5 princípios básicos para uma boa gestão de frota

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5 Princípios básicos para uma boa gestão de frota

Por Taís Alvim, diretora de Frota e Mobilidade da Pluxee

Um dos maiores desafios no setor de transporte e logística é o gerenciamento da frota, seja ela de qualquer porte. Quando bem executada, a gestão proporciona um melhor fluxo operacional, otimiza o tempo dos profissionais, reduz gastos e, claro, impacta nos lucros da empresa. Não me refiro apenas a evitar gastos desnecessários, mas também nos valores intrínsecos gerados por um serviço de entrega eficiente e pontual, que resulta em satisfação e fidelização de clientes.

Um estudo realizado pela Fundação Dom Cabral mostra que os gastos logísticos representam 12% do faturamento bruto de uma empresa no Brasil, podendo chegar a 26%, dependendo do segmento em que a companhia atua. A redução dos custos com a frota, portanto, impacta diretamente na despesa logística.

A melhor estratégia para administrar o universo que envolve os veículos corporativos sempre será a que, simultaneamente, aperfeiçoe os serviços e otimize custos operacionais. Mas, na prática, como você pode melhorar a gestão de frotas da sua companhia? É importante ter em mente os princípios básicos e aqui listo os cinco principais:

1. Controle o combustível

Um dos mais recorrentes anseios do gestor, principalmente o que roda longas distâncias. Muitas variáveis devem ser levadas em conta, como percurso, tipo de veículo, perfil do condutor e até condições climáticas. Adotar um sistema de gerenciamento de frotas pode ser um grande aliado para quem quer ou precisa simplificar a gestão. Em uma única plataforma de acesso, o gestor consegue estabelecer valores prévios em um cartão para pagamento de combustível, dado a cada motorista, e usufruir das negociações estabelecidas com postos parceiros que aceitam este cartão. Essa é uma ótima forma de otimizar os recursos da empresa, controlando melhor os gastos com combustível.

2. Treinar os condutores

É essencial estabelecer procedimentos padronizados para o atendimento e entregas. Consequentemente, os motoristas devem ser capacitados de forma constante para que estejam sempre atualizados em alguns aspectos importantes. Entre eles, os que envolvem direção segura e responsável, manutenção básica dos veículos, preservação da integridade das mercadorias e procedimentos para agir em caso de emergência. Vale lembrar que o condutor é um dos profissionais mais importantes da empresa e, como todos os outros, precisa ser parte dela. Salários adequados e uma boa oferta de benefícios não só valoriza esse colaborador, mas o motiva a desempenhar de forma cada vez mais eficiente as suas funções.

3. Monitorar as rotas

Aproveite as vantagens trazidas pelo avanço da tecnologia agregada aos sistemas de monitoramento por GPS. Hoje, o mercado oferece facilidades digitais que ajudam a determinar os melhores percursos, gerar economia de combustível e de pedágios. Monitorar as rotas também é uma forma muito eficaz de garantir a segurança dos funcionários e da carga, evitando áreas mais propícias a assaltos e acidentes.

4. Analisar os custos

O gestor precisa conhecer detalhadamente cada centavo investido nos veículos da sua frota. Isso é imprescindível para identificar excessos ou direcionamento incorreto de recursos. Reforço aqui que avaliar os custos não quer dizer cortar despesas, até porque muitas delas são extremamente importantes, como manutenção, por exemplo. Há diversos indicadores que compõem o TCO – Total Cost of Ownership – da frota e para os quais o trabalho de consultoria prestado pela empresa parceira para sua gestão de frota faz a diferença nestas análises.

5. Controlar a documentação

Administrar a documentação dos veículos é uma das obrigações mais importantes do gestor. Além disso, impostos, multas, seguro, notas fiscais, registros de manutenção e consumo de combustível devem ser muito bem-organizados e atualizados. Com isso, é fundamental para programar serviços preventivos e evitar gastos desnecessários. Para tanto, sugiro a utilização de plataformas online de gestão de frota, que fornecem um excelente custo-benefício e otimizam muito o tempo do gestor.

Apesar de citá-los como básicos, estes são princípios fundamentais se os veículos são o seu principal produto. Vale reforçar que, hoje, o setor tem à disposição plataformas completas de gerenciamento que oferecem facilidades. Entre elas, como otimização de despesas, definição de regras de consumo, recolhimento de notas fiscais, melhora no controle da documentação, preços de combustíveis mapeados e com possibilidade de negociação etc. Há soluções digitais de gerenciamento de frotas capazes de oferecer uma economia de até 20% nos custos com combustível, apenas estabelecendo regras de utilização e oferecendo relatórios de gestão que ajudam na tomada de decisão.

Em tempos de incertezas econômicas e inflação em alta, é preciso refletir sobre saídas que melhorem todo o ecossistema que envolve a atividade logística, tornando o setor ainda mais produtivo e eficiente.

*Taís Watanabe Alvim é Diretora de Frota e Mobilidade da Pluxee no Brasil. Ao longo de sua carreira, além disso, a executiva ocupou posições estratégicas nos mercados B2B2C e B2B em organizações nacionais e multinacionais, como ExxonMobil, Grupo Cosan, Raízen e Payly. Adicionalmente, atuou no Brasil e no Cone Sul em mercados de petróleo e gás, varejo de franquias e fintechs. Com isso, tem ampla experiência em startup e remodelagem de negócios, serviços e distribuição, planejamento estratégico e gestão de projetos. Além disso, é formada em Engenharia Química pela FAAP e em Coaching pelo Instituto EcoSocial. Ademais, possui MBA em Administração pela UFRJ, cursos de liderança pela UNC Kenan-Flager Business School e AMANA-KEY, e é também especializada em construção de Parceria Digitais, Ecossistemas e Transformação Digital pela INSEAD.

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Ônibus elétricos em São Paulo: já são 270 com a chegada de mais 50

ônibus elétrico são paulo
Mais 50 ônibus elétricos começam a operar na capital paulista

Na segunda-feira, 18 de setembro, mais 50 ônibus elétricos em São Paulo chamaram a atenção na região central. Esses veículos, reconhecidos por sua ausência de emissões poluentes nos locais em que circula e baixo nível de ruído, representam uma iniciativa na mobilidade urbana.

As quatro empresas responsáveis pela operação desses novos ônibus elétricos são a Transwolff, Tranpass, Ambiental e Campo Belo, que fazem parte do sistema de concessão municipal.

Até o momento, a cidade já conta com 201 trólebus e 19 ônibus movidos a bateria em sua frota de transporte público municipal. Com a introdução desses 50 novos veículos elétricos, o número total de ônibus elétricos em operação na cidade chega a 270.

Os fornecedores dos 50 ônibus

O principal neste primeiro lote de fornecimento é a Eletra que, em parceria com a Caio (carroceria), Mercedes-Benz e Scania (chassi), e WEG (fornecedoras de motores elétricos, inversores e baterias de lítio-ferro-fosfato).

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Segunda maior frota do mundo

A ambiciosa meta da Prefeitura de São Paulo é atingir 20% de sua frota de ônibus movidos a energia sustentável até o final de 2024, totalizando 2.400 veículos elétricos. Isso colocaria São Paulo entre os líderes globais na eletrificação de sua frota de ônibus, atrás apenas da China, e a maior frota de ônibus movidos a energia limpa na América Latina.

O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, enfatizou a importância desse movimento para a cidade: “a cidade de São Paulo vai se posicionando e dando exemplo para o Brasil e para o mundo do que é necessário fazer para podermos ter aquilo que é um compromisso.”

As empresas concessionárias que operarão esses novos ônibus elétricos incluem a Transwolff, que contribuirá com 25 veículos, a Transpass e a Ambiental, cada uma com 12 veículos, e a Campo Belo, com 1 veículo.

Esses novos modelos substituirão gradualmente parte da frota de ônibus a diesel das empresas. Além disso, o contrato firmado entre as concessionárias e a Enel X garantirá a disponibilidade dos veículos elétricos e a infraestrutura de recarga necessária nas garagens. Isso permitirá o carregamento das baterias durante a noite e viabilizará operações durante todo o período diurno.

Infraestrutura de recarga

Francisco Scroffa, responsável pela Enel X Brasil, expressou otimismo sobre o futuro da mobilidade elétrica em São Paulo. Ele afirmou que não tem dúvidas de que São Paulo se tornará a capital do transporte público elétrico.

Os ônibus elétricos, que abarcam modelos básicos e padronizados. Eles têm capacidades que variam de 69 a 93 passageiros. Certamente, com áreas acessíveis para pessoas com deficiência, representam um passo significativo em direção a um transporte público mais eficiente e ecológico.

Além disso, a cidade de São Paulo também se beneficia da redução na emissão de poluentes atmosféricos. A cada ano, cada veículo movido a tração elétrica evita a emissão de aproximadamente 0,24 toneladas de óxidos de nitrogênio (NOx). Além de 0,002 toneladas de material particulado (MP) e 106 toneladas de dióxido de carbono (CO₂).

Apoio de organizações

Esta iniciativa de substituir a matriz energética do transporte público em São Paulo conta com o apoio de várias organizações. Além disso, entre elas, destacam-se o Conselho Internacional de Transporte Limpo – ICCT Brasil, C40 Cities e WRI Brasil. Adicionalmente, ela integra um conjunto de ações voltadas à sustentabilidade. Além disso, o cumprimento do Plano de Ações Climáticas, resultando na transformação de São Paulo em uma cidade moderna, resiliente e sustentável.

Segurança em 2024: testes da nova geração de sistemas Mercedes-Benz

Segurança em 2024
Novas regulamentações de segurança veicular vão entrar em vigor brevemente

Tecnologias auxiliares de condução já autônomos já são realidade nos caminhões premium, muitos já em circulação no Brasil, como os modelos Mercedes-Benz Actros e Volvo FH. E a segurança em 2024 por novas gerações de sistemas? Novas regulamentações começam a partir de 2024 e as fabricantes de caminhões já realizam testes intensivos. Para este artigo, quem mostra um pouco sobre os testes é a Daimler Truck, que no Brasil, é dona da marca Mercedes-Benz Caminhões e Ônibus.

A empresa se destacou quando lançou esta última geração do Actros com todos os sistemas de assistência de última geração, disponíveis até então, em seus veículos como equipamento de série. Agora chegará nova geração, muito antes de qualquer regulamentação exigir tais medidas. Isso fez com que a concorrência também ampliasse a oferta de itens de segurança de série e opcionais.

Esses sistemas não apenas auxiliam os condutores em situações perigosas, mas também contribuem para a redução de acidentes e minimização de suas consequências.

Regulamentação atualizada

Com o aumento da conscientização sobre a importância dos sistemas de assistência à segurança, a Comissão Europeia introduziu o Regulamento Geral de Segurança (GSR) em 2019 (2019/2144), o qual, consequentemente, definiu novos padrões para veículos comerciais. A partir de julho de 2024, novos tipos de veículos deverão ser equipados, portanto, com sistemas avançados de assistência como parte de uma obrigação gradualmente imposta.

Como já ocorreu com ABS, airbag e, mais recentemente, controle de estabilidade, a tendência é que todos esses itens que serão obrigatórios na Europa sejam também no Brasil, mesmo que, posteriormente.

Segurança em 2024
Vários parâmetros são testados pela engenharia de experimentação da Daimler Truck

Testes exaustivos

A implementação de sistemas de assistência requer testes rigorosos para garantir seu desempenho eficaz. A Daimler Truck realiza esses testes durante todo o ano, em várias localizações ao redor do mundo, incluindo o Centro de Desenvolvimento e Testes (EVZ) em Wörth am Rhein, Finlândia, Espanha e Japão, bem como na pista de testes da Daimler Truck North America em Madras, Oregon. Até 60 veículos da Daimler Truck em todo o mundo são submetidos a testes de resistência, acumulando aproximadamente cinco milhões de quilômetros de testes entre 2020 e o final de 2023.

Mustafa Üstertuna, chefe de Software e Eletrônica da Daimler Truck, enfatiza a importância desses testes. Ele afirma: “testes como os de Wörth são de fundamental importância para nós, a fim de incorporar os resultados e descobertas obtidos com eles na otimização dos sistemas existentes de assistência ao motorista ou no desenvolvimento de novos recursos de segurança.”

Novos padrões de segurança em 2024

Os testes mais recentes na EVZ se concentraram em sistemas de assistência que serão implementados nos caminhões e ônibus. A saber: Active Brake Assist (ABA) 6, o novo Frontguard Assist, Active Sideguard Assist (ASGA) 2, Active Drive Assist (ADA) 3 e Traffic Sign Assist.

A Daimler Truck está, assim, estabelecendo novos padrões em termos de segurança rodoviária com esses sistemas, os quais, ademais, vão além dos requisitos regulamentares.

Fusão de sensores de 270 graus

Na base desses sistemas, uma nova plataforma eletrônica possibilita a fusão de dados de radar e câmera. O resultado é uma visão frontal e lateral mais abrangente. Com a instalação de seis sensores cobrindo 270 graus ao redor do veículo, esses sistemas conseguem prontamente identificar perigos e, assim, agir em conformidade, proporcionando uma segurança ainda mais sólida.

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Ambientes controlados

Conduzimos testes em uma variedade de cenários na EVZ. Por exemplo, situações de tráfego intenso, final de engarrafamentos e manobras de ultrapassagem. Esses testes replicam as condições das estradas em diferentes partes do mundo, garantindo que os sistemas de assistência sejam eficazes em diversas situações.

Validação em estradas reais

Além dos testes em pistas de controladas, os veículos da Daimler Truck são submetidos a testes nas estradas reais para atender às normas de segurança em 2024. No mundo real, validamos os sistemas e funcionalidades. Inclui testes de inverno na Finlândia em 2023. Por fim, a região permite aos engenheiros avaliarem o desempenho dos sistemas em condições climáticas adversas e em diferentes contextos rodoviários.

Marcopolo Busworld 2023: avanços em ônibus sustentáveis

Marcopolo Busword 2023
Desenvolvido em parceria com empresas chinesas, o Marcopolo com célula de combustível será o destaque na feira

A Busworld é a maior feira de ônibus da Europa e que influencia quase todos os mercados do mundo, inclusive, o Brasil por termos aqui a maior presença de marcas europeias. No entanto, a edição de 2023 desta feira terá a brasileira Marcopolo também como protagonista, que mostrará a sua sinergia global.

O evento da indústria de ônibus reúne fabricantes, fornecedores e operadores de transportes e acontecerá entre os dias 7 e 12 de outubro, em Bruxelas, na Bélgica.

A Marcopolo ocupará um estande de 500 m², no qual apresentará dois projetos inovadores: o Marcopolo G8, a nova geração de ônibus rodoviários da empresa, e um modelo movido a célula de hidrogênio.

O objetivo é destacar os avanços da companhia no setor de mobilidade, enfatizando a combinação do renomado design brasileiro com tecnologia global. Tais características são o resultado da experiência adquirida ao longo dos anos em países como África do Sul, Argentina, Austrália, China, Colômbia, México e, claro, no Brasil.

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Receita de R$ 3 bilhões no primeiro semestre

“Andar de mãos dadas com a Busworld Europa é fundamental para nós, pois nos permite mostrar nossas soluções de mobilidade mais avançadas para o transporte de passageiros, ao mesmo tempo em que fortalecemos nossos relacionamentos com clientes e parceiros de todo o mundo, que tradicionalmente visitam a feira”, comenta André Armaganijan, CEO da Marcopolo.

Além de sua ampla experiência de mercado ao longo de 74 anos de atuação, sendo mais de 60 anos com presença internacional em mais de cem países, certamente, a Marcopolo continua investindo constantemente em inovação, tecnologia e otimização da gestão fabril e de engenharia em todas as suas plantas.

Os números consolidam a força da empresa: no primeiro semestre de 2023, a Marcopolo registrou uma receita líquida consolidada de R$ 3 bilhões, um aumento notável de 43,3% em relação ao mesmo período do ano anterior. Desse total, R$ 378,4 milhões vieram de exportações a partir do Brasil e R$ 770,3 milhões das operações internacionais da empresa. Sem dúvida, nos primeiros seis meses de 2023, foram faturadas 1.105 unidades no exterior, um crescimento significativo de 16,1% em comparação com o ano anterior.

Parceria com empresas chinesas

Para reforçar ainda mais seu compromisso com a qualidade e a sofisticação, a Marcopolo apresentará pela primeira vez na Europa o modelo rodoviário Double Decker Marcopolo Geração 8, um grande sucesso de vendas em 2022 no Brasil e no exterior, com mais de mil unidades comercializadas em apenas dois anos desde seu lançamento.

Outro destaque é o veículo movido a célula de hidrogênio, que foi desenvolvido com base na carroceria do ônibus modelo Audace 1050, produzido na unidade da China. A tecnologia das células de combustível, incluindo as membranas e o acionamento Fuel Cell, é fornecida pela Sinosynergy, enquanto a Allenbus é responsável pelo chassi de célula de combustível do veículo.

O Audace movido a hidrogênio tem PBT de 19 mil kg, capacidade para transportar 53 passageiros e autonomia de até 600 quilômetros. Bem como, motor Danfos, síncrono de ímã permanente, com potência nominal de 143 kw (pico de 235 kw) e torque nominal/pico de 495/720 Nm, duas baterias Fuel Cell Sinosynergy G80-001, de 160 kw, quatro tanques de Hidrogênio do tipo 4, de 700 bar, e sistema de refrigeração a água, com quatro packs de bateria de armazenamento CATL, LiFeO (Lítio Ferro).

Experiência na transição energética

“A demanda por veículos sustentáveis e movidos a combustíveis renováveis já é uma realidade nos principais mercados do mundo. Dessa forma, conduzimos projetos de desenvolvimento de veículos movidos a célula de hidrogênio em diferentes países do mundo, com solução desenvolvida no Brasil, além de modelos produzidos com parceiros asiáticos e na Austrália, além de fornecermos mais de 700 modelos híbridos e elétricos, com chassis de parceiros, que estão em operação em países como México, Costa Rica, Colômbia, Austrália, China, Chile e Argentina”, enfatiza Armaganijan.

O portfólio da Marcopolo é abrangente e inclui modelos urbanos, micro-ônibus, veículos da marca Volare e rodoviários. Assim como soluções em eletromobilidade, como o ônibus 100% elétrico Attivi Integral. Este modelo possui chassi próprio e já está participando de um programa de demonstrações em diversas cidades brasileiras. Entre elas, São Paulo, Curitiba, Porto Alegre, Angra dos Reis, entre outras, além dos modelos híbridos.

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Parceiros e joint venture

A Marcopolo está expandindo seus negócios em todo o mundo. Eles têm se concentrado em parcerias, inovação e tecnologia. O objetivo deles é adaptar soluções de mobilidade às necessidades de seus clientes e dos mercados em que operam. Sua capacidade produtiva elevada, flexibilidade e a customização de produtos de acordo com as demandas locais e individuais dos clientes são fatores diferenciais.

Na América do Sul, a Marcopolo é líder no segmento e possui operações na Colômbia por meio da Superpolo. É uma joint-venture com o Grupo Fanalca, responsável pelo fornecimento de veículos para a renovação da frota do sistema BRT Transmilenio. Ademais, a região produziu 1.031 ônibus no último ano. Na Argentina, a fábrica da Metalsur, na Província de Santa Fé, produziu 642 unidades em 2022, entre urbanos e rodoviários.

Na América do Norte, a empresa mantém uma fábrica em Monterrey, no México, desde 2000. Eles produzem veículos pequenos, ônibus urbanos convencionais e rodoviários de curto, médio e longo alcance lá. Além disso, neste ano, a Marcopolo, em parceria com a Model 1, apresentou dois modelos de micro-ônibus para o mercado de fretamento norte-americano. São os Grand Executive e Grand Shuttle, os primeiros veículos desse porte produzidos na unidade de Monterrey.

Austrália, China e África do Sul

Na Austrália, a Marcopolo detém a marca Volgren, líder em ônibus para a Oceania, fornecendo cerca de 60% dos ônibus. Com sede em Melbourne e três fábricas, a Volgren registrou 325 unidades produzidas em 2022. Certamente, foi um aumento de 18,2% comparado a 2021, quando fabricou 275 unidades.

Na China, a Marcopolo chegou em 2001. Inicialmente, decerto, por um contrato de transferência de tecnologia para carrocerias de ônibus. A partir de 2005, expandiu-se com um escritório para desenvolver fornecedores, produzindo peças, componentes e carrocerias desmontadas, além de ônibus CKD para exportação. Isso abrange diversos países na Ásia, África e Oceania.

Por fim, a empresa MASA reforça a presença tradicional da Marcopolo no mercado da África do Sul. Neste caso, comparando o primeiro semestre de 2023 com o mesmo período do ano anterior, a operação registrou um aumento de 76,7%, totalizando 159 ônibus.

Renault E-Tech Trafic: o rival do Fiat e-Scudo para logística urbana

Renault E-Tech Trafic
O modelo conta com várias configurações e uma delas concorre diretamente com o Fiat e-Scudo

O Renault E-Tech Trafic é um modelo intermediário entre o Kangoo Z.E. e o Master Z.E. Este segmento tem crescido no Brasil em razão da sua versatilidade em centros urbanos e dominado pelas marcas do Grupo Stellantis, Fiat, Citroën e Peugeot.

No entanto, o portfólio da Renault ganha uma versão mais conectada com os tempos de logística sustentável. A nova geração 100% elétrica E-Tech Trafic acaba de ser lançada em alguns países, mas, ainda, sem previsão de chegada nos mercados da América do Sul. Os frotistas brasileiros contam apenas com dois modelos no segmento do Renault E-Tech Trafic: Fiat e-Scudo e Citroën Ë-Jumpy. Há o BYD eT3, porém, a capacidade de marca deste é quase a metade do Trafic e seus concorrentes diretos.

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AVALIAÇÃO DO ELÉTRICO CITROËN Ë-JUMPY E OS DESAFIOS DA LOGÍSTICA SUSTENTÁVEL

Os modelos E-Tech são uma geração mais modernas do que os Z.E. e a transição ocorre gradualmente. No entanto, no Brasil, apenas o Kwid conta com uma versão E-Tech. O Renault Kangoo oferecido aqui ainda é o Z.E. e o Kangoo E-Tech foi lançado no primeiro semestre deste ano e deverá ser um lançamento futuro para os frotistas brasileiros.

Múltiplas configurações

O Renault Trucks E-Tech Trafic é especialmente projetado para a condução urbana. Com dimensões médias e maior capacidade de manobra, sua versão compacta pode ser facilmente manobrada em estacionamentos urbanos cobertos e em espaços de estacionamento convencionais. Dessa forma, o veículo está disponível em várias configurações, incluindo três versões de furgão (L1H1, L2H1, L2H2), duas versões de furgão cabine dupla (L1H1 e L2H1) e uma versão plataforma.

Renault E-Tech Trafic
Altura de 1,9 m é a vantagem para entregas dentro de estacionamentos

Em sua configuração de furgão, o Renault Trucks E-Tech Trafic oferece um volume de carga variando de 5,8 a 8,9 metros cúbicos e um comprimento de carga de até 4,15 metros. Assim, com altura interna de 1.898 mm na versão H2 permite que os profissionais permaneçam em pé na área de carga, facilitando o manuseio das mercadorias.

Motorização e autonomia

O veículo é equipado com um motor elétrico de 90 kW (120 cv) e tem uma capacidade de reboque de 920 kg. Sua bateria de 52 kWh proporciona uma autonomia impressionante de 297 km no ciclo combinado WLTP, com um consumo de energia elétrica de 18,7 kWh – um dos melhores valores do mercado. Além disso, ele suporta carregamento rápido (DC) de 15% a 80% em apenas 60 minutos.

Curiosidades sobre a Renault Trucks

O primeiro veículo Renault de carga, mais parecido com um furgão, foi lançado em 1900, e a marca, independentemente de quem são os acionistas, certamente, sempre teve desenvolvendo os próprios caminhões e para diversos segmentos.

Renault E-Tech Trafic
Primeiro veículo de carga Renault foi lançado em 1900

No entanto, como ocorreu com algumas marcas, a empresa foi dividida em duas: automóveis e veículos comerciais, como já ocorreu com a Volkswagen, Volvo, e Mercedes-Benz, para ficarmos em três exemplos. Assim, existem duas Renault no mundo. A Renault conhecida no Brasil que foi criada no dia 25 de fevereiro de 1899 por Louis Renault, um industrial francês. E existe a Renault Trucks.

Renault E-Tech Trafic
Em poucos anos, a Renault aumenta o portfólio de caminhões

A divisão de veículos de carga foi comprada pelo Grupo Volvo em 2001. Ademais, a Renault Trucks tem presença em 32 países da Europa, incluindo o leste europeu. Na África, está em 48 países da África, 4 da Ásia e 12 do Oriente Médio. Na América do Sul e Central, a marca conta com presença em 18 países, nos vizinhos Argentina e Uruguai. Por alguma estratégia do Grupo Volvo, a marca não está presente no Brasil.

Os modelos Renault Trafic e Master (apenas nas configurações de cargas) são comercializados pelas duas Renault nos países que ambas estão presente. Por fim, no Brasil, os veículos de carga leves são comercializados pela Renault de Louis Renault.

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Veículo diesel parado: saiba como evitar problemas

veículo diesel parado
Os caminhões usados e seminovos à venda devem seguir esses cuidados, como a Volvo faz com o estoque dela

Seu veículo diesel parado por uns dias por gerar dores de cabeça e danos na conta bancária. Lógico que ninguém quer a sua ferramenta. Mas, por qualquer razão, como os caminhões usados e seminovos em estoque e a espera de um comprador, o veículo ficou ou precisa ficar parado, não importa! As dicas deste artigo serão úteis para cuidar do seu patrimônio para os dias parados e para quando voltar ao trabalho.

Dê uma volta com o veículo em um percurso razoável, acima de 15 km ou 20 minutos, a cada período de 15 dias. Essa prática é essencial para manter todas as peças móveis do seu veículo bem lubrificadas, incluindo as internas do motor, caixa de marchas, transmissões, rodas e outros componentes. Além disso, ela contribui para movimentar todo o sistema de arrefecimento, garantindo o bom funcionamento do veículo e prolongando sua vida útil.

Óleo lubrificante

Após uma semana de inatividade, o óleo lubrificante escorre quase completamente para a parte inferior do motor, conhecida como cárter, o que pode resultar em um considerável desgaste das peças metálicas no momento da partida. Portanto, é crucial utilizar o óleo recomendado pelo fabricante, uma vez que ele possui uma melhor aderência às paredes e componentes do motor. Além disso, ao dar partida, aguarde um curto período antes de retirar o veículo da imobilidade. Essas medidas ajudam a preservar o motor e a garantir seu desempenho a longo prazo.

Os pneus também se beneficiarão com essas medidas. Neste caso, é aconselhável mudar a posição do seu veículo a cada dez dias para evitar que a cinta metálica, parte integrante da estrutura do pneu, sofra deformações permanentes. Tais deformações podem comprometer a segurança, resultando em desbalanceamento da roda (manifestado por trepidação do volante em altas velocidades) e produção de ruídos indesejados. Embora os pneus possam ser calibrados com uma pressão 20% acima do valor recomendado pelo manual durante o período de inatividade, é fundamental recalibrá-los para o nível recomendado quando retomar a rodagem.

Parceria:

Mercado Livre
Afiliado

Combustível diesel

Mantenha o tanque de combustível cheio para reduzir a formação de condensação de água no tanque, que pode contaminar o diesel e causar corrosão. Além disso, o diesel pode oxidar com o tempo e formar borras que entopem os filtros e injetores.

As regulamentações que entraram em vigor desde 2012 (todas as faces do Proconve desde a L6/P7) alteraram a composição do diesel para reduzir a emissão de poluentes, conhecido como S10. Essas alterações, entretanto, incluem o aumento do percentual (ou proporção) do biodiesel e a redução do teor de enxofre. Essas mudanças propiciam a degradação do diesel e a proliferação de microrganismos quando o combustível fica em condições estáticas por mais de 90 dias devido ao biodiesel no veículo diesel parado.

A alteração na propriedade do diesel pode afetar todo o sistema de combustível, principalmente os bicos injetores. As falhas mais comuns que ocorrem são: água contaminando o diesel, corrosão, oxidação e o aparecimento de borras. Bactérias, fungos e leveduras que se alimentam deste combustível são responsáveis pela formação dessas borras.

Veiculo parado diesel
A Petrobras desenvolveu um novo biodiesel chamado de R5 que gera menos problemas. Ele está sendo usado pela Volvo em sua fábrica, mas ainda não está liberado para postos de combustível

Saiba mais:

VOLVO ADOTA O DIESEL R5, COMBUSTÍVEL MENOS POLUENTE DO QUE O BIODIESEL

As bactérias no biodiesel

Para evitar possíveis falhas no sistema de injeção de combustível de motores a diesel (aplicável a todos os tipos de motores a diesel de qualquer fabricante) devido à imprevisibilidade do início de operação do veículo, recomendamos aplicar um bactericida na proporção de 0,1% do volume de diesel contido no tanque de combustível. Isso se deve à degradação natural do combustível em um período de até 90 dias. Se o veículo permanecer inoperante, é necessário substituir completamente o combustível a cada 90 dias e reaplicar o aditivo bactericida na proporção indicada pelo fabricante.

Se houver a necessidade de reabastecer veículos em sua empresa, é importante aplicar novamente o aditivo bactericida na proporção especificada pelo fabricante ou na carta mencionada anteriormente. Os fabricantes sempre recomendam o uso de combustível Diesel – S10 de alta qualidade.

Após aplicar o fluido, você deve deixar o motor ligado por cerca de 3 minutos para assegurar a mistura no diesel e a completa lubrificação do sistema de combustível. Recomendamos repetir esse procedimento a cada 60.000 km ou a cada 6 meses, o que ocorrer primeiro. No entanto, é importante observar que essa recomendação pode variar conforme o fabricante do motor, portanto, é crucial seguir as instruções estipuladas no manual do proprietário.

Aqui estão algumas dicas adicionais:

– Se o veículo ficar parado por um período prolongado, o proprietário deve tomar medidas preventivas. Primeiramente, é recomendável realizar uma limpeza completa do veículo, incluindo a higienização do sistema de climatização, que implica a substituição do filtro de cabine.

– Se possível, proteja o veículo da umidade e do sol. Caso haja disponibilidade, armazene o veículo em um local coberto, seco e bem ventilado. Se for um veículo comercial compacto, utilize uma capa impermeável para proteger a pintura e as partes metálicas da corrosão.

– Se o veículo estiver estacionado ao sol, lembre-se de remover todos os objetos do interior e abaixar o para-sol. Da mesma forma, é importante que você abra as entradas de ventilação para manter o interior ventilado e em boas condições.

– Mantenha as hastes dos limpadores do para-brisa levantadas, pois as palhetas em contato contínuo com o vidro podem ressecar e deformar, perdendo sua eficácia de limpeza.

– A bateria do veículo diesel parado é o componente que mais sofre com a falta de uso. Isso porque os veículos continuam consumindo energia mesmo quando estão parados. Entre eles, sistemas de segurança (alarme), LEDs de alerta e sistemas eletrônicos, que permanecem em modo de espera. Verifique a tensão da bateria a cada três semanas e, se estiver baixa, carregue-a conforme as instruções do manual do proprietário.

– Para a manutenção de itens mais complexos, profissionais especializados são fundamentais. Nesse sentido, o proprietário pode agendar uma verificação em uma oficina da rede de concessionárias do fabricante.

Leia a edição 41 da Revista Frota News:

Com 37 anos de experiência, o projeto Frota News se destaca como uma fonte inovadora de notícias e tendências no setor automotivo de veículos comerciais, transporte e logística.

Especial Especial um ano do Frota News
Edição Comemorativa de 1 ano

A edição comemorativa de um ano da plataforma traz um olhar aprofundado sobre os avanços significativos na indústria, como a descarbonização e a economia circular, que estão remodelando o futuro do transporte. Investimentos estratégicos em caminhões e ônibus elétricos refletem o compromisso com a sustentabilidade, enquanto a crescente participação das mulheres no setor logístico indica uma mudança positiva rumo à inclusão e diversidade.

A edição 41 da revista Frota News é uma leitura essencial para aqueles que buscam entender as dinâmicas atuais e futuras do mercado.

– Uma última dica: é possível aliviar o peso da van sobre a suspensão utilizando cavaletes. Para mais dicas como esta, nos siga no LinkedIn!

Prêmio Top Truck TV 2023: os destaques da indústria de caminhões

Top Truck TV 2023
Quem vai receber estes troféus em 2023?

O Prêmio Top Car TV, e suas variantes Prêmio Top Truck TV 2023 e Top Moto TV, celebra 22 anos de história em 2023 como referência na premiação da indústria automotiva. Desde sua criação, o evento se consolidou como a principal laureamento da imprensa nacional especializada em veículos, tanto na televisão como na mídia eletrônica.

Os jurados, selecionados criteriosamente pelo Comitê Gestor sob a presidência do renomado jornalista Paulo Brandão, enfrentarão o desafio de eleger os vencedores do 22º Prêmio Top Car TV, do 8º Prêmio Top Truck TV e do 6º Prêmio Top Moto TV. Além disso, eles também participarão do 9º Fórum Top Car TV.

Top Truck TV 2023
Paulo Brandão, jornalista presidente do Comitê Gestor da premiação

O Fórum acontecerá pela manhã, e à noite, ocorrerá a emocionante festa de entrega dos prêmios. Ambos os eventos estão programados para o dia 11 de dezembro, em São Paulo (SP), com o local a ser anunciado em breve.

Um total de 50 jurados compõe os painéis de avaliação dos Prêmios Top Car TV 2023, Top Truck TV 2023 e Top Moto TV 2023. O júri do Prêmio Top Car TV 2023, por exemplo, é formado por 38 especialistas, responsáveis por escolher os melhores em 13 categorias.

Categorias do Top Truck TV

No caso do Prêmio Top Truck TV 2023, 13 jurados, entre eles o jornalista Marcos Villela, serão encarregados de eleger os vencedores em 5 categorias, enquanto o Prêmio Top Moto TV 2023 contará com 7 jurados para escolher os melhores em 2 categorias distintas.

  1. Melhor Performance Empresarial (Melhor Fabricante de Caminhões);
  2. Melhor Veículo de Carga CNH categoria B (PBT até 3.500 kg);
  3. Melhor Caminhão Urbano: Semileve (PBT de 3,5 a 6 toneladas), Leve (PBT de 6 a 10 toneladas) e Médio (PBT de 10 a 15 toneladas);
  4. Melhor Caminhão Médio (PBT de 10 a 15 toneladas) ou Semipesado (rígido ou cavalo mecânico, com PBT acima de 15 toneladas, CMT de até 45 toneladas e PBTC de até 40 toneladas); e
  5. Melhor Caminhão Pesado (rígido ou cavalo mecânico, com CMT acima de 45 toneladas e PBTC acima de 40 toneladas).

* PBT: Peso Bruto Total | PBTC: Peso Bruto Total Combinado | CMT: Capacidade Máxima de Tração

Top Truck TV 2023
Top Truck TV: equipe de comunicação da Mercedes-Benz, maior vencedora da edição de 2022

Neste ano, a organização concederá a honra de “Homenageado do Ano” à Volkswagen do Brasil, que celebra seus 70 anos de atuação no mercado automotivo.

Tradição e credibilidade

O Prêmio Top Car TV teve seu início como a principal premiação da televisão nacional voltada para o segmento automotivo. Desde sua criação em 2002, e com a participação constante dos principais jornalistas especializados do setor, o prêmio conquistou imediatamente a confiança e o reconhecimento dos executivos das montadoras e importadoras de veículos no Brasil, bem como dos profissionais de Comunicação e Marketing dessas empresas.

Apesar da multiplicidade de programas de TV, rádio, podcasts e sites dedicados ao setor automobilístico no país, a organização selecionou apenas 50 profissionais para participar das decisões nas três categorias do Top Car 2023. Essa seleção se deve à presença constante desses profissionais nos eventos das grandes montadoras e importadoras. Ademais ao foco em temas jornalísticos relevantes e à longa trajetória de seus trabalhos nas emissoras e portais onde divulgam suas informações, além do reconhecimento alcançado no setor.

Paulo Brandão, presidente do Comitê Gestor da premiação, destacou: “acredito que estamos melhorando e acrescentando valor a cada ano para o Prêmio Top Car TV. Assim, a receptividade dos jornalistas convidados e dos executivos de montadoras me dão a grata satisfação de um trabalho bem feito. E o prêmio deste ano surpreenderá ainda mais.”

Enfim, no dia 13 de setembro de 2023, a organização anunciou os 50 profissionais que comporão os júris do 22º Prêmio Top Car TV, do 8º Prêmio Top Truck TV e do 6º Prêmio Top Moto TV.

Na categoria de caminhões, além do editor do Frota News, Marcos Villela, como jurado para eleger os vencedores nas cinco categorias do Prêmio Truck TV, o júri conta com os jornalistas Andrea Ramos (Estradão), Augusto Correia (TV Auto), Carol Vilanova (Frete Urbano), Décio Costa (Autoindústria), João Geraldo (O Carreteiro), Leo Doca (Transporta Brasil), Paula Lopes (Pé Na Estrada), Zeneto Furtado (Tá Valendo), além de Paulo Brandão (TV Auto Band Norte/Nordeste/Centro-Oeste e rádio Auto na Band News FM), Pedro Kutney (Autodata), Tarcisio Dias (Mecânico Online) e, por fim, Victor Pinto (Auto Destaque).

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Perspectivas positivas com implemento rodoviário com 4º eixo

Perspectivas positivas com implemento rodoviário com 4º eixo

4º eixo
Implemento caçamba com 4º eixo com diferentes tamanhos de caixas

A ANFIR (Associação Nacional dos Fabricantes de Implementos Rodoviários) anunciou uma revisão otimista em suas previsões para o desempenho do setor em 2023. A entidade acredita que este ano poderá registrar o emplacamento de 145 mil produtos, superando a estimativa anterior de 135 mil unidades.

José Carlos Spricigo, presidente da ANFIR, destaca que a redução na taxa de juros e a crescente demanda por produtos pesados com 4º eixo têm o potencial de influenciar positivamente o mercado em 2023.

4º eixo
A Noma do Brasil de caçamba com 4º eixo com diferentes tamanho de caixas, cores e tecnologias de segurança

O segmento de reboques e semirreboques é apontado como o grande responsável pelo crescimento acima da previsão inicial. A estimativa agora é de 85 mil produtos entregues, em comparação com os 75 mil previstos anteriormente.

O presidente da ANFIR também se mostrou otimista em relação ao recente resultado do PIB (Produto Interno Bruto). Foi registrado uma variação positiva de 0,9% no segundo trimestre, de acordo com dados do IBGE. Dessa forma, ele considera esse avanço um sinal de recuperação econômica, embora ressalte que a consolidação desse crescimento ainda requer atenção.

Sobre os investimentos anunciados pelo governo federal para o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), a ANFIR prevê que seus reflexos no setor só serão realmente sentidos em 2024. Ele explica que o processo de licitações e implementação do PAC naturalmente requer tempo, e as pessoas devem perceber os efeitos no próximo ano.

O PAC está programado para injetar investimentos da ordem de R$ 1,7 trilhão em todos os estados brasileiros, representando uma perspectiva promissora para o setor de implementos rodoviários no médio prazo.

Com uma conjunção de fatores favoráveis e um ambiente de crescimento econômico, certamente, o setor de implementos rodoviários vislumbra um horizonte otimista para o restante de 2023. E nos anos seguintes, à medida que revisamos as previsões para cima e os investimentos públicos se aproximam.

Implemento com 4º Eixo

O modelo basculante será um dos mais demandados pelo setor de construção civil e infraestrutura, entre outros. Como exemplos, temos o modelo da Noma do Brasil, que traz diversas tecnologias modernas, principalmente, para segurança.

Quem explica mais sobre o modelo é o presidente da Noma do Brasil, Marcos Noma. Este semirreboque basculante possui uma caixa de carga de 45 m³ feita de aço de alta resistência, que garante a durabilidade e a segurança da carga. Além da caixa de 45 m³, há a opção de caixa de 55 m³.

Considerando um cavalo mecânico 6×2 com peso em ordem de marcha de 8.800 kg, o conjunto pode transportar uma carga líquida de 39.500 kg. Isso dentro do limite do PBTC de 58.500 kg.

O semirreboque conta com caixa de ferramentas, reservatório de água, cobertura, porta estepe para dois pneus. A suspensão é mista de três eixos mais um eixo, 17 rodas em aço, pé de apoio mecânico. Para a maior segurança, o implemento conta com protetor lateral, sistema de freio a tambor com ABS, sistema elétrico com lanternas 100% LED e suspensor pneumático no primeiro e segundo eixo. A tampa traseira tem abertura basculante, facilitando o descarregamento dos grãos.

Além disso, é possível configurar o implemento com inclinômetro e revestimento antiaderente na parte frontal da caixa, o que facilita o escoamento da carga.

Por fim, além do basculante, a Noma do Brasil conta com modelos de implemento rodoviário com 4º para outros setores, como florestal, graneleiro, tanque e sider.

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Combustíveis alternativos: FPT apresenta testes com o seu motor dual-fuel

combustíveis alternativos
Motor N67 é a proposta da FPT Industrial para combustíveis alternativos

A tendência do crescimento das frotas com veículos elétricos é inevitável. No entanto, para economias como a brasileira, os custos e os desafios da infraestrutura de recarga das baterias ainda vão precisar anos para serem superados. Por outro lado, surgem diversas alternativas para melhorar a eficiência dos motores a combustão utilizando fontes de energias mais limpas. Um desses motores foi apresentado pela FPT Industrial no 20º Fórum SAE Brasil da Mobilidade, realizado recentemente em Curitiba (PR).

A FPT Industrial, marca do Grupo Iveco, compartilhou sua visão disruptiva sobre o desenvolvimento de combustíveis alternativos e sua aplicação na mobilidade sustentável.

A empresa, em parceria com a Universidade Federal de Itajubá (UNIFEI), revelou os resultados promissores do projeto do motor conceito N67 Dual-Fuel, projetado especialmente para aplicações agrícolas.

No entanto, nada impede que a mesma tecnologia seja aplicada em motores para veículos comerciais como caminhões e ônibus.

Combustíveis “By Brazil”

O motor N67 Dual-Fuel é um exemplo projetado para operar com biocombustíveis associados ao diesel, alinhados com a matriz energética brasileira.

O projeto foi apresentado no painel intitulado “Combustíveis atuais e alternativos como solução para uma mobilidade sustentável”.

O motor da Série NEF passou por rigorosos testes em configurações off-road para tratores agrícolas. Durante esses testes, diversos biocombustíveis, como HVO, diesel de cana-de-açúcar, hidrogênio, gás natural, biogás e etanol, foram combinados ao diesel tradicional para avaliar sua eficiência e redução de emissões.

Alexandre Xavier, diretor de Engenharia da FPT Industrial, explicou: “a combustão dual-fuel é uma tecnologia promissora para aumentar a eficiência global de motores diesel. Os benefícios são alcançados por meio das diferentes reatividades dos combustíveis ou reduzindo as emissões de CO₂, substituindo parcialmente um combustível fóssil por um renovável.”

Xavier também ressaltou que o projeto demonstra a competitividade do Brasil no campo da bioenergia, aproveitando as vantagens do uso de gás natural e biocombustíveis. Além disso, fortalece o compromisso da FPT Industrial com a engenharia local e oferece uma solução robusta para as necessidades dos consumidores latino-americanos.

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Laboratório para H2

A parceria da FPT Industrial com a UNIFEI é parte do Programa Rota 2030, contribuindo significativamente para a pesquisa e inovação.

Segundo o coordenador geral do projeto, prof. Dr. Christian Coronado, essa colaboração, certamente, acelerou o desenvolvimento acadêmico.

A UNIFEI planeja inaugurar em breve um novo centro de produção de H2 verde em sua sede em Itajubá (MG). Decerto, resultado direto dos investimentos e recursos disponibilizados pela parceria.

“A parceria com a FPT Industrial, por fim, foi fundamental para obtermos investimentos para um novo laboratório. Ademais, permitiu a formação de alunos, em bolsas de pesquisa e bolsas de estudo de incentivo à inovação”, destacou Coronado.

Eletrificação de caminhões e ônibus: Brasil vs. Europa

Eletrificação
Eletrificação - FM Electric será o primeiro da Volvo no Brasil

Com um certo atraso, o transporte no Brasil de deste é a Europa de alguns anos atrás. Basta observar as nossas legislações, como o atual Proconve P8 mais conhecido como Euro 6, entre outras, e os nossos modelos de caminhões e veículos utilitários. Então, é sempre interessante entendermos um pouco sobre o que está ocorrendo no Velho Continente para sabermos como será o Brasil em alguns anos.

Lógico que, no quesito transição energética, o Brasil conta com potenciais nos dado pela Natureza que os europeus não possuem. Portanto, a eletrificação da frota de veículos comerciais brasileira não precisa ser como ocorre no momento na Europa. Temos alternativas mais viáveis de bioenergias. Porém, é inegável que as frotas de caminhões e ônibus elétricos estão crescendo exponencialmente, e a tendência é continuar crescendo.

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Meta europeia x meta brasileira

A meta europeia é de zero emissões líquidas até 2050. As novas regras propostas pela Comissão Europeia visam reduzir drasticamente as emissões de CO₂ dos veículos comerciais, incluindo caminhões e ônibus, e promover uma mobilidade hipocarbônica.

No Brasil, metas e objetivos são relativos. Lembra da fase P6 (Euro 4) do Proconve, que começaria em 2009, mas não conseguiu atingir os limites estabelecidos devido à indisponibilidade do diesel S10? Com exceção dos casos que haja intervenção do Ministério Público Federal, como ocorreu na fase P6 punindo todos os envolvidos, fazendo as fases seguintes serem seguidas rigorosamente, as metas e objetivos podem ser alterados com uma canetada.

Uma das metas mais ambiciosas da Comissão Europeia é a redução de 90% nas emissões de CO₂ dos veículos comerciais até 2040. Além disso, a comissão propõe que todos os novos ônibus urbanos tenham emissões zero até 2030. Essas metas, alinhadas com o compromisso de tornar a Europa neutra em termos climáticos até 2050, são cruciais para enfrentar o desafio das mudanças climáticas.

Sobre o Brasil, não encontramos metas específicas para veículos comerciais, mas há envolvendo todas as fontes de emissões, ou seja, transporte, agronegócio, indústria etc.

O Brasil, o sétimo maior poluidor de gases de efeito estufa do mundo, comprometeu-se no Acordo de Paris a reduzir suas emissões em 37% até 2025 em relação aos níveis de 2005, reduzindo o desmatamento e aumentando a participação de fontes renováveis em sua matriz energética. Além disso, indicou uma “redução pretendida” de 43% até 2030. E até 2050?

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A frota europeia

A Europa tem uma maior dependência do caminhão do que o Brasil. Aqui, enquanto o percentual do transporte sobre rodas é de cerca de 60%, lá são a 80%. Os caminhões desempenham um papel fundamental na cadeia logística europeia, fornecendo mercadorias para navios e aeronaves que dependem deles como fornecedores. A flexibilidade desses veículos na rota e planejamento é inevitável.

Os ônibus urbanos também são parte integrante do transporte de passageiros na Europa, com mais de 82.932 em circulação na Alemanha apenas. Conforme a Associação Federal de Operadores de Ônibus Alemães, esses veículos desempenham um papel crucial no transporte público local.

No entanto, cerca de 8,1 milhões de caminhões e ônibus na Europa são responsáveis por aproximadamente um terço das emissões de CO₂ no tráfego rodoviário. Para abordar essa questão, a Comissão Europeia propôs limites de CO₂ mais rigorosos para esses veículos. A proposta inclui também uma extensão do regulamento atual para caminhões com peso igual ou superior a cinco toneladas, bem como para ônibus urbanos.

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Infraestrutura de carregamento

Apesar das ambições, as novas regras enfrentam críticas de várias partes, incluindo a Associação Europeia dos Fabricantes de Automóveis (ACEA) e a Associação Alemã da Indústria Automotiva (VDA).

Ambas expressaram preocupações sobre a falta de coordenação entre as novas normas de emissões e a infraestrutura de carregamento insuficiente para veículos elétricos. A falta de estações de carregamento adaptadas às necessidades dos caminhões representa um desafio significativo para a implementação bem-sucedida das metas.

Embora a infraestrutura de carregamento ainda seja limitada na Europa, a utilização de caminhões e ônibus elétricos está em ascensão globalmente. A Alemanha, por exemplo, está promovendo ativamente a mobilidade elétrica, oferecendo incentivos para a compra e uso de veículos elétricos.

Atualmente, 1.617 ônibus elétricos circulam na Alemanha, com planos de aquisição significativos em cidades como Berlim e Hamburgo.

Condições necessárias

Para tornar a eletrificação do transporte rodoviário de mercadorias um sucesso, o Grupo TRATON, controlador das fabricantes MAN Truck & Bus, Navistar, Scania e Volkswagen Caminhões e Ônibus (VWCO), acredita que algumas medidas cruciais precisam ser implementadas rapidamente.

Isso inclui garantir o acesso à eletricidade verde e infraestrutura de carregamento de alta capacidade. Assim como, estabelecer a paridade de preços entre veículos elétricos e movidos a combustíveis fósseis. Bem como, implementar medidas eficientes de precificação de carbono, rever o Regulamento Infraestrutura para Combustíveis Alternativos (AFIR) e sincronizar as novas normas de emissões Euro 7 com as regulamentações de CO₂.

No Brasil, a VWCO foi pioneira no desenvolvido e produção do primeiro caminhão brasileiro 100% elétrico, o VW e-Delivery. A Volvo já está em fase final para lançar o caminhão FM Electric, já em teste em alguns transportadores e embarcadores brasileiros.

No segmento de ônibus, a VW trabalha no desenvolvimento do modelo elétrico da marca. Ao mesmo tempo, a Mercedes-Benz, Volvo, Eletra, Marcopolo, BYD e Higer já estão com os seus respectivos ônibus elétricos em produção e testes por algumas cidades brasileiras.

Com tudo isso, conclui-se que, há uma corrida para a produção e eletrificação de uma parte da frota de caminhões e ônibus no Brasil.

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