A Scania encerrou o primeiro trimestre de 2026 com queda nas vendas, mas mantendo a lucratividade mesmo diante de restrições logísticas e de um ambiente global mais instável. A receita caiu 8%, para SEK 44,9 bilhões — cerca de R$ 24,6 bilhões, considerando a cotação atual de R$0,54 por coroa sueca.
As entregas recuaram 6%, totalizando 20.978 veículos, incluindo 130 unidades de emissão zero, acima das 104 do ano anterior.
Apesar da redução nos volumes, a entrada de pedidos cresceu 10%, chegando a 27.318 unidades. O avanço foi impulsionado principalmente pela América Latina, com destaque para o Brasil, onde o programa de financiamento subsidiado para renovação de frotas estimulou a demanda. Os pedidos de veículos elétricos também aumentaram, alcançando 342 unidades — mais que o dobro do registrado no mesmo período de 2025, escreveu Christian Levin, presidente e CEO da Scania e do Grupo TRATON, no comunicado aos acionistas.
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Na Europa, a participação de mercado da Scania em caminhões pesados permaneceu elevada, em 17,6%. No segmento de ônibus, a empresa garantiu um contrato relevante: mais de 90 ônibus elétricos a bateria para a VR Sverige AB, que operará na região de Södertälje, na Suécia.

Made in China
O trimestre marcou ainda o início das entregas do NEXT ERA, a nova linha de caminhões desenvolvida para o mercado chinês. As primeiras unidades foram entregues em março, com retorno positivo dos clientes sobre eficiência de combustível. Outro avanço operacional foi a expansão da TRATON Financial Services, que passou a atuar também na Bélgica e na Lituânia.
No campo industrial, 2026 marca o 50º aniversário da presença da Scania na Argentina, onde a planta de Tucumán, onde a empresa produz componentes de alta precisão — especialmente caixas de câmbio, diferenciais e engrenagens — que abastecem fábricas da marca no Brasil e Suécia.
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