sexta-feira, abril 10, 2026

Agronegócio precisa ser mais “pop” na COP30 

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Para não sair como vilão da conferência climática mundial, a agricultura brasileira precisa construir uma imagem uniforme e alinhar seu discurso na COP30 

Por Jorge Görgen* 

A COP30, que será realizada em Belém (PA), está se aproximando, e a cadeia produtiva do agronegócio brasileiro vive o dilema de como se posicionar de forma unificada diante das questões ambientais emergentes que serão debatidas no evento global. 

É sempre fácil associar a imagem da agricultura nacional à figura de vilã. Organizações não governamentais e instituições do gênero, defensoras da causa ambiental, já têm um discurso pronto para demonizar os produtores agrícolas brasileiros. A narrativa central é que a agricultura está devastando florestas e transformando o cenário em pastagens para engorda de gado e, depois, em lavouras de soja. 

Segundo dados dos alarmistas de plantão, mais de 20% da Amazônia Legal já foi destruída, e o avanço segue em ritmo acelerado, prometendo uma paisagem lunar no lugar da floresta úmida antes do fim deste século. É uma imagem forte e de fácil assimilação pelo grande público, já temeroso com o aquecimento global. 

Mas como explicar ao mundo que o agro organizado não é o vilão da destruição da floresta amazônica e que o Brasil não é o único país responsável pelo aceleramento das mudanças climáticas? 

Muito pelo contrário, o agro verde-amarelo tem muito a mostrar e dizer ao mundo. 

Separar o joio da soja

Aqui, precisamos começar separando, literalmente, o joio do trigo — ou, neste caso, o joio da soja. Crime é crime e vice-versa. Como em todos os setores, há segmentos mais rudimentares do agronegócio formados por gangues que grilam terras, invadem áreas devolutas, reservas indígenas ou de proteção permanente, e seguem em frente, desrespeitando a legislação, o Ibama e o próprio governo. 

Decididamente, não estamos falando dessa gente, que precisa ter um encontro com as barras da Justiça. Estamos falando de quem produz corretamente e coloca comida na mesa dos brasileiros e de milhões de pessoas mundo afora. 

Mas isso não interessa muito a quem denuncia o agro de forma generalista. E aqui está a armadilha na qual o Brasil e as lideranças do agronegócio não podem cair durante os debates da COP30. Cabe às nossas autoridades e entidades do setor mostrar que a agricultura faz parte da solução — e não do problema. Afinal, a questão ambiental não se sobrepõe à segurança alimentar. Elas estão interligadas. Só existe agricultura porque comida é fonte de energia e saúde para a humanidade. E porque há urgência e fome no mundo. 

Mas o que é a COP30?

Para começar a responder a esse dilema à altura das demandas da sociedade civil organizada, o governo brasileiro e as entidades que lideram o agronegócio precisam, antes de tudo, compreender a arena onde acontecerão os principais debates desse evento de grande envergadura. 

COP30
Agricultura e preservação: imagem aérea mostra lavouras de soja lado a lado com áreas de vegetação nativa — prova de que o agro brasileiro pode ser parte da solução na luta climática debatida na COP30

A COP30 — ou Conferência das Partes —, que o Brasil sediará em novembro, é uma reunião internacional que integra a Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima. Essas conferências são realizadas anualmente com o objetivo de avaliar o progresso das negociações sobre as mudanças climáticas e estabelecer acordos para mitigar os efeitos já verificados no planeta. 

A COP30 terá papel relevante na avaliação de dois aspectos cruciais: a implementação contínua dos compromissos assumidos em conferências anteriores e o avanço das metas globais para o futuro — especialmente no que se refere à adaptação e à resiliência diante das mudanças climáticas. 

Dados atualizados indicam que, neste primeiro quarto de século, a temperatura média global já subiu quase 1 grau Celsius. Se nada mudar, poderemos atingir os 3 graus de aumento previstos pelos cientistas bem antes de 2100 — ou seja, em menos de 50 anos a partir de agora. 

Por isso, a cada edição da COP, representantes dos países signatários se reúnem para discutir políticas climáticas, estabelecer compromissos para a redução das emissões de gases de efeito estufa e implementar os objetivos do Acordo de Paris, firmado em 2015. 

Mas uma COP não deve ser vista como um fim em si mesma. Trata-se de um processo contínuo, que começou em Estocolmo-72, passou pela Rio-92 (ou Eco-92) e culminou no Acordo de Paris. Ou seja, já existem enunciados anteriores e compromissos assumidos que, muitas vezes, geraram expectativas frustradas. 

Com a fragilidade do multilateralismo nos dias de hoje, o debate pode se esgotar se não surgirem metas objetivas e factíveis — capazes de reunir à mesa todos os agentes globais necessários para resolver o impasse climático em que nos encontramos, criando um ponto de inflexão que salve o planeta e o futuro da humanidade. 

Os exemplos do Brasil

É aqui que o agronegócio brasileiro pode oferecer bons exemplos ao mundo. Temos protagonismo na agricultura e pecuária global, não apenas no aspecto econômico — como líderes em várias culturas —, mas também em práticas sustentáveis. 

Carnes, cana, grãos, café, cítricos, florestas plantadas… e por aí vai. Mas também temos exemplos concretos de agricultura sustentável a apresentar, inclusive no bioma amazônico. 

Práticas regenerativas de uso do solo existem há pelo menos 50 anos, desde que o plantio direto começou a surgir no Paraná. O etanol é uma das maiores bandeiras que podemos levantar como solução energética viável para a mobilidade. Além da cana, temos o sucesso do uso de biocombustíveis, com destaque para o biometano, utilizado no transporte coletivo, de cargas e em máquinas agrícolas — fechando o ciclo sustentável no campo. 

Mais recentemente, cresce o conceito de integração entre lavoura, pecuária e reflorestamento em uma mesma propriedade. É uma inovação verde-amarela que pode ser exportada para diversos países, especialmente os nossos vizinhos do continente americano, mostrando que produtividade pode — e deve — caminhar junto com sustentabilidade, preservando a umidade do solo e os mananciais de água. 

Zona Azul versus Zona Verde

Esses exemplos precisam estar presentes em todos os discursos dos representantes brasileiros durante a COP, para que a força da nossa mensagem não se dilua nem seja ofuscada por imagens de queimadas e florestas derrubadas. Seja na Zona Azul, onde estarão os representantes oficiais dos governos, ou na Zona Verde, onde estarão empresas, ONGs e a sociedade civil. 

É preciso lembrar que, por trás de tudo isso, o principal tema da COP é econômico: trata-se da competitividade dos países em todas as áreas — especialmente na geração de energia e na agricultura, incluindo pecuária e pesca. São dois pilares da economia global que estarão em jogo em Belém, e o Brasil precisa estar preparado para defender seus interesses estratégicos. 

Sem esquecer que a imprensa mundial estará atenta, cobrindo as duas arenas da conferência: o lado oficial, de onde sairão os acordos e metas entre os países, e o lado não oficial, de onde, geralmente, vêm as imagens de protestos que correm o mundo. Se o discurso não estiver bem alinhado, as imagens da Zona Verde poderão ofuscar as boas intenções e argumentos do agronegócio brasileiro. 

Assim, a pecha de vilão permanecerá marcada a ferro e fogo no agro nacional. E a próxima oportunidade para reverter essa imagem será apenas na COP31, em Istambul, na Turquia, em novembro de 2026.

Frota Agro
Jorge Görgen é um experiente profissional de comunicação corporativa com destaque nos setores automotivo e do agronegócio. Atuou como *Responsável de Comunicação Corporativa do Iveco Group, liderando estratégias para marcas como IVECO, IVECO Bus, FPT Industrial, IDV e Magirus. Anteriormente, acumulou **14 anos na CNH Industrial* como Gerente de Relações Institucionais e Comunicação Corporativa, atuando com marcas como Case e New Holland em toda a América Latina.
Formado em *Comunicação Social/Jornalismo* pela PUC/RS, com *MBA Executivo em Marketing pelo INSPER* e especialização em Comunicação Empresarial, Jorge foi duas vezes premiado como *Profissional do Ano de Comunicação Empresarial pela Aberje* (2018 e 2023). Também ocupou cargos de liderança, como *Vice-presidente da ANFAVEA* e de conselheiro da Aberje.
Jorge é reconhecido por sua expertise em comunicação estratégica e relações institucionais nos setores em que atua.
E-mail para contatos: jlagorgen@gmail.com

Nota:

As opiniões expressas neste artigo são de responsabilidade exclusiva do autor e não representam, necessariamente, a visão deste veículo.

Amazon reforça presença no Brasil com foco em logística 

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A Amazon reafirmou seu compromisso com o mercado brasileiro durante o Amazon Conecta 2025, evento realizado nesta terça-feira (6) que reuniu vendedores e especialistas do setor. Com destaque para a expansão logística e o incentivo a pequenas e médias empresas (PMEs), a companhia também confirmou a realização do Prime Day 2025 para o mês de julho

Durante o encontro, Juliana Sztrajtman, presidente da Amazon Brasil, apresentou os principais números da operação no país. Atualmente, a empresa atende todos os 5.570 municípios brasileiros, com entregas em até dois dias em mais de 1.300 cidades e em até um dia em mais de 200. A infraestrutura logística conta com 150 polos e 12 centros de distribuição, incluindo o recém-inaugurado GRU9, em São Paulo — o mais tecnológico do país, com capacidade para separar até 9,5 mil pacotes por hora em seus 70 mil m². A previsão é de novas unidades ainda em 2025. 

Segundo a NielsenIQ, a Amazon ocupa posição de destaque em intenção de compra e lembrança de marca no Brasil. A empresa vem acompanhando o comportamento do consumidor para ampliar a oferta de produtos e tornar as entregas mais rápidas e seguras. Hoje, o marketplace oferece 150 milhões de itens em 50 categorias, com destaque para os assinantes Prime, que compram, em média, sete vezes mais que usuários comuns. O Brasil é o país com maior crescimento global do programa Prime. 

Vendedores parceiros impulsionam crescimento regional 

O marketplace da Amazon registrou crescimento expressivo de vendedores parceiros em todas as regiões do Brasil entre 2023 e 2024. Os dados mostram avanço acima de dois dígitos em todos os estados. 

No Sudeste, o número de novos vendedores aumentou 36%, com destaque para o Rio de Janeiro, que saltou 76%, e São Paulo, com crescimento de 30%. Espírito Santo e Minas Gerais tiveram altas de 27% e 25%, respectivamente. 

A Região Norte liderou em crescimento percentual, com alta de mais de 55%. Roraima (68%) e Pará (67%) se destacaram. O Pará, inclusive, é o estado com maior número absoluto de vendedores na região, superando 600. Entre as ações logísticas na região, está o piloto de entregas para 86 famílias ribeirinhas na comunidade do Catalão, zona rural de Iranduba (AM), que agora recebem produtos em até dois dias por voadeiras. 

No Nordeste, o crescimento geral foi de 33%. Maranhão (61%), Alagoas (41%) e Ceará (34%) foram os destaques. Já no Centro-Oeste, o avanço foi semelhante, com média de 33%, puxado por Mato Grosso (43%) e Goiás (41%). No Sul, o aumento foi de 24%, com Santa Catarina liderando com 27%. 

Foco em pequenas e médias empresas 

Segundo Virginia Pavin, diretora de Marketplace da Amazon Brasil, 99% dos 100 mil vendedores ativos em 2024 são PMEs. As vendas no marketplace somaram R$ 11,3 bilhões no ano, sendo que 78% dos pedidos foram entregues fora da localidade do vendedor. Mais de 3 mil sellers brasileiros já exportam seus produtos via Amazon. 

Para 2025, a empresa aposta em inteligência artificial para facilitar o cadastro e a operação de novos vendedores. Entre as novidades, estão o Registration Hub (apoio especializado para novos cadastros) e o Listing Hub (suporte à criação de listagens). Ferramentas de IA permitirão criar páginas de produtos a partir de uma breve descrição, imagem e link. A comunicação com os sellers também será feita via WhatsApp. 

Logística e expansão de categorias 

O programa Fulfillment by Amazon (FBA), atualmente limitado a vendedores registrados em São Paulo, será expandido ao longo do ano. A empresa também avalia novos polos logísticos com base em incentivos fiscais estaduais. 

Outro foco será o aumento do sortimento em categorias como moda e automotivo, com campanhas específicas para atrair novos lojistas e ampliar a variedade de produtos. 

Prime Day 2025 confirmado 

Um dos momentos mais aguardados pelos consumidores, o Prime Day 2025 foi confirmado para julho. Em 2024, a ação registrou crescimento de 71% em relação ao ano anterior, com 9 bilhões de entregas feitas no mesmo dia ou no seguinte. 

Segundo os executivos, o Amazon Conecta reflete a estratégia da companhia de fortalecer a base de vendedores locais, considerada peça-chave para o crescimento sustentável da operação no Brasil. 

Marcas chinesas preparam ofensiva no rico mercado brasileiro de picapes 

Marcas chinesas podem alterar o mercado de picapes no Brasil, segmento é que a mina de ouro para marcas como Fiat, Toyota, Chevrolet, Ford e Mitsubishi. Isso porque duas novidades estão sendo preparadas, uma pela BYD e outra pela Caoa Chery. A primeira quer criar uma picape para o segmento de compactas, surfado atualmente pela líder, Fiat Strada, e pela única concorrente, a VW Saveiro. Já a Caoa quer produzir uma picape média em sua fábrica de Anápolis (GO) para concorrer com as líderes do segmento, Toyota Hilux e Ford Ranger, além de outras 10 que disputam este segmento. 

BYD mira o segmento de picapes compactas 

A BYD, conhecida por seus avanços em veículos elétricos, confirmou a produção de uma picape compacta no Brasil, com lançamento previsto para 2026. O modelo será fabricado (ou montada com SKD) na planta de Camaçari, na Bahia, e terá versões de cabine simples e dupla. A estratégia da empresa é competir diretamente com a Fiat Strada, líder absoluta no segmento, e outras concorrentes como Chevrolet Montana, Ford Maverick e Renault Oroch. 

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Ford apresenta Ranger Super Duty: a picape feita para o trabalho pesado

Embora detalhes técnicos ainda não tenham sido divulgados, especula-se que a picape possa contar com motorização híbrida flex, alinhando-se à tendência de eletrificação do mercado. A informação foi revelada ao jornalista Jorge Moraes, do portal Uol Carros, pelo vice-presidente sênior da BYD no Brasil, Alexandre Baldy. 

Caoa Chery aposta em picape média para rivalizar com Hilux e Ranger 

Ainda conforme informações do jornalista Jorge Moraes, a Caoa Chery, por sua vez, planeja produzir uma picape média na fábrica de Anápolis, Goiás, com início de produção estimado entre o final de 2025 e o início de 2026. No entanto, vale lembrar que a promessa da fabricação de uma picape não é nova. Há registros sobre esta promessa em veículos de notícias desde 2021. 

O foco da picape Chery 4×4 é exatamente o público do agronegócio do Centro-Oeste, região onde está instalada a sua fábrica. O modelo, possivelmente batizado de Chery Himla, será oferecido em versões a diesel e híbrida plug-in, visando competir com líderes de mercado como Toyota Hilux e Ford Ranger. A Chery Himla promete um design robusto e moderno, com interior tecnológico, incluindo central multimídia de 14 polegadas e recursos voltados para o uso off-road. 

Impacto no mercado brasileiro 

A entrada dessas marcas chinesas no mercado de picapes representa uma mudança significativa no cenário automotivo brasileiro. A BYD, com sua expertise em eletrificação, e a Caoa Chery, com sua capacidade de produção local, trazem novas opções para os consumidores e aumentam a competitividade no segmento. 

Analistas do setor apontam que a presença dessas novas picapes pode pressionar as montadoras tradicionais a inovar e oferecer produtos com melhor custo-benefício, além de acelerar a transição para tecnologias mais sustentáveis. 

Com lançamentos previstos para os próximos anos, o mercado brasileiro de picapes se prepara para uma nova era, marcada pela diversificação de ofertas e pela chegada de modelos que prometem atender às demandas de um público cada vez mais exigente. 

Inteligência de mercado: TruckPag e 3S unem forças para gestão de frotas

Com mais de 700 mil transportadoras registradas no país, segundo dados da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres), o setor de transporte rodoviário de cargas é peça-chave na economia de qualquer país. Para fortalecer esse segmento, a TruckPag, startup especializada em soluções de pagamento para frotas pesadas, firmou uma parceria estratégica com a 3S Tecnologia, referência nacional em telemetria, monitoramento e segurança veicular. 

A aliança entre as empresas tem como objetivo entregar um ecossistema de soluções integradas que oferece mais controle operacional, redução de custos e ganhos de rentabilidade para transportadoras e embarcadores. 

“A parceria entre as empresas fortalece o conceito de ecossistema completo para embarcadores e frotistas. Unimos a inteligência do monitoramento em tempo real com nossa tecnologia de pagamentos e controle de abastecimento para gerar mais resultados nas pontas — da operação à gestão”, afirma Kassio Seefeld, CEO da TruckPag. 

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Soluções integradas para gestão de ponta a ponta 

A integração entre as tecnologias das duas empresas permitirá funcionalidades como automação de abastecimento, controle de consumo, acesso a postos com preços competitivos e rastreamento em tempo real da operação. Os clientes também terão acesso a uma nova plataforma de gestão e conciliação fiscal, que facilita o aproveitamento de créditos tributários e contribui para a saúde financeira das frotas. 

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Outro ponto de destaque é o reforço à segurança. Com tecnologias embarcadas da 3S, os operadores contarão com maior rastreabilidade e mecanismos de prevenção a fraudes, além de dados estratégicos que auxiliam na tomada de decisões operacionais. 

“Acreditamos que a união com a TruckPag é estratégica para o mercado. Nossas soluções se complementam e essa sinergia nos permite entregar uma oferta mais robusta, com suporte técnico alinhado e foco total no cliente”, comenta Rennan Garcia, sócio e Diretor Comercial da 3S Tecnologia. 

Produto conjunto está em desenvolvimento

Segundo as empresas, um novo produto está em fase de desenvolvimento. A proposta é integrar ainda mais os processos operacionais, consolidando informações em uma plataforma intuitiva que promete transformar o dia a dia do gestor de frotas. 

Com duas décadas de mercado, a 3S atende transportadoras, locadoras e operações logísticas críticas. Já a TruckPag, que registrou um crescimento de 147% entre março de 2023 e março de 2025, atua com capital 100% nacional e foco em compliance fiscal, oferecendo atendimento humanizado 24/7 e tecnologia proprietária. 

“Mais do que integrar sistemas, essa parceria entrega inteligência aplicada à logística. Estamos olhando para o que realmente importa para o operador de transporte: controle, economia e resultado”, reforça Seefeld. 

As 3 soluções digitais que estão facilitando a rotina de frotas pesadas

De acordo com a pesquisa Espelho Logístico, da Next.Log, quase 80% das transportadoras brasileiras investiram em soluções tecnológicas no último ano. A digitalização avança e transforma a operação de quem está na estrada. Confira três ferramentas que têm ganhado destaque: 

  1. Cartão para gestão de combustível

Essenciais para o controle de gastos, os cartões corporativos permitem gerenciar o consumo de combustível em tempo real, com dados acessíveis via plataformas digitais. A solução traz mais transparência e otimização no uso da frota. 

  1. Tag veicular

Com ela, é possível pagar pedágios e estacionamentos automaticamente, sem parar em guichês, ganhando agilidade nas viagens e reduzindo o tempo parado. 

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  1. Plataforma de manutenção veicular

Essas ferramentas centralizam o histórico de cada veículo, desde registros de falhas até a aprovação de reparos. Também permitem o acompanhamento dos serviços prestados e ajudam a manter a frota em condições ideais de operação. 

“A digitalização facilita a manutenção preventiva, a gestão de combustíveis, a otimização de rotas e diversos outros pontos dentro da logística. Isso gera aumento de produtividade e impacto positivo na sustentabilidade”, conclui Kassio Seefeld, CEO da TruckPag. 

Fiat Strada e Toro disparam, mas Hilux resiste na liderança entre médias

Fiat domina entre as picapes compactas, segmento sem concorrência, e intermediárias com apenas dois concorrentes, enquanto Hilux lidera entre mais de 10 concorrentes no segmento de médias; veja os modelos mais
vendidos até abril de 2025

O setor de picapes continua sendo um dos mais lucrativos e competitivos do mercado automotivo brasileiro. No primeiro quadrimestre de 2025, os dados de emplacamentos mostram um cenário liderado amplamente pela Fiat, que se destaca tanto nas categorias tradicionais quanto em um novo nicho cada vez mais relevante: o das picapes intermediárias. 

Segmento de picapes compactas: Fiat Strada reina absoluta

A Fiat Strada segue como líder incontestável entre as picapes compactas. De janeiro a abril, o modelo acumulou 39.373 unidades vendidas, o que representa 67,73% do segmento. Em segundo lugar, a VW Saveiro somou 18.761 emplacamentos (32,27%). 

Segmento intermediário: Fiat Toro, Montana e Oroch ganham protagonismo 

Nesta faixa intermediária — que une características de picapes compactas e médias, especialmente voltadas para uso misto urbano e recreativo — três modelos se destacam: 

  • Fiat Toro: com 15.229 unidades vendidas no acumulado do ano, a Toro se consolida como a líder do segmento intermediário, representando 18,43% do mercado total de picapes. 
  • Chevrolet Montana (nova geração): mesmo com números abaixo dos líderes, emplacou 6.565 unidades até abril, alcançando 7,95% de participação. 
  • Renault Oroch: mais discreta, mas ainda relevante, a Oroch somou 3.904 emplacamentos (4,73%). 
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A ascensão dessas picapes reflete a preferência crescente do consumidor por modelos versáteis, com visual robusto, cabine dupla e conforto próximo ao de um SUV, sem renunciar a caçamba e resistência. 

Segmento de picapes médias: Hilux, Ranger e S10 disputam liderança

Entre as picapes médias — tradicionalmente voltadas para trabalho pesado e uso rural/off-road — a disputa está acirrada: 

  • Toyota Hilux: com 14.150 unidades vendidas até abril, mantém a vice-liderança geral, com 17,13% do segmento. 
  • Ford Ranger: próxima na cola, com 10.343 unidades (12,52%). 
  • Chevrolet S10: segue estável, com 8.398 emplacamentos e 10,17% do mercado. 
  • Outros modelos como a Ram Rampage (7.246), Nissan Frontier (3.237), Mitsubishi L200 (3.092) e VW Amarok (1.970) completam o segmento com desempenhos expressivos, embora distantes dos líderes. 

Três categorias, um mercado em evolução 

Ao dividir o mercado em compactas, intermediárias e médias, observa-se uma clara diversificação da demanda. A categoria intermediária, em especial, tem ganhado força com modelos como a Fiat Toro, que conseguem unir estilo, capacidade e dirigibilidade urbana. 

Esse reposicionamento de marcas e modelos mostra como o mercado brasileiro está em plena evolução — cenário que deve se intensificar com a entrada das marcas chinesas BYD e Caoa Chery, que se preparam para lançar novas picapes nos próximos anos. 

Enquanto isso, a Fiat demonstra domínio estratégico, com produtos fortes em todas as frentes, ditando o ritmo e desafiando concorrentes a inovar para não perder espaço em um dos setores mais valiosos do setor automotivo nacional. 

Hora parada e carga e descarga: Regras atualizadas em 2025

Por determinação legal, todos os contratos que envolvem operações de carga e descarga no transporte rodoviário de cargas e hora parada devem ser reajustados, desde o dia 17 de abril de 2025, com base na variação anual do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC/IBGE). O novo valor por tonelada – ou fração – passa a ser R$ 2,41, conforme cálculo da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). 

Essa atualização decorre do que estabelece o artigo 15 da Lei 13.103, de 2 de março de 2015, que modificou dispositivos da Lei 11.442/07, regulamentando o transporte rodoviário de cargas no Brasil. A base de cálculo para o reajuste é o valor anterior, vigente em abril de 2024, de R$ 2,29, e o índice aplicado foi de 5,02%, correspondente à variação do INPC entre abril de 2024 e março de 2025. 

Cálculo do valor: como chega-se aos R$ 2,41

O percentual de 5,02%, definido pelo INPC e previsto no § 6º do artigo 11 da Lei 11.442/07, deve ser aplicado diretamente sobre o valor de R$ 2,29: 

R$ 2,29 + 5,02% = R$ 2,41 

Esse é o novo valor que deve ser considerado para cada tonelada (ou fração) carregada ou descarregada nas operações de transporte. 

A medida tem impacto direto tanto para transportadores autônomos (TACs) quanto para empresas de transporte de carga (ETCs), que agora devem cobrar esse valor reajustado em seus contratos com embarcadores e destinatários. 

Hora parada: como calcular a remuneração por espera 

Outro ponto importante diz respeito ao pagamento pela hora parada, quando o veículo aguarda para carregar ou descarregar a mercadoria. O § 5º do artigo 11 da mesma lei determina que: 

“Após 5 horas de espera, será devido ao transportador o valor de R$ 1,38 por tonelada/hora ou fração.” 

Ou seja, o transportador só passa a ter direito à remuneração após o veículo permanecer parado por mais de cinco horas desde sua chegada ao local de carga ou descarga. A partir desse ponto, cada hora (ou fração dela) deve ser paga de acordo com a capacidade total de transporte do veículo, não o volume efetivamente carregado. 

Por exemplo: 

  • Um caminhão com capacidade para 20 toneladas que aguarde por 7 horas (ou seja, 2 horas além das 5 de tolerância) deverá receber: 
  • 2 horas x R$ 1,38 x 20 toneladas = R$ 55,20. 

Obrigatoriedade de comprovação e penalidades 

A lei também obriga embarcadores e destinatários a fornecerem documentos que comprovem o horário de chegada do caminhão às suas instalações. Caso isso não ocorra, estarão sujeitos a multa administrativa aplicada pela ANTT, limitada a 5% do valor da carga. 

A hora parada na carga e descarga é um dos gargalos mais críticos da logística brasileira, impactando diretamente a eficiência operacional do transporte rodoviário de cargas. O tempo excedente que os caminhões permanecem inativos, à espera para realizar operações logísticas, representa não apenas prejuízos financeiros para os transportadores, mas também um aumento significativo do chamado “Custo Brasil” — conjunto de fatores estruturais, burocráticos e econômicos que encarecem a produção e reduzem a competitividade nacional.

Esse tempo ocioso implica em baixa rotatividade dos veículos, menor aproveitamento da frota e desperdício de recursos como combustível, mão de obra e manutenção. Para o país, o acúmulo de horas paradas contribui para ineficiências na cadeia de suprimentos, eleva os preços dos produtos transportados e compromete prazos de entrega. A obrigatoriedade de remuneração após cinco horas é uma tentativa de compensar o transportador, mas não resolve o problema estrutural: a falta de infraestrutura adequada nos pontos de carga e descarga e a desorganização nos agendamentos logísticos.

Reduzir as horas paradas exige investimento em tecnologia, gestão integrada e planejamento logístico, além de uma atuação mais firme da fiscalização para garantir o cumprimento das normas. Sem isso, o setor continuará sendo penalizado por uma logística lenta e custosa, que trava o crescimento econômico e a competitividade do Brasil.

Conclusão: atenção redobrada nos contratos 

Transportadores e empresas devem estar atentos à aplicação do novo valor de R$ 2,41 por tonelada, válido desde 17 de abril de 2025. A atualização anual baseada no INPC é obrigatória por lei, e descumprimentos podem gerar passivos financeiros e penalidades administrativas. 

Além disso, o cálculo correto da hora parada, respeitando a tolerância de cinco horas e a capacidade do veículo, garante uma remuneração justa ao transportador e reforça o cumprimento da legislação em vigor. 

Atualize seus contratos e processos. O cumprimento das normas é essencial para a sustentabilidade do setor e para relações comerciais mais equilibradas. 

Veículos importados: BYD, Volvo e Porsche crescem forte em desfossilização

As dez marcas que integram a Abeifa (Associação Brasileira das Empresas Importadoras e Fabricantes de Veículos Automotores), com predominância da BYD, encerraram o primeiro quadrimestre de 2025 com crescimento robusto de 27,8% nas vendas em relação ao mesmo período do ano passado. Entre importados e modelos produzidos localmente, foram 38.380 unidades emplacadas de janeiro a abril, frente às 30.042 unidades registradas em 2024. 

O bom desempenho também foi observado no comparativo mensal. Em abril, foram licenciadas 10.660 unidades, um avanço de 4,8% sobre março (10.174 unidades) e de 16,4% frente a abril de 2024 (9.162 unidades). Com isso, a participação de mercado das associadas se manteve estável em 5,4%, tanto no mês quanto no acumulado do ano, dentro do universo de 714.806 veículos de passeio e comerciais leves emplacados no Brasil no primeiro quadrimestre. 

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Liderança entre os eletrificados 

O segmento de veículos eletrificados segue sendo um pilar de destaque para a Abeifa. De janeiro a abril, as marcas associadas responderam por 50,2% dos emplacamentos nacionais de eletrificados, com 35.363 unidades, frente a um total de 70.467 veículos deste tipo vendidos no Brasil. Em abril, o share da Abeifa no segmento foi de 49,7%, com 9.847 veículos, reafirmando sua posição como principal força do setor no país. 

Ranking de vendas por marca – Jan-Abr 2025 

Entre os destaques individuais de vendas acumuladas no primeiro quadrimestre do ano, a classificação ficou assim: 
  1. BYD – 30.163 unidades (+37,3% em relação a 2024) 
  1. Volvo – 2.887 unidades (+41,3%) 
  1. Porsche – 1.877 unidades (+4,3%) 
  1. Kia – 1.339 unidades (−27,3%) 
  1. Land Rover – 1.178 unidades (−18,9%) 
  1. Suzuki – 588 unidades (+201,5%) 
  1. JAC Motors – 326 unidades (−49,1%) 
  1. Aston Martin – 9 unidades (+350,0%) 
  1. McLaren – 7 unidades (−41,7%) 
  1. Jaguar – 6 unidades (−93,5%) 

Mais do que vender: educar 

Apesar dos avanços, a Abeifa reconhece que ainda há grande desinformação por parte dos consumidores brasileiros sobre os veículos eletrificados. Estudos conduzidos pela consultoria DadosX — apresentados nas coletivas trimestrais da entidade — apontaram dúvidas recorrentes sobre temas como durabilidade de baterias, revenda e preparo das redes de atendimento. 

BYD
Marcelo Godoy – Presidente da Abeifa e da Volvo Car Brasil

“Há muita desinformação. O mercado brasileiro precisa ser educado para receber os elétricos. A Abeifa vai avançar com um programa educativo”, conclui Godoy. “Entendemos que a descarbonização e, sobretudo, a desfossilização* de automóveis passam necessariamente por veículos híbridos e depois por 100% elétricos. Será um caminho sem volta”, afirma Marcelo Godoy, presidente da Abeifa. Ele ressalta, no entanto, que o Brasil pode trilhar um ritmo próprio, em razão de sua matriz energética e o uso de biocombustíveis. 

*Nota do editor: o termo desfossilização de frota no lugar de descarbonização de frota começou recentemente. Então vamos entender a diferença entre os dois termos: 

A descarbonização da frota refere-se à redução das emissões de dióxido de carbono (CO₂) dos veículos em circulação, o que pode ser alcançado por diversas tecnologias, incluindo motores mais eficientes, uso de biocombustíveis, veículos híbridos e elétricos. Já a desfossilização* é um conceito mais específico e radical, que implica na substituição completa dos combustíveis fósseis (como gasolina e diesel) por fontes de energia renováveis e limpas, como eletricidade de origem sustentável e biocombustíveis avançados. Em resumo, enquanto descarbonizar é mitigar as emissões, desfossilizar é eliminar a dependência de combustíveis fósseis, uma utopa em países com renda per capita como o Brasil. 

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Os 10 automóveis mais vendidos pelas associadas à Abeifa no acumulado de janeiro a abril de 2025: 
  1. BYD Song Plus – 11.790 unidades 
  1. BYD Dolphin Mini – 8.729 unidades 
  1. BYD Dolphin – 2.933 unidades 
  1. Volvo EX30 – 1.274 unidades 
  1. BYD King – 4.656 unidades 
  1. Porsche Macan – 579 unidades 
  1. Porsche Cayenne – 545 unidades 
  1. Volvo XC60 – 868 unidades 
  1. Volvo XC90 – 400 unidades 
  1. Kia Bongo – 824 unidades 

Esses modelos refletem a forte presença da BYD no topo do ranking, com destaque para os elétricos compactos e SUVs, além da boa performance da Volvo e Porsche em seus segmentos premium. 

O mais vendido de marca neste primeiro quadrimestre 
  • Aston MartinVantage: 5 unidades 
  • BYDSong Plus: 11.790 unidades 
  • JAC MotorsE-JS1: 172 unidades 
  • JaguarF-Pace: 6 unidades 
  • KiaBongo: 824 unidades 
  • Land RoverDefender: 320 unidades 
  • McLarenArtura: 5 unidades 
  • PorscheMacan: 579 unidades 
  • SuzukiJimny Sierra: 557 unidades 
  • VolvoEX30: 1.274 unidades 

 

O que fazer no Dia das Mães: ideias para tornar o dia especial

O Dia das Mães é uma data especial para celebrar o amor, o carinho e a dedicação das mulheres que nos criaram e que, por muito tempo, nos inspiram com afeto e, claro, dedicação.

Para tornar esse dia ainda mais significativo, pensamos em algumas sugestões afetivas e inesquecíveis — o mais importante é demonstrar amor e gratidão.

Aqui vão algumas dicas do que fazer no Dia das Mães:

1. Café da manhã especial: Comece o dia surpreendendo sua mãe com um café da manhã preparado por você. Pode ser algo simples, como frutas, pães, bolo e café, mas feito com carinho. Sirva na cama ou arrume a mesa de forma bonita. Mas, se preferir levá-la a algum lugar, uma excelente opção é a Iza Padaria Artesanal — uma das minhas descobertas mais recentes e encantadoras. Um espaço com charme e leveza, localizado na Vila Madalena.

Dia das Mães
Iza Padaria Artesanal

2. Presente personalizado: Presentes feitos à mão ou personalizados têm um valor emocional imenso. Um álbum de fotos, uma carta escrita à mão ou até um vídeo com mensagens da família podem emocioná-la mais do que qualquer presente comprado.

3. Passeio ou atividade juntos: Planeje um passeio que ela goste — ir ao parque, visitar um lugar especial, assistir a um filme no cinema ou almoçar em seu restaurante favorito. Se ela preferir ficar em casa, ver um filme juntos ou cozinhar em família também são ótimas opções. Uma sugestão encantadora é a visita à Fundação Maria Luisa e Oscar Americano, no Morumbi. Caminhe pelos jardins, conheça o acervo e, se quiser repetir o café, aproveite o charmoso chá/café da manhã servido no local.

4. Tempo de qualidade: O mais importante é estar presente. Tire um tempo para conversar, ouvir histórias, rir e aproveitar a companhia da sua mãe sem pressa ou distrações.

5. Agradecimento sincero: Aproveite o dia para dizer aquilo que muitas vezes esquecemos de expressar no cotidiano: o quanto ela é importante, como suas atitudes fazem diferença e o quanto você a ama.

Mais do que presentes ou surpresas, o Dia das Mães é uma oportunidade para retribuir, com gestos de carinho, o cuidado e o amor que recebemos ao longo da vida. O essencial é fazê-la se sentir amada e valorizada.

Almoço especial:
Todas as escolhas são válidas — seja cozinhar um prato cheio de memórias afetivas ou viver uma nova experiência gastronômica. Se a ideia for sair para almoçar fora, selecionei três restaurantes especiais para você considerar:
Grotta Cucina – Jardins
Endereço: Rua José Maria Lisboa, 257 – Jardins
Instagram: @grottacucina

Com uma proposta que valoriza a fusão de técnicas internacionais e sabores afetivos, o Grotta Cucina apresenta o prato especial “Afetto” (R$139), preparado com gnocchi artesanal, camarão, aspargos, pesto de pistache, Parmigiano Reggiano, guanciale e pangrattato de prosciutto. O ambiente sofisticado e intimista é ideal para uma celebração especial.

Sky Hall Garden Bar – Jardim Paulista
Endereço: Rua Haddock Lobo, 1327 – Jardim Paulista
Instagram: @skyhallgarden

Cercado por plantas, arte e design, o Sky Hall Garden Bar oferece um brunch especial (R$179 para duas pessoas), incluindo tostadas, frutas, pão de queijo, ovos, café coado e suco, com duas taças de Mimosa como cortesia. A atmosfera é perfeita para mães que apreciam experiências visuais e gastronômicas.

Bacalhau, Vinho & Cia – Barra Funda e Itaim Bibi
Endereços: Av. Pacaembu, 71 – Barra Funda
Rua Pedroso Alvarenga, 620 – Itaim Bibi
Instagram: @bacalhauevinhocia

Com 52 anos de tradição, o restaurante preparou para o Dia das Mães o “Bacalhau da Vovó Alice” (R$495 para 2 a 3 pessoas), uma receita afetiva feita com postas de bacalhau, camadas de cebola, batata, azeitonas, alho e salsa, acompanhado de arroz com brócolis. O menu inclui ainda mini bolinhos de bacalhau, cogumelos gratinados e trio de pastéis portugueses. As encomendas podem ser feitas para entrega ou retirada.

Dica final:

Para garantir uma experiência tranquila e especial, recomendo fazer reservas antecipadas nos restaurantes escolhidos. Aproveite para celebrar o Dia das Mães com uma experiência gastronômica memorável em São Paulo!

Caminhões leves e médios mantêm papel estratégico na distribuição urbana 

VW lidera nos segmentos leves e médios, enquanto Mercedes-Benz avança com a linha Accelo; mercado total registra estabilidade em abril 

O desempenho dos caminhões leves e médios, essenciais para a distribuição urbana e operações de curta distância, apresentou sinais de estabilidade em abril de 2025, com leve retração entre os leves e crescimento entre os médios. Aliás, juntos, os dois segmentos somam 6.516 unidades no acumulado do ano, reforçando seu papel na cadeia logística brasileira. 

Leves: domínio da VW e retração em abril 

No segmento leve, o modelo VW Delivery 9.180 segue na liderança com 738 unidades acumuladas em 2025, o equivalente a 41,84% do mercado. Mesmo com queda de 214 unidades em março para 162 em abril, o modelo da Volkswagen Caminhões e Ônibus segue distante da concorrência. 

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A Mercedes-Benz Accelo 817 aparece em segundo lugar com 425 unidades e 24,09% de participação. O Iveco Tector 9-190, que caiu de 51 para 25 unidades em abril, completa o pódio com 137 unidades acumuladas no ano. 

A maior parte dos modelos leves apresentou retração nas vendas mensais, resultando em um volume total de 395 unidades em abril, abaixo das 503 registradas em março. No acumulado, o segmento leve soma 1.764 caminhões. 

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Médios: alta no mês e liderança consolidada 

Já entre os caminhões médios, o desempenho foi positivo. O volume de emplacamentos cresceu de 1.185 unidades em março para 1.284 em abril, puxado principalmente pelo crescimento do modelo VW Delivery 11.180, líder do segmento com 1.870 unidades no ano e 39,35% de participação. 

A Mercedes-Benz Accelo 1017 ocupa a segunda colocação com 1.526 unidades e 32,11% de participação. Na sequência, o Iveco Tector 11-190 soma 274 unidades, representando 5,77% do mercado. 

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A concorrência é mais pulverizada entre os médios, com marcas como Foton e Volkswagen buscando espaço com modelos específicos para nichos urbanos e regionais. Certamente a presença de veículos com PBTs (Peso Bruto Total) otimizados para rotas urbanas, menor consumo e maior manobrabilidade explica o bom desempenho dessa categoria. 

Distribuição urbana exige soluções ágeis e flexíveis 

A demanda por caminhões leves e médios reflete, portanto, diretamente o crescimento da logística urbana, principalmente impulsionada pelo e-commerce, entregas de última milha, setor varejista e distribuição de alimentos e bebidas. Veículos com menor porte, boa capacidade de carga e acesso facilitado a zonas restritas são preferidos por transportadoras que atuam em grandes centros urbanos. 

Com menor custo operacional, maior versatilidade e adequação à legislação de circulação em áreas centrais, os segmentos leve e médio seguem como peças-chave na composição de frotas urbanas. Além disso, a tendência é que modelos com soluções conectadas, motores mais eficientes e opções com motorização alternativa (como elétrica) ganhem cada vez mais espaço nos próximos ciclos. 

Comparativo 2024 x 2025: segmentos evoluem em direções distintas 

A análise entre os dados acumulados de 2025 e os de 2024 revela uma mudança de comportamento na composição de frotas urbanas. Enquanto os caminhões leves apresentaram leve retração, os médios cresceram em participação, reforçando a demanda por veículos com maior capacidade de carga, mas ainda compatíveis com as restrições das zonas urbanas. 

De acordo com o levantamento por subsegmento, o acumulado dos leves até abril de 2025 responde por 4,89% do total de caminhões, praticamente estável frente aos 4,91% registrados em 2024. Já os médios evoluíram de 10,88% no ano passado para 13,15% em 2025, uma alta expressiva de mais de 2 pontos percentuais. 

Esse movimento sinaliza uma preferência crescente das empresas por modelos mais robustos, que consigam atender ao aumento no volume de entregas sem comprometer a agilidade nas rotas urbanas. Além disso, o médio se consolida como a escolha ideal para empresas que buscam um meio-termo entre capacidade de carga e mobilidade. 

Tendências: frotas mais estratégicas e foco na eficiência 

O crescimento dos modelos médios também acompanha outra tendência clara no setor: a racionalização da frota. Em vez de operar com muitos caminhões pequenos, algumas transportadoras têm optado por veículos médios que conseguem cumprir mais entregas por viagem, otimizando combustível, mão de obra e tempo de operação. 

Além disso, a ascensão de modelos médios é impulsionada pela evolução dos projetos mecânicos e eletrônicos. Veículos médios estão cada vez mais tecnológicos, com foco em conforto, conectividade e economia, tornando-se mais atrativos para motoristas e gestores de frota. 

Nos próximos meses, espera-se que essa migração parcial dos leves para os médios continue. Acompanhada de um crescimento gradual da adoção de modelos elétricos e híbridos, especialmente em capitais com legislações ambientais mais rígidas. 

 

FH 540 e VM 290 puxam vendas em abril em pesados e semipesados

Enquanto os pesados perdem participação frente a 2024, os semipesados ganham espaço impulsionados por operações regionais e mudanças na
dinâmica logística, e puxam as vendas em abril

O mercado de caminhões pesados apresentou queda de 5% em abril de 2025, com 4.171 unidades emplacadas contra 4.389 em março, segundo dados consolidados do setor. Apesar da retração pontual, o segmento permanece como o mais representativo da categoria de carga, com participação de 46,17% no total de emplacamentos do mês. 

O modelo Volvo FH 540 continua liderando o ranking entre os pesados, com 451 unidades comercializadas em abril e 1.915 no acumulado do ano, representando 11,12% de participação de mercado. Mesmo com leve queda frente ao mês anterior (485 unidades), o modelo mantém ampla vantagem sobre os concorrentes diretos. 

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O DAF XF 530 foi o principal destaque positivo de abril, com crescimento de 19% nas vendas em relação a março (de 295 para 352 unidades). No acumulado, o modelo da DAF já soma 1.344 unidades, garantindo a segunda posição no ranking dos pesados com 7,80% de market share. 

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O terceiro lugar ficou com o Scania R 460, que registrou forte queda de volume no comparativo mensal (de 411 para 234 unidades). Apesar disso, o modelo acumula 1.202 unidades em 2025, com 6,98% de participação. 

Outros modelos relevantes incluem o Volvo FH 460 (1.163 unidades acumuladas), DAF XF 480 (796), e Volvo FH 500 (676). Entre os representantes da Scania, o R450 e o G560 somam juntos 1.275 unidades, reforçando a posição da montadora no segmento, apesar de oscilações mensais. 

Tendência de segmentação

No recorte por subsegmentos, observa-se uma tendência de reequilíbrio entre os perfis de caminhões comercializados. Embora o segmento pesado ainda seja predominante, sua participação no acumulado do ano (47,66%) recuou frente ao resultado de 2024 (53,28%). 

Por outro lado, os semi-pesados avançaram e já representam 31,22% do total de emplacamentos — uma alta de quase 4 pontos percentuais em relação ao ano anterior. Os caminhões médios também seguem em curva ascendente, com 13,15% de participação, ante 10,88% em 2024. 

A reconfiguração da demanda pode estar relacionada à diversificação logística das frotas, com maior procura por veículos adaptados a operações regionais, urbanas e de média distância — especialmente diante da expansão do comércio eletrônico e das estratégias multicanais de distribuição. 

Claro! Aqui está a continuação da reportagem com um box informativo sobre o desempenho dos caminhões semipesados: 

 Semipesados ganham força e já representam mais de 31% do mercado

Com crescimento contínuo ao longo de 2025, o segmento de caminhões semipesados alcançou 31,22% de participação no mercado total de caminhões, consolidando-se como o segundo maior subsegmento. Em abril, foram emplacadas 2.861 unidades, número levemente superior ao de março (2.841), indicando estabilidade na demanda. 

O destaque do segmento é o Volvo VM 290, que segue como líder absoluto com 1.420 unidades acumuladas, representando 12,59% de participação no ano. Embora tenha registrado leve queda em abril (359 unidades contra 408 em março), o modelo mantém distância confortável em relação aos concorrentes. 

Na sequência, os modelos Mercedes-Benz Atego 1719 e Atego 2429 ocupam o segundo e terceiro lugares, com 1.002 e 935 unidades, respectivamente. Ambos os modelos sofreram variações distintas em abril: o Atego 1719 cresceu de 212 para 276 unidades, enquanto o Atego 2429 recuou de 246 para 200. 

A Volkswagen Caminhões e Ônibus tem forte presença no ranking, com cinco modelos entre os dez mais vendidos. O VW 26.260 foi o melhor posicionado da marca, acumulando 845 unidades em 2025. Outros destaques incluem o VW 17.210, 31.320, 26.320 e 18.260, que juntos somam mais de 2.600 unidades. 

O modelo DAF CF 310 também mostrou bom desempenho, com crescimento de 104 para 132 unidades entre março e abril, fechando o top 10 com 510 unidades acumuladas. 

A força do segmento semipesado reflete o avanço de aplicações logísticas urbanas, regionais e de menor raio de ação, com foco em distribuição, construção civil e agronegócio leve. A versatilidade dos modelos e o custo operacional mais competitivo explicam parte da tendência de alta frente ao segmento pesado.