sexta-feira, abril 3, 2026

GRUPO IBL EXPANDE SUA ATUAÇÃO LOGÍSTICA PARA O MUNDO E NOVOS SETORES

O setor logístico brasileiro para exportação e importação ganhou um novo fornecedor de soluções para os principais setores da economia brasileira. O Grupo IBL, que já contava com a IBL Logística, lançou a IBL World.

A empresa deu um ousado passo em direção ao mercado global ao estabelecer sua sede em Miami, nos Estados Unidos, e a expansão de sua atuação em novos segmentos, o agronegócio e mineração. A IBL Logística já é conhecida por sua atuação nos segmentos farmacêuticos, eletrônicos, automotivo, entre outros, nos modais rodoviário, aéreo e marítimo.

A IBL World se apresenta como uma solução para suprir a crescente demanda global por logística completa.

Com cinco bases operacionais espalhadas para atender mais de 190 países, a empresa oferece cobertura global em logística, consolidação de cargas, distribuição, armazenamento e serviço porta a porta.

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20 anos de experiência

Jonatas Spina Borlenghi, CEO do Grupo IBL, destaca a importância da IBL World em expandir o alcance de atendimento e atender às exigências do mercado globalizado, que demanda conceitos modernos e procedimentos ágeis nos negócios e operações. O executivo enfatiza que a experiência e o profissionalismo de mais de 20 anos do Grupo no setor logístico foram fundamentais para o desenvolvimento da IBL World.

A nova empreitada tem como objetivo ampliar as possibilidades para seus clientes, oferecendo serviços em operações marítimas, aéreas e rodoviárias no comércio exterior. A proposta inclui o gerenciamento completo de carga, englobando importação, exportação, cotação e rastreamento, eliminando a necessidade de intermediários e reduzindo significativamente o tempo de operação.

Fernando Balbino, diretor da área Internacional da IBL World, ressalta a importância de executar toda a operação de ponta a ponta, proporcionando uma economia significativa de tempo e recursos.

Hub em Manaus

As operações marítimas e aéreas da IBL World têm como ponto de partida a cidade de Manaus, a partir da qual se estendem para diversas filiais em capitais e grandes centros urbanos. A empresa já tem como destinos iniciais países como Japão, China, Coreia do Sul, Estados Unidos, Portugal, Alemanha e México.

Um dos focos prioritários da IBL World é o Mercosul, onde identificou uma crescente demanda por transporte rodoviário de cargas. Para atender a esse mercado, a empresa estabeleceu bases operacionais em várias cidades do Brasil e países vizinhos, facilitando o comércio de importação e exportação e fornecendo serviços logísticos completos.

Agro e minério

Além disso, a IBL World está empenhada em oferecer soluções específicas para o agronegócio, abrangendo toda a cadeia de transporte e logística. Ao mesmo tempo, enfrenta os desafios do transporte de minério de lítio, demandando monitoramento rigoroso desde a extração até o porto de destino.

Para concretizar suas ambições, o Grupo IBL investiu cerca de R$ 1 milhão desde o ano passado, contratando equipes especializadas e adquirindo veículos e sistemas necessários para suas operações.

A empresa estima que a IBL World alcance um faturamento de R$ 5 milhões em 2023, com ênfase nos mercados asiático, norte-americano e no Mercosul, onde concentra 70% de suas operações.

Segurança

A IBL Valores, outra divisão do grupo, oferece transporte de carga com um nível de proteção superior ao encontrado no segmento de logística brasileiro. Seus caminhões contam com blindagem nível III, suportando armas de calibre até 7,62 mm. Além disso, são equipados com fechaduras eletrônicas, duplo sistema de rastreamento e videomonitoramento. A empresa também mantém autorização da Infraero para acesso aos aeroportos e transporte direto para as aeronaves.

Estrutura

A atual frota do Grupo IBL, no segmento de IBL Logística, conta com mais de 200 veículos equipados com recursos tecnológicos para monitoramento e rastreamento de carga. Esses caminhões, além da blindagem completa, possuem recursos inteligentes, como fechaduras eletrônicas em todas as portas, sistema de videomonitoramento interno, fechaduras randômicas e iscas de cargas.

Com sua atuação em várias cidades brasileiras, a IBL World promete revolucionar o mercado logístico internacional, impulsionando a eficiência e a agilidade nas operações de transporte de cargas nos setores mais exigentes, como farmacêutico, eletrônico, agronegócio e mineração. A empresa está preparada para enfrentar os desafios globais e atender às necessidades específicas de seus clientes com excelência.

TACÓGRAFO: O QUE PRECISA SABER PARA FICAR DE ACORDO COM AS NORMAS ATUAIS

Nos últimos dias, o Frota News avaliou alguns modelos da geração Euro 6 da Mercedes-Benz Sprinter. As configurações com relação à presença ou obrigatoriedade do uso de tacógrafo podem gerar algumas dúvidas. Para sanar essas dúvidas e outras sobre o equipamento, buscamos esclarecimentos com o especialista Ricardo Rampaso, gerente de Aftermarket e Veículos Comerciais da Continental, dona da marca VDO, referência em tacógrafos no Brasil e no mundo.

O porta-voz da Continental, Ricardo Rampaso, compartilhou informações importantes sobre o mercado de tacógrafos no Brasil e esclareceu dúvidas relacionadas ao uso e obrigatoriedade desse equipamento.

Uma das questões abordadas foi a respeito do tempo em que a marca VDO pertence à Continental. Rampaso confirmou que a VDO foi incorporada pela Continental em 2007, fortalecendo a posição da empresa no mercado de tacógrafos.

tacógrafo
Ricardo Rampaso, gerente de Aftermarket e Veículos Comerciais da Continental

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Tacógrafo digital

Ao ser questionado sobre o tamanho desse mercado no Brasil, tanto para tacógrafos em geral quanto para os digitais, Rampaso forneceu dados relevantes. Segundo ele, atualmente cerca de 30% da frota circulante com instrumento obrigatório possui tacógrafo digital. Ele ainda afirmou que a participação dos tacógrafos digitais tende a crescer progressivamente nos próximos anos.

É importante ressaltar que, conforme o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), o uso do tacógrafo é obrigatório para veículos de transporte de carga com peso bruto total a partir de 4.563 kg. Além de ser exigido para veículos de transporte de passageiros com capacidade acima de 10 pessoas e veículos de transporte escolares.

Outra questão levantada foi a obrigatoriedade do uso do tacógrafo em veículos com placa vermelha (antigas) e placas brancas com escrita em vermelho (Mercosul).

Rampaso alguns modelos de vans da Mercedes-Benz já saem de fábrica com o tacógrafo instalado. É importante ressaltar que, caso o veículo seja equipado com o tacógrafo de fábrica, seu uso é obrigatório, pois o equipamento foi desenvolvido para registrar informações precisas sobre velocidades, distâncias e tempos de condução, além de momentos de imobilização do veículo, sendo esses registros invioláveis e inalteráveis por meio de gráficos fidedignos.

A SOLUÇÃO DA FPT INDUSTRIAL PARA AS SEGUNDA VIDA DAS BATERIAS DOS VEÍCULOS

Resolução mais recente do CONTRAN

O executivo também mencionou a obrigatoriedade do uso do tacógrafo segundo o CTB e a Resolução CONTRAN n.º 993 de 2023. Ele explicou que o uso do tacógrafo é obrigatório para veículos de transporte de passageiros com mais de dez lugares, a menos que estejam registrados como categoria particular e não realizem transporte remunerado.

Além disso, veículos de transporte de carga com capacidade máxima de tração igual ou superior a 19 toneladas, bem como veículos de transporte de carga com capacidade máxima de tração inferior a 19 toneladas, mas com peso bruto total superior a 4.536 kg e fabricados a partir de 1991, também são obrigados a utilizar o equipamento.

Quando perguntamos sobre as vantagens de usar o tacógrafo com os discos, ele destacou que há apenas benefícios nesse sentido. Ele enfatizou que a VDO projeta os equipamentos para oferecer um controle mais efetivo das operações de transporte de cargas e passageiros.

Os tacógrafos utilizam para gerar dados que treinam condutores, determinam causas e responsabilidades em casos de irregularidades ou acidentes. Além disso, esses dados estão em conformidade com as normas de trânsito.

Ele também mencionou as vantagens exclusivas dos tacógrafos digitais, como a rápida descarga de dados via USB em até 40 segundos, a memória com autonomia de 30 dias e a facilidade de compreensão dos dados.

Dados na nuvem

Rampaso também ressaltou que os tacógrafos digitais possuem interatividade com a plataforma de gestão VDO On Board. Também utilizam cartão NFC para comunicação por proximidade. Inclusive, eles possuem certificações de órgãos reguladores, como INMETRO, Senatran e ANATEL, além de atenderem às exigências das montadoras.

Por fim, quando questionado se o proprietário de uma van de uso privado pode retirar o tacógrafo, Rampaso esclareceu que isso é possível. No entanto, somente se o veículo for reconfigurado para uma utilidade que esteja fora das regulamentações de uso do tacógrafo.

A entrevista com Ricardo Rampaso proporcionou uma visão clara sobre o mercado de tacógrafos no Brasil. Certamente, esclareceu dúvidas relacionadas à obrigatoriedade e benefícios do uso desses equipamentos. Ademais, com o crescimento contínuo desse mercado e as exigências do CTB, é essencial que os proprietários de veículos comerciais estejam cientes das regulamentações. Assim, aproveitam as vantagens oferecidas pelos tacógrafos digitais para garantir a segurança e o cumprimento das normas no transporte de cargas e passageiros.

FABET-SP: COMEÇA 2º MÓDULO DO CURSO GESTÃO EM SEGURANÇA NO TRANSPORTE

Começa nesta quarta-feira, dia 19 de julho, o 2º Módulo do Curso Gestão e, Segurança no Transporte, promovido pela Fabet-SP. Serão mais três dias de imersão com a participação de profissionais de grandes transportadores e embarcadores na sede São Paulo, em Mairinque-SP.

O curso conta com três módulos. O primeiro foi realizado entre os dias 14 e 16 de junho, o segundo ocorre nesses próximos dias, e o terceiro e último vai ocorrer entre os dias 22 e 25 de agosto.

Para o 2º Módulo, as aulas serão com os temas “A Liderança e os Resultados do Negócio”, proferida pelo professor doutor Josemar Soares; “Gestão da Segurança Veicular e Tecnologias Embarcadas”, pelo professor especialista Wellington Bosco; e “Gerenciamento de Acidentes de Trânsito”, pelo professor doutor Sérgio Augusto Monteiro.

Capacitação em Segurança Viária

O curso foi desenvolvido pela Fabet a partir das demandas de transportadores e embarcadores. Considerado o mais completo e relevante do Brasil, o programa tem o objetivo de tornar a segurança viária um valor fundamental em todas as áreas de uma empresa de transporte. O curso visa capacitar gestores, supervisores, coordenadores e equipes em geral.

Com a participação de renomadas empresas do setor, o programa promove discussões amplas e contínuas sobre segurança viária, incentivando a integração e a troca de experiências entre as organizações em prol de um trânsito mais humano e seguro. Acreditando que todos devem ser participantes e protagonistas nas ações de segurança, o curso se destaca como o melhor e único no país nessa área.

Os tópicos abordados no programa são abrangentes e englobam diversas áreas relacionadas à segurança. Ministrações de professores especialistas, mestres e doutores com vasta experiência profissional garantem a qualidade do conteúdo oferecido. As empresas envolvidas na turma atual incluem Athivalog Transporte Ltda, Carraro Logística e Transporte Ltda, Hungaro Transportes, IC Transportes, JBS, Katu River Transporte De Cargas, Simarelli Distribuidora de Derivados de Petróleo Ltda, LVA Logística e Transporte, PepsiCo, Pra Frente Brasil, RD – Raia Drogasil, Solistica, Transpedrosa S.A., Veloce Logística e Wlgc – Transportes Rodoviários.

Comprometimento

A participação dessas empresas renomadas no programa demonstra seu comprometimento com a causa da segurança viária e seu apoio na busca por um trânsito mais seguro em todo o país. Por meio dessa parceria, elas reforçam sua responsabilidade social e contribuem para a conscientização e a capacitação de profissionais do setor de transporte.

O programa de capacitação em segurança viária é um exemplo de iniciativa conjunta entre empresas comprometidas, que enxergam a importância de se investir em medidas preventivas para garantir a segurança de seus colaboradores e de todos os usuários das vias. Com a união de esforços e o compartilhamento de conhecimento, elas estão liderando um movimento por um trânsito mais seguro e humano.

CURSO FABET-SP: FORMAÇÃO AVANÇADA DE CONDUTORES VEÍCULOS ARTICULADOS

Golpe do código da Uber está sendo aplicado por alguns motorista

Diversos passageiros da Uber têm relatado nas redes sociais um novo golpe envolvendo o aplicativo da Uber. Há motoristas da plataforma que utilizam o U-Código de segurança para aplicar um golpe nos passageiros, conhecido como o “golpe do código de segurança”.

Essa prática consiste em pedir aos usuários o código de segurança da corrida por meio do chat do aplicativo antes mesmo de chegarem ao local de embarque. Caso o passageiro forneça o número, os motoristas conseguem acionar viagens por preços elevados, lesando os usuários.

O código de segurança, também chamado de U-Código, é uma ferramenta disponibilizada pela Uber visando tornar as viagens mais seguras. Ao ativá-lo nas configurações do aplicativo, o usuário recebe um código de quatro dígitos que deve ser informado ao motorista para iniciar a viagem, servindo como uma verificação de que estão na viagem correta.

Uber

Comunicado da Uber

A Uber confirmou a existência de casos de fraude envolvendo o código de segurança. A empresa emitiu uma nota afirmando que está comprometida em atualizar e fortalecer seus processos internos para proteger a plataforma e os usuários. Além disso, a empresa reforçou a importância de não compartilhar os quatro dígitos com o motorista antes de chegar ao ponto de embarque, destacando que o código deve ser fornecido pessoalmente, no momento do encontro com o motorista.

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Diversos relatos de vítimas mostram que os motoristas justificam a solicitação do código de segurança de diferentes formas. Alguns alegam não conhecer a região, enquanto outros afirmam que o aplicativo não está funcionando corretamente. A Uber pediu que os usuários não forneçam o código antes de embarcar no veículo e enviou um e-mail para toda a base de clientes com explicações sobre o U-Código.

A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) afirmou que as vítimas devem formalizar boletins de ocorrência para os casos serem investigados.

Idec orienta o que fazer

Há medidas a serem tomadas ao cair no golpe do código de segurança da Uber. Lucas Marcon, advogado do Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor), orienta os usuários a tirarem prints da conversa caso o motorista peça o código antes do local de embarque. Marcon recomenda o cancelamento da corrida, o contato com a empresa para relatar o ocorrido e a exigência de não ser cobrada a taxa de cancelamento.

Caso o consumidor tenha sido vítima desse golpe ou tenha sofrido cobranças indevidas, Marcon ressalta que a empresa pode ser responsabilizada, uma vez que o dano ocorreu por meio do aplicativo e serviço fornecidos pela Uber. Ele sugere que o usuário entre em contato com a empresa para solicitar o reembolso, utilize o site consumidor.gov.br da Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) ou acione o Procon do seu estado.

Para denunciar o motorista, o Idec recomenda que o consumidor possua um comprovante de que o motorista pediu o código antes do local de embarque, a fim de abrir um boletim de ocorrência na Polícia Civil por tentativa de fraude.

MARCOPOLO É A 18ª EM INOVAÇÃO NO RANKING DO SUL DO BRASIL

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A Marcopolo, fabricante de ônibus sediada na região Sul do Brasil, tem se destacado como uma das empresas mais inovadoras do país. Com uma participação de mercado de 50,1% no Brasil, a empresa conquistou a 18ª posição no ranking das 50 companhias mais inovadoras da região Sul. Além disso, destaca-se entre as “Top 5” na categoria Cultura, que avalia como os gestores praticam e promovem a inovação dentro da organização.

A Marcopolo é conhecida por sua atenção constante à tecnologia e às novas soluções de mobilidade. Com uma visão estratégica e dedicação à qualidade em seus processos, a empresa busca constantemente a inovação, considerando-a um dos principais impulsionadores de suas atividades. Em um setor em constante evolução, impulsionado pela eletromobilidade e pela meta global de descarbonização, as empresas estão sendo desafiadas a antecipar tendências e se adaptar às transformações tecnológicas. A Marcopolo reconhece essa necessidade e se esforça para oferecer soluções de vanguarda que atendam tanto às demandas atuais quanto às futuras necessidades de mobilidade.

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Eletromobilidade

Alexandre Cruz, head de investimentos e inovação da empresa, destaca: “A evolução do setor de transporte, a eletromobilidade e a meta global pela descarbonização têm impulsionado as empresas a antecipar tendências e transformações tecnológicas. É o que temos feito dia após dia, conscientes da necessidade de oferecer soluções de vanguarda que atendem as atuais e futuras demandas de mobilidade.”

Um dos principais aspectos da estratégia de inovação da Marcopolo é o processo abrangente que envolve todos os níveis da companhia. Por meio de fóruns internos e externos de inovação, a empresa estimula a colaboração e a troca de ideias, buscando envolver não apenas seus funcionários, mas também parceiros externos. A Marcopolo conta com uma plataforma de inovação aberta que permite o engajamento de parceiros externos, fortalecendo ainda mais seu ecossistema de inovação. Com metodologias e processos bem definidos, a fabricante incentiva a criatividade e o pensamento disruptivo em toda a sua cadeia.

Além disso, a Marcopolo mantém centros de observação de startups e tendências em locais estratégicos, como o Vale do Silício, na Califórnia. Essa presença próxima a importantes polos de inovação permite à empresa estar na vanguarda das últimas tendências tecnológicas e se manter atualizada sobre as mais recentes soluções no setor de mobilidade. A empresa também investe em fundos para empreendedores internos, oferece coaching e mentoring voltados à inovação e promove hackathons internos para gerar novas soluções.

Ranking Campeãs em Inovação

O reconhecimento da Marcopolo como uma das empresas mais inovadoras da região Sul do Brasil foi destacado no ranking Campeãs da Inovação, promovido pelo Grupo AMANHÃ há 19 anos. A pesquisa utiliza o Innovation Management Index, uma ferramenta da metodologia do Global Innovation Management Institute (GIMI), aplicada pelo IXL Center, de Cambridge, região metropolitana de Boston, nos EUA. O GIMI é uma organização global sem fins lucrativos que tem como objetivo auxiliar pessoas, empresas e regiões a desenvolver competências em gestão da inovação de nível mundial, promovendo as melhores práticas por meio de padrões, métricas, programas de capacitação e certificações globais.

Com uma abordagem centrada na inovação e uma mentalidade voltada para o futuro, a Marcopolo continua a liderar o caminho no desenvolvimento de soluções inovadoras no setor de mobilidade, consolidando sua posição como uma das empresas mais inovadoras da região Sul do Brasil e como um exemplo a ser seguido no mercado nacional.

Sobre nós

Correios

PROGRAMA DE INCENTIVO PARA COMPRA DE CAMINHÕES E ÔNIBUS É PRORROGADO

O programa de incentivo à compra de veículos zero quilômetro, que atualmente concede descontos por um período de quatro meses, pode passar por alterações significativas em relação ao segmento de caminhões. Na última sexta-feira, o vice-presidente Geraldo Alckmin anunciou que está sendo estudada a possibilidade de prorrogar o tempo de concessão dos descontos, tornando-os algo permanente.

Durante uma visita à fábrica da Mercedes-Benz em São Bernardo do Campo (SP), Alckmin revelou que o governo está avaliando a extensão dos benefícios oferecidos aos compradores de caminhões. Embora não tenha entrado em detalhes sobre como isso será implementado, o vice-presidente destacou a importância de impulsionar as vendas de caminhões, assim como ocorreu no segmento de automóveis.

Os descontos concedidos atualmente pelo programa têm demonstrado resultados positivos no setor automotivo, estimulando os consumidores a adquirirem veículos novos. Os incentivos têm contribuído para impulsionar as vendas e fortalecer a indústria automobilística do país. Diante desse contexto favorável, o governo busca agora expandir esses benefícios para o segmento de caminhões.

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Demanda crescente de transporte

A prorrogação dos descontos para além do período de quatro meses previsto na medida provisória 1175 poderia impulsionar significativamente as vendas de caminhões. Essa medida visa atender a demanda crescente do setor de transporte de cargas, promovendo a renovação da frota e a modernização das empresas do ramo.

A indústria de caminhões é de extrema importância para a economia nacional, uma vez que desempenha um papel fundamental no transporte de mercadorias e no desenvolvimento do comércio. A possibilidade de estender os descontos do programa de incentivo pode representar um impulso significativo para o setor, proporcionando melhores condições para a aquisição de caminhões zero quilômetro.

Cadeia produtiva

Além dos benefícios diretos para os compradores de caminhões, essa medida também teria impactos positivos em toda a cadeia produtiva do setor. A demanda aquecida impulsionaria a produção de caminhões pelas montadoras, gerando mais empregos e estimulando o crescimento econômico.

No entanto, é importante ressaltar que, até o momento, não foram divulgados detalhes sobre como a prorrogação dos descontos será implementada. Resta aguardar os próximos passos do governo e as definições quanto a essa possível alteração no programa de incentivo à compra de caminhões zero quilômetro.

Enquanto isso, as expectativas são positivas para o setor de caminhões, que poderá contar com benefícios duradouros caso a extensão dos descontos seja confirmada. O mercado aguarda ansiosamente por mais informações e detalhes sobre essa proposta, com o potencial de impulsionar ainda mais a indústria de caminhões no Brasil.

Primeira venda de ônibus

Em evento realizado em sua fábrica de São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, a Mercedes-Benz do Brasil anunciou hoje, 14 de julho, a primeira grande venda de veículos comerciais (caminhões e ônibus) no âmbito da Medida Provisória 1175 de 2023. Este programa de renovação de frota estabelece um mecanismo de desconto, patrocinado pelo Governo Federal, para facilitar a compra de veículos mais sustentáveis por autônomos e pessoas jurídicas.

As primeiras vendas envolvem 110 ônibus, sendo 90 modelos urbanos OF 1721 para a Suzantur e 20 rodoviários O 500 RSD para a Viação Itapemirim, empresas do mesmo grupo. No segmento de caminhões, são 6 modelos extrapesados para a empresa capixaba Carga Pesada Engenharia e Transportes: 5 Axor e 1 Actros.

O evento foi realizado no Espaço Mercedes, contando com a presença de autoridades, parceiros do setor de transporte e sindicalistas. O grupo teve a oportunidade de conhecer a moderna linha de produção de chassis de ônibus da Mercedes-Benz do Brasil, que utiliza conceitos e processos da Indústria 4.0, obtendo ganhos de qualidade, eficiência, produtividade e sustentabilidade.

Os visitantes foram transportados internamente na fábrica pelo ônibus elétrico eO500U, que já está sendo produzido nesta unidade da Empresa e que foi tema de uma apresentação aos participantes.

POR QUE ANUNCIAR NO FROTA NEWS?

DHL ANUNCIOU R$ 2,69 BILHÕES DE INVESTIMENTO NO BRASIL E AMÉRICA LATINA

Considerando a tendência global de omnisourcing (aproximada da cadeia logística), a DHL anunciou hoje (14/07) um investimento histórico de €500 milhões, equivalente à cerca de R$ 2,69 bilhões na cotação de hoje. O que temos neste artigo:

  • Objetivos do investimento
  • O que omnisourcing
  • Renovação de frotas movidas a combustíveis renováveis
  • Centros de armazenagem, como os de Goiás e o de Minas Gerais
  • Tecnologias para robotização e automação
  • Conquista de mais clientes dos setores automotivo, e-commerce, farmacêutico, varejo e tecnologia

O investimento será aplicado em locais estratégicos em mercados latino-americanos, principalmente, no Brasil. A aplicação dos recursos será concretizada até 2028 e têm o objetivo de fortalecer as operações da DHL na América Latina.

Entre os projetos, está a descarbonização da frota nacional por meio de alternativas mais verdes. Segue com a construção, desenvolvimento e modernização dos ativos imobiliários e centros de armazenamento da empresa, além de investimentos significativos em novas tecnologias, robótica e soluções de automação para melhorar os locais de trabalho e tornar as operações mais eficazes, flexíveis e resilientes para os clientes.

Essa iniciativa faz parte do plano de investimento estratégico da DHL Supply Chain para fortalecer ainda mais as capacidades logísticas em setores de alta demanda, como saúde, automotivo, tecnologia, varejo, e-commerce, entre outros.

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O que é omnisourcing

Oscar de Bok, CEO Global da DHL Supply Chain, afirmou: “empresas de todo o mundo estão buscando estratégias mais diversificadas de abastecimento e supply chain, aproximando os pontos de estoque da produção e dos mercados de vendas. Portanto, vemos uma demanda crescente por suporte logístico no Brasil, no México, e em outros mercados estratégicos da América Latina. Essa tendência de investir em diversos pontos de origem mais próximos dos grandes mercados de venda — que chamamos de omnisourcing — ajuda os clientes da indústria a construírem cadeias mais resilientes, robustas e flexíveis para melhor atender às necessidades de seus clientes finais. É por isso que estamos investindo montantes significativos em nossa infraestrutura logística na América Latina, já que essas regiões estão estrategicamente localizadas e equipadas para desempenhar um papel vital no comércio global”.

Além da geografia

Com o investimento em sua infraestrutura na América Latina, a DHL Supply Chain está agora complementando um longo histórico de investimentos estratégicos, aquisições e parcerias na região. Não apenas a proximidade geográfica dos grandes mercados consumidores. Quer tornar a região um trampolim para acelerar ainda mais o crescimento.

Leia também: POR QUE ANUNCIAR NO FROTA NEWS

Agustin Croche, CEO da DHL Supply Chain América Latina, afirmou: “A DHL tem a sorte de ser parte essencial da vida cotidiana das pessoas. Somos cerca de 40.000 colaboradores nesta região e cada um de nós representa um elo único. Contribuímos positivamente com o setor. Damos suporte a cada um de nossos clientes, com quem buscamos sempre um crescimento sustentável e manter relacionamentos de longo prazo. Este é um momento crucial para a América Latina e devemos aproveitá-lo”.

Após o anúncio do investimento, a DHL Supply Chain México também inaugurou Centro de Excelência para Veículos Elétricos com a participação de Mario Rodríguez, Presidente da DHL Supply Chain no México, e Fathi Tlatli, Presidente Global do Setor Automotivo da DHL Customer Solutions & Innovation. A missão deste novo Centro para VE é fornecer sinergia à indústria automotiva da região.

Centros de distribuição em toda a América Latina

Com mais de 240 unidades, a empresa ampliou sua atuação na região. No Brasil, por exemplo, anunciou a ampliação e a modernização do Centro de Distribuição em Goiás. Ao mesmo tempo, a expansão em Extrema (MG), para diversos clientes e setores como o farmacêutico e o de varejo de moda.

A DB SCHENKER AMPLIA ADOÇÃO DE ELÉTRICOS E INCLUI BRASIL NO PLANO

Como um dos maiores operadores globais de logística, a DB Schenker avança no seu plano de substituição dos caminhões a diesel por elétricos na última milha. O plano de eletromobilidade da empresa chega ao Brasil.

  • Elétrico Volta Zero de 16 toneladas de PBT em teste para uso em larga escala
  • Aquisição do Scania 25 P
  • Os elétricos adotados Brasil
  • Vídeo curto sobre os 150 anos de história da DB Schenker

Para enfrentar essa questão, a DB Schenker se uniu à Volta Trucks, sediada em Estocolmo, e realizou o maior pedido de caminhões elétricos da Europa.

O Volta Zero totalmente elétrico, com capacidade de 16 toneladas, está atualmente em fase de testes e será utilizado nos terminais europeus da DB Schenker para transportar mercadorias dos centros de distribuição para os centros das cidades e áreas urbanas.

Trata-se de um primeiro veículo projetado especificamente para logística urbana, reduzindo significativamente o impacto ambiental das entregas de carga nos centros urbanos. Projetado desde o início com uma autonomia puramente elétrica de 150 a 200 quilômetros.

Saiba mais:

A segurança também é uma prioridade para a Volta Trucks, e o Volta Zero foi projetado não apenas para ser totalmente elétrico, mas também para ser o veículo comercial mais seguro nas estradas.

Sem um motor de combustão interna, o motorista fica em uma posição central de direção, com uma altura de assento muito mais baixa do que em um caminhão convencional. Essa configuração, combinada com o design da cabine em formato de estufa, oferece ao motorista um campo de visão panorâmico de 220 graus, minimizando os pontos cegos perigosos e protegendo os usuários vulneráveis das vias públicas.

Embora haja ainda muitos desafios a serem superados no caminho para a neutralidade de carbono, a parceria em grande escala com a Volta Trucks permite à DB Schenker acelerar significativamente a eletrificação de sua frota.

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Semipesado Scania 25 L

A empresa adquiriu quatro caminhões Scania, incluindo dois caminhões totalmente elétricos de 25 toneladas e dois híbridos Scania PHEV, que possuem motores a diesel e elétricos trabalhando em conjunto.

“Já operamos com veículos elétricos em toda a Suécia e sabemos como funciona. Agora estamos dando o próximo passo e investindo na distribuição eletrificada em uma região inteira, para fazer uma diferença real. Além disso, adquirimos um conhecimento valioso sobre operações eletrificadas, tanto em áreas urbanas com muitas paradas e partidas quanto em áreas rurais com distâncias superiores a 300 quilômetros”, diz Viktor Strömblad, vice-presidente da DB Schenker.

“O que a DB Schenker está fazendo em Gotland, com uma solução de transporte livre de combustíveis fósseis. Ela nos ensina muito sobre os desafios e possibilidades que surgem quando um centro de distribuição inteiro é eletrificado. Além disso, no futuro, observamos o mesmo potencial para a frota internacional de caminhões da DB Schenker”, diz Evalena Falck, vice-presidente da Scania Group.

No Brasil

A DB Schenker Brasil está introduzindo quatro caminhões elétricos em suas operações em São Paulo e no Rio de Janeiro. Além disso, essa iniciativa se destaca por promover a igualdade de gênero, designando motoristas mulheres para operar esses veículos.

Diferentemente das soluções na Europa, o caminhão adotado no Brasil é um modelo leve, alto, importado da China e com capacidade de carga útil em torno dos 3.000 kg. A razão disso é a falta, por enquanto, de opções desenvolvidas exclusivamente para a atividade de logística urbana.

Ex-executivos da Marcopolo criaram a startup Arrow Mobility no Brasil, com fábrica em Caxias do Sul (RS). Decerto, ela está desenvolvendo um inovador veículo 100% elétrico tanto para o transporte de carga quanto de passageiros. Assim, ele, substitui somente a plataforma de carregamento do compartimento traseiro. Ou seja, o mesmo veículo pode funcionar como furgão ou van, porém, ainda não há notícias sobre a adoção do modelo por transportadores no país.

Sobre a DB Schenker

“A sustentabilidade é um pilar fundamental para a DB Schenker, no Brasil e no mundo. Estamos orgulhosos de introduzir caminhões elétricos em nossas operações e, especialmente, de ter motoristas mulheres operando esses veículos. Certamente, queremos ser agentes de mudança no setor, impulsionando a transição para uma logística mais sustentável e igualitária”, explica Luís Marques, CEO da DB Schenker Brasil.

Gottfried Schenker fundou a Schenker & Co. em 1872, em Viana, na Áustria. Então, a Deutsche Bahn comprou a transportadora após diversas expansões pelo mundo em 2002, consolidando a operação multimodal em escala global como DB Schenker. Por fim, no Brasil, a empresa conta com filiais em São Paulo, Campinas, no Rio de Janeiro, Curitiba e Itajaí.

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CORREIOS ADQUIREM BICICLETAS ELÉTRICAS PARA ENTREGAS EM 11 ESTADOS

Recentemente, os Correios concluíram a aquisição de 609 bicicletas híbridas, além de 762 bicicletas elétricas, que serão utilizadas para realizar entregas de cartas e encomendas em 11 estados do país.

Atualmente, cerca de 4.000 carteiros realizam entregas pedalando por todo o país. No entanto, a partir do próximo mês, muitos deles farão seu trabalho em bicicletas elétricas. A aquisição das 762 bicicletas elétricas modelo long tail (área de carga estendida) é parte de um projeto maior, que prevê a aquisição de um total de 2.500 bicicletas elétricas, representando um investimento de até R$ 32,4 milhões.

Estudos com Aliança Bike

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Os Correios deram início a esse projeto antes mesmo da pandemia, em parceria com a Aliança Bike (Associação Brasileira do Setor de Bicicletas) e o Laboratório de Mobilidade Sustentável da Universidade Federal do Rio de Janeiro (LABMOB/UFRJ). Foram realizados estudos em Praia Grande (SP) com carteiros locais, a fim de testar modelos de bicicletas elétricas nas operações da empresa.

O estudo teve como objetivo testar diferentes modelos e avaliar a eficiência das bicicletas elétricas cargueiras nos serviços de entrega dos Correios, que possuem características específicas. A bicicleta elétrica modelo long tail mostrou-se altamente funcional e eficiente, superando as motocicletas em mais de 80% das áreas de entrega, de acordo com Daniel Guth, diretor executivo da Aliança Bike em artigo publicado no site da entidade.

Uma grande varejista de equipamentos já conta com uma bicicleta elétrica da marca própria para carga. Por enquanto, só na Europa, mas deve chegar ao Brasil

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4 vantagens da e-bike

Além de reduzir o esforço dos carteiros durante o trabalho, a adoção das bicicletas elétricas pelos Correios oferece outras vantagens significativas. Vejamos algumas delas:

1. Agilidade:

As bicicletas elétricas dos Correios possuem uma velocidade média de 25 km/h. Essa potência combinada ao menor esforço físico exigido dos carteiros resulta em maior eficiência na chamada “última milha”, reduzindo o tempo entre as entregas. Isso significa que as encomendas chegarão mais rapidamente às mãos dos clientes, especialmente em percursos longos e terrenos íngremes.

2. Manobrabilidade:

As bicicletas elétricas são mais leves em comparação aos veículos convencionais, como carros e motocicletas, e são mais ágeis do que as bicicletas tradicionais. Carteiros que já utilizam as e-bikes destacam a facilidade de condução e a redução do esforço necessário em longas distâncias. Rosângela Lima, carteira há 22 anos e ciclista há mais de seis, percorre cerca de 12 quilômetros por dia durante suas entregas em Praia Grande, região metropolitana de Santos (SP).

3. Facilidade de estacionamento e manutenção:

Congestionamentos, locais de parada limitados e restrições são desafios enfrentados pela logística urbana atualmente. Nesse sentido, as bicicletas elétricas oferecem uma solução viável e eficiente. Além disso, as baterias das e-bikes podem ser recarregadas em tomadas convencionais, e a manutenção desses veículos é semelhante à das bicicletas comuns. Ademais, a maioria das oficinas especializadas em bicicletas já está preparada para reparar ou substituir peças desgastadas.

4. Menor impacto ambiental:

As bicicletas elétricas são uma opção de transporte que utiliza energia limpa, não emitindo dióxido de carbono (CO2) ou outros gases poluentes na atmosfera. Por fim, o carteiro pode percorrer de 30 a 50 km, dependendo do relevo, seu peso e a carga transportada, e ele pode recarregar as baterias em aproximadamente sete horas. Essa mudança contribui para que as entregas sejam realizadas de forma mais eficiente e responsável. Atualmente, os cerca de 4 mil carteiros ciclistas dos Correios percorrem, juntos, 67 mil quilômetros por dia.

Correios

PESADOS ELÉTRICOS E A GÁS TÊM FORTE QUEDA, MAS NÃO É PARA DESANIMAR. SCANIA APOSTA EM NOVOS MODELOS

Os dados de emplacamentos de pesados elétricos e a gás do primeiro semestre deste ano mostram forte queda em relação ao mesmo período. Os dados foram divulgados pela Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores). Leia:

  • Nos 2023 x 2022 oficiais
  • Scania x-gás
  • Entrada de novas marcas

Com relação aos modelos a gás, foram emplacados apenas 50 unidades. No mesmo período de 2022, foram 177 caminhões movidos a gás licenciados. Por enquanto, apenas a Scania vende este tipo de veículo. A queda foi de 71,8%. A Iveco chegou a emplacar algumas unidades, um número pequeno apenas de demonstração.

No caso dos pesados elétricos, nos seis primeiros meses de 2023, contou com o emplacamento de 219 unidades. Em 2022, quase o dobro, 425 veículos entre caminhões e ônibus. A queda foi de 48,5%. Com exceção dos caminhões VW e-Delivery, a maior queda foi sentida pelas marcas que importam da China, como a JAC Motors e BYD. Os ônibus têm uma participação menor no bolo, sendo a maioria da BYD ou Eletra.

Já no caso dos caminhões e ônibus a diesel, o volume de unidades emplacadas no primeiro semestre deste ano foi de 63.605. Em 2022, de 64.311, com uma leve queda de 1,6%.

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pesados elétricos
Fonte: Anfavea

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Scania X-gas

Este cenário não desanima a Scania. A fabricante, por enquanto, a única do segmento de veículos pesados a gás, lançou mais um modelo no mercado brasileiro.

O Scania X-gas tem uma autonomia inédita no país, de 900 km abastecido com gás natural veicular (derivado de combustível fóssil) ou biometano (gás com origem na reciclagem de materiais orgânicos).

pesados elétricos

O X-gas é um modelo G 410 8×2, com chassi rígido. Seu motor dispõe de 410 cavalos de potência e desenvolve um torque de 2.000 Nm. A distância entre-eixos é de 6.950 mm, o que permite acomodar nas laterais da longarina 16 cilindros de gás, oito de cada lado. São oito cilindros com capacidade de 118 litros e outros oito de 95l. Dessa forma, o volume total suporta 406 metros cúbicos de gás. Decerto, é o que possibilita o propulsor levar o produto por cerca de 900 km. A composição poderá carregar até 30 pallets, seguindo a lei, com implementos do tipo Romeu e Julieta (caminhão trucado (6×2) mais um reboque) — com capacidade de até 56 toneladas — ou na configuração de rodas 8×2 com 29 t de peso bruto total combinado (PBTC).

Para se ter ideia de comparação com o cavalo mecânico Scania G 410 6×2 a gás, o entre-eixos é de 3.750 mm (ou 3.950 mm) com oito cilindros, quatro de cada lado nas laterais da longarina, com opção de 118 l ou 95 l, que propiciam um volume total de 226 metros cúbicos ou 182 metros cúbicos, para uma autonomia entre 400 a 500 km.

Novos competidores

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Os dados do primeiro semestre eram, mais ou menos esperados, e muitos fabricantes fazem os seus planos para o longo prazo. Assim, tanto que a BYD, ao anunciar o investimento para três fábricas na Bahia, colocou a produção local de caminhões e ônibus como prioridades. Certamente, outras duas fabricantes que também anunciaram que vão produzir caminhões elétricos no Brasil, a GWM, que já produz automóveis elétricos em Iracemápolis (SP), e a Foton, que começou importando o modelo iBlue EV-6 e vai produzi-lo em cerca de dois anos.

Para 2024, a Scania pretende ampliar o portfólio de modelos a gás com a introdução do motor de 460 cv. Por fim, a Iveco Brasil já está com unidades do cavalo mecânico S-Way a gás em teste por transportadores e deve iniciar as vendas ainda este ano. Ambas marcas já contam com pesados elétricos na Europa, mas ainda não há planos para este tipo no Brasil.