A inauguração do Centro Industrial de Zárate pela Mercedes-Benz Caminhões e Ônibus Argentina, nesta semana consumiu US$ 110 milhões em investimentos. É o primeiro “greenfield” (construído do zero) do setor automotivo argentino em 15 anos.
Diferente de estruturas híbridas do passado, Zárate nasce com DNA 100% comercial. A unidade já assume a montagem dos consagrados Atego e Accelo, além dos chassis de ônibus OH e OF. A localização no quilômetro 90 da Rodovia Nacional 9 não é por acaso: a proximidade com o porto reduz o “lead time” e os custos logísticos.
Leia também:
- Ford Ranger XL 2026: a melhor picape para frotas? Avaliamos por 7 dias
- Roteiro Automotivo: Explorando a conexão entre mobilidade, gastronomia e entretenimento
Achim Puchert, CEO mundial da Mercedes-Benz Trucks, foi enfático ao dizer que a instalação permite foco total no segmento de pesados, fortalecendo a rede global da Daimler Truck. Para Denis Güven, que comanda a operação na região (Brasil e América Latina), a nova planta cria uma “sinergia natural” com as linhas de produção brasileiras.
Mercedes-Benz inaugura Centro Industrial de Zárate: investimento de US$ 110 milhões foca na produção de caminhões, ônibus e remanufatura na Argentina. Confira!

Saiba mais:
- Frota Sustentável: mais de 240 artigos sobre descarbonização do transporte
- 130 anos
A Daimler Truck lançou a campanha global “130 Anos de Avanço”, celebrando sua história desde o primeiro caminhão de 1896 e destacando sua estratégia para liderar o futuro do transporte comercial. Ao longo de 2025, a empresa reforçará seu foco em descarbonização, com caminhões e ônibus elétricos e a hidrogênio, além do avanço contínuo em motores a diesel mais eficientes e compatíveis com biocombustíveis — incluindo biodiesel de segunda geração e biometano, que ganha espaço no Brasil. A montadora também acelera a digitalização com plataformas como Detroit, TruckLive e Fleetboard, e amplia parcerias estratégicas em software, células de combustível e direção autônoma. A campanha envolverá funcionários, clientes e acionistas, combinando ações de marca, redes sociais e eventos para mostrar como a empresa pretende moldar a próxima fase do transporte comercial.
- Em 1896, a invenção de Gottlieb Daimler, o primeiro caminhão motorizado Daimler, baseou-se em uma carroça de carga puxada por cavalos convertida e entregue a um cliente em Londres. Na França também, o caminhão Daimler foi um convidado bem-vindo, pois Gottlieb Daimler viajou com ele pelas ruas de Paris para divulgar seu novo produto na exposição mundial alguns anos depois. O que começou com uma invenção pioneira há 130 anos lançou as bases para uma nova indústria. O primeiro ônibus motorizado é tecnicamente até um ano mais velho. Já em 1895, o Landauer de Carl Benz já ligava Siegen às cidades de Netphen e Deuz por uma distância de cerca de 15 quilômetros
- Atego 3433
A Agrishow 2026 foi o palco escolhido pela Mercedes-Benz para lançar dois novos caminhões semipesados Atego voltados para operações mistas e fora de estrada: o inédito Atego 3433 6×4, disponível como plataforma, basculante e betoneira, e o renovado Atego 3033 8×2 com Pacote Robustez e eixo traseiro HL7 com redução nos cubos. Segundo Jefferson Ferrarez, vice-presidente de Vendas, Marketing e Peças & Serviços Caminhões, o 3433 6×4, com 33,5 t de PBT e 56 t de CMT, amplia a capacidade para aplicações como tanques, básculas e betoneiras, enquanto o 3033 8×2 se destaca por ser o único da categoria com redução nos cubos, garantindo maior durabilidade em vias severas. O modelo também sai de fábrica preparado para tomada de força e utiliza o câmbio PowerShift 3, com modos de condução e recursos como Hill Holder e Ecoroll, reforçando a estratégia da Mercedes de atender todas as etapas do agronegócio. - Comparativo caminhões 4×2: VW Constellation 19.380 vs Mercedes-Benz Axor 2038
- eActros 300

Mercedes-Benz eActros 300 A Suzano está testando o caminhão elétrico Mercedes-Benz eActros 300 em rotas reais na Grande São Paulo para avaliar autonomia, eficiência e viabilidade no transporte de bobinas de celulose e outros produtos. O modelo, com 336 kWh de bateria, vem registrando média de 250 km por dia sem recarga intermediária, consumo de 0,97 kWh/km e capacidade para cerca de 21 toneladas, já acumulando mais de 13.500 km rodados. O custo operacional estimado é de R$ 0,66 por km — cerca de 72% menor que o de um caminhão diesel equivalente, embora sem considerar Capex, manutenção e infraestrutura. Motoristas destacam conforto, silêncio e boa dirigibilidade, e a Suzano afirma que o veículo cumpre a rota sem prejuízo operacional, mantendo o monitoramento para embasar futuras decisões de descarbonização da frota. Segundo Jefferson Ferrarez, vice-presidente de Vendas, Marketing e Peças & Serviços Caminhões da Mercedes-Benz do Brasil, o veículo tem apresentado autonomia média diária de 250 km, sem necessidade de recarga intermediária. Caetano Paste Perim, consultor de Logística e gerente de Projetos da Suzano, acrescenta que os motoristas destacam conforto, dirigibilidade e operação silenciosa como diferenciais relevantes.
- Fenatran 2026 amplia estrutura e confirma 700 marcas e cinco novas montadoras de pesados
- Biodiesel BeVant na Europa

Teste no laboratório da Mercedes-Benz na Alemanha O teste realizado pela Daimler Truck na Alemanha mostrou que um Mercedes‑Benz Actros 1853 abastecido com o biodiesel brasileiro Be8 BeVant (B100) teve desempenho equivalente ao do diesel europeu B7, mantendo potência, torque e aceleração mesmo em avaliações de bancada, dinamômetro e dirigibilidade. Os resultados, apresentados na Hannover Messe 2026, reforçam achados da “Rota Sustentável COP30” no Brasil, onde veículos Euro 6 rodaram mais de 4 mil km com B100. Segundo a Mercedes‑Benz, o uso do biocombustível pode reduzir em até 99% as emissões de CO₂ equivalente no conceito tanque à roda, já que o carbono emitido na queima é praticamente compensado pela absorção das plantas usadas na produção. A notícia também explica os três métodos de avaliação de emissões — tanque à roda, poço ao tanque e berço ao túmulo — destacando que cada um mede etapas diferentes do impacto ambiental ao longo da vida do combustível e do veículo.
- Frota News amplia alcance global ao firmar parceria com a Newstex
- Renovação de frota
A Kothe Transporte e Logística adquiriu 210 caminhões Mercedes-Benz Novo Axor 2545 6×2 para renovar e padronizar sua frota, dos quais 180 já foram entregues e o restante chega até abril, em negociação conduzida pela Savana e financiada pelo Banco Mercedes-Benz via BNDES Finame. Segundo Madson Mascarenhos, diretor da empresa, a escolha pelo modelo veio após uma análise detalhada de desempenho e viabilidade, reforçando a parceria com a marca, que já soma 350 veículos na operação. Jefferson Ferrarez, vice-presidente da Mercedes-Benz, destaca que o Novo Axor superou rapidamente as metas comerciais, ultrapassando 1.000 unidades vendidas em seis meses, e celebra a continuidade da relação de mais de 20 anos com a Kothe. - Sprinter mantém presença no mercado e Mercedes‑Benz reage com ofensiva no pós‑venda para ampliar competitividade em 2026
- Axor com suspensão a ar
A nova linha do Mercedes-Benz Axor, lançada em 2024, passa a oferecer suspensão traseira pneumática nos modelos Axor 2038 4×2 e 2545 6×2, mantendo também a opção metálica, enquanto o Axor 2038 4×2 ganha ainda uma versão plataforma. Segundo a Mercedes-Benz, a meta de 1.000 unidades vendidas no segundo semestre de 2025 foi superada. A suspensão pneumática — a mesma do Actros, com quatro bolsas de ar por eixo, amortecedores de dupla ação e barra estabilizadora — está disponível apenas para configurações rodoviárias com eixo traseiro R440 NFD sem redução nos cubos e entre-eixos de 3.550 mm, reforçando o foco da marca em aplicações em estradas pavimentadas. - Novo Mercedes-Benz Axor Euro 6 mira segmento de pesados de entrada a partir de R$ 698 mil
- Ampliação de frota
A Construtora Colares Linhares, do Rio de Janeiro, ampliou sua frota para serviços de manejo e poda de árvores com a compra de 47 caminhões Mercedes‑Benz — 24 leves Accelo 1017, equipados com cestos aéreos de 24 metros, e 23 semipesados Atego 1719, entre versões basculantes e unidades com guindaste tipo Munck. Os modelos, adquiridos via Rio Diesel com financiamento Finame, reforçam a predominância da marca na frota da empresa, que já é composta majoritariamente por veículos Mercedes. Além de atender contratos urbanos, como o da COMLURB, os caminhões se destacam por suas configurações técnicas robustas e pela boa performance de vendas nos segmentos de leves e semipesados.
Acompanhe nossas redes sociais: LinkedIn, TikTok, Instagram e Facebook
Inscreva-se no canal do Videocast FrotaCast




