“Piensa en Grande”: a nova campanha da Volkswagen Caminhões e Ônibus na AL

Volkswagen
Nova campanha da VWCO para América Latina

A Volkswagen Caminhões e Ônibus (VWCO) inicia um novo movimento de comunicação para seus mercados internacionais na América Latina com o lançamento da plataforma institucional Piensa en Grande. Trata-se de uma iniciativa da marca para reposicionamento da montadora sobre sua presença regional e reforçar sua atuação como full‑liner — montadora de veículos de semileves a pesados —  oferecendo soluções para diferentes perfis de operação.

A novidade foi apresentada por Frank Gundlach, diretor de Mercados Internacionais da VWCO, que destaca o caráter da ação. Segundo ele, a plataforma nasce para traduzir o conceito da marca e orientar a forma como a empresa pretende dialogar com clientes e parceiros nos próximos anos.

Parceiros
Empresas e profissionais que apoiam o jornalismo especializado, profissional e independente, contribuindo para um setor de transportes mais informado, transparente e preparado para evoluir

“Esta campanha traduz o nosso compromisso em atuar de forma consistente e relevante em todos os mercados, respeitando suas particularidades. ‘Piensa en Grande’ é um convite para que, juntos com nossos clientes, possamos expandir horizontes e construir resultados sustentáveis”, afirma Gundlach.

A Piensa en Grande” se apresenta como uma plataforma contínua de comunicação — e não apenas uma campanha — criada pela Volkswagen Caminhões e Ônibus para reforçar seu posicionamento na América Latina.

Segundo comunicado da empresa, ela é adaptável às particularidades de cada país, mas mantendo coerência global. A iniciativa se apoia nos pilares soluções integrais, inovação e confiança, que passam a orientar a narrativa institucional da marca em um mercado cada vez mais competitivo.

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Saiba mais
  • Frota Sustentável: mais de 250 artigos sobre descabonização do transporte
  • Aumento de pedidos
    A Volkswagen Caminhões e Ônibus iniciou 2026 sob pressão — com queda nas vendas, impacto cambial e menor retorno operacional —, mas com sinais claros de recuperação. O grupo registrou aumento de 11% nos pedidos, indicando que transportadores voltaram a renovar frotas, especialmente nos segmentos de caminhões pesados e semipesados. O Brasil teve papel decisivo nessa virada graças ao programa de financiamento subsidiado para renovação de caminhões, que impulsionou a demanda local e compensou a fraqueza de outros mercados. Mesmo com o retorno operacional ajustado recuando para 10,2%, a TRATON mantém confiança em uma melhora gradual ao longo de 2026, apoiada pela disciplina de custos e pelo avanço consistente nas encomendas em todo o grupo.
  • Copersucar tira o biometano do discurso e quer 500 caminhões no projeto BioRota
  • Biodiesel em Hannover
    VWCO
    Foto: Recriação a partir da foto nas redes sociais do presidente da VWCO, Roberto Cortes

    O  Meteor Flex B100, da Volkswagen Caminhões e Ônibus (VWCO), foi apresentado na Hannover Messe 2026, no Pavilhão Brasil organizado pela ApexBrasil, reforçando o papel do País‑Parceiro na feira e a capacidade brasileira de desenvolver soluções de transporte alinhadas à transição energética. O modelo, equipado com motor MAN D26 de 12,4 litros e 530 cv, pode operar com diesel fóssil, B100 (100% biodiesel da Be8) ou HVO, e foi mostrado a autoridades brasileiras e alemãs como alternativa imediata e escalável para reduzir emissões no transporte pesado. A versão flex recebeu ajustes em materiais, alimentação e eletrônica para garantir durabilidade com combustíveis renováveis e já foi testada em operações reais do agronegócio, incluindo rotas no Mato Grosso com biodiesel de soja. A presença do caminhão em Hannover reforça a competitividade dos biocombustíveis na descarbonização de frotas, em um cenário em que elétricos e gás ainda representam apenas 1,8% das vendas de pesados.

  • Envelhecimento da frota e a importância das peças remanufaturadas para a segurança viária
  • Visitas à fábrica
    A Volkswagen Caminhões e Ônibus reabriu as inscrições para o programa gratuito de visitas à fábrica de Resende em 2026, oferecendo a estudantes a partir de 12 anos a oportunidade de conhecer o Consórcio Modular e acompanhar em tempo real a produção de caminhões e ônibus. A retomada ocorre durante as comemorações dos 45 anos da empresa, reforçando, segundo o diretor Marcos Brito, o compromisso da montadora com inovação e desenvolvimento no Brasil. A unidade, inaugurada em 1996 e referência global pelo modelo colaborativo de produção, fabrica as linhas Delivery, Constellation, Meteor, Volksbus e modelos elétricos exportados para mais de 30 países. As visitas destacam processos focados em segurança, tecnologia, eficiência energética e robustez, com inscrições mediante formulário e datas sujeitas à disponibilidade.As inscrições poderão ser feitas por meio do formulário: Programa de Visitas VWCO .
  • Randoncorp fecha 2025 com receita recorde de R$ 13,1 bilhões e acelera expansão internacional
  • Novos Constellation
    A linha Constellation com os novos modelos rígidos 25.380 6×2 e 8×2, produzidos a partir do cavalo mecânico 25.380 e transformados pela BMB Mode Center. Voltados para aplicações rodoviárias — especialmente composições Romeu e Julieta de até 56 toneladas de CMT — eles oferecem PBT técnico superior ao limite legal, útil para operações em áreas privadas. A versão 6×2 já traz travessa de reboque de série, e ambos os modelos chegam com motor mais forte, entregando 15% mais torque, acoplado à transmissão automatizada V-Tronic de 12 marchas da ZF, a mesma usada por marcas como DAF e Iveco.
  • VW Constellation
    A Volkswagen Caminhões e Ônibus celebra os 20 anos da linha Constellation, hoje a mais completa da marca, com 18 modelos que atendem operações de 14 a 74 toneladas. Desde 2006, a família acumula mais de 365 mil unidades emplacadas no Brasil e 47 mil exportadas, principalmente para Argentina, México e Chile, mantendo em 2025 mais de 15 mil emplacamentos no país e liderança no segmento de pesados 6×2. Reconhecido pela robustez, versatilidade e baixo custo operacional, o Constellation se consolidou em setores como bebidas, construção e coleta de resíduos, evoluindo com marcos como as versões V-Tronic, a série Prime, os modelos Robust, a geração Euro 6 e o pacote Highline.
Frota News
Edição 54

Leia a Revista Frota News Edição 54

  • VW
    VW Delivery 14.180 6×2

    A VWCO ampliou a estratégia de criar caminhões médios derivados de plataformas leves — conceito iniciado pela Ford em 2012 com o Cargo 1119 — ao lançar o novo VW Delivery 14.180 6×2. O modelo eleva o PBT para 14.000 kg mantendo dimensões compactas, baixo custo operacional e vocação urbana, aproveitando o chassi já validado no e‑Delivery. Com maior capacidade de carga, três opções de entre‑eixos e foco em operações de alta densidade, o 14.180 busca aumentar a produtividade em segmentos como bebidas, e‑commerce e refrigerados, trazendo conjunto mecânico consolidado, pacote de segurança completo e versatilidade para diferentes implementações.

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Mercedes-Benz Sprinter 317 Street 2026: tudo sobre o furgão que pode ser dirigido com CNH B

Sprinter
Furgão Mercedes-Benz Sprinter

Com quase quatro décadas acompanhando a evolução do transporte comercial no Brasil, é possível afirmar que a Mercedes-Benz Sprinter 317 Street representa uma das mais sofisticadas interpretações da logística urbana moderna no segmento de veículos comerciais leves. Mais do que um simples furgão, o modelo combina eficiência operacional, robustez estrutural e um pacote tecnológico que aproxima os utilitários leves do universo dos caminhões premium.

No centro dessa evolução está o motor OM654 CDI, um turbodiesel de quatro cilindros em linha e 2,0 litros, desenvolvido dentro da mais recente arquitetura global da Mercedes-Benz para veículos comerciais. O propulsor entrega 170 cv (125 kW) a 3.800 rpm e torque de 40,8 kgfm (400 Nm) disponível já a partir de 1.700 rpm, característica que favorece retomadas rápidas, maior agilidade no trânsito urbano e melhor desempenho com carga máxima.

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O OM654 também representa um salto tecnológico em eficiência térmica e redução de emissões. O conjunto utiliza bloco 100% em alumínio, pistões de aço com geometria escalonada e revestimento NANOSLIDE® nas paredes dos cilindros, solução herdada dos motores da divisão automotiva da marca alemã. Essa engenharia reduz atrito interno, melhora o consumo e contribui para menores níveis de ruído e vibração.

Outro destaque é o sistema de recirculação dinâmica dos gases de escape aliado ao pós-tratamento compatível com a legislação PROCONVE P8, equivalente ao Euro 6 no Brasil. O resultado é uma operação mais limpa sem comprometer desempenho ou durabilidade. O conjunto mecânico trabalha com alternador de 14V e 250A e bateria de 12V/92Ah, preparados para aplicações urbanas intensivas e implementações adicionais.

Diferentemente da configuração europeia da plataforma VS30, que possui versões com tração dianteira, a Sprinter nacional mantém tração traseira em toda a linha. A decisão da engenharia da Mercedes-Benz para a América Latina faz sentido técnico diante das condições severas de operação brasileiras. Com carga máxima, o sistema traseiro oferece melhor distribuição de peso, maior capacidade de tração em aclives e comportamento mais previsível em pisos irregulares.

Essa robustez é complementada pela suspensão dianteira independente com molas parabólicas transversais, amortecedores hidráulicos e barra estabilizadora, enquanto o eixo traseiro rígido também utiliza molas parabólicas e barra estabilizadora. A direção elétrica melhora a dirigibilidade nas manobras urbanas e reduz fadiga do motorista em operações de entregas contínuas.

Sprinter
Versão teto baixo do furgão Sprinter 317

Capacidades do compartimento de carga

A linha Sprinter 317 Street é oferecida em três configurações principais: Longo 9 m³, Longo 10,5 m³ e Extra-Longo 14 m³. Todas mantêm PBT de 3.500 kg, permitindo condução com CNH categoria B, uma vantagem operacional importante para operações urbanas e centros de distribuição restritos.

Na versão Longo 10,5 m³, o modelo apresenta comprimento total de 5.932 mm, entre-eixos de 3.665 mm e altura interna da área de carga de 2.009 mm. O compartimento de carga possui largura interna de 1.787 mm e comprimento útil de 3.375 mm, oferecendo excelente aproveitamento volumétrico para entregas urbanas e operações de e-commerce.

A capacidade de carga útil também evoluiu em relação às gerações anteriores. A versão Longo 10,5 m³ oferece 1.217 kg de carga útil conforme norma NBR 6070, enquanto o modelo Extra-Longo 14 m³ transporta até 1.062 kg. Já o PBTC chega a 5.500 kg.

A funcionalidade operacional continua sendo um dos pontos altos da Sprinter. A porta lateral deslizante possui vão de até 1.260 mm de largura, permitindo acesso facilitado para pallets e cargas volumosas. Na traseira, as portas com abertura total ampliam a eficiência em docas e operações urbanas com espaço reduzido.

As versões e equipamentos

Em tecnologia embarcada, a linha recebeu atualizações importantes. Dependendo do pacote escolhido, o cliente pode optar pela transmissão manual ZF de seis marchas ou pela automática 9G-Tronic de nove velocidades, solução que melhora conforto, consumo e suavidade operacional. Nas versões equipadas com o pacote Hi-Tech (UP3), disponível no modelo Extra-Longo 14 m³, a Sprinter passa a oferecer sistema multimídia MBUX de 10,25 polegadas, integração com smartphones, câmera de ré superior e função Hold para auxílio em paradas.

Sprinter
Painel do modelo Sprinter com transmissão automática

Entre os itens de série presentes em toda a gama estão keyless start, volante multifuncional com piloto automático, ar-condicionado frontal, sensor de chuva, vidros elétricos, retrovisores elétricos com aquecimento, Bluetooth, faróis de neblina, luzes de circulação diurna e fechamento central remoto.

Sistemas de segurança

No quesito segurança, a Sprinter continua sendo referência entre os comerciais leves vendidos no Brasil. O modelo traz de série o Programa Eletrônico de Estabilidade ESP Adaptativo 9i®, calibrado conforme distribuição de carga, além do Assistente Ativo de Frenagem (ABA), assistente de vento lateral, assistente de partida em rampa, alerta de fadiga e freios a disco nas quatro rodas com discos dianteiros autoventilados.

A Mercedes-Benz também mantém o plano de manutenção com revisões programadas a cada 30 mil quilômetros ou um ano, além de oferecer duas primeiras revisões gratuitas e garantia de fábrica de dois anos.

Os modelos já estão disponíveis na rede brasileira da Mercedes-Benz, com preço público sugerido a partir de R$ 357.800.

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Suhai Festival Interlagos confirma 22 montadoras e amplia área de exposição

Festival Interlagos 2025
Desafio: superar 2024!

O Suhai Festival Interlagos – Edição Auto 2026 já desponta como o maior encontro automotivo do ano. Os organizadores anunciaram que 22 montadoras assinaram contrato e estarão presentes no evento, reforçando o status do Festival como o maior palco de experiência motor do mundo.

Entre as marcas confirmadas estão: Abarth, BYD, BMW, Denza, Fiat, Ford, GAC, Geely, GR-Gazoo Racing, GWM, Honda, Jaecoo, Jeep, Jetour, Leapmotor, Lexus, MG, Mitsubishi Motors, Omoda, RAM, Renault e Volvo. Outras fabricantes seguem em negociação e devem ser anunciadas nos próximos dias.

Um evento único no mundo

O CEO do Suhai Festival Interlagos, Márcio Saldanha, destaca que o formato do evento não encontra paralelo global. Além da exposição, o público pode realizar testes de pista no Autódromo de Interlagos, pilotar superesportivos e vivenciar experiências que unem entretenimento, negócios, lazer, esporte e diversão.

“O visitante pode testar carros que ele estiver interessado em comprar, por exemplo. Ou pode realizar seu sonho de pilotar um superesportivo. Nada é comparável no mundo à proposta desse evento”, afirma Saldanha.

O sucesso da edição de 2025 — que registrou 125,9 mil visitantes — impulsionou a renovação de 98% dos expositores para 2026.

Crescimento da área de exposição

Para acompanhar a expansão do público e das marcas, o Festival ganhará um novo pavilhão de 15 mil m², que abrigará empresas trazidas pelo Mercado Livre. O espaço também contará com centro de convenções para até 1.000 pessoas e VIP Lounges para visitantes e expositores.

Além das montadoras, o evento reunirá empresas de autopeças, lubrificantes, seguros, financeiras e outros segmentos ligados ao ecossistema automotivo.

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  • Vendas dos ingressos
    O Suhai Festival Interlagos 2026 deu início à venda dos ingressos do primeiro lote para sua 13ª edição, consolidando-se como o maior evento de experiência motor do mundo. Realizado no tradicional Autódromo de Interlagos, na capital paulista, o evento acontecerá ao longo de dois finais de semana em agosto e deve reunir entre mais de 400 mil e até 450 mil visitantes, segundo a organização. As vendas do primeiro lote começaram em 31 de março. Com apoio institucional da Prefeitura de São Paulo, o festival foi reconhecido como parte da agenda oficial da cidade e teve sua permanência confirmada no calendário do Autódromo de Interlagos até 2028, reforçando o peso econômico e turístico do encontro para a capital paulista. Além do volume de público, a edição 2026 marca um novo salto estrutural e comercial do evento, que cresce em área expositiva, ativações e experiências voltadas ao público. Ingressos podem ser comprados pelo site oficial do evento: www.festivalinterlagos.com.br
  • Roteiro Automotivo: Explorando a conexão entre mobilidade, gastronomia e entretenimento
  • Edição de motos
    O primeiro fim de semana será dedicado ao universo das duas rodas, entre os dias 13 e 16 de agosto, com participação de todas as marcas de motocicletas que atuam no mercado brasileiro, segundo a organização. Em 2026, a etapa de motos ganha um marco inédito: pela primeira vez, será um evento com apoio oficial da Abraciclo, associação que reúne os fabricantes de motocicletas, ciclomotores, motonetas, bicicletas e similares no Brasil. Para esta etapa, os ingressos do primeiro lote começam em R$ 98, na modalidade de acesso às atrações gerais do festival. Há ainda opções voltadas à experiência prática na pista de Interlagos, como o ingresso de R$ 593, que inclui test ride em três motocicletas, e o tíquete de R$ 1.295, destinado aos test rides com motos esportivas, além de acesso a um lounge exclusivo para descanso e conveniência ao longo do dia.
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  • Automóveis
    Na sequência, entre os dias 27 e 30 de agosto, o Festival Interlagos volta suas atenções aos automóveis. O segundo fim de semana será dedicado aos apaixonados por carros, com exposição de lançamentos, novidades das principais montadoras e experiências de direção dentro da pista do autódromo. Os ingressos do primeiro lote para a etapa automotiva também partem de R$ 98, com acesso à exposição e aos shows. A modalidade intermediária custa R$ 593 e inclui test drives, além do acesso às atrações musicais. Já a experiência premium voltada aos superesportivos chega a R$ 3.950, segundo as informações divulgadas pela organização, permitindo ao público participar de test drives com modelos de marcas como McLaren, Ferrari e Porsche, além de acesso a lounge exclusivo. Há ainda a categoria “Super Sport Pass” pode variar de cerca de R$ 1.970 a R$ 4.850, a depender do modelo e da experiência escolhida, como McLaren 600LT, Ferrari F-360 e Porsche 911 Carrera.
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  • Estrutura ampliada e nova fase de crescimento 
    Em 2026, o Festival Interlagos entra em uma nova fase de expansão. Com o aumento do número de expositores e da expectativa de público, a organização anunciou a ampliação da área de exposição com a adição de um novo pavilhão de 15 mil metros quadrados em relação à edição anterior. Além da expansão física, o evento contará com um centro de convenções com capacidade para até 1.000 pessoas, voltado a ativações corporativas, encontros de negócios e apresentações institucionais, além de VIP lounges destinados ao público e aos expositores. Essa evolução estrutural posiciona o festival não apenas como um evento de entretenimento e experiência, mas também como uma plataforma de negócios e relacionamento para a cadeia automotiva e de mobilidade.

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Qual o pesado 6×4 0 KM mais barato do Brasil? Veja o ranking de preços entre R$ 853 mil e R$ 1,118 milhão

pesados 6x4
Foto apenas ilustrativa criada por IA

O mercado de caminhões pesados no Brasil vive um momento de ajuste fino entre custo e eficiência. No segmento de rodoviários 6×4, o VW Meteor 29.530 tem se posicionado como um forte player de entrada em termos de investimento inicial, com valor médio de R$ 894 mil.

No entanto, para o transportador que busca o melhor TCO (Custo Total de Propriedade), o preço de aquisição é apenas o ponto de partida. Analisamos os principais concorrentes e os números da Fipe revelam uma disputa acirrada, com distorções curiosas entre potência e valor. Curiosamente, nenhum dos modelos mais acessíveis figura no ranking dos 10 pesados mais vendidos da Fenabrave. Nem por isso deixam de ser alternativas estratégicas para reduzir o investimento inicial ou o endividamento das transportadoras — um alívio necessário em cenários de juros altos. Conheça as seis opções 6×4 com o menor preço de entrada no segmento rodoviário premium.

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Iveco S-Way 540 Grand Cab: A maior potência pelo menor preço

Rodonaves
Iveco S-Way

O Iveco S-Way 540 é, atualmente, a “pedra no sapato” da concorrência quando o assunto é tabela. Com cotação média de R$ 853 mil, ele custa R$ 41 mil a menos que o Meteor, oferecendo uma potência superior (540 cv contra 530 cv do VW).

Equipado com o motor FPT Cursor 13 e a transmissão ZF TraXon de 12 marchas, o modelo entrega um pacote tecnológico intermediário, desafiando a lógica de que o caminhão mais potente precisa ser o mais caro.

VW Meteor 29.530: O pesado da engenharia brasileira

VW Meteor
Modelo VW Meteor 29.530 6×4 com implemento “Bitrenzão”

O VW Meteor 29.530 consolidou-se como o topo de linha da Volkswagen Caminhões e Ônibus, sendo equipado com o motor MAN D26 de 13 litros, produzido no Brasil, que entrega 530 cv e um torque robusto de 2.600 Nm.

O trem de força é integrado à transmissão automatizada V-Tronic de 12 marchas (ZF TraXon), otimizada com funções como o EcoRoll e o Kick-down (tecnologia presente nos outros modelos com a mesma caixa) para maximizar a economia de combustível em topografias variadas. Com um chassi reforçado e suspensão pneumática opcional, o modelo foca no transporte de longas distâncias (combinações de 74 toneladas).

Mercedes-Benz Actros 2651 LS: Equilíbrio e proximidade

Campo de Provas
Os Actros em campo de prova

O Mercedes-Benz Actros 2651 LS 6×4 é a opção que mais se aproxima da faixa de preço do Meteor no mercado brasileiro, sendo cotado em R$ 930 mil. Para o transportador que opta pela tecnologia da estrela, o investimento representa um desembolso adicional de R$ 36 mil em comparação ao modelo da Volkswagen. O caminhão é movido pelo motor OM 460 LA de 13 litros, que entrega 510 cv, e tem manutenção com uma ampla rede de pós-venda em todo o território nacional. Este trem de força trabalha com a transmissão automatizada PowerShift 3.

Além da ampla rede de assistência técnica, o modelo foca intensamente na segurança ativa e no conforto para longas jornadas. Ele traz de série itens como o Assistente Ativo de Frenagem (ABA 5), que identifica veículos e pedestres à frente, e o assistente de fadiga, reforçando o compromisso da marca com a redução de acidentes. A cabine, equipada com o painel digital de duas telas, oferece uma experiência de condução moderna e intuitiva, facilitando a gestão do veículo pelo motorista. É uma escolha equilibrada para frotistas que buscam um caminhão premium com alto nível de assistência ao condutor, sem que o salto financeiro em relação ao preço de entrada seja excessivo.

Volvo FH 420: A porta de entrada dos suecos

Volvo
Volvo FH I-Torque

De Curitiba, o Volvo FH 420 6×4 posiciona-se como o modelo de entrada da marca sueca no segmento de pesados traçados, com preço médio de R$ 1,078 milhão. Embora apresente a menor cavalagem deste comparativo (420 cv) e custe R$ 184 mil a mais que o Meteor, o motor D13K compensa a potência nominal com um torque linear de 2.100 Nm e a consagrada caixa I-Shift de 7ª geração, que continua sendo a referência mundial em software de gestão de marchas e inteligência preditiva. O conjunto é otimizado para operações de carga pesada onde o equilíbrio entre consumo e velocidade média é crucial, permitindo que a tecnologia de aceleração inteligente extraia o máximo de eficiência do trem de força.

Além do desempenho técnico, o modelo é voltado para transportadores que priorizam o Custo Total de Propriedade (TCO) a longo prazo e a segurança ocupacional. A cabine do FH é reconhecida por exceder os rigorosos requisitos dos testes de impacto suecos, oferecendo uma célula de sobrevivência superior e ergonomia pensada na produtividade do motorista. Mesmo com um investimento inicial mais elevado, o FH 420 justifica o desembolso extra pelo alto valor de revenda e pela disponibilidade mecânica, características que mantêm o caminhão como um dos ativos mais valorizados no mercado de seminovos para o transporte rodoviário de longa distância.

Scania G 460: Modularidade

pesados
Scania G 460 6×4

O Scania G 460 A 6×4 surge como a porta de entrada da marca do Grifo no segmento de pesados traçados, com preço médio de R$ 1,081 milhão. Na ponta do lápis, o transportador que busca a tecnologia escandinava precisa investir R$ 187 mil a mais em comparação ao valor de referência do Meteor.

O modelo é equipado com o motor de 13 litros e sistema de injeção XPI, que entrega 460 cv e um torque de 2.150 Nm. A transmissão Opticruise de nova geração gerencia as trocas de marcha com foco na manutenção da velocidade de cruzeiro em baixas rotações.

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Além da performance do trem de força, o G 460 se destaca pela modularidade e pelo equilíbrio entre peso bruto e conforto. A cabine G, situada em uma posição intermediária na linha Scania, oferece um túnel de motor baixo e boa visibilidade, facilitando a operação em rotas que exigem agilidade sem abrir mão do bem-estar do motorista em viagens longas. Para o frotista, o investimento superior é justificado pela conectividade nativa da marca, que permite um controle rigoroso da telemetria e do comportamento do condutor, além do tradicional valor de revenda que mantém os veículos Scania como ativos de alta liquidez no mercado de seminovos.

DAF CF 480 Sleeper: O topo da tabela de investimento

Show Florestal
Caminhões e implementos especializados são demandados pelo setor florestal

O DAF CF 480 Sleeper 6×4 figura como uma das opções de maior valor agregado neste levantamento, com preço médio de R$ 1,118 milhão pela tabela Fipe. Esta cotação estabelece a maior distância financeira em relação ao Meteor, exigindo que o transportador invista R$ 224 mil a mais para adquirir o modelo produzido em Ponta Grossa.

O caminhão é equipado com o motor PACCAR MX-13 de 13 litros, que entrega 480 cv, e destaca-se por ser um dos cavalos mecânicos mais leves da categoria. O Peso em Ordem de Marcha gira em torno de 9.780 kg a 10.365 kg, dependendo da especificação de entre-eixos e da capacidade dos tanques de combustível escolhidos (com variações para as versões Off-Road ou Rodoviária). O peso reduzido é um trunfo técnico direto, pois se traduz em uma maior capacidade de carga líquida por viagem, otimizando a rentabilidade em operações de transporte de granéis e carga geral.

A proposta do CF 480 foca na versatilidade e no reconhecido conforto da marca holandesa, mesmo em uma cabine ligeiramente mais compacta que a do seu irmão maior, o XF. O modelo utiliza a transmissão automatizada ZF TraXon de 12 velocidades, desenhada para trabalhar em baixas rotações e reduzir o consumo de combustível. O alto valor de mercado reflete a aceitação do caminhão no mercado de usados e a fama de “estradeiro nato”, conquistada por oferecer uma mecânica simplificada e robusta.

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Ford Pro expande engenharia de customização para atender demanda por veículos especiais

Ford
Ford Pro acelera a engenharia de customização de veículos da marca

A Ford Pro, divisão de veículos comericiais, fortalece sua posição como um centro de soluções customizadas ao revelar que cerca de metade dos seus clientes comerciais necessita de alguma modificação nos veículos. Para atender essa demanda, a marca estruturou uma engenharia própria que já desenvolveu mais de 200 projetos especiais, transformando modelos de série em ferramentas para áreas como saúde, mineração, segurança pública e infraestrutura elétrica.

O diferencial da operação reside na integração entre a fábrica e uma rede de 40 modificadores credenciados na América do Sul. Esse modelo permite que os parceiros acessem dados técnicos confidenciais dos veículos, garantindo que transformações complexas, como a instalação de celas ou unidades de terapia intensiva, mantenham a qualidade e a garantia original de fábrica. O suporte da marca vai além da entrega, incluindo testes de validação, treinamento técnico e suporte operacional para as equipes que utilizam as frotas, diz Guillermo Lastra, diretor de Veículos Comerciais da Ford América Latina.

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No campo dos resultados, a Divisão de Veículos Comerciais já representa 18% das vendas da Ford no Brasil. Após um crescimento expressivo de 26% em 2025, o setor mantém o ritmo de expansão em 2026, impulsionado pelo marco de 20 mil unidades da Transit produzidas no Uruguai e pela chegada de novas configurações da Ranger, como as versões XL Chassi e Cabine Simples, que facilitam a implementação de implementos específicos como baús e ambulâncias.

Entre os destaques apresentados na feira LAAD, a Ranger Ambulância exemplifica o uso da engenharia off-road para o setor de saúde. Montada sobre a versão XL Chassi com motor 2.0 de 170 cv, ela conta com tração 4×4, suspensão elevada e guincho de aço. Internamente, o baú é equipado com redes de oxigênio, ar-condicionado exclusivo e um sofisticado sistema de monitoramento com câmeras infravermelhas e térmicas, permitindo o resgate em locais de difícil acesso com monitoramento total do paciente.

Força de segurança

Já no setor de segurança pública, a marca adaptou a Transit e o Territory para funções distintas. A Transit de Polícia Penal, equipada com câmbio automático de dez marchas, foi projetada para transportar oito detentos com segurança máxima, utilizando revestimento em chapas de alumínio e monitoramento noturno. Em paralelo, o Territory da Polícia Civil aproveita o maior espaço interno da categoria para oferecer conforto às guarnições, integrando para-choques de impulsão e celas climatizadas para o ambiente urbano.

Para o patrulhamento rodoviário, a Ford desenvolveu uma versão da Ranger XLS focada na durabilidade extrema. O modelo recebeu reforços em aço na dianteira e nos estribos, além de bancos em couvin reforçado para suportar o desgaste provocado pelo porte de armas e cintos táticos dos agentes. O sistema elétrico também foi redimensionado com uma bateria auxiliar de 75 Ah para suportar a demanda contínua de sinalizadores e câmeras de monitoramento durante o serviço.

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Abeifa: Marcas associadas crescem 65,3% no 1º quadrimestre de 2026, com mais de 91% de modelos da BYD

Abeifa
Imagem: Arte Frota News

Os dados de emplacamentos consolidados pela Abeifa (Associação Brasileira das Empresas Importadoras e Fabricantes de Veículos Automotores) revelam um cenário de forte expansão para suas nove marcas filiadas no início de 2026. O crescimento expressivo é impulsionado, em grande parte, pela consolidação da BYD e pelo avanço da eletrificação no mercado brasileiro.

O primeiro quadrimestre de 2026 fechou com um saldo altamente positivo para a entidade. Entre janeiro e abril, foram licenciadas 63.457 unidades, um salto de 65,3% em comparação aos 38.379 veículos registrados no mesmo período de 2025.

  • Destaque mensal (Abril): Foram 20.281 unidades licenciadas, o que representa uma alta de 8,1% sobre março de 2026 e impressionantes 90,3% sobre abril de 2025.
  • : Em abril, as associadas detiveram 8,5% de participação no mercado total de automóveis e comerciais leves do Brasil (237.251 unidades). No acumulado do ano, a fatia é de 7,6%.

Eletrificação

Um dos dados mais significativos da Abeifa é a transição quase total para fontes de energia limpa do tanque a roda no casos dos 100% elétricos a bateria, e parcialmente mais limpa no caso dos híbridos. Em abril de 2026, os veículos eletrificados somaram 19.706 unidades, representando 97,1% de todos os licenciamentos da associação.

No contexto nacional, a força das marcas Abeifa nesse nicho é de 45,4% de todos os 43.429 veículos eletrificados comercializados no País em abril. No acumulado do ano, o crescimento de eletrificados dentro da Abeifa é de 72%.

Importados vs. produção nacional

Embora o volume total tenha crescido, há uma dinâmica distinta entre veículos trazidos de fora e os montados em solo brasileiro.

  • Importados: Registraram 12.067 unidades em abril (alta mensal de 12,2%). Contudo, no acumulado do ano (37.274 unidades), apresentam uma ligeira queda de 1,8% frente a 2025.
  • Montagem nacional: Este segmento compensou a retração dos importados, somando 26.183 unidades no quadrimestre. Em abril, a montagem nacional das associadas atingiu 8.214 unidades.

Panorama das Marcas

A BYD consolida-se como a líder absoluta dentro da associação, detendo 91,09% de participação (share) entre as marcas da Abeifa em abril.

Marca Abr/2026 (Unidades) Acumulado 2026 Var. Acumulada (25/26)
BYD 18.474 56.114 +86,0%
Volvo 759 2.688 -6,9%
Kia 454 1.885 +40,8%
Porsche 341 1.561 -16,8%
Land Rover 240 965 -18,1%

Fonte: Dados consolidados Abeifa.

 

Nota: As informações desta reportagem baseiam-se nos relatórios oficiais de emplacamentos da Abeifa de abril de 2026.

Saiba mais:

  • Mercado de importados 2025
    A ABEIFA confirmou que 2025 marcou uma virada estrutural no mercado de importados no Brasil, com a BYD liderando de forma absoluta e a Volvo consolidada no topo do segmento premium eletrificado. As associadas emplacaram 137.973 veículos, alta de 31,7% sobre 2024, impulsionadas sobretudo pelos 129 mil modelos eletrificados, que já representam quase metade do mercado nacional. A BYD respondeu por 81,8% desse volume, com 112.902 unidades puxadas por modelos como Dolphin, Dolphin Mini e Song Plus, enquanto a Volvo registrou cerca de 9,7 mil emplacamentos, mantendo crescimento consistente entre híbridos plug‑in e elétricos premium. Os dados reforçam que a expansão dos importados está diretamente ligada à maturação da eletrificação e à maior confiança do consumidor, e indicam que, em 2026, o desafio será sustentar esse ritmo diante de novas regras e do avanço da produção nacional de veículos elétricos.

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Entrevista: Presidente da ANFIR defende regulamentação de tecnologias pelo Contran e políticas de longo prazo

Anfir
José Carlos Sprícigo, presidente da Anfir

O presidente da ANFIR, José Carlos Sprícigo, avalia que a indústria de implementos rodoviários vive um momento decisivo, marcado por transformações tecnológicas, desafios regulatórios e a necessidade urgente de políticas públicas estáveis. Em entrevista à Frota News, ele destacou que o setor tem capacidade produtiva, demanda reprimida e tecnologia disponível — mas ainda esbarra em entraves que impedem o avanço pleno da competitividade logística do país.

A renovação do Move Brasil, agora com R$ 21,2 bilhões, foi recebida com entusiasmo pela entidade, especialmente pela inclusão dos implementos rodoviários na nova fase do programa. Para Sprícigo, essa mudança corrige uma lacuna histórica e fortalece a segurança no transporte de cargas. “A inclusão de implementos rodoviários é uma medida importante a favor da indústria e da melhoria contínua da segurança.”

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Ele lembra que a primeira etapa do programa beneficiou principalmente a indústria de caminhões, mas alerta que ações pontuais não resolvem os gargalos estruturais: “Esses voos de galinha não são bons para o setor. Causam uma alta demanda em um mês e no outro uma queda muito grande.”

Segundo ele, o país precisa de políticas de Estado, com visão de longo prazo, para dar previsibilidade à indústria e permitir planejamento de investimentos.

Tecnologia e segurança: suspensão pneumática parada no Contran

Entre os principais pleitos da ANFIR está a aprovação da ampliação da tolerância de peso para veículos com suspensão pneumática, tema que permanece travado no Contran. Sprícigo afirma que a entidade já apresentou estudos técnicos demonstrando que seria possível aumentar em 5% a tolerância de carga sem comprometer o pavimento. “Temos estudos provando que poderíamos ter 5% a mais de tolerância… mas infelizmente isso está parado no Contran.”

A tecnologia da suspensão pneumática, explica Sprícigo, oferece ganhos diretos e imediatos para o transporte rodoviário. Ela aumenta a segurança, garantindo maior estabilidade e melhor capacidade de frenagem; reduz o desgaste das estradas, já que as bolsas de ar absorvem impactos e distribuem a carga de forma mais uniforme sobre o pavimento; e ainda estimula a renovação da frota, pois uma vantagem regulatória desse tipo levaria transportadores a substituir equipamentos antigos por modelos mais modernos. Para ele, a tecnologia está pronta, é segura e já é amplamente utilizada em outros países — falta apenas a decisão regulatória para que o Brasil colha esses benefícios.

Caminhões 11 toneladas: Mercedes-Benz Accelo 1117 x VW Delivery 11.180 x Iveco Tector 11-190

Freio a disco x freio a tambor: mudança cultural em andamento

A adoção do freio a disco no transporte rodoviário brasileiro avança de forma lenta, apesar de já ser amplamente utilizada em operações europeias e em aplicações específicas no Brasil. José Carlos Sprícigo explica que a transição não é apenas técnica, mas sobretudo cultural: muitos transportadores e frotistas ainda preferem o freio a tambor por familiaridade, disponibilidade de manutenção e tradição operacional. O freio a disco, porém, oferece vantagens comprovadas em testes realizado pelas montadoras — como maior eficiência térmica, resposta mais rápida e melhor desempenho em frenagens repetidas — características especialmente valorizadas em operações de alta exigência.

Mesmo com esses benefícios, a migração enfrenta desafios. O freio a disco é mais “sensível” a contaminações típicas das estradas brasileiras, como poeira, lama e resíduos, o que exige manutenção mais especializada e condições de operação mais controladas. Além disso, a renovação da frota é um fator determinante: caminhões e implementos mais antigos foram projetados para sistemas a tambor, e a substituição completa envolve custos que muitos operadores ainda evitam assumir. “É uma construção cultural… em certo momento deve acontecer”, resume Sprícigo.

Para o presidente da ANFIR, a evolução é inevitável, mas depende de três pilares: educação técnica, para que operadores entendam as vantagens e limitações de cada sistema; renovação de frota, que permitirá a entrada de veículos já preparados para tecnologias mais modernas; e condições adequadas de operação, garantindo que o freio a disco entregue todo o seu potencial de segurança e eficiência. A transição, portanto, não é apenas tecnológica — é estrutural, gradual e alinhada ao amadurecimento do setor.

Renovação de frota: mito derrubado

Sprícigo também faz questão de corrigir uma percepção comum no mercado: a de que implementos permanecem longos períodos em operação sem renovação. Segundo ele, ocorre justamente o contrário. “É um mito que não há renovação de frota de implementos. A idade média é de 7 a 9 anos, enquanto a do caminhão é de 20 anos.”

O motivo é econômico: a manutenção de um implemento antigo rapidamente se aproxima do valor de uma prestação de financiamento, tornando a troca mais vantajosa.

Desempenho do quadrimestre: retração, mas com perspectiva de recuperação

Embora o foco do setor esteja no futuro, os números do primeiro quadrimestre ajudam a contextualizar o cenário atual. Entre janeiro e abril, foram comercializadas 42.608 unidades, queda de 11,24% em relação ao mesmo período de 2025. O segmento Pesado recuou 12,81%, enquanto o Leve caiu 9,62%.

Sprícigo lembra que o início de 2026 foi afetado pelo efeito pós‑Fenatran, com retração de 30% nos dois primeiros meses, mas destaca que março já mostrou reação. Ele mantém otimismo: “Geralmente fazemos 60% das vendas no segundo semestre e 40% no primeiro.”

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Guia: 9 opções de chassi cabine 2026 para transporte urbano com CNH categoria B

Chassi cabine
Mercedes-Benz Sprinter Truck

A categoria dos chassis cabine até 3.500 kg vive um momento de renovação acelerada, principalmente pela alta demanda do e-commerce. Desde 2023, quando a primeira versão desta reportagem foi publicada, o segmento passou por atualizações técnicas, mudanças de preços e ajustes motivados pela chegada definitiva da fase Proconve L7 — o equivalente brasileiro ao Euro 6. O resultado é um mercado mais moderno, eficiente e competitivo, mas que mantém a essência: oferecer veículos versáteis, capazes de receber os mais variados implementos e, sobretudo, conduzidos com CNH categoria B.

A legislação continua sendo um dos grandes trunfos dessa categoria. Por serem classificados como caminhonetes, esses modelos seguem livres das restrições impostas aos caminhões em muitas cidades, compartilham vagas de estacionamento com automóveis e pagam pedágios na mesma categoria dos veículos leves. Para quem trabalha com transporte urbano, isso significa agilidade e economia. A única exigência adicional para quem presta serviço a terceiros permanece a mesma: a sigla EAR na CNH, indicando que o motorista exerce atividade remunerada. O exame toxicológico, por sua vez, continua dispensado para a categoria B.

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Com a consolidação do Euro 6, alguns modelos deixaram o mercado ou foram reposicionados, enquanto outros ganharam protagonismo. A seguir, apresentamos a atualização completa dos principais chassis cabine disponíveis no Brasil em, mantendo a ordem alfabética das marcas e considerando apenas versões homologadas até 3.500 kg.

Ford Transit Chassi

Transit Chassi
Ford Pro lança versão chassi-cabine da Transit

A Ford Transit na configuração chassi cabine consolidou-se como uma das principais concorrentes no segmento de veículos comerciais leves até 3.500 kg no Brasil, combinando robustez estrutural, tecnologia embarcada e foco em aplicações urbanas e rodoviárias. Desenvolvida dentro da estratégia global da divisão Ford Pro.

A Transit Chassi é equipada com motor 2.0 EcoBlue turbodiesel de quatro cilindros, que entrega 165 cv a 3.500 rpm e torque de 39,7 kgfm, equivalente a aproximadamente 390 Nm, disponível entre 1.750 e 2.500 rpm. O conjunto trabalha associado a uma transmissão manual de seis marchas com overdrive e tração traseira, configuração que favorece capacidade de carga, estabilidade e desempenho em aplicações urbanas com implementos. A direção é elétrica e a suspensão dianteira independente contribui para maior conforto operacional e dirigibilidade.

Na versão homologada para CNH categoria B, o PBT é de 3.500 kg, enquanto o peso em ordem de marcha fica próximo de 2.100 kg, resultando em capacidade útil ao redor de 1.400 kg. A capacidade máxima de tração chega a 3.500 kg com freio. Apesar do padrão no segmento ser rodado simples, a Transit manteve o rodado duplo, mantendo o mesmo trem de força da versão de maior capacidade, a Transit Chassi de 4,7 toneladas de PBT. 

Entre os principais diferenciais da Transit estão os equipamentos de segurança e assistência eletrônica. O modelo oferece controle eletrônico de estabilidade e tração, controle anticapotamento, estabilização contra ventos laterais, controle adaptativo de carga, assistente de partida em rampa e três modos de condução — Eco, Normal e Escorregadio. 

Cotação Fipe: R$ 287,5 mil (O km), R$ 252,1 mil (2025), R$ 237,6 mil (2024)

Foton Aumark S 315

Foton
Foton Aumark S 315

A linha Foton Aumark 315, nas versões de transmissão manual (MT) e automática (AT), é originalmente caminhão com  PBT técnico de 4,8 toneladas, mas homologado como camionete de PBT legal de 3,5 toneladas para oferecer aos clientes as vantagens das legistações de restrição a circulação de caminhões e da CNH B.

Ambas versões (manual e automática) são equipados com o motor Cummins F2.5, que entrega uma potência de 150 cv a 3.200 rpm e um torque de 400 Nm disponível entre 1.600 e 2.200 rpm. A grande distinção reside no sistema de transmissão: enquanto a versão MT utiliza uma caixa manual de cinco marchas da ZF, a versão AT introduz uma transmissão automatizada também fornecida pela ZF.

Estruturalmente, o Aumark 315 mantém a tração traseira e o peso em ordem de marcha gira em torno de 2.240 kg, o que permite uma capacidade de carga útil somada à carroceria de aproximadamente 1.260 kg.

No que tange à segurança e ao conforto, os modelos vêm equipados com um pacote de assistência eletrônica que inclui controles de estabilidade e tração, assistente de partida em rampa e freios ABS com distribuição eletrônica de frenagem.

Cotação Fipe (manual): R$ 281,3 mil (0 Km) e R$ 221,5 mil (2024)
Cotação Fipe (automático): R$ 292,7 mil (0 km) e R$ 239,6 mil (2024)

Iveco Daily 30-160

Chassi cabine
Iveco Daily 30-160

O Iveco Daily 30.160 segue equipado com o motor FPT F1C 3.0, um quatro-cilindros turbodiesel que entrega 160 cv e 380 Nm de torque. A transmissão continua sendo a caixa manual ZF de seis marchas.

Com tração traseira e chassi em longarinas no formato “C”, a Daily 30.160 preserva a estrutura típica de veículos comerciais pesados, garantindo maior resistência para receber baús, cargas volumosas ou implementos específicos. O PBT homologado permanece em 3.500 kg. O peso em ordem de marcha da Iveco Daily 30.160 costuma ficar entre 1.900 kg e 2.050 kg, dependendo do entre‑eixos e da configuração do chassi. Esse valor considera o veículo abastecido, com todos os fluidos e sem carga, exatamente como sai de fábrica.

Cotação segundo a FIPE: R$ 299 mil (0 km), R$ 252 mil (2025) e R$ 245 mil (2024).

ACT Expo 2026 mostra freio na eletrificação pesada e retomada investimentos em biodiesel e biometano

Iveco Daily 35-160 

O Iveco Daily 35-160 segue a mesma lógica estrutural da versão 30-160, mas com um chassi reforçado e maior capacidade técnica, o que naturalmente se reflete em maior peso em ordem de marcha. Enquanto a 30-160 trabalha próxima da faixa dos 2.000 kg, a Daily 35-160 apresenta um peso ligeiramente superior, variando entre 2.050 kg e 2.200 kg, dependendo do entre‑eixos e da configuração do chassi.

Essa diferença se deve principalmente ao conjunto de longarinas mais robustas, às travessas adicionais e ao dimensionamento estrutural pensado para suportar um PBT técnico de até 4.400 kg, mesmo que o PBT homologado para circulação com CNH B permaneça limitado a 3.500 kg. Em termos práticos, isso significa que a 35‑160 oferece maior margem estrutural para implementos mais pesados, baús maiores ou operações que exigem resistência extra, mantendo a dirigibilidade típica da linha Daily.

Preço Fipe: a partir de R$ 315,9 mil (0 km chassi curto), R$ 277,4 mil (2025) e R$ 257,1 mil (2024). 

Daily 35-180 Hi-Matic

Hi-Matic
A caixa automática de oito velocidades é a ZF-8HP

A Iveco Daily 35‑180 automática representa o topo da linha entre os chassis cabine leves da marca até 3.500 kg de PBT. O modelo mantém o motor FPT F1C 3.0, mas em sua configuração mais forte, entregando 180 cv e torque superior aos demais integrantes da família. A adoção de um motor mais potente visa compensar as perdas energéticas decorrentes da transmissão automática de 8 velocidades.

O peso em ordem de marcha fica na faixa de 2.150 kg a 2.250 kg, dependendo do entre‑eixos, refletindo a estrutura mais robusta e o conjunto mecânico mais potente.

Cotação Fipe: R$ 333,5 mil (0 km chassi curto), R$ 300,2 mil (2025) e R$ 282,2 mil (2024)

Kia Bongo

Abeifa
O Kia Bongo, importado do Uruguai, teve 575 unidades emplacadas no primeiro trimestre

Montado no Uruguai, o Kia Bongo 2025 mantém o motor 2.5 turbodiesel intercooler com 130 cv e 26 kgfm já em baixas rotações, o que favorece arrancadas rápidas e força constante no uso urbano. A transmissão manual — de cinco ou seis marchas, conforme a versão — trabalha em conjunto com opções de tração 4×2 ou 4×4 temporária, ampliando o leque de aplicações do utilitário. O desempenho é suficiente para a proposta, com aceleração na casa dos 18 segundos até 100 km/h e velocidade máxima próxima dos 140 km/h.

Nas dimensões, o Bongo segue compacto, com pouco mais de 4,8 metros de comprimento e entre‑eixos que varia de 2,41 a 2,61 metros, facilitando manobras em áreas urbanas. A capacidade de carga é um dos destaques, chegando a 1.811 kg dependendo da configuração, enquanto o tanque de até 60 litros. O conjunto faz do modelo uma ferramenta prática, simples e adaptada às exigências do transporte leve profissional.

Cotação Fipe: R$ 181,9 mil (0 km), R$ 163,3 mil (2025) e R$ 151,3 mil (2024)

Mercedes-Benz Sprinter Truck 317 Street

O chassi cabine Mercedes-Benz Sprinter Truck 317 Street é equipado com o motor OM654 2.0 turbodiesel de quatro cilindros, que entrega 170 cv a 3.800 rpm e torque de 400 Nm a partir de 1.700 rpm, combinado à transmissão manual ZF de seis marchas e tração traseira. A configuração proporciona melhor capacidade de retomada e desempenho em operações urbanas com carga máxima. O modelo pode ser equipado com transmissão automática quando adquirida com o pacote opcional Hi-Tech. 

O modelo peso em ordem de marcha próximo de 1.933 kg, capacidade útil em torno de 1,5 tonelada e PBT de 3.500 kg, características que a posicionam como alternativa intermediária entre vans de carga e caminhões leves urbanos.

Na área de segurança, a linha incorpora recursos eletrônicos como controle de estabilidade ESP Adaptativo, assistente ativo de frenagem, controle de tração, assistente de partida em rampa e sistema Crosswind Assist, que auxilia na estabilidade em situações de vento lateral.

Cotação Fipe: R$ 298 mil (0 km), R$ 237,2 mil (2025 – modelo 315) e R$ 216 mil (2024)

Renault Master

O Renault Master Chassi é equipado com motor 2.3 dCi biturbo diesel de quatro cilindros, capaz de entregar 150 cv e torque de 39,2 kgfm (aproximadamente 385 Nm), associado ao câmbio manual de seis marchas.

A tração é dianteira, configuração que melhora o raio de manobra, mas reduz a eficiência quando carregado e em pisos escorregadios. O modelo possui peso em ordem de marcha de aproximadamente 1.817 kg, capacidade útil de carga de 1.683 kg e PBT de 3.500 kg.

Entre os equipamentos de segurança estão controle eletrônico de estabilidade (ESP), assistente de partida em rampa (HSA), controle de tração (TCS), sistema anticapotamento, assistente contra ventos laterais, airbags frontais e freios com ABS.

Cotação Fipe: R$ 242,2 mil (0 km), 207 mil (2025) e R$ 190,8 mil (2024)

VW Delivery Express

chassi cabine
O VW Delivery Express

Fechando a lista, o VW Delivery Express é equipado com motor FPT F1C 3.0 turbodiesel de quatro cilindros, que entrega 156 cv a 3.300 rpm e torque de 360 Nm entre 1.300 e 2.900 rpm. O conjunto mecânico trabalha em conjunto com transmissão manual Eaton ESO 4106 de seis marchas e tração traseira 4×2, configuração que prioriza robustez e capacidade de carga.

O Delivery Express possui peso em ordem de marcha próximo de 2.100 kg, capacidade útil em torno de 1.300 a 1.400 kg e PBT homologado de 3.500 kg, enquanto a capacidade máxima de tração chega a 5.000 kg. O modelo também se destaca pelo baixo consumo dentro da categoria e pela adoção de suspensão dianteira independente, solução pouco comum em caminhões leves e que melhora conforto e estabilidade.

Entre os principais equipamentos de segurança estão controle eletrônico de estabilidade (ESC), controle de tração (ATC), assistente de partida em rampa (HSA), freios ABS com distribuição eletrônica de frenagem (EBD) e airbags frontais para motorista e passageiros. 

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Mãe: a primeira estrada que aprendemos a seguir

Existem viagens que não começam quando giramos a chave de um carro. Elas começam muito antes — dentro de casa, no cheiro do café passando cedo, na mesa posta, no cuidado silencioso de alguém que, sem percebermos, passou a vida inteira nos ensinando direção.

Toda mãe é, de alguma forma, nossa primeira estrada.
Antes mesmo de entendermos o mundo, é nela que aprendemos as primeiras rotas da afetividade: no alimento preparado com cuidado, na refeição que nos espera mesmo depois de um dia difícil, no incentivo aos nossos talentos, no olhar que nos reconhece antes mesmo das palavras. Um olhar capaz de perceber quando algo dentro da gente saiu da pista.

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A ciência confirma aquilo que o coração já sabia há muito tempo. Um estudo publicado pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto, da Universidade de São Paulo (USP), apontou que os vínculos maternos influenciam diretamente o desenvolvimento emocional, cognitivo e social das crianças, impactando inclusive sua capacidade de construir relações saudáveis ao longo da vida.

Talvez por isso existam pessoas que atravessam tempestades inteiras sem perder completamente o rumo. Porque cresceram com alguém ensinando, desde cedo, onde estava o norte.

Mas ser mãe nunca foi apenas carinho.
Mãe também é freio.
É correção.
É alinhamento.

Entre histórias e memórias, Filipi Goschrman e sua mãe, Beatriz Teixeira, compartilham o vínculo que atravessa a vida e inspira o artigo.

Porque amor não é somente abraço e “eu te amo”. Amor também é apontar o erro antes que a vida cobre caro na curva seguinte. É ensinar responsabilidade.  Dizer “não” quando seria mais fácil silenciar. É preparar alguém para dirigir a própria vida sem causar acidentes em si mesmo ou nos outros.

E talvez seja justamente aí que muitas mães se pareçam com caminhoneiros.
Os caminhoneiros conhecem o peso da estrada. Sabem que conduzir algo precioso exige atenção constante, resistência, noites mal dormidas e coragem para continuar mesmo sob chuva, cansaço ou neblina. Uma mãe também vive assim. Carregando vidas inteiras dentro do peito enquanto atravessa estradas invisíveis que quase ninguém vê.

Há mães que dirigem lares como quem atravessa quilômetros sem direito a parar no acostamento.


Mesmo cansadas, continuam.
Mesmo feridas, continuam.
Mesmo sem aplausos, continuam.

Minha mãe sempre teve algo raro: a capacidade de manter luz mesmo em estradas difíceis. Uma mulher de fé inquestionável, firme nas palavras, intensa no amor e dona de uma força silenciosa que sustentava tudo ao redor.

Quando criança, eu a enxergava quase como mágica. Como aquelas personagens que transformam o comum em memória eterna. Até hoje lembro dos seus cabelos ainda molhados, das músicas tocando pela casa, das refeições preparadas com cuidado e dos momentos simples que, sem perceber, se tornaram parte da minha construção.

Foi ela quem me ensinou que as melhores viagens não são medidas pela distância, mas pelas pessoas que nos acompanham no percurso.

Na adolescência, nossas trilhas sonoras vinham entre comerciais, filmes e memórias despertadas do nada. Roxette, Michael Jackson, Elton John… nomes que chegaram até mim pelas mãos dela, como quem entrega direções importantes para alguém que ainda começava sua jornada.

O valor de uma mãe

E então a vida passa.
Os filhos crescem.
Assumem o próprio volante.
Pegam suas próprias estradas.
Mas existe algo curioso: algumas presenças continuam conosco mesmo depois que seguimos sozinhos.
Porque mãe vira bússola.
Vira farol em estrada escura.
Vira aquele conselho que reaparece exatamente na curva em que quase perdemos o controle.

Outro levantamento, publicado pela Revista Multidisciplinar do Centro Universitário Tocantinense Presidente Antônio Carlos, mostrou que ambientes familiares marcados pela ausência emocional, sofrimento psicológico materno ou relações agressivas impactam diretamente a saúde emocional e o desenvolvimento infantil.

Isso ajuda a entender por que o amor, o cuidado e a presença de uma mãe não são apenas gestos afetivos — são estruturas invisíveis que sustentam quem nos tornamos.

Talvez por isso algumas pessoas carreguem dentro de si uma espécie de estrada segura. Porque alguém, lá atrás, dirigiu por elas quando ainda não sabiam sequer caminhar.
E no fim, talvez seja exatamente isso que uma mãe faça:
Ela nos conduz até que sejamos capazes de continuar sozinhos.
Mas, mesmo depois, parte dela continua viajando conosco.

Fontes:
— Universidade de São Paulo (USP) — Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto — estudos sobre vínculo materno e desenvolvimento infantil.
— Revista Multidisciplinar do Centro Universitário Tocantinense Presidente Antônio Carlos — pesquisas sobre impacto emocional e desenvolvimento infantil no ambiente familiar.

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Ford Pro apresenta Super Duty Carhartt: edição especial foca na “Economia Essencial”

Ford Super Duty
Versão mais voltado ao trabalho da Ford Super Duty

A Ford anunciou a chegada da Super Duty Carhartt 2027, uma edição que transcende o conceito de design para se posicionar como uma ferramenta de utilidade extrema para a chamada “Economia Essencial”. Sob a liderança de John Emmert, diretor global da Ford Pro, o novo pacote foi desenvolvido para atender às demandas de 3 milhões de empresas e 95 milhões de trabalhadores que dependem de veículos de alta resistência.

Diferente de outras edições de luxo, a parceria com a marca de vestuário profissional Carhartt foca na funcionalidade. O pacote estará disponível especificamente para as picapes Super Duty F-250 XLT Crew Cab, com tração 4×4 e roda traseira simples.

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Especificações e durabilidade técnica

O projeto foi concebido para suportar o rigor de canteiros de obras, operações de mineração e serviços de emergência. Entre os diferenciais técnicos e de acabamento, destacam-se:

  • Proteção de Chassi e Carroceria: Gráficos posicionados na parte inferior do veículo para proteger contra lascas de pedra, sal rodoviário e lama.
  • Exterior Funcional: Grade pintada em cor escura exclusiva, rodas de 20 polegadas usinadas com pintura personalizada e pneus todo-terreno.
  • Caçamba Reforçada: Inclusão do protetor de caçamba Tough Bed® (spray-in) de série.
  • Interior de Alta Resistência: Os bancos utilizam o tecido Duck Canvas, material icônico da Carhartt, com costuras triplas reforçadas que se estendem aos painéis das portas.
  • Conforto Operacional: Tapetes premium para todos os climas, projetados para lidar com botas sujas e detritos de canteiros de obra.

Liderença da F-Series

John Emmert reforça que a Super Duty Carhartt não é apenas um exercício de estilo, mas uma resposta à liderança da F-Series, que há 49 anos consecutivos é a picape mais vendida nos EUA. A iniciativa também fortalece o apoio de ambas as marcas à formação de novos profissionais através de programas como o Ford Auto Tech Scholars e a ToolBank USA.

Para gestores de frota que buscam produtividade e durabilidade em ambientes hostis, a nova Super Duty 2027 consolida a Ford Pro como a parceira estratégica para quem opera no coração da infraestrutura e dos serviços essenciais.

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