A expansão das negociações digitais no mercado automotivo brasileiro está criando um novo comportamento logístico: cresce a demanda por transporte interestadual de veículos, impulsionada pelo aumento das compras realizadas entre consumidores e vendedores localizados em estados diferentes.
Segundo dados setoriais, a digitalização das transações tem alterado o perfil do comprador de seminovos. O que antes era exceção — adquirir um veículo em outro estado sem vê-lo presencialmente — tornou-se prática comum, especialmente após a consolidação das plataformas de compra e venda online.
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A digitalização das negociações automotivas avançou fortemente no Brasil. A FGV IBRE registrou aumento expressivo nas vendas on-line de veículos, motos e peças. A transmissão dessas vendas on-line do comércio permaneceu acima de 15% pelo quarto trimestre seguido. Os marketplaces aproximaram compradores e vendedores de regiões distantes, tornando corriqueiro fechar a compra de um veículo em outro estado sem vê-lo pessoalmente, o que eleva diretamente a demanda por serviços especializados de transporte interestadual de veículos.
Empresas do setor logístico relatam que o serviço deixou de ser apenas um frete e passou a integrar etapas da operação, incluindo rastreamento, seguro e atendimento dedicado durante todo o processo de deslocamento do veículo. A tendência aponta para uma consolidação desse modelo, com o transporte interestadual assumindo papel cada vez mais relevante na cadeia automotiva digital.
Não há dado público oficial específico para quantas transportadoras de veículos operam no Brasil, mas é razoável estimar que existam milhares de empresas atuando no segmento, das quais apenas uma fração (provavelmente entre algumas centenas a pouco mais de 500) está cadastrada em plataformas digitais de cotação como EVO! e Camion, com preços de frete a partir de R$ 900 para trecho entre Brasília e São Paulo.
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Novas configurações de cegonha na linha da DAF Trucks A DAF lançou na Europa uma nova linha de caminhões especialmente desenvolvidos para o transporte de veículos, com chassi e teto rebaixados para aproveitar ao máximo o limite de 4 metros de altura permitido, além de motores mais eficientes, sistemas avançados de câmeras e foco em segurança e economia. Disponíveis nas versões XD, XF, XG e XG+, os modelos contam com soluções de fábrica que facilitam o carregamento sobre a cabine sem perder conforto interno, além de opções 4×2 e 6×2 para diferentes operações. A iniciativa reforça a estratégia europeia de oferecer veículos sob medida para cegonheiros — em contraste com o Brasil, onde ainda predominam cavalos mecânicos genéricos adaptados — e aponta caminhos para futuras soluções mais eficientes no mercado brasileiro.



