Integração digital: Buser chega ao ChatGPT com preços e horários em tempo real

Buser
Buser lança app no ChatGPT e conecta 50 milhões de usuários a viagens rodoviárias no Brasil

A Buser, maior plataforma intermediadora de viagens rodoviárias do País, a partir desta segunda-feira (04/05), passa a integrar oficialmente o ecossistema de aplicativos do ChatGPT, conectando seus serviços aos mais de 50 milhões de usuários ativos mensais da plataforma da OpenAI no Brasil — hoje um dos três maiores mercados globais da ferramenta.

Com a novidade, qualquer pessoa poderá pesquisar viagens, consultar preços e horários em tempo real e ser direcionada para a compra, tudo dentro de uma conversa natural com o ChatGPT. A iniciativa coloca a Buser ao lado de empresas como Localiza, Quinto Andar e Booking.com, que já exploram o novo ambiente de distribuição via IA.

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Segundo Thiago Avelino, CTO da Buser, a chegada ao ChatGPT reforça a identidade tecnológica da companhia:

“A Buser nasceu como empresa de tecnologia que opera no transporte, e não como empresa de transporte que usa tecnologia. Entrar no ChatGPT é a continuação natural dessa identidade: estar onde o usuário está.”

Avelino destaca que a integração deve melhorar a experiência dos mais de 14 milhões de clientes cadastrados na plataforma, oferecendo respostas diretas, sem ruídos de buscadores tradicionais ou comparadores.

Como funciona na prática

O usuário conversa com o ChatGPT normalmente. Basta escrever algo como:

“Quero ir de São Paulo para Florianópolis no feriadão de novembro. Tem horário de manhã e quanto custa.”

O chatbot acessa o app da Buser dentro do próprio ChatGPT e retorna:

  • horários disponíveis
  • preços atualizados
  • disponibilidade em tempo real

Ao clicar em ver viagem, o usuário é levado ao site da Buser com todos os parâmetros preenchidos, restando apenas finalizar a compra. Avelino explica que o objetivo é simplificar a jornada:

“Vai ser possível encontrar preços e horários reais da Buser sem sair do ambiente onde o cliente já está pesquisando. A resposta é direta, sem ruído. E, com um clique, já vai para a finalização da compra.”

IA como novo canal de distribuição

A entrada no ChatGPT marca o primeiro movimento da Buser em um plano mais amplo de presença em plataformas de IA conversacional. A empresa monitora o avanço de ecossistemas equivalentes no Google Gemini e no Perplexity, que ainda não possuem ambientes abertos para marcas.

A lógica, segundo o CTO, não é criar uma nova linha de receita, mas atrair novos usuários qualificados e impulsionar o volume de negócios do ecossistema atual: “O app no GPT é uma vitrine de descoberta, não um substituto de conversão.”

O aprendizado sobre o comportamento do usuário brasileiro pesquisando viagens via IA será usado para aprimorar produto, SEO e GEO ao longo dos próximos 12 meses.

OpenAI e o novo ecossistema de apps

O lançamento ocorre após a OpenAI disponibilizar o Apps SDK, em outubro de 2025, permitindo que empresas criem aplicativos interativos dentro do ChatGPT. Desde então, marcas brasileiras vêm explorando o canal como uma nova porta de entrada para consumidores.

Para Avelino, o ChatGPT está se tornando um intermediário entre marcas e usuários, e não estar presente nesse ambiente pode significar perder visibilidade:

“Não é a IA que mata o site, mas sim a invisibilidade no novo canal de descoberta que drena tráfego de forma silenciosa.”

Nick Turley, CEO de ChatGPT Product, descreve o futuro da plataforma como um “super assistente” que funciona como um sistema operacional da vida digital.

Buser: 8 anos de disrupção no transporte rodoviário

Fundada há oito anos, a Buser transformou o mercado de transporte rodoviário ao oferecer preços até 50% mais baixos do que a concorrência, ampliar significativamente a oferta de pontos de embarque e incorporar tecnologia para garantir mais conforto e segurança aos passageiros. A empresa iniciou suas operações com o modelo de fretamento colaborativo, expandiu posteriormente para o marketplace de viações tradicionais e, em 2026, avançou para o mercado regulado com a aquisição das empresas JK e Santa Maria. Além disso, a Buser aguarda autorização da ANTT para operar linhas interestaduais, ampliando ainda mais sua atuação no setor.

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Renovação de frota: Jamef adiciona 31 cavalos mecânicos para atualizar frota

Jamef
Nova frota de Axor da Jamef. Foto: Divulgação

A Jamef anunciou um novo ciclo de investimentos para atualizar sua frota: a empresa destinou R$ 25 milhões à aquisição e caracterização de 31 cavalos mecânicos Mercedes-Benz Axor 2038, ampliando a capacidade operacional.

A nova geração do Axor foi lançada em meados de 2025 para ser o novo modelo de entrada da Mercedes-Benz no segmento de pesado rodoviário, cotado, atualmente pela Fipe, por R$ 745.253, um dos mais baratos no seu segmento.

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Segundo comunicado da Jamef enviado à redação da Frota News, a renovação faz parte de um plano contínuo para operar com ativos mais atualizados, reduzir paradas não programadas e melhorar o consumo de combustível.

Ricardo Gonçalves, diretor de Operações da Jamef, afirma que, com veículos mais novos, buscam reduzir manutenções corretivas, garantir maior capacidade de atendimento aos clientes e diminuir acidentes, além de oferecer melhores condições e mais conforto aos colaboradores.

Para Bárbara Opsfelder, diretora Comercial e de Marketing, o movimento reforça a visão de longo prazo da transportadora. “A renovação da frota faz parte de um planejamento estruturado de investimentos. Atuamos em uma operação de alta relevância e precisamos de ativos alinhados ao nível de serviço que oferecemos. Modernizar a frota é garantir que a empresa continue preparada para crescer com consistência, acompanhando as demandas de um mercado cada vez mais exigente”, afirma.

Com mais de 60 anos de atuação, a Jamef possui cerca de mil caminhões e atende todas as regiões do Brasil.

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Resumo do artigoEntre dados, infraestrutura e ESG: tendências de 2026 para o setor de transportes de cargas“, de Bárbara Opsfelder, diretora Comercial e de Marketing da Jamef.

ESG
Bárbara Opsfelder é Diretora Comercial e de Marketing da Jamef

O artigo destaca que, em 2026, o setor de transporte de cargas deve consolidar a busca por previsibilidade, rastreabilidade e responsabilidade socioambiental, além dos tradicionais prazos e custos. No cenário internacional, cresce o uso de plataformas integradas e inteligência artificial para prever demanda, ajustar rotas e simular cenários, formando uma logística “autodirigida”, em que decisões humanas são fortalecidas por dados em tempo real. No Brasil, o avanço depende menos da adoção de ferramentas e mais da integração entre sistemas e da qualidade dos dados ao longo da cadeia.

O mercado global de transportes, avaliado em US$ 8,5 trilhões em 2025, deve chegar a US$ 17,6 trilhões até 2034, impulsionado pelo e‑commerce e pela demanda por mobilidade ágil. Tendências tecnológicas incluem algoritmos de previsão, manutenção preditiva, IoT para monitoramento de cargas e motoristas, telemetria avançada, roteirização dinâmica e plataformas digitais integradas, que também aumentam a segurança operacional.

O ESG ganha força e deixa de ser diferencial para se tornar obrigação. Segundo a KPMG, a maioria das empresas já identifica riscos e oportunidades ligados ao tema e adota ações como uso de combustíveis alternativos, eletrificação de frotas, compensação de carbono, programas de saúde e diversidade, além de iniciativas sociais. No Brasil, a escassez de motoristas torna essencial investir em formação, valorização e retenção desses profissionais.

O artigo conclui que as empresas que desejam se destacar precisam investir de forma estruturada em dados, infraestrutura, pessoas, meio ambiente e transparência, construindo desde já as bases para competir em um setor cada vez mais exigente e tecnológico.

Transporte de encomendas por ônibus: o case que pode inspirar outras viações

encomendas
Aproveitamento total dos bagageiros para cargas fracionadas
Case mostra como o uso do transporte rodoviário de passageiros para cargas fracionadas pode ampliar margens e reduzir ociosidade em rotas regionais

A interiorização da logística na Bahia ganhou escala recente com a operação da Águia Branca Encomendas, que movimentou 986 mil pacotes entre o segundo semestre de 2025 e os primeiros meses de 2026. O dado revela um caminho para empresas de transporte rodoviário que buscam novas fontes de receita além da venda de passagens: transformar a malha de ônibus em um ativo logístico de alta frequência.

A empresa, que integra o Grupo Águia Branca, opera 138 municípios e mantém 49 agências no estado. A capilaridade permitiu atender mais de 10 mil clientes e emitir cerca de 280 mil conhecimentos de transporte (CT-e) no período analisado.

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Segundo o coordenador Regional de Encomendas, Eduardo Sousa, o volume crescente mostra que existe uma demanda reprimida fora dos grandes centros, especialmente em regiões onde a logística tradicional tem baixa cobertura. “O que esses dados mostram é a necessidade de uma logística com alta frequência e previsibilidade para atender uma demanda espalhada geograficamente”, afirma.

Autopeças lideram demanda e revelam oportunidade para empresas de transporte

O levantamento aponta que 41% das encomendas transportadas na Bahia são de autopeças, seguidas pelos setores médico-hospitalar (11%) e eletrônicos (8%). A predominância de itens de reposição rápida reforça o potencial de negócios para empresas que operam rotas regulares e podem oferecer entregas diárias ou com múltiplas saídas.

Para gestores de outras empresas de transporte, o dado é importante: autopeças e insumos essenciais são segmentos com alta recorrência, baixo risco de sazonalidade e forte dependência de prazos curtos — exatamente o tipo de carga que se beneficia do modal rodoviário por ônibus.

O padrão indica que cidades médias e polos regionais são pontos relevantes para consolidação de cargas — e que o transporte por ônibus pode atender com eficiência localidades onde transportadoras tradicionais têm menor presença.

Por que o modelo funciona

O modelo funciona porque aproveita a alta frequência das viagens de ônibus já existentes para transportar cargas fracionadas, reduzindo tempos de embarque e ampliando a regularidade das entregas, especialmente em regiões com pouca infraestrutura logística.

O case da Águia Branca mostra que essa estratégia depende de três pilares: capilaridade, com uma rede ampla de agências para coletas e entregas rápidas; frequência, usando rotas diárias para gerar receita adicional sem ampliar a frota; e controle operacional, com rastreabilidade e padronização que garantem confiabilidade para setores sensíveis.

O resultado é transformar ônibus em ativos logísticos rentáveis, capazes de aumentar a margem das viagens, reduzir a ociosidade dos bagageiros, criar receita recorrente e diminuir a dependência da venda de passagens — uma alternativa concreta para empresas que enfrentam margens apertadas e forte concorrência.

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Saiba mais:
  • Mobitech low-cost
    A BusCo, startup criada pelos grupos Águia Branca e JCA para enfrentar plataformas como Buser, Wemobi e FlixBus, estreia no segundo semestre como uma mobitech low‑cost focada em passageiros de menor renda, combinando tecnologia, eficiência e preços reduzidos. Com investimento inicial de R$ 50 milhões, a empresa inicia operações com mais de 40 ônibus em capitais e polos como São Paulo, Curitiba, Belo Horizonte, Vitória, Rio de Janeiro, Florianópolis, Maringá e São José do Rio Preto, oferecendo inicialmente categorias Executivo e Semileito, enquanto concorrentes já operam modelos mais luxuosos, como os Cama Leito DD da Levare. O CEO Claudio Souza, especialista em tecnologia e IA, afirma que algoritmos e automação permitirão tarifas mais competitivas e uma jornada totalmente digitalizada; já o diretor de Marketing Alex Rocco, com histórico premiado em telecom e mídia, reforça a estratégia de posicionamento e expansão. A BusCo também funcionará como solução automatizada para as viações parceiras — inclusive competindo com a Outlet de Passagens, do próprio Grupo JCA — e projeta mais de R$ 100 milhões em receita no primeiro ano, impulsionada pelo crescimento do transporte rodoviário digitalizado.

Atego e Accelo: Mercedes-Benz consolida produção de caminhões em novo polo na Argentina

Mercedes
Nova fábrica da Mercedes-Benz na Argentina

A inauguração do Centro Industrial de Zárate pela Mercedes-Benz Caminhões e Ônibus Argentina, nesta semana consumiu US$ 110 milhões em investimentos. É o primeiro “greenfield” (construído do zero) do setor automotivo argentino em 15 anos.

Diferente de estruturas híbridas do passado, Zárate nasce com DNA 100% comercial. A unidade já assume a montagem dos consagrados Atego e Accelo, além dos chassis de ônibus OH e OF. A localização no quilômetro 90 da Rodovia Nacional 9 não é por acaso: a proximidade com o porto reduz o “lead time” e os custos logísticos.

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Achim Puchert, CEO mundial da Mercedes-Benz Trucks, foi enfático ao dizer que a instalação permite foco total no segmento de pesados, fortalecendo a rede global da Daimler Truck. Para Denis Güven, que comanda a operação na região (Brasil e América Latina), a nova planta cria uma “sinergia natural” com as linhas de produção brasileiras.

Mercedes-Benz inaugura Centro Industrial de Zárate: investimento de US$ 110 milhões foca na produção de caminhões, ônibus e remanufatura na Argentina. Confira!

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Saiba mais:
  • Frota Sustentável: mais de 240 artigos sobre descarbonização do transporte
  • 130 anos
    A Daimler Truck lançou a campanha global “130 Anos de Avanço”, celebrando sua história desde o primeiro caminhão de 1896 e destacando sua estratégia para liderar o futuro do transporte comercial. Ao longo de 2025, a empresa reforçará seu foco em descarbonização, com caminhões e ônibus elétricos e a hidrogênio, além do avanço contínuo em motores a diesel mais eficientes e compatíveis com biocombustíveis — incluindo biodiesel de segunda geração e biometano, que ganha espaço no Brasil. A montadora também acelera a digitalização com plataformas como Detroit, TruckLive e Fleetboard, e amplia parcerias estratégicas em software, células de combustível e direção autônoma. A campanha envolverá funcionários, clientes e acionistas, combinando ações de marca, redes sociais e eventos para mostrar como a empresa pretende moldar a próxima fase do transporte comercial.

Mercedes-Benz

    Em 1896, a invenção de Gottlieb Daimler, o primeiro caminhão motorizado Daimler, baseou-se em uma carroça de carga puxada por cavalos convertida e entregue a um cliente em Londres. Na França também, o caminhão Daimler foi um convidado bem-vindo, pois Gottlieb Daimler viajou com ele pelas ruas de Paris para divulgar seu novo produto na exposição mundial alguns anos depois. O que começou com uma invenção pioneira há 130 anos lançou as bases para uma nova indústria. O primeiro ônibus motorizado é tecnicamente até um ano mais velho. Já em 1895, o Landauer de Carl Benz já ligava Siegen às cidades de Netphen e Deuz por uma distância de cerca de 15 quilômetros
  • Atego 3433
    A Agrishow 2026 foi o palco escolhido pela Mercedes-Benz para lançar dois novos caminhões semipesados Atego voltados para operações mistas e fora de estrada: o inédito Atego 3433 6×4, disponível como plataforma, basculante e betoneira, e o renovado Atego 3033 8×2 com Pacote Robustez e eixo traseiro HL7 com redução nos cubos. Segundo Jefferson Ferrarez, vice-presidente de Vendas, Marketing e Peças & Serviços Caminhões, o 3433 6×4, com 33,5 t de PBT e 56 t de CMT, amplia a capacidade para aplicações como tanques, básculas e betoneiras, enquanto o 3033 8×2 se destaca por ser o único da categoria com redução nos cubos, garantindo maior durabilidade em vias severas. O modelo também sai de fábrica preparado para tomada de força e utiliza o câmbio PowerShift 3, com modos de condução e recursos como Hill Holder e Ecoroll, reforçando a estratégia da Mercedes de atender todas as etapas do agronegócio.
  • Comparativo caminhões 4×2: VW Constellation 19.380 vs Mercedes-Benz Axor 2038
  • eActros 300
    Mercedes-Benz
    Mercedes-Benz eActros 300

    A Suzano está testando o caminhão elétrico Mercedes-Benz eActros 300 em rotas reais na Grande São Paulo para avaliar autonomia, eficiência e viabilidade no transporte de bobinas de celulose e outros produtos. O modelo, com 336 kWh de bateria, vem registrando média de 250 km por dia sem recarga intermediária, consumo de 0,97 kWh/km e capacidade para cerca de 21 toneladas, já acumulando mais de 13.500 km rodados. O custo operacional estimado é de R$ 0,66 por km — cerca de 72% menor que o de um caminhão diesel equivalente, embora sem considerar Capex, manutenção e infraestrutura. Motoristas destacam conforto, silêncio e boa dirigibilidade, e a Suzano afirma que o veículo cumpre a rota sem prejuízo operacional, mantendo o monitoramento para embasar futuras decisões de descarbonização da frota. Segundo Jefferson Ferrarez, vice-presidente de Vendas, Marketing e Peças & Serviços Caminhões da Mercedes-Benz do Brasil, o veículo tem apresentado autonomia média diária de 250 km, sem necessidade de recarga intermediária. Caetano Paste Perim, consultor de Logística e gerente de Projetos da Suzano, acrescenta que os motoristas destacam conforto, dirigibilidade e operação silenciosa como diferenciais relevantes.

  • Fenatran 2026 amplia estrutura e confirma 700 marcas e cinco novas montadoras de pesados
  • Biodiesel BeVant na Europa
    Mercedes-Benz
    Teste no laboratório da Mercedes-Benz na Alemanha

    O teste realizado pela Daimler Truck na Alemanha mostrou que um Mercedes‑Benz Actros 1853 abastecido com o biodiesel brasileiro Be8 BeVant (B100) teve desempenho equivalente ao do diesel europeu B7, mantendo potência, torque e aceleração mesmo em avaliações de bancada, dinamômetro e dirigibilidade. Os resultados, apresentados na Hannover Messe 2026, reforçam achados da “Rota Sustentável COP30” no Brasil, onde veículos Euro 6 rodaram mais de 4 mil km com B100. Segundo a Mercedes‑Benz, o uso do biocombustível pode reduzir em até 99% as emissões de CO₂ equivalente no conceito tanque à roda, já que o carbono emitido na queima é praticamente compensado pela absorção das plantas usadas na produção. A notícia também explica os três métodos de avaliação de emissões — tanque à roda, poço ao tanque e berço ao túmulo — destacando que cada um mede etapas diferentes do impacto ambiental ao longo da vida do combustível e do veículo.

  • Frota News amplia alcance global ao firmar parceria com a Newstex
  • Renovação de frota
    A Kothe Transporte e Logística adquiriu 210 caminhões Mercedes-Benz Novo Axor 2545 6×2 para renovar e padronizar sua frota, dos quais 180 já foram entregues e o restante chega até abril, em negociação conduzida pela Savana e financiada pelo Banco Mercedes-Benz via BNDES Finame. Segundo Madson Mascarenhos, diretor da empresa, a escolha pelo modelo veio após uma análise detalhada de desempenho e viabilidade, reforçando a parceria com a marca, que já soma 350 veículos na operação. Jefferson Ferrarez, vice-presidente da Mercedes-Benz, destaca que o Novo Axor superou rapidamente as metas comerciais, ultrapassando 1.000 unidades vendidas em seis meses, e celebra a continuidade da relação de mais de 20 anos com a Kothe.
  • Sprinter mantém presença no mercado e Mercedes‑Benz reage com ofensiva no pós‑venda para ampliar competitividade em 2026
  • Axor com suspensão a ar
    A nova linha do Mercedes-Benz Axor, lançada em 2024, passa a oferecer suspensão traseira pneumática nos modelos Axor 2038 4×2 e 2545 6×2, mantendo também a opção metálica, enquanto o Axor 2038 4×2 ganha ainda uma versão plataforma. Segundo a Mercedes-Benz, a meta de 1.000 unidades vendidas no segundo semestre de 2025 foi superada. A suspensão pneumática — a mesma do Actros, com quatro bolsas de ar por eixo, amortecedores de dupla ação e barra estabilizadora — está disponível apenas para configurações rodoviárias com eixo traseiro R440 NFD sem redução nos cubos e entre-eixos de 3.550 mm, reforçando o foco da marca em aplicações em estradas pavimentadas.
  • Novo Mercedes-Benz Axor Euro 6 mira segmento de pesados de entrada a partir de R$ 698 mil
  • Ampliação de frota
    A Construtora Colares Linhares, do Rio de Janeiro, ampliou sua frota para serviços de manejo e poda de árvores com a compra de 47 caminhões Mercedes‑Benz — 24 leves Accelo 1017, equipados com cestos aéreos de 24 metros, e 23 semipesados Atego 1719, entre versões basculantes e unidades com guindaste tipo Munck. Os modelos, adquiridos via Rio Diesel com financiamento Finame, reforçam a predominância da marca na frota da empresa, que já é composta majoritariamente por veículos Mercedes. Além de atender contratos urbanos, como o da COMLURB, os caminhões se destacam por suas configurações técnicas robustas e pela boa performance de vendas nos segmentos de leves e semipesados.

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Anderson Decimoni assume liderança de Pessoas & Cultura na VWCO

VWCO
Anderson Decimoni assume liderança de Pessoas & Cultura na VWCO

A Volkswagen Caminhões e Ônibus (VWCO) inicia maio com uma mudança relevante em sua estrutura executiva: Anderson Decimoni assume a Vice‑Presidência de Pessoas & Cultura, sucedendo Livia Simões, que passa a atuar internacionalmente na área de Finanças da Scania e da TRATON AB.

Com mais de 30 anos de carreira, Decimoni construiu sua trajetória majoritariamente na Auditoria Interna. Há uma década na VWCO, ele iniciou no fim de 2024 um processo de transição para a área de Pessoas & Cultura, preparando-se para assumir o comando da vice‑presidência.

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Segundo o presidente e CEO da VWCO, Roberto Cortes, a chegada do executivo garante estabilidade e evolução nas práticas de gestão de pessoas. Cortes também destacou a contribuição de Livia Simões, que agora leva sua experiência para uma posição global dentro do grupo TRATON.

Decimoni assume o posto com foco no desenvolvimento humano, enquanto a área de Sustentabilidade ganha novo posicionamento estratégico ao passar a responder diretamente à Vice‑Presidência de Estratégia e Planejamento, reforçando a integração das iniciativas ambientais e sociais ao planejamento corporativo e ao compromisso de longo prazo da empresa.

Saiba mais:
  • Frota Sustentável: mais de 250 artigos sobre descarbonização do transporte
  • Produção e logística
    Adolpho Bastos
    Adolpho Bastos troca de posto da Scania para VWCO, porém dentro do Traton Group

    Em julho de 2025, a VWCO nomeou Adolpho Bastos como novo vice‑presidente de Produção e Logística, substituindo Adilson Dezoto, que se aposentou após quase 30 anos na empresa. Bastos, ex‑VP de Logística da Scania Latin America, traz mais de três décadas de experiência internacional no setor automotivo e formação técnica robusta, reforçando a estratégia global de integração do Grupo TRATON. A mudança marca também o encerramento do ciclo de Dezoto, que teve papel central em marcos industriais da VWCO, como a expansão da fábrica de Resende e o desenvolvimento das linhas Constellation, Novo Delivery e Meteor, deixando um legado reconhecido pela liderança e contribuição ao desenvolvimento regional.

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Lei da Balança em 2026: o que embarcadores e transportadoras precisam saber

Lei da Balança
Imagem apenas ilustrativa criada por IA

Estar bem‑informado sobre todas as questões relacionadas à chamada “Lei da Balança” é um dever de todos os profissionais que trabalham com o TRC (Transporte Rodoviário de Carga), inclusive os contratantes de transportes, conhecidos como embarcadores. A “Lei da Balança” não é uma lei única, mas um conjunto de normas formado principalmente pelo Código de Trânsito Brasileiro (CTB – Lei nº 9.503/1997), pela Lei 14.229/2021, que alterou o art. 323 do CTB, e pelas resoluções do CONTRAN, em especial a Resolução 882/2021, documento hoje considerado o principal referencial técnico para pesos e dimensões de veículos de carga.

Vale lembrar que está para ter aprovação final e regulamentação do Projeto de Lei (PL) 2.217/2025 já aprovada pela Câmara Federal e que propõe atualizar a Lei das Balanças, o que será explciado em outro artigo. A principal mudança é priorizar o PBT/PBTC das combinações — especialmente as de até 74 toneladas — em  vez de punir pequenas variações de peso por eixo causadas por “carga escorregada”.

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Quem é obrigado a passar pelas balanças

Os tipos de veículos com Peso Bruto Total (PBT) acima de 3.500 kg são obrigados a passar pelas balanças, quando existirem e estiverem abertas, tanto em rodovias federais quanto estaduais. Essa obrigação vale também em vias urbanas e estradas não pavimentadas, ainda que a fiscalização em ambientes urbanos seja mais limitada pela falta de equipamentos e de pessoal qualificado. Em estradas de terra, há, inclusive, crescente fiscalização com balanças móveis e blitze coordenadas por órgãos como o Ministério Público do Trabalho, que em alguns estados tem conseguido condenações contra empresas que expõem transportadoras a riscos por excesso de peso.

Fiscalização móvel e em estradas não pavimentadas

A difusão de balanças rodoviárias móveis e a possibilidade de pesagem em pontos escolhidos pelas autoridades aumentaram a sensação de insegurança entre transportadores, que muitas vezes ainda operam com a ideia de que “em estrada de terra não há fiscalização”. Na prática, o uso de balanças móveis em trechos rurais e não pavimentados já é real, com ações que incluem pesagem de carretas de cana‑de‑açúcar, grãos e outros produtos agrícolas. Em alguns casos, o Ministério Público do Trabalho tem conseguido a condenação de embarcadores por colocar trabalhadores das transportadoras em risco, com aplicação de multas pesadas.

Como a fiscalização pode ocorrer

A fiscalização de peso não se limita apenas às balanças fixas e móveis. As autoridades podem usar, ainda, notas fiscais da carga para realizar uma conferência indireta: somando o PBT ou PBT Combinado (PBTC), a tara do veículo e os pesos declarados nas notas fiscais, é possível identificar indícios de sobrecarga. Além disso, já existe discussão em tramitação no Congresso – o Projeto de Lei 2.217/2025 – que propõe, para caminhões com peso até 74 toneladas, utilizar apenas o Peso Bruto Total Combinado (PBTC), dispensando em muitos casos a análise individual por eixo. Se aprovado, esse modelo pode simplificar a forma de fiscalização, mas ainda não está em vigor e depende de sanção presidencial.

Multas, retenção e impactos operacionais

As multas por infração à Lei da Balança continuam sendo significativas e são calculadas de forma progressiva, com valor mínimo já superior aos antigos patamares (na faixa de cerca de R$ 130 por infração grave, mais acréscimos a cada 200 kg ou fração excedente), variando conforme a gravidade do excesso. Além da multa, o veículo pode ser retido até que o peso seja regularizado, o que gera atrasos na entrega, custos com manuseio de carga e prejuízos reputacionais para transportadoras e embarcadores.

Papel do gestor de segurança no transporte

É fundamental que empresas com setor logístico estejam cientes da legislação e ajam de forma proativa para evitar problemas com sobrecarga. Algumas medidas importantes incluem:

  • Conhecer os limites de peso estabelecidos pela Resolução 882/2021 e demais atos normativos para cada tipo de veículo e composição (cavalo‑trator, semi‑reboque, bitrem, etc.).
  • Realizar a pesagem correta antes do carregamento, garantindo que o PBT e o PBTC estejam dentro dos limites legais.
  • Investir em equipamentos de pesagem confiáveis e calibrados, tanto para a carga quanto para a verificação do peso do veículo.
  • Estabelecer procedimentos internos de controle, com treinamento de motoristas, inspeções periódicas e manutenção adequada de pneus e freios.
  • Acompanhar atualizações como a tolerância de até 12,5% no peso por eixo (prevista pela Lei 14.229/2021) e eventuais mudanças na forma de fiscalização, como o PL 2.217/2025.

Desvantagens do excesso de peso

Os veículos transportados com sobrecarga trazem uma série de problemas operacionais, de segurança e de custo.

  • Maior risco de tombamento, especialmente em curvas, aclives e descidas, com potencial de acidentes graves e interrupção do tráfego.
  • Aumento do tempo de frenagem e perda de estabilidade, ampliando o risco de colisões fatais.
  • Degradação acelerada do pavimento, com deformações no asfalto e aumento de custos públicos de manutenção. Dados de agências e especialistas indicam que o excesso de peso é um dos principais fatores para a má condição das estradas brasileiras.penaestrada+1
  • Desgaste prematuro de freios e pneus, gerando custos adicionais com substituições e manutenções. Pneus sobrecarregados podem deformar, apresentar fissuras e risco de estouro, colocando em risco o motorista e terceiros.

Quem pode fiscalizar

A fiscalização da Lei da Balança é compartilhada entre diversos órgãos.

  • ANTT e Polícia Rodoviária Federal (PRF) são responsáveis por multar em rodovias com pedágio, atuando em conjunto com concessionárias e balanças privadas.

  • DNIT exerce a fiscalização em rodovias federais sem pedágio, com base nos limites de peso e dimensões estabelecidos pela Resolução 882/2021.

  • Em área urbana, a responsabilidade cabe, em regra, aos órgãos de trânsito municipais, geralmente ligados à Secretaria de Transportes ou equivalente, embora a falta de balanças adequadas ainda limite a fiscalização.

Além de aplicar multas, os agentes têm autoridade para reter o veículo e, em alguns casos, determinar realocação da carga ou transbordo, isto é, transferir o excesso para outro veículo apto a suportar o peso. Essas medidas reforçam a necessidade de que embarcadores, transportadoras e gestores de frota tenham políticas claras de controle de peso e de comunicação com os locais de carregamento.

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Dibesa amplia frota e chega a 50 carrocerias da Implementos São Paulo

Dibesa
Novos implementos da Dibase

A Dibesa, distribuidora de bebidas com sede em Iguatu (CE), ampliou sua frota com a aquisição de 12 novas carrocerias fechadas produzidas pela Implementos São Paulo. Com o novo lote, a empresa passa a operar 50 equipamentos da marca potiguar em suas operações logísticas.

Segundo Matusalém Oliveira, gerente Comercial da Implementos São Paulo, a ampliação reforça a relação entre as empresas. Para ele, a escolha da Dibesa demonstra confiança nos produtos e consolida a parceria no suporte às operações de transporte da distribuidora.

A Dibesa atua na região centro‑sul do Ceará, atendendo aproximadamente 39 municípios com distribuição de bebidas.

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AFS Group lança plataforma integrada com IA e control tower para transporte e frotas

ASF
Camila Garcia, diretora de Marketing da AFS Group

A AFS Group, consultoria especializada em logística e transporte com sede em São Paulo e filial em Portugal, está ampliando sua atuação com um conjunto de soluções tecnológicas. A empresa passou a integrar, em uma mesma arquitetura, sistemas de gestão, automação, inteligência artificial e serviços em nuvem para apoiar operações de transporte, armazenagem e gestão de frotas.

Entre os destaques está o desenvolvimento de uma plataforma web própria, estruturada como uma control tower corporativa. A ferramenta consolida, em tempo real, dados de inventário, distribuição, compras, vendas, MRP, finanças, projetos e operações, permitindo que transportadoras e embarcadores tenham uma visão unificada da cadeia logística.

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Outro avanço é a oferta de um chatbot profissional baseado na API oficial do ChatGPT, integrado a WhatsApp, redes sociais, e-mail, telefone e sistemas corporativos. A solução foi projetada para automatizar atendimentos e agilizar consultas sobre entregas, coletas, ocorrências e status de pedidos, especialmente em operações com grande volume de interações entre motoristas, clientes e transportadoras.

A empresa também desenvolve sistemas sob medida utilizando metodologia ágil Scrum, com entregas graduais e adaptações rápidas às necessidades operacionais. Segundo a consultoria, essa abordagem permite criar soluções tecnológicas ajustadas ao ritmo do transporte e às particularidades de cada operação.

No campo da armazenagem, a AFS Group disponibiliza um WMS integrado à control tower, com foco em otimização de espaço, redução de custos e aumento de produtividade em centros de distribuição. A solução se conecta a sistemas como ERP, TMS, CRM e MRP por meio de web services e serviços em nuvem.

Na frente internacional, a consultoria atua no apoio a empresas brasileiras e estrangeiras que buscam expandir operações para outros países. Entre os serviços estão pesquisa de mercado, estruturação de supply chain, nacionalização de produtos, estudos de viabilidade e assessoria completa para implantação de projetos no exterior.

Fonte: Camila Garcia, diretora de Marketing da AFS Group

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Cresce a busca por logística especializada para entrega de veículos comprados pela internet

transporte de veículos
Imagem apenas ilustrativa criada por IA

A expansão das negociações digitais no mercado automotivo brasileiro está criando um novo comportamento logístico: cresce a demanda por transporte interestadual de veículos, impulsionada pelo aumento das compras realizadas entre consumidores e vendedores localizados em estados diferentes.

Segundo dados setoriais, a digitalização das transações tem alterado o perfil do comprador de seminovos. O que antes era exceção — adquirir um veículo em outro estado sem vê-lo presencialmente — tornou-se prática comum, especialmente após a consolidação das plataformas de compra e venda online.

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A digitalização das negociações automotivas avançou fortemente no Brasil. A FGV IBRE registrou aumento expressivo nas vendas on-line de veículos, motos e peças. A transmissão dessas vendas on-line do comércio permaneceu acima de 15% pelo quarto trimestre seguido. Os marketplaces aproximaram compradores e vendedores de regiões distantes, tornando corriqueiro fechar a compra de um veículo em outro estado sem vê-lo pessoalmente, o que eleva diretamente a demanda por serviços especializados de transporte interestadual de veículos.

Empresas do setor logístico relatam que o serviço deixou de ser apenas um frete e passou a integrar etapas da operação, incluindo rastreamento, seguro e atendimento dedicado durante todo o processo de deslocamento do veículo. A tendência aponta para uma consolidação desse modelo, com o transporte interestadual assumindo papel cada vez mais relevante na cadeia automotiva digital.

Não há dado público oficial específico para quantas transportadoras de veículos operam no Brasil, mas é razoável estimar que existam milhares de empresas atuando no segmento, das quais apenas uma fração (provavelmente entre algumas centenas a pouco mais de 500) está cadastrada em plataformas digitais de cotação como EVO! e Camion, com preços de frete a partir de R$ 900 para trecho entre Brasília e São Paulo.

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Saiba mais:
  • Chassi e teto rebaixados
    cegonheiros
    Novas configurações de cegonha na linha da DAF Trucks

    A DAF lançou na Europa uma nova linha de caminhões especialmente desenvolvidos para o transporte de veículos, com chassi e teto rebaixados para aproveitar ao máximo o limite de 4 metros de altura permitido, além de motores mais eficientes, sistemas avançados de câmeras e foco em segurança e economia. Disponíveis nas versões XD, XF, XG e XG+, os modelos contam com soluções de fábrica que facilitam o carregamento sobre a cabine sem perder conforto interno, além de opções 4×2 e 6×2 para diferentes operações. A iniciativa reforça a estratégia europeia de oferecer veículos sob medida para cegonheiros — em contraste com o Brasil, onde ainda predominam cavalos mecânicos genéricos adaptados — e aponta caminhos para futuras soluções mais eficientes no mercado brasileiro.

Mercado automotivo cresce 16,2% no ano com fato inédito: MG supera SP em abril

mercado automotivo
Fiat Strada Endurance: modelos mais baratos lideram o mercado brasileiro

O mercado brasileiro de veículos leves encerrou abril de 2026 com 235.942 emplacamentos, volume que representa uma queda de 8,7% em relação a março, mas um avanço expressivo de 19,5% sobre abril de 2025, segundo dados inéditos da Bright Consulting. No acumulado do ano, o setor soma 832.266 unidades, crescimento de 16,2% frente ao mesmo período do ano passado .

A consultoria destaca que a redução mensal está diretamente ligada ao calendário: abril teve 20 dias úteis, contra 22 em março. Ajustado esse fator, a média diária ficou em 11.797 unidades, praticamente estável frente às 11.744 de março e bem acima das 9.871 registradas em abril de 2025.

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Venda direta

Em abril, o showroom registrou 121.878 unidades (51,7% do total), enquanto a venda direta somou 114.064 unidades (48,3%). Ambos os canais recuaram frente a março — queda de 4,5% no varejo e 12,8% na venda direta — acompanhando o menor número de dias úteis.

No acumulado de 2026, o desempenho dos canais mostra uma mudança no comportamento do mercado: enquanto o showroom somou 432.798 unidades, crescendo 7,8%, a venda direta avançou muito mais rápido, atingindo 399.468 unidades e alta de 27%, o que elevou sua participação para 48%, acima dos 43,9% registrados no mesmo período de 2025.

Avanço das chinesas

Entre as marcas, a Fiat liderou abril com 45.631 emplacamentos, seguida por Volkswagen (38.904) e GM (24.970). A BYD aparece com 18.457 unidades, ampliando sua presença no mercado brasileiro.

A participação das marcas chinesas como grupo chegou a 17% do mercado em abril, acima dos 14,7% registrados em março, reforçando a tendência de crescimento contínuo dessas fabricantes no país.

Mais vendidos

O ranking dos modelos mais emplacados em abril mostra a força das picapes e dos compactos. A Fiat Strada liderou com 14.910 unidades, seguida por Argo (7.991), Onix (7.847) e T‑Cross (7.810). Entre os eletrificados, o BYD Dolphin Mini se destacou com 6.873 unidades no mês.

Mercado
Fonte: Bright Consulting
Fonte: Bright Consulting

Minas Gerais ultrapassa São Paulo e lidera o mês

Um dado inédito do levantamento é a mudança na liderança regional: Minas Gerais assumiu a primeira posição em abril, com 56.982 unidades e 24,2% de participação. São Paulo aparece em segundo, com 51.036 unidades (21,6%). Somados, MG e SP responderam por 45,8% de todos os emplacamentos do mês.

Parte da razão de Minas Gerais superar São Paulo nos emplacamentos de carros em abril principalmente devido à concentração de grandes locadoras, como a Localiza (sediada em Belo Horizonte), que registram suas frotas no estado por vantagens tributárias, operacionais e de agilidade no Detran-MG, como taxas menores e menos burocracia em comparação com SP.

Embora a Localiza tenha peso relevante, o fenômeno é setorial: locadoras representaram 24,6% dos emplacamentos nacionais de leves em 2025, impulsionando MG historicamente. Fatores adicionais incluem ICMS mais alto em São Paulo, que afasta frotistas, e um bom desempenho de vendas em março/abril de 2026, com renovação de portfólio e demanda aquecida.

Eletrificados dobram participação em um ano

Os veículos eletrificados somaram 41.791 unidades em abril, alcançando 17,7% do mercado total, mais que o dobro do registrado um ano antes. A distribuição por tecnologia mostra BEVs (Battery Electric Vehicle – 100% elétrico, sem motor a combustão) com 17.195 unidades, PHEVs (Plug‑in Hybrid Electric Vehicle – híbrido recarregável na tomada) com 12.114 unidades, HEVs (Hybrid Electric Vehicle – híbrido que não recarrega na tomada) com 7.721 unidades, MHEVs (Mild Hybrid Electric Vehicle – sistema híbrido leve que auxilia o motor a combustão) com 4.354 unidades e REEVs (Range Extended Electric Vehicle – elétrico com pequeno motor gerador para ampliar autonomia) com 407 unidades, todos com modelos de destaque em suas categorias .


Fonte dos dados: Bright Consulting. 

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