Análise detalhada compara motores, chassi, capacidade de rampa e aplicações ideais dos modelos VW de 14 toneladas
VW Delivery 14.180 6×2 e VW Constellation 14.210 4×2 dividem a mesma faixa de 14 toneladas de PBT, mas foram projetados para missões completamente distintas. Enquanto o Delivery privilegia eficiência urbana, plataforma mais baixa, maior volume de carga e menor custo por tonelada, o Constellation aposta em robustez, mais potência, maior capacidade de rampa e autonomia ampliada para rotas regionais e intermunicipais.
Apesar de ter sido lançado há poucos meses, o VW Delivery 14.180 6×2 já vende mais do que o VW Constellation 14.210. Conformado dados recentes de emplacamentos da Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores), o modelo novato já emplacou 177 unidades até 29 de maio deste ano; enquanto o 14.210 teve 58 unidades licenciadas.
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O comparativo técnico revela diferenças claras: o Delivery usa motor Cummins ISF 3.8 de 175 cv e destaca-se pela leveza e economia, ao passo que o Constellation, com motor MAN de 205 cv e 750 Nm, entrega desempenho superior em aclives, retomadas e operações severas. No chassi, o Delivery oferece altura de plataforma entre 834 mm e 854 mm, ideal para distribuição; já o Constellation, com rodas 22,5”, estrutura mais robusta e CMT de 23 toneladas, é indicado para aplicações com reboques e implementos mais pesados.
Em carga útil, o Delivery leva vantagem de até 700 kg a mais, tornando‑se mais competitivo em operações de alto volume, como bebidas, alimentos, varejo e e‑commerce. O Constellation, por sua vez, domina em topografia difícil, graças à capacidade de rampa de até 54% e ao freio motor mais eficiente, além de tanques de até 550 litros que ampliam significativamente a autonomia.
A reportagem mostra que não há sobreposição entre os modelos: o Delivery 14.180 6×2 é a escolha racional para distribuição urbana e metropolitana, enquanto o Constellation 14.210 4×2 é o investimento mais seguro para quem enfrenta distâncias maiores, relevo acidentado e operações que exigem força e resistência estrutural.
Leia a reportagem completa na edição 55 da Revista Frota News, gratuitamente, para ler no celular, tablet ou computador.

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Parceria entre Brado e Grupo Mateus movimenta 24 mil toneladas em rota multimodal
A Brado Logística passou a operar uma rota multimodal para o Grupo Mateus, integrando transporte ferroviário e rodoviário entre São Paulo, Maranhão e Pará. A operação utiliza a Ferrovia Norte-Sul como eixo principal e já movimentou 1.082 contêineres, totalizando 24,2 mil toneladas de produtos de higiene, limpeza, bebidas e alimentos. O fluxo conecta indústrias paulistas ao terminal da Brado em Sumaré (SP) e segue até Davinópolis (MA), de onde caminhões distribuem as cargas para centros estratégicos da varejista.
Segundo Daniel Salcedo, diretor Comercial da Brado, a multimodalidade com a ferrovia como base amplia competitividade, segurança e sustentabilidade, especialmente em longas distâncias no interior do país. Para o Grupo Mateus, que ultrapassa 300 lojas ativas, a solução reduz emissões, aumenta previsibilidade e fortalece a eficiência logística. Sandro Oliveira, vice-presidente comercial, operações e logística da rede, destaca que a parceria otimiza fluxos e amplia a capacidade de atendimento.
A aliança, iniciada em agosto de 2025, começou atendendo o centro de distribuição de Davinópolis e foi expandida para os CDs de São Luís e Santa Izabel do Pará. A executiva Mariana Carnevalli, da Brado, afirma que o diferencial está no desenho da operação, que envolve uma malha de 2,7 mil km e duas ferrovias, construída de forma colaborativa para elevar o nível de serviço, reduzir custos e aumentar a competitividade dos clientes. A rota seguirá crescendo conforme a expansão do Grupo Mateus e a demanda logística da rede.



