1ª edição do Prêmio Vez & Voz e o 3º Encontro do Movimento ocorrem no próximo dia 26 de março

Vez&Voz
Premiação ocorrerá durante o 3º Encontro do Movimento

Ana Jarrouge, presidente executiva do SETCESP e uma das mentes por trás do Movimento Vez & Voz, compartilhou sua visão sobre a importância desse evento. Segundo ela, o sucesso no setor passa por várias etapas, desde a idealização até o reconhecimento das ações implantadas. “Este último passo é de extrema importância, para que as ações adotadas pelas empresas sejam reconhecidas e sirvam de exemplo como boas práticas para nosso setor,” enfatiza Jarrouge.

O evento será realizado presencialmente na sede do SETCESP, em uma celebração ao mês das mulheres, e contará com uma programação rica em palestras e oportunidades de networking. A iniciativa reflete o compromisso contínuo do setor de transporte rodoviário de cargas com a inclusão e a diversidade, buscando não apenas dar voz, mas também vez às mulheres no ambiente de trabalho.

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Este 3º Encontro do Movimento Vez & Voz e a 1ª Edição do Prêmio Vez & Voz prometem ser um marco no calendário do setor de transportes, revisitando discussões valiosas sobre igualdade de gênero e reconhecendo publicamente aqueles que estão na vanguarda dessa importante transformação.

No próximo dia 26 de março, a cidade de São Paulo testemunhará um marco importante. A fim de buscar maior equidade de gênero no setor de transporte rodoviário de cargas. O Sindicato das Empresas de Transportes de Carga de São Paulo e Região (SETCESP) sediará o 3º Encontro do Movimento Vez & Voz, um evento que chega à sua terceira edição sob o tema “Coragem para Crescer”. Este encontro não apenas proporcionará um espaço para discussões e trocas de experiências significativas, mas também marcará a primeira edição do Prêmio Vez & Voz.

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Este prêmio inovador procura iluminar, reconhecer e celebrar as iniciativas e projetos desenvolvidos por empresas do setor. Sobretudo, as que se dedicam a fomentar a equidade de gênero e a ampliar a participação feminina numa área tradicionalmente dominada por homens. As categorias de premiação incluem “Motorista”, “Liderança” e “Mais Mulheres no TRC”. Por fim, refletindo os diversos modos pelos quais as empresas podem contribuir para a diversidade e a inclusão.

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Scania acelera implantação de transporte autônomo com presença de motorista humano

transporte autônomo
A presença do motorista é apenas para garantir a segurança em caso de falha de algum sistema

Em um passo significativo, a Scania anunciou no último dia 12 de março de 2024, a expansão de suas iniciativas em soluções de transporte autônomo hub-to-hub (transporte entre dois destinos fixos) por meio do lançamento de seu Programa Piloto Comercial Autônomo.

Para isso, a Scania estreita laços com a Plus, uma empresa líder em tecnologia autônoma com sede nos EUA, integrando a tecnologia SuperDrive de Nível 4 da Plus nos veículos da Scania e, futuramente, nos veículos das outras marcas do TRATON Group (MAN, Navistar e Volkswagen).

A tecnologia SuperDrive de Nível 4 da Plus representa um avanço significativo no campo da direção autônoma. Com a capacidade de operar sem intervenção humana em determinados cenários controlados, o Nível 4 de autonomia oferece uma liberdade sem precedentes na experiência de condução. O sistema SuperDrive é uma solução robusta que promete transformar a maneira como interagimos com nossos veículos, proporcionando uma operação segura e eficiente em diversas condições de tráfego e ambientes.

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Alguns estados nos Estados Unidos, como a Califórnia e Indiana, estão aprovando legislações que permitem a circulação de caminhões autônomos em estradas, porém, com um motorista humano obrigatório na cabine. Ainda é um assunto polêmico e não bem resolvido entre as empresas de tecnologia e o legislativo. Isso no caso de vias públicas. Em ambientes privados, como mineradoras, pátios de indústrias, portos e fazendas, não há restrições. E a Scania está consciente disso, tanto que, neste projeto, há previsão da presença de motoristas humanos.

Este movimento estratégico é uma resposta ao crescente interesse por veículos autônomos no setor de transporte, proporcionando aos clientes da Scania soluções adaptáveis que se integram perfeitamente às suas operações existentes. “Nossa visão é fornecer tecnologias autônomas totalmente integradas que operem de maneira eficiente na infraestrutura e dos fluxos operacionais de nossos clientes,” destaca Peter Hafmar, vice-presidente e chefe de Soluções Autônomas da Scania.

O Programa Piloto Comercial Autônomo surge em um contexto de busca por eficiência operacional. Além disso, redução de emissões e melhoria da segurança nas estradas, ao mesmo tempo que se enfrenta a escassez global de motoristas. Com a tecnologia de condução autônoma Nível 4 da Plus, os caminhões da Scania estão preparados para testes em vias públicas europeias. Certamente, sempre com um motorista de segurança a bordo, antecipando operações comerciais piloto e, posteriormente, a produção em série e implantação global.

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“A Plus está entusiasmada em ser a parceira de longo prazo da Scania em tecnologia de autonomia. Vamos utilizar nossa experiência global para impulsionar o desenvolvimento de caminhões autônomos de alta desempenho. Dessa forma, integrar segura e eficaz às operações dos clientes,” afirma Shawn Kerrigan, COO e co-fundador da Plus.

A colaboração entre a Scania e a Plus é um marco no compromisso do TRATON Group. Por certo, personalizadas para atender às necessidades específicas de cada cliente.

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Este desenvolvimento, por fim, promete transformar o setor de transporte de cargas. Dessa forma, marcando o início de uma nova era em eficiência e segurança na logística mundial.

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Volvo faz nova joint venture com fabricante de avançado sistema de injeção de combustível HPDI

HPDI
O sistema de injeção HPDI será aplicado globalmente nos caminhões Volvo movidos a gás

O Grupo Volvo formalizou uma parceria estratégica com a Westport Fuel Systems Inc. Este acordo, alinhado com a Carta de Intenções previamente anunciada, visa estabelecer uma joint venture que será fundamental para acelerar a comercialização e adoção em escala global da tecnologia de ponta HPDI da Westport.

Esta tecnologia de sistema de combustível de injeção direta de alta pressão é vista como um marco no caminho para um futuro mais verde, prometendo eficiência energética e redução significativa das emissões em aplicações de transporte de longo alcance e maquinário off-road.

O fechamento da joint venture está sujeito a certas condições de fechamento, incluindo aprovações regulatórias e governamentais. Prevê-se que a joint venture entre em operação após o fechamento formal previsto para o segundo trimestre de 2024.

A Injeção Direta de Alta Pressão (HPDI) é uma tecnologia de sistema de combustível que pode ser aplicada em veículos com motores de combustão interna para substituir combustíveis emissores de gases de efeito estufa, como o diesel, por combustíveis neutros ou com zero carbono, como biometano ou hidrogênio.

“A descarbonização com motores de combustão interna movidos a combustíveis renováveis, especialmente com injeção direta de alta pressão (HPDI), desempenha um papel importante em soluções sustentáveis. O HPDI está na estrada em caminhões Volvo há mais de cinco anos. É uma tecnologia comprovada que permite aos clientes reduzirem significativamente as emissões de CO₂ em aplicações LBG (biogás liquefeito) aqui e agora e é um caminho potencial para o hidrogênio”, afirma Lars Stenqvist, diretor de Tecnologia do Volvo Group.

Conforme anunciado, a Westport contribuirá com determinados ativos e oportunidades de HPDI, incluindo ativos fixos, propriedade intelectual e negócios relacionados, para a joint venture. O Grupo Volvo adquirirá uma participação de 45% na joint venture pelo valor de aproximadamente US$ 28 milhões, pagáveis ​​no fechamento, mais até US$ 45 milhões adicionais, dependendo do desempenho da joint venture.

Setcesp mostra desafios para contratação de motoristas + Movimento a Voz Delas

contratação de motoristas
O Movimento a Voz Delas é mais que um projeto de inclusão da mulher, mas também, para ajudar na falta de motoristas qualificados

O setor de transporte rodoviário de cargas no Brasil, responsável por movimentar aproximadamente 65% (na União Europeia é de 77%) de todos os produtos produzidos no país, enfrenta um período de intensas transformações e desafios para contratação de motoristas.

Uma pesquisa recente realizada pelo Instituto Paulista do Transporte de Cargas (IPTC), a pedido do Sindicato das Empresas de Transportes de Cargas de São Paulo e Região (Setcesp), revelou dados significativos sobre as práticas de contratação no setor. O estudo aponta que, ao longo de 2023, 70% das vagas para motoristas foram preenchidas por profissionais agregados ou autônomos, evidenciando uma preferência crescente das empresas por essa modalidade de contratação.

Adriano Depentor, presidente do Conselho Superior e de Administração do Setcesp, interpreta esses números como um reflexo da atual conjuntura do setor. “O desafio de encontrar mão de obra qualificada e experiente leva as empresas a optarem cada vez mais pela contratação de terceiros, visando reduzir custos e flexibilizar o processo de contratação”, afirma Depentor. Essa tendência, segundo ele, não é nova, mas ganhou destaque em 2023 devido às circunstâncias do mercado e às demandas específicas do setor.

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A recente alteração na Lei do Motorista, declarada em partes inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em julho de 2023, impactou significativamente a dinâmica do setor. A proibição de flexibilizar o descanso obrigatório entre jornadas e outras restrições aumentaram as dificuldades operacionais, levando as empresas a enxergarem na terceirização uma alternativa viável para manter a produtividade.

Adauto Bentivegna Filho, assessor jurídico do Setcesp, destaca a importância de adaptar as estratégias de contratação às novas regras. “A terceirização surge como uma solução para contornar as limitações impostas pela legislação. Ademais, permitindo uma operação mais flexível e ajustada às necessidades do mercado”, explica Bentivegna.

Para uma contratação terceirizada eficaz e segura, o Setcesp ressalta a necessidade de um gerenciamento de riscos sólido. Sobretudo, estabelecer padrões claros de operação e capacitação. “O motorista, seja ele contratado diretamente ou terceiro, representa a empresa perante os clientes. Portanto, é crucial que ele esteja alinhado com os valores e práticas da organização”, conclui Depentor.

A inclusão da mulher condutora pelo Movimento a Voz Delas

O Movimento a Voz Delas, uma iniciativa da Mercedes-Benz do Brasil com diversos parceiros, celebra o sucesso da 2ª edição da promoção “Na Direção dos Seus Sonhos”. Este projeto visa apoiar mulheres na conquista da habilitação profissional para dirigir veículos pesados. Por certo, marca um significativo passo em direção à igualdade de gênero e à independência feminina no setor de transporte.

As contempladas desta edição foram Denise Pereira de Souza, Luzia Gessica Ferreira e Rejane Moreira, selecionadas pelo Grupo Toniato para a categoria D.

Ademais, Marina Harth pela Reiter Log para a categoria E. A iniciativa abriu portas para estas mulheres iniciarem uma promissora carreira na condução de caminhões, ônibus, micro-ônibus e veículos combinados, como carretas bitrem.

Ebru Semizer, gerente sênior de Pós-Vendas da Mercedes-Benz do Brasil, expressou seu entusiasmo com o crescente interesse feminino na indústria.

Com mais de 60 empresas parceiras, o Movimento A Voz Delas incluiu 30 mulheres na 1ª edição da promoção. Além disso, a criação de um site com conteúdo exclusivo para mulheres no transporte. Por fim, a implementação de diversas outras iniciativas voltadas para o fortalecimento do profissional feminino.

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Brasil negligencia os acidentes de carros provocados por distúrbios do sono 

sono em motorista
Sidnei Canhedo é Mestre em Saúde Ambiental e Gestor da Optalert, biotech australiana, líder mundial em tecnologia de controle de fadigas

Artigo “Brasil negligencia os acidentes de carros provocados por distúrbios do sono” por Sidnei Canhedo*

Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), em parceria com o instituto global World Sleep Society, mostram que problemas relacionados ao sono se transformaram em um desafio global que ameaça a qualidade de vida de cerca de 45% da população. Outro recente estudo realizado por pesquisadores da Universidade de Chicago relata que a baixa qualidade do sono, apneia obstrutiva e trabalho em turno são fatores que podem acarretar no desenvolvimento de diabetes tipo 2. O sono pode matar de diversas formas. 

Além de estar associado ao risco de desenvolver doenças crônicas, quando há conexão entre ‘sono e voltante’, a tragédia se torna uma ameaça assustadora. De acordo um levantamento divulgado pela American Automobile Association for Traffic Safety, 21% dos acidentes fatais nos Estados Unidos são causados por sonolência. O mesmo estudo aponta que dirigir com sono por estar 24 horas sem dormir é o mesmo que estar alcoolizado com 0,1% BAC, sigla em inglês para ‘Conteúdo de Álcool no Sangue’. Este teor já está bem próximo de causar comprometimento físico, perda de julgamento, ter a visão turva, problemas com coordenação e equilíbrio e potencialmente, disforia. 

A gravidade desse drama é quase inquestionável, tanto que na mesma pesquisa realizada entre americanos, 94.8% dos respondentes afirmam que conduzir com sono é muito ou extremamente perigoso. Mas essa consciência parece ter funcionado como pressão apenas para os legisladores nos estados de Arkansas e New Jersey, onde essa irresponsabilidade de motoristas se tornou crime, nos mesmos moldes de beber embriagado. 

Quem saiu mesmo à frente foi a Europa, onde os parlamentares da União Europeia decidiram obrigar as montadoras a entregarem os novos veículos das fábricas com algum tipo de sistema de monitoramento de fadiga e sono instalados como padrão de medida de segurança. A nova lei começou a valer este ano de 2024 e faz parte do pacote de regulamentações do Euro NCAP (Programa Europeu de Segurança em Automóveis). 

Por lá, segundo o bloco europeu, cerca de 50% de todos os acidentes nos 27 países que compõem o grupo, estão relacionados a fadiga ou distração. A medida que obriga o uso de tecnologias de monitoramento de sono, juntamente com outros avanços do Euro NCAP, deverá, de acordo com as expectativas das autoridades, salvar mais de 25 mil vidas e evitar mais de 140 mil ferimentos graves até 20238.

E no Brasil? 

Segundo estudos da OMS o Brasil é o terceiro país com mais mortes no trânsito no planeta, tendo fechando 2022 com impressionantes 31.174 óbitos em suas ruas e estradas. Só fica atrás de Índia e China, com populações que ultrapassam 1.4 bilhão de habitantes, contra 203 milhões do Brasil. Há diversas facetas para esse drama, mas, certamente, a irresponsabilidade dos motoristas brasileiros é, notoriamente, um dos fatores principais para essa posição no ranking. 

Na outra ponta da responsabilidade estão governos, legisladores e autoridades policiais. São incapazes de promoverem campanhas constantes e eficazes sobre a importância de não dirigir após ingestão de medicamentos ou em situação de fadiga ou sonolência. Não criam leis capazes de coibir a impunidade e nem de obrigar as montadoras a implantarem câmeras de detecção de fadiga como fez a Europa. Simplesmente não há esse debate no Brasil. 

Há tecnologias de eficiência comprovada que podem emitir um alerta salvador ao motorista de que é hora de parar para descanso, caso esteja só, ou entregar o volante a um colega que esteja em condições seguras para guiar. Na Europa esse sistema passa a ser padrão assim como ocorreu com o airbag. 

Em um ano eleitoral em que escolheremos os executivos e legisladores municipais, responsáveis por tornar a vida nas cidades mais justa e segura, é preciso incluir na pauta de debates sobre gestão de trânsito o sono como fator de risco importantíssimo. Assim como foi com o airbag e o cinto de segurança, não é necessário o convencimento da opinião pública. Bastam algumas ações efetivas, como estão fazendo os europeus. A tecnologia está disponível para prevenir acidentes, é preciso apenas de boa vontade política que tenha como prioridade a preservação de vidas. 

*Sidnei Canhedo é mestre em Saúde Ambiental e gestor da Optalert, biotech australiana, líder mundial em tecnologia de controle de fadigas. scanhedo@optalert.com 

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Fiat revela nova linha de Ducato, Doblò e Scudo

Fiat
Veículos comerciais da Fiat são renovados

A Fiat Profissional acaba de anunciar a mais recente renovação da sua linha de veículos comerciais, incluindo os modelos Ducato, Doblò e Scudo para o ano de 2024. Este lançamento introduz novos motores elétricos, um design renovado e soluções para atender às necessidades dos profissionais modernos e do segmento de veículos recreativos.

O Ducato, um modelo da Fiat desde 1981, passou por uma transformação significativa. O novo E-Ducato, desenvolvido internamente, ganha maior autonomia elétrica, que supera a versão anterior em mais de 30%. Equipado com uma bateria de 110 kWh, o E-Ducato oferece uma autonomia de até 424 km no ciclo WLTP, com uma redução de preço de 25%.

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Além disso, uma inovação é introduzida tanto na versão elétrica quanto na diesel do Ducato: o banco “Eat&Work”, projetado para otimizar o espaço e oferecer conveniência para profissionais em movimento.

O Doblò é reinventado com foco na conectividade e na tecnologia de infoentretenimento, transformando-se na oficina móvel definitiva para profissionais. A nova versão BEV do Doblò agora oferece uma autonomia de mais de 340 km no ciclo WLTP e capacidade de carga rápida, enquanto mantém sua flexibilidade e espaço interno, características que sempre definiram este modelo.

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O novo Scudo combina compacidade com espaço interno generoso. A versão E-Scudo, com seu motor 100% elétrico, por certo, oferece a melhor autonomia da sua classe, de até 352 km no ciclo misto WLTP.

Com mais de um século de tradição no setor de veículos comerciais, a Fiat Profissional continua a inovar, certamente, oferecendo soluções sustentáveis e eficientes. A nova linha de modelos Ducato, Doblò e Scudo é um compromisso da marca em fornecer veículos a fim de atender às necessidades dos profissionais. Além disso, contribuir para um futuro mais sustentável.

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Futuro das estradas: o avanço do hidrogênio em veículos comerciais e de passeio

Furuto
Teste na Alemanha mostra que leva entre dez a 15 minutos para um caminhão pesado de 40 toneladas ser abastecido com 80 kg de hidrogênio líquido, suficiente para uma autonomia de 1.000 ou mais quilômetros

Futuro das estradas: conheça neste artigo os estágios atuais do desenvolvimento de veículos movidos.

Por Eustáquio Sirolli*

A nova alternativa energética — hidrogênio — em uso veicular traz um interessante leque de possibilidades. Cada alternativa tem suas especificidades e vantagens inerentes ao uso e atendimentos operacionais.

Caminhões

A forma mais difundida até agora é o uso de tanques atrás da cabine com hidrogênio a 350 bar. A Hyundai com seu caminhão XCIENT tem a vanguarda no tema, tendo rodados na Suíça uma frota de quase 50 caminhões de distribuição por mais de 4 milhões de km. Uma abordagem no mercado americano motivou a empresa a desenvolver caminhões da classe 8 e na configuração trator (cavalo mecânico).

Outra abordagem nesse segmento foi a Daimler Truck que aposta na versão sLH2, subcooled liquid H₂, sendo o hidrogênio líquido sob pressão (16 bar) que merece uma abordagem futura. Com essa solução, a Daimler Truck montou no veículo GenH2 os dois tanques criogênicos no mesmo local dos de diesel sem grande impacto no layout do veículo e ofereceu uma massa de 40 kg de hidrogênio por tanque, totalizando 80 kg e atingiu uma autonomia de mais de 1.000 km!

Ônibus

Esse é o produto com maior foco de descarbonização preponderante no uso urbano. O Brasil, por meio de um projeto da Marcopolo, com parceiros, construiu um protótipo e três veículos pré-série. Eles rodaram no ABCD paulista. O objetivo foi atender a EMTU (Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos). Os tanques montados foram abastecidos com hidrogênio gasoso a 350 bar e a autonomia era de 14/15 kg de hidrogênio para cada 100 km.

A capacidade dos tanques montados no teto dos ônibus era de 32–35 kg, permitindo um rodar diário seguro. Atualmente, existe ônibus com consumo de 6,25 kg de hidrogênio para rodar os mesmos 100 km, uma otimização super relevante!

Um tema a refletir, como adequar os ônibus rodoviários? Creio que aqui o hidrogênio criogênico deverá ser uma alternativa a ser intensamente estudada, pois no teto a massa dos tanques podem elevar demais o centro de gravidade dos ônibus rodoviários, tornando a condução insegura e se forem alocados nos porta-malas reduzirão o espaço de bagagens.

Automóveis

Para ponderar nesse universo vale a pena tomar como referência o Toyota — Mirai — veículo a hidrogênio com célula a combustível. Ele está equipado com 3 cilindros com fibra de carbono, que totalizam aproximadamente 140 litros, que comportam 5,6 kg de hidrogênio, pressão de 700 bar, e fornecem segundo Guiness Book uma autonomia de 1.360 km conforme teste feito na Califórnia, rodando em trecho urbano e rodoviário.

O tanque de gasolina do Toyota Corolla é de 60 litros, assumindo um consumo médio de 10 km/litro a autonomia seria de 600 km! Reflexão, para empacotar os tanques de hidrogênio o volume ocupado é mais que o dobro da gasolina, ou seja, um desafio de engenharia para deixar o Mirai com poucos sacrifícios na ocupação de espaços de conforto e operacionais, porta-malas, por exemplo!

Quais alternativas seriam possíveis, uma primeira reduzindo os tanques de hidrogênio para deixar o Mirai com a mesma autonomia do carro a gasolina, com isso os tanques de hidrogênio poderiam ser reduzidos para algo em torno de 70 litros e autonomia de 650 km, pura conjectura!

Uma alternativa seria o uso de hidrogênio criogênico que poderia ocupar um tanque de 40 litros para a autonomia de 650 km, mas ainda é uma alternativa em estudo. A tecnologia madura é abastecer com hidrogênio gasoso a 700 bar.

Aqui parece que em caminhões pesados de longa distância o hidrogênio criogênico deva ser a solução simplificadora.

Concluindo, o hidrogênio e a célula a combustível, aparecem no “palco tecnológico” como protagonistas a serem pesquisados e com base em soluções factíveis na tecnologia, custos e logística serem implementadas passo a passo.

É um novo mundo energético!
Eustáquio Sirolli
Engenheiro Eustáquio Sirolli

*Eustáquio Sirolli é engenheiro, com de mais de 47 anos de atuação na indústria automobilística. São 39 anos na Mercedes-Benz do Brasil, onde chegou ao cargo de gerente de Marketing do Produto e depois de Treinamento. Além de oito anos como diretor de Engenharia da Foton caminhões. Graduado em Engenharia de Produção e Automobilística pela FEI, fez MBA em Automotive Business pela FGV e mestrado em Ciência dos Materiais pelo IPEN/USP. Além disso, está focando no estudo sobre hidrogênio em aplicações veiculares.

 

Produção do ônibus elétrico e-Volksbus começará no segundo semestre desde ano

e-Volksbus
e-Volksbus tem PBT de 22 toneladas e autonomia de até 250 km

Os operadores de transporte público de passageiros vão poder contar com mais um fabricante de ônibus elétricos urbanos. A Volkswagen Caminhões e Ônibus (VWCO) anunciou que iniciará a produção de seu primeiro ônibus elétrico, o e-Volksbus, já no segundo semestre de 2024.

Com a chegada da marca, que já tem tradição no fornecimento de chassis de ônibus urbano a diesel (4.490 unidades emplacadas em 2023), o Brasil passará a contar com seis fabricantes: BYD, Marcopolo Attivi Integral, Mercedes-Benz, Eletra e Higer.

O segmento de ônibus elétrico urbano é um que tem mais chances de prosperar no Brasil. Como já ocorre em São Paulo, há tendência de surgirem legislações municipais para tornar o obrigatório a eletromobilidade no transporte público urbano. Além disso, devido às questões ambientais, há maior disponibilidade de recursos financeiros, seja dos cofres públicos ou linhas de créditos de financiamentos nacionais e internacionais com juros subsidiados.

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e-Volksbus by Engenharia brasileira

O veículo, que está em fase de desenvolvimento no centro mundial de engenharia da empresa, localizado em Resende (RJ), representa um marco importante na trajetória da VWCO rumo à eletromobilidade. O e-Volksbus incorpora o conhecimento adquirido pela companhia ao longo de cinco anos de experiência com o e-Delivery, o primeiro caminhão elétrico desenvolvido integralmente no Brasil.

Os dois veículos compartilham tecnologias e componentes, uma estratégia que visa otimizar o desempenho e a durabilidade dos modelos em condições severas de operação, características comuns no Brasil.

Rodrigo Chaves, vice-presidente de Engenharia da Volkswagen Caminhões e Ônibus, destacou a importância do novo passo dado pela empresa. “Estamos avançando na eletromobilidade urbana. Após testes bem-sucedidos com nosso chassi elétrico e o e-Delivery, estamos prontos para começar a produção do e-Volksbus, um avanço significativo para adaptar nosso processo produtivo a essa nova realidade.”

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Com capacidade de 22 toneladas e autonomia de até 250 km, o modelo é projetado para carregamentos noturnos, visando maximizar sua produtividade. Além disso, o ônibus elétrico apresenta características como sistema de frenagem regenerativa, a fim de aumentar a autonomia da bateria. Além disso, diminui o desgaste dos freios, e o sistema Eco-Drive Mode, que otimiza o consumo de energia.

Entre as facilidades, o modelo oferece proteção contra inundações. Além disso, está equipado com sistema de ajoelhamento e suspensão pneumática integral, garantindo maior acessibilidade e conforto aos passageiros. Ainda em fase de protótipo, o e-Volksbus utiliza, por fim, uma arquitetura modular exclusiva. Dessa forma, possibilita a produção de diferentes tamanhos de ônibus elétricos, desde micro-ônibus de nove metros até superarticulados de 23 metros.

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Curso Presencial: Gestão Estratégica de Transporte – Capacite-se para o Futuro!

Gestão Estratégica de Transporte
São poucas vagas!

A Fabet-SP anuncia com entusiasmo que estão abertas as inscrições para o curso presencial “Gestão Estratégica de Transporte, 1ª Edição de 2024”. Este curso inovador é projetado para profissionais que buscam aprimorar suas habilidades em planejamento, operacionalização e gerenciamento de frotas de veículos.

Com um foco claro na capacitação de alto nível, o curso Gestão Estratégica de Transporte abordará temas essenciais para o entendimento completo do setor de transportes. Os participantes irão mergulhar em estratégias de otimização de custos, mantendo sempre o compromisso com a segurança, a qualidade do serviço e a satisfação do cliente.

O gerenciamento eficaz de transporte é mais do que apenas uma habilidade – é uma necessidade crítica para o sucesso de qualquer operação logística. Através deste curso, os profissionais serão equipados com conhecimentos atualizados e práticas recomendadas do mercado para enfrentar os desafios contemporâneos da gestão de transporte.

Não perca esta oportunidade única de desenvolver competências que irão diferenciá-lo no mercado. Inscreva-se já e dê o próximo passo na sua carreira profissional!

Gestão Estratégica de Transporte
Inscrições abertas

Sobre a Fabet

A Fabet (Fundação Adolpho Bósio de Educação no Transporte) é uma instituição que leva educação, treinamento e desenvolvimento para quem faz do meio de transporte o seu meio de vida. A instituição possuí programas e atividades pedagógicas para conduzir passo a passo todo o profissional da área – empresários, motoristas e embarcadores, rumo a um caminho mais eficiente, seguro e inteligente na operação do transporte de cargas secas, líquidas, perigosas, indivisíveis, passageiros,construção civil e mineração.

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Recentemente, foi concluído com sucesso o 1º módulo do curso de Gestão em Segurança no Transporte de Cargas na Fabet-SP. O evento reuniu 41 participantes de 24 empresas, incluindo transportadoras e embarcadores, provenientes das mais diversas regiões do Brasil.

As empresas participantes merecem reconhecimento especial. A Fabet agradece às seguintes organizações por seu comprometimento com a segurança e eficiência no transporte:

Nitro, Transportadora Ouro Verde, Rio Transportes, Tropical Transportes Ipiranga, Cita Transportes Ltda., Citrosuco, Crossatti e Paiva Assessoria, Consultoria e Treinamentos EuroChem Brasil, Fadel Transportes e Logística Ltda., G2L Logística, Transportadora Garbuio, Iblogistics, Ipiranga, Ivoglo Transporte de Combustíveis, JD Cocenzo Transportes, Menegazzo Ambev, PRA LOG Rentals – Serviço de Transporte, Rodowall Transporte Rodoviário, Kothe S.A., Transportes Santa Maria, Transparaná Transportando Soluções, Tassi Transportes e Vibra.

Conclusão do 1º Módulo do Curso de Gestão em Segurança no Transporte de Cargas na Fabet-SP

Mercedes-Benz Trucks Classic: como o caminhão Daimler de 1899 moldou o futuro do transporte

Daimler de 1899
Este é o caminhão Daimler de 1899 com acionamento cardã

A terceira versão do primeiro caminhão do mundo de 1896 faz parte da Mercedes-Benz Trucks Classic Collection. Este é o caminhão Daimler de 1899 com acionamento cardã, construído pela Daimler-Motoren-Gesellschaft, Cannstatt.

O caminhão, que na época ainda funcionava com gasolina da farmácia, havia sido acionado, inicialmente, três anos antes em Cannstatt. O carro em si tinha apenas 13 anos na época.

Carros e caminhões eram extremamente raros nas estradas naquela época. As carruagens puxadas por cavalos continuaram a ser utilizadas para o transporte de pessoas e mercadorias, especialmente nas cidades. O transporte de carga em longas distâncias, no entanto, era feito por trem ou navio.

Segundo o registro feito no ‘Livro da Comissão’ de 11 de março de 1899, o caminhão cardã Daimler de 1899 foi entregue à “Obra Municipal de Água de Stuttgart”, onde serviu lealmente entre 1899 e 1923.

Daimler de 1899
Foto tirada na passagem subterrânea perto da estação ferroviária de Cannstatt

Foto tirada na passagem subterrânea perto da estação ferroviária de Cannstatt nos leva de volta àquela época: na frente, em um táxi aberto, está o motorista com um trabalhador parado na parte de trás da plataforma. Ao lado dele está um enorme torno dispositivo para cortar tubos e fios — naquela época, as ferramentas essenciais para colocar canos de água, que eram em sua maioria feitos de metal.

Após 24 anos, a Stuttgart Water Works substituiu o caminhão por um modelo mais recente. Ele o devolveu à Daimler-Motoren-Gesellschaft em 1923. Na época, já passou a fazer parte do acervo do museu.

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À medida que os bombardeios se intensificaram em Untertürkheim em 1944, por certo, parte da coleção do museu foi transferida para Dresden.

Durante a subsequente ocupação da Alemanha, ademais, nos anos anteriores à reunificação, todas as tentativas de devolver o veículo a Stuttgart falharam.

Daimler de 1899
Os caminhões Mercedes-Benz atuais possuem modernos sistemas de freios. Mas, veja como era há 125 anos

Foi somente quando o Muro de Berlim caiu, em 1989, que a Daimler-Benz AG, como era então conhecida, conseguiu chegar a um acordo com o Estado Livre da Saxônia em 1991, após dois anos de negociações para devolver 16 veículos históricos, incluindo o cardã Daimler.

O caminhão de 1899, para o museu após 63 anos. Como parte da cisão da Daimler Truck AG, o veículo foi transferido para o inventário da Mercedes-Benz Trucks Classic, onde é alojado e cuidado seguramente desde então.

Visualmente, o caminhão cardã Daimler de 1899 se assemelha a uma carruagem puxada por cavalos sem mastro. Por certo, uma grande porta elevatória sobre rodas de madeira com motor de combustão.

Apenas três anos após a entrega do primeiro caminhão, já se desenvolveu significativamente a sua tecnologia. Certamente, até hoje é relevante nas suas características básicas.

Ao contrário do primeiro e do segundo, não se instalava mais a tração do caminhão cardã Daimler 1899 na parte traseira. Assim como, na estrutura do veículo sob a cabine. Isso se mostrou impraticável ao carregar pela parte traseira. Sobretudo, colocou-se na frente do veículo, sobre o eixo dianteiro.

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Agora dirigia-se o caminhão por meio de uma caixa de direção em vez de correntes. A transmissão de força por meio de pinhões na roda, certamente, antecipou o moderno eixo de redução do cubo planetário.

As características que eram o que havia de mais moderno em 1899 incluíam o resfriamento eficiente do motor por meio de um radiador tubular e freios que atuam nas duas rodas traseiras, bem como na caixa de redução. Ter freios apenas no eixo traseiro continuaria sendo comum por muitos anos.

No folheto de vendas da época, por certo, oferecia-se o caminhão cardã Daimler de 1899 com “motor de 2 ou 4 cilindros”. Agora também com “ignição elétrica”.

A produção desses veículos comerciais e de entrega variava de 4, 6, 8, 10 a 12 cavalos de potência. Os veículos, ademais, receberam capacidades de carga útil de 1.550, 2.500, 3.750 e 5.000 quilogramas. “As rodas estão equipadas com pneus de ferro”, lê-se na descrição. Nos paralelepípedos comuns na época, o barulho era enorme.

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