oferecidas pelo BIB às transportadoras:

  • Capital de giro personalizado: crédito direto com prazos ajustados ao ciclo de recebimento de fretes. 
  • Antecipação de recebíveis: transformação de duplicatas e contratos em liquidez imediata, fundamental para manter a operação rodando. 
  • Financiamento de bens e serviços: compra ou renovação de veículos e implementos, inclusive com foco na redução de emissões. 
  • Linhas com recursos do BNDES: operações com taxas competitivas para investimentos de longo prazo. 
  • Trade finance: para empresas que importam veículos, peças ou insumos logísticos. 
  • Conta digital para pessoas físicas (donas de transportadoras): com acesso a investimentos a partir de R$ 1 mil, sem tarifas bancárias. 

Mulheres no comando: superação e visão de longo prazo

Maria Clara Sampaio, sócia de uma transportadora no interior de Minas Gerais, enfrentou resistência quando decidiu assumir o comando do negócio deixado pelo pai. Com dificuldades para conseguir crédito nos bancos tradicionais, ela encontrou no BIB uma alternativa viável. “Eles entenderam meu plano de negócios e não me julgaram por ser mulher no setor de transporte. Foi a primeira vez que me senti ouvida em uma instituição financeira”, conta. 

O caso de Maria Clara não é isolado. Segundo dados do banco, a participação feminina entre os clientes vem crescendo ano a ano, impulsionada justamente pela reserva de 30% dos recursos de crédito para empresas lideradas por mulheres. A política de incentivo tem respaldo internacional e integra as metas de ESG (ambiental, social e governança) do banco. 

Sustentabilidade também entra na rota

Além do crédito tradicional, o BIB oferece financiamento específico para empresas comprometidas com práticas sustentáveis, como o uso de veículos menos poluentes, otimização de rotas com tecnologia e capacitação da equipe para eficiência energética. Essa linha tem recursos captados em parceria com o eco.business Fund, iniciativa voltada a negócios com impacto ambiental positivo. 

Como solicitar crédito no BIB

O processo para solicitar crédito é simples e digital. A empresa interessada pode iniciar a análise pelo site do banco (www.bib.com.br), preenchendo um formulário com dados financeiros e informações sobre o plano de uso dos recursos. Após a pré-análise, um gerente especializado entra em contato para estruturar a proposta. 

Um novo cenário para o transporte nacional

O avanço de políticas de crédito voltadas a mulheres e a pequenas e médias transportadoras representa um passo importante para a transformação do setor de logística no Brasil. Ao apostar em empresas que geram empregos, impulsionam a economia local e têm capacidade de crescimento sustentável, o Banco Industrial do Brasil se posiciona como um parceiro estratégico para quem quer ir mais longe — com segurança, responsabilidade e visão de futuro. 

10 TOP em produção global de caminhões: Brasil fica na 6ª posição

A produção global de caminhões registrou leve queda de 2% em 2024, alcançando 3,64 milhões de unidades, segundo levantamento da OICA (Organisation Internationale des Constructeurs d’Automobiles). O número reflete uma desaceleração após a recuperação em 2023, quando o setor havia crescido 10% em relação ao ano anterior. 

China lidera, mas estabilidade marca cenário asiático 

Com mais de 1,65 milhão de caminhões produzidos, a China mantém a liderança absoluta do setor, representando cerca de 45% da produção mundial. Ainda assim, o crescimento em 2024 foi modesto: apenas 1% sobre 2023, após um salto de 33% no ano anterior. 

A região Ásia-Oceania como um todo produziu 2,58 milhões de unidades, recuo de 3% na comparação anual, pressionada por quedas significativas em países como Indonésia (-16%), Índia (-9%) e Japão (-7%). 

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América do Sul volta a crescer puxada pelo Brasil 

Após dois anos consecutivos de queda, a América do Sul apresentou recuperação expressiva: 41% de crescimento em 2024, totalizando 141.252 unidades. O destaque absoluto foi o Brasil, responsável por 100% da produção regional registrada, com esse volume representando um aumento relevante frente aos 100 mil caminhões de 2023. 

EUA mantém estabilidade, México desacelera 

Na América do Norte, a produção totalizou 553 mil caminhões, queda de 2% em relação a 2023. Os Estados Unidos seguem como maior produtor da região (325 mil unidades), com leve retração. O México, segundo maior fabricante local, caiu 5%. Já o Canadá contrariou a tendência e cresceu 27%. 

Europa encolhe após forte alta 

O continente europeu sentiu o impacto de retrações em mercados tradicionais como Alemanha, Reino Unido, Bélgica e Espanha. A produção total caiu 10% em 2024, para 334 mil unidades. A União Europeia (incluindo Reino Unido) teve queda ainda mais acentuada, de 13%. 

Entre os poucos destaques positivos na Europa está a Itália, que manteve o alto volume de 95 mil unidades produzidas, estabilidade em relação a 2023, mas que representa um salto de 58% em relação ao período pré-pandemia (2019). 

Rússia impulsiona crescimento no leste europeu 

Os países da CEI (Comunidade dos Estados Independentes), com destaque para a Rússia e o Cazaquistão, apresentaram crescimento conjunto de 9%, alcançando 94.571 unidades. A Rússia respondeu por 86.867 caminhões produzidos em 2024, alta de 12% no ano. 

África perde fôlego

A África registrou retração de 6% em 2024, totalizando 30.814 caminhões. A produção está concentrada na África do Sul, país que teve um desempenho positivo nos dois anos anteriores, mas perdeu ritmo neste último ciclo. 

Apesar da retração leve no resultado geral, o mercado global de caminhões pesados segue com desempenho superior ao observado durante a pandemia, e mantém projeções de recuperação sustentada para os próximos anos, especialmente com a retomada industrial em países emergentes e o avanço tecnológico nos principais polos fabricantes. A ausência de dados de algumas montadoras como Scania e Daimler Trucks, segundo o relatório, pode significar que os números reais sejam ainda maiores. 

Os 10 maiores países produtores de caminhões pesados em 2024 

Com base nos dados oficiais da OICA, estes foram os principais fabricantes mundiais: 

  1. China – 1.655.941 unidades

  2. Japão – 460.130 unidades

  3. Estados Unidos – 325.160 unidades

  4. Índia – 319.712 unidades

  5. México – 205.746 unidades

  6. Brasil – 141.252 unidades

  7. Rússia – 86.867 unidades

  8. Itália – 95.092 unidades

  9. Canadá – 22.227 unidades

  10. Turquia – 35.870 unidades

Obs.: Dados de alguns países relevantes como Alemanha, França e Suécia não foram divulgados individualmente no relatório de 2024 por serem considerados confidenciais. 

 

Ônibus elétricos: Yutong lança modelo DD e avalia mercado brasileiro 

A fabricante chinesa Yutong e está presente na América Latina desde 2005, e desde 2023, ela vem avaliando a instalação de uma fábrica no Brasil. Caso a decisão se concretize, a empresa se tornará a 10ª montadora a operar no país. Capacidade financeira e tecnológica não faltam – e o recente lançamento de seu segundo modelo de ônibus elétrico de dois andares, o U12DD 6×2. 

A Yutong já conta com mais de 28 mil ônibus em circulação na América Latina, em mercados como México, Chile, Colômbia, Peru, Equador e Jamaica, competindo com as fabricantes europeias e outras chinesas. 

Em novembro de 2024, delegações de imprensa de dez países latino-americanos, incluindo o Brasil, foram recebidas na sede da Yutong, em Zhengzhou, na China. O convite para a imprensa latino-americana conhecer as suas tecnologias é a maior demonstração de interesse nesses mercados. 

Primeiro biarticulado do mundo 

A fabricante demonstrou seus esforços em eletrificação, inteligência veicular e durabilidade com soluções tecnológicas voltadas para as demandas dos centros urbanos latino-americanos.  

A visita também destacou o pioneirismo da Yutong com o primeiro ônibus elétrico biarticulado de 26 metros do mundo. A primeira unidade saiu de linha há pouco mais de três meses da Volvo iniciar a produção do seu biarticulado no Brasil. O modelo chinês foi desenvolvido especialmente para o México — uma resposta direta à crescente demanda por veículos de alta capacidade e baixa emissão de poluentes.  

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U12DD: potência elétrica sobre dois andares 

Lançado oficialmente em 6 de maio de 2025, o novo U12DD simboliza a ambição tecnológica da Yutong. Trata-se de um ônibus elétrico de dois andares projetado para atender mercados internacionais com rigorosas exigências ambientais e operacionais. 

O modelo se destaca pela segurança, com o sistema de proteção de bateria YESS e proteção IP68+IP6K9K para componentes críticos como bateria, motor e controle eletrônico. A carroceria, inteiramente em alumínio, reduz o peso do veículo em 1.300 kg, contribuindo para uma economia de energia de até 10%. 

Em termos de desempenho, o U12DD impressiona: sua bateria de 621 kWh garante autonomia de até 670 km com consumo médio de apenas 0,81 kWh/km (em condições SORT2). O tempo de recarga é igualmente competitivo — duas horas com carregadores rápidos padrão europeu de 350 kW. 

Com capacidade para até 120 passageiros, o modelo foi desenvolvido para operações intensas e condições desafiadoras de temperatura e umidade. Entre os diferenciais de conforto, o ônibus conta com ar-condicionado de 52.000 kcal/h e um layout inteligente de três portas e duas escadas. 

Já em operação no Reino Unido com o modelo anterior (U11DD), o novo U12DD está prestes a estrear em Singapura, reforçando a liderança da Yutong no mercado global de ônibus elétricos de grande porte. 

Rumo ao Brasil: o próximo passo?

Com uma base consolidada na América Latina e um portfólio robusto de veículos comerciais de nova energia — que inclui ônibus, caminhões leves, caminhões pesados e até caminhões de mineração — a Yutong já deu sinais claros de que está pronta para avançar no mercado brasileiro. 

A decisão de abrir uma fábrica no Brasil está em estudo e pode ser anunciada em breve. Se confirmada, a iniciativa não apenas fortalece a posição da marca no continente, mas insere o Brasil no mapa da transição energética no transporte público, com um parceiro global de alta capacidade tecnológica. 

Enquanto o anúncio oficial não vem, a Yutong segue investindo em visibilidade, tecnologia e presença regional, com a meta clara de liderar a revolução verde no transporte urbano da América Latina.