sábado, abril 4, 2026

Renault amplia Design Center na América Latina e reforça protagonismo global do Brasil

A Renault do Brasil assumiu papel de maior relevância no plano estratégico da marca para desenvolvimento de veículos para os mercados internacionais, o International Game Plan 2027. Para isso, o Renault Design Center Latam (RDCL), instalado no Complexo Ayrton Senna, em São José dos Pinhais (PR), foi ampliado e agora ocupa uma área de 2.440 m² – o dobro do espaço anterior.

“Com a nova estrutura, o RDCL ampliará sua capacidade criativa e de desenvolvimento de modelos e conceitos personalizados, contribuindo também para os projetos globais do Renault Group”, afirma Laurens van den Acker, Chief Design Officer do Renault Group.

Centro de Design
Laurens van den Acker, Chief Design Officer do Renault Group, deixa sua assinatura na parede da equipe durante visita ao Renault Design Center Latam

Infraestrutura de ponta para criar o carro do futuro

A transformação do RDCL foi abrangente e tecnológica. Entre os destaques está o novo painel de LED de 15 metros por 3 metros, instalado no showroom. Com resolução de ponta, ele é idêntico ao utilizado no Design Center da Renault na França, permitindo sincronização em tempo real de imagens, vídeos e apresentações entre equipes na Europa e América Latina. Essa inovação acelera o desenvolvimento criativo e a modelagem em escala real (1:1) dos veículos.

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O atelier de modelagem manual em Clay também foi ampliado, permitindo o trabalho simultâneo em até quatro projetos. Equipado com ferramentas tridimensionais e dispositivos industriais, o espaço cobre todo o ciclo criativo, do esboço ao protótipo físico.

Outro avanço é o novo atelier de cores, materiais e acabamentos, que agora conta com cabine de luz para simular diferentes condições de iluminação, otimizando a escolha de texturas e padrões. Essa estrutura também conecta as áreas de design com engenharia, produção e fornecedores, promovendo mais agilidade na fase de validação industrial.

Além disso, o RDCL inaugurou novos escritórios em conceito open space, integrados a um lounge circular que estimula colaboração entre as equipes de design criativo, 3D, gráfico, realidade virtual e gestão de projetos. São 23 profissionais atuando em sinergia, com foco em inovação e bem-estar.

Sala imersiva e showroom ao ar livre seguem em operação

Além das áreas recém-ampliadas, o centro mantém a sala imersiva digital, que agora conta com óculos de realidade virtual de última geração. A tecnologia permite simulações e revisões de design em ambientes realistas e colaborativos entre equipes globais.

Outro diferencial do RDCL é o showroom externo com 500 m², um dos poucos do tipo na América Latina. Com isolamento visual, permite avaliações de veículos sob luz natural, proporcionando uma leitura mais fiel dos volumes e proporções em condições reais de uso.

Referência em design e responsabilidade social

“O RDCL é agora um centro altamente tecnológico, alinhado aos mais altos padrões da marca Renault”, destaca Luiz Fernando Pedrucci. “Seguimos investindo na América Latina para fortalecer nossa capacidade de desenvolver novos produtos.”

O centro é responsável por todas as fases do design de um veículo, desde a concepção criativa até a modelagem industrial, incluindo protótipos físicos, CGI e definição dos padrões de produção. Também apoia áreas de marketing e comunicação visual da marca.

Um exemplo de integração entre design e responsabilidade social é a linha de acessórios “Kardian Collection”, desenvolvida com o projeto Borda Viva. Utilizando materiais reciclados da indústria automotiva, a iniciativa promove economia circular e geração de renda na região da Borda do Campo (PR).

DNA brasileiro, impacto global

A equipe do RDCL assinou o design do Renault Kardian, lançado no Brasil em 2024, primeiro modelo a adotar a nova identidade visual da marca. O centro também criou o concept car Niagara, que antecipa o futuro da linguagem estética da Renault.

Leia a nossa avaliação do Renault Kardin:

Renault Kardian: Nossas impressões do SUV de entrada da marca 

Outro projeto de destaque é o SUV Boreal, desenvolvido no Brasil para atender toda a América Latina, com previsão de chegar a mais de 70 países. O modelo foi concebido na nova plataforma modular do grupo (RGMP), reforçando o papel estratégico do design brasileiro na operação global da marca.

“Com a ampliação da estrutura e uso de tecnologias avançadas, nossos designers poderão contribuir ainda mais com o desenvolvimento criativo dos veículos do futuro”, afirma Daniel Nozaki, diretor de Design da Renault América Latina.

Com o novo RDCL, o Brasil se consolida como uma peça central no tabuleiro global da Renault – onde criatividade, tecnologia e inovação se encontram para moldar o amanhã da mobilidade.

Fabet promove curso presencial de Gestão em Segurança no Transporte com início em julho

A Fundação Adolpho Bósio de Educação no Transporte (Fabet) anuncia a 1ª edição de 2025 do curso presencial Gestão em Segurança no Transporte, com início previsto para julho. A formação tem como objetivo capacitar profissionais que atuam nas áreas de segurança, manutenção e operação no setor de transporte.

Voltado a engenheiros e técnicos de segurança, gerentes e supervisores de operação, frota e manutenção, gestores de SSMA (Saúde, Segurança, Meio Ambiente) e demais lideranças do transporte, o curso oferece uma abordagem prática e estratégica sobre os principais desafios da segurança no setor.

Com carga horária total de 80 horas, a capacitação será realizada em três encontros presenciais, um por mês, ao longo de três meses. As datas programadas são:

  • 1º encontro: 15, 16 e 17 de julho

  • 2º encontro: 13, 14 e 15 de agosto

  • 3º encontro: 17, 18 e 19 de setembro

A iniciativa visa promover a melhoria contínua da segurança operacional no transporte, por meio do desenvolvimento de competências técnicas e de gestão.

Interessados podem obter mais informações e realizar a inscrição pelos telefones (49) 9 9936-1115 e (49) 9 9966-9983, ou pelo e-mail marketingsp@fabet.com.br.

A Fabet é referência nacional em educação no transporte e reforça, com esta nova edição do curso, seu compromisso com a formação de profissionais preparados para os desafios do setor.

Gestão em Segurança no Transporte
Curso presencial

5 razões para investir na Gestão em Segurança no Transporte:

Proteção de vidas:

A segurança adequada no transporte rodoviário de carga evita acidentes que possam resultar em lesões graves ou mortes. As boas práticas de gestão de segurança, como a manutenção adequada dos veículos, o treinamento dos motoristas e o cumprimento das normas de trânsito, ajudam a reduzir o risco de acidentes. Também garantem a proteção dos profissionais envolvidos, bem como de outros usuários da estrada.

Prevenção de roubos e furtos:

O transporte rodoviário de carga é suscetível a roubos e furtos, especialmente em áreas de maior incidência criminal. Em contrapartida, uma gestão de segurança eficiente inclui medidas de prevenção, como o uso de escoltas, monitoramento por GPS, planejamento de rotas seguras, verificação de antecedentes dos motoristas e treinamento para lidar com situações de risco. Isso ajuda a reduzir as perdas financeiras e a proteger a integridade das mercadorias transportadas.

Redução de danos e perdas:

A má gestão de segurança no transporte rodoviário de carga pode levar a danos e perdas significativas nas mercadorias. Afinal, isso pode ocorrer devido a manuseio inadequado durante o carregamento e descarregamento, condições inadequadas de armazenamento durante o transporte, falta de proteção contra intempéries, entre outros fatores. Uma gestão eficiente de segurança garante que as mercadorias sejam devidamente embaladas, protegidas e manuseadas, minimizando o risco de danos e perdas.

Cumprimento de regulamentações:

Existem regulamentações específicas relacionadas à segurança no transporte rodoviário de carga, emitidas por autoridades governamentais e órgãos reguladores. Uma gestão de segurança eficiente garante o cumprimento dessas regulamentações, evitando penalidades e sanções legais. Além disso, o cumprimento das normas de segurança pode resultar em melhores relações comerciais, uma vez que muitos clientes exigem que seus fornecedores sigam práticas seguras de transporte.

Preservação da reputação e confiança:

Uma empresa que demonstra excelência na gestão de segurança no transporte rodoviário de carga constrói uma reputação sólida e ganha a confiança dos clientes. Desse modo, isso pode ser um fator diferencial importante em um mercado competitivo, ajudando a atrair e reter clientes. A segurança é uma preocupação crescente para as partes interessadas, e as empresas que investem em segurança demonstram seu compromisso com a integridade e a responsabilidade.

Em resumo, a gestão de segurança no transporte rodoviário de carga é fundamental para proteger vidas, evitar roubos e furtos, reduzir danos e perdas, cumprir regulamentações e preservar a reputação das empresas. Ao adotar práticas e políticas de segurança eficazes, as empresas podem melhorar a eficiência operacional, reduzir custos, proteger seus ativos e garantir a satisfação dos clientes.

Portanto, a melhor forma de ser eficiente é a renovação das capacidades profissionais com professores altamente qualificados. Além da troca de experiência entre os alunos, todos com convivência diária nos desafios desse importante trabalho.

Mercedes-AMG e coletivo MSCHF transformam peças automotivas em arte

O NYCxDesign Festival é palco de uma colaboração inusitada e provocadora entre a potência automotiva Mercedes-AMG e o coletivo artístico norte-americano MSCHF. Conhecido por desafiar convenções com obras que cruzam moda, cultura pop e tecnologia, o grupo agora leva sua abordagem irreverente ao universo do design de interiores — e das pistas para a sala de estar.

A coleção, batizada de “Not for Automotive Use”, apresenta peças de mobiliário esculturais feitas a partir de componentes originais da linha AMG, unindo a engenharia de precisão da marca alemã ao espírito de subversão estética da MSCHF. Os objetos — todos exclusivos e sob encomenda — evocam o movimento de Radical Design italiano dos anos 1960, quando designers como Achille Castiglioni ressignificaram materiais industriais e elementos do cotidiano em criações revolucionárias.

Entre os destaques da coleção estão:

  • MSCHF
    SEATBELT LIGHT / AMG x MSCHF Concept Collection / SEATBELT LIGHT places two parallel LED tube lights in-line with a functional seatbelt in AMG red, stretched on an anodized aluminium frame / Clipping the belt buckle turns the light on, while unclipping it – allowing it to spool back to neutral on its spring-loaded roll – turns the light off / The light produced is warm and mild, for ambient space illumination

    LUZ DO CINTO DE SEGURANÇA: uma luminária de piso em que o interruptor é ativado ao se prender um cinto de segurança vermelho da AMG. O efeito? Uma luz quente e ambiente com toque performático.

  • MSCHF
    HEADREST CHAIR / AMG x MSCHF Concept Collection / Three AMG headrests slot into a tubular steel frame, its geometry inspired by sport vehicle roll cages / Selectively supporting the thighs and lower back, this task chair enforces a surprisingly comfortable upright posture / The central headrest, featuring the AMG crest, adjusts vertically

    CADEIRA DE ENCOSTO DE CABEÇA: feita com três apoios de cabeça AMG montados em uma estrutura inspirada em gaiolas de proteção de carros esportivos. Mais do que uma escultura funcional, uma imposição confortável de postura.

  • MSCHF
    PRATELEIRA DE CINTO DE SEGURANÇA/ Coleção de conceitos AMG x MSCHF / Feita de prateleiras e estruturas de alumínio maquinado, a PRATELEIRA DE CINTO DE SEGURANÇA é uma forma de prateleira canônica estabilizada por 5 conjuntos de cintos de segurança de extremidade dupla em vermelho AMG e amarelo / Cada um pode ser preso e desencaixado de forma independente e manter uma tensão uniforme em toda a prateleira

    VENTILADOR DE RODA: uma peça com hélice embutida no aro Interlagos da AMG, sobre uma base de alumínio fresado. Funcionalidade e brutalismo industrial em perfeita rotação.

  • MSCHF
    SOFÁ DE FAROL / AMG x MSCHF Concept Collection / Extra profundo, com um lounge retrô dos anos 70 magro / camurça MICROCUT / faróis AMG funcionais / piscas de trabalho

    SOFÁ DE FAROL: com silhueta de carro e faróis AMG que realmente funcionam, o sofá em camurça MICROCUT remete à estética lounge dos anos 70 com um toque de futurismo automotivo.

  • GRILLE GRILL: uma churrasqueira portátil que homenageia o icônico design frontal dos carros da AMG, construída com alumínio anodizado e grelha de carvão embutida.

A MSCHF, que ganhou notoriedade com as virais Big Red Boots, se inspira na prática da apropriação pronta, conceito artístico que transforma objetos comuns em obras de arte. Nesta coleção, isso é levado ao extremo: cintos de segurança se tornam estruturas de cadeiras e prateleiras, rodas viram ventiladores, e até faróis assumem função decorativa e funcional.

A colaboração contou com participação direta do time de design da AMG em Affalterbach, na Alemanha, berço da marca e cujo nome — “macieira no riacho”, em alemão arcaico — inspirou até mesmo um dos itens da coleção cápsula de moda que acompanha os móveis: uma árvore de fragrância em formato de macieira. A linha de vestuário inclui camisetas, moletons, bonés e calças de trabalho, todos estampados com gráficos ousados de peças automotivas AMG.


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Scania comprova superioridade do motor V8 em aplicações com bitrenzão

Estudo baseado em dados reais aponta que o motor Scania V8 é mais eficiente no transporte de 70 toneladas do que dois veículos separados com 40 toneladas cada 

A Scania Ibérica apresentou os resultados de um estudo inédito que comprova, com base em dados operacionais reais, a eficiência do motor Scania V8 em aplicações de transporte com conjuntos com dois semirreboques e 9 eixos. A pesquisa comparou o desempenho da mesma motorização em dois cenários distintos: um caminhão com carga de 40 toneladas e um bitrenzão com carga total de 70 toneladas. 

O trajeto escolhido para o estudo foi a rota Madrid-Barcelona, pela autoestrada A-2, uma das mais movimentadas e exigentes da Península Ibérica para o transporte de mercadorias. Ao longo dos 625 quilômetros do percurso, os veículos enfrentaram trechos desafiadores como o Puerto de Somosierra, a subida entre Medinaceli e Alcolea del Pinar e o segmento entre Fraga e Lérida — condições ideais para testar a resistência e o desempenho dos motores em plena carga. 

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Os resultados foram positivos. O caminhão com 40 toneladas apresentou um consumo médio de combustível de 3,48 km/l e um consumo de AdBlue (equivalente ao nosso Arla) de 28,6 km/l. Já a composição com 70 toneladas consumiu, em média, 2,29 km/l de diesel e 18,8 km/l de AdBlue. 

Ao analisar os números, a Scania Ibérica concluiu que operar um único bitrem de 70 toneladas, em vez de dois veículos de 40 toneladas, representa uma economia de 24,57% em combustível e de 24,12% no consumo de AdBlue. 

V8
Infográfico: Scania Ibérica

“Os resultados deste estudo não deixam dúvidas: o motor V8 da Scania é a opção mais eficiente e robusta para o transporte de cargas pesadas”, afirma Roberto San Felipe, diretor comercial de Caminhões, Pré-venda e Logística da Scania Ibérica. “Sua capacidade para manter a marcha mais eficiente por mais tempo, aliada à potência e ao elevado binário, torna o V8 ideal para aplicações com duo e mega trailers.” 

Potência, eficiência e sustentabilidade 

Com até 770 cavalos de potência e torque máximo de 3.700 Nm, o motor V8 da Scania é referência em desempenho. A tecnologia embarcada inclui a transmissão automatizada Scania Opticruise e um novo grupo cônico traseiro, especialmente adaptado para otimizar a velocidade de cruzeiro em marcha direta — solução que contribui significativamente para a redução dos custos operacionais e de manutenção. 

Além da economia direta, a Scania reforça que a escolha pelo V8 em aplicações de alto volume colabora com metas de sustentabilidade. Ao reduzir o número de veículos em circulação para realizar o mesmo transporte, diminuem-se também as emissões de CO₂ e o uso de recursos como combustível e AdBlue. 

“Trata-se de uma abordagem que combina eficiência, desempenho e responsabilidade ambiental. Estamos comprometidos em desenvolver soluções que viabilizem um transporte mais sustentável sem renunciar à produtividade e da rentabilidade dos nossos clientes”, conclui San Felipe. 

Ficha Técnica – Motor Scania V8 770 

V8
Motor V8 de 770 cv

  • Modelo: DC16 123 
  • Tipo: Diesel, 8 cilindros em V, 4 tempos 
  • Potência máxima: 770 cv (566 kW) @ 1.800 rpm 
  • Torque máximo: 3.700 Nm @ 1.000–1.450 rpm 
  • Cilindrada total: 16,4 litros 
  • Diâmetro x curso: 130 mm x 154 mm 
  • Sistema de injeção: XPI (injeção de alta pressão por acumulador) 
  • Turboalimentação: Turbo de geometria fixa com válvula wastegate 
  • Sistema de pós-tratamento: SCR (Redução Catalítica Seletiva) com AdBlue + filtro de partículas 
  • Norma de emissões: Euro 6 (etapas D/E dependendo da configuração) 
  • Peso do motor: Aproximadamente 1.200 kg 
  • Transmissão associada: Scania Opticruise G33CM automatizada de 12+2 marchas 
  • Grupo cônico traseiro: Adaptado para marcha direta em cruzeiro 
  • Aplicações indicadas: Transporte rodoviário pesado, duo trailer, mega trailer, longas distâncias 

 

Konect promete facilitar recarga de elétricos em postos, frotas e operações logísticas

Com a expansão acelerada da mobilidade elétrica no Brasil, cresce também a necessidade por soluções de recarga que sejam práticas, escaláveis e integradas à operação cotidiana de empresas dos mais diversos setores. De olho nesse movimento, a Gilbarco Veeder-Root anuncia a chegada à América Latina do Konect, um ecossistema de recarga que une infraestrutura física e sistema de gestão digital em uma única plataforma.

A proposta é clara: simplificar a instalação e a operação dos pontos de recarga elétrica, eliminando a necessidade de múltiplos fornecedores, tecnologias desconectadas e processos complexos de integração. Voltado tanto para ambientes comerciais, como postos de combustíveis e lojas de conveniência, quanto para segmentos industriais, incluindo logística e mineração, o Konect promete facilitar o caminho de empresas interessadas em oferecer ou utilizar esse tipo de serviço.

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Recarga com menos atrito

Um dos principais atrativos da plataforma é sua compatibilidade com sistemas já presentes na operação de abastecimento tradicional. Isso inclui integração com terminais de pagamento, sistemas de controle de abastecimento, programas de fidelidade e ferramentas de gestão de frotas. Assim, os pontos de recarga elétrica podem ser incorporados à rotina dos negócios com o menor impacto possível na estrutura operacional existente.

Além disso, o Konect oferece suporte técnico especializado e consultoria desde a etapa de planejamento até a operação contínua — passando pela escolha dos pontos ideais, adequação elétrica, instalação e manutenção. A arquitetura modular permite que a infraestrutura seja escalada gradualmente, conforme a demanda crescer.

Mais controle e eficiência

O sistema também se destaca pela plataforma digital de gestão integrada, que permite aos operadores:

  • Monitorar em tempo real o consumo de energia
  • Definir prioridades de carregamento
  • Programar manutenções preventivas
  • Controlar o uso por veículo, por período ou por estação
  • Integrar o carregamento a fontes alternativas de energia, como painéis solares e baterias de armazenamento

Essas funcionalidades não só garantem eficiência energética, como também reduzem custos operacionais, um fator estratégico para frotistas e operadores logísticos.

Mobilidade elétrica em expansão

Segundo projeções da indústria, a frota brasileira de veículos elétricos e híbridos pode ultrapassar 335 mil unidades em breve. Essa nova realidade impõe desafios à infraestrutura de abastecimento e exige soluções adaptadas ao contexto local — tanto do ponto de vista técnico quanto econômico.

É nesse cenário que a Gilbarco Veeder-Root aposta no Konect como um facilitador da transição energética no Brasil, ao trazer ao mercado latino-americano sua expertise global, porém com um olhar atento às particularidades regionais, como a instabilidade do fornecimento elétrico em algumas regiões e a necessidade de compatibilidade com os sistemas já utilizados por postos e operadores logísticos.

Com essa abordagem, a empresa espera não apenas atender à crescente demanda por recarga, mas também ajudar a transformar a forma como o setor enxerga e gerencia a mobilidade elétrica — com mais integração, menos complexidade e foco em resultados sustentáveis.

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Scania, VWCO e MAN pagam dividendos maiores via TRATON; veja como investir

Os acionistas do Grupo TRATON têm motivos para comemorar. A controladora das marcas Scania, Volkswagen Caminhões e Ônibus, MAN Truck & Bus e International anunciou o pagamento de dividendos no valor de € 1,70 por ação (R$ 10,69) referente ao exercício de 2024 — um aumento em relação aos € 1,50 distribuídos no ano anterior. A decisão foi aprovada por ampla maioria na Assembleia Geral Anual da companhia, realizada em maio de 2025. 

Além da distribuição de dividendos, os acionistas também aprovaram todas as propostas da pauta, incluindo a ratificação das ações dos Conselhos Executivo e Fiscal e o relatório de remuneração dos executivos. A votação expressiva demonstra confiança contínua na governança e na estratégia do grupo. 

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Estratégia unificada e modular 

Durante o encontro, o CEO do Grupo TRATON, Christian Levin, reforçou os pilares que sustentam o crescimento e a solidez do conglomerado. O principal deles é o Sistema Modular TRATON, que unifica o desenvolvimento tecnológico entre as marcas, padroniza interfaces e possibilita soluções customizadas para os diferentes mercados e necessidades dos clientes. 

Noma do Brasil amplia portfólio de produtos com a linha Work Series

“Nosso Sistema Modular é um ingrediente-chave. Ele se baseia no princípio de soluções idênticas para as mesmas necessidades, mas com possibilidades de diferenciação para todas as marcas”, destacou Levin. “Isso nos torna mais eficientes, reduz custos e amplia a inovação.” 

O modelo já mostra resultados práticos: sinergias entre as marcas estão acelerando o lançamento de veículos elétricos, sistemas autônomos e plataformas digitais compartilhadas entre Europa, América do Sul e América do Norte. 

Quer investir no Grupo TRATON? Veja como comprar ações

As ações da TRATON SE (código 8TRA) são negociadas na Bolsa de Frankfurt (XETRA), principal mercado eletrônico de ações da Alemanha. Para brasileiros interessados em investir, há duas formas principais: 

  1. Via corretora internacional: Corretoras como Interactive Brokers, Passfolio ou Avenue permitem a compra direta de ações listadas em Frankfurt. O investidor precisa abrir conta, enviar documentos e realizar transferências em euro ou dólar. 
  1. Via BDR (Brazilian Depositary Receipt): Embora a TRATON ainda não possua BDRs listadas na B3, outros gigantes do setor estão disponíveis via recibos no Brasil. Veja mais abaixo. 

Outros gigantes do setor de caminhões e ônibus disponíveis na bolsa 

Se você busca exposição global ao setor, vale conhecer as ações dos outros três maiores grupos fabricantes de veículos comerciais pesados: 

1. Daimler Truck (DTG) 

  • Marcas: Mercedes-Benz Trucks, Freightliner, Fuso, Western Star 
  • Bolsa: Frankfurt (DTG) 
  • BDR na B3: DMTK34 
  • Dividendos: Forte histórico de distribuição anual 

2. Volvo Group 

  • Marcas: Volvo Trucks, Mack, Renault Trucks, UD Trucks (vendida à Isuzu) 
  • Bolsa: Estocolmo (VOLV A/B) 
  • BDR na B3: VOLVY 
  • Destaque: Foco crescente em eletrificação e combustíveis alternativos 

3. Paccar Inc. 

  • Marcas: DAF, Kenworth, Peterbilt 
  • Bolsa: Nasdaq (PCAR) 
  • BDR na B3: PCAR34 
  • Ponto forte: Operação sólida na América do Norte e Europa 

 Por que investir no setor? 

Com a transição para veículos elétricos, a hidrogênio e autônomos, os grupos líderes estão investindo pesado em inovação e sustentabilidade. Quem investe agora pode se beneficiar da valorização de longo prazo dessas transformações. Além disso, a natureza essencial do transporte de cargas mantém a demanda resiliente mesmo em tempos de incerteza econômica. 

Se você já é acionista da TRATON, prepare-se para receber seus dividendos em breve. Se ainda não investe, este pode ser o momento ideal para analisar os gigantes do transporte pesado e diversificar sua carteira com empresas que estão literalmente movendo o mundo. 

Fonte: Assembleia Geral da TRATON SE 2025; Relatórios corporativos e sites oficiais das fabricantes. 

Nota: Investimentos envolvem riscos. Consulte seu assessor financeiro antes de aplicar. 

Da Scania ao Gripen: a surpreendente conexão sueca no programa de caças da FAB

O que caminhões pesados e caças supersônicos Gripen têm em comum? Para quem acompanha a história industrial da Suécia, a resposta está na antiga união entre duas marcas hoje independentes, mas que já operaram sob o mesmo teto: Saab e Scania. A trajetória que começa com essa fusão industrial na década de 1960 desemboca, décadas depois, na linha de montagem de jatos de combate em Gavião Peixoto, interior de São Paulo, com implicações diretas para a soberania e a indústria de defesa do Brasil. 

De Saab-Scania à separação 

Em 1969, foi formalizada a criação do grupo Saab-Scania AB, reunindo a expertise aeroespacial e automotiva da Saab com a tradição da Scania na fabricação de veículos pesados. A sinergia se deu principalmente em áreas de engenharia de motores e tecnologia industrial. A Saab já era reconhecida por seus aviões militares e carros; a Scania, por sua robustez em transporte de carga e passageiros. 

A convivência durou até 1995, quando a holding sueca Investor AB decidiu desmembrar o grupo. A Saab AB seguiu no ramo aeroespacial e de defesa, enquanto a Scania AB manteve seu foco em caminhões e ônibus. Desde então, as empresas têm histórias corporativas independentes — mas os legados dessa antiga união ainda reverberam, inclusive fora da Suécia. 

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A escolha brasileira 

O programa FX-2 da Força Aérea Brasileira, lançado no início dos anos 2000, visava a substituição dos antigos caças Mirage 2000. Após uma longa concorrência, o governo brasileiro anunciou, em 2013, a escolha do caça sueco Saab Gripen NG (atualmente designado Gripen E/F), com contrato assinado no ano seguinte. 

A decisão brasileira levou em conta não apenas o desempenho técnico do caça, mas também a proposta sueca de envolvimento industrial e transferência de tecnologia. O acordo previa a fabricação de parte significativa das aeronaves no Brasil e o treinamento de engenheiros e técnicos nacionais, o que pesou fortemente na balança em comparação com os concorrentes americanos e franceses. 

Produção nacional 

A parceria entre a Saab e a Embraer é o pilar da montagem dos Gripen no Brasil. Em maio de 2023, foi inaugurada a linha de produção nacional do caça em Gavião Peixoto (SP). Trata-se da única planta fora da Suécia capaz de montar integralmente os jatos, em uma estrutura que inclui também um centro de engenharia e ensaios em voo. 

Do total de 36 caças adquiridos, 15 serão montados no Brasil, enquanto outros 8 terão parte da produção nacionalizada. Os demais serão produzidos na Suécia. Mais do que uma simples montagem, a participação brasileira envolve integração de sistemas, desenvolvimento de software e testes estruturais, capacitando o país para futuras expansões e manutenção autônoma da frota. 

Cooperação bilateral e novas perspectivas 

A colaboração entre Brasil e Suécia extrapola o Gripen. Em 2023, a Suécia confirmou a compra de dois cargueiros Embraer C-390 Millennium, fortalecendo a relação bilateral. Além disso, a planta de Gavião Peixoto se torna um ativo estratégico para exportações futuras. Colômbia, Índia e Filipinas são alguns dos países que demonstraram interesse no caça, o que pode transformar o Brasil em uma base regional de produção e manutenção. 

Implicações para a indústria de transporte 

Embora o elo histórico entre Saab e Scania tenha se rompido formalmente há três décadas, o programa Gripen no Brasil resgata, de certa forma, a filosofia industrial sueca de integração tecnológica entre setores. A expertise desenvolvida na montagem de aeronaves de combate — que exigem precisão logística, gestão de cadeia de suprimentos e controle de qualidade extremo — pode ter impactos positivos em outras áreas da engenharia de transporte no país. 

Além disso, a participação da Embraer, tradicional fabricante de jatos comerciais e executivos, consolida sua presença também no setor de defesa de alta complexidade, com implicações para sua competitividade global em múltiplos segmentos. 

Por fim… 

A história da Saab e da Scania, que já estiveram sob a mesma bandeira, ganha novos contornos no Brasil com a fabricação local do caça Gripen. A iniciativa representa não apenas uma modernização da frota da FAB, mas também um marco industrial para o setor aeroespacial brasileiro. Trata-se de uma evolução estratégica que une passado e futuro da engenharia de transporte, reforçando a capacidade nacional em projetos de alta tecnologia e valor agregado. 

BBM aposta em sinergia para enfrentar alta dos custos no transporte

Em meio a um cenário econômico desafiador, com juros altos e pressão sobre os custos operacionais, a BBM Logística — uma das maiores operadoras de transporte rodoviário do Mercosul — decidiu enfrentar de frente os obstáculos que afetam o setor logístico brasileiro. Com uma estratégia robusta de integração e otimização interna, a empresa aposta em ganhos de sinergia para manter a competitividade, melhorar a rentabilidade e entregar ainda mais valor aos seus clientes.

O plano da companhia envolve a unificação de equipes, frota, estruturas físicas e, agora, também os sistemas de tecnologia. O objetivo: eliminar desperdícios, reduzir custos e potencializar a eficiência operacional em todos os níveis.

“Sabemos do valor que podemos agregar aos negócios dos nossos clientes. Por isso, além de prover um alto nível de serviço, estamos concentrando nossos esforços em termos uma operação cada vez mais unificada, da gestão administrativa e financeira até a comercial”, afirma Agapito Sobrinho, CEO da BBM Logística, que assumiu o comando da empresa no final de 2024.

Integração que gera valor

Nos últimos anos, a BBM incorporou quatro empresas — Transeich, Translovato, Lag Express e Diálogo — ampliando seu portfólio e criando uma estrutura de atendimento completa para operações B2B e B2C. No entanto, essa expansão resultou em uma complexa estrutura interna, agora em processo de reorganização.

A estratégia da nova gestão mira a sinergia total entre as unidades de e-commerce, carga lotação (FTL), transporte dedicado, fracionado (LTL) e internacional. Atualmente, a companhia já compartilha equipes, veículos e instalações entre essas operações. O próximo passo, em andamento, é a unificação dos sistemas tecnológicos.

O avanço é visível: dos cerca de 200 mil m² de área de armazenagem da BBM, 32% já operam de forma integrada — um salto de quase 80% em relação ao final de 2024. Um exemplo emblemático é o hub de Cachoeirinha (RS), primeiro terminal multimodal da empresa no Mercosul, que hoje reúne operações LTL, FTL, armazenagem, contratos dedicados, distribuição, e-commerce e intermodal para clientes de todo o Cone Sul.

Nova estrutura organizacional

Para acelerar essa transformação, a BBM iniciou 2025 com um novo time de liderança e a criação de áreas internas dedicadas à governança operacional. Uma das principais iniciativas foi a unificação das operações de transporte fracionado, oriundas da Translovato, com o e-commerce da Diálogo. Com isso, a empresa passou a oferecer entregas mais rápidas e eficazes para lojas virtuais e marketplaces.

Outra frente foi a criação da Diretoria de Operações Corporativas, responsável por temas como gestão de ativos, segurança patrimonial, seguros, gerenciamento de risco e inteligência logística. A centralização dessas funções reduziu em 42% a estrutura anterior, mantendo a mesma qualidade operacional. A nova diretoria também implantou portarias inteligentes em unidades pelo país e unificou a gestão de ativos, promovendo ainda mais eficiência.

Na área comercial, a unificação dos times de vendas trouxe ganhos de produtividade: agora, todos os consultores estão capacitados a vender o portfólio completo da BBM, promovendo um atendimento mais ágil e integrado.

Sustentabilidade financeira e foco em resultado

Com margens cada vez mais pressionadas pela alta dos juros e pela volatilidade do preço do diesel, a BBM tem redobrado a atenção à saúde financeira. A ordem é clara: reduzir custos fixos e variáveis, equilibrar o fluxo de caixa e racionalizar os processos.

“Crescemos muito nos últimos anos, mas agora o foco é consolidar a operação. Estamos promovendo a integração entre unidades para garantir mais eficiência e sustentabilidade no longo prazo”, afirma Eduardo Orfão, CFO da BBM. “A alta do custo do capital exige uma gestão rigorosa e estratégica dos recursos”, complementa.

Parte do esforço inclui renegociações de prazos e preços com clientes, além da revisão de contratos com fornecedores. A meta para 2025 é ambiciosa: cortar 20% das despesas fixas e variáveis. No primeiro trimestre, a companhia já se aproximou do objetivo.

Caminho para o futuro

Mais do que ajustes internos, o plano da BBM é um reposicionamento estratégico diante de um mercado cada vez mais exigente. A busca por sinergia entre operações não é apenas uma medida de contenção de gastos, mas um passo decisivo para garantir excelência logística e fortalecer o relacionamento com os clientes.

“A sinergia operacional otimiza recursos, traz ganho de produtividade, elimina duplicidades e melhora a eficiência. Tudo isso impacta diretamente na gestão do capital de giro e cria um caminho sólido para o crescimento”, conclui Agapito.

Entenda por que a Iveco celebra os 100 anos do transporte coletivo

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A Iveco tem 50 anos e a divisão Iveco Bus foi criada somente em 2013, após a aquisição total da Iribus. E os 100 anos? A resposta vem a seguir: junto com as diversas aquisições e fusões das últimas cinco décadas, veio a histórica fábrica de Annonay, na França, que comemora seu centenário.

Fundada em 1925 por Joseph Besset, a unidade que hoje opera sob a marca Iveco Bus é símbolo de inovação, resistência e excelência industrial, desempenhando papel central na mobilidade urbana sustentável ao longo de um século.

Desde suas origens, a planta de Annonay destacou-se por sua capacidade de adaptação e reinvenção. A trajetória começou com a construção artesanal de carrocerias sobre chassis de caminhões e culmina, hoje, com a produção de veículos elétricos e movidos a hidrogênio — símbolos da transição energética do setor de transportes.

Uma história moldada pela visão de um pioneiro

Joseph Besset, nascido em Vanosc, em 1890, é reconhecido como o pai dos ônibus modernos na França. Em 1938, ele apresentou ao mundo o revolucionário Isobloc — o primeiro ônibus europeu com estrutura autoportante e motor traseiro. Essa inovação representou um divisor de águas, sendo posteriormente adotada por fabricantes de todo o continente.

Com espírito visionário, Besset também foi pioneiro ao substituir as carrocerias de madeira por estruturas metálicas soldadas, aumentando a segurança e a durabilidade dos veículos. Sua filosofia de engenharia à frente de seu tempo ainda inspira a operação da planta de Annonay.

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De Saca a Iveco: uma história de evoluções

Ao longo do século, a fábrica passou por diversas transformações. Em 1951, foi adquirida por Sylvain Floirat e rebatizada como Saca. Anos depois, tornou-se parte da Saviem, uma subsidiária da Renault, e, posteriormente, da Renault Véhicules Industriels (RVI). A virada para o século 21 foi marcada pela fusão com a Iveco, dando origem à Iribus, que, desde 2013, passou a atuar sob a marca Iveco Bus.

100 anos
O primeiro Magelys (2007) e o Isobloc 648 DP 102 (1955). (Crédito da foto: Muriel e Serge Bonijoly)

Hoje, com mais de 1.200 colaboradores e 118 mil metros quadrados de área construída, Annonay é uma das duas principais unidades industriais da Iveco na França, sendo líder na fabricação de ônibus com baixa e zero emissão.

Oito marcos tecnológicos que moldaram a indústria

A história de Annonay é também a história de grandes marcos da engenharia de transporte:

  1. 1934: Início da fabricação com estruturas de aço, substituindo a madeira.
  2. 1938: Lançamento do Isobloc, com carroceria autoportante e motor traseiro.
  3. 1947: Reconstrução do transporte público francês no pós-guerra, com produção recorde de 1.628 veículos em um ano.
  4. 1983: Implementação do primeiro banho de cataforese do mundo para proteção anticorrosiva em ônibus.
  5. 1997: Produção do Agora GNC, antecipando tendências em energia limpa com gás natural.
  6. 2005: Introdução do BRT Crealis, elevando o conceito de mobilidade urbana integrada.
  7. 2025: Consolidação da eletromobilidade com produção das linhas E-WAY e GX ELEC, além de ônibus movidos a célula de combustível (hidrogênio).
  8. Exportação de expertise: Contratos emblemáticos com países como Argentina, Arábia Saudita, Cazaquistão, Azerbaijão e Costa do Marfim.

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Carro Rochet-Schneider com carroceria de J. Besset em 1927, Isobloc W 947 DP 2 (1947), Iliade RTX (1999). (Crédito da foto: Nicolas Tellier)

Um legado industrial com alcance global

Os ônibus nascidos em Annonay cruzaram fronteiras e oceanos. Desde os Isoblocs enviados à Argentina em 1949 até os ônibus movidos a gás natural encomendados por cidades do Cáucaso e da África Ocidental, a fábrica sempre demonstrou sua capacidade de atender às necessidades de transporte urbano e interurbano nos mais diversos contextos internacionais.

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Uma galeria de ícones da mobilidade

A fábrica foi berço de modelos que marcaram gerações, como os lendários S 45 e SC 10, os rodoviários FR1 e Iliade, os urbanos Agora e Citelis, e os premiados Magelys e Urbanway. Cada um desses modelos reflete uma fase tecnológica distinta, acompanhando — e muitas vezes liderando — a evolução do setor.

O S 45, por exemplo, produzido entre 1964 e 1993, com mais de 35 mil unidades vendidas, é considerado o maior sucesso industrial da planta. Já o Magelys, eleito “Ônibus do Ano 2016”, simboliza a sofisticação e o desempenho de alto nível que caracterizam a produção da unidade no século XXI.

América Latina ganha protagonismo nos resultados da Mercedes-Benz Trucks

Em um cenário de incertezas macroeconômicas crescentes, a Daimler Truck Holding AG, controladora da Mercedes-Benz Trucks, apresentou resultados robustos no primeiro trimestre de 2025 — com destaque especial para a resiliência e o desempenho estratégico da América Latina. Apesar da queda nas vendas globais e da retração em mercados tradicionalmente fortes como Europa e América do Norte, a atuação da região latino-americana vem ganhando cada vez mais importância no portfólio global da empresa.

A receita do Negócio Industrial da Daimler Truck ficou em € 11,6 bilhões (aproximadamente R$ 66,2 bilhões), uma leve queda em relação aos € 12,5 bilhões (R$ 71,3 bilhões) do mesmo período de 2024. O lucro antes de juros e impostos (EBIT) ajustado caiu para € 1,16 bilhão (R$ 6,6 bilhões), contra € 1,21 bilhão (R$ 6,9 bilhões) um ano antes. Mesmo assim, o retorno ajustado sobre as vendas (ROS) no segmento industrial subiu de 9,3% para 9,6%, refletindo um melhor aproveitamento de recursos e uma gestão estratégica mais eficiente.

Latino-americanos em alta

Apesar da crise global, a América Latina não apenas manteve sua relevância como ampliou seu peso no desempenho da Daimler Truck. O segmento Mercedes-Benz Trucks — que enfrentou forte retração na Europa — conseguiu, com a ajuda dos mercados latinos, compensar parte das perdas graças ao bom ritmo de pedidos e à sólida presença em países como Brasil, México e Argentina. A tendência positiva da região contribuiu para o aumento de 9% nos pedidos recebidos pela Mercedes-Benz Trucks no trimestre, enquanto outras regiões viram quedas expressivas — como a América do Norte, com recuo de 29%.

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Mesmo com o bom desempenho de áreas como América Latina e Ásia, o cenário global obrigou a Daimler Truck a revisar suas projeções para o ano. A expectativa de vendas unitárias para 2025 foi ajustada para um intervalo entre 430.000 e 460.000 veículos (anteriormente: 460.000 a 480.000), refletindo a desaceleração econômica nos Estados Unidos. O volume previsto para o segmento Trucks North America, por exemplo, caiu de 180.000–200.000 para 155.000–175.000 unidades.

Já a receita do negócio industrial foi revisada de € 52 a € 54 bilhões para € 48 a € 51 bilhões — entre R$ 273,9 bilhões e R$ 291,2 bilhões. O impacto dessas revisões também afetou a perspectiva de EBIT ajustado no nível do grupo, agora estimado entre -5% e +5% em relação a 2024 (a previsão anterior era de +5% a +15%).

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Estratégia de longo prazo: mais eficiência e competitividade

Com o programa “Cost Down Europe”, a Daimler Truck pretende economizar mais de € 1 bilhão (R$ 5,7 bilhões) até 2030, especialmente em sua operação europeia. O acordo com o Conselho Geral de Trabalhadores da Alemanha visa tornar a Mercedes-Benz Trucks mais competitiva globalmente, com redução de custos trabalhistas e maior flexibilidade nas plantas.

Segundo Eva Scherer, CFO da Daimler Truck, “Nosso desempenho no primeiro trimestre reflete nossa resiliência aprimorada e ressalta o compromisso de nossa equipe global. Alcançamos um marco importante para tornar a Mercedes-Benz Trucks significativamente mais lucrativa nos próximos anos”. Ela destaca que, apesar da pressão sobre a demanda nos Estados Unidos, a companhia manteve suas metas de margem operacional, especialmente na América do Norte — o que reforça sua força estrutural.

Sustentabilidade segue na agenda

Embora as vendas de caminhões e ônibus elétricos a bateria (ZEVs) tenham caído ligeiramente de 813 para 759 unidades no trimestre, os pedidos cresceram para 1.266 unidades — um indicativo de que os clientes seguem atentos à transição energética, mesmo em tempos econômicos difíceis. A Daimler Truck tem investido fortemente na ampliação de sua linha ZEV, com foco em parcerias locais e projetos-piloto, inclusive na América Latina.