Tracbel expande operação e passa a atender clientes Kalmar em todo o território brasileiro

Tracbel
Tracbel assume o pós-venda da Kalmar

A mineira Tracbel assumiu a operação nacional de assistência técnica, serviços e pós‑venda da Kalmar, ampliando sua atuação para todos os estados brasileiros. A mudança inclui o atendimento a clientes instalados em terminais portuários e unidades logísticas, além da contratação de profissionais especializados — muitos vindos da própria Kalmar — para sustentar a nova estrutura.

Segundo Cairon Faria, diretor executivo da Tracbel Florestal & Logística, a centralização permitirá maior agilidade, padronização e qualidade no suporte aos equipamentos da marca.

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A decisão faz parte de uma decisão global da Kalmar para fortalecer o pós‑venda, área considerada essencial para a competitividade no setor de logística pesada. Com a unificação, a Tracbel passa a integrar equipes, otimizar a gestão de peças e padronizar processos em todo o País.

Para Mateus Barcelos, gerente comercial da Tracbel Florestal & Logística, a expansão reforça a presença das duas empresas no mercado brasileiro e deve elevar a produtividade e a disponibilidade dos equipamentos utilizados por operadores logísticos e portuários.

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Gestão de resíduos rende à Marcopolo reconhecimento por emissões evitadas

Marcopolo
Marcopolo recebe o Certificado Proamb ReCO2nhece 2026 por evitar emissões de CO₂ com coprocessamento de resíduos industriais

A Marcopolo recebeu o Certificado de Emissões Evitadas – Proamb ReCO2nhece 2026, concedido pela Fundação Proamb, em Caxias do Sul. A honraria reconhece empresas capazes de comprovar tecnicamente a redução de gases de efeito estufa por meio da destinação ambientalmente adequada de resíduos industriais. Nesta edição, mais de 60 empresas foram certificadas, totalizando 30 mil toneladas de resíduos coprocessados e 3 mil toneladas de CO₂ evitadas.

A certificação concedida à Marcopolo reconhece o uso da blendagem para coprocessamento, técnica que transforma resíduos industriais em insumos energéticos para fornos de cimento, reduzindo o consumo de combustíveis fósseis e evitando emissões diretas de CO₂, em linha com os princípios da economia circular. O programa Proamb ReCO2nhece calcula essas emissões evitadas com base em metodologias internacionalmente aceitas, como o GHG Protocol e as diretrizes do IPCC, garantindo que os resultados apresentados pelas empresas tenham rigor técnico e comparabilidade internacional.

Para a Marcopolo, esse reconhecimento reforça a importância da gestão responsável de resíduos dentro da estratégia ambiental da companhia. A adoção de soluções alinhadas à economia circular contribui para a redução de impactos ambientais e fortalece o compromisso da empresa com práticas sustentáveis e resultados mensuráveis”, afirma Rafaella Zortea, especialista de Meio Ambiente da Marcopolo.

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Saiba mais:

  • Scania abre vagas para formação gratuita para jovens mecânicos em mais de 100 cidades
  • Paradiso G8 1800 DD com chassi Volvo
    Marcopolo
    Duas das 19 unidades dos ônibus Volvo com carroceria Marcopolo Paradiso G8

    A Auto Viação Progresso iniciou uma renovação tecnológica ao receber as primeiras unidades dos 19 ônibus Marcopolo Paradiso G8 1800 DD com chassis Volvo, que estreiam o novo camarote VIP em cápsulas individuais — um diferencial no transporte rodoviário brasileiro. As sete unidades já entregues contam com preparação para Starlink, itens de conforto como tomadas USB/110V, climatização e sanitário, além de versões Suíte Cama. Os chassis Volvo B510R e B460R trazem motor D13K Euro 6 (com a versão de 510 cv, a mais potente do país) e um pacote avançado de segurança ativa, incluindo frenagem automática e detector de fadiga. A renovação reforça a parceria entre Progresso, Marcopolo e Volvo, elevando o padrão de conforto, conectividade, eficiência e segurança nas rotas de longa distância.

  • Diário da Frota News no Campo de Provas da Mercedes-Benz 
  • Jundiá Transportadora Turística
    A Volare ampliou sua atuação no transporte escolar ao entregar 28 micro-ônibus Attack 9 Escolar para a Jundiá Transportadora Turística, de Sorocaba (SP), que passarão a operar em Mairinque; o fornecimento, realizado pela concessionária Attiva Veículos, reforça a liderança da marca no segmento e a parceria iniciada em 2013, como destaca Sidnei Vargas, gerente executivo da Volare. Com 9.150 mm de comprimento e capacidade para 47 passageiros mais motorista e auxiliar, os veículos incorporam itens de segurança e acessibilidade — como elevador, câmeras frontal e de ré e itinerário eletrônico — e utilizam powertrain de até 175 cv e 600 Nm, além de design atualizado. Nos últimos seis anos, a fabricante já entregou 100 unidades à operadora paulista, consolidando o Attack 9 como referência em robustez, conforto e soluções sob medida para o transporte de estudantes.
  • Frota Sustentável: mais de 250 artigos sobre descarbonização do transporte
  • Marcopolo
    Sertran renova frota com mais 30 ônibus da Marcopolo

    Viaggio 900 G8
    A Sertran Transportes recebeu 30 ônibus Marcopolo Viaggio 900 G8, reforçando a parceria de três décadas entre as empresas e o programa de renovação de frota da operadora paulista, que incorporou 126 veículos no último ano. Os novos modelos, com 47 lugares, oferecem poltronas semileito, USB, ar-condicionado, sanitário, melhor isolamento acústico e térmico e itens de acessibilidade. Segundo a Marcopolo, a relação com a Sertran é baseada em confiança e alinhamento tecnológico desde a fundação da transportadora. Paralelamente, a fabricante avança em soluções sustentáveis, incluindo testes do Volare Attack 10 Híbrido (Elétrico/Etanol), iniciado em março de 2026 em operação conjunta com a Sertran e a bp bioenergy.

  • Aplicativo Marcopolo
    A fabricante passou a adotar uma nova plataforma digital para organizar o transporte fretado de seus colaboradores, desenvolvida em parceria entre o RH da empresa, a Marcopolo Next, a startup Murbi e a operadora Giratur. A solução reúne em um aplicativo todas as informações de deslocamento — linhas, horários, orientações e comunicados — além de integrar o uso de crachá RFID para registrar embarques e desembarques, aumentando segurança, padronização e eficiência operacional. Já em uso por 1.933 colaboradores da unidade de São Cristóvão, cobrindo 198 linhas e todos os turnos, a tecnologia melhora a comunicação e a gestão do fretamento. A implementação, consolidada no ambiente de inovação do TecnoUCS, será expandida para a matriz em Ana Rech no segundo trimestre, com meta de adesão total dos usuários do transporte.
  • A Marcopolo inaugurou uma nova pista de testes em Ana Rech, em Caxias do Sul, para reforçar o controle de qualidade dos ônibus na etapa final de produção. A estrutura, capaz de avaliar mais de 40 veículos por dia, reúne áreas específicas para testes de frenagem, torção, vibração e ruídos, permitindo validar o comportamento estrutural e dinâmico dos modelos em condições controladas antes da entrega. Além de atender também unidades produzidas em São Cristóvão, a pista complementa o trabalho do CTR — focado no desenvolvimento de novos veículos — e, segundo o diretor de Engenharia Luciano Resner, fortalece o processo de qualidade da empresa, alinhado aos investimentos contínuos em engenharia e processos industriais.
  • A Marcopolo foi eleita Marca Líder na categoria Fábrica de Ônibus na pesquisa Marcas de Quem Decide, do Jornal do Comércio, sendo a mais lembrada e preferida pelo público. A empresa também ficou entre as primeiras colocadas nas categorias Marca Gaúcha Inovadora (3º lugar) e Grande Marca Gaúcha do Ano (4º lugar). Segundo a companhia, esses resultados refletem investimentos contínuos em inovação, tecnologia e qualificação profissional, que vêm fortalecendo sua competitividade global. Adriana Angar, coordenadora de Marketing, destacou o orgulho da empresa em contribuir há quase 77 anos para o desenvolvimento econômico e social do Rio Grande do Sul. Em 2025, a Marcopolo ampliou seu portfólio com novos produtos e tecnologias, com forte foco em mobilidade sustentável, eficiência energética e redução de emissões.
Marcopolo
Adriana Angar, coordenadora de Marketing da Marcopolo

Para todos da Marcopolo, é muito importante e gratificante sermos reconhecidos por tantos anos e com tal repercussão e alcance no Rio Grande do Sul, estado do qual fazemos parte e que tanto nos orgulha. Há quase 77 anos, nossas atividades e ações têm colaborado com a evolução social e o desenvolvimento econômico gaúcho, elevando sua imagem nacional e internacionalmente”, destacou Adriana Angar, coordenadora de Marketing da empresa.

  • Matriz Global de Transportes de Carga: o que os números realmente mostram?
  • A Marcopolo encerrou 2025 com resultados históricos, impulsionados principalmente pelo avanço internacional. A receita líquida atingiu R$ 9,06 bilhões e o lucro chegou a R$ 1,23 bilhão, enquanto as exportações e as operações no exterior cresceram mais de 30%. Mesmo com o mercado interno acomodado, a produção se manteve estável e a empresa ampliou sua presença global com novos modelos, expansão da linha G8 em fábricas internacionais e a primeira exportação da Marcopolo Rail. O baixo nível de endividamento reforçou a solidez financeira do grupo.

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Copersucar tira o biometano do discurso e quer 500 caminhões no projeto BioRota

Copersucar
Tomás Manzano, presidente da Copersucar

A Copersucar não apresentou uma ideia, apresentou uma operação. A BioRota estreia com mais de 70 caminhões movidos a biometano de fornecedores de transporte, 13 mil viagens já realizadas e 600 mil toneladas transportadas. No processo, retirou 5 milhões de litros de diesel da conta e evitou mais de 8 mil toneladas de CO₂. É a descarbonização saindo do discurso e entrando na estrada.

A companhia está ampliando o uso de caminhões movidos a biometano no transporte rodoviário de açúcar e etanol, que hoje representa 40% de suas exportações. Dos cerca de 500 caminhões usados na operação, 14% já são abastecidos com biometano, e a meta, segundo o CEO Tomás Manzano, é chegar a 100% da frota rodoviária.

O projeto BioRota, iniciado em abril de 2024 em parceria com a ReiterLog — responsável por 65 dos 70 veículos atualmente em operação — também envolve outras transportadoras, como Transvale, Rodomacro, JR e Aguetoni, sendo que esta última está adquirindo mais cinco caminhões movidos ao combustível renovável para expandir a iniciativa.

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Na prática, o projeto substitui o diesel por gás renovável produzido a partir de resíduos da cana-de-açúcar. Não se trata de projeto piloto ou teste controlado. A operação já roda em rotas regulares, transportando açúcar das usinas até o Porto de Santos.

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Escala, não promessa

O diferencial da BioRota está justamente no que falta à maioria das iniciativas de transição energética no transporte: escala operacional comprovada.

O biometano utilizado vem das unidades da Cocal, no interior de São Paulo, com produção a partir de resíduos orgânicos da própria cadeia sucroenergética. É um exemplo de economia circular aplicada à logística, o resíduo vira combustível que movimenta o próprio produto.

Além do ganho ambiental, há um ponto que costuma travar a adoção de alternativas ao diesel: custo e desafios geopolíticos. Segundo a própria operação, o biometano já se mostra competitivo economicamente.

 

Não é mais uma escolha entre sustentabilidade e eficiência, passa a ser uma decisão racional de operação.

Um setor difícil de descarbonizar

O transporte pesado é, historicamente, um dos segmentos mais complexos quando o assunto é redução de emissões. Diferente da mobilidade leve, onde a eletrificação avança mais rapidamente, caminhões de longa distância ainda dependem de soluções com viabilidade energética, logística, econômica e previsibilidade.

Copersucar
Fonte: Copersucar

A própria Copersucar projeta que a produção nacional do biocombustível deve mais que triplicar até 2027, saindo dos atuais 656 mil m³/dia para cerca de 2,3 milhões de m³/dia.

O dado mais importante, porém, está no potencial de impacto macroeconômico: o Brasil consome cerca de 62 bilhões de litros de diesel por ano, sendo mais de 20% importados. Se apenas 20% do potencial de produção de biometano for desenvolvido e direcionado ao transporte, o país pode reduzir pela metade essa dependência externa na próxima década.

Do projeto interno ao modelo de mercado

A BioRota começou como uma solução interna, mas já se transforma em um modelo replicável. A operação envolve múltiplas transportadoras e tende a crescer conforme novas usinas passem a produzir biometano.

Mais do que isso, a Copersucar já começa a posicionar o biometano como produto e serviço, incluindo fornecimento e assessoria para aplicação em frotas.

Esse movimento muda o papel da companhia na cadeia: de usuária da solução para indutora de um novo padrão energético no transporte.

O que a BioRota realmente representa

A BioRota colabora com as discussões sobre combustíveis alternativos no Brasil — que muitas vezes ficam apenas na teoria — ao demonstrar, na prática, que já é possível descarbonizar o transporte pesado em operações bem planejadas e com rotas fixas.

Ela combina três elementos raros no setor: tecnologia já disponível, operação em escala real e viabilidade econômica, mostrando que a redução de emissões não depende mais de soluções futuras. O processo já está acontecendo nas estradas, estabelecendo um precedente concreto para a transição energética no transporte rodoviário.

Se, no discurso, a descarbonização do transporte pesado ainda parece distante, na prática ela começa a ganhar escala com iniciativas como a BioRota. Pela dimensão da operação, pelo volume movimentado e pela integração entre produção de energia e logística, o projeto ultrapassa o status de maior do Brasil e se posiciona como uma das referências globais no uso de biometano em transporte rodoviário. Não é apenas uma solução local — é um modelo exportável.

O impacto vai além da redução de emissões. Ao transformar resíduos da própria cadeia produtiva em combustível e aplicá-lo em larga escala na logística, a operação consolida um ciclo completo de eficiência energética, com ganhos ambientais, operacionais e estratégicos. Em um setor onde alternativas ainda buscam viabilidade, a BioRota antecipa um caminho concreto — e, ao fazer isso, reposiciona o papel do Brasil na transição energética do transporte pesado.

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Leia mais:
  • Chave para o Futuro
    O presidente da Copersucar, Tomás Manzano, defendeu no evento “CNN Talks: COP30 – A Chave para o Futuro” que o biometano já é uma alternativa imediata, viável e econômica ao diesel no transporte de cargas, destacando o potencial brasileiro de produzir o combustível a partir de resíduos da cana. Paralelamente, o Paraná se consolida como polo de energias renováveis, impulsionado por isenção de ICMS, programas de incentivo e uso de dejetos animais para geração de biogás. Já na Bahia, a Bahiagás apresentou um micro-ônibus movido a gás, demonstrando avanços na mobilidade sustentável e reforçando o papel das tecnologias limpas na transição energética nacional.

Volvo lança no Brasil serviço de controle de velocidade automático para zonas de risco lançada há menos de um ano na Europa

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Tecnologia de cerca eletrônica Safety Zone da Volvo é lançada no Brasil

A Volvo lança no Brasil o Safety Zones, serviço conectado que reduz automaticamente a velocidade dos caminhões em áreas pré-determinadas lançada há menos de um ano na Europa, provando ser a marca de caminhões mais rápida em globalizar suas tecnologias.

O Safety Zones é inédito na linha de caminhões da marca no país, mas já existia para ônibus. O sistema chega como assinatura e está disponível para os modelos FH, FM e FMX 2026. O Volvo VM, por ser um projeto regional, não recebeu a tecnologia que faz parte da plataforma de modelos globais.

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Na Europa, os modelos do segmento de transporte urbano e regional são das linhas FE e FL, mais tecnológicas do que o VM por questões de legislações europeus e competitidores que, no Brasil, são modelos do segmento semipesado, mais simples em relação aos pesados premium.

A aplicação do Safety Zones em caminhões no Brasil nasce de uma experiência anterior bem-sucedida da Volvo no transporte de passageiros. A tecnologia já vinha sendo utilizada em ônibus Volvo, onde demonstrou impacto imediato na segurança operacional. Logo após a introdução do sistema, a marca registrou redução de 50% nos acidentes nas áreas monitoradas — um resultado que reforçou a confiança da engenharia em expandir o recurso para operações de carga.

Essa fase inicial no transporte coletivo permitiu calibrar o geofencing para cenários urbanos complexos, com tráfego intenso e necessidade de frenagens frequentes, preparando o terreno para sua adoção nos modelos FH, FM e FMX 2026.

Como funciona o Geofencing aplicado ao transporte pesado

O sistema utiliza conectividade GPS para criar cercas virtuais. Ao entrar em uma dessas zonas, o caminhão aciona automaticamente o freio-motor e limita a aceleração, sem depender da reação do motorista.

Segundo Jeseniel Valério, gerente de engenharia de vendas da Volvo, o recurso é especialmente valioso em ambientes onde a velocidade precisa ser rigidamente controlada. Como exemplos, o engenheiro cita áreas de mineração, terminais portuários e centros logísticos.

O gerenciamento das Safety Zones é totalmente centralizado no Volvo Connect, no qual o gestor de frota define no mapa digital as áreas de controle, os limites de velocidade e até regras por horário ou dia da semana. A plataforma também permite programar múltiplas zonas para um mesmo veículo, garantindo ajustes finos ao longo da rota. Quando o caminhão entra em uma dessas áreas, o painel alerta o motorista e os sistemas automáticos passam a atuar dentro dos parâmetros definidos.

Como destaca Felipe Colvara Santiago, especialista em desenvolvimento de serviços da Volvo, a solução oferece ampla flexibilidade ao permitir “criar diversas Safety Zones ao longo de uma rota, adaptando a velocidade às condições de cada trecho.”

Segundo os porta-vozes da Volvo Caminhões, além da segurança, o Safety Zones reduz desgaste mecânico, melhora a previsibilidade operacional e ajuda a padronizar o comportamento da frota. Em operações de risco elevado, como mineração, o impacto tende a ser imediato.

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A logística da elegância: Ousar sonhar proporciona uma vida elevada em todo o mundo

logística
Hajira Buser, mestre em Liderança

Neste artigo Hajira Buser — mestre em liderança, colaboradora acadêmica de Harvard, restauradora de aeronaves, dançarina de salão e entusiasta da Amazônia brasileira, escreve para o leitor da Frota News sobre como a logística revela seu papel invisível, humano e essencial na conexão global. Um olhar inspirador sobre desafios, cultura e o impacto do transporte no mundo. Confira!

Os monstros das profundezas da logística

Por Hajira Buser*
Tradução: Carlos Augusto Riella de Melo (Guto)*

Perturbai-nos, Senhor
Quando estamos excessivamente satisfeitos conosco mesmos,
Quando nossos sonhos se tornarem realidade
Porque sonhamos muito pouco,
Quando chegarmos em segurança
Porque navegamos muito perto da costa.

Perturbai-nos, Senhor, quando
com a abundância de bens que possuímos
perdemos a sede
das águas da vida;

Perturbai-nos, Senhor, a ousar com mais audácia,
a aventurar-nos em mares mais bravios
onde, perdendo de vista a terra,
encontraremos as estrelas.

Trechos de Sir Francis Drake (1577)

A logística e o transporte são frequentemente complicados, brutais, fisicamente exigentes e repletos de riscos. Com base no meu conhecimento superficial da área — gestão de segurança, limites de horas de condução e como lidar com as condições meteorológicas — vamos citar alguns desses monstros das profundezas:

O Paradoxo do Trabalho Invisível: A logística é uma arte ingrata; quando funciona perfeitamente, é invisível. O desafio é manter o moral e o prestígio de uma força de trabalho que só é notada quando algo dá errado (um atraso, uma pane, uma escassez).

Interdependência Global Frágil: Vimos isso com o bloqueio do Canal de Suez. Um único entupimento em uma artéria distante pode levar uma comunidade local à inanição. O desafio é equilibrar a eficiência (entrega no momento certo) com a resiliência (ter um plano B para situações mais adversas).

Divisão Digital x Analógica: Navegando pela tensão entre algoritmos de rastreamento de alta tecnologia e a realidade analógica e crua de um pneu furado na lama ou uma colisão portuária. É o desafio de gerenciar um fantasma digital versus um peso físico.

Labirintos regulatórios: Ambientes fragmentados exigem uma diplomacia linguística que abrange diferentes leis, taxas e mandatos ecológicos em todas as fronteiras. É um estado constante de tradução jurídica e ética.

A Fadiga da Última Milha: O trecho final de uma jornada costuma ser o mais caro e complexo. É a transição de um navio enorme e poderoso para um único ser humano subindo um lance de escadas — a escala humana de um sistema global.

Natureza

Em pé diante da imponente arquitetura de uma figueira ancestral no coração da Amazônia. Assim como as redes globais gerenciadas por gestores de logística, esses gigantes tecem um dossel intrincado e vital que sustenta todo um ecossistema. Já transportei suprimentos para esses cantos remotos, onde o sistema global finalmente encontra a escala humana.

Sustentabilidade x Sobrevivência: A pressão para adotar práticas sustentáveis (frotas elétricas, compensação de carbono) enquanto se opera com margens de lucro mínimas. É o desafio do design regenerativo em uma indústria construída sobre o consumo desenfreado.

Volatilidade Geopolítica: Os gestores de logística são os primeiros a sentir os impactos das guerras, das sanções comerciais e das mudanças de alianças. Em muitos aspectos, são os diplomatas involuntários do mundo.

Os mares turbulentos de hoje não são apenas oceanos literais; são as marés voláteis da regulamentação global, a fragilidade dos sistemas just-in-time e o peso do trabalho invisível. Então, por que isso existe? Porque os líderes da área ousam sonhar grande.

Em meio a esses gigantes sistêmicos, a essência da indústria permanece profundamente humana. Meu irmão trabalha com logística. Quando perguntaram a ele o que fazia, “Um produto entra no armazém e o mesmo produto sai, então, basicamente, eu não faço nada!”, ele disse com um sorriso de quem sabe das coisas. Mas, à medida que o riso se dissipava, seu tom mudou para algo sagrado: “Eu gerencio pessoas.”

Perfeição em sua compreensão da essência de seu trabalho. Ele concluiu com: “Parte disso é gerenciar produtos e a cadeia de suprimentos global.” Gerenciar uma cadeia de suprimentos é gerenciar uma conversa global. Isso exige uma presença formidável — a capacidade de traduzir os dados frios de um número de rastreamento na realidade calorosa da confiança humana entre as empresas.

Esses sistemas existem para analisar os limites do que a humanidade é capaz e influenciar as marés. Nosso sistema logístico atual mantém o mundo abastecido. Ele leva medicamentos e tecnologias que salvam vidas, prevenindo a fome e as consequências persistentes de doenças. E dissemina beleza, luxo e apreço por outras culturas através da circulação do artesanato local.

Um tio usa açafrão diariamente. Uma amiga traz móveis entalhados à mão do outro lado do mundo. Carne wagyu australiana é servida em restaurantes americanos. Castanhas-do-pará são consumidas no mundo todo — eu mesma, como muitas mulheres, consumo duas por dia para fortalecer meu sistema endócrino (uma vez que aprendi com Hipócrates, 400 a.C., que “Que o alimento seja o teu remédio e o remédio o teu alimento”).

A existência do mundo inteiro foi elevada graças ao trabalho daqueles que ousaram sonhar grande e trabalhar no setor de transportes. As pessoas têm acesso à alegria e à soma do conhecimento humano, da criatividade e do artesanato por causa da gestão logística. Ela é o motor silencioso da cultura; a ponte que permite que a visão de um artesão em um hemisfério se torne uma herança de família em outro. Quando se gerencia a cadeia de suprimentos, não se está apenas movimentando mercadorias — está-se cuidando dos próprios fios que tecem civilizações.

Obrigado a todos que arquitetam nossas vidas e permitem que a autonomia seja o fruto de seu esforço. Da liberdade de sonhar, vocês trazem os materiais para construir nossos santuários.

*Sobre a autora
Lady Hajira Buser possui diversos diplomas, incluindo um mestrado em Liderança, e realizou colaborações de pós-graduação com Harvard. Da dança de salão à restauração de aeronaves, ela personifica a mulher renascentista. A floresta amazônica brasileira ocupa um lugar especial em seu coração, assim como a hospitalidade do povo brasileiro e o lendário churrasco do Guto.

*Sobre o Tradutor

logística
Carlos Augusto Riella de Melo. Foto: Arquivo pessoal

Carlos Augusto Riella de Melo, que prefere o apelido Guto, é um primata nerd com três livros escritos (um publicado), três filhos, duas faculdades não concluídas, sendo, portanto, o estereótipo do ser em eterna (re)construção. Dentre suas idiosyncrasias está a estranha e quase infantil ilusão de que o mundo pode ser um lugar melhor pra todos; por conta disso, ama perdidamente à vida e seus amigos, dentre os quais está Hajira, que além de inglês lhe ensinou o que é generosidade.

As principais ações que fez a Brado Logística evita emissões equivalentes a 66 mil carros

Brado
Brado Logística

A Brado Logística fechou 2025 com 100% de consumo de energia elétrica proveniente de fontes renováveis e registrou melhorias em diversos indicadores de sustentabilidade. Segundo comunicado da companhia enviado à redação da Frota News, a migração para energia limpa ocorreu por meio de negociações no Mercado Livre de Energia, com contratação de fornecedores certificados pelo I-REC (International Renewable Energy Certificate). Além da mudança de matriz energética, a Brado reduziu em 16% o consumo total de eletricidade em relação ao ano anterior. Um dos fatores que contribuíram para esse resultado foi a adoção de novos servidores de TI, capazes de consumir cerca de 97% menos energia do que modelos anteriores e que praticamente não emitem calor, diminuindo a necessidade de climatização.

Camila Matte, CHRO e executiva de ESG da Brado Logística, afirma que a iniciativa ambiental tem sido incorporada a diferentes áreas da empresa. “Buscamos incorporar a sustentabilidade em diferentes áreas da companhia, incluindo setores que nem sempre são associados a essa agenda. Mais do que uma diretriz ambiental, nosso compromisso é aliar práticas sustentáveis à eficiência operacional”, destaca.

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Na gestão de resíduos, a empresa também avançou. Em comparação com 2024, houve redução de 19% no volume enviado a aterros sanitários, enquanto 5,8 mil toneladas foram destinadas à reciclagem ou reaproveitamento. Para Camila Matte, o desempenho reforça a evolução da política interna. “Esse resultado demonstra a evolução da nossa gestão de resíduos e o fortalecimento de uma operação mais circular e eficiente no uso de recursos”, afirma.

Outro destaque está no impacto ambiental do modelo multimodal oferecido aos clientes. De acordo com a Brado, a operação permitiu evitar aproximadamente 306,5 mil toneladas de emissões de gases poluentes ao longo de 2025 — volume equivalente às emissões anuais de cerca de 66 mil automóveis. Para compensar a mesma quantidade de CO² por reflorestamento, seria necessário o plantio de mais de 2 milhões de árvores.

Sobre a empresa

A Brado Logística atua nacionalmente atendendo empresas de diferentes portes que utilizam o transporte multimodal para movimentação de cargas. Sua carteira inclui indústrias, operadores logísticos e companhias que dependem de soluções integradas envolvendo ferrovia e rodovia, o que reforça a presença da empresa em cadeias produtivas estratégicas e de grande relevância econômica.

Entre os clientes listados publicamente pela Brado estão algumas das maiores empresas dos setores de agronegócio, alimentos, proteína animal, papel e celulose, mineração e varejo. Fazem parte desse grupo ADM, Aurora, Biosev, Carrefour, COFCO Agri, Coopavel, Copacol, Cotriguaçu Cooperativa Central, C.Vale, Eldorado Brasil, GT Foods Group, JBS, Lar, Minerva Foods, Nidera, SAMA Minerações Associadas, Toyota Tsusho Sugar Trading Ltd. e Vancouros, evidenciando a diversidade e o peso econômico da base atendida.

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Renault Master Furgão 2026: análise completa das versões L1H1, L2H2 e L3H2

Renault Master
Renault Master Furgão

Na lista dos mais baratos e mais vendidos, o Renault Master Furgão 2026 conta com motor 2.3 turbodiesel de 136 cv, torque de 360 Nm, e  câmbio manual de seis marchas e tração dianteira. O peso em ordem de marcha varia conforme o tamanho: 2.050 (L1H1), 2.108 (L2H2) e 2.186 (L3H2), mas todas as configurações mantêm PBT de 3.500 kg, permitindo condução com CNH B e garantindo capacidades úteis competitivas: 1.450 kg no L1H1, 1.392 kg no L2H2 e 1.314 kg no L3H2.

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As dimensões internas e o volume útil são pontos centrais na proposta do modelo. O L1H1 oferece 8 m³ e comprimento interno de 2.606 mm, sendo a opção mais adequada para entregas urbanas de alta rotatividade. O L2H2 avança para 10,8 m³ e 3.106 mm de comprimento, equilibrando capacidade e manobrabilidade, enquanto o L3H2 chega a 13 m³ e 3.756 mm, tornando‑se a escolha natural para operações de grande volume. Todas as versões mantêm largura externa de 2.070 mm (sem retrovisores), o que facilita circulação em centros urbanos. As portas traseiras com abertura superior a 180 graus e porta lateral corrediça.

No campo da segurança, o Master Furgão 2026 incorpora controles de estabilidade e tração, assistente de partida em rampa, ABS com EBD e airbags frontais.. Com preços sugeridos de fábrica partindo de R$ 300.590 no L1H1, R$ 311.690 no L2H2 e R$ 319.190 no L3H2, no entanto, o preço real praticado a partir de R$ 259 mil, conforme anúncios de concessionárias da marca em markeplaces, como o Webmotors.

Guia: 9 opções de chassi cabine 2026 para transporte urbano com CNH categoria B

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Monfredini amplia frota com 108 caminhões Mercedes-Benz em seis meses

Monfredini
Compra com direito visita à fábrica. Foto: Divulgação

A Monfredini Transportes, em um intervalo de apenas seis meses, incorporou 108 caminhões Mercedes-Benz, entre modelos Actros e Atego. O novo lote inclui 51 unidades do semipesado Atego 2433 6×2, todas implementadas com carroçaria baú e com entrega programada até junho. A empresa também adquiriu 10 Actros 2045 com MirrorCam, ampliando o pacote inicial de 40 Actros Evolution 2045 LS recebidos no fim do ano passado.

Com isso, a Monfredini ultrapassa a marca de 100 caminhões Mercedes-Benz adicionados à frota própria desde novembro, além de outras sete unidades do Atego destinadas a transportadores agregados.

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Manfredini
Arthur Monfredini, fundador e presidente da empresa

Segundo Arthur Monfredini, fundador e presidente da empresa, a boa experiência com os Actros foi determinante para a escolha do Atego.

Tivemos vários feedbacks positivos para o Atego 2433, o que nos deixou confortáveis na opção por esse modelo. Esses caminhões irão operar em todo o País, atendendo ao aumento no volume de negócios com veículo desse porte”, afirma.

Frota colorida e identidade visual

A Monfredini mantém uma característica que já virou marca registrada: a frota multicolorida. Mais de 40 dos 50 Actros adquiridos anteriormente têm cores diferentes, e no caso do Atego, a empresa utilizou todas as cores disponíveis no catálogo da Mercedes-Benz.

Além disso, os caminhões recebem imagens de capitais e cidades brasileiras nas laterais, reforçando a identidade visual da transportadora.

E-commerce representa 90% da carteira

Com mais de 30 anos de atuação, a Monfredini se consolidou como uma das transportadoras mais presentes no e-commerce nacional. Atualemtne, 90% da carteira de clientes vem desse segmento, o que exige equipamentos novos, disponibilidade mecânica e rede de atendimento ampla.

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  • Frota multimarca e cores
    No segundo semestre de 2025, a Monfredini Transportes reforçou seu planejamento multimarca ao adquirir 50 Mercedes‑Benz Actros Evolution 2045 LS — 40 deles em cores distintas, refletindo uma tendência crescente entre grandes frotistas, como Transpanorama e Buzin Transportes, que apostam em frotas mais diversas visualmente. Embora a empresa historicamente operasse com Scania, Volvo e Volkswagen, a nova compra amplia o mix e dialoga com fundamentos técnicos e científicos sobre percepção visual, identidade de marca e segurança operacional. Monfredini destaca que 90% dos clientes estão no e‑commerce, setor que exige alta disponibilidade e confiabilidade, mas a cor dos veículos não determina eficiência — como mostram frotas monocromáticas de DHL, FedEx, UPS, TNT e Braspress. O debate se estende ao ESG, já que cores podem influenciar bem‑estar social, embora decisões de compra, na prática, dependam de fatores como taxa de juros, preço final e prazo de entrega, mais determinantes que design ou paleta de cores. A Frota News aproveita o caso para criticar a crescente falta de transparência corporativa sob o argumento de “compliance”, lembrando que releases substituem respostas e que jornalistas enfrentam dificuldade crescente para obter informações — um contraste com a postura defendida por Roger Alm, então presidente da Volvo do Brasil e hoje presidente mundial da Volvo Trucks, ao comentar a volatilidade regulatória brasileira. No conjunto, a decisão da Monfredini simboliza a maturidade do setor: gestão técnica, diversificação estratégica e planejamento visual, sem abandonar o ceticismo necessário diante de discursos institucionais.

Volvo anuncia nova geração de motores flex: biodiesel, biometano e HVO

Volvo
Volvo Trucks anuncia nova família de motores a combustão flex e elétricos

A Volvo Trucks assumiu novo compromisso global de descarbonização ao anunciar um pacote de tecnologias inéditas para a marca que inclui uma plataforma totalmente nova de motores a combustão, sistemas elétricos de segunda geração e um modelo pesado com autonomia de até 700 km. O investimento, de “vários bilhões de coroas suecas”, marca o maior movimento tecnológico da marca desde a introdução dos caminhões elétricos em 2019.

Roger Alm, presidente da Volvo Trucks, define o momento como “extremamente importante”, reforçando que a indústria precisa acelerar a redução de emissões. Segundo ele, a combinação de novas tecnologias permitirá oferecer “o melhor de dois mundos” às empresas de transporte.

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A grande novidade é a plataforma inédita de motores de 13 litros, projetada para operar com múltiplos combustíveis renováveis — biodiesel, biometano e HVO — e preparada para aplicações futuras com hidrogênio. Essa solução de multienergia é inédita no desenvolvimento da Volvo, pois já foi apresentado pela Cummins e pela FPT Industrial.

A Volvo já iniciou testes em vias públicas com motores a combustão movidos a hidrogênio e prevê o lançamento comercial antes de 2030.

A produção dos novos motores será em Skövde, Suécia, com início das vendas no trimestre de 2026.

Roger Alm destaca que, apesar do avanço dos elétricos, o motor de combustão ainda é essencial em várias regiões: “Em certas regiões e segmentos de transporte, também precisamos do motor de combustão para reduzir o CO₂ agora e no futuro.”

Caminhão elétrico pesado com 700 km de autonomia

Outra estreia é o novo caminhão elétrico pesado de longo alcance, capaz de rodar até 700 km com uma única carga — um salto significativo em relação à geração atual.

A produção dos novos elétricos ocorrerá em Gotemburgo (Suécia) e Ghent (Bélgica), com implementação gradual a partir de 2026.

Atualmente, a marca oferece oito modelos elétricos e já comercializou mais de 6.000 unidades em 50 países.

O plano da Volvo para zerar emissões até 2040 combina três tecnologias — caminhões elétricos a bateria, modelos a célula de combustível a hidrogênio e motores a combustão preparados para combustíveis renováveis como hidrogênio verde, biogás, biodiesel e HVO — permitindo atender diferentes realidades de infraestrutura no mundo.

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  • Resultados globais
    A Volvo Trucks ampliou sua liderança no mercado europeu de caminhões pesados em 2025, alcançando 19% de participação e mantendo o primeiro lugar pelo segundo ano seguido, enquanto no Brasil registrou queda de 13,5% nos emplacamentos, mas preservou a liderança entre os pesados graças ao desempenho do FH 540, modelo mais vendido do país pelo sétimo ano consecutivo. A montadora segue forte globalmente, ocupando liderança ou vice-liderança em 30 países e investindo em três frentes tecnológicas — elétricos a bateria, a célula de combustível e motores a combustão com combustíveis renováveis — rumo à meta de emissões líquidas zero até 2040. No panorama europeu, o diesel ainda domina vans e caminhões, embora os elétricos avancem, especialmente nos ônibus, onde os modelos recarregáveis já representam 23,8% dos novos emplacamentos.

Volare Attack 10 híbrido estreia em operação piloto e reforça aposta no etanol

Marcopolo
Marcopolo Attack 10 Híbrido - elétrico e etanol

A Marcopolo apresenta no 3º Congresso Internacional da Mobilidade Elétrica e Baixo Carbono (CONATRE), em Brasília, uma das soluções mais avançadas já desenvolvidas no país para descarbonização do transporte de passageiros: o Volare Attack 10 Híbrido – Elétrico/Etanol, micro-ônibus que combina powertrain 100% elétrico com um motor a etanol usado exclusivamente para geração de energia.

O modelo, lançado em 2024, agora entra em operação assistida em um projeto piloto no setor sucroenergético de São Paulo, etapa considerada importante para validar a tecnologia em aplicações reais.

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O Volare Attack 10 é o primeiro micro-ônibus híbrido movido a etanol do mercado, e utiliza um motor turbo HR10 da HORSE — três cilindros, 1.0 litro e 85 kW — que funciona apenas como gerador, sem tracionar as rodas.

Essa arquitetura, conhecida como Range Extender (REX), foi desenvolvida pela HORSE em parceria com a WEG e permite que o motor opere somente na faixa ideal de eficiência, reduzindo consumo e emissões. O sistema funciona cerca de 1/3 do tempo de uso, sempre em regime otimizado.

Com três packs de baterias somando 122 kWh, o micro-ônibus alcança autonomia de até 450 km, número relevante para operações urbanas, rurais e corporativas. A solução também reduz o tamanho das baterias em comparação com elétricos puros, diminuindo peso, custo e ocupação de espaço.

Segundo a Marcopolo, o veículo reúne características operacionais importantes — como baixos níveis de ruído, vibração e aspereza (NVH), regeneração de energia nas frenagens, menor desgaste dos freios e maior capacidade de passageiros — que ampliam seu potencial de uso em diferentes regiões do país e ainda possibilitam a geração de créditos de carbono.

O bom desempenho no projeto piloto também levou HORSE e WEG a avançarem no desenvolvimento de uma arquitetura padronizada de Range Extender para veículos comerciais leves e pesados, iniciativa que pode acelerar a adoção de powertrains híbridos a etanol aproveitando a infraestrutura já existente para biocombustíveis.

Marcopolo reforça presença técnica no CONATRE

Além da exposição do veículo, a Marcopolo participa da programação técnica do congresso.
Renato Florence, gerente de Engenharia de Planejamento e Desenvolvimento da empresa, apresenta o Painel 3 – “Quais são as alternativas de descarbonização do Transporte Pesado no Brasil?”, no dia 13 de maio, das 11h45 às 12h45.

O debate reúne especialistas para discutir eletrificação, biocombustíveis e arquiteturas híbridas como caminhos complementares para a transição energética do transporte de cargas e passageiros.

Florence destaca que o evento é uma oportunidade para mostrar soluções já em operação: “A Marcopolo investe continuamente no desenvolvimento de arquiteturas veiculares que conciliam eficiência operacional, uso de combustíveis renováveis e redução efetiva de emissões.”

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  • Renovação de frota  em São Mateus
    A Viação São Gabriel concluiu a renovação de sua frota no segundo semestre com a compra de 70 ônibus Marcopolo, produzidos em grande parte na fábrica de São Mateus (ES), reforçando a economia local. Os veículos atenderão diferentes operações da empresa — transporte urbano, fretamento, turismo e transporte saúde — e incluem um Paradiso G8 1800 Double Decker para turismo nacional, 44 Ideale para fretamento industrial, 20 Torino para o transporte urbano da cidade (com suportes para pranchas de surf) e cinco Viaggio G8 1050 dedicados ao transporte saúde. A renovação eleva o padrão de conforto, tecnologia e acessibilidade dos serviços, fortalecendo a parceria entre a empresa e a Marcopolo, cliente desde 2012.