Comunicação, influência e credibilidade: o movimento silencioso que está redesenhando o setor de transporte

comunicação
Imagem ilustrativa

As trocas de agências nas montadoras e empresas de logística revelam uma transformação muito maior do que o mercado imagina

Enquanto o mercado acompanha lançamentos de caminhões, avanços em eletrificação, conectividade e inteligência artificial, uma transformação igualmente importante acontece longe dos estandes, dos eventos e das coletivas de imprensa. Ela acontece nos bastidores.

Nos últimos anos, fabricantes de veículos comerciais, empresas de logística e grandes fornecedores do transporte passaram a revisar suas estratégias de comunicação. Agências deixaram contas históricas, novas empresas assumiram a gestão de marcas globais e um novo modelo de relacionamento com a imprensa, influenciadores e stakeholders começou a ganhar força. À primeira vista, trata-se apenas de uma movimentação natural do mercado. Mas não é. Está longe disto e estamos diante de uma mudança estrutural.

O caso da DHL é um exemplo interessante. Em 2022, a CDI Comunicação assumiu a operação de relações públicas da DHL Express no Brasil, reforçando uma estratégia voltada para fortalecimento institucional e ampliação da presença da marca junto aos seus públicos de interesse.

Recentemente, a DHL Express passa a ser atendida pela RPMA Comunicação. O mesmo ocorre na área de publicidade, com a troca de agências pela Mercedes-Benz Cars & Vans que, em 2025, escolheu a Omnicom Media Group Brasil (OMG) para cuidar apoiar o seu marketing e comunicação. Na área de pesados, a BETC Havas assumiu a publicidade da Mercedes-Benz Caminhões e Ônibus.

No setor automotivo e de transporte, movimentos semelhantes vêm acontecendo. A DAF Caminhões Brasil, por exemplo, teve ao longo dos últimos anos diferentes estruturas de comunicação e relacionamento com a imprensa, incluindo operações conduzidas por agências como a CDI Comunicação e a 4TRUST Comunicação Estratégica, refletindo momentos distintos da estratégia corporativa da marca.

Mas a pergunta não é quem ganhou ou perdeu uma conta. Ambas exercem um papel de impacto e notoriedade em nosso seguimento. A pergunta pode ser: por que essas mudanças estão acontecendo? A resposta está no próprio mercado.

As montadoras não comunicam mais apenas produtos. Elas precisam comunicar inovação, descarbonização, ESG, transformação digital, inteligência artificial, conectividade, experiência do cliente e novas formas de mobilidade. Em outras palavras, elas precisam construir narrativas.

E isso exige um modelo de comunicação mais sofisticado do que aquele adotado há dez anos

A relevância da comunicação em períodos de transformação não fica apenas na percepção do mercado. Em artigo publicado pela Harvard Business Review, em novembro de 2023, os pesquisadores Frances X. Frei e Anne Morriss defenderam que organizações em processo de mudança dependem da construção de narrativas claras e consistentes para mobilizar colaboradores, clientes, parceiros e stakeholders.

Segundo os autores, comunicar a transformação deixou de ser uma atividade de suporte para se tornar parte fundamental da própria estratégia empresarial. Outra linha de pesquisa amplamente utilizada em gestão mostra que a comunicação é um dos fatores mais relevantes para o sucesso de processos de mudança organizacional, influenciando diretamente percepção, confiança e engajamento dos públicos envolvidos.

O ponto destacado pelos autores é que grandes transformações organizacionais raramente fracassam por questões técnicas ou estratégicas; elas falham, muitas vezes, porque as lideranças não conseguem construir uma narrativa clara sobre por que a mudança é necessária, o que precisa ser transformado, como a organização pretende alcançar o novo cenário e qual será o papel das pessoas ao longo dessa jornada.

É exatamente esse movimento que observamos hoje nas montadoras e nas empresas de logística, que se ajustam às novas exigências de um mercado global em rápida evolução. No entanto, há um aspecto que merece atenção especial: em meio a essa adaptação, nem sempre fica claro se todos os elementos essenciais da narrativa — especialmente o alinhamento entre propósito, estratégia e pessoas — estão recebendo o cuidado e a profundidade que o momento exige.

No centro dessa transformação, surge uma pergunta inevitável: a imprensa especializada continua recebendo a relevância estratégica que sempre teve? O avanço dos influenciadores digitais abriu novas possibilidades para as marcas, trazendo alcance, engajamento e visibilidade para o centro dos planejamentos de comunicação — e isso é legítimo. Mas é jornalismo?

O problema aparece quando alcance começa a ser confundido com credibilidade. O setor de transporte possui dinâmicas muito diferentes das encontradas em mercados de consumo. Nenhum gestor de frota investe milhões de reais porque viu um vídeo de poucos segundos nas redes sociais. Nenhuma transportadora define sua estratégia operacional com base apenas em conteúdo de entretenimento. E nenhum grande lançamento técnico se sustenta sem análise especializada.

Imprensa especializada como essencial

É justamente por isso que a imprensa especializada permanece essencial. Ela traduz temas complexos, interpreta dados, contextualiza tecnologias e conecta fabricantes aos profissionais que realmente tomam decisões dentro do setor. Não se trata, portanto, de opor imprensa e influenciadores — essa disputa é falsa. Cada um cumpre um papel distinto. Influenciadores geram alcance; a imprensa especializada gera profundidade. Influenciadores ampliam a conversa; o jornalismo técnico constrói memória, contexto e credibilidade.

As mudanças observadas em empresas como DHL, DAF e em diversas outras organizações do setor não representam apenas uma troca de fornecedores. Representam uma mudança na forma como as empresas desejam contar suas histórias.

Como jornalista especializado, acompanhando diariamente as movimentações das montadoras, transportadoras, operadores logísticos e seus executivos, vejo que a comunicação do setor atravessa um dos momentos mais importantes da sua história. As tecnologias mudam, as agências evoluem, os formatos se transformam e novos protagonistas surgem a cada dia.

Mas existe um ativo que permanece insubstituível: a credibilidade. No transporte, confiança não se conquista por algoritmos, métricas de vaidade ou tendências passageiras. Ela é construída por meio de relacionamento, conhecimento técnico, transparência e informação qualificada.

As marcas que compreenderem esse equilíbrio entre inovação, influência e jornalismo especializado estarão mais preparadas para liderar as próximas décadas. Porque, no fim, não são apenas caminhões, soluções logísticas ou tecnologias que movem o mercado. São as histórias que conseguem gerar confiança em quem toma as decisões que realmente movimentam o transporte brasileiro.

➡️ Acompanhe nossas redes sociais: LinkedInTikTokInstagram e Facebook
➡️ Inscreva-se no canal do Videocast FrotaCast

Marcopolo será maior expositora da Lat.Bus com exposição de 33 veículos

Lat.Bus
Maior feira de ônibus das Américas: Lat.Bus 2026 promete recorde de público e negócios

Evento dobra de tamanho, amplia debates estratégicos
e reforça união da indústria nacional de ônibus

A Lat.Bus 2026 promete ser a maior edição da história. Reunindo as principais encarroçadoras do país — Busscar, Caio, Comil, Irizar, Marcopolo (Volare e Neobus) e Mascarello — o evento se consolida como o maior hub de negócios, tecnologia e mobilidade das Américas, fortalecendo o papel do Brasil como referência global na fabricação de ônibus. Entre os fabricantes de chassi, estão confirmados Iveco, Mercedes-Benz, Scania, Volkswagen e Volvo. A feria acontece entre os dias 11 e 13 de agosto no São Paulo Expo.

Ruben Bisi, presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Ônibus (Fabus), reforça a importância da indústria brasileira no cenário internacional e exportadora para mais de 140 países. O executivo ressalta que a feira também será palco para discussões sobre isonomia tributária e regulatória.

Segundo Bisi, muitos operadores seguram seus investimentos para conhecer os lançamentos da indústria apresentados no evento. Além disso, o evento ajuda a manter o ritmo de vendas em um momento de transição entre programas federais, como Refrota e Move Brasil

Estande de 3 mil m² organiza portfólio por segmentos e amplia experiência do visitante

A Marcopolo será a maior expositora da Lat.Bus, com uma área total superior a 5 mil m². A presença está distribuída em três áreas, com um estande principal de 3.000 m², espaço na marquise com cinco vagas (225 m²) e um pátio com mais de 1.800 m², dedicado à exposição de veículos rodoviários disponíveis para pronta-entrega.

A empresa apresentará 33 veículos — rodoviários, urbanos e micro-ônibus — com tecnologias de menor emissão, incluindo modelos elétricos, híbridos, a gás natural, biometano e versões Euro VI. Um dos focos é o programa Pronta-Entrega, que disponibiliza veículos rodoviários para aquisição imediata, reduzindo prazos e aumentando a previsibilidade operacional. Segundo Ricardo Portolan, diretor de Operações Comerciais Mercado Interno e Marketing, a iniciativa responde à demanda por mais agilidade e fortalece o relacionamento com os clientes.

Além da exposição, a Marcopolo investe em uma agenda de conteúdo, com painéis e palestras distribuídos em três trilhas — Inovações e Tecnologias, Futuro da Mobilidade e Pessoas — reunindo executivos e especialistas para discutir tendências do setor. A estratégia, segundo Adriana Angar, coordenadora de Marketing, reforça o papel da companhia como protagonista ao integrar inovação, relacionamento e soluções de negócio.

Descarbonização e matriz energética diversificada

A edição de 2026 reforça o protagonismo brasileiro na transição energética. Para Bisi, o país tem muito a apresentar ao mundo por não depender de uma única solução sustentável. A feira exibirá modelos elétricos, híbridos, movidos a biocombustíveis, biogás e biometano, além de tecnologias Euro 6 e HVO.

Marcelo Fontana, diretor da OTM Editora e organizador da Lat.Bus 2026, reforça que o evento mantém como prioridade a geração de negócios para toda a cadeia de mobilidade. Segundo ele, a feira aproxima todos os stakeholders do mercado de ônibus, criando um ambiente altamente favorável ao fechamento de grandes acordos comerciais.

A edição de 2026 também se destaca pelo crescimento expressivo em relação à feira de 2024. Serão 35 mil m² de pavilhões e 45 mil m² de área total de exposição, praticamente o dobro da edição anterior. Além disso, os grandes expositores ampliaram significativamente seus estandes, e o evento passa a contar com um perfil ainda mais diversificado de empresas participantes.

Entre as novidades, está a incorporação do Frotas Conectadas, evento da OTM Editora que chega à sua 11ª edição e passa a integrar oficialmente a Lat.Bus. O encontro reúne empresários, diretores e gestores especializados em tecnologia aplicada à gestão de frotas de caminhões e ônibus, fortalecendo ainda mais o caráter técnico e inovador da feira.

Conteúdo ampliado e debates estratégicos

A Lat.Bus 2026 terá um conteúdo ainda mais robusto, reunindo uma série de eventos tradicionais que ampliam o debate sobre mobilidade, tecnologia e gestão do transporte coletivo no Brasil e na América Latina. Entre eles estão o Seminário NTU, o Seminário Abrati, a Oficina de Tecnologia, o Fórum Nacional de Secretários de Mobilidade Urbana, o Fórum Paulista de Secretários de Transportes e o Fórum de Transporte Sustentável.

Além da programação já consolidada, diversas entidades representativas terão participação ativa nas discussões, reforçando a pluralidade de vozes e perspectivas presentes na feira. Entre elas estão Anfavea, Fabus, ANTP, Anttur, Fresp e UITP – Divisão América Latina.

Uma das novidades é a área dedicada à comercialização de ônibus seminovos, atendendo a uma demanda dos frotistas.
Fontana destaca que a feira atrai empresários de todos os segmentos — urbano, rodoviário, fretamento, turismo e operadores de diversos países latino-americanos — criando um ambiente ideal para compra e venda de veículos novos e usados.

Veja também:

Luminator vai lançar tecnologias inéditas para transporte público na Lat.Bus 2026

A Luminator Technology Group Brasil vai apresentar, na Lat.Bus 2026, uma nova geração de tecnologias globais para sistemas de informação ao passageiro, impulsionada pela inauguração de sua linha SMT (Surface Mount Technology) em Caxias do Sul — considerada a mais moderna da América Latina. Segundo Guilherme Demore, diretor da empresa, o investimento amplia a capacidade de produção com padrões internacionais de qualidade, confiabilidade e robustez, reforçando a estratégia de crescimento sustentável no Brasil e na América Latina.

Os novos equipamentos prometem elevar o nível de visualização e comunicação nos ônibus, oferecendo informações mais claras e imediatas aos passageiros. Rafael Rossi, gerente comercial da Luminator Brasil, destaca que as soluções também modernizam o design dos veículos e aumentam a eficiência operacional. A nova linha SMT reduz falhas manuais críticas e libera as equipes para atividades de maior valor agregado, garantindo processos mais precisos e alinhados às exigências globais da indústria eletrônica.

➡️ Acompanhe nossas redes sociais: LinkedInTikTokInstagram e Facebook
➡️ Inscreva-se no canal do Videocast FrotaCast

Novos ônibus Volvo 6×2 de 15 m da Eucatur prometem mais lucro e menor custo por assento

Eucatur
Volvo B420R 6x2 de 15 metros

Configuração inédita no país amplia capacidade para até 58 passageiros, reduz custo por assento e tem maior capacidade no bagageiro

A Eucatur inicia em junho a operação dos primeiros ônibus rodoviários 6×2 de 15 metros do Brasil, marcando um novo capítulo na busca por eficiência operacional no transporte de longa distância. Montados sobre chassis Volvo B420R, os cinco primeiros veículos chegam com a promessa de ampliar a capacidade de passageiros, reduzir custos por quilômetro.

A nova configuração permite transportar até 58 passageiros, número superior ao de modelos convencionais de 14 metros, sem comprometer conforto ou segurança, segundo a Volvo do Brasil. Em nota, Ricardo Seixas, diretor comercial de ônibus da Volvo, diz que a mudança redefine a relação entre RASK (receita por assento por km) e CASK (custo por assento por km). Acir Gurgacz, diretor-executivo da Eucatur, acrescenta que também aumenta a capacidade de carga por viagem.

Eixo traseiro direcional garante manobrabilidade

Eucatur
No detalhe, o terceiro eixo autodirecional

Para viabilizar o comprimento de 15 metros com apenas três eixos, os novos ônibus contam com eixo traseiro direcional, solução que preserva o raio de giro mesmo com entre-eixos maior. O recurso também contribui para ampliar em até 10% o volume do bagageiro, permitindo transportar mais malas e encomendas — uma fonte relevante de receita para empresas rodoviárias.

A Eucatur escolheu o Volvo B420R para estrear a nova configuração, sendo a potência de 420 cv a de entrada na categoria 6×2 do porftólfio da Volvo, que ainda conta com opções de 460 cv e 510 cv. O modelo integra a geração mais recente de chassis rodoviários da marca e traz motor Volvo D11K e transmissão I-Shift, derivados da plataforma dos caminhões Volvo FH, líderes de vendas no país.

Uppertruck mira expansão no Mercosul e aposta na Rota Bioceânica, destaca revista do Uruguai

A segurança ativa é um dos principais diferenciais dos novos ônibus da Eucatur

O modelo chega equipado com o Sistema de Segurança Ativa (SSA) da Volvo, um pacote avançado de tecnologias que amplia a proteção de passageiros, motoristas e demais usuários das rodovias. Entre os recursos presentes estão o aviso de colisão frontal com frenagem de emergência, que atua para evitar impactos iminentes, e o aviso de mudança de faixa, que auxilia o condutor a manter o trajeto correto durante longas viagens.

O SSA também incorpora o piloto automático adaptativo, capaz de ajustar automaticamente a velocidade conforme o fluxo do tráfego, além do Programa Eletrônico de Estabilidade (ESP), que reduz o risco de derrapagens e tombamentos. Complementam o pacote os alertas de ponto cego frontal e lateral, o detector de fadiga, que monitora sinais de cansaço do motorista, e o sistema de monitoramento de pressão dos pneus, essencial para manter a eficiência e a segurança operacional.

Outro destaque importante é o freio motor VEB+, que oferece 510 cv de potência de frenagem sem a necessidade de retarder. O sistema aumenta a capacidade de desaceleração do veículo, reduz o desgaste dos freios de serviço e contribui para uma condução mais segura em trechos de serra e longas descidas.

Continuidade da estratégia de inovação

A Eucatur já havia sido pioneira na adoção de ônibus de 15 metros na configuração 8×2 há quase uma década. Agora, com o 6×2 de 15 metros, a empresa reforça sua estratégia de eficiência econômica, mirando rotas de alta demanda e ampliando a capacidade de transporte de encomendas.

Com presença nacional, a Eucatur transporta mais de 300 mil passageiros por mês em rotas distribuídas por 13 estados e o Distrito Federal.

A tendência é que, se o desempenho operacional se confirmar, a configuração 6×2 de 15 metros ganhe espaço no mercado, influenciando outras operadoras e encarroçadoras.

➡️ Acompanhe nossas redes sociais: LinkedInTikTokInstagram e Facebook
➡️ Inscreva-se no canal do Videocast FrotaCast

Carrocerias leves puxam desempenho da indústria, enquanto pesados recuam e Move Brasil surge como alívio

carrocerias
Transporte de refrigerados

Carrocerias sobre chassi avançam em maio, mas Reboques e Semirreboques seguem em queda; programa Move Brasil promete impulsionar financiamentos e apoiar retomada do setor

A indústria de implementos rodoviários registrou em maio um novo avanço no segmento leve, enquanto o mercado de pesados manteve trajetória negativa. Segundo dados divulgados pela ANFIR, foram comercializadas 6.662 unidades de Carroceria sobre chassi, acima das 6.232 vendidas em abril e também superiores às 6.578 unidades de maio de 2025.

Para José Carlos Spricigo, presidente da ANFIR, começa uma curva positiva muito consistente e mostra que as operações logísticas urbanas seguem aquecidas e demandando novos equipamentos

No sentido oposto, o setor de Reboques e Semirreboques registrou queda: 5.148 unidades emplacadas em maio, contra 5.535 em abril e abaixo das 5.912 vendidas no mesmo mês do ano passado. Spricigo destaca que o mercado de pesados enfrenta desafios adicionais porque as vendas dependem de condições de financiamento mais robustas além de serem influenciados por fatores sazonais.

Move Brasil entra em operação e pode impulsionar vendas

A segunda fase do programa Move Brasil já está em operação e surge como um importante reforço para o mercado de pesados. A iniciativa contempla a indústria de implementos rodoviários e oferece condições de financiamento mais acessíveis, o que pode estimular especialmente as vendas de Reboques e Semirreboques, segmento que enfrenta maior sensibilidade às restrições de crédito.

Dentro do programa, as operações financiadas contarão com juros de 11,3% ao ano, além de prazos diferenciados: 60 meses para empresas e até 120 meses para motoristas autônomos. Ao todo, o governo disponibilizou R$ 21,2 bilhões em crédito, ampliando o potencial de renovação e expansão das frotas.

Apesar desse impulso, o desempenho acumulado da indústria de carrocerias em 2026 permanece negativo. Entre janeiro e maio, foram comercializadas 54.418 unidades, uma retração de 10,04% em comparação às 60.492 registradas no mesmo período de 2025. O segmento de Reboques e Semirreboques apresentou a maior queda, com recuo de 12,82%, totalizando 26.415 unidades frente às 30.301 do ano anterior. Já o setor de Carroceria sobre chassi teve uma diminuição mais moderada, de 7,25%, passando de 30.191 para 28.003 unidades.

Mesmo diante desse cenário desafiador, a ANFIR, fundada em 1980, mantém sua atuação na defesa dos fabricantes de implementos rodoviários. A entidade desempenha um papel essencial no suporte técnico, jurídico e institucional, contribuindo para o fortalecimento e desenvolvimento contínuo do setor no país.

➡️ Acompanhe nossas redes sociais: LinkedInTikTokInstagram e Facebook
➡️ Inscreva-se no canal do Videocast FrotaCast

Veja também:
  • CIOT
    O transporte rodoviário de cargas entrou, em 2026, em uma fase de fiscalização eletrônica integrada, marcada pela ampliação do Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT) e pelas novas exigências do Manifesto Eletrônico de Documentos Fiscais (MDF-e). A Medida Provisória nº 1.343/2026 e as regulamentações da ANTT tornaram o CIOT obrigatório para praticamente todas as operações remuneradas realizadas por terceiros, incluindo contratações diretas e subcontratações entre transportadoras. O cruzamento automático de dados fiscais, regulatórios e operacionais elevou o nível de controle e passou a impedir a emissão do CIOT quando os valores de frete informados estão abaixo dos pisos mínimos, afetando diretamente a regularidade documental das viagens.
  • Paralelamente, desde outubro de 2025, o MDF-e passou a exigir mais informações e, desde 1º de junho de 2026, em São Paulo, tornou-se obrigatória a emissão de um documento distinto para cada Unidade da Federação onde houver descarregamento. Segundo a ANTT, o novo sistema do CIOT registrou 534.908 operações entre 24 e 29 de maio, mesmo com relatos de instabilidades. Para a FETCESP, representada por seu presidente Carlos Panzan, o cenário aumenta a complexidade operacional e exige maior integração tecnológica, estabilidade sistêmica e previsibilidade regulatória para evitar riscos de paralisações em uma atividade essencial ao abastecimento nacional.

VWCO amplia participação graças ao programa do governo e lança novos ônibus elétricos e-Volksbus 22H e 18H

Volkswagen
Novo e-Volksbus H18

Lançamentos elétricos serão na Lat.Bus chegam após bom desempenho do e-Volksbus 22L

A Volkswagen Caminhões e Ônibus (VWCO) registrou ganho de cerca de quatro pontos percentuais nas vendas de chassis no primeiro quadrimestre de 2026 e superou 150 unidades comercializadas apenas na primeira semana do programa Move Brasil 2. O desempenho é impulsionado também pelo e-Volksbus 22L, que alcançou 260 unidades vendidas desde o lançamento. Segundo Ricardo Alouche, vice-presidente de Vendas, Marketing e Pós-Vendas.

Com esse cenário, a VWCO prepara o lançamento dos novos chassis elétricos e-Volksbus 22H e 18H, ambos de piso alto e voltados para operações urbanas e de fretamento. Os modelos, que serão apresentados na Lat.Bus, oferecem autonomia de até 250 km, opção de recarga acelerada com dois plugues CCS2 e capacidade para até 82 passageiros no caso do 22H. Jorge Carrer, diretor de Vendas de Ônibus, destaca que o portfólio Euro 6 tem ampliado a base de clientes e fortalecido parcerias, especialmente no segmento de fretamento, onde a VWCO lidera com 45,5% das vendas.

Leia também:

➡️ Acompanhe nossas redes sociais: LinkedInTikTokInstagram e Facebook
➡️ Inscreva-se no canal do Videocast FrotaCast

Saiba mais
  • Frota Sustentável: mais de 250 artigos sobre descarbonização do transporte
  • Aumento de pedidos
    A Volkswagen Caminhões e Ônibus iniciou 2026 sob pressão — com queda nas vendas, impacto cambial e menor retorno operacional —, mas com sinais claros de recuperação. O grupo registrou aumento de 11% nos pedidos, indicando que transportadores voltaram a renovar frotas, especialmente nos segmentos de caminhões pesados e semipesados. O Brasil teve papel decisivo nessa virada graças ao programa de financiamento subsidiado para renovação de caminhões, que impulsionou a demanda local e compensou a fraqueza de outros mercados. Mesmo com o retorno operacional ajustado recuando para 10,2%, a TRATON mantém confiança em uma melhora gradual ao longo de 2026, apoiada pela disciplina de custos e pelo avanço consistente nas encomendas em todo o grupo.
  • Copersucar tira o biometano do discurso e quer 500 caminhões no projeto BioRota
  • Sistema de nuvem
    A Volkswagen Caminhões e Ônibus ampliou sua digitalização industrial ao expandir o Supervisório, sistema em nuvem que agora monitora em tempo real mais de 150 controladores e 50% mais transmissores. O avanço elevou a disponibilidade das máquinas, reduziu falhas e acelerou decisões na fábrica, com destaque para a queda de cerca de 90% no tempo de paradas no pré‑tratamento de pintura e para a eliminação de perdas na linha de armação de um modelo. A empresa também instalou duas novas células robóticas com quatro braços de soldagem, aumentando a automação, a precisão e a segurança, enquanto direciona equipes para atividades de maior valor agregado e reforça programas contínuos de capacitação técnica.
  • Paralelamente, a VWCO lançou a plataforma institucional “Piensa en Grande”, iniciativa estratégica para fortalecer seu posicionamento nos mercados internacionais da América Latina e consolidar sua atuação como full‑liner. Apresentada por Frank Gundlach, a plataforma busca unificar a comunicação regional e orientar o relacionamento com clientes e parceiros, apoiando‑se em três pilares: soluções integrais, inovação e confiança. A proposta, contínua e adaptável a cada país, pretende ampliar a visibilidade da marca e reforçar sua proposta de valor junto a frotistas e operadores em um ambiente competitivo e em transformação.
  • Envelhecimento da frota e a importância das peças remanufaturadas para a segurança viária
  • Randoncorp fecha 2025 com receita recorde de R$ 13,1 bilhões e acelera expansão internacional
  • Novos Constellation
    A linha Constellation com os novos modelos rígidos 25.380 6×2 e 8×2, produzidos a partir do cavalo mecânico 25.380 e transformados pela BMB Mode Center. Voltados para aplicações rodoviárias — especialmente composições Romeu e Julieta de até 56 toneladas de CMT — eles oferecem PBT técnico superior ao limite legal, útil para operações em áreas privadas.
  • VW Constellation
    A Volkswagen Caminhões e Ônibus celebra os 20 anos da linha Constellation, hoje a mais completa da marca, com 18 modelos que atendem operações de 14 a 74 toneladas. Desde 2006, a família acumula mais de 365 mil unidades emplacadas no Brasil e 47 mil exportadas, principalmente para Argentina, México e Chile.
Frota News
Edição 54

Leia a Revista Frota News Edição 54

  • VW
    VW Delivery 14.180 6×2

    A VWCO ampliou a estratégia de criar caminhões médios derivados de plataformas leves — conceito iniciado pela Ford em 2012 com o Cargo 1119 — ao lançar o novo VW Delivery 14.180 6×2. O modelo eleva o PBT para 14.000 kg mantendo dimensões compactas, baixo custo operacional e vocação urbana, aproveitando o chassi já validado no e‑Delivery. Com maior capacidade de carga, três opções de entre‑eixos e foco em operações de alta densidade, o 14.180 busca aumentar a produtividade em segmentos como bebidas, e‑commerce e refrigerados, trazendo conjunto mecânico consolidado, pacote de segurança completo e versatilidade para diferentes implementações.

➡️ Acompanhe nossas redes sociais: LinkedInTikTokInstagram e Facebook
➡️ Inscreva-se no canal do Videocast FrotaCast

Treinamentos em app reduziu 16% dos sinistros da Ghelere mesmo enquanto frota cresceu 34,8%

Ghelere
A Ghelere Transportes tem renovado sua frota para Euro 6 desde 2023 e parte da frota conta com placas solares no teto para produção de energia para os equipamentos da cabine, o que ajuda na redução de consumo

Ghelere reduziu 16% dos sinistros mesmo com aumento da frota; e também patrocina Transporta Summit 2026 em Cascaval (PR)

A Ghelere Transportes registrou um crescimento de 34,83% em sua frota entre 2024 e 2025 — com mais de 600 caminhões próprios — , ao mesmo tempo em que conseguiu reduzir em 16% o número de sinistros no período. Segundo a empresa, o resultado está diretamente ligado ao investimento contínuo em treinamentos, informa Eduardo Ghelere, CEO da transportadora.

Para isso, a transportadora utilizou uma plataforma que permite as próprias transportadoras desenvolvam seus conteúdos, como videoaulas, infográficos, checklists e outros formatos, e os distribuam de forma estruturada pelo aplicativo.

Leia também:

Transporta Summit 2026

A 2ª edição do Transporta Summit, com patrocínio da Ghelere, ocorre em Cascavel (PR) no dia 7 de julho de 2026, reunindo transportadores, embarcadores e fornecedores do setor logístico para discutir inovação, sustentabilidade e o futuro do transporte de cargas. O evento, realizado no endereço Rua Pernambuco 1800 pela manhã, terá workshops exclusivos para donos de transportadoras sobre Gestão de Custos Operacionais e Reforma Tributária na Prática.

Workshop Gestão de Custos Operacionais
* Eduardo Ghelere – CEO da Ghelere Transportes
* Kassio Seefeld – CEO da Truckpag

Workshop Reforma Tributária na Prática
* Especialistas da Funcional Consultoria

Painel: Práticas para elevar a segurança e confiabilidade do cliente
* Joyce Filus – Diretora Executiva da Ghelere Transportes
* Thiago Gonçalves – Gerente de Transportes E2E da Coca-Cola FEMSA
* Mauricon Franco – CEO da Carga Online

Painel: Infraestrutura de IA e produtividade no transporte logístico
* Jonas Giron – Head de tecnologia na Raster
* Eduardo Ghelere – CEO da Ghelere Transportes
* Marcelo Santana – Coordenador de Contratação de Transportes na Coamo Agroindustrial Cooperativa

Palestra principal
* A confirmar

O Transporta Summit conta com o patrocínio da Ghelere Transportes, uma das maiores empresas de transporte do oeste paranaense com mais de 600 caminhões na frota, e apoio do Sintropar. Com ingressos a partir de R$ 119,90 no 1º lote (Summit Pass) e workshops de R$ 349,90, o encontro promete fortalecer o networking entre empresários do setor, com happy hour incluso na programação. A primeira edição do evento, realizada em setembro de 2025, já estabeleceu Cascavel como referência regional em debates sobre logística e transporte multimodal na região Sul.

Novo trevo na BR‑369 melhora escoamento do agronegócio e fortalece exportações do Paraná

Em 2025, o Paraná reforçou sua posição entre os maiores exportadores do país, impulsionado por municípios como Cascavel, cujo PIB chega a R$ 15,8 bilhões, segundo a startup Caravela. Com o agronegócio como principal motor econômico, o estado investiu mais de R$ 10 bilhões em 2024 na ampliação da malha rodoviária, ferroviária e portuária para reduzir custos logísticos e ampliar a competitividade regional. Nesse contexto, a Ghelere Transportes inaugurou, na época, um trevo rodoviário no km 517 da BR‑369, obra de R$ 2 milhões que inclui pavimentação, drenagem, sinalização e melhorias de segurança em uma área de 12.500 m², beneficiando mais de 10 mil veículos por dia.

A inauguração contou com autoridades como o vice-prefeito de Cascavel, Henrique Mecabô, o secretário de Obras, Sandro Alex, e representantes de entidades como Sintropar, COMJOVEM e Fetranspar. Eduardo Ghelere, CEO da Ghelere Transportes, destacou que a infraestrutura facilita operações da empresa e fortalece o escoamento de cargas rumo a São Paulo e ao Porto de Paranaguá. A companhia já soma mais de R$ 50 milhões em investimentos e mantém instalações certificadas pelos padrões LEED e WELL.

➡️ Acompanhe nossas redes sociais: LinkedInTikTokInstagram e Facebook
➡️ Inscreva-se no canal do Videocast FrotaCast

Da garagem ao lifestyle: por que luxo e automóveis voltaram a vender experiências

lifestyle
A entrada da Gucci na Fórmula 1 simboliza a aproximação definitiva entre os universos da moda, do entretenimento e da alta performance. Fotos: redes sociais

Por que o lifestyle automotivo virou estratégia-chave para marcas de luxo e performance?

Quando a Gucci anunciou sua entrada na Fórmula 1 como patrocinadora master da Alpine a partir de 2027, muita gente enxergou apenas mais uma ação de branding. Eu vejo algo maior: um sinal de que as marcas estão retomando uma estratégia que parecia adormecida nos últimos anos — a venda de experiências como diferencial competitivo.

A partir de 2027, a equipe passará a se chamar Gucci Racing Alpine Formula One Team, tornando a Gucci a primeira grande casa de luxo a assumir o posto de patrocinadora principal de uma equipe da categoria. Mais do que exposição de marca, a iniciativa prevê a criação da plataforma “Gucci Racing”, definida pela própria empresa como um ambiente de negócios e experiências que conecta luxo, performance, precisão e excelência.

O movimento não acontece por acaso

Nos últimos dez anos, a indústria automotiva viveu uma transformação profunda. O foco esteve concentrado em tecnologia, eletrificação, conectividade, eficiência energética e novos modelos de mobilidade. O produto voltou ao centro das atenções.

Agora, observamos uma nova mudança de direção.

As marcas perceberam que tecnologia deixou de ser diferencial para se tornar obrigação. O consumidor já espera inovação. O que ele busca agora é pertencimento.

É justamente por isso que setores como luxo, hospitalidade e automotivo começam a convergir novamente.

A Dior oferece, talvez, um dos exemplos mais emblemáticos desse novo momento. Sua histórica sede na Avenue Montaigne, em Paris, deixou de ser apenas uma loja para se transformar em um universo completo da marca, reunindo gastronomia, arte, hospitalidade e uma suíte exclusiva para clientes selecionados. O objetivo não é vender uma bolsa. É permitir que o consumidor viva a Dior.

lifestyle
As grandes maisons ampliam sua atuação para além do produto, transformando lojas em ambientes de hospitalidade e imersão de marca

A mudança observada no mercado de luxo e no setor automotivo encontra respaldo em dados globais. A pesquisa State of the Consumer 2024, da McKinsey, realizada com mais de 15 mil consumidores em 18 mercados que representam cerca de 90% do PIB mundial, mostra que a fidelidade tradicional às marcas está enfraquecendo.

Os consumidores estão mais dispostos a experimentar novas empresas, produtos e experiências quando percebem maior identificação com seus valores e estilo de vida. Nesse cenário, a disputa deixa de acontecer apenas no campo do produto e passa a ocorrer no território do significado. As marcas mais valiosas já entenderam que tecnologia, qualidade e inovação são pré-requisitos; o diferencial está na capacidade de construir relevância cultural. É justa…

A Fórmula 1, por sua vez, tornou-se o palco perfeito para essa transformação

O esporte deixou de ser apenas uma competição automobilística para se consolidar como um fenômeno cultural global. Hoje, reúne moda, entretenimento, música, gastronomia, hospitalidade premium e networking corporativo em uma mesma plataforma. Não por acaso, grandes grupos de luxo passaram a olhar para a categoria como um espaço estratégico de relacionamento e construção de desejo.

O que a Gucci está comprando não é somente visibilidade na pista.

Ela está adquirindo acesso a uma comunidade global de consumidores que valorizam exclusividade, status, performance e experiências memoráveis.

E essa lógica não ficará restrita ao mercado de luxo

As montadoras também começam a redescobrir o poder das experiências presenciais. Eventos proprietários, viagens exclusivas, programas de relacionamento, comunidades de proprietários e ativações premium voltam a ganhar relevância. Afinal, quando os produtos se tornam cada vez mais semelhantes em tecnologia, é a experiência que passa a diferenciar as marcas.

Estamos entrando em uma era em que possuir um carro, um relógio ou uma bolsa deixa de ser o principal indicador de valor.

O que realmente importa é o acesso que esses produtos proporcionam.

A Gucci na Fórmula 1 é apenas mais um capítulo dessa história.

A verdadeira corrida não acontece mais apenas nos circuitos. Ela acontece na disputa pela atenção, pela emoção e pelo pertencimento do consumidor.

E, nesse campeonato, a experiência voltou a ocupar a pole position.

➡️ Acompanhe nossas redes sociais: LinkedInTikTokInstagram e Facebook
➡️ Inscreva-se no canal do Videocast FrotaCast

Análise de Mercado – O raio-X dos 45 caminhões mais vendidos até maio de 2026

ranking 50 caminhões
Fonte: Fenabrave

Em disputa acirrada entre as gigantes, VW 11.180, mais uma vez, supera pesados
e fica no topo da lista dos caminhões mais vendidos

Em disputa acirrada entre as gigantes, VW 11.180 surpreende e supera pesados como o caminhão mais vendido do ano; confira o ranking unificado inédito com os 45 modelos favoritos do frotista brasileiro 

A Fenabrave divulgou os dados consolidados de emplacamentos referentes ao acumulado de janeiro a maio de 2026, e o cenário do transporte rodoviário brasileiro segue marcado por uma disputa intensa entre Volkswagen Caminhões e Ônibus (VWCO) e Mercedes-Benz. 

No acumulado do ano, a VWCO segue na liderança geral entre as fabricantes, com 10.980 unidades emplacadas (28,44% de participação), ligeiramente à frente da Mercedes-Benz, que soma 10.584 unidades (27,41%). 

Mas quando analisamos o desempenho por modelo — ignorando as divisões tradicionais por categoria — o mercado revela um protagonista absoluto: o médio VW 11.180, que não apenas lidera sua faixa, como supera todos os pesados e semipesados para se tornar o caminhão mais vendido do Brasil em 2026 até maio, com 2.400 unidades. 

Ranking Geral: Os 45 Caminhões Mais Vendidos no Brasil (Acumulado Jan–Mai/2026) 

(Todos os modelos e categorias reunidos em um único ranking absoluto) 

TOP 45 – ACUMULADO JAN–MAI/2026 

Posição  Modelo  Categoria  Emplacamentos 
  VW 11.180  Médio  2.400 
  Volvo FH 540  Pesado  2.066 
  Volvo VM 290  Semipesado  1.407 
  MB Accelo 1117  Médio  1.433 
  DAF XF 530  Pesado  1.196 
  VW 26.260  Semipesado  1.337 
  MB Atego 2429  Semipesado  1.203 
  MB Atego 1719  Semipesado  1.168 
  Volvo VM 360  Pesado  1.026 
10º  Volvo FH 500  Pesado  1.049 
11º  VW 17.210  Semipesado  1.151 
12º  Volvo FH 460  Pesado  762 
13º  DAF XF 480  Pesado  714 
14º  Scania G560  Pesado  614 
15º  VW 9.180  Leve  694 
16º  MB Axor 2545S  Pesado  625 
17º  Scania R500  Pesado  597 
18º  MB Atego 2730  Pesado  613 
19º  MB Atego 3033  Semipesado  589 
20º  MB Accelo 817  Leve  541 
21º  VW 26.320  Semipesado  630 
22º  VW 31.320  Semipesado  601 
23º  VW 18.260  Semipesado  621 
24º  VW 30.320  Semipesado  530 
25º  MB Sprinter 417  Semileve  406 
26º  MB Accelo 917  Leve  406 
27º  MB Sprinter 517  Semileve  367 
28º  Iveco Tector 11-190  Médio  345 
29º  MB Atego 1419  Médio  254 
30º  VW 13.180  Médio  195 
31º  Foton Aumark S 1217A  Médio  230 
32º  Iveco Tector 9-190  Leve  178 
33º  MB Accelo 1017  Leve  121 
34º  VW 14.180  Médio  177 
35º  Foton Aumark S 715  Leve  112 
36º  MB Accelo 1417  Médio  114 
37º  Iveco Daily 45-170  Semileve  90 
38º  MB Accelo 1317  Médio  82 
39º  Iveco Daily 55C17  Semileve  63 
40º  Iveco Daily 65-170  Leve  57 
41º  JAC EJT 9.5  Leve  51 
42º  VW 14.210  Médio  58 
43º  VW 6.170  Leve  51 
44º  JAC IEV1200T  Leve  29 
45º  Iveco Daily 45-180  Semileve  15 

Fonte: Fenabrave/Senatran 

Análise da Redação  

O levantamento atualizado reforça a força dos segmentos de maior capacidade: entre os 10 primeiros colocados, sete são caminhões Pesados ou Semipesados. O Volvo FH 540, com 2.066 unidades, segue como o cavalo mecânico mais vendido do país, enquanto o DAF XF 530 mantém desempenho surpreendente, com 1.196 unidades, consolidando a marca entre as favoritas do agronegócio e das operações de longa distância. 

O erro que quase quebrou a Ford e que ainda destrói empresas familiares no Brasil

Por outro lado, o transporte urbano, regional e o e-commerce continuam impulsionando o domínio do VW 11.180, que se firma como o caminhão mais vendido do Brasil em 2026, com 2.400 unidades — um volume que supera inclusive os líderes dos segmentos pesados. 

O ranking também confirma a presença crescente dos elétricos, especialmente os modelos urbanos da JAC, que aparecem entre os 45 mais vendidos e lideram o mercado de caminhões eletrificados no acumulado. 

➡️ Acompanhe nossas redes sociais: LinkedInTikTokInstagram e Facebook
➡️ Inscreva-se no canal do Videocast FrotaCast

 

Delivery 14.180 6×2 vs. Constellation 14.210 4×2: análise técnica completa para operações urbanas e regionais

análise
VW Constellation 14.210 vs. VW Delivery 14.180

Análise detalhada compara motores, chassi, capacidade de rampa e aplicações ideais dos modelos VW de 14 toneladas

VW Delivery 14.180 6×2 e VW Constellation 14.210 4×2 dividem a mesma faixa de 14 toneladas de PBT, mas foram projetados para missões completamente distintas. Enquanto o Delivery privilegia eficiência urbana, plataforma mais baixa, maior volume de carga e menor custo por tonelada, o Constellation aposta em robustez, mais potência, maior capacidade de rampa e autonomia ampliada para rotas regionais e intermunicipais.

Apesar de ter sido lançado há poucos meses, o VW Delivery 14.180 6×2 já vende mais do que o VW Constellation 14.210. Conformado dados recentes de emplacamentos da Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores), o modelo novato já emplacou 177 unidades até 29 de maio deste ano; enquanto o 14.210 teve 58 unidades licenciadas.

O comparativo técnico revela diferenças claras: o Delivery usa motor Cummins ISF 3.8 de 175 cv e destaca-se pela leveza e economia, ao passo que o Constellation, com motor MAN de 205 cv e 750 Nm, entrega desempenho superior em aclives, retomadas e operações severas. No chassi, o Delivery oferece altura de plataforma entre 834 mm e 854 mm, ideal para distribuição; já o Constellation, com rodas 22,5”, estrutura mais robusta e CMT de 23 toneladas, é indicado para aplicações com reboques e implementos mais pesados.

Em carga útil, o Delivery leva vantagem de até 700 kg a mais, tornando‑se mais competitivo em operações de alto volume, como bebidas, alimentos, varejo e e‑commerce. O Constellation, por sua vez, domina em topografia difícil, graças à capacidade de rampa de até 54% e ao freio motor mais eficiente, além de tanques de até 550 litros que ampliam significativamente a autonomia.

A reportagem mostra que não há sobreposição entre os modelos: o Delivery 14.180 6×2 é a escolha racional para distribuição urbana e metropolitana, enquanto o Constellation 14.210 4×2 é o investimento mais seguro para quem enfrenta distâncias maiores, relevo acidentado e operações que exigem força e resistência estrutural.

Leia a reportagem completa na edição 55 da Revista Frota News, gratuitamente, para ler no celular, tablet ou computador.

55
Capa da edição 55

➡️ Acompanhe nossas redes sociais: LinkedInTikTokInstagram e Facebook
➡️ Inscreva-se no canal do Videocast FrotaCast

Veja também:

Parceria entre Brado e Grupo Mateus movimenta 24 mil toneladas em rota multimodal

A Brado Logística passou a operar uma rota multimodal para o Grupo Mateus, integrando transporte ferroviário e rodoviário entre São Paulo, Maranhão e Pará. A operação utiliza a Ferrovia Norte-Sul como eixo principal e já movimentou 1.082 contêineres, totalizando 24,2 mil toneladas de produtos de higiene, limpeza, bebidas e alimentos. O fluxo conecta indústrias paulistas ao terminal da Brado em Sumaré (SP) e segue até Davinópolis (MA), de onde caminhões distribuem as cargas para centros estratégicos da varejista.

Segundo Daniel Salcedo, diretor Comercial da Brado, a multimodalidade com a ferrovia como base amplia competitividade, segurança e sustentabilidade, especialmente em longas distâncias no interior do país. Para o Grupo Mateus, que ultrapassa 300 lojas ativas, a solução reduz emissões, aumenta previsibilidade e fortalece a eficiência logística. Sandro Oliveira, vice-presidente comercial, operações e logística da rede, destaca que a parceria otimiza fluxos e amplia a capacidade de atendimento.

A aliança, iniciada em agosto de 2025, começou atendendo o centro de distribuição de Davinópolis e foi expandida para os CDs de São Luís e Santa Izabel do Pará. A executiva Mariana Carnevalli, da Brado, afirma que o diferencial está no desenho da operação, que envolve uma malha de 2,7 mil km e duas ferrovias, construída de forma colaborativa para elevar o nível de serviço, reduzir custos e aumentar a competitividade dos clientes. A rota seguirá crescendo conforme a expansão do Grupo Mateus e a demanda logística da rede.

Projeto SADA–Gasmig inaugura novo modelo de descarbonização no transporte pesado

Gasmig
Da esq p/ dir: Wily Martins - Coordenador de Frotas do Grupo SADA, Bruno Juliano Agostinho - Engenheiro de Comercialização da Energia Livre Cemig, Elisa Cunha - Gerente de Sustentabilidade do Grupo SADA, Alexandre Garcia - CEO Logás, Camila de Freitas Barros Ceolin - Analista de Comercialização da Energia Livre Cemig e WelderSouza, Gerente de Comercialização de Gás Veicular da Gasmig

Projeto de Gasmig, Grupo SADA, Energia Livre Cemig e Logás testa 21 caminhões a gás e inaugura modelo de abastecimento sustentável no estado

A parceria entre Gasmig, Grupo SADA, Energia Livre Cemig e Logás reúne, pela primeira vez no estado, uma frota dedicada de caminhões movidos a Gás Natural Veicular (GNV) abastecida em uma base operada com energia elétrica 100% renovável.

A iniciativa integra o Programa de Descarbonização de Frota Pesada do Grupo SADA, lançado em 2024, que prevê a substituição gradual de caminhões a diesel por modelos a gás em operações logísticas dedicadas. Nesta fase piloto, 21 caminhões pesados já operam abastecidos exclusivamente com GNV em uma estação dedicada, equipada com dispenser de alta vazão, operada pela Logás e suprida integralmente pela Gasmig via gasoduto.

O uso do gasoduto elimina a necessidade de caminhões-tanque para transporte de combustível, reduzindo emissões logísticas e simplificando a operação. Segundo a Gasmig, o projeto se conecta à estratégia de criação de “corredores de GNV” nas principais rodovias que ligam Minas a outros estados, ampliando a segurança de abastecimento para frotas pesadas.

Energia renovável garante emissões menores na infraestrutura

Um dos diferenciais do projeto é a integração entre gás e eletricidade: toda a estação de abastecimento opera com energia 100% renovável certificada, fornecida pela Energia Livre Cemig. Isso inclui compressores, sistemas de refrigeração, iluminação e demais equipamentos.

A combinação rendeu ao posto o Selo Posto GNV Sustentável, certificação de iniciativa da Gasmig e Cemig, que reconhece boas práticas ambientais e de eficiência. O reconhecimento também reforçou a posição da Gasmig nas premiações internas de ASG do Grupo SADA.

Economia e redução de poluentes frente ao diesel

Simulações da Gasmig mostram que, em veículos pesados, R$ 100 em GNV podem render até 419 km, contra cerca de 345 km com diesel — economia de até 15% no custo por quilômetro em determinados perfis de operação.

No campo ambiental, as empresas destacam reduções de até 30% de CO₂, além de quedas expressivas de material particulado e NOx, melhorando a qualidade do ar em áreas urbanas. Quando houve a transição para o biometano, biocombusível 100% renovável, as redução sobem mais de 90% de CO₂. A iniciativa reforça que o GNV, mesmo ainda sendo um combustível fóssil, é uma etapa importante como intermediária, não uma solução final de descarbonização.

Transição para o biometano: próximo passo já mapeado

Gasmig, Grupo SADA, Energia Livre Cemig e Logás tratam o GNV como parte de uma jornada de transição. A infraestrutura atual — gasodutos, compressores, dispensers e caminhões — é compatível com biometano, permitindo substituição progressiva do gás fóssil por combustível renovável.

Projeções da EPE indicam que o biometano pode representar até 15% da mistura com GNV em 2034, com potencial maior em regiões agroindustriais.

Saiba mais:

Gasmig promete tornar Minas Gerais referência para caminhões e ônibus a gás

A Gasmig (Companhia de Gás de Minas Gerais) mantém o plano, anunciado em meados de 2024, de posicionar o estado como um dos principais polos para circulação de caminhões e ônibus movidos a gás natural veicular (GNV) e biometano no Brasil. O projeto prevê investir R$ 5,8 bilhões até 2033, o maior aporte próprio já feito pela empresa. Ele contempla a construção de mais de 1 mil quilômetros de linhas de distribuição no Sul de Minas e Triângulo Mineiro. Posteriormente, a distribuição chegará ao Vale do Jequitinhonha.

Iniciativas da Tupy e MWM

No Brasil, a cadeia do biometano avança com investimentos em plantas de produção e projetos integrados ao setor agroindustrial. Empresas como Tupy e MWM desenvolvem bioplantas voltadas à geração de biogás e biometano, além de biofertilizantes, utilizando resíduos do agronegócio. Paralelamente, iniciativas logísticas já utilizam o combustível em operações reais, como no transporte de cargas entre estados e em frotas corporativas.

➡️ Acompanhe nossas redes sociais: LinkedInTikTokInstagram e Facebook
➡️ Inscreva-se no canal do Videocast FrotaCast