Ter uma usina de energia solar na empresa já é realidade para muitas transportadoras

retomada
VW e-Delivery ainda é o único caminhão elétrico produzido no Brasil e exportado para países da América Latina. Foto: Divulgação VWCO

Para ter uma usina de energia solar na própria transportadora não é preciso ser uma Ambev, mesmo esta sendo hoje um dos melhores exemplos de integração entre geração própria, eletrificação da frota e redução de custos logísticos. 

Os benefícios são diversos: redução de custo de energia, maior previsibilidade de conta, fortalecimento de indicadores ESG e menor dependência da rede elétrica, ajudando a sociedade a enfrentar períodos de custo energético mais alto – ainda que não “elimine” diretamente bandeiras tarifárias, que dependem do mercado de energia como um todo.

Algumas transportadoras e embarcadores já obtêm economias expressivas com usinas fotovoltaicas em CD’s, garagens e alojamentos. Entre os embarcadores, a Ambev segue sendo um dos exemplos mais consolidados, mas não é o único.

Leia também:
usina de energia solar
Pioneirismo da Ambev para a eletrificação da frota foi com a Volkswagen

Conforme suas próprias divulgações, a Ambev opera hoje com 100% de energia elétrica proveniente de fontes renováveis em suas operações no Brasil, resultado de usinas solares próprias e contratos de energia eólica e solar com parceiros. A companhia já instalou dezenas de usinas fotovoltaicas em seus centros de distribuição e cervejarias, com parques que somam dezenas de MW e milhões de kWh anuais de geração.

A frota de caminhões elétricos da Ambev, que vem sendo abastecida em parte por essas usinas, é formada pelos modelos VW e‑Delivery e, em menor escala, por outros veículos elétricos. A meta de substituir cerca de 35% da frota de caminhões diesel por elétricos ainda está em andamento, com a perspectiva de alcançar mais de mil unidades ao longo da década.

usina de energia solar
Usina de energia solar da Ambev para abastecimento da fábrica e frota

Exemplos de usinas em transportadoras

Empresas do setor de transporte têm adotado cada vez mais a energia solar como estratégia para reduzir custos operacionais e fortalecer compromissos ambientais. Entre elas, destacam‑se a Transmartins (MG) e a Expresso Nepomuceno (MG), que já incorporam sistemas fotovoltaicos em suas operações como parte de suas metas de ESG. Essa movimentação reflete uma tendência crescente no segmento, em que sustentabilidade e eficiência energética caminham juntas.

A Transmartins iniciou a implantação de usinas fotovoltaicas em diversas unidades a partir de 2021. Desde então, os resultados financeiros têm sido expressivos: a empresa já acumula economia na casa de centenas de milhares de reais em energia elétrica. Com novos projetos em expansão, a expectativa é de que esse valor continue crescendo de forma consistente, reforçando o impacto positivo da geração própria de energia.

usina de energia solar
Uma das usina de energia solar da Expresso Nepomuceno

Já a Expresso Nepomuceno opera sistemas fotovoltaicos que, somados, produzem dezenas de milhares de kWh por mês. Em termos anuais, esse volume alcança centenas de MWh, corrigindo a informação anterior que mencionava apenas 35 MWh. Essa capacidade de geração contribui significativamente para a redução da dependência da rede elétrica convencional e fortalece a estratégia da empresa em direção a uma operação mais sustentável e economicamente eficiente.

Correção técnica: unidade de energia

usina de energia solar
Uma das usinas de energia solar da Transmartins

Aproveitando o contexto, é importante esclarecer a diferença entre potência e energia, já que essa confusão costuma gerar interpretações equivocadas. MWh e kWh são unidades de energia, isto é, representam a quantidade total de eletricidade consumida ou gerada ao longo do tempo. Portanto, 1 MWh equivale a 1.000 kWh — não se trata de “um milhão de watts usados durante um ano”, mas sim de uma medida acumulada de energia.

Revisando o exemplo citado anteriormente, 35 MWh correspondem a 35.000 kWh. Com um consumo residencial médio de 40 kWh por dia, essa quantidade seria suficiente para aproximadamente 875 dias de uso, ou cerca de 2,4 anos — e não 2.500 dias. Para fins de comparação, uma lâmpada de 100 W ligada por 35.000 horas consumiria 3,5 MWh, o que confirma que o cálculo original estava correto nesse ponto. Da mesma forma, 35 MWh permitem recarregar um veículo elétrico com bateria de 50 kWh cerca de 700 vezes, mantendo válida essa estimativa.

Quando se trata de aplicações industriais, porém, volumes de energia são muito maiores. Projetos fotovoltaicos corporativos costumam operar na faixa de centenas ou milhares de MWh por ano, podendo até alcançar a escala de GWh, dependendo do porte da operação. Por isso, valores como 35 MWh, embora úteis para ilustrar comparações domésticas, são pouco representativos diante da realidade energética de empreendimentos de grande porte.

Impacto ambiental e social

A adoção de sistemas fotovoltaicos também traz benefícios ambientais diretos, especialmente pela redução das emissões de gases de efeito estufa. Sempre que a energia solar substitui eletricidade proveniente de fontes térmicas ou geradores a diesel, evita‑se a queima de combustíveis fósseis e, consequentemente, a liberação de CO₂ e outros poluentes. Mesmo em países com matriz predominantemente renovável, como o Brasil, essa substituição continua sendo relevante para diminuir impactos climáticos.

Além disso, a geração distribuída solar desempenha um papel estratégico na operação do sistema elétrico nacional. Em períodos de seca, quando os reservatórios das hidrelétricas ficam mais baixos e o despacho de usinas térmicas aumenta, a energia produzida pelos sistemas fotovoltaicos ajuda a desviar parte da demanda que seria atendida por fontes fósseis. Isso reduz custos operacionais, emissões e a necessidade de acionar termelétricas mais caras e poluentes.

Outro ponto importante é o alívio proporcionado à rede elétrica nos horários de maior consumo. A produção solar distribuída contribui para reduzir a sobrecarga nas pontas de carga, melhorando a estabilidade do sistema e diminuindo a pressão por expansões tarifárias. Dessa forma, além de gerar economia para quem instala, a energia solar também beneficia o sistema elétrico como um todo, tornando‑o mais resiliente, limpo e eficiente.

Etapas para implantar uma usina de energia solar

Para uma transportadora, o caminho segue cinco etapas principais, atualizadas conforme a realidade de 2026:

  1. Avaliar viabilidade técnica e econômica
    Verificar disponibilidade de telhados, pátios e terrenos para instalação da usina solar de energia, além de custo de investimento inicial e retorno com base na Lei 14.300/2022 (Marco Legal da Geração Distribuída) e na nova estrutura de compensação de energia (“Fio B”).

  2. Fazer estudo de demanda energética
    Analisar histórico de consumo (kWh/mês) e pontas de carga, projetando crescimento de frota, eletropostos e ampliações de CD.

  3. Escolher fornecedor e dimensionar o sistema
    Buscar empresas especializadas em geradores fotovoltaicos, garantindo painéis, inversores e estrutura de quality‑to‑price e com suporte pós‑venda.

  4. Obter licenças e conexão à rede
    Seguir regras da concessionária local, ANEEL e órgãos ambientais, obtendo aprovação de sistema de compensação e eventual outorga de uso.

  5. Monitorar e manter a usina
    Instalar sistemas de monitoramento remoto, fazer limpeza periódica e revisão de laudos, garantindo o rendimento ao longo de 20–25 anos.

Em 2026, o mercado já dispõe de diversos fabricantes de componentes nacionais e fornecedores especializados, o que reduziu custos e riscos em relação a há 10 anos, quando o setor ainda era incipiente.

No entanto, quanto mais as empresas utilizarem fontes próprias para a produção de energia elétrica, mais elas contribuem para evitar que a população brasileira pague as sobretaxas das tarifas com bandeiras amarela e vermelha.

➡️ Acompanhe nossas redes sociais: LinkedInTikTokInstagram e Facebook
➡️ Inscreva-se no canal do Videocast FrotaCast

Indy 500 2026: Os Helio Castroneves e Caio Collet e 11 curiosidades históricas

Indy 500
Os pneus Firestone Indy 500 entram em ação enquanto um piloto deixa seu pit box para seguir para a pista

Muito além da velocidade, a Indy 500 é cercada por histórias, tradições e números que ajudam a explicar por que a prova é considerada uma das corridas mais importantes do planeta. Em 2026, a Firestone completa 125 anos reforçando justamente sua ligação histórica com a competição, da qual participa desde a primeira edição, em 1911.

Neste ano, a marca retorna ao Indianapolis Motor Speedway para a disputa da 110ª edição das 500 Milhas de Indianápolis, que acontece neste domingo, dia 24, fornecendo cerca de 5 mil pneus Firestone Firehawk Indy 500 equipados com tecnologia ENLITEN para os carros que formarão o tradicional grid de 33 pilotos da prova.

Confira abaixo curiosidades sobre a Indy 500 e a presença histórica da Firestone nas pistas:

  1. A Firestone venceu a primeira Indy 500 da história
    A relação da marca com a prova começou em 1911, quando o carro vencedor da primeira edição das 500 Milhas de Indianápolis, pilotado pelo americano Ray Harroun, cruzou a linha de chegada equipado com pneus Firestone.
  2. O autódromo ainda preserva os tijolos originais
    Mesmo após diversas reformas ao longo das décadas, o Indianapolis Motor Speedway mantém preservada uma faixa com os tijolos originais na linha de chegada, uma das marcas registradas do circuito.
  3. Mais de 350 mil pessoas acompanham a corrida ao vivo
    A Indy 500 está entre os maiores eventos esportivos do mundo em público presencial. O autódromo possui cerca de 250 mil lugares permanentes, mas o público da prova costuma ultrapassar 350 mil espectadores.
  4. A largada reúne 33 pilotos em 11 filas
    Uma das tradições mais conhecidas da corrida é a formação de largada com 33 carros posicionados em 11 filas de três pilotos cada.
  5. O vencedor toma leite desde 1936
    A tradicional comemoração com leite acontece há quase 90 anos e se transformou em um dos momentos mais icônicos do automobilismo mundial.
  6. Um brasileiro já trocou o tradicional leite por suco de laranja
    Quando Emerson Fittipaldi venceu a Indy 500 em 1993, surpreendeu o público ao substituir o tradicional leite no pódio por suco de laranja, em uma homenagem aos produtores brasileiros da fruta. O gesto virou um dos momentos mais curiosos da história da corrida.
  7. O Brasil terá representantes no grid de 2026
    A edição deste ano contará com dois pilotos brasileiros no grid da Indy 500: o tetracampeão Helio Castroneves, da Meyer Shank Racing, que larga na 14ª posição, e o estreante Caio Collet, da AJ Foyt Racing, que parte da 32ª colocação após uma punição na classificação. A presença da dupla reforça a histórica ligação do Brasil com uma das provas mais emblemáticas do automobilismo mundial.
  8. Helio Castroneves entrou para o grupo dos tetracampeões com pneus Firestone
    Em 2021, o brasileiro conquistou sua quarta vitória nas 500 Milhas de Indianápolis e entrou oficialmente para o seleto grupo dos maiores vencedores da história da prova, todas as conquistas com pneus Firestone.
  9. A Firestone já soma 76 vitórias na Indy 500
    A marca ampliou sua presença histórica na categoria em 2025, com a vitória do espanhol Álex Palou na 109ª edição da prova.
  10. Indianápolis é considerada “o maior laboratório ao ar livre do mundo”
    Harvey Firestone definiu o circuito dessa forma há mais de um século. Até hoje, a categoria funciona como ambiente extremo de desenvolvimento e validação de tecnologias aplicadas posteriormente aos pneus de rua.
  11. Os pneus da Indy incorporam tecnologia sustentável
    Os pneus Firestone Firehawk Indy 500 utilizados nesta edição incorporam componentes sustentáveis da plataforma global ENLITEN™, incluindo aço reciclado e monômeros certificados ISCC PLUS produzidos a partir de resíduos do processamento de óleo de palma. Somente na temporada 2025 da IndyCar, a Firestone desenvolveu mais de 60 especificações diferentes de pneus para atender os variados tipos de circuitos da categoria, incluindo ovais, mistos e urbanos.

➡️ Acompanhe nossas redes sociais: LinkedInInstagram e Facebook
➡️ Inscreva-se no canal do Videocast FrotaCast

Tata Motors avança para concluir compra do Iveco Group por R$ 22,8 bilhões

Iveco
Tata Motors está próxima de concluir compra da Iveco

Reguladores liberam etapas finais e integração promete criar um dos cinco maiores fabricantes de veículos comerciais do Ocidente com a compra da Iveco; impacto financeiro e estratégico já aparece nos balanços de 2026

A aquisição do Iveco Group pela Tata Motors, avaliada em € 3,8 bilhões — cerca de R$ 22,8 bilhões na conversão atual — entrou em sua fase decisiva. Os balanços do primeiro trimestre de 2026 e a conclusão de etapas regulatórias críticas consolidam o cronograma final e revelam como será estruturado o novo ecossistema global de veículos comerciais.

Os relatórios corporativos divulgados em maio mostram que o processo está praticamente concluído:

Nova potência global: mais de 540 mil veículos por ano e receita de € 22 bilhões

A formação da nova potência global, resultante da união entre Tata Motors e Iveco Group, estabelece um conglomerado com escala inédita no setor de veículos comerciais, capaz de produzir mais de 540 mil unidades por ano e gerar uma receita estimada de € 22 bilhões, o equivalente a cerca de R$ 132 bilhões.

Essa força combinada apresenta uma distribuição geográfica equilibrada — aproximadamente 50% da receita na Europa, 35% na Índia e demais mercados asiáticos e 15% nas Américas e outras regiões — criando um perfil altamente resiliente a oscilações regionais.

Com esse porte, a nova entidade passa a integrar diretamente o Top 5 global do segmento, posicionando-se para disputar mercado com gigantes como Traton, Daimler Truck e Volvo Group, e consolidando-se como um dos players mais influentes da indústria mundial de veículos comerciais.

Sinergias de € 550 milhões e complementaridade tecnológica

As empresas projetam sinergias anuais de € 550 milhões (aprox. R$ 3,3 bilhões) até o terceiro ano pós-fusão, impulsionadas por compras conjuntas e padronização de plataformas.

A Iveco passa a ganhar acesso direto à cadeia de suprimentos de baixo custo da Tata Motors, o que reduz pressões de custo e amplia competitividade global. A integração também garante expansão imediata em mercados emergentes asiáticos, regiões onde a marca italiana historicamente tinha presença limitada. Além disso, a entrada no ecossistema da Tata oferece maior robustez financeira, permitindo acelerar projetos de engenharia, modernização de plataformas e desenvolvimento de tecnologias estratégicas.

Para a Tata Motors, a fusão representa a incorporação de um portfólio completo de emissões zero da Iveco, fortalecendo sua posição na corrida global pela eletrificação. Entre os destaques estão o caminhão pesado S‑eWay, com autonomia de 600 km, e as vans elétricas desenvolvidas em parceria com a Stellantis, que serão integradas ao portfólio indiano. Com isso, a Tata acelera a eletrificação do mercado indiano sem a necessidade de duplicar investimentos bilionários em P&D, ganhando tempo, escala e vantagem competitiva.

Impactos financeiros imediatos: balanços de Q1 2026 mostram transição intensa

Os resultados financeiros mais recentes evidenciam uma fase de transição intensa para o Iveco Group, que registrou receita de € 2,83 bilhões (R$ 17 bilhões) no primeiro trimestre de 2026 e um lucro líquido de € 1,17 bilhão (R$ 7 bilhões), impulsionado pela venda da divisão de defesa. Apesar disso, o EBIT ajustado industrial ficou negativo em € 90 milhões (R$ 540 milhões), reflexo de retrabalhos na Iveco Bus e de investimentos realizados antes da transferência de controle para a Tata Motors.

A carteira de pedidos, porém, mostrou força, com avanço de 0,13% em veículos leves e 0,16% em pesados na Europa. Já a Tata Motors apresentou caixa líquido positivo de ₹ 13,7k Cr (cerca de R$ 86 bilhões), valor suficiente para financiar integralmente a aquisição de € 3,8 bilhões sem recorrer à emissão de ações.

O mercado interpreta a operação como uma fusão de escala e tecnologia, não de cortes: não há previsão de fechamento de fábricas na Itália, e a Iveco deixa de atuar como fabricante regional europeu para assumir o papel de braço tecnológico de alta especialização dentro de uma das maiores potências automotivas globais.

➡️ Acompanhe nossas redes sociais: LinkedInTikTokInstagram e Facebook
➡️ Inscreva-se no canal do Videocast FrotaCast

O boom das marcas chinesas e o desafio da confiança no mercado automotivo brasileiro

marcas chinesas
Análise do avanço das marcas chinesas no Brasil e o desafio entre inovação, confiança e competitividade no mercado automotivo

Vivemos um boom das marcas chinesas no mercado automotivo, mas é preciso uma análise crítica do impacto real que elas trarão. Com experiência em inteligência de mercado, observo que o grande argumento dessas marcas — o preço mais baixo — não é o único critério de escolha. O que está por trás dessas gigantes é um processo de industrialização extremamente acelerado, muitas vezes com pouca transparência para o consumidor final.

Tomemos o caso da BYD, que utiliza a narrativa do “feito no Brasil”. Mas será que o produto realmente carrega uma identidade nacional ou se trata apenas de montagem local? Esse questionamento expõe uma fragilidade importante: o consumidor brasileiro, historicamente conectado à tradição e à confiabilidade de marcas consolidadas, passa a ser impactado por uma promessa de inovação que ainda não foi completamente validada no longo prazo.

Essa transformação, no entanto, não acontece por acaso — ela é resultado de uma estratégia de Estado. Sob a liderança de Wan Gang, engenheiro com formação na Alemanha e ex-ministro da Ciência e Tecnologia da China, o país passou a investir de forma estruturada em mobilidade elétrica como vetor de protagonismo global. Wan Gang foi um dos primeiros a defender que a China deveria “pular etapas” da indústria tradicional e liderar a nova geração de veículos, baseada em eletrificação, conectividade e domínio de cadeia produtiva.

Os números ajudam a dimensionar esse movimento. Segundo análises amplamente difundidas por consultorias como McKinsey & Company, a China já responde por mais de 50% das vendas globais de veículos elétricos, além de liderar a cadeia de baterias, o principal ativo estratégico dessa nova indústria. Relatórios da Bloomberg também apontam que o país se tornou o maior exportador mundial de automóveis, com crescimento acelerado nos últimos anos.

Ou seja, não se trata apenas de preço competitivo. Trata-se de escala, planejamento industrial e domínio tecnológico. E é justamente aqui que o debate se aprofunda.

Para entender o que de fato está em jogo, é preciso olhar para o histórico das marcas tradicionais. Empresas como Mercedes-Benz, Toyota e Volvo levaram décadas para construir algo que vai além do produto: confiança. Não se trata apenas de engenharia ou tecnologia. Trata-se de consistência, reputação e entrega ao longo do tempo. No caso das marcas chinesas, a velocidade de entrada no mercado pode, sim, impressionar.

Uma fala bastante relevante é do CEO da Ford Motor Company, Jim Farley:

“A China é a maior ameaça competitiva que já enfrentamos no setor automotivo.”

E ele complementa essa visão em outras ocasiões com um tom ainda mais estratégico:

“Eles (os chineses) são muito mais rápidos, muito mais eficientes e desenvolveram veículos elétricos de altíssima qualidade.”

Talvez o ponto mais relevante da sua fala não seja o alerta, e sim o reconhecimento: os chineses operam com mais velocidade, eficiência e domínio tecnológico. Ou seja, não se trata apenas de competir com preço, mas com um novo modelo industrial.

Mas também levanta uma questão essencial: é possível acelerar a construção de valor na mesma proporção em que se acelera a produção? No curto prazo, preço e inovação seduzem. No longo prazo, é a experiência que sustenta.

Como jornalista e profissional de inteligência de mercado, meu compromisso é com o leitor, jamais com a marca ou o discurso comercial. A análise precisa estar ancorada naquilo que é efetivamente entregue ao mercado, e não apenas na promessa. Porque, no fim, o verdadeiro risco não está na chegada de novos players — isso é saudável e necessário para a evolução do setor. O risco está na ausência de equilíbrio entre inovação e confiabilidade. E é justamente esse equilíbrio que definirá quais marcas deixarão legado e quais serão apenas parte de um ciclo passageiro de euforia no mercado.

Trata-se de um movimento incontornável, e os agentes que optarem por ignorá-lo tendem a perder competitividade.

Preço e design aceleram a entrada. Mas é o tempo que consolida — ou expõe — o valor de uma marca

➡️ Acompanhe nossas redes sociais: LinkedInTikTokInstagram e Facebook
➡️ Inscreva-se no canal do Videocast FrotaCast

China vende a produção de caminhões pesados de um ano do Brasil em apenas um mês: ranking das maiores fabricantes

Sinotruk
Sinotruk entra para o Truck Test

O mercado chinês de caminhões pesados (HDT) manteve um desempenho excepcional em abril de 2026, alcançando 117.000 unidades vendidas, um avanço de 33% sobre o ano anterior e o melhor resultado para o mês em cinco anos. Apesar da queda sazonal de 16% em relação a março, o setor seguiu impulsionado pelo forte ritmo iniciado no período de “Março Dourado” e estendido para o chamado “Abril Prateado”. No total, o mercado de caminhões — incluindo chassis e cavalos mecânicos — somou 344.000 unidades, 7% acima de abril de 2025, segundo a Associação Chinesa de Fabricantes de Automóveis (CAAM).

A liderança do mercado permaneceu com a Sinotruk, que registrou 33.200 unidades, seguida por FAW TRUCKS (20.700), Dongfeng (17.700), SHACMAN (17.300) e Foton (15.700). Juntas, essas cinco empresas responderam por 89,3% do mercado, enquanto as dez maiores concentraram 97,3% das vendas.

Leia também:

Reclame Aqui evidencia marcas de pneus com melhor reputação e eficiência no atendimento

Entre os fabricantes, o destaque absoluto foi a Chery, que apresentou o crescimento mais acelerado, com alta de 108% nas vendas anuais. Também se sobressaíram BAIC Heavy Truck (+74%), Geely Farizon (+62%), FAW TRUCKS (+55%) e XCMG (+40%). Apenas uma empresa entre as dez maiores registrou queda, com retração de 47%. No ranking, as posições permaneceram estáveis, exceto pela BAIC Heavy Truck, que avançou três colocações e assumiu o sétimo lugar.

Frota News amplia alcance global ao firmar parceria com a Newstex 

No acumulado de janeiro a abril, o mercado chinês de HDT somou 434.800 unidades, crescimento de 23% e acréscimo de 82.300 unidades frente ao mesmo período de 2025. A Sinotruk manteve ampla liderança com 120.200 unidades (27,6% de participação), seguida por FAW TRUCKS (78.300), Dongfeng (67.000), SHACMAN (66.800) e Foton (59.700). Entre os maiores fabricantes, os avanços acumulados foram de Chery (+63%), XCMG (+48%), Farizon (+42%) e Foton (+37%).

A concentração de mercado continuou a crescer em 2026: os dez maiores fabricantes responderam por 97,5% das vendas no quadrimestre, e os cinco maiores, por 90,1%, acima dos 89,8% registrados em 2025. A Foton foi a empresa que mais ampliou sua fatia de mercado (+1,4 ponto percentual), seguida por XCMG (+0,6 p.p.), Farizon e Chery (+0,2 p.p. cada). Com o forte início de ano e o impulso dos períodos de “Março Dourado” e “Abril Prateado”, o setor agora observa se o ritmo de expansão poderá ser sustentado ao longo do restante de 2026, após já acumular mais de 80.000 unidades adicionais em relação ao ano anterior.

Leia mais:
  • A Sinotruk participa do Truck Test 2026 com dois cavalos‑mecânicos de 480 hp — Sitrak G7H e Howo‑Max — em um evento que reunirá 16 caminhões e promete ser o maior já realizado na África do Sul, percorrendo 1.100 km entre Joanesburgo e Durban para medir consumo, velocidade e produtividade. Organizado pela revista FOCUS, o teste conta com parceiros técnicos como TruckScience, Afrit e Engen, e adota um índice que avalia quanto trabalho cada caminhão entrega por litro de combustível, deslocando o foco da potência para o custo operacional. Para a Sinotruk, o desafio representa uma vitrine estratégica ao colocar seus modelos frente a marcas tradicionais como DAF, MAN, Mercedes‑Benz, Scania e Volvo, oferecendo tanto a chance de reforçar sua imagem quanto de obter dados reais sobre seu posicionamento competitivo.
  • A produção mundial de caminhões e ônibus avançou em 2025, mas o desempenho variou intensamente entre regiões e países. Enquanto a Ásia consolidou sua liderança absoluta, impulsionada sobretudo por China e Índia, Europa e América do Norte enfrentaram retração. O Brasil, apesar de registrar queda na fabricação de caminhões, manteve posição de destaque global e avançou no ranking de ônibus. Leia mais: TOP 10 maiores países fabricantes de caminhões: China amplia domínio global e Brasil melhora posição, apesar do volume menor
  • A Volkswagen apresentou oficialmente a Tukan, sua nova picape desenvolvida integralmente no Brasil e que marca a entrada da marca em um segmento inédito no País. O modelo fez sua primeira aparição pública no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro, acompanhando a chegada do Canarinho e do técnico Carlo Ancelotti para a convocação da Seleção Brasileira Masculina. Leia mais: Tukan estreia com 76% de conteúdo nacional e plataforma exclusiva da Volkswagen
  • A recente disparada no preço do diesel, impulsionada pelas tensões no Oriente Médio, já começa a afetar diretamente a operação dos postos de combustíveis no Brasil. Um levantamento da Edenred Mobilidade mostra que 70% das redes de postos relataram algum tipo de restrição temporária na compra de combustível, indicando um cenário de pressão crescente sobre a cadeia de abastecimento. Leia mais: Alta do diesel já provoca restrições na compra de combustível em 70% dos postos e maior procura por biocombustíveis
  • Levantamento feito pela reportagem da Frota News apurou o desempenho das fabricantes de pneus no Reclame Aqui. O ranking segue se consolidando como um termômetro relevante para medir não apenas o volume de reclamações, mas principalmente a capacidade das marcas de responder, solucionar problemas e manter a confiança do consumidor. No levantamento mais recente, Michelin, Goodyear, XBRI, Maggion, Continental, Dunlop e Pirelli compõem um panorama diversificado do setor, com desempenhos que variam de excelência a desafios significativos no pós-venda. Leia mais: Reclame Aqui evidencia marcas de pneus com melhor reputação e eficiência no atendimento
  • Com uma frota jovem e foco em operações dedicadas, a Anacirema exemplifica o esforço do transportador brasileiro em manter a eficiência em um cenário de margens comprimidas. No entanto, para José Alberto Panzan, diretor da empresa e vice-presidente do Sindicamp (Sindicato das Empresas de Transportes e Cargas de Campinas e Região), a modernização esbarra em obstáculos que vão além dos muros das transportadoras. Leia mais: Gestão técnica e os gargalos do setor: A visão de José Alberto Panzan sobre o futuro do transporte

➡️ Acompanhe nossas redes sociais: LinkedInTikTokInstagram e Facebook
➡️ Inscreva-se no canal do Videocast FrotaCast

Detail Land 2026: nos dias 23 e 24 de maio, no Transamerica Expo Center

Detail Land
Evento de estética automotiva

O mercado de estética automotiva já tem data marcada para seu principal encontro anual. O DETAIL LAND 2026, considerado o maior e mais completo evento do segmento no Brasil, será realizado nos dias 23 e 24 de maio, no Transamerica Expo Center, em São Paulo. A confirmação reforça o posicionamento do evento como referência nacional em capacitação, networking e geração de negócios.

Voltado a um público altamente qualificado, o Detail Land reúne profissionais especializados em estética automotiva, martelinho de ouro, instalação de PPF, micropintura, restauro, funilaria e pintura, além de lojistas e empreendedores interessados em ampliar parcerias e acompanhar as principais tendências do setor. O evento também atrai entusiastas que buscam aprofundar conhecimentos sobre técnicas, produtos e inovações.

Ao longo de suas edições anteriores, o Detail Land consolidou-se como um ambiente estratégico para troca de experiências e desenvolvimento profissional. A edição de 2025, realizada em Jundiaí (SP), reforçou essa proposta ao oferecer uma programação robusta, com demonstrações ao vivo de instalação de PPF em caminhões, competições promovidas por expositores, Arena do Conhecimento com palestras técnicas, gravação de podcasts e lançamentos de produtos com condições comerciais exclusivas.

Para 2026, a expectativa é elevar ainda mais o nível da experiência, ampliando oportunidades de negócios e fortalecendo o ecossistema da estética automotiva no país. A presença dos principais players da indústria e a oferta de conteúdo técnico aprofundado devem atrair um público ainda maior e mais especializado.

Detail Land
Nova logomarca da editoria automóveis da Frota News

Serviço – Detail Land 2026

Local: Transamerica Expo Center – São Paulo
Datas: 23 e 24 de maio
Horários:
• Sábado: das 10h às 20h
• Domingo: das 10h às 19h
Entrada gratuita

Leia mais:
  • TranspoAmazônia
    Manaus se tornará, na próxima semana, o centro das discussões sobre transporte no Brasil ao receber a terceira edição da TranspoAmazônia, onde o Sistema Transporte (CNT, SEST SENAT e ITL) realizará pela primeira vez na região uma ampla agenda institucional. A programação reunirá dirigentes nacionais, empresários e representantes de federações e sindicatos para debater infraestrutura, inovação, sustentabilidade e os desafios logísticos da Amazônia. Um estande integrado apresentará palestras, conteúdos técnicos, experiências interativas e iniciativas como capacitação profissional, estudos do CNT Data e ações ambientais do Despoluir. Além das atividades abertas ao público, a CNT promoverá reuniões estatutárias e encontros setoriais, reforçando o objetivo de aproximar o setor das demandas regionais e ampliar a integração logística do país.
  • Desafio Ruta 40
    A Ford Raptor T1+ fará sua estreia na América do Sul no Desafio Ruta 40, etapa argentina do Mundial de Rally Raid, percorrendo mais de 3.000 km entre San Juan e Mendoza. Desenvolvida pela Ford Racing e M‑Sport, a picape de competição traz motor V8 Coyote 5.0, chassi tubular de baixo centro de gravidade, suspensão de curso longo e carroceria em fibra de carbono, combinando potência, agilidade e resistência para terrenos extremos. A participação integra o projeto rumo ao Dakar 2027, apoiado por uma equipe de pilotos de elite — como Carlos Sainz, Nani Roma, Mattias Ekström e Mitch Guthrie Jr. — e reforçado pelos resultados expressivos obtidos nos Dakars de 2025 e 2026. Após duas etapas do calendário, a Ford ocupa o terceiro lugar entre os construtores, consolidando a Raptor T1+ como uma das máquinas mais competitivas do rali mundial.
  • Segurança energética
    O Seminário LIDE Energia, que acontece em 26 de maio em São Paulo, reunirá representantes de grandes empresas como Shell, Vale, BYD, Equinor e Hydro Rein, além de ANP, Aneel, ex-ministros e especialistas, para discutir o papel do Brasil na segurança energética global. O encontro abordará temas estratégicos como novos mercados de petróleo e gás, fronteiras tecnológicas, eletrificação, hidrogênio verde e os impactos da transição energética, com transmissão ao vivo pela TV LIDE.

➡️ Acompanhe nossas redes sociais: LinkedInTikTokInstagram e Facebook
➡️ Inscreva-se no canal do Videocast FrotaCast

Tukan estreia com 76% de conteúdo nacional e plataforma exclusiva da Volkswagen

Tukan
A VW Tukan foi apresentada com disfarce (foto de cima), mas revelada por IA

A Volkswagen apresentou oficialmente a Tukan, sua nova picape desenvolvida integralmente no Brasil e que marca a entrada da marca em um segmento inédito no País. O modelo fez sua primeira aparição pública no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro, acompanhando a chegada do Canarinho e do técnico Carlo Ancelotti para a convocação da Seleção Brasileira Masculina.

A Tukan nasce como um projeto para o Brasil e para a América Latina, reunindo alto índice de nacionalização e a missão de inaugurar uma nova fase da Volkswagen na região. O modelo será o primeiro veículo eletrificado da Volkswagen do Brasil, com 76% de peças nacionais.

A picape estreia uma versão exclusiva da plataforma MQB. Entre as novidades técnicas está uma suspensão traseira com feixe de molas, desenvolvida especificamente para a Tukan. Segundo Ricardo Plöeger, Vice-presidente de Desenvolvimento do Produto para América do Sul, a solução foi projetada para garantir durabilidade, estabilidade e conforto mesmo em condições severas de uso.

Leia também:

Estampagem com solda a laser e lettering integrado

A Tukan será o primeiro modelo da Volkswagen do Brasil a trazer o nome estampado diretamente na carroceria. Para viabilizar o processo, a engenharia desenvolveu ferramentas específicas, simulou parâmetros em softwares avançados e adotou solda a laser para unir as duas partes da tampa traseira bipartida.

César Drazul, plant manager da fábrica de São José dos Pinhais (PR), destaca que o projeto envolveu simulações virtuais, realidade virtual (VR) e inspeção de qualidade por IA, garantindo precisão e repetibilidade no processo produtivo.

A Estamparia da Volkswagen em São José dos Pinhais utiliza o sistema Smart Inspection, baseado em Inteligência Artificial, para monitorar 100% das peças estampadas. São cerca de 1,7 milhão de peças avaliadas anualmente, com rastreabilidade via QR Code apagável e alertas automáticos para operadores em caso de anomalias.

Nova fase da eletrificação na Volkswagen do Brasil

A Tukan inaugura a nova fase da marca para a região: a partir de 2026, todos os novos modelos desenvolvidos e produzidos na América do Sul terão versão eletrificada. Atualmente, a Volkswagen do Brasil conta com 750 fornecedores, sendo 80% com operação no País.

O CEO e Presidente da Volkswagen do Brasil, Ciro Possobom, afirma que o alto índice de nacionalização fortalece a indústria local e amplia a competitividade da marca no segmento de picapes.

Saiba mais:
  • O futuro global da Fiat
    A Stellantis oficializou que o novo compacto nacional da Fiat, produzido em Betim (MG) e previsto para chegar às concessionárias no segundo semestre, se chamará Argo, anúncio feito por Herlander Zola, presidente da operação sul‑americana, durante a apresentação do plano estratégico Fastlane 2030 em Detroit. Zola também confirmou a renovação de modelos como Fiat Toro, Fiat Strada e RAM Rampage, dentro da chamada “nova ofensiva de picapes na América do Sul”, além da atualização completa da linha Jeep até 2030, incluindo o Renegade. A Stellantis ainda antecipou o nome Grizzly para a próxima geração do SUV Fastback, que será vendida na Europa e no Brasil em versões cupê e SUV, todas sobre a plataforma do Argo. Outra novidade é que a operação sul‑americana assumirá a introdução dos veículos da chinesa Dongfeng, recém‑anunciada em joint venture global, com Chile e países andinos entre os primeiros mercados, além da importação de um novo modelo Jeep produzido na Índia.
  • Ford amplia linha Ranger XL e desafia Hilux e S10 no mercado de trabalho
  • Frontier Pro

    Nissan
    Picape eletrificada Nissan Frontier Pro plug-in hybrid (PHEV)

    A Nissan revelou a Frontier Pro PHEV, sua primeira picape híbrida plug‑in, que estreia no México antes de chegar a outros mercados, incluindo o Brasil. O modelo, desenvolvido sob o conceito Rugged Tech, combina um motor turbo a combustão com um motor elétrico de alta potência para entregar torque imediato e desempenho tanto no uso urbano quanto no off‑road. A marca afirma que a picape reforça sua competitividade ao unir tradição japonesa em picapes e expertise chinesa em eletrificação. Embora design e interior já tenham sido mostrados, a Nissan ainda divulgará dados técnicos finais e a autonomia elétrica conforme cada mercado.

  • VW Tukan
    O mercado brasileiro de picapes segue aquecido em 2025, e a Volkswagen prepara sua entrada no segmento intermediário com a nova Tukan, modelo 100% desenvolvido no Brasil e previsto para ser produzido em 2027 em São José dos Pinhais (PR). A picape, que renasce do antigo conceito Tarok após anos de adiamentos, chega para disputar espaço com Toro, Maverick, Oroch, Montana e Rampage — categoria que já representa 23,9% das vendas do setor. Apresentada junto ao novo patrocínio da marca à CBF, a Tukan estreia com a cor Amarelo Canário, resgatando um tom histórico da Volkswagen e simbolizando brasilidade e identidade regional. O nome, inspirado no tucano, reforça a proposta de versatilidade e conexão cultural dentro da estratégia de 21 lançamentos da VW na América do Sul até 2028.
  • Ranking de Picapes Intermediárias – Brasil 2025
Posição Modelo Vendas Acumuladas Participação de Mercado
FIAT/TORO 52.129 19,46%
RAM/RAMPAGE 26.135 9,76%
GM/MONTANA 20.377 7,61%
RENAULT/OROCH 11.624 4,34%
FORD/MAVERICK 4.051 1,51%

Fonte: Fenabrave/Senatran

➡️ Acompanhe nossas redes sociais: LinkedInTikTokInstagram e Facebook
➡️ Inscreva-se no canal do Videocast FrotaCast

Alta do diesel já provoca restrições na compra de combustível em 70% dos postos e maior procura por biocombustíveis

Shell
Opção de ser sustentável ou não neste posto inédito da Shell na Holanda

A recente disparada no preço do diesel, impulsionada pelas tensões no Oriente Médio, já começa a afetar diretamente a operação dos postos de combustíveis no Brasil. Um levantamento da Edenred Mobilidade mostra que 70% das redes de postos relataram algum tipo de restrição temporária na compra de combustível, indicando um cenário de pressão crescente sobre a cadeia de abastecimento.

A pesquisa ouviu representantes de 37 redes que, juntas, administram 585 postos distribuídos pelo país, ou 1,3% do total de 44,7 mil postos registrados na ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis). Segundo o estudo, além da alta dos preços, os estabelecimentos enfrentam maior dificuldade para garantir previsibilidade na reposição dos estoques — um desafio que se intensifica especialmente no caso do diesel.

Diesel mais vulnerável às oscilações internacionais

O Brasil ainda depende de importações para atender parte relevante da demanda de diesel. Atualmente, cerca de 25% do diesel consumido no país vem do exterior, o que torna o produto mais sensível a variações internacionais, como preço do petróleo, frete, câmbio e tensões geopolíticas.

De acordo com Vinicios Fernandes, o momento exige atenção redobrada de toda a cadeia, porém, não é um cenário de desabastecimento, mas de restrições pontuais, atrasos e limitações na reposição dos estoques.

Entre os entrevistados, 70% apontam a disponibilidade de combustível como o principal desafio atual. Outros 19% destacam dificuldades no fluxo de caixa para manter os tanques abastecidos, enquanto 11% mencionam a competitividade de preços com postos da região.

Mudança no comportamento do consumidor

A pressão sobre os preços também começa a alterar a dinâmica de consumo. O levantamento indica que 57% das redes perceberam aumento nas vendas de biocombustíveis nas últimas semanas. Embora ainda não seja possível afirmar que há uma mudança de comportamento, o etanol ganhou competitividade por registrar alta mais moderada no período. Segundo Fernandes, o movimento rbyeflete uma busca maior por alternativas.

  • Leia mais:
  • Dongfeng na Europa
    A Stellantis formalizou um memorando de entendimento com a chinesa Dongfeng para criar uma joint venture europeia dedicada à venda, distribuição, produção, compras e engenharia de veículos de nova energia da marca, ampliando uma parceria de décadas e antecipando possíveis impactos no Brasil com a chegada da Dongfeng no segundo semestre. O modelo seguirá o da Leapmotor International, com participação de 51% da Stellantis e 49% da Dongfeng, iniciando pela comercialização dos veículos premium Voyah na Europa por meio da rede da Stellantis. A nova empresa também integrará operações de compras e engenharia e já avalia produzir veículos eletrificados da Dongfeng na fábrica de Rennes, na França, alinhada às regras “Made in Europe”. Antonio Filosa, CEO da Stellantis, afirmou que a iniciativa eleva a cooperação a um novo patamar global, enquanto Qing Yang, chairman da Dongfeng, destacou o alinhamento às estratégias chinesas de abertura econômica. Em paralelo, as empresas revitalizaram a DPCA na China, que, a partir de 2027, produzirá modelos Peugeot e Jeep para mercados internacionais, incluindo dois elétricos da Peugeot fabricados em Wuhan.
  • Reclame Aqui evidencia marcas de pneus com melhor reputação e eficiência no atendimento
  • Política de preço único nacional
    A GWM completa três anos no Brasil com a consolidação de um pós‑venda estruturado para padronização nacional e alta eficiência, sustentado por 130 concessionárias, 83 centros técnicos e investimentos contínuos em tecnologia, capacitação e logística. A montadora é a única do país a adotar preço único de peças e revisões tabeladas até a 10ª manutenção, política que, somada ao suporte técnico centralizado, eleva seu NPS para acima de 89%. Segundo Daniel Conte, diretor de pós‑venda da GWM Brasil, a estratégia prioriza previsibilidade e transparência. Nos indicadores operacionais, as oficinas atingem 91,6% de resolução em diagnósticos complexos — acima da média do setor — enquanto o centro de distribuição em Cajamar garante 98% de disponibilidade de peças, ampliado para acompanhar o crescimento das vendas. Nas concessionárias, a disponibilidade chega a 96%, reduzindo prazos de reparo e fortalecendo a experiência do cliente.
  • Frota News amplia alcance global ao firmar parceria com a Newstex 
  • Transporte do Futuro:
    A nstech realizará em 17 e 18 de junho, em São Paulo, a primeira edição do Transporte do Futuro, evento que reunirá mais de 2 mil executivos e grandes marcas como Petrobras, Nestlé, Mercado Livre e Magalu para discutir eficiência, tecnologia e estratégias que impulsionam a logística nacional. A programação inclui plenárias com líderes do setor, salas temáticas com mentorias práticas, debates sobre infraestrutura, Reforma Tributária e uso de tecnologia em diferentes segmentos, além de um espaço de match making para conexões de negócios. Integrado à estratégia da empresa de fortalecer seu ecossistema por meio da plataforma TNS, o encontro busca promover colaboração, troca de experiências e soluções para desafios reais, consolidando uma visão de logística mais integrada, ágil e de alta performance no país.

➡️ Acompanhe nossas redes sociais: LinkedInTikTokInstagram e Facebook
➡️ Inscreva-se no canal do Videocast FrotaCast

SETCEMG elege nova diretoria para o próximo triênio; Supermercados BH…

Supermercados
Imagem apenas ilustrativa criada por IA

A Assembleia Geral Ordinária realizada nesta terça-feira (19/05), na sede do SETCEMG — Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas e Logística de Minas Gerais — confirmou a reeleição de Antonio Luis da Silva Junior (Toninho) como presidente para o próximo triênio. Com chapa única, a eleição reafirma a confiança dos associados na gestão que vem conduzindo o fortalecimento institucional e a defesa dos interesses do setor. A nova diretoria é composta por Adalcir Ribeiro Lopes (vice-presidente), Warlon Nogueira Lima (secretário), Ana Paula de Souza (secretária adjunta), Antônio Augusto Andrade Lodi (tesoureiro), Liolgar Lino da Costa (tesoureiro adjunto) e Sebastião Amilton de Lima (diretor suplente). O Conselho Fiscal conta com Alfonso de Castro Gonzalez, Sérgio Luiz Pedrosa, Gladstone Viana Diniz Lobato e Ulisses Martins Cruz. A nova composição reforça o papel do SETCEMG como voz ativa na representatividade empresarial e na promoção de políticas que impulsionam o transporte rodoviário de cargas em Minas Gerais.

➡️ Acompanhe nossas redes sociais: LinkedInTikTokInstagram e Facebook
➡️ Inscreva-se no canal do Videocast FrotaCast

Saiba mais:
  • Supermercados BH
    A integração operacional entre Supermercados BH e DMA Distribuidora cria um grupo com cerca de 600 lojas em quatro estados, além de centros de distribuição e postos de combustível, ainda sujeito à aprovação do Cade. A união, anunciada com foco em eficiência e melhor experiência do consumidor, permite redesenhar rotas, consolidar centros de distribuição e reduzir trajetos redundantes, aumentando a previsibilidade de demanda e a densidade das entregas. Com maior escala, o Supermercados BH ganha poder de negociação frente à indústria, podendo obter preços mais baixos e centralizar decisões logísticas; porém, para o ecossistema logístico, o movimento traz efeitos mistos — mais eficiência, mas também maior dependência de um operador dominante.
  • Corredor logístico de R$ 317 bilhões
    Minas Gerais se consolida como o principal corredor logístico do Brasil graças à sua posição estratégica, conectando Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste e concentrando cerca de 15% da carga nacional. Apesar dessa relevância, o estado enfrenta sérios gargalos: a Pesquisa CNT 2025 identificou 138 pontos críticos em suas rodovias, com erosões, buracos e pontes estreitas que encarecem o transporte, especialmente nas regiões agroindustrial e mineral. Para superar esses entraves, o governo mineiro estruturou um amplo plano de infraestrutura com mais de mil projetos, incluindo duplicações rodoviárias, 8 mil km de novas ferrovias e melhorias em aeroportos regionais. A expectativa é atrair R$ 317 bilhões em investimentos até 2055, majoritariamente via parcerias público-privadas, impulsionando a integração modal e o desenvolvimento econômico do estado.
  • Polo de manutenção
    A Azul pretende investir até R$ 200 milhões em Minas Gerais para ampliar sua capacidade de manutenção aeronáutica, incluindo a construção de uma nova plataforma técnica em Confins que poderá atender grande parte de sua frota e até aviões de maior porte. O plano, com execução prevista para cinco anos, permitirá redistribuir a demanda entre Campinas, Confins e Pampulha e abrir espaço para serviços a terceiros, fortalecendo a geração de receita no Estado. Dentro desse movimento, a empresa já aplicou R$ 10 milhões na modernização do Centro de Manutenção da Pampulha, que agora conta com três hangares, oito oficinas e capacidade para quatro aeronaves em heavy check simultaneamente. Segundo o vice‑presidente técnico André Gonçalves da Cruz, a atualização dos ativos — incluindo certificação para os jatos E195‑E2 — deve reduzir custos entre 5% e 6% graças a ganhos de eficiência, logística e menor tempo de aeronave parada.
  • Ita Alimentos
    A fabricante de alimentos anunciou um dos maiores investimentos privados da história recente de Ouro Preto: a construção de um centro de distribuição de R$ 300 milhões em Amarantina, com 66 mil m² de área construída e localização estratégica entre as BR‑356 e BR‑040. O novo CD terá 25 mil posições climatizadas, até 60 docas e capacidade para atender mais de 800 municípios, ampliando de forma significativa a operação logística da empresa e a demanda por transporte rodoviário, armazenagem frigorificada e serviços associados. O projeto deve gerar cerca de 300 empregos diretos e reforça a diversificação econômica do município, reduzindo a dependência da mineração e consolidando Ouro Preto como polo logístico regional. A expansão também fortalece a trajetória da Ita Alimentos, que evoluiu de empresa familiar para uma plataforma logística integrada com forte atuação em laticínios, carnes, alimentos industrializados e sustentabilidade.
  • Gerdau
    A siderúgica avança na modernização de sua usina em Divinópolis, no Centro-Oeste de Minas, destinando parte dos R$ 3 bilhões previstos para investimentos no estado em 2024 ao aumento da produtividade e competitividade da unidade, uma das principais produtoras de vergalhões do país. As melhorias ampliam a capacidade de produção e, consequentemente, elevam a demanda por transporte rodoviário e ferroviário para o escoamento do aço, criando impactos diretos — e novas oportunidades — para transportadoras e operadores logísticos da região.
  • Scala Data Center
    Extrema se prepara para um novo salto econômico com a possibilidade de receber um megadata center avaliado em R$ 27 bilhões, potencialmente o maior do Sul de Minas e apontado por fontes como um projeto da Scala Data Centers. Já consolidada como polo nacional de logística e e‑commerce, a cidade negocia ainda a chegada de outras quatro empresas bilionárias dos setores industrial e eletrônico. Com 1,5 milhão de m² de condomínios logísticos e quase metade dos armazéns de e‑commerce de Minas Gerais, Extrema deve ver crescer a demanda por transporte de cargas, mão de obra e movimentação de equipamentos de alto valor agregado, reforçando sua posição estratégica no país.
  • H2Green
    Uberaba passa a integrar o cenário global do hidrogênio verde com a instalação da H2Brasil, subsidiária da portuguesa H2Green, que será a primeira empresa da ZPE local e deve erguer uma das maiores plantas do mundo no setor, com faturamento anual estimado em R$ 3,3 bilhões e 600 MW de potência instalada até 2030. O projeto reposiciona a cidade em uma rota logística estratégica para o escoamento de amônia e hidrogênio, além do transporte de insumos e equipamentos. A nova cadeia produtiva — que inclui fertilizantes e combustíveis sintéticos — deve gerar forte demanda logística para atender indústrias, cimenteiras e o agronegócio, ampliando o papel de Uberaba na economia nacional.

➡️ Acompanhe nossas redes sociais: LinkedInInstagram e Facebook
➡️ Inscreva-se no canal do Videocast FrotaCast

Reclame Aqui evidencia marcas de pneus com melhor reputação e eficiência no atendimento

Pneus
Ranking das melhores, intermediárias e piores marcas de pneus no quesito atendimento ao cliente

Michelin lidera avaliação no Reclame AQUI; Dunlop, Continental e Goodyear ficam no meio, enquanto outras marcas estão na faixa intermediária e na categoria de piores

Levantamento feito pela reportagem da Frota News apurou o desempenho das fabricantes de pneus no Reclame Aqui. O ranking segue se consolidando como um termômetro relevante para medir não apenas o volume de reclamações, mas principalmente a capacidade das marcas de responder, solucionar problemas e manter a confiança do consumidor. No levantamento mais recente, Michelin, Goodyear, XBRI, Maggion, Continental, Dunlop e Pirelli compõem um panorama diversificado do setor, com desempenhos que variam de excelência a desafios significativos no pós-venda.

No segmento de pneus, o pós-venda também influencia a reputação das fabricantes. Indicadores como nota média, percentual de respostas, índice de solução e intenção de recompra ajudam a diferenciar empresas que apenas têm presença comercial daquelas que realmente entregam suporte eficiente.

Leia também:

Michelin, Dunlop, Goodyear e XBRI se destacam com melhores avaliações

A Michelin mantém uma das melhores avaliações do setor no Reclame Aqui, com reputação “Ótimo” e nota média de 9,6/10 nos últimos seis meses, segundo os dados exibidos na plataforma Reclame Aqui. No período analisado, a empresa recebeu 117 reclamações, respondeu 100% delas e alcançou 97% de índice de solução. Entre os consumidores que avaliaram o atendimento, a nota média é 9,06, e 97% afirmam que voltariam a fazer negócio. O tempo médio de resposta é de 3 dias e 2 horas, reforçando a percepção de agilidade e eficiência no pós-venda. A Michelin ocupa atualmente a 2ª posição entre as melhores empresas da categoria “Pneus – Fabricantes”, consolidando sua imagem de referência em atendimento ao consumidor.

A Dunlop também aparece com reputação “Ótimo”. Nos últimos seis meses, a fabricante registrou 94 reclamações, respondeu 100% delas e alcançou 95,1% de índice de solução. Entre os consumidores que avaliaram o atendimento, a nota média é 9,34, e 92,7% afirmam que voltariam a fazer negócio. O tempo médio de resposta — de até 10 dias — se destaca pela alta taxa de resolução e forte aprovação dos clientes.

A Goodyear mantém desempenho na plataforma. Nos últimos seis meses, a fabricante recebeu 191 reclamações, respondeu 99,5% delas e solucionou 92% dos casos. Entre as 91 reclamações avaliadas, a nota média dos consumidores é 7,48, e 76% afirmam que voltariam a fazer negócio. A reputação geral da marca é “Ótimo”, com nota média de 8,5/10, e o tempo médio de resposta — 12 dias e 10 horas — indica um atendimento consistente, ainda que com espaço para maior agilidade.

A XBRI Pneus, uma das marcas mais novas no Brasil, aparece no com selo de confiança da plataforma e reputação “Ótimo”. Segundo a plataforma, o consumidor avaliou o atendimento da empresa como ótimo, com nota média de 8,2/10 nos últimos seis meses. A presença do selo de verificação e a boa avaliação recente indicam uma marca que conseguiu construir uma imagem positiva junto aos clientes, especialmente em relação à qualidade do atendimento prestado.

Pirelli, Maggion, Bridgestone e Firestone estão na faixa intermediária

A Pirelli apresenta reputação “Bom” no Reclame Aqui, com nota média de 7,5/10 nos últimos seis meses. No período analisado, a empresa recebeu 483 reclamações, respondeu 100% delas e solucionou 71,3% dos casos. Entre as 250 reclamações avaliadas, a nota média dada pelos consumidores é 6,75, e 66,3% afirmam que voltariam a fazer negócio. O tempo médio de resposta — 2 dias e 2 horas — é um dos mais rápidos entre as fabricantes analisadas, indicando boa agilidade no atendimento. Apesar disso, a taxa de solução e a avaliação final dos consumidores mostram que ainda há espaço para melhorar a efetividade das respostas e elevar a satisfação geral.

Nota da redação: Desde 2017, a Prometeon foi criada em 2017 a partir da divisão da parte industrial da Pirelli Tyre, iniciando suas operações já produzindo e vendendo pneus da marca Pirelli para caminhões, ônibus, agro e OTR. No entanto, a marca Prometeon ainda não criou a sua página verificada na plataforma, ficando as reclamações na “conta” da Pirelli que, desde então, só produz pneus para automóveis, picapes, vans, furgões, motocicletas e bicicletas.

A Maggion Pneus, fabricante de pneus para quase todos segmentos, apresenta reputação “Bom”, com nota média de 7,1/10 nos últimos seis meses. No período analisado, a empresa recebeu 139 reclamações, respondeu 100% delas e solucionou 66% dos casos. Entre as 53 reclamações avaliadas, a nota média dada pelos consumidores é 6,36, e 58,5% afirmam que voltariam a fazer negócio. O tempo médio de resposta — 3 dias e 7 horas — demonstra boa agilidade no atendimento, embora a taxa de solução e a satisfação final indiquem espaço para avanços na efetividade das respostas e na experiência geral do cliente.

A Bridgestone e Firestone — as duas marcas pertencem ao mesmo fabricante — apresentam reputação “Bom”, com nota média de 7,0/10 nos últimos seis meses. No período analisado, a empresa recebeu 95 reclamações, respondeu 100% delas e solucionou 60,6% dos casos. Entre as 34 reclamações avaliadas, a nota média dada pelos consumidores é 6,39, e 63,6% afirmam que voltariam a fazer negócio. O tempo médio de resposta — 5 dias e 10 horas — demonstra agilidade adequada, embora a taxa de solução e a avaliação final indiquem que ainda há espaço para melhorar a efetividade das respostas e elevar a satisfação geral do cliente.

A Bridgestone – Firestone aparece com reputação “Bom” e nota média de 7,0/10 nos últimos seis meses. A fabricante respondeu 100% das 95 reclamações registradas no período, alcançando 60,6% de índice de solução e 63,6% de consumidores dispostos a voltar a fazer negócio. O tempo médio de resposta é de 5 dias e 10 horas, o que demonstra agilidade razoável no atendimento. A marca ocupa atualmente a 10ª posição entre as melhores empresas da categoria “Pneus – Fabricantes”, mantendo o selo de empresa verificada na plataforma. O desempenho indica uma fabricante com presença sólida e compromisso de resposta, mas ainda com espaço para aprimorar a taxa de resolução e elevar a satisfação geral do cliente.

Gestão técnica e os gargalos do setor: A visão de José Alberto Panzan sobre o futuro do transporte

Continental e Cantu entre as piores

A Continental, apesar de ser marca que se autodenomina premium, apresenta reputação “Regular” no Reclame Aqui, com nota média de 6,2/10 nos últimos seis meses. No período analisado, a empresa recebeu 223 reclamações, respondeu 99,6% delas e solucionou 53,3% dos casos. Entre as 99 reclamações avaliadas, a nota média dada pelos consumidores é 5,2, e 53,3% afirmam que voltariam a fazer negócio. O tempo médio de resposta — 7 dias e 8 horas — indica atendimento relativamente ágil, mas a combinação de nota baixa e taxa de solução moderada revela que a marca ainda enfrenta desafios importantes na percepção de efetividade e satisfação do cliente.

A Cantu Pneus tem reputação “Ruim” e nota média de 5,3/10 nos últimos seis meses. No período analisado, a empresa recebeu 54 reclamações, respondeu apenas 57,4% delas e solucionou 70% dos casos. Entre os consumidores que avaliaram o atendimento, a nota média é 4,1, e somente 40% afirmam que voltariam a fazer negócio. O tempo médio de resposta — 34 dias e 23 horas — é um dos mais altos entre as fabricantes analisadas, o que contribui para a percepção negativa. O desempenho coloca a Cantu Pneus entre as marcas com maior necessidade de avanço em agilidade e consistência no pós-venda.

Panorama geral do setor

A análise dos dados evidencia que as fabricantes mais bem avaliadas são aquelas que combinam respostas rápidas, soluções efetivas e transparência no relacionamento com o consumidor. No mercado de pneus, onde segurança e confiabilidade são essenciais, a reputação no pós-venda se torna um diferencial decisivo.

➡️ Acompanhe nossas redes sociais: LinkedInTikTokInstagram e Facebook
➡️ Inscreva-se no canal do Videocast FrotaCast