Alta do diesel já provoca restrições na compra de combustível em 70% dos postos e maior procura por biocombustíveis

Shell
Opção de ser sustentável ou não neste posto inédito da Shell na Holanda

A recente disparada no preço do diesel, impulsionada pelas tensões no Oriente Médio, já começa a afetar diretamente a operação dos postos de combustíveis no Brasil. Um levantamento da Edenred Mobilidade mostra que 70% das redes de postos relataram algum tipo de restrição temporária na compra de combustível, indicando um cenário de pressão crescente sobre a cadeia de abastecimento.

A pesquisa ouviu representantes de 37 redes que, juntas, administram 585 postos distribuídos pelo país, ou 1,3% do total de 44,7 mil postos registrados na ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis). Segundo o estudo, além da alta dos preços, os estabelecimentos enfrentam maior dificuldade para garantir previsibilidade na reposição dos estoques — um desafio que se intensifica especialmente no caso do diesel.

Diesel mais vulnerável às oscilações internacionais

O Brasil ainda depende de importações para atender parte relevante da demanda de diesel. Atualmente, cerca de 25% do diesel consumido no país vem do exterior, o que torna o produto mais sensível a variações internacionais, como preço do petróleo, frete, câmbio e tensões geopolíticas.

De acordo com Vinicios Fernandes, o momento exige atenção redobrada de toda a cadeia, porém, não é um cenário de desabastecimento, mas de restrições pontuais, atrasos e limitações na reposição dos estoques.

Entre os entrevistados, 70% apontam a disponibilidade de combustível como o principal desafio atual. Outros 19% destacam dificuldades no fluxo de caixa para manter os tanques abastecidos, enquanto 11% mencionam a competitividade de preços com postos da região.

Mudança no comportamento do consumidor

A pressão sobre os preços também começa a alterar a dinâmica de consumo. O levantamento indica que 57% das redes perceberam aumento nas vendas de biocombustíveis nas últimas semanas. Embora ainda não seja possível afirmar que há uma mudança de comportamento, o etanol ganhou competitividade por registrar alta mais moderada no período. Segundo Fernandes, o movimento rbyeflete uma busca maior por alternativas.

  • Leia mais:
  • Dongfeng na Europa
    A Stellantis formalizou um memorando de entendimento com a chinesa Dongfeng para criar uma joint venture europeia dedicada à venda, distribuição, produção, compras e engenharia de veículos de nova energia da marca, ampliando uma parceria de décadas e antecipando possíveis impactos no Brasil com a chegada da Dongfeng no segundo semestre. O modelo seguirá o da Leapmotor International, com participação de 51% da Stellantis e 49% da Dongfeng, iniciando pela comercialização dos veículos premium Voyah na Europa por meio da rede da Stellantis. A nova empresa também integrará operações de compras e engenharia e já avalia produzir veículos eletrificados da Dongfeng na fábrica de Rennes, na França, alinhada às regras “Made in Europe”. Antonio Filosa, CEO da Stellantis, afirmou que a iniciativa eleva a cooperação a um novo patamar global, enquanto Qing Yang, chairman da Dongfeng, destacou o alinhamento às estratégias chinesas de abertura econômica. Em paralelo, as empresas revitalizaram a DPCA na China, que, a partir de 2027, produzirá modelos Peugeot e Jeep para mercados internacionais, incluindo dois elétricos da Peugeot fabricados em Wuhan.
  • Reclame Aqui evidencia marcas de pneus com melhor reputação e eficiência no atendimento
  • Política de preço único nacional
    A GWM completa três anos no Brasil com a consolidação de um pós‑venda estruturado para padronização nacional e alta eficiência, sustentado por 130 concessionárias, 83 centros técnicos e investimentos contínuos em tecnologia, capacitação e logística. A montadora é a única do país a adotar preço único de peças e revisões tabeladas até a 10ª manutenção, política que, somada ao suporte técnico centralizado, eleva seu NPS para acima de 89%. Segundo Daniel Conte, diretor de pós‑venda da GWM Brasil, a estratégia prioriza previsibilidade e transparência. Nos indicadores operacionais, as oficinas atingem 91,6% de resolução em diagnósticos complexos — acima da média do setor — enquanto o centro de distribuição em Cajamar garante 98% de disponibilidade de peças, ampliado para acompanhar o crescimento das vendas. Nas concessionárias, a disponibilidade chega a 96%, reduzindo prazos de reparo e fortalecendo a experiência do cliente.
  • Frota News amplia alcance global ao firmar parceria com a Newstex 
  • Transporte do Futuro:
    A nstech realizará em 17 e 18 de junho, em São Paulo, a primeira edição do Transporte do Futuro, evento que reunirá mais de 2 mil executivos e grandes marcas como Petrobras, Nestlé, Mercado Livre e Magalu para discutir eficiência, tecnologia e estratégias que impulsionam a logística nacional. A programação inclui plenárias com líderes do setor, salas temáticas com mentorias práticas, debates sobre infraestrutura, Reforma Tributária e uso de tecnologia em diferentes segmentos, além de um espaço de match making para conexões de negócios. Integrado à estratégia da empresa de fortalecer seu ecossistema por meio da plataforma TNS, o encontro busca promover colaboração, troca de experiências e soluções para desafios reais, consolidando uma visão de logística mais integrada, ágil e de alta performance no país.

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SETCEMG elege nova diretoria para o próximo triênio; Supermercados BH…

Supermercados
Imagem apenas ilustrativa criada por IA

A Assembleia Geral Ordinária realizada nesta terça-feira (19/05), na sede do SETCEMG — Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas e Logística de Minas Gerais — confirmou a reeleição de Antonio Luis da Silva Junior (Toninho) como presidente para o próximo triênio. Com chapa única, a eleição reafirma a confiança dos associados na gestão que vem conduzindo o fortalecimento institucional e a defesa dos interesses do setor. A nova diretoria é composta por Adalcir Ribeiro Lopes (vice-presidente), Warlon Nogueira Lima (secretário), Ana Paula de Souza (secretária adjunta), Antônio Augusto Andrade Lodi (tesoureiro), Liolgar Lino da Costa (tesoureiro adjunto) e Sebastião Amilton de Lima (diretor suplente). O Conselho Fiscal conta com Alfonso de Castro Gonzalez, Sérgio Luiz Pedrosa, Gladstone Viana Diniz Lobato e Ulisses Martins Cruz. A nova composição reforça o papel do SETCEMG como voz ativa na representatividade empresarial e na promoção de políticas que impulsionam o transporte rodoviário de cargas em Minas Gerais.

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Saiba mais:
  • Supermercados BH
    A integração operacional entre Supermercados BH e DMA Distribuidora cria um grupo com cerca de 600 lojas em quatro estados, além de centros de distribuição e postos de combustível, ainda sujeito à aprovação do Cade. A união, anunciada com foco em eficiência e melhor experiência do consumidor, permite redesenhar rotas, consolidar centros de distribuição e reduzir trajetos redundantes, aumentando a previsibilidade de demanda e a densidade das entregas. Com maior escala, o Supermercados BH ganha poder de negociação frente à indústria, podendo obter preços mais baixos e centralizar decisões logísticas; porém, para o ecossistema logístico, o movimento traz efeitos mistos — mais eficiência, mas também maior dependência de um operador dominante.
  • Corredor logístico de R$ 317 bilhões
    Minas Gerais se consolida como o principal corredor logístico do Brasil graças à sua posição estratégica, conectando Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste e concentrando cerca de 15% da carga nacional. Apesar dessa relevância, o estado enfrenta sérios gargalos: a Pesquisa CNT 2025 identificou 138 pontos críticos em suas rodovias, com erosões, buracos e pontes estreitas que encarecem o transporte, especialmente nas regiões agroindustrial e mineral. Para superar esses entraves, o governo mineiro estruturou um amplo plano de infraestrutura com mais de mil projetos, incluindo duplicações rodoviárias, 8 mil km de novas ferrovias e melhorias em aeroportos regionais. A expectativa é atrair R$ 317 bilhões em investimentos até 2055, majoritariamente via parcerias público-privadas, impulsionando a integração modal e o desenvolvimento econômico do estado.
  • Polo de manutenção
    A Azul pretende investir até R$ 200 milhões em Minas Gerais para ampliar sua capacidade de manutenção aeronáutica, incluindo a construção de uma nova plataforma técnica em Confins que poderá atender grande parte de sua frota e até aviões de maior porte. O plano, com execução prevista para cinco anos, permitirá redistribuir a demanda entre Campinas, Confins e Pampulha e abrir espaço para serviços a terceiros, fortalecendo a geração de receita no Estado. Dentro desse movimento, a empresa já aplicou R$ 10 milhões na modernização do Centro de Manutenção da Pampulha, que agora conta com três hangares, oito oficinas e capacidade para quatro aeronaves em heavy check simultaneamente. Segundo o vice‑presidente técnico André Gonçalves da Cruz, a atualização dos ativos — incluindo certificação para os jatos E195‑E2 — deve reduzir custos entre 5% e 6% graças a ganhos de eficiência, logística e menor tempo de aeronave parada.
  • Ita Alimentos
    A fabricante de alimentos anunciou um dos maiores investimentos privados da história recente de Ouro Preto: a construção de um centro de distribuição de R$ 300 milhões em Amarantina, com 66 mil m² de área construída e localização estratégica entre as BR‑356 e BR‑040. O novo CD terá 25 mil posições climatizadas, até 60 docas e capacidade para atender mais de 800 municípios, ampliando de forma significativa a operação logística da empresa e a demanda por transporte rodoviário, armazenagem frigorificada e serviços associados. O projeto deve gerar cerca de 300 empregos diretos e reforça a diversificação econômica do município, reduzindo a dependência da mineração e consolidando Ouro Preto como polo logístico regional. A expansão também fortalece a trajetória da Ita Alimentos, que evoluiu de empresa familiar para uma plataforma logística integrada com forte atuação em laticínios, carnes, alimentos industrializados e sustentabilidade.
  • Gerdau
    A siderúgica avança na modernização de sua usina em Divinópolis, no Centro-Oeste de Minas, destinando parte dos R$ 3 bilhões previstos para investimentos no estado em 2024 ao aumento da produtividade e competitividade da unidade, uma das principais produtoras de vergalhões do país. As melhorias ampliam a capacidade de produção e, consequentemente, elevam a demanda por transporte rodoviário e ferroviário para o escoamento do aço, criando impactos diretos — e novas oportunidades — para transportadoras e operadores logísticos da região.
  • Scala Data Center
    Extrema se prepara para um novo salto econômico com a possibilidade de receber um megadata center avaliado em R$ 27 bilhões, potencialmente o maior do Sul de Minas e apontado por fontes como um projeto da Scala Data Centers. Já consolidada como polo nacional de logística e e‑commerce, a cidade negocia ainda a chegada de outras quatro empresas bilionárias dos setores industrial e eletrônico. Com 1,5 milhão de m² de condomínios logísticos e quase metade dos armazéns de e‑commerce de Minas Gerais, Extrema deve ver crescer a demanda por transporte de cargas, mão de obra e movimentação de equipamentos de alto valor agregado, reforçando sua posição estratégica no país.
  • H2Green
    Uberaba passa a integrar o cenário global do hidrogênio verde com a instalação da H2Brasil, subsidiária da portuguesa H2Green, que será a primeira empresa da ZPE local e deve erguer uma das maiores plantas do mundo no setor, com faturamento anual estimado em R$ 3,3 bilhões e 600 MW de potência instalada até 2030. O projeto reposiciona a cidade em uma rota logística estratégica para o escoamento de amônia e hidrogênio, além do transporte de insumos e equipamentos. A nova cadeia produtiva — que inclui fertilizantes e combustíveis sintéticos — deve gerar forte demanda logística para atender indústrias, cimenteiras e o agronegócio, ampliando o papel de Uberaba na economia nacional.

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Reclame Aqui evidencia marcas de pneus com melhor reputação e eficiência no atendimento

Pneus
Ranking das melhores, intermediárias e piores marcas de pneus no quesito atendimento ao cliente

Levantamento feito pela reportagem da Frota News apurou o desempenho das fabricantes de pneus no Reclame Aqui. O ranking segue se consolidando como um termômetro relevante para medir não apenas o volume de reclamações, mas principalmente a capacidade das marcas de responder, solucionar problemas e manter a confiança do consumidor. No levantamento mais recente, Michelin, Goodyear, XBRI, Maggion, Continental, Dunlop e Pirelli compõem um panorama diversificado do setor, com desempenhos que variam de excelência a desafios significativos no pós-venda.

No segmento de pneus, o pós-venda também influencia a reputação das fabricantes. Indicadores como nota média, percentual de respostas, índice de solução e intenção de recompra ajudam a diferenciar empresas que apenas têm presença comercial daquelas que realmente entregam suporte eficiente.

Leia também:

Michelin, Dunlop, Goodyear e XBRI se destacam com melhores avaliações

A Michelin mantém uma das melhores avaliações do setor no Reclame Aqui, com reputação “Ótimo” e nota média de 9,6/10 nos últimos seis meses, segundo os dados exibidos na plataforma Reclame Aqui. No período analisado, a empresa recebeu 117 reclamações, respondeu 100% delas e alcançou 97% de índice de solução. Entre os consumidores que avaliaram o atendimento, a nota média é 9,06, e 97% afirmam que voltariam a fazer negócio. O tempo médio de resposta é de 3 dias e 2 horas, reforçando a percepção de agilidade e eficiência no pós-venda. A Michelin ocupa atualmente a 2ª posição entre as melhores empresas da categoria “Pneus – Fabricantes”, consolidando sua imagem de referência em atendimento ao consumidor.

A Dunlop também aparece com reputação “Ótimo”. Nos últimos seis meses, a fabricante registrou 94 reclamações, respondeu 100% delas e alcançou 95,1% de índice de solução. Entre os consumidores que avaliaram o atendimento, a nota média é 9,34, e 92,7% afirmam que voltariam a fazer negócio. O tempo médio de resposta — de até 10 dias — se destaca pela alta taxa de resolução e forte aprovação dos clientes.

A Goodyear mantém desempenho na plataforma. Nos últimos seis meses, a fabricante recebeu 191 reclamações, respondeu 99,5% delas e solucionou 92% dos casos. Entre as 91 reclamações avaliadas, a nota média dos consumidores é 7,48, e 76% afirmam que voltariam a fazer negócio. A reputação geral da marca é “Ótimo”, com nota média de 8,5/10, e o tempo médio de resposta — 12 dias e 10 horas — indica um atendimento consistente, ainda que com espaço para maior agilidade.

A XBRI Pneus, uma das marcas mais novas no Brasil, aparece no com selo de confiança da plataforma e reputação “Ótimo”. Segundo a plataforma, o consumidor avaliou o atendimento da empresa como ótimo, com nota média de 8,2/10 nos últimos seis meses. A presença do selo de verificação e a boa avaliação recente indicam uma marca que conseguiu construir uma imagem positiva junto aos clientes, especialmente em relação à qualidade do atendimento prestado.

Pirelli, Maggion, Bridgestone e Firestone estão na faixa intermediária

A Pirelli apresenta reputação “Bom” no Reclame Aqui, com nota média de 7,5/10 nos últimos seis meses. No período analisado, a empresa recebeu 483 reclamações, respondeu 100% delas e solucionou 71,3% dos casos. Entre as 250 reclamações avaliadas, a nota média dada pelos consumidores é 6,75, e 66,3% afirmam que voltariam a fazer negócio. O tempo médio de resposta — 2 dias e 2 horas — é um dos mais rápidos entre as fabricantes analisadas, indicando boa agilidade no atendimento. Apesar disso, a taxa de solução e a avaliação final dos consumidores mostram que ainda há espaço para melhorar a efetividade das respostas e elevar a satisfação geral.

Nota da redação: Desde 2017, a Prometeon foi criada em 2017 a partir da divisão da parte industrial da Pirelli Tyre, iniciando suas operações já produzindo e vendendo pneus da marca Pirelli para caminhões, ônibus, agro e OTR. No entanto, a marca Prometeon ainda não criou a sua página verificada na plataforma, ficando as reclamações na “conta” da Pirelli que, desde então, só produz pneus para automóveis, picapes, vans, furgões, motocicletas e bicicletas.

A Maggion Pneus, fabricante de pneus para quase todos segmentos, apresenta reputação “Bom”, com nota média de 7,1/10 nos últimos seis meses. No período analisado, a empresa recebeu 139 reclamações, respondeu 100% delas e solucionou 66% dos casos. Entre as 53 reclamações avaliadas, a nota média dada pelos consumidores é 6,36, e 58,5% afirmam que voltariam a fazer negócio. O tempo médio de resposta — 3 dias e 7 horas — demonstra boa agilidade no atendimento, embora a taxa de solução e a satisfação final indiquem espaço para avanços na efetividade das respostas e na experiência geral do cliente.

A Bridgestone e Firestone — as duas marcas pertencem ao mesmo fabricante — apresentam reputação “Bom”, com nota média de 7,0/10 nos últimos seis meses. No período analisado, a empresa recebeu 95 reclamações, respondeu 100% delas e solucionou 60,6% dos casos. Entre as 34 reclamações avaliadas, a nota média dada pelos consumidores é 6,39, e 63,6% afirmam que voltariam a fazer negócio. O tempo médio de resposta — 5 dias e 10 horas — demonstra agilidade adequada, embora a taxa de solução e a avaliação final indiquem que ainda há espaço para melhorar a efetividade das respostas e elevar a satisfação geral do cliente.

A Bridgestone – Firestone aparece com reputação “Bom” e nota média de 7,0/10 nos últimos seis meses. A fabricante respondeu 100% das 95 reclamações registradas no período, alcançando 60,6% de índice de solução e 63,6% de consumidores dispostos a voltar a fazer negócio. O tempo médio de resposta é de 5 dias e 10 horas, o que demonstra agilidade razoável no atendimento. A marca ocupa atualmente a 10ª posição entre as melhores empresas da categoria “Pneus – Fabricantes”, mantendo o selo de empresa verificada na plataforma. O desempenho indica uma fabricante com presença sólida e compromisso de resposta, mas ainda com espaço para aprimorar a taxa de resolução e elevar a satisfação geral do cliente.

Gestão técnica e os gargalos do setor: A visão de José Alberto Panzan sobre o futuro do transporte

Continental e Cantu entre as piores

A Continental, apesar de ser marca que se autodenomina premium, apresenta reputação “Regular” no Reclame Aqui, com nota média de 6,2/10 nos últimos seis meses. No período analisado, a empresa recebeu 223 reclamações, respondeu 99,6% delas e solucionou 53,3% dos casos. Entre as 99 reclamações avaliadas, a nota média dada pelos consumidores é 5,2, e 53,3% afirmam que voltariam a fazer negócio. O tempo médio de resposta — 7 dias e 8 horas — indica atendimento relativamente ágil, mas a combinação de nota baixa e taxa de solução moderada revela que a marca ainda enfrenta desafios importantes na percepção de efetividade e satisfação do cliente.

A Cantu Pneus tem reputação “Ruim” e nota média de 5,3/10 nos últimos seis meses. No período analisado, a empresa recebeu 54 reclamações, respondeu apenas 57,4% delas e solucionou 70% dos casos. Entre os consumidores que avaliaram o atendimento, a nota média é 4,1, e somente 40% afirmam que voltariam a fazer negócio. O tempo médio de resposta — 34 dias e 23 horas — é um dos mais altos entre as fabricantes analisadas, o que contribui para a percepção negativa. O desempenho coloca a Cantu Pneus entre as marcas com maior necessidade de avanço em agilidade e consistência no pós-venda.

Panorama geral do setor

A análise dos dados evidencia que as fabricantes mais bem avaliadas são aquelas que combinam respostas rápidas, soluções efetivas e transparência no relacionamento com o consumidor. No mercado de pneus, onde segurança e confiabilidade são essenciais, a reputação no pós-venda se torna um diferencial decisivo.

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Veículos pesados têm papel decisivo na segurança de motociclistas e pedestres, apontam especialistas

segurança
Imagem apenas ilustrativa criada por IA

Durante o Maio Amarelo, iniciativas de conscientização voltadas à redução de acidentes reforçam a importância da convivência segura entre diferentes tipos de veículos. Em ambientes urbanos cada vez mais complexos, caminhões e ônibus exercem papel fundamental na proteção dos usuários mais vulneráveis do trânsito, como motociclistas, ciclistas e pedestres.

Especialistas destacam que a condução de veículos pesados envolve particularidades que impactam diretamente a segurança viária. Entre os principais fatores estão os pontos cegos — áreas ao redor do veículo que não são visíveis ao motorista, mesmo com o uso dos retrovisores.

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O que diz o Código de Trânsito Brasileiro

O princípio de que “o maior cuida do menor”, amplamente difundido em campanhas de segurança viária, reforça a responsabilidade ampliada dos condutores de veículos de maior porte. Práticas como manter distância segura, evitar mudanças bruscas de faixa e respeitar os limites de velocidade são consideradas essenciais para prevenir acidentes.

O Código de Trânsito Brasileiro incorpora esse princípio ao estabelecer que veículos maiores devem adotar condutas mais cautelosas na convivência com os menores e mais vulneráveis. O Artigo 29 determina responsabilidades proporcionais ao porte do veículo, enquanto o §2º reforça a prioridade de pedestres e ciclistas no sistema viário.

Regra prática da direção defensiva

Motociclistas devem evitar permanecer nos pontos cegos — especialmente na lateral direita de caminhões — porque essas áreas não podem ser visualizadas pelo motorista do veículo pesado. Uma regra prática bastante utilizada na direção defensiva resume bem essa orientação: se o motociclista não consegue ver o rosto do caminhoneiro pelo retrovisor, provavelmente o caminhoneiro também não consegue vê-lo.

O editor da Frota News, Marcos Villela, formado em Gestão em Segurança no Transporte pela Fabet (Fundação Adolpho Bósio de Educação no Transporte), lembra que essa percepção simples pode evitar colisões graves em mudanças de faixa e conversões.

Da mesma forma, pedestres aumentam sua segurança ao priorizar travessias em locais sinalizados e manter atenção redobrada em áreas de grande circulação, reduzindo o risco de serem surpreendidos por veículos com limitações de visibilidade e maior distância de frenagem.

Distância de frenagem exige atenção redobrada

A maior distância necessária para frenagem — especialmente quando o caminhão está carregado — torna ainda mais crítica a manutenção preventiva de pneus, freios, suspensão e eixos.

As condições desses componentes influenciam diretamente o desempenho do veículo em situações de emergência, afetando aderência, estabilidade e tempo de resposta. Durante o Maio Amarelo, que reforça a importância das práticas preventivas no trânsito, esse aspecto ganha ainda mais relevância.

Segundo Fábio Torres Klabacher, gerente nacional de Vendas e Marketing da Dunlop Pneus, a manutenção dos pneus continua entre os fatores mais subestimados da segurança veicular. Pneus desgastados alteram parâmetros essenciais da dinâmica do veículo, como coeficiente de atrito, capacidade de frenagem e estabilidade direcional, aumentando a distância de parada e o risco de perda de controle, especialmente em veículos pesados, que possuem maior massa e inércia.

Tecnologia e gestão de risco ganham protagonismo

O Maio Amarelo também passou a ter novo significado no ambiente corporativo, deixando de ser apenas uma campanha de conscientização para se tornar um pilar estratégico de gestão de riscos.

A Alper Seguros destaca que investimentos em prevenção de acidentes e em tecnologias avançadas vêm transformando a segurança viária em eficiência operacional, reduzindo custos e fortalecendo a saúde financeira das empresas. Com a evolução do gerenciamento de frotas — antes concentrado quase exclusivamente no combate ao roubo de cargas — o setor passou a utilizar diagnósticos mais precisos sobre o comportamento dos motoristas por meio de rastreamento, telemetria e videomonitoramento.

Segundo Wesley Brasileiro, gerente de Riscos em Transporte de Cargas da Alper Seguros, o amadurecimento técnico do setor mudou a relação entre seguradoras e transportadoras, permitindo que empresas com programas estruturados de segurança obtenham condições contratuais mais competitivas.

A combinação de telemetria, câmeras inteligentes e análise de dados permite identificar anomalias antes que acidentes ocorram, atuando em três frentes: preventiva, com treinamentos direcionados; operacional, com alertas em tempo real ao motorista ou à central; e corretiva, com ajustes de processos e políticas após as viagens.

Um estudo da Frost & Sullivan, consultoria global especializada em inteligência de mercado e tecnologia, apontou que frotas equipadas com videotelemetria registraram redução de até 60% nas colisões, 65% menos eventos de excesso de velocidade e 80% menos distrações ao volante.

Picapes sob pressão: Latin NCAP revela avanço — e desafios — na segurança dos modelos mais vendidos

Além disso, a campanha deste ano da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran), com o tema “No trânsito, enxergar o outro é salvar vidas”, reforça a necessidade de conscientização e de investimentos em soluções preventivas.

Nesse cenário, empresas têm apostado cada vez mais em ferramentas capazes de identificar fadiga, distrações, uso de celular ao volante e direção agressiva em tempo real, utilizando inteligência artificial e análise de dados para ampliar a segurança operacional.

No entanto, Michael Teixeira, gerente de Projetos e Serviços Digitais da Aumovio, ressalta que a tecnologia atua como complemento ao fator humano:

“Mesmo com monitoramento, alertas e gestão, a falha humana ainda pode acontecer. E é nesse ponto crítico, em frações de segundo, que entram os sistemas inteligentes de frenagem para evitar colisões traseiras, frontais e saídas de pista.”

Fator humano e saúde mental entram no centro da segurança

O gerenciamento de risco contemporâneo deixou de monitorar apenas o veículo e passou a considerar também os impactos do estresse crônico, da pressão por prazos e do medo de roubos sobre a saúde mental dos motoristas.

Esses fatores aumentam a incidência de ansiedade, depressão e burnout, elevando o risco de acidentes e os custos operacionais relacionados a seguros e assistência médica.

Wesley Brasileiro reforça que garantir jornadas adequadas e cuidar do estado emocional do condutor tornou-se uma das bases mais importantes das políticas modernas de segurança viária. Ele destaca ainda o avanço de plataformas capazes de avaliar a saúde física e mental do motorista antes das viagens, utilizando inteligência artificial e suporte médico para identificar riscos silenciosos.

“De nada adianta termos tecnologia de ponta e processos bem estruturados se não cuidarmos da peça fundamental da operação, que é o motorista”, conclui.

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A palestra de abertura do Fórum ILOS é um dos momentos mais aguardados por executivos de logística e supply chain — e não é por acaso

Fórum ILOS
Maurício Lima e Thais Herédia

É quando trazemos ao palco uma discussão profunda sobre o tema mais relevante do cenário atual, conectando diferentes visões para apoiar decisões estratégicas. Em 2026, o Fórum ILOS foca no debate sobre os custos logísticos no Brasil e o ambiente turbulento que o setor enfrenta.

Para isso, convidamos Thais Herédia, jornalista com mais de 25 anos de experiência na cobertura econômica, considerada uma das mais respeitadas profissionais no jornalismo brasileiro, que sobe ao palco ao lado de Maurício Lima, CEO do ILOS e uma das maiores autoridades no tema de custos logísticos.

Maurício Lima

Sócio fundador do ILOS, Maurício é reconhecido como uma das maiores autoridades brasileiras em Custos Logísticos. Sua pesquisa de Custos Logísticos Brasileiros é atualizada anualmente e é utilizada largamente pela imprensa, empresas e órgãos governamentais.

Com 25 anos de experiência em Logística e Supply Chain, atua em diferentes segmentos, como Cosméticos, Alimentos & Bebidas, Tabaco, Bens de Consumo, Mineração, Siderurgia, Embalagens, Óleo e Gás, Operadores Logísticos, Telecom, Energia e Investidores.

Seu histórico como consultor, palestrante e professor na área de Logística e SCM inclui empresas como: AMBEV, AMPM, Atvos, B2W, Bayer, Bunge, Braskem, BR Distribuidora, C&A, Cargill, Coca-Cola, Correios, Electrolux,  General Mills, Gerdau,   Iconic,  JSL, Kimberly-Clark, Lojas Americanas, L’Oréal,  Martins, Monsanto, Moove, Natura, Nokia, O Boticário, Pão de Açúcar, Pepsico, Petrobras, Procter & Gamble, Sadia, Schneider Electric, Schlumberger,  Suzano,  Ultragaz, Unilever, Vale, Via Varejo, Votorantim, entre outras.

Thais Herédia

Jornalista com mais de 25 anos de experiência em cobertura econômica, reconhecida entre as profissionais mais respeitadas do jornalismo brasileiro. Integra a CNN Brasil desde 2020, atuando como analista econômica e, desde dezembro de 2025, como âncora do jornal Hora H.

Passou por grandes veículos como TV Globo, GloboNews e Band, além de experiências em comunicação corporativa e institucional.

Premiada diversas vezes, figura desde 2016 entre os jornalistas de economia mais admirados do Brasil, conquistando o 1º lugar em 2023 e destaque nacional em 2025.

Juntos, eles vão analisar os principais fatores que estão impactando o setor hoje, como:

  • O piso mínimo de frete da ANTT e seus efeitos no mercado
  • O aumento histórico dos custos logísticos no Brasil
  • Os impactos da Reforma Tributária na prática
  • As oportunidades de negócio e movimentos de mercado
  • O papel do novo Plano Nacional de Logística

O Fórum ILOS acontece nos dias 19 e 20 de agosto, no Golden Hall do Sheraton/WTC, em São Paulo, reunindo líderes e especialistas que estão à frente das decisões no setor.

A abertura do evento define o tom: uma análise estratégica, atual e indispensável para quem precisa navegar em um cenário cada vez mais complexo.

Acesse o site e inscreva-se: https://forumilos.com.br/

Fórum ILOS

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O principal evento brasileiro dedicado à logística e ao supply chain está com inscrições abertas e com uma ampla agenda. O Fórum Internacional de Supply Chain – Expo Logística 2026, organizado pelo Instituto de Logística e Supply Chain (ILOS), promete reunir executivos, especialistas e líderes das maiores cadeias de suprimentos do Brasil e do mundo nos dias 19 e 20 de agosto, no Golden Hall do Sheraton WTC, em São Paulo (SP). A Frota News participa como media partner e apoiadora oficial da edição.

Com mais de 30 anos de história, o Fórum ILOS se consolida como o ambiente mais avançado para discutir tendências, desafios e soluções que moldam o futuro da logística brasileira. Em 2026, o evento terá como eixos principais os custos logísticos, os impactos da reforma tributária e as transformações tecnológicas que estão redefinindo operações em escala global.

Mais de 50 horas de conteúdo inédito

Os participantes terão acesso a uma programação robusta, com palestras, estudos de caso, painéis interativos e pitches de soluções inovadoras. O documento oficial destaca que o fórum apresenta “estratégias que geram impacto real no dia a dia das operações logísticas”.

Entre os temas confirmados pela chairwoman do evento e sócia-executiva do ILOS, Maria Fernanda Hijjar, estão:

  • Panorama do transporte rodoviário de cargas: piso mínimo do frete, segurança e disponibilidade de motoristas
  • Custos logísticos e competitividade
  • Multimodalidade como alavanca de eficiência
  • Operações logísticas transformadoras
  • Logística internacional
  • Tecnologia e automação
  • Descarbonização da cadeia de suprimentos
  • Impactos da reforma tributária no real estate brasileiro

Leia mais: Fórum ILOS 2026 abre inscrições e reforça protagonismo na logística brasileira e global

Brasil terá prioridade para o lançamento da picape Renault Niagara

Renault
Confirmado: Picape Niagara será produzida na Argentina e lançada em 10 de setembro de 2026

A Renault anunciou oficialmente o nome de sua próxima picape: Renault Niagara, modelo que integra o plano futuREady, que prevê o lançamento de 14 novos veículos fora da Europa até 2030. O nome foi escolhido para transmitir força, robustez e conexão com os elementos naturais, reforçando a proposta de um veículo preparado tanto para o uso diário quanto para aventuras ao ar livre.

A picape deriva do Renault Niagara Concept, apresentado em 2023, e mantém a promessa de unir design robusto, versatilidade e tecnologias avançadas.

América Latina como prioridade estratégica

A América Latina segue como região-chave para o Grupo Renault, e a chegada da Niagara reforça essa visão ao complementar lançamentos recentes como Renault Boreal e Renault Kardian. Segundo Jan Ptacek, vice-presidente da Marca Renault na Unidade de Negócios de Veículos Comerciais Leves, o modelo chega para consolidar a gama Renault na região, oferecendo amplo espaço interno, conforto e um design potente voltado para clientes pessoa física e jurídica.

Assim, como a maioria das picapes vendidas no Brasil, a Niagara será produzida na Argentina, na cidade de Córdoba, com revelação marcada para 10 de setembro de 2026 e início das vendas até o fim do mesmo ano.

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O significado por trás do nome “Niagara”

A escolha do nome foi detalhada por Sylvia dos Santos, head da Estratégia de Nomeação na Divisão de Marketing Global da Renault. Ela explica que “Niagara”, de origem ameríndia, remete ao estrondo da água, ao trovão e à imensidão da terra, simbolizando grandeza, força e resistência. A nomenclatura reforça o posicionamento da picape como um veículo capaz de enfrentar diferentes ambientes, convidando o motorista a explorar novos horizontes. Com essa identidade, a Renault busca alinhar emoção, propósito e estratégia em um produto pensado para expandir sua presença fora da Europa.

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Saiba mais:
  • Koleos full hybrid
    A Renault anunciou a chegada do primeiro lote comercial do Koleos full hybrid E‑Tech ao Brasil, com pré‑venda marcada para 1º de abril e entregas a partir de 17 de abril. O SUV estreia no país em versão única, esprit Alpine, equipada com um conjunto híbrido que combina motor 1.5 turbo a combustão com dois motores elétricos, totalizando 245 cv. A transmissão automática DHT e a bateria de íons de lítio de 1,64 kWh permitem uma condução silenciosa, ágil e com forte sensação de carro elétrico, especialmente no uso urbano.
  • Ford lança Transit City elétrica nas versões furgão e chassi cabine
  • Investimento
    A Renault e a Geely anunciaram um investimento de R$ 3,8 bilhões no Brasil para criar o grupo Renault Geely do Brasil e acelerar a produção local de veículos híbridos e elétricos. O plano inclui três frentes: fabricar dois novos modelos sobre a plataforma global GEA da Geely a partir de 2026, renovar um modelo atual da Renault no mesmo ano e instalar uma nova base industrial para veículos 100% elétricos, com lançamento previsto para 2027. O aporte ocorre após a Geely adquirir 26,4% da Renault do Brasil, ampliando uma parceria global já existente. As empresas afirmam que o Brasil será estratégico para o crescimento do grupo e que o investimento reforça o compromisso de longo prazo com o país, impulsionando inovação, competitividade e desenvolvimento industrial.

Gestão técnica e os gargalos do setor: A visão de José Alberto Panzan sobre o futuro do transporte

Panzan
José Roberto Panzan, diretor da Anacirema e vice-presidente do Sindicamp

Com uma frota jovem e foco em operações dedicadas, a Anacirema exemplifica o esforço do transportador brasileiro em manter a eficiência em um cenário de margens comprimidas. No entanto, para José Alberto Panzan, diretor da empresa e vice-presidente do Sindicamp (Sindicato das Empresas de Transportes e Cargas de Campinas e Região), a modernização esbarra em obstáculos que vão além dos muros das transportadoras.

Em entrevista exclusiva à Frota News, Panzan faz um alerta crítico sobre o impacto do biodiesel (B15) na manutenção dos motores, projeta uma descarbonização lenta, abaixo de 1% ao ano devido a gargalos de infraestrutura, e analisa o déficit de 120 mil motoristas no país.

A seguir, uma radiografia completa dos bastidores da gestão de frota, do abastecimento, da transição energética e da crise de mão de obra — sob a perspectiva de quem está no centro das decisões.

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A frota como espelho da operação

A Anacirema opera com uma frota diversificada, moldada para atender operações dedicadas. São VUCs (incluindo elétricos), tocos, trucks, baús, carretas sider e conjuntos cavalo-carreta 4×2, todos selecionados conforme as exigências de cada cliente.

A idade média dos veículos automotores é de 4,4 anos, enquanto os implementos — carretas baú e sider — têm média de 7 anos.

Essa diversidade também se reflete nas marcas. A empresa trabalha com frota multimarcas, e isso não é por acaso:

A escolha leva em conta as características de cada operação. Trabalhamos com soluções próprias que atendam as necessidades dos nossos clientes, baseado em produtividade e resultado.”

O planejamento de renovação é anual e acompanha contratos, custos operacionais, condições de mercado e disponibilidade de crédito. A empresa não possui oficina própria: toda a manutenção é feita via contratos com concessionárias e oficinas terceirizadas.

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Combustível: controle, tecnologia e volatilidade

A matriz da Anacirema possui posto interno de abastecimento, abastecido por uma distribuidora com contrato fixo — embora outras sejam consultadas com frequência, dada a volatilidade do mercado.

Além disso, a empresa utiliza abastecimento externo em postos homologados, integrando tudo por meio de tecnologia de gestão, o que permite unificar dados e controlar consumo, desvios e custos.

A diferença de preço entre abastecimento interno e externo pode ultrapassar 10%, dependendo da região. Sobre qualidade, Panzan afirma:

Prezamos pela qualidade do combustível, tanto interno como externo, não tendo desvios com relação ao consumo por km rodado.”

O impasse do biodiesel: entre a agenda verde e a realidade das oficinas

Panzan
Frota multimarca e com idade média de 4,4 anos

O debate sobre o aumento da mistura obrigatória de biodiesel — impulsionado pela AliançaBiodiesel e por pressões geopolíticas — preocupa o setor. Embora montadoras afirmem que motores Euro 6 estão preparados para B20, a prática no Brasil é outra.

Panzan explica:

O biodiesel absorve água com facilidade, criando ambiente ideal para proliferação de bactérias e formação de borra que obstrui filtros e danifica injetores e bombas de alta pressão.”

A vida útil do combustível caiu de 60 para 30 dias, o que penaliza frotas com tanques próprios. O custo real, segundo ele, não aparece na bomba — aparece na oficina.

Descarbonização: avanço lento, mas possível

Mesmo com investimentos crescentes em biometano, biodiesel de segunda geração e HVO, Panzan avalia que a descarbonização da frota ficará abaixo de 1% ao ano.

Já a redução de emissões por quilômetro rodado pode superar esse índice, desde que: o biometano escale rapidamente, o HVO seja regulamentado, e haja infraestrutura de abastecimento.

“O gargalo não é tecnológico, é infraestrutura, custo de capital e velocidade regulatória.”

A crise dos motoristas: um problema global, agravado pela estrutura brasileira

Panzan
Entrevista com José Alberto Panzan revela os desafios da gestão de frotas, abastecimento, transição energética, biodiesel, descarbonização e falta de motoristas no transporte rodoviário brasileiro

O déficit de 120 mil motoristas profissionais no país é resultado de fatores que se retroalimentam: Envelhecimento da categoria (média de 48 anos), alto custo da CNH profissional (até R$ 6 mil), jornadas longas e riscos nas estradas, baixa progressão de carreira, e margens comprimidas que impedem melhores salários.

Além disso, o setor é extremamente pulverizado:

  • 113 mil transportadoras, com média de 5,4 veículos
  • 631 mil autônomos, com média de 1,3 veículo
  • 536 cooperativas, com média de 14,2 caminhões
  • 84% das empresas têm até 5 veículos

Esse perfil limita investimentos em formação de novos motoristas.

“A profissão perde a disputa com carreiras digitais e de serviços urbanos, e o ciclo se fecha sem reposição geracional.”

O que está sendo feito?

O Sindicamp atua em parceria com Fetcesp, CNT e SEST/SENAT para capacitar novos motoristas e valorizar a profissão. Mas o desafio é estrutural e de longo prazo.

Respeito nos pontos de carga e descarga: o problema nº 1

Pesquisa da Fundação Elizabeth Randon com mais de 1.500 motoristas mostra que a principal queixa é o desrespeito em ambientes de carga e descarga — locais fora do controle das transportadoras.

Panzan afirma que há diálogo com representantes da indústria e do comércio para conscientização e melhoria desses ambientes, mas reconhece que ainda há muito a avançar.

Conclusão: um setor que se reinventa enquanto roda

A entrevista com José Alberto Panzan revela um setor que opera sob forte pressão: custos elevados, transição energética incerta, falta de motoristas e desafios regulatórios. Ainda assim, transportadoras como a Anacirema buscam eficiência, tecnologia e planejamento para seguir entregando resultados.

A transformação está em curso — mas, como Panzan deixa claro, ela não acontece na velocidade dos discursos, e sim na velocidade possível para quem precisa manter o país em movimento todos os dias.

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Setor busca atrair a Geração Z para reverter crise de motoristas no transporte rodoviário

inovações
Cabine mais modernas, com tecnologias digitais são mais atrativas para os jovens condutores

O transporte rodoviário de cargas enfrenta uma crise demográfica que ameaça a renovação da força de trabalho no país. Segundo a pesquisa “Perfil e Preferências dos Caminhoneiros”, divulgada em 2025 pela Confederação Nacional dos Transportes (CNT), a idade média dos motoristas profissionais brasileiros chegou a 45,3 anos. Apenas 9,5% dos profissionais têm menos de 30 anos, enquanto 12,9% já ultrapassaram os 60 anos. O debate, agora, foca nos desafios de atrair a Geração Z para o setor.

A falta de jovens na profissão é explicada por fatores identificados pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes Terrestres (CNTTT). Entre os principais motivos de desinteresse estão o preconceito contra a categoria (70%), as baixas remunerações (58%) e as condições de trabalho desfavoráveis (51%).

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O impacto da escassez já é sentido nas operações. De acordo com a Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC&Logística), 88% das empresas do setor enfrentam dificuldades para contratar motoristas e agregados, o que resulta em frota ociosa, limitações na expansão logística e maior pressão sobre a produtividade. A entidade aponta a falta de profissionais como a segunda principal barreira ao crescimento do setor.

Diante desse cenário, a Federação das Empresas de Transporte de Cargas do Estado de São Paulo (FETCESP) defende que a renovação da mão de obra seja tratada como prioridade. A entidade identifica a Geração Z — nascida entre 1997 e 2012 — como público estratégico para reverter a tendência de envelhecimento.

Para Carlos Panzan, presidente da FETCESP, a imagem do setor ainda não reflete sua realidade atual. “Muitas pessoas ainda enxergam o setor apenas pela imagem tradicional do caminhão na estrada, sem perceber a evolução tecnológica e profissional que ocorreu nos últimos anos”, afirma. Ele destaca que as empresas já oferecem salários competitivos, benefícios estruturados e operações altamente profissionalizadas, mas reconhece que essa transformação precisa ser comunicada de forma mais clara aos jovens.

A qualificação profissional é apontada como elemento essencial para atrair novos talentos. O setor vive uma fase de modernização que exige operadores preparados para lidar com tecnologias avançadas e novas funções na cadeia logística. Nesse processo, o SEST SENAT desempenha papel estratégico ao investir em formação técnica, saúde, bem-estar e desenvolvimento humano.

Panzan, que também preside o Conselho Regional do SEST SENAT, reforça a importância da entidade na aproximação com as novas gerações. “O SEST SENAT realiza um trabalho extremamente importante ao investir em capacitação profissional, tecnologia, segurança e qualidade de vida”, afirma.

Para a FETCESP, a chave para atrair a Geração Z está em tornar mais visível a modernização já presente no transporte rodoviário de cargas. Hoje, a operação envolve caminhões conectados, rastreamento em tempo real, telemetria, inteligência logística e gestão digital de frota — características valorizadas pelo público jovem, que busca ambientes tecnológicos, mobilidade e oportunidades de crescimento profissional.

A entidade defende que comunicar essa transformação de forma mais assertiva é fundamental para reposicionar a profissão e aproximar os jovens de uma carreira que se tornou mais técnica, conectada e estruturada.

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  • Melhor frota comercial
    A operação brasileira de frotas da ADAMA alcançou projeção internacional ao conquistar o 10º lugar no ranking 100 Best Commercial Fleets in the Americas 2026, promovido pela NAFA Fleet Management Association, reconhecimento que consolida o avanço da companhia em segurança, tecnologia e gestão estratégica. O resultado se soma ao histórico recente da empresa no País: em 2025, a ADAMA já figurava entre as melhores frotas brasileiras no prêmio do Instituto PARAR, quando Anna Paula Mendes, coordenadora de Frotas da ADAMA Brasil, foi eleita a Melhor Gestora de Frotas do Brasil, o que a levou a representar a operação nacional na etapa internacional do NAFA 2026 Institute & Expo, em Cleveland (EUA). Um dos diferenciais destacados é o modelo de segurança veicular baseado em educação, prevenção e uso inteligente de dados, priorizando o reconhecimento de boas práticas e o engajamento dos condutores. Segundo Anna Paula, a gestão de frotas no agro exige adaptação constante e uma cultura sólida de direção responsável, reforçada pelo uso crescente de telemetria e monitoramento para antecipar riscos e orientar decisões. No evento nos Estados Unidos, temas como inteligência artificial, telemetria avançada, gestão orientada por dados e transição energética dominaram os debates, refletindo mudanças que vêm transformando operações de frotas em toda a América.

PHINIA apresenta primeiro veículo comercial H2ICE homologado e promete reduzir até 99% das emissões de CO₂

Phinia
Mais um sistemista apresenta tecnolgia para motores a combustão e hidrogênio

A PHINIA apresentou, durante a ACT Expo 2026, seu primeiro veículo comercial leve (LCV) equipado com motor a combustão interna movido a hidrogênio (H2ICE) homologado para circulação em vias públicas. O lançamento, desenvolvido em parceria com a Aramco, tem foco na aplicação prática da combustão a hidrogênio para o transporte comercial.

O modelo atende à norma Euro 7 e foi projetado para alcançar redução de até 99% nas emissões de CO₂ em comparação a motores diesel convencionais. Além disso, oferece autonomia real de até 500 quilômetros, mantendo desempenho semelhante ao de motores tradicionais a combustão interna.

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A homologação marca o primeiro reconhecimento oficial da tecnologia H2ICE da PHINIA, que integra sistemas avançados de injeção de hidrogênio desenvolvidos com base na expertise proprietária da empresa. O veículo foi apresentado ao público na experiência Ride & Drive da ACT Expo, permitindo que visitantes acompanhassem demonstrações práticas em condições reais de uso.

Segundo Todd Anderson, CTO da PHINIA, a combustão a hidrogênio surge como uma alternativa viável para a descarbonização do transporte comercial. “A redução das emissões no transporte comercial exigirá múltiplas soluções”, afirmou. Ele destacou ainda que a homologação comprova a possibilidade de adaptar arquiteturas de motores existentes para operar com combustíveis gasosos, mantendo requisitos regulatórios e desempenho.

Além do veículo H2ICE, a PHINIA também apresentou tecnologias complementares voltadas à mobilidade de baixa emissão de carbono, incluindo sistemas de injeção direta de hidrogênio, gasolina de alta pressão, gás natural comprimido (GNC) e soluções avançadas de controle evaporativo.

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  • Montagem de caminhões elétricos em MG
    A XCMG iniciará a montagem local de caminhões elétricos no Brasil entre o fim de 2026 e o início de 2027, usando sua fábrica de Pouso Alegre (MG) para produzir inicialmente modelos leves no formato CKD/SKD. A estratégia marca um avanço da marca no País, onde já circulam cerca de 350 caminhões elétricos desde 2021, e prevê nacionalização gradual de componentes conforme o mercado amadurece. A alta do diesel e a queda no custo dos elétricos impulsionam a demanda — que cresceu mais de 30% — especialmente em operações urbanas, onde a viabilidade econômica já supera a do diesel em muitos casos. A diferença de preço para modelos leves e médios caiu para 10% a 15%, reduzindo drasticamente o tempo de retorno do investimento, enquanto a XCMG planeja expandir a montagem para toda a linha conforme houver escala e desenvolvimento da cadeia de fornecedores.
  • Gestão técnica e os gargalos do setor: A visão de José Alberto Panzan sobre o futuro do transporte
  • Spin-off
    A PHINIA, em sua estreia como empresa independente na Automec de 2025, apresentou um amplo plano de expansão global no mercado de reposição automotiva e uma série de lançamentos das marcas Delphi e Delco Remy. A companhia, que nasceu em 2023 como spin-off da BorgWarner, quer elevar a fatia do aftermarket de 30% para 40% do faturamento mundial até 2030, com forte protagonismo do Brasil. Entre as novidades, destacou a plataforma de capacitação Delphi Academy e novos injetores, bombas de combustível, turbocompressores, soluções Euro 6 e itens remanufaturados, reforçando seu compromisso com tecnologia e sustentabilidade. A Delco Remy também levou novos motores de partida e alternadores, incluindo modelos nacionais. O estande ainda trouxe ações de inclusão, como atendimento em Libras e a participação de adultos com síndrome de Down em uma experiência profissional durante o evento.

Ônibus da Seleção: de transporte a vitrine global na disputa entre gigantes do setor automotivo

Seleção
Chassis Volksbus 18.320 SH é equipado com motor 6,9 litros, 320 cv de potência e 1.200 Nm de torque

A presença dos ônibus da Seleção Brasileira nas Copas do Mundo deixou há muito tempo de ser apenas uma questão logística. Hoje, cada veículo que transporta jogadores, comissão técnica e staff funciona como um outdoor móvel de alcance global, disputado por fabricantes que enxergam no time mais emblemático do país uma oportunidade única de visibilidade, associação emocional e fortalecimento de marca.

Em 2026, essa corrida ganha novo capítulo com a Volkswagen Caminhões e Ônibus, que reforça seu apoio à Confederação Brasileira de Futebol (CBF) ao disponibilizar três veículos para a fase preparatória rumo ao torneio. A montadora fornecerá dois chassi Volksbus 18.320SH e um Delivery 11.180, responsável pelo transporte de equipamentos e materiais esportivos.

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A operação começa com um dos momentos mais simbólicos da preparação: o deslocamento da delegação da Granja Comary, em Teresópolis (RJ), até o Maracanã, no Rio de Janeiro, para o último amistoso em solo brasileiro, no dia 31 de maio. No dia seguinte, 1º de junho, os veículos levarão a equipe ao Aeroporto Internacional do Galeão, marcando o início da jornada rumo à competição internacional.

A era da exposição total

Desde os anos 2000, a presença das montadoras nos bastidores da Seleção ganhou contornos mais estruturados. A Hyundai se tornou protagonista ao integrar fornecimento de frota, ações publicitárias e engajamento com torcedores. Em 2018, por exemplo, a marca promoveu um concurso para escolher a frase estampada no ônibus oficial do Brasil na Rússia — uma propaganda pensada para repercutir muito além do trajeto da delegação.

Na Copa de 2014, realizada no Brasil, a operação exigiu adaptação ao mercado local: a Seleção utilizou ônibus com carroceria Marcopolo Paradiso G7 montada sobre chassi Mercedes-Benz. Já em 2022, no Catar, a Marcopolo também esteve presente no fornecimento de veículos, enquanto a narrativa promocional ficou concentrada nos parceiros oficiais do torneio.

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Saiba mais:
  • Torcida mineira
    Iveco
    Iveco 17-280 com carroceria Mascarello

    O Cruzeiro incorporou à sua frota um novo ônibus Mascarello Roma M4, cedido pela Iveco, para atender a um calendário intenso em 2026, incluindo Brasileirão, Copa do Brasil, Libertadores e a final do Mineiro. Montado sobre o chassi Iveco 17-280 Euro 6 produzido em Sete Lagoas, o veículo oferece motor de 280 cv, suspensão pneumática e 44 poltronas executivas com diversos itens de conforto, além de geladeira e toalete. A identidade visual foi escolhida pela torcida e destaca símbolos tradicionais do clube. Durante a apresentação, dirigentes do Cruzeiro e do Grupo Sada/Deva reforçaram a parceria de mais de uma década e afirmaram que o novo ônibus representa modernização, segurança e bem-estar para os atletas em viagens nacionais e internacionais.

  • A Iveco Bus encerrou 2025 como a montadora de ônibus que mais cresceu em termos percentuais no mercado brasileiro. A marca registrou alta de 30,5% nas entregas, totalizando 2.762 unidades, frente às 2.116 unidades em 2024. O desempenho mantém a Iveco Bus como a quarta maior fabricante do país, atrás de Mercedes-Benz (10.382 unidades), Volkswagen (5.779) e Agrale (2.991).
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