A MWM, subsidiária da Tupy, abriu uma nova frente no mercado de transporte pesado ao apresentar um motor a biometano/GNV de 15 litros, seis cilindros em linha, 570 cv e 2.600 Nm, desenvolvido em parceria tecnológica com a chinesa Yuchai. O conjunto, instalado em um DAF XF repotencializado, marca a entrada da empresa em um nicho que até então não tinha oferta nacional de alta potência movida a gás.
Embora a apresentação tenha destacado a equivalência de desempenho em relação aos motores diesel tradicionais, o ponto inédito está no segmento de maior potencial de clientes: solução de gás voltada especificamente para operações severas, como composições de 7 e 9 eixos — um segmento historicamente dependente do diesel.
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A empresa trata o projeto como uma vitrine de sua capacidade de entregar alternativas reais de descarbonização para frotas que precisam de força máxima, mas querem reduzir emissões e custos operacionais associados ao combustível fóssil.
O que há de novo no motor de 570 cv
O motor de 570 cv da MWM se destaca por combinar potência inédita para um modelo a gás no Brasil com uma arquitetura de grande porte alinhada ao padrão global dos pesados, calibração específica para biometano — reforçando o foco em combustíveis renováveis — e integração ao chassi DAF XF repotencializado, comprovando sua viabilidade para longas distâncias. A solução ainda amplia o portfólio de tecnologias de baixo carbono da empresa, que inclui outras aplicações movidas a gás e biometano.

A parceria firmada em 2025 entre Tupy/MWM e Yuchai começa a render resultados práticos no Brasil, com a fabricante chinesa — uma das maiores do mundo — fornecendo a base tecnológica que permitiu à MWM avançar rapidamente no segmento de motores a gás de alta potência.
Essa cooperação coloca a empresa em posição competitiva em um mercado impulsionado pela expansão do biometano e pela pressão por redução de emissões no transporte rodoviário.
Para as frotas, a chegada de um motor a gás com desempenho equivalente ao diesel abre espaço para reduzir emissões sem perder força, migrar gradualmente para combustíveis renováveis e até obter ganhos econômicos em regiões com oferta competitiva de biometano, ao mesmo tempo em que acelera a demanda por infraestrutura e novas tecnologias de baixo carbono.
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