sexta-feira, abril 10, 2026

Caminhos para Elas: O movimento de caminhões empoderando as mulheres no Brasil

A Frota News reproduz, na íntegra, a entrevista concedida por Márcio Querichelli, presidente da IVECO para a América Latina, à IRU (International Road Transport Union – União Internacional dos Transportes Rodoviários). Na conversa, ele detalha os objetivos, resultados e próximos passos do programa Caminhos para Elas, que vem transformando a realidade de mulheres no setor de transporte de cargas no Brasil. Confira:

Caminhos para Elas
Márcio Querichelli

Por que foi criado o Caminhos para Elas?

O Caminhos para Elas tem como objetivo promover a equidade de gênero no setor de transporte rodoviário. Muitas mulheres com carteira de habilitação enfrentam obstáculos como a falta de oportunidades e a exigência de experiência prévia, o que dificulta o acesso ao primeiro emprego como motoristas de caminhão.

Com essa iniciativa, a IVECO está abrindo portas, oferecendo treinamento e criando oportunidades reais para que mais mulheres possam assumir o controle de seu futuro profissional no setor de transportes.

O programa também ajuda a enfrentar um dos principais desafios da área: a escassez de motoristas no Brasil. Ao incentivar a participação feminina, contribuímos para suprir essa demanda com profissionais qualificadas e dedicadas.

O Caminhos para Elas é mais do que um programa — é um movimento da IVECO para transformar o transporte em um espaço mais inclusivo, diverso e acessível.

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Como o programa funciona?

O projeto foi lançado em 2024, em parceria com o SEST SENAT, instituição dedicada à formação de profissionais do setor de transportes. Juntos, desenvolvemos um curso especializado para mulheres.

Reconhecemos que, além dos desafios da profissão, as mulheres enfrentam barreiras adicionais. Por isso, o curso foi adaptado para incluir o desenvolvimento de habilidades essenciais, como autoconfiança e empoderamento. As turmas são exclusivas para mulheres, promovendo um ambiente de apoio e aprendizado colaborativo.

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As participantes também têm a oportunidade de aprender com uma caminhoneira experiente, que compartilha informações e conselhos práticos sobre como superar os desafios da estrada.

Elas ainda recebem treinamento prático com o caminhão IVECO S-Way, o que proporciona experiência real e as prepara melhor para o mercado de trabalho.

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Como é medido o impacto do programa?

Um dos principais indicadores é o percentual de participantes que conseguiram emprego após o curso. Outro dado importante é a taxa de participação em eventos e painéis sobre equidade de gênero no setor de transportes.

Em 2025, passamos a acompanhar também o envio de currículos por meio da Vitrine para Elas, uma plataforma online que funciona como um banco de currículos. As participantes podem criar um perfil profissional via LinkedIn — ferramenta amplamente utilizada por empresas de transporte —, conectando o programa diretamente ao mercado de trabalho.

Quais os resultados até agora?

Durante o primeiro ano, em 2024, 60% das mulheres treinadas conseguiram emprego. Eventos foram realizados em São Paulo, Contagem e Curitiba, reunindo cerca de 200 participantes para debater igualdade de gênero e incentivar empresas a contratar e reter motoristas mulheres.

Além disso, empresas que contrataram motoristas do sexo feminino relataram benefícios como maior eficiência de combustível, menor necessidade de manutenção e redução de infrações de trânsito.

Uma das participantes, Cíntia Rocha, caminhoneira de Contagem, viu no programa a chance de crescer na carreira e se tornar exemplo para outras mulheres. Ela destacou o valor do treinamento e seu impacto positivo em sua trajetória. Sentir-se motivada e saber que não está sozinha é essencial para o desenvolvimento das profissionais do setor.

Como as caminhoneiras são percebidas no Brasil?

O ambiente ainda é majoritariamente masculino. Fatores culturais e estruturais contribuem para essa realidade: a profissão foi historicamente dominada por homens, e ainda há falta de banheiros femininos, áreas de descanso adequadas e turnos flexíveis — especialmente importantes para mães. Essas barreiras dificultam o ingresso e a permanência das mulheres na profissão.

O Caminhos para Elas visa não apenas criar oportunidades, mas também transformar a indústria e sensibilizar o setor sobre os desafios de contratar e manter mulheres em suas equipes.

Em 2024, organizamos três painéis de equidade de gênero com transportadoras, clientes, fornecedores, sindicatos e associações. Também lançamos um blog para compartilhar estudos de caso sobre diversidade, equidade e inclusão no setor de transportes, com o objetivo de inspirar mudanças reais.

Quais os principais obstáculos para as mulheres que querem ser caminhoneiras?

As aspirantes a caminhoneira enfrentam desafios como:

  • Aspectos culturais: o setor ainda é dominado por homens. Muitas mulheres enfrentam ceticismo e preconceito ao buscar oportunidades.
  • Infraestrutura rodoviária inadequada: faltam pontos de apoio seguros, com banheiros e áreas de descanso apropriadas para mulheres.
  • Conciliar vida profissional e pessoal: as rotas longas são uma barreira, sobretudo para mulheres com responsabilidades familiares.
  • Pouca representatividade e apoio: a ausência de outras mulheres no setor e a falta de redes de apoio tornam a jornada ainda mais desafiadora.

Quem são os parceiros do programa?

Nossos parceiros desempenham papel essencial na promoção da diversidade e inclusão no setor. O apoio deles é fundamental para o avanço de políticas públicas que enfrentem os obstáculos enfrentados pelas mulheres.

Hoje, contamos com o apoio do Conselho Nacional de Transportes e de outras organizações que estão conectando ativamente as mulheres a oportunidades de trabalho.

Nossa rede de concessionárias, clientes e fornecedores também tem papel central. Eles estão adotando políticas mais inclusivas e revisando seus processos de contratação para abrir mais portas para as mulheres. É um passo importante!

A IVECO tem programas semelhantes em outros países?

Sim. Em Córdoba, na Argentina, há um projeto que visa promover a inclusão e diversidade no transporte, com mulheres dirigindo ônibus urbanos. A formação é realizada pela IVECO Academy, nosso centro de capacitação na América Latina.

Já o Caminhos para Elas está entrando em sua segunda edição no Brasil, com mais força e experiência. A intenção é expandir o modelo para a Argentina, adaptando o sucesso local a outros contextos regionais.

O Frota News, que mantém um compromisso contínuo com a visibilidade e valorização das mulheres no setor de transporte, reconhece iniciativas como a da IVECO como fundamentais para acelerar a equidade de gênero em um dos setores mais estratégicos do país. 

Os 10 anos do Encontro Brasileiro de Autos Antigos

O maior encontro de carros antigos da América Latina completa 10 anos em 2025 com atrações inéditas, leilões, clássicos raros e muita nostalgia em Águas de Lindoia. Entrada gratuita!

Prepare o protetor solar, a câmera e o coração nostálgico: o Encontro Brasileiro de Autos Antigos (EBAA) vai estacionar mais uma vez na charmosa Águas de Lindoia, e desta vez com motor turbinado — afinal, não é todo dia que se comemora uma década de poeira, polimento e paixão por clássicos!

Com mais de 70 mil metros quadrados ocupados por carros reluzentes, estandes cheios de relíquias e uma praça de alimentação de 1.500 m² (porque nenhum colecionador vive só de gasolina azul), o evento é uma verdadeira Disneylândia sobre rodas. Tem de tudo: peças raras, camisetas personalizadas, miniaturas de deixar qualquer adulto com brilho nos olhos e, claro, aquela fatia generosa de nostalgia que só um Opala bem cuidado pode oferecer.

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Novidades para colecionador nenhum botar defeito

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Águas de Lindoia vai virar passarela de clássicos: entre curvas, cromados e conversíveis de tirar o fôlego, o EBAA mostrou por que é o queridinho dos apaixonados por carros antigos!

Como toda edição comemorativa que se preze, o EBAA 2025 vem recheado de surpresas. Uma das principais será a exposição especial com os chamados “Best in Show” — os grandes campeões das edições anteriores, verdadeiros ícones que já brilharam por lá entre 2014 e 2024. Se fosse um campeonato de beleza automotiva, esses seriam os Gisele Bündchens de quatro rodas.

E não para por aí: o leilão deste ano ganhou um novo formato, com mais emoção, novas regras e categorias. Já os carros pré-guerra, fabricados até 1942, ganham destaque especial — porque, convenhamos, esses senhores de idade merecem um lugar de honra no palco.

Por trás do volante, uma história de família

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Estacionados na sombra e na história: os clássicos Alfa Romeo mostraram no EBAA que elegância italiana também tem espaço no coração dos brasileiros

Tudo isso só foi possível graças ao sonho de pai e filho — Mingo e Júnior Abonante — que transformaram sua paixão em missão. A diretoria do evento, completada por Vanessa Bellini e Bellini Júnior, faz questão de lembrar: mais do que exibir carros bonitos, o EBAA é um reencontro com o passado, uma aula de história sobre rodas e, claro, uma grande confraternização entre amigos que falam fluentemente a língua do carburador.

“Em uma década, não apenas preservamos, mas ampliamos a cultura dos autos antigos, reunindo um público cada vez mais apaixonado”, destaca a organização. E é fácil entender o motivo: além do espetáculo visual, o evento oferece aquele clima de garagem aberta, onde histórias são compartilhadas entre um fusca 67 e um Maverick V8.

Em junho, Águas de Lindoia será o paraíso vintage dos apaixonados por carros. E o melhor: com entrada gratuita. Só não se esqueça de levar chapéu, água e a memória do celular liberada — porque quando o ronco do motor antigo ecoa, ninguém fica indiferente.

Pullman Ibirapuera se consolida como destino premium para experiências gastronômicas e hospedagem de alto padrão no Dia das Mães

Localizado em uma das regiões mais valorizadas de São Paulo, Pullman Ibirapuera reúne excelência em hospitalidade, estrutura de eventos e gastronomia de alto nível, oferecendo uma experiência completa
para hóspedes e visitantes.
 

O Dia das Mães, tradicionalmente associado ao afeto, à celebração e à reunião familiar, ganha uma nova proposta de celebração no Pullman São Paulo Ibirapuera. O hotel, pertencente à prestigiada rede Accor, aposta em uma combinação de estrutura moderna, bem como serviço personalizado e gastronomia de excelência para proporcionar experiências memoráveis no mercado de hospitalidade paulistano. 

Infraestrutura e localização estratégica 

Situado na Avenida Ibirapuera, próximo ao parque homônimo e a poucos minutos da Avenida Paulista, o Pullman Ibirapuera ocupa uma posição estratégica tanto para o turismo de lazer quanto para o corporativo. Aliás, a região, caracterizada por sua infraestrutura urbana completa e fácil acesso a vias expressas, permite que hóspedes se desloquem com agilidade para centros comerciais, culturais e aeroportos. 

Além disso, o empreendimento oferece mais de 300 acomodações que se destacam pelo design contemporâneo, isolamento acústico, conectividade avançada e atenção aos detalhes de conforto. As categorias vão desde apartamentos Classic até suítes executivas, atendendo a diferentes perfis de clientes, com foco em personalização da experiência e excelência no atendimento. 

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O que fazer no Dia das Mães: ideias para tornar o dia especial

Gastronomia como ponto alto da experiência

O setor de Alimentos e Bebidas do Pullman Ibirapuera é um dos grandes diferenciais do empreendimento. Certamente comandado por chefs especializados em cozinha contemporânea internacional, o hotel conta com restaurantes e bares que valorizam ingredientes sazonais, técnicas refinadas e apresentações sofisticadas – Taste It, YuCafé e o novo Macaya.

 

Para o Dia das Mães, o hotel desenvolve menus especiais com curadoria voltada para ocasiões comemorativas. O brunch temático, por exemplo, combina pratos quentes, saladas gourmet, sobremesas artesanais e uma carta de bebidas cuidadosamente selecionada. A proposta é oferecer não apenas uma refeição, mas uma vivência sensorial, em um ambiente elegante e acolhedor. 

Eventos e bem-estar como extensão da hospitalidade 

Além da gastronomia, o Pullman Ibirapuera é referência na realização de eventos sociais e corporativos. A saber, são mais de 2.000 m² de espaços modulares, equipados com tecnologia audiovisual de ponta, ambientes climatizados e equipe técnica especializada. A estrutura é ideal tanto para reuniões de negócios quanto para celebrações familiares como aniversários, bodas e eventos personalizados. 

Outro destaque é a área de bem-estar que reúne academia equipada, serviços de spa e massagens relaxantes. O espaço permite que os visitantes conciliem a agenda urbana com momentos de relaxamento, reforçando o conceito de hospitalidade integral. 

Hospitalidade com propósito 

A proposta do Pullman Ibirapuera vai além da estadia: o hotel busca oferecer experiências que agreguem valor afetivo e sensorial à vida de seus hóspedes. Neste Dia das Mães, a mensagem é clara — transformar o carinho em vivência, o afeto em memória, e o tempo compartilhado em celebração. 

Dessa forma, com uma sólida reputação no mercado e avaliações positivas em plataformas especializadas, o Pullman São Paulo Ibirapuera reafirma seu posicionamento como um dos principais destinos da hotelaria de alto padrão na capital paulista, integrando sofisticação, funcionalidade e acolhimento em todos os detalhes. 

Volvo inicia produção de ônibus biarticulado e articulado elétricos no Brasil

Conheça em detalhes o novo marco da Volvo no Brasil: o início da produção global dos ônibus elétricos articulado e biarticulado BZRT, desenvolvidos para sistemas BRT com zero emissões, alta capacidade de passageiros, avançada tecnologia de segurança e conectividade. A matéria mostra como a fábrica de Curitiba se consolida como referência em inovação e sustentabilidade
no transporte coletivo urbano

A Volvo Buses é a a sétima montadora a iniciar a produção de ônibus elétrico em série. A montadora sueca, com fábrica em Curitiba (PR), anunciou o início da montagem dos chassis de ônibus biarticulados e articulados 100% elétricos. A unidade produziu nesta semana o primeiro chassi BZRT biarticulado elétrico da marca em todo o mundo, consolidando o Brasil como centro de excelência em eletromobilidade para sistemas de transporte de alta capacidade.

Com 28 metros de comprimento e capacidade para transportar até 250 passageiros, o novo biarticulado Volvo BZRT de ser uma alternativa sustentável e altamente eficiente aos sistemas metroviários na visão da fabircante. A Volvo argumenta que o modelo tem potencial para operar com o mesmo volume de passageiros de um metrô, porém com custos de implantação e operação muito mais baixos – e sem emissões de CO₂.

“O início da produção no Brasil marca um passo importante no compromisso da Volvo com a descarbonização dos transportes. Temos a meta de zerar as emissões de CO₂ de nossos veículos até 2040”, afirma André Marques, presidente da Volvo Buses na América Latina. O modelo é fruto de um ciclo de investimentos de R$ 1,5 bilhão da Volvo no País, previsto para o período entre 2023 e 2025.

Desempenho 100% elétrico

O BZRT é equipado com dois motores de 200 kW cada (totalizando 400 kW ou 540 cv), alimentados por até oito baterias que somam 720 kWh de capacidade energética. A recarga completa pode ser feita entre 2 e 4 horas, dependendo do tipo de estação. A localização central dos motores, sob o piso, melhora a distribuição de peso e a estabilidade do veículo. As baterias, também posicionadas na parte inferior, liberam o salão para maior conforto dos passageiros.

“Reunimos os atributos dos nossos articulados e biarticulados convencionais, consagrados mundialmente, com as vantagens da mais avançada tecnologia elétrica do Grupo Volvo”, destaca Alexandre Selski, diretor de eletromobilidade da Volvo Buses na América Latina. Segundo ele, a estrutura do chassi, os eixos e os sistemas de suspensão seguem o padrão robusto dos modelos anteriores, garantindo confiabilidade operacional.

biarticulado
O chassi biarticulado e a comemoração dos funcionários da Volvo pelo início da produção em Curitiba

Segurança e tecnologia embarcada

O novo ônibus elétrico também incorpora o conceito de Visão Zero Acidentes, uma meta global da Volvo para eliminar fatalidades no trânsito. O BZRT conta com um conjunto de dispositivos de segurança ativa, como câmeras que identificam riscos fora do campo de visão do motorista, sensores nos pontos cegos laterais e frontais, além de reconhecimento de placas de trânsito com alertas no painel de instrumentos.

Outro destaque é o sistema Volvo Dynamic Steering (VDS), que proporciona precisão na direção, melhora a estabilidade do veículo e reduz o esforço físico dos motoristas. Em complemento, o BZRT já sai de fábrica preparado para o sistema de “Zonas de Segurança”, que pode reduzir automaticamente a velocidade do ônibus em áreas de risco, como entorno de escolas e hospitais, via geolocalização. “Algumas cidades tiveram até 50% de redução de colisões com esse sistema”, comenta Selski.

Tradição em inovação

Com quase 100 anos de tradição na produção de ônibus – o primeiro modelo foi fabricado em 1928 na Suécia –, a Volvo tem no Brasil um de seus principais centros de desenvolvimento e produção de veículos pesados. A fábrica de Curitiba iniciou a produção de ônibus em 1979 e, desde então, protagonizou projetos inovadores como os primeiros ônibus híbridos do país e os modelos biarticulados, que tornaram a marca sinônimo de transporte BRT em diversos continentes.

Agora, ao liderar a produção mundial de ônibus elétricos biarticulados, a Volvo reafirma seu compromisso com o futuro da mobilidade urbana sustentável. E o Brasil, mais uma vez, é o berço dessa transformação.

Atualmente, excluindo os importadores, o Brasil conta com cinco montadoras que já produzem:

  1. EletraEmpresa 100% brasileira, com fábrica em São Bernardo do Campo (SP), produz ônibus elétricos e híbridos, utilizando chassis de fabricantes como Mercedes-Benz e Scania, além de componentes nacionais como motores e baterias da WEG.

  2. BYDMultinacional chinesa com planta em Campinas (SP), produz ônibus elétricos no Brasil desde 2015. A empresa possui capacidade instalada para fabricar até 2.000 chassis por ano e já forneceu centenas de unidades para frotas urbanas no país.

  3. Mercedes-BenzProduz o chassi elétrico eO500U em sua fábrica em São Bernardo do Campo (SP) desde 2022, voltado para ônibus urbanos com zero emissões. Mercedes-Benz também está na fase final de testes do articulado eO500UA.

  4. Marcopolo – A Marcopolo iniciou a produção do Attivi Integral, seu primeiro ônibus 100% elétrico com chassi e carroceria próprios, no segundo semestre de 2022. Inicialmente produzido em Caxias do Sul (RS), a produção foi transferida em 2024 para a fábrica de São Mateus (ES), que recebeu um investimento de R$ 50 milhões para se tornar um centro de excelência em eletromobilidade. O Attivi Integral possui autonomia de até 280 km e capacidade para até 91 passageiros.
  5. Volkswagen Caminhões e Ônibus (VWCO)
    Confirmou o início da produção do modelo e-Volksbus em sua fábrica em Resende (RJ) no segundo semestre de 2024.
  6. VolvoIniciou a produção de ônibus elétricos articulados e biarticulados na unidade de Curitiba (PR), com o modelo BZRT, voltado para sistemas BRT de alta capacidade.

  7. ScaniaConfirmou o início da produção do modelo K 230E B4x2LB, com quatro ou cinco pacotes de baterias e tração 4×2, suportando carrocerias de 12 a 14 metros. Ele foi lançado na última Lat.Bus 2024 e as entregas começam em setembro. 

Além das montadoras com produção nacional, o mercado brasileiro de ônibus elétricos também conta com a presença de fabricantes estrangeiros que atuam exclusivamente por meio da importação de veículos. As principais são:

  1. Higer Bus (China)
    Presente no Brasil em parceria com a TEVX Motors, a Higer tem ampliado sua atuação no segmento de ônibus elétricos com modelos articulados e padrão para o transporte urbano, testados em cidades como São Paulo.

  2. Ankai (China)
    Outra fabricante chinesa com presença crescente no Brasil, a Ankai fornece ônibus elétricos por meio de importação direta, oferecendo alternativas para operadoras interessadas na eletrificação de suas frotas.

Validação na América Latina

A Volvo iniciará um programa de validação de ônibus biarticulados 100% elétricos na América Latina. A atividade, inédita na região, terá início em Curitiba (PR), onde atualmente está localizada a sede das operações da marca no continente. Após os testes iniciais no Brasil, testarão os veículos também em Bogotá, na Colômbia, e na Cidade do México.

Os biarticulados elétricos, com zero emissões de CO₂, são mais uma alternativa para grandes metrópoles que possuem ou planejam implementar sistemas BRT (Bus Rapid Transit). Como resultado, esses veículos prometem aumentar a eficiência e a descarbonização no transporte de passageiros, oferecendo uma alternativa sustentável aos tradicionais ônibus a diesel.

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O chassi biarticulado elétrico é o maior veículo do portfólio de elétricos da Volvo, o que lhe confere alta eficiência no transporte de massa. “Um BRT com estes veículos consegue transportar a mesma quantidade de passageiros que um sistema de metrô, mas com custos de implantação e operação infinitamente menores e com zero emissões”, afirmou André Marques, presidente da Volvo Buses América Latina. Quando lançado comercialmente, o chassi será produzido no complexo industrial da Volvo em Curitiba, podendo ser exportado para diversos países com sistemas BRT.

Chassi consagrado

Mantendo as características dos modelos a diesel, o biarticulado elétrico utiliza o mesmo quadro de chassi, eixos e suspensão, mas agora com um trem de força elétrico do Grupo Volvo. O motor elétrico, posicionado entre o primeiro e o segundo eixos, garante uma melhor distribuição de carga e viabiliza carrocerias com salões completamente livres para os passageiros. Em carrocerias de 28 metros, a capacidade de transporte é de até 250 passageiros. “Estamos conciliando a base mecânica consagrada há anos em nossos biarticulados a diesel com a mais moderna tecnologia de ônibus elétricos Volvo”, destacou assim, Alexandre Selski, diretor de eletromobilidade ônibus da Volvo na América Latina.

ônibus articulado 100% elétrico
André Marques, presidente da Volvo Buses América Latina, e Alexandre Selski, diretor de eletromobilidade ônibus da Volvo na América Latina

Equipado com dois motores elétricos de 200 kW cada, totalizando 400 kW (equivalente a 540 cv), e uma caixa de câmbio automatizada de duas velocidades, baseada na transmissão Volvo I-Shift, o biarticulado elétrico oferece elevada capacidade para vencer aclives transportando até 250 passageiros com menos vibração, ruído e maior vida útil.

Com até oito baterias, somando 720 kWh de capacidade total, o veículo tem uma autonomia de até 250 quilômetros e pode ser recarregado completamente entre 2 e 4 horas. Há também a opção de carregador no teto para recargas rápidas em terminais BRT.

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A eletrificação do biarticulado representa um avanço significativo na evolução dos sistemas BRT. “Desde o início, o biarticulado Volvo sempre trouxe alta eficiência, transportando mais passageiros com menos emissões. Agora, com veículos 100% elétricos, vamos zerar completamente os gases de efeito estufa”, explicou Alexandre Selski.

Introduzido pela Volvo há mais de 30 anos, o conceito de ônibus biarticulados evoluiu continuamente. Além disso, é adotado em dezenas de cidades na América Latina, como Curitiba, Bogotá, Rio de Janeiro, Goiânia, Santo Domingo, San Salvador, Quito, Cidade do México, Cidade da Guatemala, Guayaquil, Manaus, Belo Horizonte, Porto Alegre, Recife, Cali, Bucaramanga e Santiago.

A Volvo tem metas ambiciosas de reduzir em 50% os gases de efeito estufa em seus veículos até 2030 e em 100% até 2040. Afinal, os ônibus elétricos desempenham um papel crucial nessa jornada de descarbonização. “Com a validação da versão elétrica do nosso biarticulado, estamos fortalecendo nosso compromisso com soluções para um transporte 100% mais seguro, eficiente e livre de CO₂”, concluiu André Marques.

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Mercedes-Benz 450 SEL 6.9: O super sedã de luxo que virou lenda

Há exatos 50 anos, nascia um dos maiores ícones da engenharia automotiva da Mercedes-Benz. O 450 SEL 6.9, topo de linha da primeira geração do Classe S, combinava o luxo absoluto com uma performance surpreendente – e até hoje permanece como um clássico muito procurado e valorizado

Em maio de 1975, a Mercedes-Benz redefiniu o conceito de sedã de luxo com o lançamento do 450 SEL 6.9, a versão mais prestigiada da série 116. Equipado com um motor V8 derivado do lendário Mercedes-Benz 600 (W 100), o modelo não apenas encantou a imprensa especializada como também conquistou celebridades e pilotos de Fórmula 1, tornando-se símbolo de status e sofisticação.

Hoje, cinco décadas depois, o “seis vírgula nove” continua a impressionar por sua presença imponente, conforto incomparável e desempenho robusto. Com 286 cavalos de potência e torque de 550 Nm, o modelo acelerava de 0 a 100 km/h em apenas 7,4 segundos – um feito que o colocava no mesmo patamar de esportivos da época. Sua velocidade máxima de 225 km/h reforçava sua proposta de sedã veloz, confortável e extremamente refinado.

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Nascimento de um ícone

O 450 SEL 6.9 foi apresentado à imprensa em Le Hohwald, na Alsácia, e rapidamente ganhou manchetes como “O melhor carro do mundo” e “O sedã mais rápido do mundo”. E não era para menos: além do motor com 6.834 cm³ de deslocamento, o modelo trazia uma lista de equipamentos de série de fazer inveja à concorrência – ar-condicionado, piloto automático, vidros elétricos, bancos em veludo, cintos de segurança com enrolador de inércia e até sistema de limpeza de faróis.

Mercedes-Benz 450 SEL 6.9
Luxo e requinte preservados por 50 anos

A versão SEL vinha exclusivamente com carroceria longa, com 100 mm a mais no entre-eixos, privilegiando o conforto dos passageiros traseiros. Entre os opcionais mais cobiçados, estavam o teto solar elétrico e o raríssimo telefone de carro Becker AT 160 S.

Detalhes que fazem história

Visualmente, o 450 SEL 6.9 pode ser identificado pelo emblema na tampa do porta-malas, pelo defletor de ar abaixo da grade, pelos pneus largos 215/70 VR 14 e pelo sistema de escapamento com saídas maiores. Curiosamente, as rodas Fuchs de alumínio forjado, que muitos associam ao modelo, eram opcionais, custando DM 1.554 na época.

Outro destaque do modelo era sua suspensão hidropneumática com controle de nível – uma inovação em relação à suspensão pneumática usada no 300 SEL 6.3. O sistema mantinha a altura do veículo constante e garantia máximo conforto mesmo sob carga ou em altas velocidades.

Clássico valorizado

Entre 1975 e 1980, foram produzidas 7.380 unidades do 450 SEL 6.9. Hoje, é um dos modelos clássicos mais valorizados da marca. De acordo com a Classic Data, um exemplar em excelente estado (grau 1) era avaliado em pouco mais de € 50.000 em 2015. Em 2025, esse valor já supera os € 80.000, com unidades excepcionais ultrapassando os € 90.000.

Para manter o padrão de excelência, a Mercedes-Benz Classic oferece um estoque completo de peças de reposição, que garante autenticidade e qualidade superior. Do interruptor do ar-condicionado ao conjunto da caixa de direção, cada componente está disponível com garantia direta do fabricante.

Legado duradouro

Mais que um sedã de luxo, o Mercedes-Benz 450 SEL 6.9 foi um marco na história automotiva. Representou o auge da engenharia alemã da década de 1970 e estabeleceu novos padrões de desempenho, conforto e segurança. É um carro que, ainda hoje, continua arrancando suspiros nas ruas e leilões, símbolo de uma era em que o luxo se unia à potência com maestria.

“O melhor carro é quase sempre a melhor compra”, reforça Patrik Gottwick, gerente de vendas e marketing da Mercedes-Benz Heritage GmbH – e no caso do 450 SEL 6.9, essa máxima se comprova a cada nova arrancada de um clássico que nunca envelhece.

Ônibus elétricos triplicam e caminhões ficam para trás

Veja a análise sobre o desempenho dos segmentos de caminhões e ônibus elétricos no Brasil durante o primeiro quadrimestre de 2025, com forte crescimento nas vendas de ônibus elétricos, equeda nas vendas
de caminhões elétricos

O mercado brasileiro de veículos pesados eletrificados teve comportamentos distintos nos segmentos de ônibus e caminhões ao longo dos primeiros quatro meses de 2025, conforme apontam os dados da edição 268 do informativo de emplacamentos da Fenabrave. Enquanto os ônibus elétricos registraram forte crescimento, os caminhões eletrificados seguem em ritmo de retração no acumulado do ano.

Ônibus elétricos triplicam emplacamentos

No segmento de ônibus, todos os 253 veículos eletrificados vendidos entre janeiro e abril de 2025 foram modelos 100% elétricos. Isso representa um aumento expressivo de 127,93% em relação às 111 unidades emplacadas no mesmo período de 2024. O mês de abril foi especialmente positivo, com 90 unidades vendidas — avanço de 200% em relação a março e de 42,86% sobre abril do ano passado.

ônibus elétricos
Fonte: Fenabrave
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Caminhões elétricos perdem força

Em contraste com o desempenho positivo dos ônibus, o mercado de caminhões eletrificados apresentou retração. Foram emplacadas 119 unidades no primeiro quadrimestre de 2025, queda de 19,59% em relação às 148 registradas em igual período de 2024. Apesar de abril ter igualado os 34 emplacamentos do mesmo mês do ano anterior, o desempenho ainda revela instabilidade no segmento.

No mês de abril, a VW Truck & Bus liderou com 18 caminhões vendidos (52,94% de participação), seguida pela JAC (7 unidades), Tesla (5) e Nanjing (4).

No acumulado do ano, a liderança permanece com a JAC, que emplacou 49 veículos (41,18%), seguida da VW Truck & Bus com 39 (32,77%) e da Tesla com 16 unidades (13,45%).

ônibus elétricos
Fonte: Fenabrave

Híbridos seguem ausentes

Tanto no segmento de ônibus quanto no de caminhões, não houve qualquer emplacamento de modelos híbridos nos primeiros quatro meses de 2025, o que evidencia que as montadoras continuam concentrando seus esforços nos modelos totalmente elétricos para o transporte de carga e passageiros.

Perspectivas

O crescimento acelerado do segmento de ônibus elétricos reflete o investimento de cidades e operadoras de transporte público em frotas mais limpas e sustentáveis, especialmente em centros urbanos. Já os caminhões eletrificados ainda enfrentam barreiras como o alto custo, a autonomia limitada e a escassez de infraestrutura de recarga adequada para longas distâncias.

Com as políticas públicas de mobilidade sustentável ganhando força, a expectativa é que os ônibus mantenham sua trajetória de alta. Para os caminhões, o desafio está em vencer o custo operacional e provar viabilidade econômica em larga escala.

 

Nova Jeep Compass x a geração atual e em fim de linha

Conheça a nova geração do Jeep Compass 2025, que chega ao Brasil com design renovado, mais espaço interno, novas tecnologias de segurança e conectividade, além do potente motor Hurricane 2.0 turbo. O texto também compara o novo modelo com a geração atual, destacando as principais evoluções em desempenho, dimensões e equipamentos, além de apresentar a tabela de versões e preços. Ideal para quem busca um SUV médio moderno, completo e
com alto padrão de desempenho

A Jeep prepara o lançamento global da terceira geração do Compass, mas o segredo acabou escapando antes da hora. Imagens vazadas na Europa revelaram os primeiros detalhes do novo SUV médio, que deve ser apresentado oficialmente ainda em 2025 e chegar ao Brasil no ano seguinte. Mesmo mantendo elementos clássicos de design da marca, o novo Compass chega com proporções renovadas, plataforma inédita e promessa de novas motorizações — incluindo um inédito conjunto híbrido flex.

Apesar de ainda preservar a identidade visual da Jeep, o novo Compass traz um design visivelmente mais geométrico e robusto. A dianteira está mais retangular, com faróis estreitos ao estilo Grand Cherokee integrados à grade dianteira — que continua com as tradicionais sete fendas, agora com uma faixa superior de LED como diferencial. O para-choque, redesenhado, complementa a frente com estilo marcante, e pode vir com acabamento contrastante em algumas versões.

Na lateral, mantêm-se as molduras plásticas nas caixas de roda, agora com uma novidade nas traseiras: saídas de ar integradas. Já a traseira assume uma personalidade mais moderna e sofisticada, com lanternas que lembram as do Land Rover Discovery, agora ligadas por uma faixa iluminada que atravessa a tampa do porta-malas e exibe o logotipo da Jeep em LED.

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Mais espaço, mais presença

As imagens reveladas também mostram o novo interior do Compass, com destaque para uma central multimídia ampla e horizontal — flutuando no painel —, novo padrão nos bancos, seletor de marchas giratório (substituindo a antiga alavanca) e uma moderna doca de carregamento por indução para smartphones. Botões físicos continuam presentes abaixo da central, para funções básicas de condução e conforto.

As imagens reveladas também mostram o novo interior do Compass, com destaque para uma central multimídia ampla e horizontal — flutuando no painel —, novo padrão nos bancos, seletor de marchas giratório (substituindo a antiga alavanca) e uma moderna doca de carregamento por indução para smartphones. Botões físicos continuam presentes abaixo da central, para funções básicas de condução e conforto.

Comparativo de dimensões:
Característica Compass atual Novo Compass Diferença
Comprimento 4.404 mm 4.550 mm +146 mm
Largura 1.819 mm 1.900 mm +81 mm
Altura 1.632 mm 1.670 mm +38 mm
Entre-eixos 2.636 mm 2.770 mm +134 mm
Capacidade do porta-malas 410 litros 550 litros +140 litros

Motorização: o velho conhecido com nova força

A linha 2025 mantém as opções conhecidas do público brasileiro — o motor 1.3 turbo flex (T270) de 176 cv e o 2.0 turbodiesel de 170 cv. A grande novidade, no entanto, é o motor Hurricane 2.0 turbo a gasolina, já utilizado no Jeep Wrangler. Ele entrega 272 cv e 40,8 kgfm de torque, acoplado a um câmbio automático de nove marchas e tração 4×4 com reduzida. O desempenho impressiona: o Compass com esse conjunto acelera de 0 a 100 km/h em apenas 6,3 segundos, tornando-se o SUV médio mais rápido já produzido no Brasil.

Segurança e conectividade em outro nível

A nova plataforma permitirá que o Compass utilize powertrains diversos: a combustão, híbridos leves, híbridos plug-in e até elétricos. O plano de investimentos da Stellantis de R$ 13 bilhões para a fábrica de Goiana (PE) reforça a intenção de manter a produção nacional do Compass, já com a nova arquitetura e, possivelmente, com um inédito motor híbrido flex.

Além do Brasil, a produção global do Compass também será ampliada: o modelo passará a ser fabricado na Itália a partir de 2026 para abastecer o mercado europeu.

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Preços e versões

O novo Compass chega com uma gama de sete versões, com preços estimados entre R$ 190.000 (Sport T270) e R$ 300.000 (Blackhawk Hurricane). A política de preços deve ser reposicionada estrategicamente para enfrentar os concorrentes diretos — como Toyota Corolla Cross, VW Taos e o novo Honda ZR-V — mantendo a proposta de um SUV completo, seguro e tecnológico, mas agora com desempenho digno de esportivo.

Cocal: nova planta vai abastercer a frota com biometano e a sobra será vendida

Nesta reportagem, você vai descobrir como a Cocal, uma das principais sócias da Copersucar, está ampliando sua atuação no setor de energias renováveis com investimentos em energia solar e biometano, quais são os planos da empresa para substituir o diesel em sua frota, sobre o retrofit de caminhões a diesel para gás, e como pretende vender biometano à Petrobras

A companhia sucroenergética Cocal, uma das principais sócias da Copersucar, está expandindo sua atuação para além da cana-de-açúcar e acelerando sua transição energética. Em 2025, a empresa deu dois passos decisivos nesse processo: em abril, inaugurou sua primeira usina de energia solar, e em julho pretende colocar em operação sua segunda planta de biometano em Paraguaçu Paulista (SP). Juntas, as duas iniciativas consumiram R$ 241 milhões em investimentos.

A estratégia, segundo André Gustavo Alves da Silva, diretor comercial de novos produtos da Cocal, marca uma nova fase para a empresa. “De 2017 a 2022, nosso foco era maximizar o potencial energético da cana. Foi aí que começaram os novos negócios de levedura, biogás e CO₂ industrial. Quando fechamos esse ciclo, percebemos que poderíamos combinar o potencial da cana com outros ecossistemas”, explica o executivo.

A nova planta de biometano é uma extensão da estrutura já existente de biogás da Cocal, que utiliza subprodutos da cana-de-açúcar – como a vinhaça e a torta de filtro – para gerar energia elétrica. Agora, com a nova unidade, será possível obter o metano purificado, pronto para ser utilizado internamente ou comercializado. A capacidade instalada é de 60 mil metros cúbicos diários, com tecnologia fornecida pela Geo bio gas&carbono.

O projeto contou com R$ 216 milhões em financiamento integral do Fundo Clima, via BNDES. A iniciativa dialoga diretamente com o marco regulatório do biometano, previsto para entrar em vigor em 2026, com metas progressivas de descarbonização estabelecidas pela Lei do Combustível do Futuro. A nova legislação exigirá que produtores e importadores de gás natural comecem a reduzir suas emissões em 1%, aumentando esse percentual com o tempo.

Antecipando-se à regulação, a Cocal participou da chamada pública da Petrobras para aquisição de biometano, com ofertas para fornecimento entre 2026 e 2029. “Fomos um dos poucos players que fizeram oferta para 2026”, afirma Silva. A estatal, maior agente no mercado de gás natural, ainda está em fase de negociação com os ofertantes.

Além da molécula em si, a Cocal também ofertou o atributo verde do biometano, mecanismo que permite negociar o valor ambiental do combustível separadamente. Dessa forma, o gás renovável pode ser comercializado como gás natural convencional para usos industriais ou térmicos, ao mesmo tempo em que seu crédito ambiental é negociado com grandes empresas e agentes regulados.

Mesmo fora da estrutura legal do Combustível do Futuro, a Cocal acredita que a demanda pelo biometano supera a oferta atual. Parte da produção já abastece 35 máquinas da própria empresa, substituindo o diesel em sua frota agrícola. Dos 30 milhões de litros de diesel consumidos anualmente, 2 milhões já foram substituídos por biometano produzido na planta de Narandiba (SP).

Apesar disso, há desafios operacionais, principalmente relacionados à logística de abastecimento e segurança no campo. Para superar esses obstáculos, a empresa mantém parceria com a fabricante MWM, desenvolvendo um projeto de retrofit de motores agrícolas para uso com etanol, como solução complementar.

O excedente de biometano poderá ser direcionado ao mercado industrial, mas os planos da Cocal vão além: a unidade pode ser o ponto de partida para a produção de combustível sustentável de aviação (SAF), em um projeto conjunto com a Copersucar e a Geo bio gas&carbono. A proposta está em estágio de pesquisa e avalia a viabilidade de adaptar o processo europeu de conversão Fischer-Tropsch (FT) à realidade brasileira.

“A dificuldade é converter a tecnologia europeia em tecnologia nacional”, explica Silva. Se bem-sucedido, o projeto poderá consolidar a Cocal como referência nacional em SAF a partir de biometano, fortalecendo seu papel na cadeia da descarbonização e da bioenergia.

Com uma estratégia diversificada, a Cocal caminha para se tornar um hub multienergético renovável, onde a cana-de-açúcar é apenas o ponto de partida para soluções integradas em energia limpa e sustentável.

MWM realiza troca de motores a diesel por biometano

Produção Local: Produzir localmente reduz a necessidade de construir grandes extensões de linhas de gasodutos. A Cocal, empresa do setor sucroenergético. A saber, é mais uma empresa a trocar o motor a diesel por propulsor a gás biometano da MWM tanto para caminhões como em motobombas.

A iniciativa envolve a substituição de motores a diesel usados por motores movidos a biometano novos. Mantendo assim a eficiência em desempenho e com uma redução significativa em emissões de particulado e CO₂.

A transformação, planejada inicialmente em 2022, representa um avanço importante na descarbonização do setor. A MWM instalou novos motores 100% a gás e sistemas completos de alta pressão em 20 equipamentos da Cocal. A princípio, com potências variando entre 220 e 330 cavalos. Estes veículos e equipamentos agora operam exclusivamente com biometano, um combustível sustentável produzido a partir dos resíduos da cana-de-açúcar.

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Cristian Malevic, diretor de Descarbonização da MWM, destacou a importância dessa iniciativa. “Além da redução do impacto ambiental, há outros benefícios, como a simplificação da manutenção e reposição de peças, com cerca de 85% dos componentes idênticos aos utilizados nos motores a diesel. E a similaridade no consumo, torque e potência em relação aos motores a diesel garante desempenho e eficiência,” explicou Malevic.

A planta da Cocal em Narandiba (SP) converte a vinhaça e a torta de filtro, resíduos da produção de cana, em biogás e gera biometano a partir dele. Este gás renovável é então distribuído para os clientes por meio de carretas ou gasodutos, além de abastecer a frota da própria empresa, reduzindo o consumo de diesel durante a safra.

Jurandir de Oliveira, diretor agrícola da Cocal, comentou sobre os desafios e benefícios dessa tecnologia. “Nosso principal desafio na utilização de equipamentos a biometano no campo está na autonomia e logística de abastecimento. Por isso, estamos ao lado da MWM para buscar soluções que viabilizem cada vez mais a operação em larga escala. Na última safra, que se encerrou em março de 2024, a Cocal atingiu o consumo total de 685 mil m³ de biometano na própria frota — o equivalente a 1.900 toneladas de CO₂ que deixaram de ser emitidas na atmosfera,” afirmou Oliveira.

Aliás, a Cocal vem investindo na transição energética de caminhões a diesel para biometano desde 2020, quando começou a utilização de caminhões Scania R 410 movidos a gás em parceria com a Lots Group, empresa de logística do Grupo Scania.

Algumas vantagens do uso do biometano no lugar do diesel e do gás natural veicular:

O biometano é um combustível renovável derivado do biogás. Ele é produzido a partir da purificação do biogás, eliminando assim o alto teor de carbono e originando um combustível semelhante ao gás natural. Comparado ao gás natural, o biometano oferece várias vantagens:

  1. Economia Verde: Ao produzir biometano a partir de resíduos orgânicos, promovemos uma economia circular renovável e sustentável e contribuímos para a gestão sustentável desses materiais.
  2. Redução de Emissões: O uso de biometano diminui as emissões de dióxido de carbono e metano na atmosfera em comparação com o gás natural e o diesel.
  3. Gestão de Resíduos: O biometano é uma solução inteligente para a gestão de resíduos orgânicos, transformando-os em energia útil e evitando o envio desses resíduos para lixões.
  4. Produção Local: Produzir localmente reduz a necessidade de construir grandes extensões de linhas de gasodutos. Já dezenas de empresas que estão investindo na produção local do biometano.
  5. Melhoria da Qualidade de Vida: Ao reduzir o lançamento de metano na atmosfera, o biometano contribui para melhorar a qualidade do ar e a saúde da população.

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Caminhões militares Scania: atuais; do Exército Brasileiro aos clássicos

Pouco escutamos sobre caminhões militares Scania. No entanto, o Scania Group mantém a sua divisão de veículos de defesa ativa. Vamos conhecer
agora os principais modelo da linha atual e os que fizeram
história, inclusive, no Exército Brasileiro
 

Robustez, versatilidade e confiabilidade. Esses são os pilares sobre os quais a Scania tem construído sua presença estratégica no setor de defesa. Muito além das estradas comerciais, a marca se consolida como uma aliada das forças armadas ao redor do mundo, com caminhões militares projetados para suportar condições extremas e missões críticas. 

Ao longo das últimas décadas, a Scania ampliou sua atuação no segmento de defesa com soluções logísticas sob medida, atendendo países da Europa, Ásia e América Latina. Seus veículos militares se destacam pela modularidade, pela capacidade de tração em terrenos hostis e pela integração de tecnologias civis adaptadas para uso militar. 

Força e Engenharia de Guerra: os modelos em destaque 

Scania R 730 8×8: potência total para operações críticas 

Considerado um dos mais potentes caminhões da linha de defesa da Scania, o modelo R 730 8×8 impressiona com seu motor V8 de 730 cavalos e tração total. Capaz de transportar até 120 toneladas, é indicado para o deslocamento de blindados, munições pesadas ou equipamentos de engenharia. A cabine pode ser blindada e transporta até oito militares com segurança, oferecendo proteção balística e conforto operacional. 

G410 6×4: a escolha das Forças de Defesa da Estônia 

Parte da modernização militar nos países bálticos, o Scania G410 6×4 foi recentemente adotado pelas forças armadas da Estônia. Com motor de 410 cv e arquitetura flexível, o caminhão pode operar como trator logístico ou plataforma para módulos especializados. O contrato com a Scania prevê entregas até 2025, ampliando a capacidade de transporte em ambientes estratégicos da OTAN. 

SLT 650 S 8×6: transporte de tanques para o Exército Alemão 

caminhões militares Scania
Foram produzidos 40 undades do SLT S 650 8×6 para o Exército Alemão

Utilizado para rebocar veículos de combate pesados como o Leopard 2A7V, o SLT 650 S é equipado com motor Euro 6 de 650 cv e implementos desenvolvidos pela DOLL Fahrzeugbau. O conjunto completo é capaz de transportar blindados de até 100 toneladas, com agilidade e segurança, mesmo em estradas acidentadas ou trilhas de guerra. 

Tecnologia sob medida para defesa 

A Scania desenvolveu um conceito modular para aplicações militares, permitindo que um mesmo chassi receba configurações distintas: ambulâncias, centros de comando, veículos de recuperação ou guarnições logísticas. Essa abordagem reduz custos operacionais e aumenta a eficiência das frotas militares. 

Scania militares
Patria 6×6 para o transporte de tropas

Os motores Scania de 9 a 16 litros desempenham um papel fundamental na mobilidade de veículos blindados utilizados por forças militares e de segurança em operações estratégicas. Modelos como o Patria AMV e o Patria 6×6, amplamente empregados por forças de reação rápida e missões internacionais de paz, contam com esses motores para garantir alto desempenho, confiabilidade e eficiência energética em cenários de combate e transporte tático. 

O Patria AMV, um veículo blindado modular 8×8, é reconhecido por sua versatilidade e capacidade de adaptação a diferentes missões. Equipado com motores Scania, ele oferece potência e autonomia para deslocamentos prolongados, além de suportar sistemas avançados de armamento e proteção. Já o Patria 6×6, projetado para transporte de tropas e apoio logístico, também se beneficia da robustez dos motores Scania, garantindo mobilidade em terrenos desafiadores e segurança para seus ocupantes. 

 A Suécia firmou um robusto contrato com as montadoras Scania e Volvo para o fornecimento de 775 caminhões militares, em uma estratégia de fortalecimento logístico das Forças Armadas diante do atual cenário geopolítico europeu. O acordo, divulgado em março de 2025, envolve a entrega de diferentes modelos táticos destinados a operações terrestres, com previsão de distribuição para diversas unidades militares suecas até o final de 2026. 

Segundo informações do Defence Today, The Defense Post e Defence Industry Europe, a Scania será responsável pelo fornecimento de 475 unidades, divididas da seguinte forma: 

  • 75 caminhões baú 6×6, voltados para o transporte de equipamentos e suprimentos sensíveis; 
  • 300 caminhões plataforma 4×4, equipados com lonas e elevadores traseiros, ideais para cargas variadas; 
  • 100 caminhões plataforma 6×6, com maior capacidade de tração e adaptabilidade em terrenos complexos. 

Já a Volvo fornecerá 300 caminhões plataforma 6×6, também com cobertura de lona e sistemas de carga automatizados. Esses veículos têm como objetivo reforçar o transporte de contêineres, cargas pesadas e outros veículos operacionais no interior da Suécia e em missões no exterior, dentro do escopo de atuação da OTAN. 

A operação conjunta entre as duas maiores fabricantes de veículos pesados do país representa um passo significativo na modernização da frota militar sueca, e inclui cláusulas de opção para a aquisição de mais 575 veículos adicionais, dependendo da evolução das necessidades estratégicas. 

Além do fornecimento em si, o contrato prevê suporte técnico, treinamento de operadores e assistência logística, consolidando o papel da indústria automotiva sueca como eixo central da infraestrutura de defesa nacional. 

Além da Suécia, a Scania tem expandido sua presença em mercados internacionais, incluindo a Índia. A empresa tem adaptado seus veículos para atender às condições específicas de diferentes regiões, como ambientes tropicais e desérticos, demonstrando sua capacidade de fornecer soluções personalizadas para as necessidades das forças armadas em diversos países. 

Os Scania do Exército Brasileiro

Sim, o Exército Brasileiro possui uma longa história de utilização de caminhões Scania em suas operações logísticas e de transporte pesado.

Scania
Os modelos Scania foram mais utilizados para transporte de blindados e de apoio logístico

Desde os anos 1970, a Scania forneceu diversos modelos adaptados para uso militar. Um exemplo notável é o Scania 110 Super 6×6, adquirido a partir de 1972, que desempenhou papel fundamental no transporte de blindados como o M41 Walker Bulldog e o M113. Esses veículos foram equipados com guinchos hidráulicos e reforços estruturais para atender às exigências militares.

Ao longo das décadas seguintes, modelos como o Scania 113H, 124G e P124 foram incorporados à frota, sendo utilizados em diversas funções, desde o transporte de veículos blindados até o apoio logístico em batalhões de suprimento.

Em eventos como a LAAD 2017, a Scania apresentou o P 360 6×6 militarizado, projetado para transporte de tropas e equipamentos em terrenos desafiadores. Apesar de suas capacidades, o Exército optou por adquirir o Volkswagen 31.320 6×6 para determinadas aplicações. A experiência entre o Exército Brasileiro é outro capítulo e para outra reportagem.

Modelos clássicos  

Scania militar
Scania LA82 e Scania SBAT 111 6×6

Scania LA82 (1958) 

  • Um dos primeiros modelos militares desenvolvidos pela Scania-Vabis. 
  • Equipado com tração nas quatro rodas (4×4), era utilizado para transporte geral e missões leves. 
  • Motor diesel de seis cilindros e 165 cv. 

Scania SBA111 (Tgb 30) 

  • Desenvolvido na década de 1970 para o Exército Sueco. 
  • Chassi 4×4 com motor diesel DS11, de aproximadamente 220 cv. 
  • Reconhecido por sua durabilidade em terrenos acidentados e climas extremos. 

Scania SBAT111S (Tgb 40) 

  • Versão 6×6 do SBA111, com capacidade de carga superior e potência em torno de 300 cv. 
  • Utilizado para transporte de equipamentos pesados e artilharia. 
  • Ainda está em operação em alguns países, com atualizações técnicas. 

Scania P93 e P113 Militarizados 

  • Versões adaptadas dos populares modelos civis, utilizadas em diversos países da Europa e América do Sul. 
  • Aplicações variavam de transporte de tropas a veículos de comando e reboque de artilharia. 

 

BorgWarner registra forte desempenho no primeiro trimestre de 2025

A BorgWarner Inc. divulgou nesta terça-feira (7) os resultados do primeiro trimestre de 2025, evidenciando resiliência e foco estratégico em meio a um cenário desafiador na indústria automotiva global. Mesmo diante de uma retração de 3,6% nos mercados de veículos leves e comerciais, a companhia apresentou crescimento orgânico de 0,1% nas vendas, com destaque para o desempenho expressivo de seus e-produtos, cuja receita cresceu 47% em relação ao mesmo período do ano anterior.

As vendas líquidas totalizaram US$ 3,515 bilhões no trimestre, uma queda de aproximadamente 2% na comparação anual, de acordo com os princípios contábeis dos EUA (US GAAP). O lucro líquido ajustado por ação diluída foi de US$ 1,11 – um aumento de 8% frente aos US$ 1,03 registrados no primeiro trimestre de 2024.

O lucro operacional ajustado atingiu US$ 352 milhões, com margem de 10,0%, ampliando em 60 pontos-base na comparação anual, apesar de um impacto negativo de 20 pontos-base relacionado a tarifas. O lucro líquido reportado foi de US$ 157 milhões (US$ 0,72 por ação diluída), frente a US$ 213 milhões (US$ 0,93 por ação diluída) no primeiro trimestre do ano passado.

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Saída do setor de carregamento e reestruturação

Como parte de sua estratégia para focar em áreas de maior rentabilidade e futuro crescimento, a BorgWarner anunciou sua saída do negócio de carregamento de veículos no segundo trimestre de 2025. A iniciativa visa eliminar perdas operacionais ajustadas de aproximadamente US$ 30 milhões anuais. Além disso, a companhia vai consolidar sua unidade de Sistemas de Baterias da América do Norte, ação que deverá gerar economia de custos de US$ 20 milhões até 2026.

“Essas medidas são fundamentais para alinharmos nossa estrutura de custos à realidade do mercado e maximizarmos nosso portfólio voltado à eletrificação veicular”, informou a empresa em nota oficial.

Novos negócios estratégicos

A BorgWarner também revelou uma série de novos contratos que consolidam sua posição de liderança em soluções de mobilidade elétrica e tradicional:

  • eMotor híbrido de alto volume: fornecimento para picapes e SUVs de uma grande montadora norte-americana, com lançamento previsto para 2028.
  • Aquecedor de líquido de arrefecimento de alta tensão (HVCH): contrato com uma OEM global para sua linha de híbridos plug-in, com início em 2027.
  • Extensões de programa de EGR (recirculação de gases de escape): com um importante OEM norte-americano, garantindo produção até 2029.
  • Transmissões de dupla embreagem (DCT) na China: incluindo uma extensão de sete anos com uma montadora alemã e um novo contrato com um fabricante de transmissões local, com início previsto para o fim de 2025.

Projeção para 2025

A BorgWarner atualizou sua projeção para o ano, estimando vendas líquidas entre US$ 13,6 bilhões e US$ 14,2 bilhões – uma leve alta frente à previsão anterior, impulsionada pela recuperação de tarifas e valorização cambial. A expectativa é de uma margem operacional ajustada entre 9,6% e 10,2%, com lucro líquido ajustado por ação variando entre US$ 4,00 e US$ 4,45.

Mesmo com a redução nas expectativas de produção do setor, a companhia prevê crescimento acima da média do mercado entre 200 e 400 pontos-base. O fluxo de caixa operacional deve se manter entre US$ 1,323 bilhão e US$ 1,375 bilhão, com fluxo de caixa livre projetado de US$ 650 milhões a US$ 750 milhões.

Com forte posicionamento em eletrificação, controle rígido de custos e novas conquistas comerciais, a BorgWarner reforça sua estratégia de longo prazo, alinhada às transformações da indústria automotiva global.