Vendas de veículos importados crescem 32,8%, com destaque para BYD, Volvo e Kia

Abeifa
O Kia Bongo, importado do Uruguai, teve 575 unidades emplacadas no primeiro trimestre

A Abeifa (Associação Brasileira das Empresas Importadoras e Fabricantes de Veículos Automotores) encerrou o primeiro trimestre de 2025 com crescimento expressivo no mercado brasileiro de veículos importados. Foram licenciadas 27.723 unidades entre importados e modelos produzidos localmente pelas dez marcas associadas à entidade, o que representa um avanço de 32,8% em relação ao mesmo período de 2024. Em março, o desempenho também foi positivo: 10.174 unidades comercializadas, alta de 12,8% sobre fevereiro e 20,3% acima de março do ano passado.

Com esse resultado, a Abeifa conquistou 5,5% de participação no mercado de veículos leves em março e manteve um market share de 5,4% no acumulado do ano — números que confirmam a crescente relevância das marcas associadas no cenário nacional, especialmente no segmento de eletrificados.

Eletrificados aceleram

O maior destaque do período foi o crescimento dos veículos eletrificados. No primeiro trimestre, 25.519 unidades desse tipo foram licenciadas pelas marcas da Abeifa — um salto de 50,4% frente ao mesmo período de 2024. O número representa mais da metade (50,4%) dos 50.643 eletrificados emplacados no país nos três primeiros meses do ano.

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“O mercado brasileiro está em uma importante etapa de transição em favor dos veículos eletrificados, como no restante do mundo. Eles já representam 9,8% do total de emplacamentos. Vale ressaltar que nossas associadas, desde o início dessa movimentação, respondem por mais de 50% de todos os veículos eletrificados comercializados no país”, afirmou Marcelo Godoy, presidente da Abeifa.

Segundo Godoy, o protagonismo das marcas importadas nesse cenário reforça o papel estratégico da associação: “A presença de veículos importados, com suas tecnologias up-to-date, beneficia os consumidores e impulsiona os fabricantes locais na atualização de seus produtos.”

Marcas em destaque e decepções

Entre as marcas que puxaram o crescimento da Abeifa, três se destacaram. A BYD ampliou seus licenciamentos em 45,3% no primeiro trimestre, seguida pela Volvo, com crescimento de 30,6%, e pela Porsche, que avançou 11,7%.

Por outro lado, Kia e Land Rover enfrentaram retração. A coreana viu suas vendas recuarem 27,2%, enquanto a britânica teve queda de 17,1%. Ambas foram impactadas por desempenhos fracos de modelos eletrificados. O Kia Stonic, híbrido leve, emplacou apenas 40 unidades (-80,7%) e o Kia Niro, híbrido full, somou 57 licenciamentos (-69,8%).

Liderança da BYD

O portfólio da BYD tem dominado o ranking de eletrificados da Abeifa. O modelo mais vendido no primeiro trimestre foi o Song, um híbrido plug-in, com 8.652 unidades emplacadas. Em segundo lugar, o elétrico compacto Dolphin Mini somou 6.554 unidades vendidas — números que colocam a montadora chinesa como protagonista do movimento de eletrificação no país.

Assista o Canal FrotaCast:

Tendências de consumo

Durante coletiva à imprensa, a Abeifa também destacou os resultados da pesquisa “A jornada de compra de veículos eletrificados”, realizada pela empresa DadosX. O estudo analisou o comportamento dos consumidores no último trimestre de 2024 e no primeiro de 2025, identificando tendências e fatores decisivos na hora da compra.

O levantamento revela que os consumidores brasileiros estão cada vez mais atentos à tecnologia e à descarbonização, o que impulsiona o interesse por modelos eletrificados.

“O atual cenário mercadológico e os dados da pesquisa comprovam que o consumidor brasileiro está ávido por novas tecnologias e muito consciente em relação à pegada de carbono. Esses dois pilares asseguram aos veículos importados um papel de protagonismo”, concluiu Marcelo Godoy.


Números da Abeifa – 1º trimestre de 2025

  • Total de veículos licenciados: 27.723 (+32,8%)
  • Veículos eletrificados: 25.519 (+50,4%)
  • Participação no mercado total: 5,4%
  • Market share em março: 5,5%
  • Abeifa
    Fonte: Abeija

Harley-Davidson lança linha Cruiser 2025 com motor inédito e seis modelos distintos

Cruser 2025
Harley-Davidson Cruiser 2025

A Harley-Davidson acaba de revelar sua aguardada linha Cruiser 2025, reafirmando seu compromisso com a tradição, mas também com a constante evolução. A nova família chega às concessionárias brasileiras com seis modelos distintos — Breakout™, Fat Boy™, Heritage Classic, Low Rider™ S, Low Rider™ ST e o retorno do icônico Street Bob™ —, todos equipados com o mais recente motor Milwaukee-Eight™ 117, prometendo elevar a experiência de pilotagem a um novo patamar.

O lançamento marca mais um capítulo na história de reinvenção da fabricante norte-americana, oferecendo uma linha que atende desde os puristas do visual clássico até os que buscam um comportamento mais agressivo e esportivo sobre duas rodas.

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Um motor, três personalidades

No coração da linha Cruiser 2025 está o motor Milwaukee-Eight™ 117, agora apresentado em três calibrações distintas, cada uma pensada para se adaptar a diferentes estilos de pilotagem:

  • Milwaukee-Eight™ 117 Classic – Presente nos modelos Street Bob™ e Heritage Classic, proporciona uma entrega suave e constante de torque, ideal para uso urbano e para quem prefere uma condução equilibrada.
  • Milwaukee-Eight™ 117 Custom – Alimenta as Fat Boy™ e Breakout™, com 6% mais potência e 5% mais torque em comparação com a versão Classic. A aceleração mais vigorosa e a resposta imediata garantem uma pegada mais esportiva, sem abrir mão do conforto.
  • Milwaukee-Eight™ 117 H.O. (High Output) – Equipando as Low Rider™ S e Low Rider™ ST, essa calibração entrega um desempenho elevado, com maior faixa de RPM e um ronco de escape mais agressivo, focado em quem busca emoção e performance.

Com essas três variantes, a Harley-Davidson oferece não apenas potência, mas também personalidade. Cada moto foi afinada para entregar uma experiência única — algo que vai além dos números e ficha técnica.

Cruiser 2025
Os seis modelos da Cruiser 2025

Tecnologia a serviço do piloto

A linha Cruiser 2025 incorpora sistemas eletrônicos de última geração, reforçando o papel da tecnologia como aliada da segurança e da performance. Os novos modos de pilotagem — Rain, Road e Sport — ajustam automaticamente parâmetros como entrega de potência, resposta do acelerador e controle de tração para se adequar às condições da estrada e ao estilo do motociclista.

Entre os itens de segurança, agora padronizados na linha Cruiser, estão:

  • C-ABS: sistema de freios ABS otimizados para curvas;
  • C-TCS: controle de tração ajustado para curvas;
  • C-DSCS: gerenciamento de derrapagem de torque em curva.

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Esses recursos, já presentes nas famílias Touring e CVO, chegam à linha Cruiser para ampliar a estabilidade e a confiança em qualquer situação. Complementam esse pacote o controle de cruzeiro (Cruise Control), o monitoramento da pressão dos pneus (TPMS) e o novo punho de instrumentos redesenhado, que melhora a ergonomia e facilita o uso das tecnologias embarcadas.

Estética atemporal com um toque contemporâneo

Apesar de todos os avanços, a nova linha Cruiser preserva o DNA visual da Harley-Davidson. O chassi Softail™, com ajustes para maior leveza e rigidez, proporciona uma condução mais dinâmica e confortável. Os assentos foram remodelados para oferecer mais suporte e ergonomia, enquanto a suspensão traseira com tecnologia de emulsão e ajuste de pré-carga permite que o piloto personalize o comportamento da moto conforme o peso transportado.

A paleta de cores e acabamentos foi ampliada, com opções exclusivas que ressaltam o espírito individual de cada modelo, equilibrando tradição e modernidade.

Disponibilidade no Brasil

Os seis modelos da nova linha Cruiser 2025 já estão disponíveis nas concessionárias Harley-Davidson em todo o país. Com uma proposta que equilibra inovação, performance e estilo inconfundível, a marca segue pavimentando o futuro sem perder de vista o que a tornou um ícone global.

Seja para rodar pela cidade com elegância, cruzar estradas com potência ou viver a liberdade com intensidade, a nova geração da linha Cruiser entrega exatamente o que se espera de uma Harley-Davidson — e mais um pouco.

Com nova estratégia, Goodyear quer prolongar a vida útil dos pneus

Goodyear
Visita à fábrica de bandas de rodagem para recapagem de pneus

A Frota News realizou uma visita à fábrica de recapagem da Goodyear, localizada em Santa Bárbara d’Oeste (SP), para conhecer os resultados de dois anos de renovação e expansão. Esta unidade distingue-se como a única na América Latina que realiza a recauchutagem de pneus de avião e fabrica bandas para a recapagem de pneus de caminhões e ônibus, atendendo tanto ao mercado brasileiro quanto a mais de 80 países por meio de exportações.

A base dessa nova fase da Goodyear no Brasil está no conceito autodenominado de “Total Solution”, que oferece suporte em todas as etapas do ciclo de vida do pneu de veículos pesados: desde a fabricação e monitoramento em operação até a recapagem. A proposta busca atender às demandas de frotistas e caminhoneiros.

“Queremos entregar mais valor em cada quilômetro rodado. Com a recapagem, conseguimos manter a performance e reduzir os custos, aproveitando ao máximo o potencial das carcaças em boas condições”, explica Fábio Garcia, gerente Sênior do negócio de Recapagem da Goodyear no Brasil, com mais de 30 anos de experiência na empresa.

Inovação em Santa Bárbara d’Oeste

Um dos principais marcos da nova estratégia foi a ampliação da planta de recapagem em Santa Bárbara d’Oeste (SP). Desde 2023, a unidade passa por um processo de modernização com a duplicação da área de produção e troca das prensas. O investimento permitiu o lançamento de novos produtos e o aumento da capacidade de atendimento, que hoje comporta até 500 carcaças por mês por turno.

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A fábrica também se destaca por ser a única na América Latina habilitada a produzir bandas de recapagem para pneus de avião — um setor onde um único pneu pode ser recapado até 11 vezes. No total, a planta produz mais de 150 tipos de produtos, em diferentes medidas e aplicações, compatíveis com carcaças de diversas marcas.

Novos produtos para diversas aplicações

O portfólio da Goodyear vem se renovando para atender às mais diversas operações de transporte. Em 2024, a marca lançou quatro novas bandas de rodagem:

  • KMAX D Light e GDL – focadas em pneus de tração para caminhões;
  • G314 – desenvolvida para eixos livres de carretas, com bordas arredondadas que facilitam o processo de recauchutagem;
  • Camelback – voltada ao segmento agrícola e fora de estrada (OTR).

Além disso, a Goodyear oferece bandas específicas para diferentes estágios de uso das carcaças:

  • Bandas Premium – indicadas para a primeira recapagem, com performance próxima à de um pneu novo e custo cerca de 60% menor;
  • Bandas leves – para carcaças com sinais de fadiga;
  • Bandas ultraleves – destinadas a carcaças em fim de vida útil.

Essa estratégia técnica permite maior aproveitamento das carcaças e aumenta a longevidade do pneu como um todo, explica Fábio Garcia. Assim, quando melhor o cuidado com o pneu na primeira vida, por mais vezes ele poderá usar a Banda Premium.

Recapagem Express: agilidade e conveniência na estrada

Como parte da sua expansão, a Goodyear lançou o conceito Recapagens Express Goodyear, unidades móveis compactas com 125 m² que levam a tecnologia da planta industrial diretamente para os principais corredores logísticos do país. Ela funciona como franquia, mas, a empresa não revelou o valor do investimento, o que é feito sob consulta e analisado caso a caso. Porém, deixou uma dica: o investimento só é viável para a partir de 400 pneus recauchutados por mês. Portanto, para um business plan, já tenha este dado.

Essas plantas podem ser instaladas em postos de combustíveis, truck centers ou até mesmo dentro de grandes frotistas. Cada unidade tem capacidade para até 500 pneus por mês por turno. Duas Recapagens Express já estão em fase de instalação em parceiros revendedores, porém, a Goodyear vai revelar quais são esses dois pontos mais próximo da inauguração.

Com capacidade para operar com apenas três pessoas, cada unidade consegue recapear um pneu em cerca de 4 a 5 horas, oferecendo o mesmo preço e garantia das recapagens convencionais.

“A ideia é estar onde o cliente está. Sabemos que o tempo é precioso para quem vive na estrada, e queremos garantir que a solução esteja à mão, com qualidade e padrão Goodyear”, afirma Garcia.

Assista o Canal FrotaCast:

Sustentabilidade e desempenho

Leonardo Lima, gerente de produtos para veículos pesados da Goodyear, a recapagem é uma solução reconhecida por seu apelo sustentável e econômico. Ao reutilizar carcaças em boas condições estruturais, o processo evita o descarte prematuro de pneus, reduzindo significativamente a geração de resíduos sólidos e a pegada ambiental do setor de transporte. No entanto, para garantir que a carcaça preserve as suas características originais, é preciso investir em treinamento do motorista, o principal responsável pela durabilidade do pneu, além do gestor de frotas e de manutenção.

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Frota Educação: DAF amplia capacitação com nova unidade do DAF Academy em Jacareí

Frota Educação
Foto: Divulgação DAF

A DAF Caminhões Brasil amplia a qualificação dos profissionais para sua rede de concessionárias por meio do DAF Academy. Este mês, a companhia iniciou as atividades da sua segunda unidade de treinamento, localizada no SENAI de Jacareí, no interior de São Paulo. A nova estrutura já está em operação e recebeu sua primeira turma, que acumula 80 horas de aprendizado focado nos motores PACCAR PX-7 e PACCAR MX-13.

Os participantes vêm de diversas regiões do país, como Fortaleza (CE), Recife (PE), Sinop (MT), Boituva (SP), Colinas (TO), Marabá (PA), Itajaí (SC), Cascavel (PR) e Governador Valadares (MG), reforçando o alcance nacional da rede de concessionárias DAF.

“Estamos investindo na capacitação dos funcionários da Rede para que possam atender com excelência aos proprietários dos nossos caminhões que circulam pelo Brasil. À medida que a nossa frota circulante cresce, nossa rede de Concessionárias DAF expande sua capacidade de operação para oferecer um atendimento especializado aos consumidores em todo o país”, afirma Elardino Godinho, diretor de Desenvolvimento de Concessionárias para a América do Sul da DAF Caminhões Brasil.

A escolha por Jacareí o DAF Academy foi estratégica. Localizada a cerca de 40 minutos do Aeroporto Internacional de Guarulhos, a cidade oferece logística facilitada, o que viabiliza o atendimento a concessionárias de diferentes regiões do Brasil e da América Latina. A unidade recebeu investimento superior a R$ 2 milhões e conta com mais de 200 m², uma sala de aula equipada e uma equipe técnica dedicada.

A primeira unidade do DAF Academy, inaugurada em Ponta Grossa (PR), onde está localizada a fábrica da montadora, já recebeu investimentos superiores a R$ 5 milhões. Com uma estrutura de mais de 600 m², quatro salas de aula e seis instrutores, o centro é considerado referência na formação de profissionais do setor.

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Frota Educação: Ford Brasil oferece curso gratuito de programação para jovens

Iniciativa da Ford visa formar 300 profissionais para o setor de tecnologia até o final de 2025, com aulas presenciais no SENAI e apoio completo à empregabilidade e que sempre encontrará na seção Frota News para divulgação. As inscrições para a terceira turma vão até o dia 14 de abril? Está lendo está notícia depois do dia 14 de abril? Não desista, pois outras turmas serão abertas este ano e abaixo estão as informações para se inscrever e encaminhar este artigo para alguém que você acredite que possa aproveitar esta oportunidade. 

O programa Ford na Bahia, iniciativa voltada à formação gratuita de jovens em situação de vulnerabilidade social na área de tecnologia. O curso de programação front-end, com carga horária de 300 horas, prepara os participantes para o mercado de trabalho em um dos setores que mais crescem no país. As inscrições podem ser feitas pelo site: www.ford.com.br/sobre-a-ford/ford-enter.

Nesta nova fase, o programa oferece 90 vagas, e a expectativa é que esse número chegue a 300 vagas até o final de 2025. Ou seja, fique atento, pois novas inscrições serão abertas durante o ano. Para participar, é necessário ter 16 anos ou mais, estar cursando a partir do 2º ano do ensino médio ou já ter concluído os estudos, e possuir renda familiar de até quatro salários-mínimos.

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Além do conteúdo técnico, que abrange o desenvolvimento de software front-end, os alunos terão aulas de inglês técnico, lógica de programação, desenvolvimento de habilidades comportamentais, mentoria e palestras sobre o setor de tecnologia. A formação é acompanhada por ajuda de custo para alimentação e transporte, além de suporte pedagógico, assistência social e apoio na preparação para entrevistas de emprego. Ao final do curso, os participantes recebem certificado emitido pelo SENAI.

As aulas presenciais acontecerão em duas unidades do SENAI na capital baiana: CIMATEC Orlando Gomes, no bairro de Piatã, e CIMATEC Digital e Criativo, localizado no Pelourinho. A Rede Cidadã será responsável pela formação comportamental dos alunos e também atuará na inserção profissional, com busca ativa de vagas no mercado de trabalho.

Criado pela Ford e pelo Ford Philanthropy, braço filantrópico da empresa, o programa é desenvolvido no Brasil em parceria com Global Giving, SENAI-BA, SENAI-SP e Rede Cidadã.

Acompanhe os cortes do Canal FrotaCast no Instragram:

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Descarbonização do transporte com biomentano: Scania e Copergás

biometano
Caminhão Scania a gás

As parcerias entre fabricantes de caminhões e indústria de gás que viabilizaram as frotas de caminhões, que já conta com cerca de 500 mil unidades em atividade. Inciativas similares começam a ocorrer no Brasil. Recentemente, a Scania em parceria com a Copergás, realizou um evento no Centro Cultural Cais do Sertão, na capital pernambucana, com o propósito de reforçar o gás natural como uma alternativa viável e eficiente para o setor de transporte.

O evento reuniu transportadores, empresários e especialistas do setor em um dia de palestras e debates sobre os benefícios do gás natural como combustível. Os participantes puderam acompanhar discussões sobre a redução de emissões, economia operacional e os avanços tecnológicos que tornam o gás uma solução prática para veículos pesados.

Além dos debates, houve demonstrações práticas com um modelo Scania movido a gás natural, permitindo aos presentes verem de perto o desempenho e as vantagens dessa tecnologia.

L’Oréal, Scania e Gás Verde

Em um projeto pioneiro na América Latina, a Gás Verde, produtora de biometano no Brasil, fortaleceu sua parceria com o Grupo L’Oréal e a Scania para abastecer frotas com combustível limpo, derivado de resíduos de aterros sanitários. Essa iniciativa, acompanhada de perto pela Frota News, destaca a Scania como a única entre os seis maiores fabricantes de caminhões pesados no Brasil a firmar parcerias com empresas como L’Oréal e PepsiCo para essa modalidade de transporte sustentável.

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O abastecimento da frota é realizado no primeiro ponto exclusivo de biometano da América Latina, localizado ao lado do centro de distribuição da L’Oréal em Jarinu.

O biometano tem potencial para reduzir em até 99% as emissões de gases de efeito estufa em comparação com os combustíveis fósseis.

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Três marcas de caminhões oferecem financiamentos com juros menores

financiamento
Foto: Divulgação Iveco

Em um cenário econômico desafiador, com a taxa Selic ainda elevada — atualmente em 14,25% ao ano — e os bancos comerciais praticando juros médios de quase 2% ao mês para financiamentos de caminhões, os bancos ligados às montadoras têm se destacado como uma alternativa muito mais atrativa para quem deseja adquirir um veículo novo. Com promoções agressivas e taxas a partir de 0,95% ao mês, essas instituições têm desempenhado um papel crucial na sustentação da indústria automotiva no Brasil.

O papel estratégico dos bancos de montadoras

Diferentemente dos grandes bancos comerciais como Itaú, Bradesco ou Santander, os bancos de montadoras não visam prioritariamente o lucro financeiro. Eles foram criados com um objetivo estratégico: facilitar a venda de veículos, muitas vezes em condições que seriam inviáveis no sistema bancário tradicional.

Isso porque, além da Selic, o custo do financiamento no Brasil sofre influência de uma série de fatores como perfil do cliente, escore de crédito, valor do bem, garantias e tributos. O maior vilão, porém, é o chamado spread bancário — a margem entre o que o banco paga para captar recursos e o que cobra do cliente final. Esse spread embute custos operacionais, riscos e principalmente o lucro das instituições. O resultado é uma transferência do risco de inadimplência para os bons pagadores, o que encarece ainda mais o crédito.

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Já os bancos das montadoras têm como prioridade viabilizar o financiamento para escoar a produção de veículos. Por isso, operam com spreads reduzidos, condições promocionais e muitas vezes oferecem taxas fixas, carência e planos personalizados. Essa estratégia protege a indústria, garantindo que os produtos continuem chegando ao mercado mesmo diante das dificuldades do crédito tradicional.

Assista o Canal FrotaCast:

Banco Mercedes-Benz: taxas a partir de 0,95% ao mês

Um dos destaques de abril é o Banco Mercedes-Benz, que está com condições especiais para a aquisição de caminhões zero km, com foco nos modelos extrapesados Actros Evolution (2553 6×2 e 2653 6×4) e no off-road Arocs 3353 6×4. A campanha oferece taxas a partir de 0,95% ao mês na modalidade CDC ou CDC Decrescente, com até 60 parcelas, carência de 3 meses e entrada mínima de 20%.

Para obter a menor taxa, o cliente deve contratar seguros prestamista e do veículo pela Mercedes-Benz Corretora de Seguros. Com apenas o seguro prestamista, a taxa sobe para 1,00% ao mês. Sem contratação de seguro, a taxa passa a 1,05%. A contratação dos seguros, no entanto, é opcional.

Outro destaque da marca são os modelos das linhas Accelo e Atego (leves, médios e semipesados), também com condições promocionais válidas até 30 de abril. As taxas partem de 1,19% ao mês, nas mesmas condições de prazo e entrada.

PACCAR Financial e DAF Caminhões: financiamento de até 100% do veículo

Outra grande montadora que entrou forte na disputa por clientes neste mês é a DAF Caminhões. Em parceria com o banco PACCAR Financial, a marca lançou a campanha Operação Meu DAF, oferecendo financiamento com taxas a partir de 1,19% ao mês na modalidade CDC, para contratos firmados entre os dias 1º e 30 de abril.

O diferencial da campanha é que ela permite o financiamento de até 100% do valor do caminhão, nas novas condições válidas para toda a linha DAF ano/modelo 2024/2025. Ou seja, o cliente pode sair com um veículo novo sem a necessidade de entrada, o que torna a proposta extremamente competitiva no atual cenário de restrição de crédito.

Iveco

A IVECO Capital anunciou novas condições de financiamento para veículos Leves, Médios e Pesados da marca, com foco em ampliar o acesso tanto para pessoas físicas quanto jurídicas. As campanhas abrangem as linhas Daily, Tector e S-Way, com taxas atrativas, prazos flexíveis e possibilidade de financiar até 100% do valor do veículo, com carência de até três meses. As ofertas são válidas até 2 de maio de 2025 ou até a divulgação de uma nova tabela de preços, e buscam atender diferentes perfis de clientes em um cenário econômico de juros elevados.

Na linha Daily, o destaque é o financiamento com taxa zero em 12 meses e juros a partir de 0,99% ao mês para prazos maiores. A linha Tector oferece planos de até 60 meses, com taxa inicial de 1,15% ao mês e opções especiais com 0,89% ao mês para financiamentos de curto prazo. Já a linha S-Way tem condições sem entrada e taxas a partir de 1,19% ao mês, com uma campanha especial oferecendo 0,89% ao mês em planos de 12 meses. As condições variam conforme análise de crédito e estão disponíveis em toda a rede de concessionárias IVECO no Brasil.

Indústria automotiva sustenta vendas com financiamento próprio

Essas ações mostram como os bancos de montadoras têm sido fundamentais para manter a engrenagem da indústria automotiva funcionando no Brasil. Com o crédito mais caro nos grandes bancos, as fabricantes usam suas próprias financeiras como ferramenta para alavancar vendas e garantir que seus produtos não fiquem parados nas concessionárias.

Mais do que vender veículos, essas instituições estão vendendo acesso — algo cada vez mais valioso em tempos de juros altos. E para o consumidor, isso significa uma oportunidade de adquirir veículos novos com condições que dificilmente seriam encontradas no sistema financeiro tradicional.

Comparativo Técnico: Foton Auman D 1722 vs. Mercedes-Benz Atego 1719

Foton Auman D 1722
Mercedes-Benz Atego 1719 x Foton Auman D 1722

A Foton Brasil acaba de apresentar ao mercado o seu mais novo caminhão semipesado: o Auman D 1722 4×2. O modelo entra na faixa de Peso Bruto Total (PBT) de 16 toneladas, uma categoria estratégica no transporte de cargas no Brasil, principalmente, para o setor de distribuição de bebidas. E quem lidera esse segmento? De acordo com os dados de emplacamentos do Denatran, o campeão de vendas no primeiro trimestre de 2025 foi o Mercedes-Benz Atego 1719, com 729 unidades licenciadas, seguido pelo VW Constellation 17.210, 583 caminhões emplacados.

Mas como será que o estreante da Foton se sai frente a frente com o líder de mercado? A seguir, comparamos as fichas técnicas dos dois modelos para entender as diferenças e potenciais vantagens.

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Comparativo de caminhões 8×2:  Scania P 320, VW Constellation 30.320, Volvo VM 360 Mercedes-Benz Atego 3033 

Comparativo: Novo VW Constellation 8×4 x Volvo VMX 8×4 x MercedesBenz Atego 8×4

Motorização

O Foton Auman D 1722 é equipado com o motor Cummins F4.5, que entrega 220 cv de potência a 2.300 rpm e torque de 820 Nm entre 1.200 e 1.500 rpm. Trata-se de um propulsor diesel de 4 cilindros em linha, com sistema de injeção eletrônica Common Rail e 4.460 cm³ de cilindrada.

Já o Mercedes-Benz Atego 1719 utiliza o motor OM 924 LA BlueTec 6, também de 4 cilindros em linha, com 4,8 litros. São 185 cv a 2.200 rpm e 700 Nm de torque entre 1.200 e 1.600 rpm — um conjunto bem conhecido por sua robustez e confiabilidade.

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Transmissão

O Auman D 1722 traz uma caixa mecânica ZF 6S1000, de 6 marchas à frente e 1 à ré. No caso do Atego, há opções: transmissão automatizada PowerShift 3 Advanced de 8 marchas (MB G 140-8) ou manual G 90-6, ambas com embreagem monodisco de 395 mm.

A presença da versão automatizada no Mercedes-Benz é um diferencial importante para frotistas que priorizam conforto e economia de combustível.

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Dimensões e Capacidade

O Foton Auman D 1722 está disponível em duas versões de comprimento: 7.650 mm e 8.900 mm (versão L), com largura de 2.488 mm e altura de 2.800 mm. A distância entre-eixos varia entre 4.200 mm e 5.150 mm, com PBT legal de 16.000 kg, PBT técnico de 18.700 kg e CMT de 26.000 kg.

Já o Atego 1719 tem 6.258 mm de comprimento, 2.460 mm de largura e 2.861 mm de altura (com climatizador). O entre-eixos é de 3.590 mm, com PBT legal igual, de 16.000 kg, PBT técnico de 17.100 kg e PBTC/CMT de 27.000 kg.

Embora o Foton ofereça maior entre-eixos e comprimento na versão L — favorecendo implementações maiores — o Mercedes-Benz mantém vantagem no CMT.

Chassi e Suspensão

Ambos os modelos são construídos sobre chassis reforçados para aplicação severa.

O Foton utiliza suspensão dianteira com feixe de molas parabólicas, e traseira com feixe principal e auxiliar — uma configuração bastante convencional.

No Atego, a suspensão dianteira também é por molas parabólicas com amortecedores telescópicos, mas há a opção de suspensão pneumática, recurso que agrega mais conforto e adaptabilidade de carga. Na traseira, as molas trapezoidais curtas são destaque no equilíbrio entre robustez e absorção.

Freios e Segurança

Nos dois caminhões, os freios são a ar, tipo “S” Cam com circuito duplo, incluindo freio de estacionamento com molas acumuladoras e freio motor.

Em termos de eletrônica embarcada, ambos contam com ABS, ASR e ESC. O Mercedes-Benz adiciona ainda EBD (distribuição eletrônica de frenagem), ESS (sinalização de frenagem de emergência) e Hill Holder (assistente de partida em rampa) — itens importantes para segurança e dirigibilidade em diversas condições.

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Conclusão

A disputa entre o Foton Auman D 1722 e o Mercedes-Benz Atego 1719 evidencia dois perfis bem distintos de caminhão — e de público.

O Auman D 1722 aposta em força, maior capacidade técnica e preço competitivo, embora ainda seja uma novidade no mercado, com rede de concessionários em fase de expansão. A Foton não revelou o preço oficial, mas tudo indica que virá com valor agressivo para atrair frotistas dispostos a experimentar algo novo e pagar menos por isso.

Já o Atego 1719 carrega o peso da tradição. Conta com a maior rede de concessionárias do Brasil, grande disponibilidade de peças e uma rede de mecânicos especializada, tanto dentro quanto fora da autorizada. Além disso, oferece mais opções de transmissão e um pacote mais completo de itens de segurança e conforto. O preço médio de mercado, segundo a Tabela Fipe, gira em torno de R$ 522.360.

E você, quanto pagaria por um Foton Auman D 1722? Essa é a pergunta que pode decidir o futuro do modelo no mercado brasileiro.

Especificação Foton Auman D 1722 Mercedes-Benz Atego 1719
Motor Cummins F4.5 – 4 cil. em linha OM 924 LA BlueTec 6 – 4 cil. em linha
Potência 220 cv a 2.300 rpm 185 cv a 2.200 rpm
Torque 820 Nm (1.200–1.500 rpm) 700 Nm (1.200–1.600 rpm)
Transmissão Manual ZF 6S1000 – 6 marchas Manual G 90-6 ou Automatizada G 140-8
Comprimento 7.650 mm ou 8.900 mm 6.258 mm
Entre-eixos 4.200 mm ou 5.150 mm 3.590 mm
Largura / Altura 2.488 mm / 2.800 mm 2.460 mm / 2.861 mm
PBT Legal / Técnico 16.000 kg / 18.700 kg 16.000 kg / 17.100 kg
CMT (ou PBTC) 26.000 kg 27.000 kg
Suspensão dianteira Molas parabólicas Molas parabólicas com amortecedores
Suspensão traseira Parabólica principal + auxiliar Molas trapezoidais ou suspensão pneumática
Freios A ar, “S” Cam, com freio motor Idem ao Foton
Segurança eletrônica ABS, ASR, ESC ABS, ASR, ESC, EBD, ESS, Hill Holder
Rede de Concessionárias Em expansão Ampla, presente em todo o Brasil
Preço estimado A ser divulgado (estratégia agressiva) Média de R$ 522.360 (Fipe)

 

Caminhões vocacionais já são 20% da produção da Volkswagen

caminhões vocacionais
VWCO ultrapassa 40 modelos de caminhões vocacionais

A Volkswagen Caminhões e Ônibus (VWCO) alcançou em 2024 um novo marco e superou 40 modelos vocacionais em seu portfólio global. Além disso, duplicou seu volume de produção em apenas um ano.

Em 2023, a montadora havia produzido cerca de 3.750 unidades desses veículos especializados. Já em 2024, esse número saltou para mais de 8.500 unidades, o que representa aproximadamente 20% do total de veículos fabricados pela empresa no ano.

O principal fator por trás desse desempenho é a velocidade com que os novos modelos vocacionais chegam ao mercado. Segundo a montadora, os veículos são lançados, em média, seis meses após o modelo de série no qual se baseiam.

Com isso, a VWCO passou a oferecer um dos maiores portfólios vocacionais do mercado, com soluções específicas para aplicações off-road, construção civil, coleta de resíduos, combate a incêndios, transporte de valores e veículos com tração diferenciada.

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Mercado de caminhões elétricos recua 25,4% no primeiro trimestre de 2025

O mercado brasileiro de caminhões elétricos atravessa um momento de retração. Segundo dados divulgados pela Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores), as vendas desse tipo de veículo somaram apenas 85 unidades entre janeiro e março de 2025 — uma queda de 25,4% em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram emplacadas 114 unidades.

A tendência de recuo foi sentida de forma ainda mais intensa em março. No mês, foram licenciados apenas 26 caminhões elétricos, contra 42 em fevereiro. O recuo mensal foi de expressivos 38,10%. Na comparação com março de 2024, quando 37 unidades foram vendidas, a redução foi de 29,7%.

Preço e infraestrutura explicam retração

O desempenho fraco do setor revela uma postura mais cautelosa por parte das empresas, que avaliam não apenas o preço dos veículos, mas também as limitações de infraestrutura para recarga. Caminhões maiores, com maior autonomia, exigem pontos de carregamento mais robustos — algo ainda escasso no Brasil.

“A infraestrutura de recarga ainda é voltada majoritariamente para frotas urbanas e pátios logísticos próprios”, explica um especialista do setor ouvido pela reportagem. “Isso favorece marcas que atuam com veículos menores e voltados à distribuição de curta distância.”

É exatamente nesse nicho que a JAC Motors tem se destacado. A montadora chinesa liderou o ranking de emplacamentos tanto em março (13 unidades) quanto no acumulado do primeiro trimestre, com 42 unidades vendidas. Os modelos da JAC atendem às demandas da chamada “última milha” da logística, operando principalmente em centros urbanos onde há alguma estrutura de recarga já estabelecida.

Assista o Canal FrotaCast:

Volkswagen perde a liderança para a JAC

Em 2024, a liderança pertencia à Volkswagen Caminhões, com a família Delivery somando 86 unidades emplacadas no primeiro trimestre. Contudo, em 2025, a marca caiu para a segunda colocação, com apenas 21 unidades vendidas. Apesar da qualidade dos modelos, o preço mais elevado parece ter sido um fator decisivo para a mudança de cenário.

Mesmo a Volvo, que apostou em um modelo de negócio baseado na locação de caminhões elétricos, não apareceu no ranking de emplacamentos divulgado pela Fenabrave.

Marcas e emplacamentos

Confira abaixo o desempenho dos principais fabricantes em março e no primeiro trimestre de 2025:

caminhão elétrico
Fonte: Fenabrave. Infográfico: Frota News

Perspectivas

Com o avanço da eletrificação no setor automotivo, espera-se que o mercado de caminhões elétricos volte a crescer nos próximos anos. No entanto, para isso, será necessário investimento pesado em infraestrutura de recarga e políticas de incentivo que tornem os modelos mais acessíveis às transportadoras e operadores logísticos.

Até lá, o mercado seguirá concentrado em nichos específicos e em marcas que oferecem soluções mais viáveis para a realidade atual das cidades brasileiras.

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1.0 com foco em frotistas: economia, desempenho e participação em 2024

1.0
Polo, mais vendido; 2028, mais confort´ável; Mobi, menos confortável; e Twid, entre mais barato e econômico

Quando o assunto são veículos para frotas, o TCO (Total Cost of Ownership ou Custo Total de Operação) está no centro das decisões. No entanto, é essencial que os gestores também levem em conta o conforto e a segurança dos colaboradores que vão utilizar esses automóveis diariamente. Com o olhar voltado para o segmento de motores 1.0 — os campeões de economia e simplicidade —, listamos os principais modelos disponíveis no Brasil em 2024, suas características técnicas, desempenho de consumo e posição no ranking de vendas para frotistas no ano passado.

Renault Kwid: sobrevivente da marca francesa

Com o fim das linhas Logan, Sandero e Stepway, o Renault Kwid é o único 1.0 aspirado remanescente da marca no Brasil. O subcompacto é equipado com motor SCe de três cilindros, entregando até 71 cv com etanol, sempre com câmbio manual de cinco marchas. Em 2024, foi o quinto mais vendido para frotistas, somando 50.117 unidades.

  • Consumo:
    Etanol – 10,4 km/l (cidade) / 10,8 km/l (estrada)
    Gasolina – 14,6 km/l (cidade) / 15,5 km/l (estrada)

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Volkswagen Polo: o queridinho das frotas

A liderança entre os modelos 1.0 aspirados para frotistas ficou com o Volkswagen Polo que manteve o motor MPI nas versões Robust, Track e MPI. O motor tricilíndrico entrega até 84 cv com etanol e se destaca pela robustez e confiabilidade. Foram 95.763 unidades vendidas para frotistas em 2024, garantindo o topo da lista.

  • Consumo:
    Etanol – 9,3 km/l (cidade) / 10,9 km/l (estrada)
    Gasolina – 13,5 km/l (cidade) / 15,7 km/l (estrada)

Fiat: a força da variedade

A Fiat é a marca que mais oferece opções com motor 1.0 Firefly aspirado. Mobi, Argo e Cronos compartilham a mesma motorização — 75 cv com etanol e 71 cv com gasolina — sempre acompanhada de câmbio manual. No ranking de vendas, o Argo foi o 2º mais vendido com 62.843 unidades, seguido pelo Mobi, na 3ª posição, com 55.165. O Cronos também figura entre os TOP 10, ocupando a 9ª colocação, com 29.918 unidades.

  • Consumo Mobi:
    Etanol – 9,8 km/l (cidade) / 10,6 km/l (estrada)
    Gasolina – 14,0 km/l (cidade) / 15,1 km/l (estrada)
  • Consumo Argo:
    Etanol – 9,4 km/l (cidade) / 10,4 km/l (estrada)
    Gasolina – 13,6 km/l (cidade) / 14,5 km/l (estrada)
  • Consumo Cronos:
    Etanol – 9,7 km/l (cidade) / 11,2 km/l (estrada)
    Gasolina – 13,4 km/l (cidade) / 15,9 km/l (estrada)

Assista FrotaCast:

Hyundai: dupla eficiente

A Hyundai mantém o confiável motor 1.0 aspirado em dois modelos: HB20 e HB20S. Ambos oferecem até 80 cv com etanol e são equipados com câmbio manual de cinco marchas. O hatch HB20 conquistou a 4ª posição nas vendas para frotistas, com 54.043 unidades, enquanto o sedã HB20S ficou na 11ª posição, com 27.038 unidades.

  • Consumo HB20:
    Etanol – 9,9 km/l (cidade) / 10,7 km/l (estrada)
    Gasolina – 13,3 km/l (cidade) / 15,4 km/l (estrada)
  • Consumo HB20S:
    Etanol – 9,7 km/l (cidade) / 10,9 km/l (estrada)
    Gasolina – 13,4 km/l (cidade) / 15,4 km/l (estrada)

Chevrolet: bom desempenho, mas fora do pódio

A Chevrolet segue oferecendo o motor 1.0 aspirado nos modelos Onix e Onix Plus. Ambos contam com potência superior aos concorrentes: até 82 cv com etanol, além do diferencial do câmbio manual de seis marchas. O Onix ficou em 6º lugar, com 46.252 unidades, e o sedã Onix Plus ficou em , com 34.198 unidades.

  • Consumo Onix:
    Etanol – 9,6 km/l (cidade) / 11,9 km/l (estrada)
    Gasolina – 13,8 km/l (cidade) / 16,9 km/l (estrada)
  • Consumo Onix Plus:
    Etanol – 9,7 km/l (cidade) / 12,4 km/l (estrada)
    Gasolina – 13,9 km/l (cidade) / 17,4 km/l (estrada)

Citroën e Peugeot: o mesmo motor, resultados distintos

Com o motor 1.0 Firefly da Fiat, o Citroën C3 e o SUV-cupê Basalt adotam a estratégia da simplicidade. No entanto, os números de vendas foram modestos. O C3 foi o 26º modelo mais vendido, com 10.753 unidades, enquanto o Basalt ocupou a 44ª posição, com apenas 2.295 unidades.

  • Consumo C3:
    Etanol – 9,3 km/l (cidade) / 10,3 km/l (estrada)
    Gasolina – 13,2 km/l (cidade) / 14,5 km/l (estrada)
  • Consumo Basalt:
    Etanol – 9,2 km/l (cidade) / 10,1 km/l (estrada)
    Gasolina – 13,2 km/l (cidade) / 14,2 km/l (estrada)

Já o Peugeot 208, também com o motor Firefly, mostra desempenho técnico semelhante, mas pouco impacto entre os frotistas: apenas 7.051 unidades vendidas, ficando em 30º lugar.

  • Consumo 208:
    Etanol – 9,5 km/l (cidade) / 10,8 km/l (estrada)
    Gasolina – 13,6 km/l (cidade) / 15,3 km/l (estrada)

Conclusão

Ao avaliar veículos 1.0 aspirados para uso corporativo, é preciso equilibrar custo, consumo e valor de revenda. O desempenho em vendas, como mostrado, também interfere diretamente na negociação de contratos, especialmente para empresas com frota terceirizada. Modelos como Volkswagen Polo, Fiat Argo e Hyundai HB20 mostram que é possível unir economia, desempenho e liquidez no mercado. Já opções como o Peugeot 208 e o Citroën Basalt ainda enfrentam desafios para conquistar a preferência dos frotistas.

 

De porta em porta à logística: o brasileiro que encontrou sucesso nas entregas nos EUA

EUA
Rogerio Policarpo. Foto: Arquivo pessoal

Está difícil a vida de transportador no Brasil? Que tal tentar nos EUA? Foi exatamente essa virada de chave que o brasileiro Rogerio Policarpo escolheu fazer — e com sucesso. A história dele, revelada pelo portal Brazilian Times, especializado na cobertura da comunidade brasileira nos EUA, é exemplo de como visão empreendedora, coragem e um pouco de ousadia podem transformar realidades.

Fundador da High Speed Deliveries, uma empresa de logística sediada em Massachusetts, Rogerio mostra que é possível prosperar mesmo num dos setores mais exigentes da economia americana. Criada em 2020, a companhia nasceu com apenas cinco rotas de entrega. Em menos de três meses, já operava mais de 50, atendendo majoritariamente ao armazém da Amazon em Worcester. Hoje, com 105 funcionários e planos de expansão em andamento, a High Speed Deliveries se tornou símbolo de crescimento acelerado, eficiência e inclusão social.

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Da telecomunicação ao transporte: um salto com estratégia

Antes de mergulhar no mundo das entregas, Rogerio construiu uma sólida carreira no setor de telecomunicações. Trabalhou com gigantes como Comcast e RCN, liderando equipes de vendas porta a porta no Noroeste dos EUA e sendo peça-chave em operações milionárias. Mas foi em meio ao caos provocado pela pandemia de COVID-19 que ele enxergou uma nova oportunidade: o mercado logístico, impulsionado pelo boom do comércio eletrônico.

E foi assim que, em setembro de 2020, nasceu a High Speed Deliveries. Com a experiência acumulada em liderança e desenvolvimento de negócios, Rogerio soube rapidamente aproveitar a explosão da demanda por entregas — especialmente da Amazon — e transformar um pequeno projeto em uma operação robusta.

Crescimento veloz com impacto social

O que chama atenção na história da High Speed Deliveries não é só a escalada meteórica. É o impacto. Cerca de 30% de sua força de trabalho é composta por brasileiros e latinos — imigrantes que, muitas vezes, enfrentariam sérias barreiras no mercado formal americano. A empresa se tornou porta de entrada para dezenas de pessoas que buscavam não só um emprego, mas estabilidade, dignidade e um recomeço.

Muitos funcionários, segundo relatos do próprio Rogerio, construíram carreiras sólidas dentro da empresa ao longo dos últimos cinco anos. “A High Speed Deliveries é mais do que uma empresa. É um trampolim para quem quer recomeçar nos Estados Unidos com apoio, respeito e oportunidade”, afirma o empreendedor.

Assista o Canal FrotaCast:

Expansão geográfica e novas parcerias

O sucesso em Massachusetts abriu portas. Entre setembro de 2022 e janeiro de 2023, a High Speed Deliveries firmou um contrato temporário com a FedEx para atuar na alta temporada de fim de ano em Savannah, Geórgia. O desempenho da equipe superou expectativas e a gigante da logística considerou, a partir dali, uma parceria de longo prazo com operações na Flórida e na própria Geórgia.

De olho no futuro, Rogerio já prepara a entrada da empresa em Ocala, Flórida, onde pretende criar entre 50 e 100 empregos ainda no primeiro ano. A expansão acompanha o crescimento da demanda da Amazon na região e reforça a importância da empresa para a infraestrutura logística do país.

Tecnologia, inovação e um sonho em movimento

Mas Rogerio Policarpo não quer parar por aí. Com planos de expansão regional e nacional, ele também mira em inovações tecnológicas que possam otimizar as entregas, reduzir custos e elevar a experiência do cliente — uma exigência crescente num setor em transformação constante.

Ao lado disso, a empresa continua com o compromisso de inclusão social, promovendo diversidade e integração em seu quadro de colaboradores. A aposta é clara: crescer sem perder o propósito.

Um exemplo para outros brasileiros

A trajetória de Rogerio e da High Speed Deliveries é uma daquelas histórias que inspiram. Mostra que, com visão, coragem e preparo, é possível sim fazer a diferença — mesmo fora de casa. Em tempos em que muitos profissionais do setor logístico no Brasil enfrentam dificuldades, esse exemplo mostra que, para alguns, os Estados Unidos ainda podem ser terra de oportunidades.

Mais do que um caso de sucesso empresarial, a jornada de Rogerio é um lembrete de que o trabalho bem feito, com propósito, pode mudar vidas. Inclusive a sua.

Se quiser, posso transformar essa reportagem em um formato para blog ou LinkedIn também. Deseja isso?