Projeto de Gasmig, Grupo SADA, Energia Livre Cemig e Logás testa 21 caminhões a gás e inaugura modelo de abastecimento sustentável no estado
A parceria entre Gasmig, Grupo SADA, Energia Livre Cemig e Logás reúne, pela primeira vez no estado, uma frota dedicada de caminhões movidos a Gás Natural Veicular (GNV) abastecida em uma base operada com energia elétrica 100% renovável.
A iniciativa integra o Programa de Descarbonização de Frota Pesada do Grupo SADA, lançado em 2024, que prevê a substituição gradual de caminhões a diesel por modelos a gás em operações logísticas dedicadas. Nesta fase piloto, 21 caminhões pesados já operam abastecidos exclusivamente com GNV em uma estação dedicada, equipada com dispenser de alta vazão, operada pela Logás e suprida integralmente pela Gasmig via gasoduto.
O uso do gasoduto elimina a necessidade de caminhões-tanque para transporte de combustível, reduzindo emissões logísticas e simplificando a operação. Segundo a Gasmig, o projeto se conecta à estratégia de criação de “corredores de GNV” nas principais rodovias que ligam Minas a outros estados, ampliando a segurança de abastecimento para frotas pesadas.
Energia renovável garante emissões menores na infraestrutura
Um dos diferenciais do projeto é a integração entre gás e eletricidade: toda a estação de abastecimento opera com energia 100% renovável certificada, fornecida pela Energia Livre Cemig. Isso inclui compressores, sistemas de refrigeração, iluminação e demais equipamentos.
A combinação rendeu ao posto o Selo Posto GNV Sustentável, certificação de iniciativa da Gasmig e Cemig, que reconhece boas práticas ambientais e de eficiência. O reconhecimento também reforçou a posição da Gasmig nas premiações internas de ASG do Grupo SADA.
Economia e redução de poluentes frente ao diesel
Simulações da Gasmig mostram que, em veículos pesados, R$ 100 em GNV podem render até 419 km, contra cerca de 345 km com diesel — economia de até 15% no custo por quilômetro em determinados perfis de operação.
No campo ambiental, as empresas destacam reduções de até 30% de CO₂, além de quedas expressivas de material particulado e NOx, melhorando a qualidade do ar em áreas urbanas. Quando houve a transição para o biometano, biocombusível 100% renovável, as redução sobem mais de 90% de CO₂. A iniciativa reforça que o GNV, mesmo ainda sendo um combustível fóssil, é uma etapa importante como intermediária, não uma solução final de descarbonização.
Transição para o biometano: próximo passo já mapeado
Gasmig, Grupo SADA, Energia Livre Cemig e Logás tratam o GNV como parte de uma jornada de transição. A infraestrutura atual — gasodutos, compressores, dispensers e caminhões — é compatível com biometano, permitindo substituição progressiva do gás fóssil por combustível renovável.
Projeções da EPE indicam que o biometano pode representar até 15% da mistura com GNV em 2034, com potencial maior em regiões agroindustriais.
Saiba mais:
Gasmig promete tornar Minas Gerais referência para caminhões e ônibus a gás
A Gasmig (Companhia de Gás de Minas Gerais) mantém o plano, anunciado em meados de 2024, de posicionar o estado como um dos principais polos para circulação de caminhões e ônibus movidos a gás natural veicular (GNV) e biometano no Brasil. O projeto prevê investir R$ 5,8 bilhões até 2033, o maior aporte próprio já feito pela empresa. Ele contempla a construção de mais de 1 mil quilômetros de linhas de distribuição no Sul de Minas e Triângulo Mineiro. Posteriormente, a distribuição chegará ao Vale do Jequitinhonha.
Iniciativas da Tupy e MWM
No Brasil, a cadeia do biometano avança com investimentos em plantas de produção e projetos integrados ao setor agroindustrial. Empresas como Tupy e MWM desenvolvem bioplantas voltadas à geração de biogás e biometano, além de biofertilizantes, utilizando resíduos do agronegócio. Paralelamente, iniciativas logísticas já utilizam o combustível em operações reais, como no transporte de cargas entre estados e em frotas corporativas.
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