Mercado de ônibus elétricos no Brasil cresce rápido e revela enorme potencial frente à Europa, impulsionado por políticas públicas e avanço industrial nacional
O avanço dos ônibus elétricos no Brasil ainda é modesto em comparação à Europa, mas os dados revelam um potencial de crescimento muito superior. A reportagem mostra como políticas públicas recentes, como o PAC Cidades e linhas do Fundo Clima/BNDES, impulsionaram a adoção desses veículos em capitais como São Paulo, Curitiba e Distrito Federal, abrindo espaço para uma transformação acelerada no transporte público urbano.
O estudo destaca o papel de fabricantes como Eletra, BYD, Mercedes‑Benz (com o chassi eO500U), Volkswagen Caminhões e Ônibus, Marcopolo, Volvo e outros players que compõem um ecossistema cada vez mais robusto de eletrificação. Em 2025, o Brasil emplacou 849 ônibus elétricos — crescimento de 170% sobre 2024 — mas ainda muito distante da proporção europeia, que registrou 11.607 unidades no mesmo ano.
Ao comparar o número de ônibus elétricos por habitante, o contraste evidencia a oportunidade: enquanto a União Europeia emplacou 1 veículo para cada 38,8 mil habitantes, o Brasil registrou apenas 1 para cada 251,4 mil. Essa defasagem, porém, representa justamente o tamanho do mercado a ser explorado, impulsionado pela necessidade de renovação de frota, pela expansão da indústria local e pela demanda crescente por sistemas de transporte mais limpos e eficientes.
A análise conclui que o país reúne condições únicas para se tornar um dos maiores mercados de ônibus elétricos do mundo, desde que consiga alinhar política pública, capacidade industrial e sustentabilidade econômica dos sistemas de transporte coletivo.
Leia a reportagem completa na edição 55 da Revista Frota News

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Goiânia entra para a história da eletromobilidade urbana mundial. A capital goiana recebeu nesta quinta-feira (30) a primeira frota de articulados e biarticulados 100% elétricos do mundo em operação regular. No total, são 21 ônibus Volvo BZRT entregues à concessionária Metrobus, sendo 16 articulados e 5 biarticulados, todos equipados com carrocerias Marcopolo Attivi Express.
O evento de entrega, realizado na sede da Metrobus, contou com a presença do governador Ronaldo Caiado, do prefeito Sandro Mabel, de executivos da Volvo e da Marcopolo. Durante o evento, também foi inaugurado a maior estação de carregamento de baterias para veículos pesados, com capacidade para recarregar as baterias de 46 ônibus simultaneamente.
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Setor de cargas busca atrair a Geração Z para reverter a falta de motoristas, destacando tecnologia, qualificação e modernização dos veículos pesados
O transporte rodoviário de cargas enfrenta uma crise demográfica que ameaça a renovação da força de trabalho no país. Segundo a pesquisa “Perfil e Preferências dos Caminhoneiros”, divulgada em 2025 pela Confederação Nacional dos Transportes (CNT), a idade média dos motoristas profissionais brasileiros chegou a 45,3 anos. Apenas 9,5% dos profissionais têm menos de 30 anos, enquanto 12,9% já ultrapassaram os 60 anos. O debate, agora, foca nos desafios de atrair a Geração Z para o setor.
A falta de jovens na profissão é explicada por fatores identificados pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes Terrestres (CNTTT). Entre os principais motivos de desinteresse estão o preconceito contra a categoria (70%), as baixas remunerações (58%) e as condições de trabalho desfavoráveis (51%).
O impacto da escassez já é sentido nas operações. De acordo com a Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC&Logística), 88% das empresas do setor enfrentam dificuldades para contratar motoristas e agregados, o que resulta em frota ociosa, limitações na expansão logística e maior pressão sobre a produtividade. A entidade aponta a falta de profissionais como a segunda principal barreira ao crescimento do setor.
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