O erro que quase quebrou a Ford e que ainda destrói empresas familiares no Brasil

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O caso Ford ilustra como decisões desalinhadas podem travar inovação e resultados

No setor de transportes e logística, onde tantas histórias começam com um caminhão na estrada e evoluem para grandes grupos empresariais e familiares, a força das famílias sempre esteve no centro das decisões. Mas, assim como nas rotas que mudam com o tempo, a gestão também precisa acompanhar o ritmo. No artigo a seguir, Lívia Rocha — fundadora e CEO da LVR Aceleradora de Empresas — usa um exemplo inesperado da indústria automobilística para mostrar por que muitas empresas familiares patinam justamente onde acreditam estar mais seguras: na liderança. Prepare-se para enxergar sua empresa com outros faróis.

O dilema das empresas familiares: tradição, autoridade e o risco de parar no tempo

Por Lívia Rocha*

Eu não entendo nada de carro, sequer me lembro de abastecer, mas, hoje, vou usar um carro para falar de empresas familiares. Estranhou? Vem comigo.

Quando Henry Ford, um dos executivos mais emblemáticos da indústria mundial, criou o Modelo T (1908), conseguiu popularizar o automóvel com produção em larga escala e preço acessível. Mas, seu desafio era lidar com o filho Edsel Ford. Enquanto Edsel queria modernizar o Modelo T, pelo menos ampliar opções de cores, Henry respondia: “O cliente pode ter o carro da cor que quiser, desde que seja preto.”

Aquela fábrica devia ser um pandemônio, porque as orientações eram contraditórias. Edsel aprovava mudanças. Henry voltava atrás. Tudo parava, porque havia o medo interno de contrariar o fundador. Henry chegou a destruir os protótipos com um machado. Em 1927, a General Motors passou a liderar com carros coloridos e atualizados ano a ano. A Ford foi obrigada a parar a fábrica por meses, lançar outro modelo e gastar muito dinheiro para se recuperar.

Quase um século depois, a cena ainda se repete em muitas empresas familiares. Quando nossa equipe começa atuar em uma empresa familiar, é normal que o primeiro desconforto apareça logo no diagnóstico. Enquanto o cliente espera que meu time entre criando novos processos em áreas como financeiro, vendas, marketing ou RH, primeiro, precisamos organizar a própria liderança.

O que costuma comprometer a eficiência da empresa não e a operação, mas a forma como os líderes se comunicam, tomam decisões e ocupam seus papéis diante da equipe.

No Brasil, cerca de 90% das empresas têm perfil familiar e representam aproximadamente 65% do PIB nacional. Ainda assim, poucas conseguem atravessar gerações. Dados do Sebrae mostram que apenas 30% chegam à terceira geração e somente 15% seguem além dela.

Os desafios se repetem independentemente do porte. Um estudo global da PwC com mais de 1.300 empresas familiares em 62 países mostra que governança, clareza de liderança e comunicação continuam entre os principais fatores ligados à longevidade e ao crescimento sustentável. O levantamento contempla empresas muito maiores do que a realidade da média empresa brasileira, mas os conflitos observados são semelhantes.

Quando os papéis não estão claros, o colaborador não sabe quem deve ouvir, qual decisão prevalece e até onde vai a autoridade de cada liderança. O pai é diretor, a filha responde pelo financeiro, o irmão interfere na operação e as decisões começam a se cruzar diante da equipe.

Esse ambiente gera insegurança, retrabalho e desgaste interno. Eu costumo dizer que essa situação é como sangrar em um tanque de tubarões.

Por isso, antes de implantar processos, organizamos os próprios líderes. Estruturamos reuniões periódicas, alinhamos responsabilidades e definimos limites entre as relações familiares e as funções empresariais.

Toda empresa familiar terá divergências. O ponto central é impedir que conflitos emocionais contaminem a operação. Quando decisões contraditórias, disputas de autoridade e correções públicas passam a fazer parte da rotina, a confiança da equipe começa a se deteriorar.

Profissionalizar uma empresa familiar não significa eliminar sua essência. Significa criar estrutura suficiente para que os vínculos afetivos não comprometam a continuidade dos negócios.

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Lívia Rocha, fundadora e CEO da LVR Aceleradora de Empresas

Sobre a autora

*Lívia Rocha é fundadora e CEO da LVR Aceleradora de Empresas, focada na gestão eficiente e lucrativa. Farmacêutica pela Universidade Federal de Alfenas, com especialização em Gestão de Pessoas pela PUC – Rio grande do Sul, MBA em Gestão de Vendas pela Franklin Covey e em Gestão de Vendas pela USP. Sua graduação em Farmácia a levou à consultoria focada no segmento mas, ao entender que os processos de gestão se repetiam independentemente do setor, ampliou para outras áreas, promovendo a aceleração de diversas empresas através de estratégia, gestão de processos e desenvolvimento de pessoas.

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eActros 600 vira motorhome de expedição para primeira volta ao mundo com caminhão elétrico

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O criador de conteúdo Tobias Wagner e o eActros 600 motorhome

Criador de conteúdo “Elektrotrucker” e Mercedes-Benz Trucks preparam viagem de 45 mil km por mais de 35 países com o motorhome elétrico

O criador de conteúdo e caminhoneiro profissional Tobias Wagner, conhecido nas redes sociais como “Elektrotrucker”, apresentou pela primeira vez o seu caminhão de expedição totalmente concluído com base no novo Mercedes-Benz eActros 600 de longa distância. O veículo recebeu uma carroceria especialmente desenvolvida para motorhome pela holandesa Bliss Mobil e será usado em uma viagem de volta ao mundo, em parceria com a Mercedes-Benz Trucks.

Segundo a fabricante, a expedição – batizada de “Around the world in 80 charges” – tem partida planejada para começar no final de setembro deste ano, com duração estimada de cerca de um ano. A rota prevista soma aproximadamente 45 mil quilômetros, atravessa mais de 35 países e deve exigir, de acordo com os cálculos atuais, no máximo 80 paradas de recarga ao longo do percurso.

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O criador de conteúdo e caminhoneiro profissional Tobias Wagner, conhecido nas redes sociais como Elektrotrucker

A Mercedes-Benz Trucks posiciona o projeto como uma demonstração prática do potencial do transporte pe0sado elétrico a bateria em condições operacionais exigentes, fora dos corredores logísticos tradicionais. De acordo com o comunicado da Daimler Truck, a volta ao mundo de Wagner seria, pelos planos atuais, a primeira circunavegação do globo realizada com um caminhão totalmente elétrico de longa distância.

Wagner, que soma mais de 160 mil seguidores em plataformas digitais, levará o eActros 600 para rodar em diferentes continentes, enfrentando variações de clima, infraestrutura de recarga e topografia, com o objetivo de mostrar na prática como a tecnologia se comporta em cenários bem mais imprevisíveis do que as rotas europeias usuais.

eActros 600: autonomia de 500 km e foco em long haul

O eActros 600 é o caminhão elétrico pesado da Mercedes-Benz para operações de longa distância, com baterias LFP de cerca de 600 kWh e autonomia estimada em até 500 quilômetros por recarga em combinações de até 40 toneladas, de acordo com dados oficiais da marca.

A Daimler Truck afirma que, com uso de recargas intermediárias rápidas, o modelo poderá rodar significativamente mais de 1.000 quilômetros por dia em operação comercial, especialmente quando conectado a sistemas de megawatt charging (MCS), que devem permitir recarregar de 20% a 80% da bateria em aproximadamente 30 minutos em condições ideais.

Na expedição, porém, o caminhão terá um perfil de uso mais próximo ao de um veículo de aventura: trechos longos, tráfego em regiões remotas e recarga em pontos com diferentes padrões de rede elétrica e disponibilidade de potência, mas sem cobrança de prazos de entregas e vivências em ambientes de cargas e descargas. A própria Mercedes-Benz destaca que a viagem será um laboratório em escala real também para os serviços integrados de consultoria e infraestrutura de recarga oferecidos sob a marca TruckCharge.

Motorhome de expedição assinado pela Bliss Mobil

Construído na fábrica da Mercedes-Benz Trucks em Wörth am Rhein, o eActros 600 de Wagner foi transformado, nas últimas semanas. As modificações incluem equipamentos adicionais de carregamento, itens para uso off-road e um módulo de habitação projetado sob medida pela Bliss Mobil.

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Uma foto da unidade móvel integrada de carregamento, um carregador Alpitronic HYC50 de 50kW DC, que permitirá que qualquer carregador AC se conecte ao sistema de carregamento DC de 800V do caminhão

A Bliss Mobil é especializada em módulos habitacionais independentes para veículos de expedição, com estruturas rígidas, isolamento térmico e soluções integradas de energia, água e armazenamento. No projeto com o eActros 600, a empresa adaptou o conceito para um caminhão totalmente elétrico, com foco em autonomia de vida a bordo e integração com o sistema elétrico principal, mantendo, ao mesmo tempo, o conforto e a ergonomia de um motorhome de alto padrão.

Embora a Mercedes-Benz não divulgue todos os detalhes técnicos do módulo, a combinação de baterias de tração do caminhão com possíveis baterias auxiliares e painéis solares deve permitir que o veículo opere em locais com pouca ou nenhuma infraestrutura, tanto para recarga quanto para o dia a dia da tripulação.

Rota de 45 mil km e até 80 recargas

De acordo com informações divulgadas pela Mercedes-Benz Trucks, a rota de Wagner deve cobrir aproximadamente 45 mil quilômetros, com passagem por mais de 35 países, em diferentes continentes. A previsão é que o percurso seja concluído em cerca de um ano, com um total de até 80 sessões de recarga – o que significa, na média, algo em torno de 560 quilômetros entre cada recarga planejada.

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Rota proposta por Tobias Wagner

A montadora reconhece que o roteiro ainda pode sofrer ajustes, especialmente pela necessidade de compatibilizar infraestrutura de recarga, vistos, logística de transporte marítimo em trechos inevitáveis e eventuais restrições regulatórias em alguns mercados. Mesmo assim, reforça que o objetivo é manter a proposta de primeira circunavegação do globo em um caminhão pesado totalmente elétrico.

Viagem soma-se a testes anteriores do eActros 600

A volta ao mundo de Wagner é mais um capítulo da estratégia da Mercedes-Benz Trucks para posicionar o eActros 600 como referência em caminhões elétricos de longa distância. Em 2024, dois protótipos próximos da produção em série participaram de uma “European Testing Tour” de mais de 15 mil quilômetros por 22 países, em uma viagem de desenvolvimento realizada em 45 dias, com foco na validação do modelo em diferentes condições operacionais.

Hellgeth leva Unimog TenereX e Arocs 6×6 a feira Abenteuer & Allrad

No mesmo contexto de apresentação do eActros 600 em versão de expedição, a montadora destaca a presença do especialista Hellgeth em veículos de expedição na feira Abenteuer & Allrad, na Alemanha. A empresa, conhecida por preparar Unimogs para uso extremo, exibe vários veículos de expedição baseados no modelo off-road da Mercedes-Benz, incluindo três versões do Unimog TenereX.

Entre os destaques, há um Unimog “de luxo” desenvolvido como edição especial em comemoração aos 80 anos do Unimog, equipado com motor de cerca de 300 hp, além de um Mercedes-Benz Arocs 6×6 configurado como caminhão de serviço nos padrões do Rally Dakar. A Hellgeth enfatiza que os modelos TenereX combinam dimensões compactas, grande capacidade off-road e módulos habitacionais confortáveis, permitindo enfrentar trilhas de montanha, estradas estreitas e rotas deserticas com alto nível de confiabilidade mecânica.

Em tempo, o canal do Elektrotrucker foi criado em fevereiro de 2024 na Alemanha e já conta mais de 260 vídeos sobre caminhões elétricos publicados: https://www.youtube.com/@elektrotrucker

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Comparativo técnico dos ônibus da Seleção na Copa do Mundo 2026: VW Volksbus 18.320 x Temsa TS45

Seleção
Conheça as diferenças entre os modelos que transportam a Seleção Brasileira de Futebol desde a pré-Copa

A Seleção Brasileira desembarcou nos Estados Unidos em 2 de junho de 2026 para a Copa do Mundo 2026 — e por meio de dois modelos de ônibus que representam mundos distintos: o Marcopolo Paradiso G8 1200 sobre chassi Volkswagen Volksbus 18.320SH, usado no Brasil, e o TEMSA TS45, modelo turco dominante no mercado norte-americano que agora Transporta a delegação em solo americano.

Esta mudança reflete a lógica de mercado automobilístico global. Apesar da Volkswagen Caminhões e Ônibus (VWCO) ser parceira em mobilidade da Seleção, cada país tem fabricantes dominantes, regulamentações específicas e frotas estabelecidas. Por isso, o Volksbus 18.320 pode rodar somente em território brasileiro, pois o custo e o tempo necessário para a homologação do modelo produzindo em Resende inviabilizaria o investimento do marketing da montadora. O Grupo TRATON, controlador da VWCO, até possui fábrica de ônibus estadunidense, a IC Bus, mas produz apenas modelos escolares.

Fator Brasil Estados Unidos
Parceria CBF Volkswagen Caminhões e Ônibus Sem parceria oficial de veículo
Disponibilidade Volkswagen fornece 2 chassis Volksbus 18.320SH + 1 caminhão MCA Transportation contrata pela Fifa opera frota própria de TEMSA TS45
Fabricante Local Marcopolo + Volkswagen TEMSA (Turca, mas dominante nos EUA)
Logística Preparação no Brasil (pré-Copa) Operação durante Copa nos EUA
Seleção
Temsa TS45 vs Marcopolo Paradiso G8 1200

Comparação Técnica: Volksbus 18.320SH-Marcopolo Paradiso G8 1200 (Brasil) vs Temsa TS45 (EUA)

A Temsa produz os seus ônibus integralmente na fábrica de Adana, na Turquia, exporta para mais de 100 países, incluindo os Estados Unidos. O modelo TS45 é o topo de linha da fabricante turca que, conta ainda, com uma versão elétrica, o TS45E. Já o Volksbus 18.320 SH utilizado pela Seleção Brasileira no Brasil tem o chassi montado pela Volkswagen em Resende e trata-se o chassi topo de linha da marca, porém, montado com uma carroceria mais compacta da Marcopolo deviso ao chassi 4×2, a Paradiso G8 1200.

Especificações Dimensionais
Parâmetro Volksbus 18.320SH + Paradiso G8 1200 TEMSA TS45
Comprimento Até 14 metros (carroceria) 13,716 mm
Largura Padrão brasileiro: 2,55 m 2,591 mm
Altura (ar-condicionado) Aprox. 3,45 m 3,505 mm
Altura Interna Aprox. 1,90 m 1,924 mm
Capacidade de Bagagem Aprox. 6.000-8.000 L 13.026 litros
Capacidade de Passageiros Até 50 sentados 56 passageiros
Propulsão e Performance
Parâmetro Volksbus 18.320SH TEMSA TS45
Motor MAN D08 6 cilindros, 6,9L Cummins X12 6 cilindros, 12L (EPA 24)
Potência 320 cv @ 1.900 rpm 455 cv @ 1.900 rpm
Torque 1.200 Nm @ 1.200-1.700 rpm 1.700 lb-ft @ 1.000 rpm (~2.305 Nm)
Transmissão ZF automática de 8 marchas Allison B500/B500R (automática)
Tração 6×2 (motor traseiro) 6×2 (motor traseiro)
Peso Bruto Total 18.000 kg 23.360 kg
Sistemas de Segurança e Conforto
Parâmetro Volksbus 18.320SH TEMSA TS45
Suspensão Pneumática completa (2 bolsões dianteiros + 4 traseiros) Pneumática otimizada, eixo dianteiro independente ZF RL 75E
Freios ABS, 4S e 4M, EBD, ATC, ESC e tambor em todas as rodas Bendix, ESP, ESC, ATC, ABS, freio a disco em todas as rodas
Câmeras Telemetria embarcada, sistema de monitoramento Câmera 360° + sistema de espelhos digitais
Partida em rampa HSA – Assistênte de partida em rampa Hill holder integrado
Conectividade Painel digital 3,5″ com 70+ funcionalidades USB-A + USB-C em cada assento, lighting RGB
Tanque de combustível Aprox. 400-500 L 757 litros
Emissões PROCONVE P8 (Euro 6) EPA 2024 (padrão norte-americano)

Fontes: Volkswagen Caminhões e Ônibus, TEMSA, MCA Transportation e Instagram oficial da Seleção Brasileira

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Saiba mais:

  • Torcida mineira
    Iveco
    Iveco 17-280 com carroceria Mascarello

    O Cruzeiro incorporou à sua frota um novo ônibus Mascarello Roma M4, cedido pela Iveco, para atender a um calendário intenso em 2026, incluindo Brasileirão, Copa do Brasil, Libertadores e a final do Mineiro. Montado sobre o chassi Iveco 17-280 Euro 6 produzido em Sete Lagoas, o veículo oferece motor de 280 cv, suspensão pneumática e 44 poltronas executivas com diversos itens de conforto, além de geladeira e toalete. A identidade visual foi escolhida pela torcida e destaca símbolos tradicionais do clube. Durante a apresentação, dirigentes do Cruzeiro e do Grupo Sada/Deva reforçaram a parceria de mais de uma década e afirmaram que o novo ônibus representa modernização, segurança e bem-estar para os atletas em viagens nacionais e internacionais.

  • A Iveco Bus encerrou 2025 como a montadora de ônibus que mais cresceu em termos percentuais no mercado brasileiro. A marca registrou alta de 30,5% nas entregas, totalizando 2.762 unidades, frente às 2.116 unidades em 2024. O desempenho mantém a Iveco Bus como a quarta maior fabricante do país, atrás de Mercedes-Benz (10.382 unidades), Volkswagen (5.779) e Agrale (2.991).
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Prometeon acelera no Brasil: rebranding, expansão na Copa Truck e nova fase dos pneus Serie 02

Prometeon
Victor Dante, Head de Marketing da Prometeon

Com tradição centenária e foco exclusivo no transporte, marca intensifica presença no mercado e transforma o GP Prometeon em marco histórico da categoria

A Prometeon vive um dos momentos mais importantes desde sua criação. Após dois anos do lançamento dos pneus Série 02, a marca acelera sua consolidação no mercado brasileiro, amplia sua atuação na Copa Truck e prepara uma nova fase de posicionamento, agora com a identidade Prometeon estampada definitivamente nos produtos.

Em entrevista exclusiva à Frota News, Victor Dante, head de marketing da Prometeon para a América Latina, detalhou o desempenho dos pneus, os desafios do rebranding e o papel da Copa Truck como plataforma técnica e de relacionamento.

Do lançamento à consolidação: a evolução dos pneus Série 02

O primeiro capítulo dessa trajetória começou em abril de 2024, em Goiânia, quando a empresa apresentou a Série 02 — linha de pneus premium com foco em custo por quilômetro — ainda sob a marca Pirelli, mas já com o selo Prometeon Engineered.

Segundo Victor Dante, esse selo representa a herança técnica da Pirelli combinada à especialização da Prometeon:

“A gente está há 10 anos especializando como Prometeon e olhando só para o setor de frotas, só para o caminhoneiro. Pegamos tudo que já tínhamos de bom na tecnologia, aperfeiçoamos e melhoramos.”

Agora, em junho de 2026, a empresa inicia a segunda fase: o mesmo produto, já validado pelo mercado, passa a ser comercializado com a marca Prometeon dos dois lados.

“Você já conhece o pneu. Está na hora de conhecer a marca.”

Rebranding com mais de 100 anos de história

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A marca Prometeon passam a ganhar destaque nas laterais dos pneus Serie 02

Embora a marca seja nova, sua base industrial não é. A Prometeton nasce da divisão da operação de pneus da Pirelli no Brasil, que há mais de 80 anos produz pneus de caminhão e agro no país.

A separação permitiu foco total no segmento de transporte, algo que, segundo Dante, tem sido bem recebido pelos clientes:

“Quando contamos nossa história para o caminhoneiro autônomo ou para o frotista, ela é muito bem recebida. A Prometeon vem para olhar a dor do dia a dia e ajudar a diminuir o custo total de operação.”

Esse foco exclusivo em pneus comerciais — caminhão, agro e construção — é o que sustenta a nova fase da marca.

Nota da redação: A produção de pneus para veículos pesados da Pirelli começou em 1905, na Itália. No Brasil, o marco veio em 1940, com a inauguração da fábrica de Santo André, que se tornou a maior unidade do grupo para pneus radiais de caminhões e ônibus.

Copa Truck: laboratório extremo e vitrine com foco em caminhões

Desde 2024, a Prometeon é parceira e fornecedora oficial de pneus da Copa Truck. E, ao contrário do que ocorre em outras categorias, os pneus usados nas corridas são exatamente os mesmos vendidos para frotas e caminhoneiros.

“Aqui conseguimos provar, acima de 200 km/h, com frenagens bruscas, muito calor e asfalto abrasivo,
a real qualidade dos nossos pneus”, explica Dante.

A competição funciona como um laboratório real, permitindo ajustes contínuos e validação em condições extremas.

Nos dias 30 e 31 de maio de 2026, a etapa de Interlagos da Copa Truck Be8 BeVant recebeu o primeiro naming rights da categoria, passando a se chamar GP Prometeon.

Durante o fim de semana, a Prometeon intensificou sua visibilidade no autódromo com uma série de ativações distribuídas pelo circuito. Entre elas estavam placas de pista, o pórtico oficial da etapa, a presença da marca no pódio e a identificação dos pneus utilizados pelos caminhões. A empresa também recebeu clientes, parceiros e convidados em uma arquibancada exclusiva com capacidade para mil pessoas, além de um camarote dedicado a ações de relacionamento.

A etapa reuniu figuras de destaque do esporte e fortaleceu a conexão da marca com diferentes públicos. A piloto Bia Figueiredo, embaixadora da Prometeon e integrante da categoria PRO, participou de encontros com convidados e reforçou sua importância dentro da estratégia da companhia no automobilismo.

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Bia Fiqueiredo e Amoroso em Interlagados

Outro nome de peso presente no evento foi o ex-jogador Amoroso, que participou de uma ação especial realizada em parceria com o Parma Calcio 1913, clube italiano patrocinado pela Prometeon. Com passagens marcantes por São Paulo, Borussia Dortmund, Parma e Seleção Brasileira, o atleta ajudou a aproximar duas plataformas-chave da empresa: o futebol e o automobilismo. Durante o evento, Bia e Amoroso exibiram a camisa do Parma Calcio 1913, simbolizando essa integração entre modalidades.

Assista a entrevista:

Para Victor Dante, o GP Prometeon representa um marco dentro do processo de rebranding da companhia.

O rebranding exige criatividade, consistência e presença em territórios que traduzem a nossa essência. Por isso, junto com a competente gestão da Copa Truck, inovamos ao criar o primeiro naming rights da categoria”.

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Moda e mobilidade: Renault une design e cultura em nova fase no Brasil com a PACE

Renault
Renault investe na moda com patrocínio do desfile da PACE

Renault reforça iniciativa em lifestyle ao apoiar o primeiro desfile da PACE em São Paulo.

Quando falamos em consumo, especialmente no mundo atual, falamos também de pertencimento. Compramos aquilo com que nos identificamos e do qual entendemos fazer parte, seja por comportamento, ideologia ou estética. No ambiente corporativo ou na vida pessoal, estamos constantemente em busca de integrar uma tribo, um grupo que reflita nossos valores e aspirações.

No mercado automotivo, isso nunca foi diferente. Pelo contrário: trata-se de um dos setores pioneiros na construção de símbolos de status, identidade e pertencimento. Marcas como BMW, Ferrari e Mercedes-Benz são exemplos claros dessa estratégia. Mais do que entregar um automóvel ao consumidor, elas oferecem a sensação de fazer parte de um universo exclusivo, algo que transcende a simples aquisição de um bem material.

A Renault intensifica seu reposicionamento no Brasil ao expandir sua atuação para além do setor automotivo e se aproximar de segmentos como moda, design, cultura e experiências. O investimento busca conectar a marca ao estilo de vida contemporâneo dos brasileiros, reforçando sua presença em territórios culturais relevantes. Esse movimento acompanha a transformação global da empresa e amplia sua atuação como plataforma de lifestyle.

Como parte dessa iniciativa, a Renault tornou-se patrocinadora master do primeiro desfile da PACE, marca comandada por Felipe Matayoshi, que inaugurou recentemente sua flagship em São Paulo. Com dez anos de trajetória, a PACE avançou-se no mercado nacional e internacional, estando presente em multimarcas ao redor do mundo. O patrocínio reforça a intenção da Renault de dialogar com públicos que valorizam estética, autenticidade e propósito.

A mudança de posicionamento da Renault ganhou força com o lançamento do Kardian em 2024 e será ampliada com a chegada dos novos modelos Boreal e Koleos full hybrid E-Tech. Segundo Aldo Costa, diretor comercial da Renault, a marca busca se aproximar das pessoas por meio de territórios culturais que refletem seus interesses e estilos de vida, como moda, design e esporte.

A Renault parece ter entendido que a disputa atual não é apenas por potência, consumo ou tecnologia. É uma disputa por percepção. O Boreal pode ser tecnicamente competitivo, mas o verdadeiro desafio da marca é convencer o consumidor de que ela passou a ocupar um novo espaço simbólico no mercado.

A coleção TYP0J1G, que marca a estreia da PACE nas passarelas, apresenta uma proposta conceitual que conecta Brasil e Okinawa. Assinada por Felipe Matayoshi, a coleção traduz memórias afetivas, referências musicais e ancestralidade nipônica, combinando elementos clássicos e vanguardistas. O desfile também inclui peças inspiradas no losango da Renault, incorporado como elemento de design.

Felipe Matayoshi destaca que o desfile representa a materialização mais madura da história da PACE, reforçando a essência e o tempo da marca. Juliana Matayoshi, cofundadora e CFO, afirma que a empresa só realiza projetos quando pode entregar o melhor, reforçando o compromisso com qualidade e identidade autoral.

Fundada em 2017, a PACE nasceu como marca de tênis e acessórios e evoluiu para o vestuário, alcançando vitrines de multimarcas icônicas como o Dover Market Street. Com influências do Brasil e de Okinawa, a marca cria peças modernas e atemporais e já colaborou com empresas como ASICS, New Balance, TikTok e Budweiser. A parceria com a Renault reforça sua expansão e consolidação no cenário cultural e de moda.

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Saiba mais:
  • Picape Niagara
    A Renault batizou sua próxima picape de Niagara, modelo derivado do conceito apresentado em 2023 e parte do plano futuREady, que prevê 14 novos lançamentos fora da Europa até 2030. Pensada para transmitir força e conexão com a natureza, a picape reforça a estratégia da marca na América Latina, onde será produzida em Córdoba (Argentina) e lançada oficialmente em setembro de 2026, com vendas até o fim do ano. O veículo chega para ampliar a gama regional ao lado de Boreal e Kardian, oferecendo robustez, espaço interno e tecnologias avançadas para uso urbano e off-road. O nome “Niagara”, de origem ameríndia, simboliza grandeza e resistência, alinhando emoção e propósito na expansão global da Renault.
  • Koleos full hybrid
    A Renault anunciou a chegada do primeiro lote comercial do Koleos full hybrid E‑Tech ao Brasil, com pré‑venda marcada para 1º de abril e entregas a partir de 17 de abril. O SUV estreia no país em versão única, esprit Alpine, equipada com um conjunto híbrido que combina motor 1.5 turbo a combustão com dois motores elétricos, totalizando 245 cv. A transmissão automática DHT e a bateria de íons de lítio de 1,64 kWh permitem uma condução silenciosa, ágil e com forte sensação de carro elétrico, especialmente no uso urbano.
  • Ford lança Transit City elétrica nas versões furgão e chassi cabine
  • Investimento
    A Renault e a Geely anunciaram um investimento de R$ 3,8 bilhões no Brasil para criar o grupo Renault Geely do Brasil e acelerar a produção local de veículos híbridos e elétricos. O plano inclui três frentes: fabricar dois novos modelos sobre a plataforma global GEA da Geely a partir de 2026, renovar um modelo atual da Renault no mesmo ano e instalar uma nova base industrial para veículos 100% elétricos, com lançamento previsto para 2027. O aporte ocorre após a Geely adquirir 26,4% da Renault do Brasil, ampliando uma parceria global já existente. As empresas afirmam que o Brasil será estratégico para o crescimento do grupo e que o investimento reforça o compromisso de longo prazo com o país, impulsionando inovação, competitividade e desenvolvimento industrial.

João Veloso retorna à Stellantis e lidera Comunicação Corporativa na América do Sul

Stellantis
João Veloso Jr.

Executivos assumem novas posições em Comunicação, Estratégia, IA e
Jornada do Cliente na América do Sul

A Stellantis promove uma ampla reestruturação em sua liderança na América do Sul, marcada pela chegada de João Veloso ao comando da Comunicação Corporativa a partir de 11 de junho. Veloso, que retorna ao grupo após 11 anos e deixa a vice-presidência de Comunicação do BMW Group na América Latina, assume o posto ocupado por Fabrício Biondo desde a criação da Stellantis, em 2021. O executivo possui mais de 25 anos de experiência no setor automotivo, com passagens por Delphi, Nissan e agências de comunicação.

Fabrício Biondo, por sua vez, passa a liderar a área de Business Development and Corporate Strategy na região. Com trajetória multidisciplinar em vendas, marketing, produto e comunicação, o executivo ingressou no grupo em 2011, ainda pela PSA, e agora assume a missão de fortalecer a visão estratégica orientada ao mercado e às oportunidades de crescimento. Sua nova posição era anteriormente ocupada por Erica Schwambach.

Erica Schwambach migra para a recém-criada Regional AI Transformation, área que integra a América do Sul a uma estratégia global de inteligência artificial da Stellantis. Conectada a outros seis hubs internacionais, ela será responsável por implementar, adaptar e ampliar o uso de IA corporativa na região, fornecendo dados estratégicos e impulsionando iniciativas de transformação digital alinhadas às prioridades do negócio.

55
Edição 55

Leia a edição 55 da Revista Frota News

Customer Journey Excellence

Outra novidade é a criação da área de Customer Journey Excellence, que terá Ricardo Gouveia como vice-presidente. Atualmente head de Commercial Operations da Jeep no Brasil, Gouveia passa a integrar uma estrutura global dedicada a garantir uma gestão integrada e orientada por indicadores em toda a jornada do cliente, assegurando que a experiência das marcas esteja alinhada às expectativas dos consumidores sul-americanos.

Segundo Herlander Zola, presidente da Stellantis América do Sul, as mudanças refletem o dinamismo da organização e reforçam o alinhamento ao plano global FaSTLAne 2030. A companhia destaca que as alterações visam fortalecer a governança regional, acelerar a transformação digital e aprimorar a experiência do cliente. A reportagem será atualizada em breve.

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eActros 600 e NextGenH2: as diferenças entre os caminhões elétricos a bateria e hidrogênio da Mercedes-Benz

eActros 600 x NextGenH2
eActros 600 x NextGenH2

eActros 600 e NextGenH2 Truck compartilham base tecnológica, mas seguem caminhos distintos para atender diferentes operações logísticas

A Daimler Truck avança com duas frentes tecnológicas para atender clientes que vão investir na descarbonização de suas frotas: caminhões elétricos a bateria e modelos movidos a hidrogênio. Embora semelhantes por fora e até na experiência ao volante, o Mercedes-Benz eActros 600 e o Mercedes-Benz NextGenH2 Truck adotam conceitos energéticos distintos para atender demandas variadas do transporte rodoviário.

“‘Bateria em primeiro lugar’ continua sendo a base da Daimler Truck e já cobre muitos casos de uso atualmente”. O eActros 600, produzido em série desde 2024, entrega autonomia de 500 quilômetros com peso bruto combinado de cerca de 40 toneladas. Com três pacotes de baterias LFP totalizando 621 kWh — dos quais mais de 95% são utilizáveis — o modelo foi projetado para durabilidade de até 1,2 milhão de quilômetros em dez anos.

O modelo a hidrogênio

Já o NextGenH2 Truck, previsto para pequenas séries no fim de 2026, mira operações de longa distância que exigem flexibilidade e reabastecimento rápido. Em vez de armazenar eletricidade, o modelo transporta hidrogênio líquido a –253 °C em dois tanques com capacidade para até 85 kg, suficientes para mais de 1.000 quilômetros de autonomia. “O único subproduto é o vapor d’água liberado na atmosfera”, destaca o texto.

eActros 600 e NextGenH2
NextGenH2 mira longas distâncias

Apesar das diferenças, ambos compartilham o mesmo eixo motriz elétrico desenvolvido pela Mercedes-Benz Trucks, sistemas avançados de assistência e um ambiente de cabine semelhante. A distinção está na forma como cada um transporta e repõe energia: carregamento elétrico de alta potência no eActros 600 e reabastecimento de hidrogênio em 10 a 15 minutos no NextGenH2.

A Daimler Truck defende que nenhuma tecnologia isolada atende a todas as operações. Rotas previsíveis favorecem baterias; trajetos longos e variáveis exigem hidrogênio. A oferta de via dupla, afirma a empresa, acelera a descarbonização e amplia a competitividade do setor.

Veja também:
  • eActros em teste na DHL
    A frota global da DHL ultrapassa os 113 mil veículos e, cada vez mais, em transição energética. Só no Brasil, a DHL Express conta com mais de 140 veículos de carga (de bike, vans até caminhões leves) elétricos. O objetivo da empresa é ter 80 mil veículos zero emissão até 2030 e, para isso, ela testa quase todas as soluções apresentadas. O mais recente teste está sendo com o Mercedes-Benz eActros 600.
  • Milésimo ônibus elétrico
    A Eletra alcançou um marco inédito no transporte coletivo brasileiro ao entregar o milésimo ônibus elétrico produzido no País. A unidade simbólica foi destinada à Movebuss, que opera na zona sudeste de São Paulo e adquiriu 45 veículos elétricos para renovar sua frota. O modelo utiliza plataforma Mercedes‑Benz, motor e baterias WEG, com integração tecnológica desenvolvida integralmente pela Eletra. A fabricante, que detém 70% do mercado nacional e responde por metade das vendas às operadoras da SPTrans, já trabalha em uma nova carteira de pedidos de aproximadamente 1 mil ônibus, com entregas previstas até 2027. Segundo a diretora‑presidente Milena Braga Romano, o marco reflete décadas de investimento em tecnologia nacional. A diretora comercial Iêda Oliveira destaca a adaptação dos modelos a diferentes climas e operações, enquanto o diretor‑presidente da Movebuss, Antônio Alves de Oliveira, ressalta ganhos ambientais e de conforto. Com capacidade produtiva de 1.800 veículos por ano e presença no ranking global E‑Bus Radar, a Eletra amplia sua atuação em ônibus elétricos, trólebus, híbridos e retrofit, impulsionando a transição energética no transporte público brasileiro.
  • Novas embreagens Eaton
    A Eaton ampliou sua atuação no segmento de veículos pesados ao lançar uma nova embreagem de 430 mm para transmissões automatizadas, reforçando sua estratégia de expandir a cobertura de aplicações no mercado e atender operações de alta severidade no transporte rodoviário. O componente, voltado a frotistas e transportadores, foi desenvolvido para elevar a durabilidade, a confiabilidade operacional e a disponibilidade da frota, reduzindo paradas não planejadas e aumentando a eficiência diária das operações. Segundo Fernando Piton, diretor da Unidade de Negócios de Aftermarket do Grupo Mobility para a América do Sul, o lançamento consolida a presença da Eaton no Aftermarket de veículos comerciais e fortalece sua posição como parceira do mercado de reposição automotiva. A reportagem será atualizada em breve.
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Mallon e Blu Star lideram novos postos de serviços da Mercedes-Benz em SC

postos de serviços
As duas novas unidades Mercedes-Benz em Caçador e Brusque

Novos postos de serviços Mallon, em Caçador, e Blue Star, em Brusque,
ampliam a cobertura da marca no Sul do país

A Mercedes-Benz ampliou sua presença em Santa Catarina com a inauguração de dois novos postos de serviço em Caçador e Brusque, operados pelo Mallon MB e pela Blu Star. A expansão reforça a estratégia da montadora de fortalecer sua atuação no Sul do país, região marcada por forte atividade industrial e logística. Segundo Marcelo Calonga, Head de Desenvolvimento de Rede da Mercedes-Benz Cars & Vans Brasil, a iniciativa busca aproximar a marca dos clientes para elevar o padrão de atendimento.

Em Caçador, o Grupo Mallon — parceiro da Mercedes-Benz desde 1957 — integra o novo posto à operação da matriz da Mallon Veículos Comerciais, ampliando sua atuação em um polo estratégico para o segmento de vans. Já em Brusque, o Grupo Blu Star fortalece sua presença no estado ao inaugurar uma unidade vinculada à matriz de Indaial, ampliando a capilaridade da rede e garantindo maior cobertura regional.

Os novos polos foram estruturados para oferecer atendimento integrado de pós-venda, com foco em agilidade, conveniência e suporte completo ao cliente. A ampliação da rede em Santa Catarina reforça o relacionamento com frotistas e parceiros, contribui para o desenvolvimento regional e assegura uma experiência de alto padrão, alinhada ao posicionamento global da Mercedes-Benz.

Veja também:

Caoa investe R$ 5 bilhões em Goiás e impulsiona novo ciclo logístico no Centro-Oeste

Caoa
SUV Uni-T que começou a ser produzido em Goiás

O novo aporte de R$ 5 bilhões até 2028 anunciado pelo Grupo Caoa para a operação de Anápolis (GO) é a maior expansão industrial já realizada pela companhia na região e inaugura uma nova fasepara a logística automotiva no Centro-Oeste. O investimento, somado aos R$ 3 bilhões de 2023, totaliza R$ 8 bilhões destinados à ampliação da planta e à chegada da marca Caoa Changan, parceria com a montadora chinesa. A reinauguração da linha de produção, em março de 2026, marcou o início da fabricação nacional do SUV Unit-T, primeiro modelo da Changan produzido no Brasil.

Com a capacidade produtiva duplicada para 160 mil veículos por ano e um quadro superior a 7.600 funcionários, o fluxo logístico de insumos, componentes e veículos deve crescer de forma significativa. A nova linha da Changan, com ritmo de 20 unidades por hora, exige abastecimento contínuo e integração avançada entre fornecedores, transportadoras e centros de distribuição. Nos últimos dois anos, a planta expandiu sua área construída em 21%, alcançando 208,4 mil m², e aumentou de 42 para 209 robôs, reforçando a automação e a demanda por operadores especializados em gestão de cadeia de suprimentos e rastreamento de frotas.

Piracicaba recebe produção exclusiva de injetores Delphi GDi de alta pressão

A Phinia inaugurou uma nova linha de produção em Piracicaba (SP) para fabricar injetores Delphi GDi de 350 bar, tornando a unidade a única no Brasil capaz de produzir esse componente de ultra precisão. A tecnologia, baseada na plataforma Multec 14, posiciona a planta entre as mais avançadas da companhia no mundo — ao lado de México, China e Romênia — e amplia o potencial de negócios na América do Sul, especialmente diante da expansão de motores de alta eficiência, sistemas híbridos e eletrificação parcial. Segundo Giovani Benato, diretor‑geral da Phinia em Piracicaba, a escolha reforça a capacidade técnica e industrial brasileira.

Os injetores GDi de 350 bar operam com pressão quase 100 vezes superior à de sistemas multiponto convencionais, permitindo atomização extremamente fina — com gotículas de cerca de 4,2 mícrons, contra 70 a 90 mícrons em sistemas tradicionais. Para atingir esse nível de precisão, a fábrica instalou uma sala limpa de 1,5 mil m² certificada ISO Classe 8 e adotou processos como perfuração a laser, engenharia de spray, CFD, inspeção automatizada e rastreabilidade total. Os injetores utilizam revestimento proprietário de carbono semelhante ao diamante e passam por validações que superam 500 milhões de ciclos, podendo chegar a 1 bilhão em algumas aplicações.


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Metade das rodovias públicas brasileiras tem Baixo Índice de Perdão, aponta CNT; entenda o que o indicador mede

rodovias
Asfalto feito com borracha de pneus reciclados. Foto: Divulgação

Indicador evidencia que infraestrutura deficiente aumenta severidade
dos acidentes em rodovias brasileiras

Metade das rodovias públicas brasileiras avaliadas pela Confederação Nacional do Transporte (CNT) apresenta Baixo Índice de Perdão, indicador que mede a capacidade da infraestrutura viária de reduzir a gravidade das consequências dos acidentes. Os dados fazem parte da terceira edição do Painel CNT de Rodovias que Perdoam, atualizada com informações de 2025 e divulgada hoje (03/06), que mostra piora no desempenho das vias sob gestão pública e manutenção de resultados superiores nas rodovias concedidas.

Segundo o levantamento, 42.052 km de rodovias públicas analisadas foram classificados com Baixo Índice de Perdão, enquanto apenas 4,8% (4.024 km) alcançaram Alto Perdão. Nas rodovias concedidas, o cenário se inverte: 62% (18.670 km) dos trechos avaliados apresentam Alto Índice de Perdão, e somente 2,4% (718 km) foram enquadrados na faixa de Baixo Perdão. No total da malha pesquisada — 114 mil km — 37,5% dos trechos têm Baixo Perdão, 42,7% Médio e 19,9% Alto.

Para a diretora executiva da CNT, Fernanda Rezende, os resultados reforçam a relação direta entre infraestrutura e gravidade dos acidentes. Ela destaca que, embora o cenário nacional esteja estável em relação a 2024, os avanços permanecem desiguais e exigem ampliação de investimentos, especialmente nas rodovias sob gestão pública.

Desigualdades regionais persistem

A análise territorial revela forte disparidade entre regiões. Sudeste e Sul concentram a maior parte dos trechos com Alto Índice de Perdão, impulsionados pela predominância de concessões. Já Norte, Nordeste e Centro-Oeste permanecem com corredores classificados entre Médio e Baixo Perdão, inclusive em rotas estratégicas para o transporte de cargas e passageiros, o que aumenta riscos e pressiona a necessidade de intervenções estruturais.

O que é o Índice de Perdão da CNT

O Índice de Perdão é um indicador criado pela CNT para medir o quanto uma rodovia é capaz de minimizar a gravidade de um acidente, caso ele ocorra. O conceito se baseia no padrão internacional de forgiving roads — ou “rodovias que perdoam” — que prioriza elementos de segurança passiva, projetados para reduzir danos mesmo quando há erro humano ou falha mecânica.

O cálculo considera a relação entre a severidade dos acidentes e as características físicas da via, avaliando itens como:

  • Acostamentos funcionais
  • Defensas metálicas e barreiras de concreto
  • Áreas livres de obstáculos nas margens
  • Atenuadores de impacto
  • Geometria e sinalização adequadas

Rodovias com Alto Índice de Perdão oferecem melhores condições para absorver impactos e reduzir lesões graves. Já trechos com Baixo Índice de Perdão tendem a agravar acidentes devido à ausência ou insuficiência desses dispositivos.

Ferramenta interativa e base de dados

O Painel CNT permite consultas por região, estado, tipo de gestão e rodovia, com filtros customizáveis. A ferramenta cruza dados da Pesquisa CNT de Rodovias 2025, registros de acidentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e informações de tráfego do DNIT, por meio do PNCT. A reportagem será atualizada em breve.

Veja também:
  • Asfalto com pneus reciclados
    A fase final da construção da Ponte de Guaratuba, no litoral do Paraná, destaca o uso de asfalto‑borracha — tecnologia que incorpora pneus inservíveis ao pavimento, aumentando a durabilidade e reduzindo impactos ambientais. Cerca de 600 toneladas do material, equivalente a 23 mil pneus reciclados, estão sendo aplicadas nos 70 mil m² que abrangem a ponte e seus acessos. Estudos citados pela Frota News mostram que o asfalto‑borracha pode ser 40% mais resistente que o convencional, com vida útil média de 14 anos. A obra também envolve um componente social, já que parte do processamento da borracha é feita por detentos da Colônia Penal Agrícola de Piraquara. Coordenada pelo DER/PR, a nova ponte terá quatro faixas, ciclovia e áreas de segurança, ampliando a mobilidade e o escoamento econômico no litoral paranaense.
  • Melhor momento para as concessionárias
    O Brasil vive um dos maiores ciclos recentes de investimentos em rodovias, impulsionado pelo avanço das concessões e pela entrada mais robusta da iniciativa privada. Nos últimos três anos, foram leiloados 22 trechos, somando mais de 10 mil km e R$ 247 bilhões contratados. Até 2026, os aportes previstos podem superar R$ 149 bilhões. Esse movimento fortalece a previsibilidade dos projetos, acelera obras e já melhora as condições operacionais para o Transporte Rodoviário de Cargas, especialmente nas vias concedidas.

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Megaoperação da Cetesb fiscaliza mais de 45 mil veículos a diesel e registra menos de 1,2% de irregularidades

Cetesb
Fiscalização mostra média de irregularidade estabilidada em torno de 1,5%. Imagem cirada por IA

Fiscalização marca início da Operação Inverno 2026 e reforça queda histórica nas irregularidades da frota a diesel em SP

A Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) realizou nesta terça-feira (2) uma megaoperação simultânea em 29 pontos de rodovias do Estado para fiscalizar a emissão de fumaça preta por veículos a diesel. Ao todo, 45.486 veículos foram vistoriados e 524 foram autuados, índice inferior a 1,2% — um dos menores já registrados em ações desse tipo.

A iniciativa marca o início da Operação Inverno 2026, período em que a dispersão de poluentes é reduzida e os impactos da frota a diesel na qualidade do ar se tornam mais críticos. A ação contou com apoio da Polícia Militar Rodoviária e da Polícia Rodoviária Federal.

Segundo a Cetesb, o objetivo é identificar veículos com emissões acima dos limites legais ou com sistemas de controle de poluição adulterados, prática que ainda ocorre em parte da frota e afeta diretamente o desempenho dos motores e o consumo de combustível.

Como funcionou a fiscalização

Os agentes utilizaram a Escala de Ringelmann, método visual empregado para classificar o nível de escurecimento da fumaça emitida pelo escapamento dos veículos. A técnica permite identificar rapidamente possíveis irregularidades na combustão do motor e no funcionamento dos sistemas de controle de emissões.

No km 13,5 do Rodoanel Mário Covas, em Barueri — um dos pontos de maior fluxo da operação —, parte dos veículos foi submetida a uma fiscalização mais detalhada. Além da análise visual, equipes realizaram medições técnicas da opacidade da fumaça, verificaram o uso correto do ARLA 32, obrigatório em modelos equipados com tecnologia SCR, e inspecionaram possíveis adulterações em sistemas antipoluição.

Os motoristas flagrados com irregularidades receberam multa de R$ 2.305,20. No entanto, aqueles que comprovarem a realização da manutenção adequada e o retorno do veículo aos limites legais podem obter redução de 70% no valor da penalidade.

Tendência de queda nas irregularidades

A megaoperação reforça a tendência de baixa incidência de veículos irregulares observada nos últimos anos.
Veja o comparativo:

Ano Veículos Fiscalizados Veículos Autuados Percentual Irregular
2023 89.732 1.262 1,4%
2024 (1ª operação) 35.466 445 1,25%
2025 (1ª operação) 37.959 490 1,5%
2026 (megaoperação) 45.486 524 <1,2%

Em 2025, somando todas as ações do ano, a Cetesb fiscalizou mais de 114 mil veículos e autuou cerca de 1,3% da frota inspecionada.

A queda é expressiva quando comparada ao histórico: em 1997, o índice de irregularidade chegava a 30%; em 2013, caiu para 6%; e, na última década, se estabilizou entre 1% e 2%.

Principais causas das autuações

As principais causas das autuações registradas pela Cetesb estão relacionadas a falhas de manutenção e ao uso inadequado de componentes essenciais para o controle de emissões. Entre os motivos mais frequentes para reprovação estão problemas no motor e nos sistemas de injeção, muitas vezes decorrentes de manutenção insuficiente ou negligenciada.

Também são comuns casos de desgaste ou adulteração de bicos injetores, catalisadores e filtros, peças fundamentais para garantir a queima correta do combustível e a redução de poluentes. Outro fator recorrente é o uso incorreto ou a ausência de ARLA 32, aditivo obrigatório em veículos equipados com tecnologia SCR, responsável por reduzir significativamente a emissão de óxidos de nitrogênio.

A fiscalização ainda identifica situações de desativação proposital de sistemas antipoluição, prática ilegal que compromete o desempenho ambiental do veículo, além de casos de combustível adulterado, que aumentam a emissão de fumaça preta e aceleram o desgaste dos componentes.

Essas irregularidades não apenas elevam a emissão de poluentes, mas também aumentam o consumo de diesel e reduzem a vida útil das peças, gerando impacto direto nos custos operacionais das frotas.

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