sábado, abril 4, 2026

Frota Agro: Conheça as linhas de crédito do BNDES e o que foi liberado para novos armazéns

Os armazéns são fundamentais para a logística do agronegócio, principalmente, em todos de crescimento de produção e de gargalo dos portos brasileiros. Para minimizar o problema, que vai continuar alto, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou a aprovação de um financiamento de R$ 216,6 milhões para a construção e ampliação de armazéns agrícolas em Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Paraná. Os recursos serão destinados a dois projetos de cooperativas e dois projetos de usinas de açúcar.

Com os armazéns, o transporte da produção é dividido em duas etapas, da fazenda até o armazém e dele para os portos ou para os clientes brasileiros.

Entre os beneficiados estão a Coamo Agroindustrial Cooperativa, que ampliará sua capacidade de armazenagem de soja e milho, e a Cooperativa Agroindustrial Consolata (Copacol), que aumentará o espaço de armazenamento de grãos e rações. Já as empresas sucroalcooleiras Energética Santa Helena e Vale do Paracatu Bioenergia utilizarão o crédito para construir armazéns voltados à produção e armazenamento de açúcar.

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O financiamento faz parte do Plano Safra 2024/25 e do Programa para Construção e Ampliação de Armazéns (PCA), destacando o compromisso do BNDES em fortalecer a infraestrutura do agronegócio brasileiro.

Essa iniciativa é um passo estratégico para aumentar a capacidade de armazenamento, garantindo eficiência e sustentabilidade para o setor agrícola.

Assista o Canal FrotaCast:

Conheça as linhas de créditos para o agronegócio

O BNDES oferece diversas linhas de crédito voltadas ao agronegócio, cada uma com objetivos específicos para atender às necessidades de produtores rurais, cooperativas e empresas do setor. Aqui estão algumas das principais:

  1. BNDES Crédito Rural: Apoia atividades agropecuárias e agroindustriais, incluindo custeio, aquisição de máquinas e equipamentos, e projetos de investimento.
  2. Programa para Construção e Ampliação de Armazéns (PCA): Focado na construção e ampliação de armazéns para melhorar a capacidade de armazenamento de grãos e outros produtos agrícolas.
  3. Moderfrota: Financia a aquisição de máquinas e equipamentos agrícolas, como tratores, colheitadeiras e pulverizadores.
  4. Inovagro: Incentiva a incorporação de tecnologias modernas nas propriedades rurais, promovendo maior produtividade e competitividade.
  5. Prodecoop: Destinado à modernização de sistemas produtivos e de comercialização de cooperativas agropecuárias.
  6. BNDES Prorenova: Apoia a renovação e implantação de novos canaviais para a produção de cana-de-açúcar.

Essas linhas de crédito são acessíveis por meio de agentes financeiros credenciados ao BNDES, e cada uma possui condições específicas de financiamento, como prazos e taxas de juros.

Movimento pela transformação da logística brasileira

Como o setor de transportes está consolidando a sua profissionalização e ajudando a transformação da logística do país a produzir mais e seguir crescendo

Jorge Görgen (*)

A logística nacional, especialmente o modal rodoviário, passa por uma transformação significativa, impulsionada pela profissionalização do setor. As empresas de transportes estão profissionalizando cada vez mais as suas gestões. Aliás, isso já acontece em várias transportadoras, algumas inclusive já chegaram na bolsa de valores de São Paulo.

Não é de hoje que o segmento de transportes é robusto no Brasil. Há muitos anos que temos algumas das maiores prestadoras de serviços de carga da América Latina, com 2 mil, 3 mil, 5 mil ou mais caminhões pesados em suas frotas.

Faltava elevar o patamar das suas administrações, treinando desde motoristas profissionais, cada vez mais capacitados e aptos a operar as novas tecnologias embarcadas nos caminhões, bem como os seus quadros administrativos, com executivos capazes de serem interlocutores das grandes indústrias, que buscam mais eficiência para os seus negócios.

No passado, os proprietários das transportadoras, muitos deles ex-caminhoneiros com visão comercial, centralizaram a interlocução com os clientes. Eles foram os fundadores das suas transportadoras. Na maioria das vezes, caminhoneiros com tino comercial que aos poucos largaram a boleia para gerenciar frotas, comprar mais caminhões e contratar outros motoristas.

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Histórias como essa contam-se a dezenas, ou até centenas, no segmento de transportes brasileiro. Agora chegou a vez de fazer a sucessão e passar o negócio para executivos bem formados, com cursos de graduação ou pós-graduação em logística e marketing dedicado ao transporte de cargas.

Função específica, que cada vez mais exige pessoal qualificado e de alto nível. Premissa global para o aperfeiçoamento de cadeias globais interconectadas por indústrias dinâmicas que abastecem seus clientes em todos os continentes.

Essas empresas se conectam com sistemas de rastreamento cada vez mais sofisticados, que avançaram juntos com a indústria da tecnologia da informação e a ampliação da cobertura por satélite. Tecnologia que promete crescer mais com o a escalada do envio de novas missões espaciais e satélites por Estados Unidos, China, Rússia, Índia, União Europeia e outros países.

A evolução do rastreamento

Os sistemas de rastreamento são fundamentais para a localização de caminhões e suas cargas preciosas de peças e produtos acabados, que formam cadeias de produção ou chegam as mãos dos consumidores finais nas cidades ou no campo.

Além disso, cresce no meio rural a identificação por códigos de endereçamento postal de propriedades antes isoladas, de difícil localização. Como acontece com o programa estadual desenvolvido pela Secretaria de Agricultura em parceria com startups de tecnologia.

Esse ambiente é primordial para as frotas próprias ou terceirizadas das transportadoras se deslocarem de forma ágil por todo o território nacional. Movimento similar ao que acontece nos países mais desenvolvidos do mundo.

Porém, existe ainda um calo para o segmento transportista vencer que é a baixa qualificação e formação do seu pessoal, que tem causa e efeito na remuneração do setor e no pouco valor agregado que transferem para os seus clientes.

Queixa generalista, que já não encontra eco nos corredores das entidades de classe mais organizadas e nas grandes empresas do transporte que respondem as maiores demandas do setor.

Profissionalização das transportadoras

A época das empresas de um único dono-administrador parece que está acabando à medida que crescem e surgem mais transportadoras profissionalizadas, com capital sólido, recursos humanos treinados e tecnologias apropriadas aos tempos atuais. Muito fruto de fusões e aquisições (inclusive por multinacionais) que aconteceram nos últimos anos.

Porém, o setor reclama que as margens ainda são baixas para investir e planejamentos de treinamento por muitas vezes ficam em segundo plano.

Mesmo assim, encontram-se avanços nos segmentos de transporte dos chamados bens duráveis, automotivo e que fazem a logística do varejo no país. Caso dos grandes grupos atacadistas, das montadoras de automóveis e dos fabricantes de eletroeletrônicos.

Esses grupos só não são mais eficientes por outros problemas crônicos do país, como segurança e falta de investimentos em infraestrutura, que não permitem as melhorias constantes em estradas, grandes obras de engenharia para o modal rodoviário (como túneis, pontes e viadutos) e em telecomunicações. Mas isso é tema para outro artigo.

A logística nacional que funciona, trabalha basicamente com dois sistemas de entrega consagrados: – o milkrun (onde as coletas são feitas em rotas por trajetos pré-estabelecidos); – ou com centros de consolidação de carga, que funcionam como buffers de armazenagem para remessas que irão reunir vários itens em um só caminhão até ao seu destino.

Exemplos da indústria automobilística

No planejamento de rota entra os sistemas de gerenciamento de transporte. Um dos mais conhecidos e usados pela indústria automotiva é o OTM, da Oracle. Já o abastecimento just-in-time vai direto para a linha de produção e normalmente em uma lógica em que a fábrica ou fornecedor de outra indústria tem armazém perto das instalações de uma linha de montagem na qual irá entrar a sua peça ou componente. Caso das montadoras de automóveis.

transformação na logística
A ferramenta E-TOSS (Electronic Toyota Operation Support System) é utilizada pela Toyota para otimizar o planejamento e a gestão de despachos logísticos. Ela ajuda a melhorar a eficiência no transporte, permitindo um planejamento mais preciso e reduzindo custos operacionais. Além disso, o E-TOSS é integrado a outras tecnologias para garantir maior sustentabilidade e eficiência nas operações logísticas

Problemas de quebra num canal de ligação algumas vezes nascem nas bases de fornecedores da indústria, que podem estar desorganizados, ou com falhas de produção, que resultam em atrasos, ou cargas incompletas no caminho para uma indústria montadora, por exemplo.

Mas as grandes indústrias têm os seus próprios sistemas de gerenciamento de transportes que programam as rotas de forma automática. Um dos mais bem sucedidos é o da montadora japonesa Toyota, que integra toda a sua rede de fornecedores com precisão e eficiência. Considerado um paradigma mundial do setor. Sendo case estudado nas escolas superiores de logística pelo mundo afora.

Mas por trás de tudo isso está a busca incessante pela redução de custos em cadeias complementares. Aqui, tempo e qualidade andam de mãos dadas, a serviço de encontrar resultados em segmentos tão competitivos, como o automotivo.

A influência das embalagens para maior eficiência

Um dos segredos também das grandes transportadoras e das indústrias que performam melhor é a padronização das embalagens que levam partes ou produtos acabados até os seus destinos. Seja uma plataforma de uma colheitadeira agrícolas, ou o console de um computador de uso pessoal. Isso faz uma diferença desde a hora da coleta, no trajeto e no descarregamento dos produtos.

Nisso, as montadoras de carros também estão entre as que apresentam os melhores exemplos. Porque sua gestão logística tem uma lógica direta com suas linhas de produção estáveis, grandes escalas, que não são tão afetadas por solavancos da economia a todo o momento.

Desafios da sazonalidade

Diferente se compararmos a sazonalidade das indústrias de máquinas agrícolas e de construção, e de outras indústrias de bens de capital, como a de caminhões e ônibus. Passíveis de sofrer com picos de safra e cotação das commodities no mercado mundial, ou desinvestimento em um país. Cenários, infelizmente, comuns de acontecer no Brasil.

Por hora, é bom constatar que o setor de transportes está se mexendo, fazendo a sua parte e, geralmente, sendo bem amparado pelas associações e entidades sérias que fazem o transporte e a logística brasileira acontecer.

Frota Agro
Jorge Görgen é um experiente profissional de comunicação corporativa com destaque nos setores automotivo e do agronegócio. Atuou como *Responsável de Comunicação Corporativa do Iveco Group, liderando estratégias para marcas como IVECO, IVECO Bus, FPT Industrial, IDV e Magirus. Anteriormente, acumulou **14 anos na CNH Industrial* como Gerente de Relações Institucionais e Comunicação Corporativa. Atuando com marcas como Case e New Holland em toda a América Latina.
Formado em *Comunicação Social/Jornalismo* pela PUC/RS, com *MBA Executivo em Marketing pelo INSPER* e especialização em Comunicação Empresarial, Jorge foi duas vezes premiado como *Profissional do Ano de Comunicação Empresarial pela Aberje* (2018 e 2023). Também ocupou cargos de liderança, como *Vice-presidente da ANFAVEA* e de conselheiro da Aberje.
Jorge é reconhecido por sua expertise em comunicação estratégica e relações institucionais nos setores em que atua.
E-mail para contatos: jlagorgen@gmail.com

(*) Jorge Görgen é jornalista, consultor e especialista nos segmentos de transportes e agronegócio.

As opiniões expressas neste artigo são de responsabilidade exclusiva do autor e não representam, necessariamente, a visão deste veículo.

 

Transporte de carros: expansão, inovação e tecnologias: As lições que vêm dos EUA

O mercado brasileiro de transporte rodoviário de cargas é responsável por mais de 60% do volume de mercadorias movimentadas no país. Representando cerca de 6% do Produto Interno Bruto (PIB). Está projetado para alcançar US$ 54,20 bilhões até 2029, com uma taxa de crescimento anual composta de 4,80%. A saber, as informações são da Mordor Intelligence, empresa internacional de pesquisas de mercado. O crescimento é impulsionado por demandas emergentes nos setores de varejo, indústria e agronegócio, além da contínua evolução do e-commerce. Além disso, a digitalização de processos e a integração de novas tecnologias têm sido fundamentais para atender ao aumento no volume de cargas. 

Por Lucas Leite – empresário brasileiro do setor de transporte de carros nos Estados Unidos 

Parte significativa deste mercado no Brasil, o transporte de carros, ou car-hauling, também apresenta potencial de crescimento. Certamente, a expansão dos veículos elétricos e híbridos, somada ao aumento da infraestrutura de carregamento, está criando um cenário promissor para transportadores especializados. O aumento da produção de carros e a crescente demanda por veículos de luxo, incluindo os modelos elétricos premium, criam novas oportunidades para quem trabalha com car-haulers no Brasil.

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O mercado norte americano

Nos Estados Unidos o mercado de transporte de veículos é um setor altamente especializado e consolidado. Com uma demanda crescente impulsionada pelo comércio de carros novos e usados e pelo contínuo crescimento da indústria automobilística. A crise dos fretes de 2018 foi um divisor de águas para muitos empresários. Aliás, incluindo os que atuam no transporte de veículos, forçando muitos a repensarem suas operações em meio à instabilidade econômica.

Cheguei aos EUA em 2015, vindo do Brasil, com o objetivo de aplicar meus conhecimentos na área de administração e seguir a tradição familiar. A saber, que sempre esteve ligada ao transporte de cargas e à mecânica de caminhões. Já em 2018, quando me estabeleci no mercado de car-hauling, realizei um estudo de mercado focado nos preços e na análise do frete. Percebi que transportar apenas 1, 2 ou até 3 carros por vez poderia ser uma solução vantajosa, tanto financeiramente quanto em termos de qualidade de vida para o proprietário do caminhão. Até então, o mercado era dominado pelas grandes cegonhas, caminhões de grande porte capazes de transportar até nove veículos por vez.

Impacto socioeconômico da mini-cegonha

O estudo que realizei apontou que as mini-cegonhas trazem uma série de vantagens. O custo inicial de um caminhão para mini-cegonha é muito mais acessível em comparação com as cegonhas tradicionais: enquanto uma cegonha convencional pode custar cerca de US$ 150.000, o caminhão para mini-cegonha sai por cerca de US$ 60.000, com trailers custando em média US$ 15.000, contra US$ 40.000 para os caminhões maiores. Esse custo inicial mais baixo abriu portas para novos empreendedores.

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Outro benefício importante das mini-cegonhas é sua agilidade. Elas conseguem realizar viagens longas – como 1.000 milhas (o equivalente a 1.609,34 quilômetros) – em cerca de dois dias, enquanto as cegonhas tradicionais levam até quatro dias. Embora o valor do frete seja menor (US$ 1.950 contra US$ 2.700), a rentabilidade das mini-cegonhas é proporcionalmente maior, já que elas conseguem cobrar até 65 centavos por milha rodada, enquanto as cegonhas tradicionais ficam em torno de 30 centavos. Esse modelo tem sido muito atrativo para os clientes, como concessionárias e fabricantes de automóveis, que buscam soluções rápidas e eficientes para o transporte de veículos.

Adotar as mini-cegonhas surgiu como uma estratégia inovadora e eficiente e criou uma nova categoria dentro do mercado, incentivando a entrada de pequenos empreendedores no negócio. Essa abordagem se mostrou altamente eficaz, pois, além de reduzir significativamente os custos iniciais e operacionais, permitiu que muitos novos empresários entrassem no ramo, que antes estava restrito a quem tinha maior poder aquisitivo.

Na Truck-s Mile, empresa de transporte de carros que fundei na Flórida, em 2016, com a crescente adoção das mini-cegonhas, nossa frota aumentou de três caminhões em 2021 para 25 em 2024. Além disso, conseguimos manter um índice de satisfação dos clientes de 100%, e oferecemos uma infraestrutura de suporte completa para os motoristas parceiros, garantindo que possam oferecer o melhor serviço de transporte de veículos do país. Com isso, obtivemos, também, o reconhecimento do sistema de despachos de cargas norte americano.

Principais tendências para 2025

Com o olhar voltado para o futuro, as tendências para 2025 indicam que a tecnologia, a sustentabilidade e a busca por soluções mais rápidas e eficientes continuarão a moldar o setor de transporte de carros. Além disso, vejo com muito otimismo a evolução da automação e da inteligência artificial, que permitirão otimizar rotas, planejar melhor as cargas e reduzir os custos operacionais. A sustentabilidade, por sua vez, se tornará uma preocupação crescente, com o uso de veículos híbridos e elétricos ganhando força no mercado. O uso de blockchain também deve crescer, garantindo maior transparência e segurança nas transações e rastreamento dos veículos.

Nos Estados Unidos, as mini-cegonhas continuarão dominando o mercado. Oferecendo novas oportunidades tanto para os empresários que se adaptam às mudanças quanto para os consumidores que buscam soluções rápidas e sustentáveis. Além disso, a busca por cadeias de suprimento mais resilientes e ágeis, com o uso de tecnologias de rastreamento em tempo real, será uma tendência fundamental para o setor. Aliás, especialmente após os desafios impostos pela pandemia.

Sobre a Trucks’s Mile

Operando sob o nome fantasia de Truck’s Mile Dispatch Service, em 2016, nasceu a Dias & Leite Services and Transport LLC. Desde sua origem, a empresa tem como objetivo conectar clientes que precisavam transportar veículos com os proprietários de car-haulers. O empreendimento começou com uma frota pequena, mas cresceu de forma exponencial, e hoje atende todos os 48 estados dos EUA, exceto Alasca e Havaí. O compromisso com a pontualidade e a excelência no atendimento são diferenciais que ajudaram a Truck´s Mile a ganhar reconhecimento no sistema de despacho de cargas norte-americano, um mercado competitivo e em constante expansão.

Quem é Lucas Leite

Lucas Leite é um administrador de empresas e empreendedor trilíngue (português, espanhol e inglês). Com mais de dez anos de experiência em instituições financeiras, especialmente na área de vendas de seguros de vida. Desenvolveu competências em gestão de negócios, administração financeira, marketing e gestão de equipes.

Nos Estados Unidos, soube aplicar os conhecimentos adquiridos no Brasil para identificar uma oportunidade de negócio promissor e, com isso, fundar a Truck’s Mile.  Hoje, a empresa se destaca no ramo de transporte de veículos nos EUA.

A Frota News, tendo nos Estados Unidos, a segunda maior audiência em entre os países, mantém uma conexão para compartilhar conhecimento entre a logística brasileira e internacional. 

 

Frota Construção: A aposta da DAF Caminhões com a nova linha vocacional

O setor de construção continua a ser um pilar significativo da economia brasileria, principalmente, com os bilhões de reais previstos de investimentos para as áreas de infraestrutura, como rodovias, ferrovias, hidrovias e portos, além da construção civil do setor de incorporação imobiliária. E por isso, a DAF Caminhões lançou a linha DAF Vocacional na última Fenatran.

Em 2024, o segmento registrou um crescimento expressivo de 4,3%, evidenciando sua relevância e dinamismo. Para 2025, as projeções mostram uma expansão mais contida, estimada em 2,3%, mas ainda com sinais de crescimento. No entanto, o horizonte não está isento de desafios.

O impacto da alta nos juros e nos preços dos combustíveis levanta preocupações sobre a sustentabilidade desse crescimento nos próximos anos. Conforme destaca Luis Gambim, Diretor Comercial da DAF Brasil, a montadora está atenta às movimentações do mercado e comprometida em oferecer soluções que atendam às demandas dos clientes com eficiência.

A aposta da DAF Brasil no setor de construção tem gerado resultados promissores. Segundo Gambim, o modelo CF Construção tem recebido um retorno positivo do mercado. Entre os diferenciais do veículo, destacam-se o escape vertical e a robustez, além de estar preparado para reboques, conexões e engates. Apesar de desenvolver-se no setor de construção, suas expectativas permitem atender outras áreas, como o agronegócio, ampliando ainda mais seu alcance.

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O equilíbrio entre inovação e atendimento às demandas específicas do setor de construção se mantém como a estratégia central da DAF Brasil. Gambim reforça: “Nosso compromisso é garantir que nossos clientes tenham sempre as melhores soluções para suas operações.”

A linha DAF Vocacional

A linha DAF CF Vocacional compete, principalmente, com as linhas off-road Volvo FMX e da Scania XT, e com as versões vocacionais das famílias Mercedes-Benz Atego e Arocs, e VW Constellation.

Os modelos vocacionais oferecem várias melhorias para aumentar a rotustez em comparação com os modelos rodoviários, incluindo conectores elétricos resistentes à poeira e às intempéries, bem como proteção reforçada ao longo do chassi, entre outras vantagens.

Além da construção

A família CF Off-Road foca em dois outros segmentos com previsão de crescimento este ano. Segundo a Associação Brasileira de Mineração (IBRAM), estão previstos investimentos de US$ 64,5 bilhões entre 2024 e 2028, superando os valores projetados para períodos anteriores. Além disso, empresas líderes, como a Vale, planejam aumentar sua capacidade produtiva, com investimentos de até US$ 7 bilhões em 2025 e uma produção estimada entre 325 e 335 milhões de toneladas de minério de ferro.

A política de taxação do governo dos Estados Unidos, Donald Trump, vai gerar oportunidades o setor florestal com maior demanda pelas commodities por outros países. Entre os produtos mais exportados com origem em nossas florestas estão celulose e papel, madeira serrada, carvão vegetal, resinas e óleos essenciais e biomassa.

Qualquer 1% de crescimento nesses setores gera maior demanda por caminhões e implementos rodoviários. Além disso, a desgaste dos caminhões vocacionais nesses ambientes é bem maior do que no rodoviário, obrigando uma renovação de frota mais acelerada pelos clientes das fabricantes de caminhões.

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Características técnicas dos caminhões vocacionais

A DAF Caminhões Brasil elegeu esses três segmentos com modelos bem definidos – isso não quer dizer que outros segmentos não podem utilizar os modelos CF Mineração, CF Florestal e CF Construção:

CF Mineração: Equipado com motor PACCAR MX-13 de 480 cv, freios PACCAR MX Engine Brake de 490cv e Intarder de 1.170 cv. Eles projetaram sua suspensão para cargas mais pesadas e o sistema de admissão de ar com duplo ciclone garantindo desempenho superior em ambientes com alta presença de poeira.

O que é o sistema com duplo ciclone: O sistema de admissão de ar com duplo ciclone é projetado para operar em ambientes com alta presença de poeira, como em operações de mineração. Ele funciona utilizando dois estágios de separação de partículas:

  1. Primeiro estágio: O ar é direcionado para dentro do sistema em um movimento ciclônico, ou seja, em espiral. Esse movimento cria uma força centrífuga que separa as partículas maiores de poeira e detritos do fluxo de ar, depositando-as em um compartimento específico.
  2. Segundo estágio: O ar passa por um segundo ciclone, onde partículas menores são removidas de forma semelhante. Isso garante que o ar que chega ao motor esteja significativamente mais limpo, reduzindo o desgaste e aumentando a eficiência do motor.

CF Florestal: Voltado para o setor madeireiro, é reconhecido pela robustez e pela eficiência de consumo, com escape vertical e conexões reforçadas, ideais para operações severas.

CF Construção: A cabine Day Cab e o motor PACCAR PX-7 de 310cv são destaques que oferecem conforto e segurança em jornadas intensas de trabalho.

Grupo Arena

Segunda a DAF, os clientes que testaram os caminhões relataram benefícios tangíveis, como maior produtividade e confiabilidade. De acordo com Alex Ferreira Gonçalves, motorista do Grupo Arena, o CF Construção “faz diferença no trabalho diário graças aos opcionais de segurança e itens de conforto, como banco regulável e volante escamoteável”.

O Grupo Arena está localizado na mesma cidade onde fica a fábrica da DAF Caminhões, em Ponta Grossa (PR), e atua nos ramos de Engenharia, Infraestrutura de Obras, Pavimentação Asfáltica, Incorporação, Artefatos de Concreto , Serviços de Saneamento, Parceira com  grandes Empresas, Concreto Usinado, Loteamentos.

Principais clientes do Grupo Arena:
vocacional
Fonte: Grupo Arena

À medida que os investimentos em infraestrutura impulsionam o setor de construção. A entrada da DAF Caminhões no segmento de caminhões vocacionais aumenta as opções de escolhas dos frotistas brasileiros desses setores.

ITOY
Jornalista Marcos Villela é membro associado desde 2018

Estudo revela qual é o nível de mecanização no agronegócio e os desafios

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A agricultura brasileira é um dos setores mais dinâmicos da economia nacional, mas sua estrutura produtiva apresenta contrastes marcantes em relação ao nível de mecanização. Grandes propriedades concentram a produção e a mecanização, enquanto pequenas fazendas, a maioria no País, ainda enfrenta dificuldades em acessar tecnologias modernas.

De acordo com o último Censo Agropecuário de 2017, 81,4% dos estabelecimentos agrícolas possuem menos de 50 hectares, mas ocupam apenas 12,8% da área total. Em contrapartida, propriedades com mais de 2.500 hectares representam apenas 0,3% dos estabelecimentos, mas concentram 32,8% das terras agrícolas. Essa disparidade territorial torna desafiador mapear a mecanização no campo: onde estão essas máquinas e quais culturas demandam maior investimento em tecnologia? Como se dá a aquisição desses equipamentos e quais são as reais necessidades do setor?

Até hoje, essas perguntas não tinham respostas claras. No entanto, o Panorama Setorial “Decifrando o Cenário de Máquinas Agrícolas“, conduzido pela [BIM]³ – Boschi Inteligência de Mercado, trará um levantamento inédito que mapeará a frota nacional de tratores, pulverizadores e colheitadeiras.

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“Este estudo da BIM³ irá promover uma visão aprofundada sobre a mecanização no campo, concentrando-se em propriedades acima de 200 hectares”, afirma Luís Henrique Vinha, sócio-conselheiro deste Panorama Setorial. “Embora 30% das propriedades tenham menos de 200 hectares, a maior parte da frota de máquinas agrícolas está nas médias e grandes propriedades, que concentram 70% da área rural do país. Ao focar nesse segmento, a pesquisa trará um diagnóstico mais fiel da realidade do mercado de máquinas, sem excluir os pequenos produtores, mas garantindo uma visão estratégica sobre os padrões de mecanização e seus impactos na produtividade agrícola”.

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O Panorama Setorial “Decifrando o Cenário de Máquinas Agrícolas” será um marco para o setor, oferecendo um levantamento detalhado sobre a distribuição da frota, a idade média dos equipamentos, os hábitos de compra e manutenção, além das perspectivas para inovação tecnológica e financiamento. “Em um país de dimensões continentais que abriga realidades tão diversas, mapear com rigor estatístico a frota de máquinas autopropelidas é um desafio”, reforça Vinha.

mecanização
Fonte: BIM]³ – Boschi Inteligência de Mercado

Realidade da frota agrícola brasileira – A mecanização agrícola acompanha a dinâmica de produção e as necessidades específicas de cada cultura. Grandes produtores de grãos, cana de açúcar e algodão investem na renovação da frota para maximizar a eficiência e reduzir custos operacionais, enquanto pequenas propriedades, com menor capacidade de investimento, recorrem a alternativas como locação, compra de máquinas usadas ou a adaptação de equipamentos mais antigos.

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O estudo trará um mapeamento detalhado da frota nacional, analisando sua distribuição por região, cultura e tamanho de propriedade. Além de identificar a idade média dos equipamentos e os fatores que influenciam a decisão de compra, a pesquisa trará um olhar inédito sobre a percepção de marca, preferência por peças de reposição, hábitos de manutenção e os impactos das novas tecnologias na decisão de compra.

Dados estratégicos – As máquinas agrícolas são peças-chave para a produtividade do agronegócio, setor que representa parcela relevante do PIB brasileiro. No entanto, a idade da frota e a crescente necessidade de tecnologias mais eficientes e sustentáveis intensificam os debates sobre a necessidade de modernização.

A frota de máquinas agrícolas é um ativo estratégico para a competitividade do agronegócio, mas até hoje não havia um levantamento detalhado sobre sua real dimensão e estado de conservação. “Com este estudo, montadoras, fornecedores de peças, instituições financeiras e formuladores de políticas públicas terão, pela primeira vez, um retrato preciso e completo da mecanização agrícola nacional”, diz Vinha.

A coleta de dados teve início em fevereiro de 2025 e a divulgação dos resultados está prevista para julho deste ano. A entrega final contará com relatórios detalhados e dashboards interativos, permitindo uma análise aprofundada e personalizada para diferentes setores do mercado.

Um novo capítulo da mecanização agrícola está prestes a começar – com dados precisos que impulsionarão melhores decisões que moldarão o futuro do campo no Brasil.

Entrevista: VP da Bravo, Maurício Nogueira, fala sobre a importância do agro para a empresa

Com quase 30 anos de trajetória, a Bravo Serviços Logísticos se consolida como uma referência no transporte e na gestão de operações logísticas da agroindústria brasileira. A empresa se destaca pela combinação de sua infraestrutura e especialização, especialmente para o setor químico de proteção ao agronegócio. Em entrevista exclusiva, Maurício Nogueira, vice-presidente de Operações, destacou os pilares que sustentam o crescimento da Bravo.

Atualmente, a Bravo conta com uma frota de aproximadamente 1.000 caminhões, majoritariamente do segmento de pesados, mas com veículos em outros segmentos também. Recentemente, a empresa investiu em 17 novos caminhões Scania movidos a gás natural veicular (GNV) e biometano, somando um total de 23 veículos sustentáveis. Os modelos adquiridos incluem os cavalos mecânicos G 410 e G 460, com destaques para o conceito “mochilão” do G 460, que ampliou a autonomia para até 650 km, atendendo rotas dos corredores azuis.

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A Bravo emprega cerca de 1.200 motoristas e oferece um programa de formação em sua escola própria, complementado pelo apoio de unidades do Sest Senat localizadas próximas à maioria de seus Centros de Distribuição. A frota é totalmente rastreada, assegurando controle completo sobre os caminhões e cargas. “Roubo de cargas não é mais uma preocupação para nós; estamos focados em segurança viária e no uso de câmeras de monitoramento, cuja implementação está em andamento”, explicou Nogueira.

Com 18 centros de distribuição estrategicamente distribuídas e uma capacidade de armazenagem de 830 mil posições de pallets, a Bravo está preparada para atender ao crescimento projetado nos próximos cinco anos. A integração com soluções tecnológicas, como o spin-off Evolog, um ecossistema digital colaborativo, reforça sua liderança em eficiência logística.

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Cerca de 60% das operações da Bravo são destinadas ao setor químico de proteção do agronegócio, um segmento essencial para a produtividade agrícola. A empresa fornece serviços que vão além do transporte, incluindo o armazenamento e a entrega direta nas fazendas, otimizando a cadeia logística de defensivos agrícolas.

Atenta às demandas do mercado, a Bravo também está expandindo sua atuação para o segmento B2C, ampliando sua base de clientes e diversificando suas operações.

Sobre o entrevistado

Com mais de 30 anos de experiência em Logística e Supply Chain, Maurício Nogueira construiu uma carreira sólida à frente de operações estratégicas em grandes players globais do setor. Ele assume a missão de fortalecer a estrutura operacional da Bravo em um momento de expansão, alinhando crescimento comercial a eficiência, governança e inovação.

Com foco na otimização de processos e na valorização de talentos, o executivo pretende impulsionar a digitalização e a automação para aumentar a produtividade da empresa. Além disso, Nogueira atuará na retenção de profissionais qualificados e na ampliação da capacidade de atendimento ao agronegócio de forma sustentável. Para Marcos Vilela Ribeiro, CEO da Bravo, essa movimentação representa um passo estratégico para consolidar o crescimento da companhia. “A chegada de Maurício traz um olhar inovador para nossa área operacional, preparando a Bravo para novos desafios e garantindo a excelência que nossos clientes já conhecem”, destaca Vilela.

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Sobre a indústria de proteção do agronegócio

A indústria química de proteção do agronegócio é um setor responsável por produzir substâncias químicas que ajudam a proteger as plantações e culturas agrícolas contra pragas, doenças e ervas daninhas. Esses produtos são conhecidos como defensivos agrícolas ou agroquímicos e incluem herbicidas, inseticidas, fungicidas e outros.

Esse ramo é essencial para garantir a produtividade e a saúde das plantações, ajudando os agricultores a combaterem problemas que poderiam reduzir suas colheitas ou afetar a qualidade dos alimentos. Apesar de sua importância, também há discussões sobre os impactos ambientais e à saúde humana, o que leva ao desenvolvimento de soluções mais sustentáveis e alternativas como o manejo integrado de pragas e os defensivos biológicos.

Entre 10 e 12 devem representar 80% da indústria química de proteção ao agronegócio. Os principais clientes da Bravo Serviços Logísticos são:

Bravo
As principais indústrias químicas de proteção do agronegócio e clientes da Bravo Serviços Logísticos

Sobre a Bravo

Desde sua fundação, em 1998, na cidade de Uberaba-MG, a Bravo percorreu uma trajetória de constante crescimento e transformação. Inicialmente com apenas 15 caminhões e um pequeno armazém, a empresa apostou no agronegócio e se especializou no transporte de defensivos agrícolas, consolidando-se como um operador logístico segmentado. Ao longo dos anos, novas filiais foram abertas em regiões estratégicas, como Paulínia-SP, polo importante do setor químico, e outras localidades agrícolas.

Entre 2008 e 2010, a Bravo investiu em estruturas modernas e na ampliação de sua governança, destacando-se pela adoção de novas tecnologias e pelo desenvolvimento de serviços como o 4PL, evolução implementada já em 2018.

O 4PL significa Fourth-Party Logistics (Logística de Quarta Parte). É uma evolução do conceito de 3PL (Third-Party Logistics), onde a responsabilidade logística vai além da execução das operações e passa a incluir a gestão estratégica de toda a cadeia de suprimentos e logística.

Um provedor 4PL, como mencionado no texto, integra e gerencia múltiplos serviços de logística e tecnologia em nome do cliente, utilizando plataformas digitais avançadas para oferecer maior visibilidade e eficiência. Ele não apenas transporta ou armazena, mas também coordena operações logísticas, assegura o uso otimizado de recursos e cria um ecossistema colaborativo, como a Bravo fez ao desenvolver a Evolog. É como um “orquestrador” de toda a logística, trazendo soluções inovadoras e estratégicas para o cliente.

A Bravo vive hoje uma nova transformação que é a preparação para chegar em 2025 de uma forma saudável, rentável, atrativa para novos talentos, sustentável, ainda mais eficiente e com a credibilidade de sempre, valorizando e considerando todas as pessoas envolvidas no negócio, desde os colaboradores, clientes, fornecedores e parceiros.

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Jornalista Marcos Villela é membro associado desde 2018

O agro e o Brasil: Uma conexão vital

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“Nessa terra em se plantando, tudo dá”, foi escrito por Pero Vaz de Caminha em sua célebre carta ao rei de Portugal. Logo que chegou aqui no Brasil, demonstrando claramente, em uma simples frase, a vasta riqueza brasileira.  E o tempo deu razão ao autor português, corroborando sua primeira impressão sobre a terra de Vera Cruz como de fato um solo fértil e gentil. Que após séculos à chegada da expedição de Pedro Álvares Cabral, tem sido alçada a posição de celeiro do mundo.

Tal posição se dá pelo solo sagrado de nosso solo fértil de nossa terra que possui praias paradisíacas, a fauna mais diversa e a flora mais rica do mundo. Além do Cerrado e claro, da Amazônia, tudo isso eternizado em nosso cancioneiro popular que celebra a vida no campo. A importância da agricultura e do trabalho do lavrador, além de evocar sentimentos de gratidão e amor pela terra. Toda a soma desses fatores torna o Brasil um lugar singular, colocando-o em posições líderes em diferentes setores, como por exemplo, no agronegócio.

Líder de mercado

O Brasil sendo o quinto país do mundo em área cultivada, tendo cerca de 7,6% do seu território utilizado para agricultura. Possui uma terra diversa e clima favoráveis, além da topografia colocando o país em uma posição de destaque no cenário global. Sendo o maior exportador mundial de commodities como soja, açúcar, café e suco de laranja, e o maior exportador de carne bovina e frango. Essa liderança dá ao Brasil uma grande influência geopolítica no mercado global, uma vez que há uma crescente demanda por alimentos. De acordo com a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO). O Brasil tem garantida a segurança alimentar mundial, especialmente em tempos de crises econômicas.

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A agricultura brasileira é reconhecida por sua alta competitividade, com produção excedente e conquista de novos mercados. Em 2022, por exemplo, o agronegócio representou 24,8% do PIB do Brasil. De acordo com dados calculados pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq/USP) em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

Ademais o agro brasileiro tem melhorado a saúde e a qualidade de vida dos brasileiros, uma vez que tem sido um pilar importante na geração de empregos no Brasil, pois de acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq/USP). Além do impacto econômico, o setor agropecuário tem gerado uma impressionante quantidade de empregos, com aproximadamente 19 milhões de pessoas envolvidas de alguma forma com o agronegócio. Outro ponto importante, é que o setor é responsável por grande parte do abastecimento da despensa dos brasileiros. De acordo com dados da Secretaria de Agricultura Familiar (SAF) do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) indicam que cerca de 70% dos alimentos na mesa dos brasileiros vêm da agricultura familiar, um importante motor de inclusão social e preservação da cultura e tradições locais.

O papel dos motoristas profissionais no agronegócio

Para a eficiência da logística deste setor vital para o Brasil, temos como destaque os motoristas profissionais. Aliás, de acordo com o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), mais de 60% da carga transportada no Brasil é feita por caminhões. Como em todos os outros países do mundo, refletindo a total dependência que as cidades têm do transporte rodoviário. Por isso, é fundamental a eficiência e segurança para garantir que o transporte da safra colhida, dos animais, insumos e mercadorias abasteçam as gôndolas dos mercados e, por consequência, o lar dos brasileiros.

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O trabalho desenvolvido por estes profissionais contribui para uma parcela do PIB brasileiro, pois eles movimentam a economia local e a nacional em uma cadeia que envolve desde os agricultores, fornecedores e comerciantes até chegar aos consumidores finais. Para isso, os motoristas enfrentam diversos desafios como as condições das estradas, a segurança no trânsito e o impacto das longas jornadas de trabalho. Nesse contexto, é de suma importância que o governo e a sociedade reconheçam e apoiem esses profissionais. E que políticas públicas voltadas para o investimento em infraestrutura rodoviária, melhores condições de trabalho e segurança dos motoristas sejam feitas para garantir o futuro promissor do agro brasileiro.

As opiniões expressas neste artigo são de responsabilidade exclusiva do autor e não representam, necessariamente, a visão deste veículo.

Cotrasa realiza 1º Encontro de Lendas e promete viagem nostálgica pelo universo Scania

Vamos arriscar um palpite: de cada 10 transportadores, 9 são apaixonados por caminhões. A proporção entre apaixonados e que estão na função apenas para ganhar dinheiro pode ser um pouco diferente, mas, dificilmente, muito diferente. Muitos gostam de ser convidados para um bom bate-papo sobre os pesados e, se for sobre os antigos, é uma oportunidade de aprender mais sobre a história. Então, obviamente, é uma boa ação de marketing realizar um encontro dos pesados antigos. É o que a Cotrasa, concessionária Scania, faz, assertivamente, ao promover o 1º Encontro de Lendas no Paraná.

O evento, com entrada gratuita, promete reunir apaixonados por caminhões e pela história da marca em uma experiência nostálgica e imersiva. A programação inclui exposição de caminhões clássicos, exibição de miniaturas, sorteios de brindes, venda de alimentos e bebidas, além da comercialização de itens exclusivos.

O evento acontecerá na matriz da Cotrasa, em São José dos Pinhais (PR), onde haverá estacionamento disponível para os visitantes. Para participar, é necessário garantir um ingresso virtual gratuito por meio do link 1º Encontro de Lendas Cotrasa em São José dos Pinhais – Sympla, inclusive para crianças a partir de cinco anos. 

Uma exposição que atravessa gerações

O 1º Encontro de Lendas Cotrasa contará com uma seleção de 60 caminhões históricos, incluindo o icônico L 75, primeiro modelo da Scania produzido no Brasil, além dos lendários “Jacarés” e do clássico 113.

De acordo com Cristiano Locatelli, diretor da Casa Scania Cotrasa, a iniciativa visa proporcionar um ambiente de confraternização e troca de experiências entre fãs, colecionadores, clientes e profissionais do setor. “O principal objetivo do Encontro de Lendas é reunir pessoas que viveram e vivem a história da marca e do transporte. Queremos criar um espaço para celebrar as trajetórias de motoristas, suas famílias e o impacto que a Scania teve no progresso do Brasil”, explica Locatelli.

A expectativa é de que cerca de 1.000 pessoas participem do evento, revivendo histórias e compartilhando a paixão pelos caminhões que ajudaram a moldar o setor de transportes no país. “Vamos proporcionar um dia especial para os apaixonados pela marca Scania, relembrando os modelos icônicos que carregaram o Brasil nas costas por décadas. Queremos celebrar esse legado de quase 68 anos, desde a chegada da Scania ao país em 1957”, finaliza Locatelli.

Com uma proposta que mescla emoção, memórias e conexão entre diferentes gerações, o Encontro de Lendas promete ser uma experiência única para os entusiastas do mundo dos caminhões.

AXA Torre 360: Solução de monitoramento com IA, geolocalização e automação de alertas

As torres de controle para gestão de frotas de caminhões, inspiradas no conceito de torres de controle aéreas, evoluíram ao longo do tempo como uma solução tecnológica para monitorar e gerenciar operações logísticas em tempo real. Elas foram desenvolvidas, gradualmente, por diversas empresas e especialistas em logística, especialmente com o avanço de tecnologias como telemetria, rastreamento por GPS e inteligência artificial. Muitos frotistas desenvolveram a própria torre de controle, no entanto, nem todos possuem recursos para este investimento ou precisam de ter uma infraestrutura muito grande dentro da empresa, e podem contratar empresas terceirizadas. Pensando neste perfil de transportador é que a AXA lançou a AXA Torre 360º.

A proposta da AXA é oferecer um monitoramento 24 horas por dia e uma visão ampla das operações logísticas. Com capacidade para rastrear veículos em tempo real, a central promete respostas ágeis a situações emergenciais, elevando o nível de segurança no transporte de cargas.

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Roubo de cargas: uma ameaça crescente

O roubo de cargas é um dos principais desafios enfrentados pelo setor de transportes no Brasil. Apenas em 2023, foram registradas mais de 17 mil ocorrências, resultando em perdas superiores a R$ 1,2 bilhão. Os estados de São Paulo e Rio de Janeiro concentram 80% dos casos, tornando-se as regiões mais críticas para o transporte rodoviário de mercadorias.

Segundo a empresa, a AXA Torre 360 conta com um sistema que gera mais de 50 tipos de alertas automáticos para identificar riscos de maneira preditiva. Desde o início do trajeto, o veículo transmite sinais para a central, e qualquer parada deve ser previamente autorizada. Caso sejam detectadas irregularidades, como desvios de rota ou pausas não programadas, uma equipe de pronta resposta pode ser acionada, além da possibilidade de envolvimento imediato das autoridades policiais.

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Denis Maelaro, diretor de P&C e Specialties da AXA no Brasil, destaca a importância da nova central: “Acreditamos que a segurança vai além da proteção financeira. Queremos que nossos clientes possam rodar com mais tranquilidade, sabendo que há um time monitorando cada trajeto e pronto para agir quando necessário. Com a AXA Torre 360, estamos elevando a proteção no transporte de cargas a um novo patamar”.

Dados recentes da NSTECH revelam que cargas fracionadas e produtos alimentícios representam 81% dos prejuízos totais com roubos de cargas. Além disso, 58,9% dos crimes ocorrem à noite e de madrugada, sendo que as quintas e segundas-feiras são os dias mais críticos. Esse cenário reforça a necessidade de monitoramento contínuo e do uso de tecnologias avançadas para garantir operações mais seguras.

Tecnologia de ponta para gestão de riscos

A central de monitoramento da AXA emprega inteligência artificial, sensores e rastreadores móveis (iscas) para elevar a segurança das frotas. Além disso, utiliza câmeras com reconhecimento facial e dashboards interativos que reúnem informações estratégicas em tempo real, permitindo uma análise mais precisa e a melhor tomada de decisões para as operações logísticas.

Outra característica da AXA Torre 360 é a capacidade de monitorar entre 60 e 80 veículos por base e até 9 mil viagens por mês. A empresa identificou que este é o número ideal para garantir um atendimento eficiente por analista, sem comprometer a qualidade do serviço. Caso a demanda aumente, a companhia poderá expandir sua infraestrutura e tecnologias para ampliar a capacidade de monitoramento.

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Além do rastreamento contínuo, a AXA oferece cursos de capacitação para motoristas, funcionários de transportadoras e corretores, reforçando a cultura de segurança e gestão de riscos no setor. “Estamos diante de um novo paradigma no gerenciamento de riscos logísticos. A adoção de tecnologia e análise de dados em tempo real permite reagir a incidentes de forma ainda mais ágil, oferecendo uma solução que combina proteção e prevenção para nossos clientes”, reforça Maelaro.

Monitoramento mesmo em áreas sem sinal

A AXA Torre 360 também conta com soluções para enfrentar desafios relacionados à cobertura de sinal. A central utiliza uma combinação de geolocalização, satélites e redes móveis para garantir o monitoramento ininterrupto. Em áreas de sombra, onde o sinal de celular é inexistente, medidas adicionais como escolta armada ou escolta velada podem ser implementadas para garantir a segurança da carga e do motorista.

Além disso, a central trabalha de forma integrada com as autoridades policiais. Caso um incidente represente risco significativo, a equipe de monitoramento pode acionar imediatamente a polícia rodoviária ou outras forças de segurança para uma resposta rápida.

Integração com dados externos e expansão futura

A torre também utiliza dados de outras fontes para otimizar o monitoramento, como informações de tráfego e acesso a câmeras públicas. No futuro, a companhia planeja incorporar dados climáticos e outros indicadores que possam interferir na operação logística. A definição da rota é um dos principais fatores analisados, levando em conta a atratividade da mercadoria para roubo, a disposição das cargas dentro do veículo e os riscos operacionais envolvidos.

A iniciativa faz parte de uma estratégia maior da AXA para expandir sua atuação no gerenciamento de riscos. Desde 2018, a companhia tem investido na ampliação de suas soluções em gestão de risco e, como resultado, dobrou sua carteira de seguros de Transportes. A integração entre as áreas de Gerenciamento de Risco e Subscrição permitiu uma análise de riscos mais eficiente, garantindo melhores resultados para os clientes.

A AXA também já planeja expandir a central para outros segmentos, como Property, Equipamentos Agrícolas e Frota, consolidando-se ainda mais como referência no setor.

Do Brasil aos EUA: o impacto dos ônibus escolares no setor de transportes

Os ônibus escolares são importantes para o desenvolvimento educacional em muitos países e um dos principais mercados da indústria fabricantes. No Brasil, há o apoio estatal do Governo Federal com o programa Caminho da Escola desde 2007, com mais de 67 mil ônibus entregues aos municípios e estados. Já nos Estados Unidos, o apoio ao transporte escolar é descentralizado, ficando a cargo de políticas estaduais e distritais.

No entanto, neste país do continente norte-americano, há uma indústria dos tradicionais ônibus escolares amarelos e, atualmente, a frota de ônibus escolar em operação nos EUA é de, aproximadamente, 480 mil unidades. No Brasil, temos o número da frota de ônibus escolar pública, superior a 67 mil. No entanto, não temos o número da frota privada, incluindo vans escolares. Para se ter ideia, há escolas privadas que possuem frota própria de ônibus escolar, como o Colégio Dante Aleghieri, em São Paulo, com 39 ônibus.

Uma das maiores indústrias é a Thomas Built Buses, pertencente a Daimler Truck, mesma holding que controla também a Mercedes-Benz Trucks. Outra importante indústria é a Blue Bird Corporation, uma corporação sem fins lucrativos fundada há mais de 100 anos para promoção da educação e da segurança. Outra marca de ônibus escolar é a IC Bus, da International (ex-Navistar International), que passou a pertencer ao Traton Group, que, por sua vez, controla também as subsidiárias brasileira Volkswagen Caminhões e Ônibus, sueca Scania e alemã MAN Truck & Bus.

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Lançamento da Thomas

Inclusive, a Thomas acaba de renovar a sua linha de ônibus escolares com o lançamento do Saf-T-Liner EFX2, um modelo da categoria Tipo D – de grande porte, equivalente, no Brasil, ao Mercedes-Benz OF 1619. “Este lançamento representa o fim de uma era, mas também o início de uma nova”, afirmou TJ Reed, presidente e CEO da Thomas Built Buses.

Principais diferenças e melhorias do Saf-T-Liner EFX2
  • Design atualizado: O EFX2 adota o estilo do C2, com as partes dianteiras e traseiras redesenhadas.
  • Maior resistência e proteção: Construído com a tecnologia Saf-T-Net, que combina adesivos avançados e fixadores mecânicos para maior robustez. A pintura automatizada e o revestimento interno da carroceria garantem maior durabilidade e proteção contra corrosão.
  • Eficiência na produção: A transição para a planta Saf-T-Liner permite maior flexibilidade, reduzindo o tempo de fabricação e melhorando a logística de distribuição.
  • Facilidade de manutenção: Compartilha componentes com o C2, reduzindo complexidade e custos operacionais para frotas escolares.
  • Desempenho otimizado: Equipado com motor Cummins de 6,7L, com potência inicial de 200 HP e transmissão Allison 2500PTS. Oferece opção de freios a disco ou tambor para serviço pesado, além de sistema de ar-condicionado opcional de 106K BTU.

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Sobre a Thomas Built Buses

Fundada em 1916, a Thomas Built Buses é uma das principais fabricantes de ônibus escolares na América do Norte. A empresa faz parte da Daimler Truck North America LLC, subsidiária da Daimler Truck, um dos maiores fabricantes mundiais de veículos comerciais, e detentora das marcas Freightliner, Western Star e Detroit. A Thomas Built Buses éAss reconhecida por seu compromisso com segurança, inovação e qualidade na produção de ônibus escolares.

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VWCO inicia negociações do Programa Caminho da Escola 2025

A Volkswagen Caminhões e Ônibus (VWCO) deu início ao programa Caminho da Escola em 2025 com a venda de 550 ônibus escolares para a Secretaria de Educação e Esportes de Pernambuco. A negociação incluiu 300 modelos Volksbus 8.180 ORE 1 e 250 8.160 OD Onurea PA, destinados a renovar e ampliar a frota estadual.

Os modelos são equipados com ar-condicionado, controle de tração e assistente de partida em rampa. A gerente de Vendas ao Governo da VWCO, Adriana Cecconello, destacou a robustez, a qualidade dos veículos e o suporte eficiente prestado pelos concessionários da marca como fatores que tornam os ônibus Volkswagen altamente requisitados.

Desde sua criação em 2007, o programa Caminho da Escola, administrado pelo FNDE, já beneficiou mais de 27 milhões de estudantes em todo o Brasil, com cerca de 29 mil ônibus somente da marca Volkswagen negociados em 17 anos, além dos outros quase 30 mil das outras marcas.

Com foco em segurança, acessibilidade e transparência, o programa tem sido estratégico para a inclusão educacional e a redução da evasão escolar, especialmente em áreas rurais.

Nova norma sobre acessibilidade

ônibus escolar
Mário Esper, presidente da ABNT

A norma ABNT NBR 14022:2025 estabelece diretrizes para melhorar a acessibilidade no transporte coletivo urbano, com parâmetros técnicos para adaptação de veículos e pontos de embarque. Apesar de sua adoção não ser obrigatória, busca promover inclusão e alinhamento a padrões internacionais. Entre as recomendações, estão piso baixo ou plataformas elevatórias, reserva de 10% dos assentos para pessoas com mobilidade reduzida, espaços para cadeirantes e usuários de cão-guia, além de comunicação acessível (sinalização visual, tátil e sonora).

O presidente da ABNT, Mário Esper, destaca o objetivo de ampliar condições de deslocamento para todos. A adequação às diretrizes pode ser um diferencial para empresas de transporte, frente a políticas públicas de incentivo à acessibilidade. O documento já está disponível para consulta no site da ABNT.

Do Espírito Santo para o Paraguai

A unidade da Marcopolo em São Mateus (ES) exportou o primeiro modelo Volare Fly 10 Limousine para a Empresa Ciudad de Pilar, no Paraguai, por meio da concessionária Volpy. O gerente comercial Vinicius Tregansin destacou a importância dessa exportação, demonstrando o potencial da unidade tanto para o mercado brasileiro quanto para exportações. O veículo de luxo transporta 31 passageiros e inclui diversos recursos modernos, como motor Cummins Euro VI, suspensão pneumática e acessórios avançados, como Wi-Fi e sanitário.

Em 2024, a marca exportou 137 veículos, principalmente para América Latina, África e Oriente Médio, consolidando sua representatividade no setor de ônibus.