quinta-feira, abril 9, 2026

Mercedes-Benz inaugura uma nova era do luxo com o Vision V

A partir de 2026, a Mercedes-Benz promete transformar o conceito de mobilidade de luxo com a introdução da inovadora arquitetura elétrica modular VAN.EA (Van Electric Architecture). Com essa plataforma, a marca alemã redefine a proposta das vans particulares, criando um patamar de sofisticação e tecnologia – o “Private Lounge”. No centro desse movimento visionário está o show car Vision V, uma prévia fascinante do futuro da marca no segmento premium.

Uma revolução sobre rodas

Com a VAN.EA, a Mercedes-Benz Vans não apenas eletrifica seu portfólio, como expande os horizontes do luxo automotivo. A proposta vai além do transporte: trata-se de criar experiências exclusivas e imersivas, pensadas para atender às necessidades de um público exigente e refinado. O portfólio futuro incluirá desde vans familiares práticas até verdadeiras limusines de luxo, passando por ônibus VIP, todos com foco no conforto, tecnologia e personalização.

“O Vision V é o início de uma nova era para a Mercedes-Benz Vans. Estabelecemos novos padrões de design, conforto e imersão digital ao mesmo tempo em que atendemos às expectativas mais altas dos nossos clientes”, declarou Thomas Klein, chefe da divisão de vans da Mercedes-Benz.

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O Vision V: onde o futuro encontra o requinte

O show car Vision V não é apenas um veículo: é um ambiente de luxo flutuante. Externamente, exibe uma silhueta aerodinâmica com design escultural, rodas de 24 polegadas com persianas iluminadas e uma grade frontal redesenhada com mais de 200 elementos de luz, culminando na emblemática estrela Mercedes iluminada.

Mas é ao entrar no Vision V que a verdadeira experiência começa.

Uma grande porta automática lateral revela um “Private Lounge” de tirar o fôlego. Com couro Nappa branco cristal, seda cintilante e acabamentos em madeira de rebarba com alumínio polido, o interior é uma ode à sofisticação artesanal mesclada com alta tecnologia. Os bancos de luxo, inspirados em espreguiçadeiras futuristas, oferecem ajuste elétrico completo e podem reclinar até virar camas, com apoio para fragrâncias personalizadas e iluminação ambiente sincronizada com trilhas sonoras.

Uma experiência digital imersiva e personalizada

O Vision V leva a interação homem-máquina a um novo patamar com sua tela de cinema retrátil de 65 polegadas, escondida sob o piso. Quando ativada, transforma o ambiente em uma sala de projeção 4K com sistema de som Dolby Atmos, 42 alto-falantes e janelas laterais que se tornam telas para uma imersão de 360 graus.

Vision
Interior conta com equipamentos de entretenimento

Sete mundos interativos de experiência estão à disposição dos passageiros: de momentos de relaxamento com paisagens calmas, passando por jogos de corrida com controladores dedicados, até funções de escritório, karaokê e compras online com visualização tridimensional de produtos.

“Com o Vision V, pegamos a herança icônica das vans Mercedes-Benz e a reinterpretamos em um novo contexto de transporte de alto luxo”, comentou Gorden Wagener, Diretor de Design do Grupo Mercedes-Benz.

O cockpit do futuro

Na frente, o motorista também é presenteado com o Superscreen, uma tela tripla que vai de ponta a ponta do painel. A navegação com realidade aumentada, o painel digital dinâmico e a interface intuitiva colocam o condutor em total controle de uma nave digital com visual futurista.

Vision
Visual com linha redondas e muito LED

Luxo redefinido

O Mercedes-Benz Vision V não é apenas uma prévia de um futuro automotivo: é um manifesto sobre o que significa luxo no século XXI. Espaço, tecnologia, estética e exclusividade se fundem em uma obra-prima que transforma o simples ato de viajar em uma experiência sensorial completa.

A era do transporte de alto padrão em forma de van acaba de ganhar um novo nome – Vision V – e com ele, um novo significado para sofisticação sobre rodas.

Posicionamento e concorrência

Com a linha VLS, a Mercedes-Benz posiciona-se para atuar em um nicho de limousines e vans de luxo com alto padrão tecnológico. A marca estabelece um novo segmento de mercado dentro do universo de veículos premium de grande porte.

Os principais concorrentes do Vision V incluem:

  • Lexus LM (Toyota): Minivan de luxo com versões híbridas, divisória entre cabine e motorista, e configuração com quatro assentos executivos.
  • Zeekr 009 (Geely): MPV elétrico chinês com dois motores, mais de 500 km de autonomia e interior executivo com tela no teto e sistema multimídia de última geração.
  • BMW i7: Sedã elétrico com foco em experiência digital no banco traseiro, incluindo tela de 31 polegadas retrátil.
  • Rolls-Royce Spectre e Phantom EWB: Veículos voltados ao alto luxo tradicional, com menor foco em tecnologia digital imersiva, mas grande apelo artesanal.
  • Voyah Dreamer e Denza D9: Vans elétricas de luxo do mercado chinês com motorização híbrida ou 100% elétrica, interiores moduláveis e foco executivo.

O lançamento oficial do Vision V em Xangai sinaliza a atenção da Mercedes-Benz ao mercado asiático, especialmente a China, onde há forte demanda por veículos de transporte executivo com alto grau de conforto e conectividade.

Assista o Canal FrotaCast:

Produção e estratégia

A produção dos modelos derivados do Vision V está prevista para começar em 2026, com foco em clientes de alto poder aquisitivo, empresas de transporte VIP, hotéis de luxo, gestores de frotas executivas e consumidores interessados em mobilidade elétrica premium.

O Vision V é o primeiro de uma nova geração de vans que também incluirá versões mais acessíveis, sob a designação VLE, enquanto o sufixo VLS será reservado às variantes com maior nível de acabamento e equipamentos.

Mercedes-Benz revela nova era de luxo e tecnologia no Auto Shanghai 2025

No maior evento automotivo do ano, a Mercedes-Benz apresentou uma série de inovações que prometem redefinir os conceitos de luxo e tecnologia no setor automotivo. A montadora alemã celebrou os 20 anos de produção na China e de atividades de pesquisa e desenvolvimento no país com estreias globais e tecnologias futuristas.

A grande estrela foi a Vision V, uma van limousine conceito que antecipa uma nova categoria de veículos de alto luxo: os “Grand Limousines”, que receberão as siglas VLE e VLS. Com design elegante e esportivo, o modelo combina artesanato analógico com uma experiência digital imersiva, criando uma sensação de casulo de conforto e exclusividade para seus ocupantes.

CLA Longo e Inteligente

A marca também apresentou a versão de entre-eixos longo do novo Mercedes-Benz CLA, desenvolvida especialmente para o público chinês. Em comparação, o novo CLA Long Wheelbase apresentado no Auto Shanghai 2025 possui um entre-eixos de 2.790 milímetros, ou seja, 61 mm a mais que a versão brasileira.

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Comparativo CLA Ocidental x Novo CLA chinês

Motorização e Plataforma
  • CLA Ocidental: Equipado com motor a combustão 2.0 turbo de 224 cv ou versões híbridas com motor 1.3 turbo, ambos com câmbio automatizado de 7 marchas e tração dianteira
  • CLA Long Wheelbase (China): Totalmente elétrico, baseado na nova plataforma modular MMA, com arquitetura de 800 volts, motor traseiro e transmissão de duas marchas. Autonomia de até 866 km no ciclo CLTC
Tecnologia e Interior
  • CLA (Ocidental) Sistema MBUX com duas telas de 10,25 polegadas, integração com Apple CarPlay e Android Auto, e assistente de voz “Olá, Mercedes”.
  • CLA Long Wheelbase (China) Nova geração do MBUX com assistente virtual baseado em IA, integração com o sistema DouBao da ByteDance, cockpit inteligente com Superscreen e navegação 3D em tempo real.

O CLA chinês é o primeiro veículo construído sobre a arquitetura modular MMA (Mercedes-Benz Modular Architecture) e o primeiro com o novo sistema operacional MB.OS, projetado internamente. Totalmente elétrico, o CLA Long Wheelbase oferece até 866 km de autonomia (ciclo CLTC) com consumo de apenas 10,9 kWh por 100 km.

Xangai
Estreia do novo CLA, inicialmente, para o mercado chinês

Entre os avanços tecnológicos apresentados, destaca-se o MB.DRIVE ASSIST PRO que permite condução assistida em ambientes urbanos densos, lidando com cruzamentos, semáforos e até rotatórias. A experiência é complementada por um sistema de direção steer-by-wire, que elimina a conexão mecânica entre volante e rodas, proporcionando mais conforto e precisão, além de abrir espaço para novas possibilidades no design interno dos veículos.

O cockpit inteligente com o novo MBUX – agora com assistente virtual e integração com a IA chinesa DouBao da ByteDance – transforma o carro em uma central de produtividade, entretenimento e relaxamento.

Rumo ao futuro

Em termos de inovação, a Mercedes-Benz apresentou pesquisas em computação neuromórfica, que imita o cérebro humano para tornar a inteligência artificial mais rápida e eficiente, e em tinta solar, que pode gerar energia suficiente para mais de 14 mil km por ano. Outra inovação de destaque é o novo freio integrado e sustentável, projetado para veículos elétricos e que promete maior durabilidade e ausência de ruídos e resíduos.

Além disso, a marca trabalha em um microconversor de energia, capaz de oferecer 800 volts constantes independentemente do estado de carga das células da bateria, o que pode elevar a eficiência dos veículos elétricos e viabilizar novas configurações de motorização modular.

Um olhar para 2040+

Por fim, o projeto Urban Futures: Shenzhen 2040+ revela a visão da Mercedes-Benz para a integração dos veículos às cidades do futuro, unindo tecnologia, mobilidade e sustentabilidade urbana com base em estudos interdisciplinares.

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Ford revela picapes F-150 e Maverick na linha Tremor para o Brasil

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A Ford confirmou os modelos que vão compor a aguardada família Tremor no Brasil: as picapes F-150 e Maverick. Após lançar um teaser que atiçou a curiosidade dos fãs da marca, a montadora americana encerra o mistério e revela os detalhes da nova linha que chega ainda este ano com a proposta de unir esportividade, robustez off-road e conforto urbano.

Apesar de pertencerem a segmentos diferentes, os dois modelos compartilham atributos em comum que reforçam seu caráter aventureiro e exclusivo. Altura elevada do solo, suspensão e amortecedores especiais, ângulos de ataque e saída ampliados, pneus todo-terreno, diferencial blocante e protetores inferiores são alguns dos itens que ressaltam sua vocação off-road. O visual robusto também é marca registrada, com destaque para os detalhes em laranja — tom que se tornou assinatura do pacote Tremor.

Capacidade aprimorados

A F-150 Tremor apresenta um pacote visual imponente com nova grade dianteira, faróis com detalhes em laranja, entradas de ar no capô, protetor frontal de alumínio e ganchos de reboque dianteiros e traseiros. As rodas de 18 polegadas calçam pneus General Grabber AT 275/70, e os emblemas “F-150 Tremor” aparecem estrategicamente nas saídas de ar, suspensão e lateral traseira. A caçamba traz sistema de abertura Pro Access, saída dupla de escapamento e preparação para reboque.

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Por dentro, o modelo oferece bancos com ajuste elétrico e o emblema Tremor no encosto, teto solar panorâmico, painel digital de 12″, central multimídia SYNC com tela de 12”, botões auxiliares no teto e o sistema Pro Trailer, que auxilia em manobras com reboque.

Já a Maverick Tremor, menor e mais urbana, mantém o estilo ousado com nova grade frontal, faróis com detalhes em laranja, ganchos de reboque dianteiros e rodas de 17” com pneus General Grabber P235/65 R17. O visual é completado com os emblemas Tremor nas laterais, traseira e suspensão.

O interior traz bancos em preto e azul marinho com costuras e detalhes em laranja, além do emblema Tremor bordado nos encostos. Entre os destaques tecnológicos estão teto solar, painel de instrumentos de 8 polegadas e central multimídia SYNC com tela de 13,2”.

Pacote completo de fábrica

“Muitos clientes gostam de personalizar as picapes e fazer modificações para aumentar a sua capacidade off-road. A família Tremor traz tudo isso em um pacote refinado e completo de fábrica, somado a todas as qualidades já conhecidas da F-150 e da Maverick”, destaca Dennis Rossini, gerente de Marketing da Ford.

Comparativo: Ford F-150 Tremor vs. Ford Maverick Tremor
Característica F-150 Tremor Maverick Tremor
Segmento Picape full-size Picape intermediária (compacta/média)
Motorização V8 5.0L Ti-VCT (Coyote) 2.0L EcoBoost turbo
Potência 405 cv 253 cv
Torque 56,7 kgfm 38,7 kgfm
Transmissão Automática de 10 marchas Automática de 8 marchas
Tração 4×4 com diferencial traseiro blocante AWD (tração integral) com diferencial blocante
Capacidade de Reboque Até 5.851 kg Não divulgada oficialmente (inferior)
Capacidade de Carga Útil Até 987 kg Inferior à F-150
Pneus General Grabber AT 275/70 R18 General Grabber AT 235/65 R17
Suspensão Exclusiva Tremor com amortecedores reforçados Suspensão Tremor com maior vão livre do solo
Interior Painel digital de 12”, SYNC 12”, teto solar Painel 8”, SYNC 13,2”, teto solar
Design exclusivo Tremor Frisos laranja, entradas de ar, ganchos, protetores e escapamento duplo Frisos laranja, ganchos, tampa com emblema Tremor
Rodas 18″ 17″
Visual/Design Imponente, robusto e agressivo Esportivo e versátil
Conforto e luxo Bancos com ajuste elétrico, teto panorâmico Bancos com costura laranja, volante esportivo
Proposta Alto desempenho off-road com luxo e força Versatilidade urbana com capacidade aventureira

 

Conclusão

F-150 Tremor:

Ideal para quem busca potência máxima, presença de estrada, capacidade de carga e reboque superiores e quer uma picape que impressiona tanto fora quanto dentro do asfalto, sem renunciar ao conforto e de tecnologias premium.

Maverick Tremor:

A escolha perfeita para quem procura um modelo mais compacto, urbano, com apelo jovem e esportivo, mas que não abre mão de recursos off-road autênticos e estilo exclusivo. É mais acessível e prático para o dia a dia, mantendo o espírito aventureiro da linha Tremor.

Phinia anuncia expansão no aftermarket e Delphi Academy

Em sua primeira participação como empresa independente na Automec, a PHINIA anuncia um plano ambicioso de expansão global para o mercado de reposição automotiva e apresenta uma série de inovações em produtos e serviços. Detentora das renomadas marcas Delphi e Delco Remy, a companhia aproveita a maior feira de autopeças da América Latina para lançar a Delphi Academy, novo canal de conteúdo técnico voltado à qualificação dos profissionais da reparação.

A PHINIA, que oficialmente passou a operar sob este nome em julho de 2023, traz mais de um século de tradição e inovação para o setor automotivo. Antes de operar como PHINIA, a empresa fazia parte da BorgWarner Inc. e sua divisão de sistemas de combustão era conhecida como Delphi Technologies. A PHINIA nasceu como uma spin-off dessa divisão de sistemas de combustível e aftermarket da BorgWarner, tornando-se uma empresa independente.

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Seu portfólio atende tanto o mercado de equipamentos originais (OE) quanto o aftermarket, com o mesmo rigor de qualidade e engenharia de ponta. “Produzimos os mesmos componentes para as linhas de montagem e para o mercado de reposição. Isso significa que o profissional da reparação e o consumidor final recebem produtos com os mesmos padrões de excelência”, afirma Amaury Oliveira, vice-presidente de aftermarket da PHINIA para a América do Sul.

Com planos de elevar a participação do aftermarket de 30% para 40% do faturamento global até 2030, a PHINIA anuncia investimentos robustos em ampliação de portfólio, modernização de processos e fortalecimento da comunicação com clientes. O Brasil, sendo um dos dez maiores mercados automotivos do mundo, terá papel decisivo nessa trajetória. “Nosso desempenho local será essencial para o sucesso global dessa estratégia. Já temos resultados sólidos aqui e queremos avançar ainda mais”, reforça Oliveira.

Delphi Academy: conhecimento ao alcance do reparador

A nova plataforma digital Delphi Academy chega como mais uma iniciativa da PHINIA para apoiar os profissionais da reparação. A ferramenta oferece conteúdos em vídeo, artigos, infográficos e treinamentos presenciais e online — abordando temas como manutenção preventiva, diagnósticos e funcionamento de sistemas eletrônicos e mecânicos.

Com versões gratuitas e pagas, a Delphi Academy visa democratizar o acesso à informação técnica de qualidade, alinhada à missão da PHINIA de atuar não apenas como fornecedora de componentes, mas como parceira do desenvolvimento técnico da cadeia automotiva.

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Lançamentos: Delphi

As principais inovações apresentadas pela Delphi:

  • Injetores MPFi e Injetores Diesel, com alta precisão e eficiência;
  • Novos modelos de Bombas de Combustível, cobrindo mais de 80% da frota nacional;
  • Compressores de Ar-Condicionado e Bobinas de Ignição, líderes de vendas no e-commerce;
  • Turbocompressores com integração eletrônica para maior desempenho;
  • Soluções para motores Euro 6, como válvulas e kits de reparo;
  • Linha Reman Delphi, com novos itens para veículos pesados, reforçando o compromisso com a economia circular.
Phinia
Projeção do estande da Phinia na Automec 2025

A apresentação da linha Reman coincide com o Reman Day, data que celebra a remanufatura e a sustentabilidade industrial. “Acreditamos que remanufatura é parte essencial do futuro sustentável do setor”, afirma Oliveira.

Delco Remy

A tradicional Delco Remy, com 120 anos de história, também apresenta novidades importantes na Automec:

  • Motores de partida e alternadores 12V e 24V para diversos segmentos;
  • Destaque para o VLP Moto 12, motor de partida exclusivo para motocicletas;
  • Modelos com fabricação nacional, como o PG260H, desenvolvido para veículos a diesel de porte leve e médio.

De acordo com Ronaldo Lipari, diretor geral de vendas de aftermarket da PHINIA na América do Sul, “o contato direto com os parceiros e clientes na Automec é essencial para apresentar a tecnologia e o diferencial das nossas soluções, fortalecendo a confiança nas marcas Delphi e Delco Remy”.

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Compromisso com a inclusão

Além dos lançamentos, o estande da PHINIA se destaca por ações de acessibilidade e inclusão. Profissionais fluentes em Libras estão à disposição dos visitantes com deficiência auditiva. Também foi criada uma experiência de inclusão inédita no setor: 21 adultos com síndrome de Down foram convidados para vivenciar o ambiente de trabalho automotivo durante o evento.

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Mercedes-Benz lança chassi voltado para operações rurais e panorama do mercado de ônibus

A Frota News esteve na fábrica da Mercedes-Benz, em São Bernardo do Campo (SP), para conferir de perto o lançamento do novo chassi de micro-ônibus LO 916R Fretamento Rural e Escolar Rural. Desenvolvido para enfrentar as exigentes condições das vias não pavimentadas do interior do país, o modelo representa mais um passo da marca no atendimento às operações rurais. Durante o evento, Walter Barbosa, vice-presidente de Vendas, Marketing e Peças & Serviços Ônibus da Mercedes-Benz do Brasil, apresentou também um panorama do mercado brasileiro de ônibus e as projeções da marca para 2025.

A Mercedes-Benz, com esse marco, posiciona-se como uma das principais impulsionadoras da eletrificação do transporte público no Brasil, reafirmando seu compromisso com a inovação e a sustentabilidade.

Mercado de ônibus em alta: projeções otimistas para 2025

O setor de ônibus vive um momento de recuperação e crescimento no Brasil. Em 2024, os números já indicam uma retomada sólida: foram emplacadas 23.200 unidades, 10% acima das 20.435 de 2023.

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Do lixo ao diesel: Startup brasileira cria combustível sintético

E entre janeiro e março foram licenciados 5.509 ônibus, um avanço de 35% em relação ao mesmo período de 2023. Os dados revelam uma forte presença da Mercedes-Benz em diversos nichos.

No segmento de micro-ônibus, foram comercializadas 251 unidades em um mercado total de 1.059 veículos, representando um crescimento modesto de 2%.

O mercado de ônibus urbanos movimentou 2.062 unidades, onde a Mercedes-Benz se destacou com a venda de 1.421 veículos, abocanhando uma expressiva participação de mercado de 70%. A fatia total deste segmento no mercado geral de ônibus foi de 15%.

O setor de fretamento apresentou um desempenho notável, com um crescimento de 70%, totalizando 657 unidades vendidas. Isso se deve muito ao pós-pandemia, pois as empresas ficaram todo o período da pandemia sem renovar frota. A Mercedes-Benz também se sobressaiu neste segmento, comercializando 328 ônibus e alcançando uma participação de 50%.

Em contrapartida, o segmento de ônibus rodoviários registrou uma retração de 20%, com um total de 471 unidades vendidas. Apesar da queda geral, a Mercedes-Benz manteve uma liderança com a venda de 264 unidades, detendo 56% de participação neste mercado.

O grande destaque positivo do trimestre ficou com o segmento de ônibus escolares graças ao Programa Caminho da Escola, que conta com recursos do Governo Federal. Este segmento experimentou um crescimento expressivo de 445%, com a comercialização de 1.260 unidades. Os dados detalhados sobre a participação da Mercedes-Benz neste nicho não foram especificados no levantamento, pois a Mercedes-Benz preferiu não participar da “guerra de preço” nas licitações públicas. No entanto, a empresa entregou 4.300 ônibus escolares no ano passado, que não foram adquiridos por meio do programa.

222 ônibus elétricos em operação no Brasil

Segundo os dados apresentados, a operação se divide em duas frentes principais:

  • 111 unidades produzidas diretamente pela Mercedes-Benz. A carroceria pode ser Marcopolo ou Caio.
  • 111 unidades desenvolvidas em parceria com a Eletra, empresa especializada em soluções de eletromobilidade. Mercedes-Benz fornece os chassis e os eixos, a Eletra, o trem de força elétrico. A Caio faz o encarroçamento.

Esses veículos estão distribuídos em diversas cidades brasileiras, com destaque para a Região Sudeste. A cidade de São Paulo lidera com 106 ônibus elétricos, reforçando seu compromisso com a redução de emissões no transporte público. Outras cidades que também fazem parte dessa nova realidade incluem:

  • 12 unidades em São Paulo (SP) (possivelmente de outra frota complementar); 8 unidades em Salvador (BA); 8 unidades em Vitória (ES); 3 unidades em Bertioga (SP); 2 unidades em São Bernardo do Campo (SP); 1 unidade em Porto Alegre (RS); e 1 unidade em Belém (PA).

A parceria com a Eletra também se destaca pela presença visual na imagem, com veículos nas cores verde e preto representando as duas empresas que lideram o projeto. O mapa apresentado reforça o alcance nacional da iniciativa, mostrando como o transporte elétrico começa a ganhar espaço em diferentes regiões brasileiras.

Perspectivas para até o fim do ano

Para 2025, Walter Barbosa projeta entre 22.000 e 25.000 unidades emplacadas até o fim do ano, com destaque para o segmento escolar, que deve atingir 6.000 unidades.

Lançamento para estradas de terra

rurais
O chassi LO 916R é 8 cm mais alto do que a geração Euro 5 e conta com diversos reforços para operações severas. Fotos: Divulgação Mercedes-Benz

Com esse cenário, a chegada do LO 916R vem ao encontro de uma demanda real por soluções específicas para o transporte em regiões rurais, especialmente em locais com pouca ou nenhuma pavimentação. A demanda pelo fretamento rural vem das grandes mineradoras, como a Vale; e o Escolar, o programa Caminho da Escola.

Baseado no consagrado chassi LO 916, o novo LO 916R foi projetado para garantir robustez, durabilidade e conforto em vias de terra, atoleiros e terrenos irregulares. Equipado com motor OM 924 LA de 163 cv e torque de 610 Nm, o modelo conta com câmbio manual Eaton de seis marchas com acionamento por cabo, suspensão metálica com molas parabólicas e altura elevada em relação ao solo — 40 mm acima do modelo urbano.

O chassi tem entre-eixos de 4.800 mm e PBT de 9,4 toneladas, podendo receber carroçarias de até 9,2 metros. A configuração permite transportar até 32 passageiros, além de contar com o Dispositivo de Poltrona Móvel (DPM), que garante acessibilidade a cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida.

Segurança e performance para o transporte no campo

A Mercedes-Benz equipou o LO 916R com um pacote completo de tecnologias de segurança, incluindo:

  • Freio motor auxiliar Top Brake
  • Sistema de freio a tambor com ar comprimido
  • ABS, ASR e ESP (controle eletrônico de estabilidade)
  • Auxílio de partida em rampa
  • Freio de parada acionado pela abertura de portas

O modelo também traz bloqueio de diferencial automático no eixo traseiro e pneus de perfil misto (terra + asfalto), com maior banda de rodagem, reforçando sua vocação para operações em áreas rurais, zonas agrícolas e rotas escolares em estradas secundárias.

Mais serviços

A estratégia da marca também se apoia em soluções integradas, como o sistema de telemetria FleetBus, agora item de série em toda a linha de ônibus, além de serviços de pós-venda, planos de manutenção e a nova assistência técnica 24 horas para modelos urbanos.

Articulado elétrico

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Mercedes-Benz e500UA

Em paralelo ao marco das 222 unidades já em operação, a Mercedes-Benz reforça o desenvolvimento e a expansão de sua linha de chassis 100% elétricos. Um dos destaques mais recentes é o eO500UA, chassi articulado elétrico em fase de testes operacionais, e a produção nacional prevista ainda para o final deste ano ou início do próximo.

O diferencial do eO500UA está em sua capacidade de transportar um número significativamente maior de passageiros, com foco em corredores exclusivos e linhas troncais de alta demanda. Isso o torna uma solução estratégica para centros urbanos densos, como São Paulo, Rio de Janeiro e outras capitais que enfrentam desafios logísticos e ambientais relacionados ao transporte de massa.

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Scania vai produzir caminhões elétricos no Brasil até 2027

A solidão da Volkswagen Caminhões e Ônibus como única montadora de caminhão elétrico no Brasil está com os dias contatos. A Scania, que faz parte do TRATON Group com a Volkswagen, MAN Truck & Bus e International, anunciou que irá produzir caminhões elétricos no Brasil, em sua fábrica de São Bernardo do Campo, SP. A iniciativa, que faz parte do ciclo de investimentos de R$ 2 bilhões até 2028, começa com a montagem de ônibus a bateria em 2025, como já noticiado pela Frota News no ano passado, e, agora, segue na montagem de caminhões elétricos em 2027.

A estratégia reflete a visão do presidente e CEO da Scania para a América Latina, Christopher Podgorski, que defende um futuro eclético, com diversas fontes de energia coexistindo. Para viabilizar o projeto, a empresa está estruturando a produção em três fases, iniciando com baixos volumes e estrutura flexível, e podendo expandir conforme a demanda do mercado.

Investimentos e nacionalização

Desde 2022, a Scania testa seus ônibus elétricos na própria fábrica, e a partir de setembro de 2025 eles começam a ser montados em série. O projeto é parte de um pacote de R$ 2 bilhões anunciado pela marca em 2024, que se soma a um ciclo anterior de R$ 1,4 bilhão (2019-2024), totalizando R$ 3,4 bilhões em investimentos recentes no Brasil.

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Cavese celebra 10 anos com edição especial do Scania V8 770

O executivo planeja pleitear junto à matriz na Suécia um novo aporte específico para iniciar a montagem de caminhões elétricos em 2027. O plano é que a montagem seja feita localmente, mesmo com parte dos componentes ainda importada. A Scania pretende nacionalizar progressivamente diversos sistemas, como os chicotes de alta voltagem, o que permitirá enquadrar os produtos em programas como o Finame e o recém-lançado Mover (Mobilidade Verde e Inovação).

Rentabilidade sacrificada, mas estratégia clara

Nos primeiros anos, a rentabilidade será renunciada. A ideia é manter os preços dos caminhões e ônibus elétricos similares aos que seriam praticados com produção local, mesmo enquanto as unidades são importadas com imposto de 35%. Com isso, a Scania pretende acelerar a aceitação dos modelos e ganhar tráfego de dados operacionais com os clientes.

Para isso, a produção seguirá o modelo modular, em que a mesma linha da planta de São Bernardo do Campo será capaz de montar veículos a diesel, a gás e elétricos. Essa versatilidade evita a ociosidade da fábrica e reduz custos iniciais.

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Infraestrutura e operação

No momento, a operação dos veículos elétricos da Scania será restrita a rotas onde há infraestrutura de recarga, como os eixos Rio de Janeiro-São Paulo e São Paulo-Campinas. A empresa também criou uma divisão, chamada Erinion, dedicada a desenvolver soluções de recarga em bases privadas, com previsão de instalar 40 mil pontos de carregamento globalmente.

Comparativo e concorrência

O mercado brasileiro de veículos comerciais elétricos tem crescido e ganhado novos competidores. A Volkswagen Caminhões e Ônibus já produz o e-Delivery no Rio de Janeiro; a Mercedes-Benz produz o ônibus elétrico eO500U; a BYD produz ônibus elétricos em Campinas e planeja caminhões em Camaçari, BA. Montadoras como Volvo, Iveco e novas entrantes chinesas como XCMG também começam a disputar o mercado, inicialmente, com veículos importados e com planos de montagem localmente no futuro.

A Scania, no entanto, foca em um nicho de alto valor: caminhões pesados para rota mista e regional. Modelos como o 30G 4×2, com preço estimado de R$ 2,5 milhões, são voltados a grandes transportadoras que buscam sustentabilidade e eficiência operacional.

O Scania 30G foi lançado na última Fenatran, no ano passado, e teve a primeira e única unidade vendida, até o momento, para o Reiter Log, operadora de logística que já conta com 55 caminhões elétricos, sendo 5 Volvo FM Electric, 10 XCMG E7-49T e 40 JAC iEV1200T.

caminhões elétricos no Brasil
Elétricos da XCMG

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Projeção e futuro

A capacidade inicial da linha de montagem em São Bernardo do Campo será de 250 caminhões elétricos por ano, frente a um potencial de 30 mil veículos/ano da planta. Mas o objetivo é crescer conforme a demanda aumentar. A partir de 2028, a expectativa é que a linha esteja integrada e produzindo todos os tipos de motorização de forma flexível.

Em um momento de forte mobilização da indústria em torno da descarbonização e da inovação tecnológica, a decisão da Scania posiciona o Brasil entre os protagonistas da eletrificação pesada global, gerando empregos, conhecimento e infraestrutura para um novo ciclo industrial.

ITOY
Jornalista Marcos Villela é membro associado desde 2018

 

A solução do Consórcio Cantareira para contratação de novas motoristas de caminhão

Em um movimento para promover a inclusão feminina no setor logístico da construção civil, o Consórcio Cantareira, formado pela OEC – Odebrecht Engenharia & Construção e Renea Infraestrutura, em parceria com a Fabet São Paulo, capacitou 11 mulheres para atuarem como motoristas de caminhão caçamba nas obras do Rodoanel Norte, em São Paulo.

O programa ofereceu treinamento técnico intensivo, combinando aulas práticas e teóricas, além da entrega de certificados de conclusão. Desde a capacitação, todas as participantes foram contratadas e agora desempenham suas funções no canteiro de obras, contribuindo diretamente para o avanço da infraestrutura na região.

A iniciativa não apenas supre a demanda por motoristas qualificados, mas também quebra barreiras em um setor historicamente dominado por homens. Segundo Meristela Ferreira do Carmo Carvalho, Gerente de Responsabilidade Social e Sustentabilidade no Consórcio Cantareira, o objetivo é transformar o setor, demonstrando que as mulheres têm total capacidade para atuar em operações pesadas com segurança e eficiência.

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O projeto reforça o compromisso das empresas envolvidas com a diversidade e inclusão, promovendo equidade de gênero e oportunidades de emprego para mulheres interessadas em ingressar na profissão. Além disso, a capacitação oferecida pela Fabet-SP garante que as novas motoristas estejam preparadas para os desafios do transporte de insumos e materiais.

A formação de motoristas mulheres pelo Consórcio Cantareira faz parte de um movimento mais amplo que começa a ganhar força no Brasil. Nos últimos anos, programas de capacitação exclusivos para o público feminino têm surgido tanto em empresas de transporte de cargas quanto em projetos de infraestrutura. A própria Fabet São Paulo se firmou como referência nacional nesse esforço, promovendo programas que incentivam a inclusão de mulheres no transporte pesado, quebrando barreiras em um setor tradicionalmente masculino.

motoristas de caminhão
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A presença de mulheres no setor contribui para ampliar a oferta de mão de obra qualificada, promover diversidade e aprimorar a segurança operacional, devido ao perfil mais cauteloso e responsável das motoristas. A inclusão de mulheres motoristas traz benefícios significativos para a segurança e eficiência da operação, fortalecendo os objetivos de redução de acidentes operacionais e aumento da produtividade.

O Consórcio Cantareira já estuda ampliar o escopo do programa nos próximos meses, com a previsão inicial de formar 20 motoristas de caminhão mulheres. A ideia é não apenas realizar novas turmas de condutoras de caminhão basculante, mas também estender a capacitação para outras funções operacionais tradicionalmente ocupadas por homens, como operação de máquinas pesadas e condução de caminhões especializados.

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A iniciativa do Consórcio Cantareira representa mais do que a capacitação pontual de novas motoristas – é um passo significativo rumo à transformação cultural no setor da construção e transporte de cargas. Ao darem acesso a treinamento especializado, eliminam-se alguns dos obstáculos que impediam a entrada de mulheres, como a falta de experiência ou de confiança para manobrar veículos grandes. Além disso, ao tornarem visíveis exemplos bem-sucedidos de motoristas mulheres atuando, esses programas ajudam a derrubar preconceitos dentro das empresas e inspiram outras trabalhadoras.

A experiência no Rodoanel Norte mostra que incluir mulheres como motoristas de caminhão não é apenas possível, como benéfico e necessário. O consórcio já colhe frutos imediatos em produtividade e clima organizacional, enquanto as motoristas ganham profissão e independência. A sociedade, por sua vez, vê reforçada a mensagem de que oportunidades iguais constroem um futuro melhor.

Os carros elétricos com maior autonomia em 2025

A corrida pela eletrificação dos automóveis atingiu um novo patamar em 2025, e a autonomia é a estrela do momento. Com avanços significativos na tecnologia das baterias, os fabricantes conseguiram superar a barreira psicológica dos 500 km e estão alcançando marcas antes inimagináveis. Nesta reportagem especial, reunimos os modelos com maior autonomia do mercado em 2025, detalhando os dados mais recentes e os diferenciais de cada um. No final, explicações a diferença entre os padrões de medição EPA (EUA) e WLTP (Europa).

  1. Lucid Air Dream Edition R – 837 km (EPA) O sedã o da startup americana Lucid Motors continua a impressionar o mundo automotivo. Com 837 km de autonomia no padrão EPA (Environmental Protection Agency), o Lucid Air Dream Edition R é o líder absoluto em alcance. A versão de longo alcance combina um design aerodinâmico, uma bateria de 113 kWh e motores eficientes, proporcionando uma experiência de luxo e performance incomparável.
  2. Mercedes-Benz EQS 450+ – 729 km (WLTP) O sedã de luxo 100% elétrico da Mercedes-Benz alcança 729 km no padrão WLTP, colocando a marca alemã entre as mais eficientes da categoria. A versão EQS 450+ conta com uma bateria de 107,8 kWh e traciona apenas as rodas traseiras, o que contribui para o maior alcance. No padrão EPA, o mesmo modelo atinge cerca de 563 km.
  3. Chevrolet Silverado EV WT – 724 km (Estimativa EPA) A icônica picape da Chevrolet, agora em versão elétrica, traz uma proposta robusta com 724 km de autonomia estimada no padrão EPA. A versão WT (Work Truck) utiliza uma bateria Ultium de grande capacidade e prioriza eficiência para o uso comercial, sem renunciar a torque e capacidade de carga.
  4. Cadillac Escalade IQ – 724 km (Estimativa EPA) O SUV de luxo elétrico da Cadillac impressiona com 724 km de alcance estimado. Com dimensões generosas e uma bateria de cerca de 200 kWh, o Escalade IQ mostra que é possível combinar sofisticação, espaço interno e eficiência energética.
  5. Autonomia
    Volkswagen ID.7 Pro S

    Volkswagen ID.7 Pro S – 700 km (WLTP) A aposta da VW no segmento de sedãs elétricos de alto alcance, o ID.7 Pro S, traz uma autonomia de 700 km no padrão europeu WLTP. Com uma bateria de 86 kWh, design aerodinâmico e tecnologia embarcada de ponta, o modelo simboliza a nova fase da mobilidade alemã.

  6. Porsche Taycan (2024 atualizado) – 678 km (WLTP) Com as atualizações introduzidas no final de 2023, o Porsche Taycan agora oferece até 678 km de autonomia no ciclo WLTP. As melhorias incluíram ajustes na gestão térmica, software e motores, mantendo o desempenho esportivo da marca sem sacrificar a eficiência.
  7. Polestar 2 Long Range RWD – 654 km (WLTP) A marca escandinava, derivada da Volvo, atinge 654 km de alcance com sua versão de tração traseira e bateria de 82 kWh. O Polestar 2 combina minimalismo nórdico e tecnologia de ponta, sendo uma opção elegante para quem busca eficiência e estilo.
  8. Tesla Model S Long Range – 652 km (EPA) O clássico elétrico da Tesla permanece entre os líderes com 652 km de autonomia no padrão EPA. Com rodas de 19″, o Model S Long Range entrega uma condução refinada, alta performance e a tradicional infraestrutura de recarga da marca.
  9. Tesla Model 3 Long Range – 576 km (EPA) Compacto e eficiente, o Model 3 Long Range apresenta 576 km de alcance com tração integral e rodas de 18″. Um dos mais populares do mercado, o sedã da Tesla se destaca pelo excelente custo-benefício.
  10. Tesla Model X Long Range – 565 km (EPA) O SUV premium da Tesla, com 565 km no padrão EPA, alia espaço e desempenho. Com portas traseiras tipo “Falcon Wing” e configuração para até sete ocupantes, o Model X oferece luxo e praticidade em uma carroceria elétrica.
  11. Fisker Ocean Ultra – 563 km (EPA) Um dos SUVs mais sustentáveis do mercado, o Fisker Ocean na versão Ultra entrega 563 km no padrão EPA. A montadora californiana aposta em materiais reciclados e tecnologias verdes, combinando ecologia com mobilidade avançada.
  12. Hyundai IONIQ 6 RWD – 614 km (WLTP) Com visual aerodinâmico e soluções modernas, o IONIQ 6 de tração traseira alcança 614 km no ciclo WLTP. No padrão EPA, seu alcance é de 581 km, o que ainda o coloca entre os mais eficientes sedãs elétricos do mundo.
  13. BMW iX xDrive50 – 521 km (EPA) O SUV elétrico da BMW apresenta uma combinação de luxo, tecnologia e performance com seus 521 km de alcance EPA. Equipado com duas unidades motoras e bateria de ~111 kWh, o iX é o cartão de visitas da BMW na eletrificação de alto padrão.
  14. Kia EV9 Long Range RWD – 541 km (WLTP) O Kia EV9, SUV de três fileiras e perfil futurista, entrega 541 km no ciclo WLTP. Com opção de trção traseira e espaço para toda a família, o modelo representa a entrada da Kia no segmento dos elétricos premium de grande porte.

EPA vs. WLTP: o que são?

EPA (Environmental Protection Agency) – EUA

  • É o padrão dos Estados Unidos.
  • Considerado mais rigoroso e realista.
  • Testa os veículos em condições mais próximas da vida real, incluindo:
    • velocidades variadas,
    • uso do ar-condicionado,
    • subidas e descidas,
    • paradas e retomadas.
  • Por isso, os números de autonomia EPA geralmente são menores, mas mais confiáveis para uso diário.

WLTP (Worldwide Harmonized Light Vehicles Test Procedure) – Europa

  • É o padrão usado na União Europeia e outros países.
  • Mais moderno que o antigo NEDC, mas ainda tende a ser mais otimista que o EPA.
  • Os testes WLTP:
    • duram cerca de 30 minutos,
    • usam temperaturas amenas (~23°C),
    • não simulam uso intenso de acessórios (como ar-condicionado).
  • Os números WLTP geralmente são 10% a 20% mais altos do que os do EPA.

Exemplo comparativo

Modelo Autonomia (EPA) Autonomia (WLTP)
Tesla Model 3 Long Range ~576 km ~607 km
Hyundai Ioniq 6 RWD ~581 km ~614 km
BMW iX xDrive50 ~521 km ~630 km

 

Conclusão

Em 2025, os carros elétricos deixaram de ser apenas uma promessa de futuro e se tornaram protagonistas no presente. A diversidade de modelos com autonomia superior a 500 km comprova que a transição para uma mobilidade mais limpa e eficiente é uma realidade. Mais do que números impressionantes, esses modelos oferecem conforto, segurança e tecnologia de ponta, reafirmando que o carro elétrico é, de fato, o novo padrão da indústria automotiva global.

Noma do Brasil amplia portfólio de produtos com a linha Work Series

A Noma do Brasil, uma das principais fabricantes de implementos rodoviários do país, apresenta a Work Series, sua nova linha de produtos, que chega ao mercado com uma proposta inovadora: oferecer implementos robustos, duráveis e com o reconhecido DNA da marca, mantendo os altos padrões de qualidade da Geração Titanium, sua linha premium, mas agora com uma opção mais acessível.

A Work Series foi desenvolvida para atender a uma crescente demanda por implementos de alta performance com menor custo de aquisição. Mantendo a tradição de excelência da Noma, essa nova gama de produtos busca ampliar as possibilidades para transportadores que necessitam de confiabilidade e eficiência, sem comprometer o orçamento.

“Nosso objetivo com a Work Series foi democratizar o acesso a produtos de qualidade, preservando a robustez e a durabilidade já reconhecidas na Geração Titanium”, destaca Marcos Noma, presidente da empresa.

Engenharia de ponta: redução de custos sem abrir mão da qualidade

O desenvolvimento da Work Series representou um grande desafio para a equipe de engenharia da Noma. A meta era clara: reduzir custos sem comprometer os atributos que consolidaram a marca como referência no mercado de implementos rodoviários.

Para atingir esse equilíbrio, a empresa investiu em otimizações na linha de produção e realizou ajustes estratégicos no design, acabamento e itens de série. A estrutura principal, assim como os materiais aplicados ao chassi e à parte rodante, segue os mesmos padrões da linha premium Geração Titanium.

“O foco foi garantir a confiabilidade e a durabilidade características da Noma. O que muda é um design mais funcional e a redução de itens de série, tornando o produto mais acessível”, explica Harlei, gerente de Engenharia da Noma.

Rigor nos testes e certificações

Mesmo sendo uma linha com proposta mais econômica, a Work Series passa pelos mesmos rigorosos testes de qualidade e segurança aplicados a todos os produtos da Noma. Os implementos são submetidos a ensaios de resistência estrutural, simulações em ambientes extremos e testes de segurança, garantindo que os implementos ofereçam a mesma confiabilidade da linha premium.

Esse compromisso com a excelência é respaldado pela certificação ISO 9001, conquistada pela Noma em 2006 e mantida até hoje, reforçando sua cultura de melhoria contínua e foco na satisfação dos clientes.

Olhando para o futuro

A Work Series chega ao mercado com modelos padronizados, sem opções de customização nesta fase inicial. Segundo Marcos Noma, essa estratégia visa garantir maior escala de produção e manter os preços competitivos. No entanto, a empresa já estuda a possibilidade de versões customizáveis em futuras atualizações da linha, conforme a demanda do mercado.

Além disso, há planos para expandir o portfólio da Work Series nos próximos anos, incorporando novas tecnologias e modelos voltados para diferentes segmentos do transporte rodoviário de cargas.

DNA Noma: um diferencial competitivo

Noma Work Series
Detalhes da linha Noma Work Series

Mesmo sendo uma opção mais acessível, a Work Series preserva o principal diferencial da marca: a confiança. A Noma destaca que seus produtos oferecem maior tempo de operação e menor custo de manutenção em comparação com os concorrentes da mesma faixa de preço.

“Temos mais de 55 anos de mercado. Enquanto muitos tentam competir apenas por preço, a Noma entrega uma solução completa, que combina custo-benefício com alta eficiência operacional”, ressalta o presidente da empresa.

Compromisso com a sustentabilidade

A nova linha também reflete o compromisso da empresa com a sustentabilidade. A Noma adota processos industriais que minimizam o consumo de recursos naturais, evitam desperdícios e utilizam matérias-primas de alta qualidade, garantindo maior durabilidade e menor impacto ambiental ao longo do ciclo de vida dos implementos.

Mais que implementos, uma filosofia de trabalho

Com mais de cinco décadas de história, a Noma é uma empresa 100% brasileira, que carrega em seu nome os ideogramas japoneses “NO” (campo, estrada, espaço) e “MA” (verdade), símbolos que representam sua essência: transparência, solidez e compromisso com quem move o Brasil pelas estradas.

Além da inovação constante, a Noma investe no desenvolvimento profissional de seus colaboradores e em um ambiente de trabalho que estimula o crescimento conjunto. “Nosso objetivo é crescer junto com o setor e com nossos clientes”, reforça a empresa.

Uma nova solução com o selo de confiança Noma

Com o lançamento da Work Series, a Noma do Brasil reforça sua posição de vanguarda no mercado de implementos rodoviários, expandindo sua atuação para atender a um público que busca qualidade com controle de custos.

Mais do que um novo produto, a Work Series é uma resposta às necessidades do setor, combinando engenharia avançada, confiabilidade e acessibilidade. Com essa nova linha, a Noma amplia seu alcance e reafirma seu compromisso como parceira estratégica do transporte rodoviário nacional.

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Espírito Santo se consolida como hub logístico com R$ 100 bilhões em investimentos até 2030

O Espírito Santo vive um momento estratégico de transformação econômica. Com localização privilegiada na costa sudeste do Brasil e cercado por mais de 60% do PIB nacional em um raio de 1.200 km, o estado se fortalece como um dos principais hubs logísticos do país. A previsão é de que até 2030, mais de R$ 100 bilhões em investimentos produtivos sejam aplicados em território capixaba, impulsionando não apenas a indústria, mas todo o setor produtivo.

Os dados são do Observatório da Indústria da Findes, por meio da plataforma Bússola do Investimento, que mapeou quase 300 projetos previstos para os próximos anos. Desses, aproximadamente 90% têm origem em capital privado ou misto, o que demonstra a confiança do mercado no potencial de crescimento do estado.

Logística: o motor do desenvolvimento

O presidente da Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes), Paulo Baraona, destaca que os investimentos em infraestrutura são fundamentais para alavancar a competitividade capixaba. “Estamos caminhando, mas ainda assim é preciso acelerar o passo. Os desafios persistem, e superá-los é essencial para o Espírito Santo se consolidar como hub logístico nacional”, afirma.

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As rodovias BR-101 e BR-262, dois dos principais corredores de escoamento de cargas do estado, estão no topo das prioridades. Após anos de impasse, a BR-101, sob concessão da Eco101, passará por repactuação contratual, e o novo modelo prevê R$ 10 bilhões em investimentos, com duplicação de 169 km, além de melhorias em faixas adicionais e segurança viária.

Já a BR-262, que liga Vitória a Belo Horizonte, deve finalmente sair do papel com a tão aguardada duplicação. O projeto terá início em 2025, com aporte inicial de R$ 2,3 bilhões oriundos do acordo de reparação da tragédia de Mariana. O traçado, inaugurado em 1968, continua o mesmo até hoje, sem duplicações significativas.

Recorde histórico nos portos capixabas

O complexo portuário capixaba alcançou em 2024 o maior volume de movimentação de contêineres da história. Foram registrados 357.640 TEUs, segundo dados da Antaq e do Observatório Findes – um salto de 34,7% em relação ao ano anterior.

Os terminais localizados na Grande Vitória, como Vitória e Vila Velha, além de portos privados em expansão, como o de Aracruz e o futuro Porto Central, estão no centro dessa performance. O estado foi também o primeiro do Brasil a conceder um porto público à iniciativa privada: a VPorts (ex-Codesa) assumiu a gestão do Porto de Vitória, reforçando a aposta na eficiência e modernização da operação logística.

Ferrovias e multimodalidade: os novos trilhos do futuro

No segmento ferroviário, o destaque é a EF-118, ferrovia federal que ligará os portos do Espírito Santo ao Rio de Janeiro. O projeto, considerado prioritário pelo governo federal, já passou por audiências públicas e deve ter o edital de licitação lançado ainda em 2025, com início das obras previsto para 2026.

“A EF-118 será estratégica não só para o Espírito Santo, mas para toda a região Sudeste, com impactos positivos também para Bahia e Rio de Janeiro”, afirma Baraona. A ferrovia vai viabilizar a conexão dos portos capixabas com a malha nacional, promovendo maior eficiência no escoamento de cargas e redução de custos logísticos.

Arco Leste: integração regional e desenvolvimento

Outro conceito que ganha força é o Arco Leste, um grande corredor logístico que busca integrar os portos da Bahia, Espírito Santo e Rio de Janeiro por meio de rodovias e ferrovias. A proposta, articulada por governos estaduais e entidades como a Findes, visa consolidar o maior complexo logístico-portuário do Brasil, com forte atuação no comércio exterior.

O Arco Leste inclui projetos como os portos de Aracruz, São Mateus, Presidente Kennedy (Porto Central) e o Porto do Açu, no norte fluminense. Todos estão em diferentes estágios de desenvolvimento e somam-se a um plano de infraestrutura integrada que tornará a costa leste brasileira uma nova potência logística.

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Educação voltada ao setor portuário

Para formar mão de obra qualificada que atenda à crescente demanda do setor logístico, o Senai-ES lançará no segundo semestre de 2025 o Senai Porto – a primeira unidade educacional instalada dentro de uma área portuária no Espírito Santo.

Localizado no Armazém 3 do Porto de Vitória, o projeto contará com investimento de R$ 34,2 milhões e capacidade para atender até 1.800 alunos por dia, com cursos voltados para Logística, Tecnologia da Informação, Gestão Portuária e Economia do Mar.

Um novo ciclo de crescimento

O Espírito Santo tem demonstrado capacidade de unir o setor público, privado e a sociedade em torno de uma agenda estratégica para o desenvolvimento. “Ter uma boa infraestrutura é fundamental para tornar a indústria mais competitiva, especialmente em um momento em que ela está agregando cada vez mais valor aos seus produtos”, conclui o presidente da Findes.