quinta-feira, abril 9, 2026

Do lixo ao diesel: Startup brasileira cria combustível sintético

Enquanto o preço do diesel sobe nas bombas e os custos da estrada pesam cada vez mais no bolso do caminhoneiro, uma startup brasileira pode estar prestes a virar esse jogo. A Haka Bioprocessos, em parceria com a Bosch Metal Liga, está desenvolvendo um diesel sintético feito a partir de resíduos plásticos e de origem animal — e o melhor: compatível com os motores de caminhão a diesel já existentes.

O combustível inovador, conhecido como diesel verde ou diesel renovável, tem o mesmo desempenho e características do diesel mineral, mas vem de fontes inusitadas como gordura de frango, carcaças, plásticos sujos e até lixo urbano. O produto está em fase piloto, mas com planos concretos para escalar a produção e atender o setor de transporte pesado.

“A gente transforma resíduos que iriam para o lixo em um combustível que pode rodar no caminhão sem nenhuma adaptação no motor”, explica Cyro Calixto, fundador da startup em sua rede social.

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Como funciona o diesel verde

Diferente do biodiesel tradicional, que é um éster (e pode causar problemas em motores mais antigos), o diesel verde da Haka é composto por hidrocarbonetos puros, muito semelhantes ao diesel fóssil. O processo envolve a quebra e purificação de resíduos por meio de tecnologias como pirólise e hidrogenação catalítica, chegando a um combustível com alta eficiência energética e menos impurezas.

A grande vantagem para o caminhoneiro? Pode ser misturado ao diesel comum e usado diretamente no tanque. Sem dor de cabeça, sem troca de peças, sem perda de potência.

Mais economia, menos poluição

Além de reduzir a dependência do diesel fóssil, o combustível sintético da Haka promete emissões até 83% menores de CO₂. Isso pode significar, no futuro, descontos em impostos, isenções ambientais e até créditos de carbono para empresas que utilizarem esse diesel nas suas frotas.

“Imagina o caminhoneiro poder abastecer com um combustível mais limpo, feito no próprio frigorífico de onde ele está saindo com a carga. Isso já está no nosso radar”, diz Cyro.

A proposta da Haka é instalar pequenas biorrefinarias dentro dos próprios frigoríficos e centros geradores de resíduos, permitindo que o combustível seja produzido e consumido localmente — inclusive para abastecer frotas de caminhões que fazem o transporte da carne e outros produtos.

Quando chega nas estradas?

Hoje, a planta piloto da Haka funciona no interior do Paraná e já está produzindo volumes de teste. Um segundo projeto está em implantação em Santa Catarina, com foco em atender frotas locais. O próximo passo é conseguir a liberação da ANP (Agência Nacional do Petróleo) para comercializar o diesel renovável em escala.

A expectativa é que o combustível esteja disponível para testes em transportadoras parceiras já nos próximos meses. E para os motoristas autônomos, a esperança é que logo o produto chegue nas distribuidoras ou postos que queiram apostar em uma alternativa mais limpa e mais barata.

O futuro do diesel pode estar no lixo

O Brasil produz mais de 80 mil toneladas de lixo por dia — e boa parte disso tem potencial energético. Com a tecnologia da Haka, esse lixo pode virar litros e litros de combustível limpo para abastecer caminhões, ônibus e máquinas agrícolas.

Para o dono de frota, o impacto é direto: redução no custo operacional, menor impacto ambiental e imagem positiva para o mercado.

Se depender da Haka Bioprocessos, o combustível do futuro vai sair do que antes era considerado problema: o lixo. E os caminhoneiros podem ser os primeiros a se beneficiar dessa revolução verde sobre rodas.

A produção global de diesel verde (HVO) está prestes a decolar

sintético
Mapa global do desenvolvimento do HVO

Novos projetos estão sendo implementados em todo o mundo, com destaque para o crescimento expressivo já em 2025

  • +6 vezes nos Estados Unidos
  • +3 vezes na Europa, no Leste Asiático e no Sudeste Asiático

Esse avanço mostra o papel estratégico do HVO (Hydrotreated Vegetable Oil) — o diesel renovável — na transição para uma matriz energética mais limpa e resiliente.

Acreditamos que a diversificação das fontes de energia é essencial para acelerar a descarbonização das atividades humanas.

Assista o Canal FrotaCast:

A biomassa de origem vegetal e animal, disponível em praticamente todas as regiões do planeta, deve ser valorizada nas políticas públicas como insumo para biocombustíveis avançados — promovendo sustentabilidade, geração de renda e criação de empregos em diferentes setores da economia.

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Jornalista Marcos Villela é membro associado desde 2018

Tatra Phoenix en Bauma 2025: tecnología de punta y potencial para el mercado sudamericano

La marca checa Tatra Trucks fue una de las grandes protagonistas de la Bauma 2025, celebrada en Múnich, Alemania, al presentar dos nuevas versiones del Tatra Phoenix 8×8, completamente renovado en diseño, tecnología y rendimiento. En un stand dominado por el azul metálico de las carrocerías VS-Mont, la marca reafirmó su experiencia en vehículos todoterreno de alto desempeño — y despertó expectativas en el mercado sudamericano, donde ya opera a través de su filial Tatrabras.

Ingeniería robusta con un toque premium

Ambos modelos comparten la clásica arquitectura Tatra de chasis tubular central y tracción total permanente 8×8, pero con aplicaciones distintas. Uno está equipado con una caja volcadora trasera de 20 m³, mientras que el otro presenta una caja trilateral de 14,6 m³, ideal para operaciones versátiles en terrenos difíciles.

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Los dos camiones montan el confiable motor Paccar MX-13, con hasta 530 caballos de fuerza, y transmisiones automáticas y automatizadas de Allison y ZF, respectivamente, integradas con retardadores y caja reductora Tatra. Esta configuración asegura tracción, seguridad y eficiencia incluso en las condiciones más exigentes.

El interior de la cabina, basado en el diseño del DAF XDC, sorprende por su nivel de confort: aire acondicionado digital, sistema de infoentretenimiento, iluminación LED, refrigerador, cámaras del sistema Digital Vision que sustituyen los retrovisores, y hasta techo solar eléctrico.

¿Está mercado sudamericano listo para una nueva generación de Tatra?

Con presencia creciente en sectores como la minería, defensa y construcción pesada, Tatrabras ya ensambla modelos Tatra en suelo brasileño. La llegada de esta nueva generación Phoenix podría representar un avance clave, especialmente en un momento en que el mercado brasileño busca soluciones más tecnológicas, seguras y adaptadas al terreno nacional.

Tatra Phoenix
Tatra Phoenix 8×8

Las características de estos nuevos modelos dialogan directamente con las demandas locales: capacidad de carga de hasta 50 toneladas, suspensión independiente en los cuatro ejes, gran despeje del suelo y tracción permanente — todo con mayor confort y tecnología embarcada.

Además, la producción nacional no solo es técnicamente viable, sino también estratégica: reduciría costos de importación y permitiría una mayor competitividad frente a los actores tradicionales del segmento off-road. Si Tatrabras apuesta por este lanzamiento, podría consolidarse como un jugador clave en el mercado brasileño.

Conclusión

La nueva generación del Tatra Phoenix, presentada en Bauma 2025, demuestra que la marca evoluciona sin perder su esencia: robustez, innovación y excelencia fuera del asfalto. Con la estructura de Tatrabras ya operativa, la posibilidad de ver estos gigantes circulando por Brasil está más cerca que nunca. Para un sector que necesita soluciones duraderas y eficientes, la combinación entre ingeniería europea y vocación tropical parece imbatible.

ITOYJornalista Marcos Villela é membro associado desde 2018

Antes do navio, o asfalto: por que a logística interna é decisiva para quem exporta

O Brasil exportou mais de US$ 340 bilhões em produtos em 2024, de acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). Do agronegócio à indústria de transformação, empresas brasileiras estão cada vez mais conectadas ao mercado global. No entanto, para que uma carga chegue ao porto de Santos, Paranaguá ou Rio Grande, é preciso vencer o obstáculo da logística interna que ainda compromete prazos, custos e competitividade: o transporte interno.

“O Brasil é um país continental, e boa parte da produção exportável está longe dos portos. A logística nacional precisa funcionar com precisão para que a carga chegue ao ponto de embarque sem atrasos ou avarias”, explica Célio Martins, gerente de novos projetos da Transvias, maior guia de transportadoras do país. “Muitos exportadores têm uma operação de comércio exterior bem estruturada, mas enfrentam dificuldade na hora de escoar a carga da fábrica até o porto.”

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“Se uma indústria está no interior de Goiás e precisa levar um container até o porto de Paranaguá, é possível encontrar pelo Transvias uma transportadora que já faz esse trajeto regularmente. Isso evita tempo perdido com cotações demoradas, garante mais assertividade e reduz o risco de falhas logísticas”, complementa Martins.

Leia a edição 48

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Segundo o IBGE, o transporte rodoviário é responsável por cerca de 65% da movimentação de cargas no país, o que torna o papel das transportadoras nacionais ainda mais relevante para a cadeia de exportação. Já um estudo da CNI aponta que o uso de soluções digitais pode reduzir em até 15% os custos logísticos — uma economia decisiva em contratos internacionais com margens apertadas.

Além de facilitar o acesso a transportadoras, o Transvias também contribui para descentralizar o transporte de cargas, permitindo que empresas de menor porte — muitas vezes localizadas fora dos grandes centros — tenham condições de competir em igualdade no mercado global.

Intermodal 2025: integração entre rotas, tecnologias e oportunidades

A importância da logística nacional para o comércio exterior será um dos temas que movimentam a Intermodal South America 2025, que acontece entre os dias 22 e 24 de abril, no Distrito Anhembi, em São Paulo. O Transvias estará presente no evento, fortalecendo seu papel como elo entre quem produz e quem transporta — da origem até os portos e fronteiras.

Assista o Canal FrotaCast:

As opiniões expressas neste artigo são de responsabilidade exclusiva do autor e não representam, necessariamente, a visão deste veículo.

Un túnel en la Cordillera puede redefinir la logística entre Brasil y el Pacífico, pero el proyecto sigue paralizado

Pensado como un nuevo eje estratégico del corredor bioceánico, el túnel entre Argentina y Chile beneficiaría directamente el transporte de carga brasileña hacia los puertos del Pacífico. El estudio de viabilidad ya está concluido, pero la obra aún depende de decisiones políticas y definición de financiamiento.

El Túnel Internacional Paso Las Leñas, proyectado para atravesar la Cordillera de los Andes entre Argentina y Chile, tiene el potencial de revolucionar la logística sudamericana, al crear una nueva vía permanente para el flujo de cargas desde Brasil hacia los puertos del Pacífico. Como parte del denominado corredor bioceánico central, el proyecto aportaría beneficios sustanciales en tiempo, confiabilidad y costos operativos, especialmente para el transporte terrestre que conecta el centro-sur brasileño con los mercados asiáticos vía Chile.

Con aproximadamente 13 km de longitud, el túnel conectaría la región de San Rafael, en Mendoza (Argentina), con la zona de Coya, en la Región de O’Higgins (Chile), creando un nuevo paso andino operativo durante todo el año, a diferencia de otros cruces que suelen cerrarse por nevadas.

La obra es clave para el transporte internacional de cargas, ya que acortaría trayectos y ofrecería una nueva vía para el envío de granos, carnes, insumos industriales y productos manufacturados brasileños hacia el Pacífico. En la práctica, se trata de una alternativa vial más corta y estable entre Porto Alegre, Uruguaiana, Mendoza y los puertos de San Antonio y Valparaíso, en Chile.

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Viabilidad confirmada, pero sin cronograma de ejecución

Entre 2020 y 2024, el proyecto avanzó con estudios de ingeniería, impacto ambiental y viabilidad económica, financiados por el Banco Interamericano de Desarrollo (BID) y gobiernos regionales. Los informes fueron positivos: el túnel es técnicamente viable, ofrece beneficios logísticos relevantes y puede estructurarse mediante una asociación público-privada (APP).

El costo estimado de la obra ronda los USD 1.600 millones, incluyendo el túnel y los caminos de acceso en ambos países. Sin embargo, a pesar de tener los estudios finalizados, el proyecto aún no ha entrado en la fase de licitación. El principal obstáculo es institucional: el ente binacional EBILEÑAS, creado para liderar el emprendimiento, se encuentra inactivo por la falta de designaciones oficiales —principalmente del lado chileno.

Sin la reactivación de esta comisión, no es posible avanzar en la contratación ni en la construcción. Del lado chileno, el gobierno estima recién para el año 2031 el inicio de obras en una de las rutas de acceso al futuro cruce, lo que demuestra que se trata de un proyecto de largo aliento.

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Maquete do Túnel Paso Las Leñas. Foto: Marcos Villela

Impacto directo en la logística brasileña

Para el sector de transporte y logística de Brasil, el Paso Las Leñas representa una oportunidad concreta para reducir los costos logísticos y aumentar la competitividad de las exportaciones hacia Asia. Además, permitiría descongestionar los puertos atlánticos y diversificar los flujos de exportación por rutas terrestres más seguras y constantes.

Empresas de transporte internacional, operadores logísticos, exportadores y cámaras de comercio exterior vienen siguiendo de cerca la evolución (o estancamiento) del proyecto, que puede impactar directamente los planes de rutas, inversiones en flotas, terminales y centros de distribución a lo largo del corredor.

Mientras tanto, la indefinición política y la falta de financiamiento detienen el potencial de una de las obras de integración más prometedoras de América del Sur. Se espera que, con los estudios ya finalizados y el respaldo regional consolidado, los gobiernos de Chile y Argentina avancen finalmente en la estructuración financiera y en la convocatoria a licitación internacional.

Hasta entonces, el túnel Paso Las Leñas sigue siendo un proyecto viable y necesario, pero aún fuera del calendario logístico real.

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Jornalista Marcos Villela é membro associado desde 2018

Túnel na Cordilheira pode redefinir a logística entre Brasil e Pacífico

Previsto como novo elo estratégico no corredor bioceânico, túnel entre Argentina e Chile beneficiaria diretamente o transporte rodoviário de cargas do Brasil rumo aos portos do Pacífico. Estudo de viabilidade foi concluído, mas construção ainda depende de decisão política e definição de financiamento.

O Túnel Internacional Paso Las Leñas, planejado para atravessar a Cordilheira dos Andes entre Argentina e Chile, tem potencial para revolucionar a logística sul-americana, criando uma nova rota permanente de escoamento de cargas do Brasil para os portos do Pacífico. Integrando o chamado corredor bioceânico central, o projeto traria ganhos substanciais em tempo, confiabilidade e custo operacional, especialmente para o transporte rodoviário que liga o centro-sul brasileiro aos mercados asiáticos via Chile.

Com cerca de 13 km de extensão, o túnel conectaria a região de San Rafael, em Mendoza (Argentina), ao setor de Coya, na Região de O’Higgins (Chile), criando um passo andino com capacidade de operação durante todo o ano — algo que não ocorre com o atual Paso Cristo Redentor, frequentemente fechado por nevascas.

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A obra é estratégica para o transporte internacional de cargas, encurtando trajetos e oferecendo uma nova via para o escoamento de grãos, carnes, insumos industriais e produtos manufaturados brasileiros com destino ao Pacífico. Na prática, trata-se de uma alternativa viária mais curta e estável entre Porto Alegre, Uruguaiana, Mendoza e os portos de San Antonio e Valparaíso, no Chile.

Viabilidade confirmada, mas execução indefinida

Entre 2020 e 2024, o projeto avançou com a realização de estudos de engenharia, impacto ambiental e viabilidade econômica, financiados pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e governos regionais. Os resultados foram positivos: o túnel é tecnicamente viável, trará ganhos logísticos significativos e pode ser estruturado via parceria público-privadas (PPP).

O custo estimado da obra é de cerca de US$ 1,6 bilhão, incluindo o túnel e as vias de acesso nos dois países. Porém, apesar dos estudos concluídos, o projeto ainda não entrou na fase de licitação. O principal entrave é institucional: a entidade binacional EBILEÑAS, criada para conduzir o empreendimento, segue inativa por falta de designações oficiais – especialmente do lado chileno.

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A obra é estratégica para o transporte internacional de cargas, encurtando trajetos e oferecendo uma nova via para o escoamento de grãos, carnes, insumos industriais e produtos manufaturados brasileiros. Foto: Marcos Villela

Sem a reativação da comissão binacional, o processo de contratação e construção permanece travado. Do lado chileno, o governo prevê apenas para 2031 o início das obras de uma das estradas de acesso à futura travessia, o que dá a medida do horizonte de longo prazo que ainda envolve a execução.

Impacto direto na logística brasileira

Para o setor de transporte e logística do Brasil, o Paso Las Leñas representa uma oportunidade concreta de reduzir custos logísticos e ampliar a competitividade das exportações rumo à Ásia. Além disso, ajudaria a desafogar os portos do Atlântico e a diversificar os fluxos de exportação por rodovias mais seguras e regulares.

Empresas de transporte rodoviário internacional, operadores logísticos, exportadores e associações de comércio exterior vêm acompanhando de perto o avanço (ou a estagnação) do projeto, que pode impactar diretamente planejamentos de rotas, investimentos em frotas, terminais e centros de distribuição ao longo do corredor.

Enquanto isso, a indefinição política e a falta de financiamento travam o potencial de um dos mais promissores projetos de integração sul-americana. A expectativa é que, com os estudos prontos e o apoio regional consolidado, os governos do Chile e da Argentina finalmente avancem na estruturação financeira e na convocação da licitação internacional.

Assista o Canal FrotaCast:

Até lá, o túnel Paso Las Leñas segue sendo um projeto viável e desejado, mas ainda fora do cronograma logístico real.

 

Tatra Phoenix na Bauma 2025: tecnologia de ponta e potencial para o mercado brasileiro

A Tatra Trucks voltou a chamar a atenção na Bauma 2025, realizada em Munique, Alemanha, ao apresentar dois modelos inéditos da nova geração do Tatra Phoenix 8×8, com atualizações importantes em design, tecnologia e performance. Em um estande vibrante, dominado pelo azul metálico das carrocerias VS-Mont, os novos caminhões reforçam o posicionamento da marca tcheca como referência global em veículos off-road de alto desempenho – e acendem um alerta positivo para o mercado latino-americano, onde a Tatra já atua por meio da Tatrabras.

Os modelos apresentados dividem a mesma base consagrada do chassi tubular central da Tatra e a tração integral 8×8, mas se diferenciam em aplicações e equipamentos. Um deles traz caçamba basculante traseira de 20 m³, enquanto o outro aposta numa configuração trilateral de 14,6 m³, ideal para operações mais versáteis.

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Ambos são equipados com o robusto motor Paccar MX-13, entregando até 530 cv, e transmissões automáticas e automatizadas da Allison e ZF, respectivamente, com retarders integrados e caixa de redução Tatra – uma combinação que garante desempenho em terrenos severos e segurança em declives acentuados.

O acabamento da cabine, inspirada na linha DAF XDC, surpreende: ar-condicionado digital, infoentretenimento, iluminação em LED, geladeira, sistema de câmeras Digital Vision no lugar dos retrovisores e até teto solar elétrico reforçam o caráter premium dos novos Phoenix.

O Brasil está pronto para um Tatra de nova geração?

Com presença crescente no setor fora de estrada brasileiro, especialmente em mineração, defesa e construção pesada, a Tatrabras já realiza a montagem de modelos Tatra em solo nacional. A chegada dessa nova geração poderia representar um salto estratégico para a marca no país, especialmente em um momento de transição tecnológica e busca por soluções mais eficientes em transporte de alto volume e tração integral.

Tatra Phoenix
O Tatra Phoenix com caçambas de 14,6 m3 e 20 m3

Além disso, os modelos Phoenix exibidos na Bauma possuem características que dialogam diretamente com as necessidades do mercado brasileiro: alta capacidade de carga (até 50 toneladas de PBTC), suspensão independente nos quatro eixos, excelente vão livre do solo e tração permanente — tudo isso com maior conforto, tecnologia embarcada e eficiência operacional.

Assista o Canal FrotaCast:

A montagem local não só seria viável do ponto de vista técnico, como poderia reduzir custos de importação e tornar o produto mais competitivo frente a players tradicionais do segmento off-road. Resta saber se a Tatrabras aposta nessa atualização como um passo definitivo para consolidar sua operação no Brasil — algo que, convenhamos, faria todo sentido diante da maturidade que o mercado nacional vem adquirindo para veículos especializados de alto desempenho.

Freio de estacionamento eletrônico em caminhões: o que acontece se a bateria acabar?

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Com a chegada dos caminhões modernos e cada vez mais tecnológicos, muitas funções, que, antes eram puramente mecânicas, passaram a ser controladas eletronicamente. Um bom exemplo é o freio de estacionamento eletrônico (EPB), uma solução que já equipa modelos das principais montadoras como Volvo, Scania, Mercedes-Benz, JAC Motors e Foton. Mas um questionamento ainda preocupa motoristas e operadores de frota: o que acontece se a bateria do caminhão descarregar? O freio ainda seguro o veículo?

A resposta é sim — e essa é justamente uma das maiores vantagens desse sistema.

Como funciona o EPB?

O freio de estacionamento eletrônico substitui a tradicional alavanca ou válvula do freio de mão por um botão no painel. Quando acionado, esse botão ativa um motor elétrico que movimenta um mecanismo mecânico de travamento das rodas, como pinças ou molas.

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E aqui está o pontos-chave: uma vez acionado, o sistema permanece travado por força mecânica — não é preciso energia elétrica contínua para manter o caminhão parado.

E se a bateria acabar?

Mesmo com pane elétrica total, o freio de estacionamento continua firme. Isso porque ele foi projetado para manter o travamento por meio de componentes mecânicos robustos, sem depender de energia.

O que muda é o processo de liberação do freio. Para destravar, aí sim é necessário que o sistema elétrico esteja em funcionamento. Se a bateria estiver descarregada, o freio de estacionamento não poderá ser solto até que haja restauração de energia.

Existe uma forma de destravar em emergência?

Sim. Muitos fabricantes preveem um procedimento manual de emergência para liberar o freio. Esse processo, no entanto, varia conforme o modelo e a montadora, e deve ser feito com cautela e, preferencialmente, por um técnico autorizado.

É fundamental que motoristas, frotistas e mecânicos conheçam o procedimento descrito no manual técnico do veículo — e nunca tentem forçar o destravamento sem conhecimento, pois isso pode danificar o sistema ou comprometer a segurança.

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Exemplo prático: Volvo e Scania

Modelos como o Volvo FH e o Scania R450 já utilizam o EPB com todos os sistemas de segurança integrados. Nos dois casos, o freio permanece travado em caso de pane elétrica, garantindo proteção contra deslocamentos acidentais em aclives ou pisos irregulares.

Além disso, o EPB está cada vez mais conectado a outros sistemas do veículo, como o controle de tração, auxílio de partida em rampa e até a telemetria, o que torna sua manutenção e monitoramento ainda mais estratégicos.

Segurança, conforto e modernidade

O avanço do freio eletrônico reflete uma tendência irreversível no transporte pesado: mais automatização, mais segurança e menos esforço físico para o condutor. Ao entender como esse sistema funciona, é possível operar com mais confiança e tirar o melhor proveito da tecnologia embarcada nos caminhões atuais.

Assista o Canal FrotaCast:

Dica final

Se você é gestor de frota, instrutor ou motorista profissional, vale a pena incluir esse tema em treinamentos e manuais internos. Entender a fundo o funcionamento do freio eletrônico pode evitar erros em campo e aumentar a vida útil do sistema.

 

As 10 maiores companhias de transporte marítimo de contêineres do Mundo— sua atuação no Brasil

No vasto oceano do comércio internacional, algumas empresas dominam os mares com autoridade em transporte marítimo. Em 2024, a logística global está mais integrada do que nunca, e essas gigantes são responsáveis por movimentar bilhões de dólares em mercadorias diariamente, conectando continentes, economias e pessoas.

De acordo com dados da Alphaliner e Container xChange, referência no setor, as 10 maiores companhias de transporte marítimo de contêineres do mundo, com base na capacidade total de TEUs (Twenty-foot Equivalent Units), são:

  1. MSC (Mediterranean Shipping Company)
  • Capacidade: 6.127.485 TEUs
  • Navios: 861
  • Sede: Genebra, Suíça
  • Presença no Brasil: Muito forte. Opera em todos os principais portos, como Santos, Paranaguá, Rio Grande e Itaguaí. A MSC também tem participação em terminais como o TCP, no Paraná.

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  1. Maersk
  • Capacidade: 4.395.066 TEUs
  • Navios: 716
  • Sede: Copenhague, Dinamarca
  • Presença no Brasil: Altamente ativa. Atua em todos os principais portos, com operações integradas de transporte e armazenagem. É controladora da Hamburg Süd, outra gigante com forte presença no país.
  1. CMA CGM Group
  • Capacidade: 3.793.632 TEUs
  • Navios: 643
  • Sede: Marselha, França
  • Presença no Brasil: Consolidada. Opera em rotas entre Brasil, Europa, Caribe e Ásia. Controla a Mercosul Line, especializada na cabotagem brasileira.

Noma do Brasil amplia portfólio de produtos com a linha Work Series

  1. COSCO Shipping Lines
  • Capacidade: 3.279.936 TEUs
  • Navios: 508
  • Sede: Xangai, China
  • Presença no Brasil: Presente com rotas diretas e acordos compartilhados. Atende principalmente o Porto de Santos com rotas ligando à Ásia e Europa.
  1. Hapag-Lloyd
  • Capacidade: 2.249.765 TEUs
  • Navios: 292
  • Sede: Hamburgo, Alemanha
  • Presença no Brasil: Muito ativa, com presença comercial e operacional em todos os principais portos. É um dos principais operadores entre Brasil e Europa.

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  1. ONE (Ocean Network Express)
  • Capacidade: 1.938.647 TEUs
  • Navios: 246
  • Sede: Tóquio, Japão
  • Presença no Brasil: Opera rotas Ásia–América do Sul com escalas em Santos, Itapoá e Paranaguá.
  1. Evergreen Marine Corporation
  • Capacidade: 1.712.161 TEUs
  • Navios: 220
  • Sede: Taoyuan, Taiwan
  • Presença no Brasil: Forte atuação em rotas com a Ásia, com escalas frequentes nos portos de Santos e Paranaguá.

Assista o canal de videocast FrotaCast

 

  1. HMM (Hyundai Merchant Marine)
  • Capacidade: 913.867 TEUs
  • Navios: 83
  • Sede: Seul, Coreia do Sul
  • Presença no Brasil: Menor presença direta, mas participa de consórcios com outras companhias e atende rotas para o Oriente Médio e Ásia com escalas em Santos.
  1. ZIM Integrated Shipping Services
  • Capacidade: 781.026 TEUs
  • Navios: 130
  • Sede: Haifa, Israel
  • Presença no Brasil: Opera linhas estratégicas entre Brasil e Estados Unidos, Caribe e Europa, com escalas em Santos e Navegantes.
  1. Yang Ming Marine Transport Corporation
  • Capacidade: 711.393 TEUs
  • Navios: 98
  • Sede: Keelung, Taiwan
  • Presença no Brasil: Atua em rotas entre Brasil e Ásia, com escalas regulares nos portos de Santos e Paranaguá.

 

Matriz Global de Transportes de Carga: o que os números realmente mostram?

Um gráfico que circula nas redes sociais entre profissionais da logística e mobilidade apresenta uma visão comparativa da Matriz Global de Transportes de Cargas em quatro grandes economias: Brasil, Estados Unidos, União Europeia e China. Com base em fontes respeitadas como o ILOS, o US National Transportation Research Center, a Eurostat e o Bureau Nacional de Estatísticas da China, o material sugere um panorama em que o Brasil é rodoviário, a Europa e a China são aquaviárias, e os EUA seriam dominados por dutos e ferrovias.

Mas será que os dados apresentados estão mesmo corretos?

A Frota News fez uma checagem criteriosa e cruzou os números com dados oficiais mais recentes disponíveis até 2023. O resultado? Algumas surpresas e correções importantes.

matriz de transporte
Gráfico que circula nas redes sociais com alguns dados incorretos

Brasil: rodovias seguem dominando

Segundo o gráfico, o Brasil utiliza o transporte rodoviário para 62% de suas cargas. Essa informação é corroborada pela Confederação Nacional do Transporte (CNT), que aponta que as estradas respondem por cerca de 61% da matriz nacional, com destaque para cargas de curto e médio alcance. O modal ferroviário aparece em segundo lugar, seguido pelo aquaviário. Aqui, o gráfico acerta por aproximação.

✓ Informação condizente com a realidade.

Estados Unidos: superestimação de ferrovias e dutos

A imagem mostra os EUA com 49% das cargas escoadas por dutos e 21% por ferrovias. A realidade, no entanto, é mais complexa. Segundo o Bureau of Transportation Statistics, em 2022, o transporte rodoviário movimentava 64% da carga (em peso), enquanto dutos respondiam por cerca de 20% e ferrovias por 8%.

Os números do gráfico estão superestimados para ferrovias e oleodutos, e subestimam a força do transporte por caminhões no país mais rodoviário entre as economias desenvolvidas.

✗ Dados imprecisos. Correção necessária.

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União Europeia: domínio aquaviário confirmado

O gráfico acerta ao apontar que o transporte aquaviário domina na União Europeia, com 70% de participação. De acordo com dados da Eurostat, o modal marítimo realmente é o mais utilizado, representando 67,4% do volume transportado em 2023. A seguir vem o rodoviário, com 25,3%, e o ferroviário, com pouco mais de 5%.

✓ Informação fiel à realidade.

China: rodovias são protagonistas, não os rios

A maior divergência encontrada está nos dados da China. O gráfico atribui ao transporte aquaviário 52% da matriz chinesa, o que contradiz os dados oficiais do National Bureau of Statistics of China. Segundo o órgão, em 2023, mais de 72% das cargas foram transportadas por rodovias, com apenas 16,8% por vias navegáveis e 9% por ferrovias.

Portanto, o gráfico inverte a hierarquia dos modais e transmite uma ideia equivocada sobre a estrutura logística chinesa, que hoje depende fortemente da malha rodoviária para atender seu território continental.

✗ Informação incorreta. Rodovias lideram na China.

Assista o Canal FrotaCast:

O que isso tudo revela?

Em um mundo onde decisões de investimento e planejamento logístico são cada vez mais orientadas por dados, a precisão estatística é fundamental. Informações imprecisas, mesmo que visualmente atraentes, podem levar a diagnósticos errados e estratégias mal direcionadas.

A checagem mostra que, embora o gráfico apresentado tenha se baseado em fontes confiáveis, há inconsistências importantes, especialmente nos dados dos EUA e da China. O cruzamento com bases atualizadas e oficiais é imprescindível para garantir que a análise da matriz de transportes — peça-chave para a economia — esteja ancorada na realidade.

Fontes consultadas sobre a Matriz Global de Transportes:

  • Confederação Nacional do Transporte (CNT)
  • Bureau of Transportation Statistics (EUA)
  • Eurostat (União Europeia)
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Cavese celebra 10 anos com edição especial do Scania V8 770

A concessionária Cavese, representante da Scania no sul e oeste de Santa Catarina, está comemorando uma década de atuação com o lançamento de uma edição especial do caminhão Scania V8 770, o mais potente da marca no Brasil.

Serão produzidas apenas 10 unidades numeradas do modelo, cada uma comercializada por R$ 1,4 milhão, na versão 6×2. Além disso, uma unidade adicional será sorteada entre os participantes de um grupo de consórcio exclusivo com 100 cotas. O sorteio está previsto para ocorrer durante a Fetranslog, feira de transporte e logística que acontecerá em novembro de 2025, em Chapecó (SC).

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O Scania V8 770 da edição especial apresenta características exclusivas, como pintura em tons de prata, cinza escuro e detalhes em vermelho, além de componentes como grade frontal em black piano e emblemas alusivos aos 10 anos da Cavese. Internamente, o caminhão conta com bancos e volante revestidos em couro, geladeira, climatizador de teto e sistema multimídia de 12,9 polegadas. A motorização é composta pelo propulsor DC16 123, um V8 de 770 cavalos de potência e torque de 3.372 Nm, acoplado à transmissão G38, que proporciona trocas de marcha mais rápidas e redução de peso em até 75 kg em relação à versão anterior.

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A Cavese, com sede em Tubarão (SC), possui filiais em Biguaçu, Chapecó, Lages, Videira e Concórdia, além de 14 pontos de atendimento dentro das operações dos clientes, conhecidos como Serviços Dedicados (CWS). A empresa integra o grupo das concessionárias próprias da Scania, ao lado da Suvesa e da Codema.

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O lançamento da edição especial coincide com o crescimento do setor de transportes em Santa Catarina. Atualmente, o estado abriga mais de 101 mil empresas ativas no setor de transporte, abrangendo desde microempreendedores individuais até grandes corporações. Esse ambiente dinâmico tem impulsionado o crescimento do setor, que registrou uma alta de 7,6% entre janeiro e setembro de 2024, conforme dados do IBGE.

Além disso, o setor de transporte, armazenagem e correio em Santa Catarina gerou um saldo positivo de 10.523 novos empregos formais no acumulado entre janeiro e novembro de 2024.

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A rede de atendimento da Scania no Brasil também tem se expandido. Em 2021, a empresa contava com 161 pontos de atendimento, incluindo filiais, matrizes, estruturas dentro dos clientes e atendimentos remotos, cobrindo 100% do território nacional. A rede está 100% digitalizada e conectada, com 92% das unidades certificadas pelos padrões da marca.

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A edição especial do Scania V8 770 estará disponível para demonstração nas unidades da Cavese a partir de julho de 2025, permitindo que os clientes conheçam de perto as características do modelo antes do sorteio na Fetranslog.