quarta-feira, maio 22, 2024

Avaliação: A FORD MAVERICK COMO OPÇÃO DE PICAPE EXECUTIVA EM FROTAS CORPORATIVAS

Avaliamos por sete dias a picape Ford Maverick Lariat FX4 em Salvador, na Bahia, uma região muito indicada para uma picape AWD com modernas tecnologias de tração. A Maverick, em 2022, emplacou 1.382 unidades, lembrando que ela foi lançada em fevereiro, portanto, os emplacamentos começaram dias depois, não sendo um ano completo.

Segundo a Fenabrave (entidade representante das distribuidoras de veículos), do total de emplacamentos da Maverick, mais da metade (877) foram vendas diretas, ou seja, para frotistas, locadoras, produtores rurais, PcD, entre outros. 

E há lógica para isso. Em frotas corporativas, é uma escolha para executivos que precisam de um carro para o dia a dia e para viagens que demandam um veículo mais versátil, principalmente, se forem empresas do setor agroindustrial. 

Ela custa a partir de R$ 244 mil em versão única e completa de fábrica. Ela pode fazer similar em porte com a Fiat Toro de largura e comprimento. 

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Capacidades e dimensões

A Maverick é a menor entre as opções picapes da marca, nem por isso, compacta. Ela tem 5,11 m de comprimento, 2,13 m de largura com os retrovisores abertos, e 1,71 m de altura. 

O modelo com preço similar e proposta um pouco diferente, é a Ranger, que tem 5,35 m de comprimento, 2,16 m de largura e 1,84 m. Portanto, a maior diferença está na altura. A Ford F-150, além de bem maior, tem a proposta de ser a picape topo de linha da marca, tanto, que ela custa quase o dobro da Maverick.

A Maverick tem uma proposta de uma picape com conforto de SUV e, por isso, mais baixa (22 cm do chão) para facilitar o entra e sai do seu interior. O baixo centro de gravidade também melhora a estabilidade. 

Vale destacar que, mesmo com as medidas externas e internas sendo generosas, ela é uma picape de fácil manobrabilidade. Os pontos em aproximados entre os modelos citados, há dois que distanciam a Maverick das demais picapes são o seu motor e o sistema de transmissão entre o motor e as quatro rodas.

O fato dela ser mais baixa aumenta a facilidade de carga e descarga da caçamba. Esta tem capacidade para 943 litros ou 617 kg. Ela conta ainda com compartimento extra nos dois lados das laterais, e até um abridor de garrafas.

Na cabine

Espaçosa por dentro e com diversos porta objetos, inclusive, sob o banco traseiro. No entanto, o que há de melhor está no painel e console central, além da regulagem elétrica do banco do motorista.

O sistema multimídia SYNC com tela de 8 polegadas (20,32 cm) permite conectar o smartphone por meio de Bluetooth e cabos USB dos tipos A para acessar aplicativos e serviços, e também funcionando por comando de vozes. O painel de instrumentos também é construído com uma tela configurável de 6,5 polegadas (16,51 cm)

Trem de força

O motor é o já conhecido 2.0 turbo EcoBoost a gasolina que entrega 253 cv a 5.500 rpm, que já equipa vários modelos da marca. Ele também tem um ótimo desempenho em baixas rotações graças ao gigantesco torque de 380 Nm a 3.000 rpm. Ou seja, as marchas são trocadas em giros bem mais baixos do que isso. 

Para se ter ideia, o torque da Maverick é praticamente o mesmo da Ranger com motor diesel 2.2, de 385 Nm a 2.500 rpm. Essa eficiência de um motor de ciclo Otto chegar perto de um motor de ciclo Diesel é graças a tecnologia turbo EcoBoost.  

Considerando os números do motor e o peso do veículo de 1.616 kg, podendo ainda carregar mais 617 kg, o consumo médio medido pelo INMETRO de 8,8 km/l em trânsito urbano e 11,1 km/l na estrada é bastante razoável. 

A transferência de tanta força para as rodas é feita por uma transmissão automática de 8 velocidades. O sistema AWD (All-Wheel Drive) conta com cinco modos de tração 4X4 pré-programados que o motorista pode escolher sabendo como é o piso diante. São eles: Normal, Escorregadio, Lama/Terra, Areia e Rebocar. Ainda no quesito tração, a Maverick conta com o controle automático de descida

Mais segurança

A Maverick é quase completíssima em sistemas de auxílio à segurança. Para não deixar nada faltando, a próxima geração poderá vir equipada também com o ACC, o piloto automático adaptativo, aquele que acelera e freia sozinho conforme a velocidade do veículo que vai à frente. 

No restante, a lista é grande e, para citar os principais, termos alerta de colisão com assistente autônomo de frenagem de detecção de pedestre. Uma combinação de sensores, câmeras e algoritmos e cálculos computacionais são capazes de identificar a forma e a movimentação de objetos, incluindo pedestres. É uma tecnologia que tem evitado muitas colisões. E se, depois dos alertas, o motorista não reagir, o assistente autônomo de frenagem entra em ação porque já entendeu haver alto risco de colisão, e aciona, automaticamente, os freios para evitar o acidente. 

O comutador de farol alto para baixa é outro item que aumenta a segurança de outros usuários da via também. O sistema detecta, automaticamente, a necessidade do farol alto e volta para baixo ao detectar a presença de outro veículo.

Outro sistema que aumenta bastante a segurança, inclusive contra furtos, é o sistema de câmeras que, além de ajudar nas manobras, ajuda também a vigiar a aproximação de estranhos por trás ou pelas laterais do veículo. 

A lista de itens de segurança ainda conta com sistemas presentes em carros da sua faixa de preço, como sete airbags, assistente de partida em rampa, sensor de pressão dos pneus, entre outros.

TCO

Para os gestores de frota, saber os custos de manutenção de um veículo é importante. As revisões da Maverick são com valores fixos, e começa por R$ 1.362.00.

Outra opção oferecida pela Ford é assinatura da picape, o que facilita bastante no cálculo do total custo de operação, ficando apenas gastos relacionados a combustível, pedágios e manutenções não previstas no contrato de colocação para acrescentar no final do mês. A mensalidade parte de R$ 6.554 para uma unidade e negociável para um volume maior.

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Marcos Villela Hochreiter
Marcos Villela Hochreiterhttps://www.frotanews.com.br
Sou jornalista no setor da mobilidade desde 1988, com atuações em jornais, nas áreas de comunicação da Fiat e da TV Globo, como editor da revista Transporte Mundial entre 2002 e maio de 2023, e com experiência em cobertura na área de transporte no Brasil e em cerca de 30 países. Representante do Brasil como membro associado do ITOY (International Truck of the Year), para troca de experiências e conteúdos jornalísticos. Mais, recente começou como colaborador do corpo docente na Fabet (entidade educacional sem fins lucrativos).
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