terça-feira, abril 7, 2026

Veículos elétricos: Carlos Drummond já avisava sobre as pedras no caminho

Os versos do poema “No Meio do Caminho” do escritor mineiro Carlos de Andrade, publicados em 1928 na Revista de Antropofagia, já abordava os obstáculos (pedras) que as pessoas encontram na vida. O trecho:

“No meio do caminho tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
tinha uma pedra
no meio do caminho tinha uma pedra.”

Este trecho é o mais conhecido. E mais atual do que em 1928! Ele cabe como uma luva no caminho da eletrificação da frota de veículos automotores como opção para transição energética, no Brasil, nos Estados Unidos e na Europa. Parece que só a China vive nas nuvens. Não tenho certeza. Sei sobre a superioridade dos carros que produzem, mas quando eu estive lá para fazer reportagens, a produção de energia deles não era de forma sustentável. Tenho muitas fotos para prova:

pedras no caminhão
Não é neblina, é poluição das termoelétricas de carvão. A “guia do país” me perguntou se eu ia divulgar as fotos sobre poluição (tenho piores). Lógico que respondi que não. Mas divulguei, pois a alma de jornalista falou mais alto. Isso foi em 2014, pode ser que muita coisa tenha melhorado.
pedras no caminho
Uma, entre várias empresas que visitei para produzir reportagens. Após tudo que vivenciei pessoalmente, era diferente do que eu tinha lido até então no Ocidente. A vivência presencial mudou a minha forma de ver o Oriente. Hoje, sou muito mais cuidadoso para escrever reportagens que envolvem empresas e pessoas do Oriente. Faço com mais respeito e investigação.

Temos muitas notícias positivas sobre os lançamentos de carros elétricos potentes, bonitos, evolutivos, caros etc. No entanto, a indústria automotiva e governantes estão descobrindo que ainda há muitas pedras no caminho. E elas precisam ser retiradas antes de transferir a conta para o cliente, mas já está sendo transferida. A retirada dessas pedras custará caro, muito caro para os proprietários de carros elétricos rodarem por uma estrada sem pedras no caminho.

A decisão da Hertz

A conta é tão cara, que uma das maiores locadoras do mundo, a Hertz colocou à venda os 20 mil carros elétricos da frota dela para comprar carros com motor a combustão. A empresa alega, entre os vários motivos, os altos custos de aquisição e manutenção relacionado a colisões. A recuperação de um carro elétrico após uma colisão é muito cara, pois na maioria delas, a bateria é atingida, o que gera a perda total do veículo.

É uma verdade que a indústria não contou para os clientes. O custo de manutenção do elétrico é mais baixo em condições perfeitas, sem colisão e sem mal-uso. No entanto, com colisão e mal-uso, a conta é outra no caso do carro 100% a bateria. A realidade de colisões e mal-uso é fato na nossa frota. Isso é estatística, não é achismo. É só pesquisar sobre estatísticas de acidentes de trânsito.

E preste atenção: ainda não sabemos como será um engavetamento envolvendo 50 veículos elétricos com baterias de 600 Volts. No entanto, esses engavetamento são muito comuns nos países que sofrem com neve no inverno.

Este experimento ainda não foi feito no mundo. Vamos ter que esperar a frota de elétricos crescer, a neve cair, e o fato ocorrer. Vai ocorrer, pois ocorrer todos os anos, tão certo como as enchentes. O socorrista de um carro elétrico precisa de treinamento especial para saber cortar um carro com baterias de alta voltagem. Agora, quantos socorristas já foram treinados para atender um engarrafamento de 50 carros? Ninguém tem essa resposta. E se esse engarrafamento for no Anel Rodoviário de Belo Horizonte? Uma tragédia anunciada.

Califórnia adia proibição de veículos a combustão

Tanto nos Estados Unidos como na Europa, os carros elétricos desvalorizam mais do que o dobro de um modelo convencional. Sobretudo, a conta é tão alta, que o estado da Califórnia, nos Estados Unidos, recentemente, adiou o fim dos veículos a combustão. A Inglaterra fez o mesmo. Ademais, é uma tendência mundial. Não é um decreto para mais um fracasso dos veículos elétricos, tão antigos, quanto os de combustão. É a conscientização de que precisamos tirar muitas pedras do caminho antes de acreditar que teremos dinheiro na conta bancária para ter carro elétrico. Poucos têm essa condição financeira.

Vale deixar claro que o Frota News apoia a transição energética. Portanto, apoiar é também mostrar as pedras que precisam ser tiradas do caminho. Inclusive, divulgamos os outros caminhos para transição energética, com menos pedras.

E há muitas pedras para tirar. Conheceremos algumas:

A bateria de lítio. Quem conhece sobre este mineral, sabe o custo financeiro e, sobretudo, ambiental para a extração de apenas 1 kg. Recomendo ler o livro “Manual do Lítio e Cálcio na Natureza”. Uma coisa é destruir parte do planeta a fim de extrair lítio para fabricar remédios e bateria de celular. Quanto pesa uma bateria de celular? 60 gramas em média. Outra é extrair para baterias de veículos. Dessa forma, o pack de baterias do Tesla tem o peso de  1.745 kg. As baterias de um caminhão ou ônibus podem chegar a mais de 3.000 kg. Portanto, isso não é mais pedra, é rocha. Existe solução para chegar em breve.

Por causa disso, diversas indústrias estão investindo em alternativas. A fim de ter maior esperança está na bateria de sódio. A BYD já testa carros com este tipo de bateria na China. Neste início de 2024, ademais, a Stellantis Ventures, fundo corporativo da companhia, anunciou nesta sexta-feira, 12, a decisão de participar como investidor estratégico na Tiamat, empresa francesa que está desenvolvendo e comercializando tecnologia de baterias de íons de sódio, que oferece menor custo por quilowatt-hora e não contém lítio e cobalto.

Se este projeto de bateria de sódio der certo e proporcionar redução de preço dos veículos elétricos, pois não basta apenas ser eficiente, tem que ser eficiente e financeiramente acessível, teremos uma pedra a menos no caminho da eletrificação de frotas.

Outra pedra: nacionalização de tecnologia e componentes. Para esta pedra, temos duas boas notícias. O Programa Mover, lançado recentemente, e, sobretudo, empresas como a BorgWarner, que investe em nacionalização de sistemas eletrônicos e baterias.

Saiba mais:

BorgWarner IMPULSIONA PRODUÇÃO DE SISTEMAS DE BATERIAS EM PIRACICABA

Mas temos outras pedras no caminho que não sabemos quando serão retiradas. Em São Paulo, a maior pedra é a Enel que não oferece infraestrutura de distribuição de energia elétrica suficientemente para garantir energia para residências e comércio. Portanto, qual garantia a Enel daria para abastecer uma frota de 7 milhões de veículos elétricos, caso a frota de veículos a combustão atual fosse substituída por elétricos? Da mesma forma, a pergunta pode ser feita para a Cemig, em Minas Gerais, e para outras concessionárias de outros estados do Brasil e do mundo.

Lógico que o consumidor pode produzir a própria energia elétrica. Para isso, esse consumidor precisa ser rico. Ele terá que ter recursos para investir, pois as fontes alternativas de energia elétrica geram retornos a longo prazo e exigem altos investimentos na construção de sua base.

Por fim, para concluir, só mais três pedras para serem tiradas do caminho da eletrificação da frota de veículos: o preço dos carregadores, o preço do conserto do carro após uma colisão e o preço da substituição das baterias após a perda de eficiência. O veículo elétrico tem futuro após a retirada dessas pedras, pois no momento, só para quem pode rasgar dinheiro.

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O que é gás natural renovável?

O artigo sobre gás natural renovável (GNV) foi publicado no site no qual a Cummins publica notícias, artigos e fotos para jornalistas nos Estados Unidos. O Frota News fez a tradução e publica na íntegra, pois o autor consegue explicar de forma bastante didática sobre o GNR e suas vantagens em relação ao GNV (Gás Natural Veicular) que conhecemos. Vale a leitura!

Por Puneet Singh Jhawar é gerente geral do negócio global de gás natural da Cummins Inc.*

O gás natural renovável (GNR) difere dos combustíveis fósseis porque é produzido a partir de vários tipos de resíduos, como óleo de cozinha usado, resíduos animais, lamas de águas residuais, estrume e outros resíduos. À medida que estes materiais biodegradáveis ​​se decompõem, é liberado metano. Este metano é capturado e convertido em GNR.

Como o metano é o principal componente do gás natural, o GNR é intercambiável com o gás natural derivado de combustíveis fósseis. Em outras palavras, o GNR pode ser utilizado em motores a gás natural sem quaisquer modificações. Ao ouvir o termo GNR, imagine-o como uma fonte de energia renovável e limpa que contribui para a descarbonização do mundo, e não como um combustível fóssil. É por isso que a Cummins está entusiasmada com o GNR e suas aplicações potenciais no setor de transporte rodoviário.

O gás natural renovável é negativo em carbono?

Um índice de carbono negativo, também conhecido como índice de carbono, é uma medida usada para avaliar o impacto ambiental de vários combustíveis. Se um combustível contribui para reduzir a quantidade de dióxido de carbono (CO₂) na atmosfera, é considerado negativo em carbono.

A intensidade de carbono do GNR depende do tipo de matéria-prima utilizada para produzi-lo. Por exemplo, quando o GNR é derivado de fontes como estrume, resíduos de galinhas ou resíduos de lacticínios, a intensidade de carbono é extremamente baixa e, portanto, o índice negativo pode ser substancialmente mais elevado. Quando o GNR é produzido a partir de resíduos alimentares ou aterros, ainda é negativo, mas tem uma intensidade de carbono ligeiramente superior à dos resíduos animais.

O GNR não é apenas uma alternativa amiga do ambiente em comparação ao gás natural convencional e outros combustíveis fósseis, mas é também uma solução proativa para reduzir as emissões de CO₂ e combater as alterações climáticas. A adoção mais ampla de GNR em motores a gás natural poderia levar a uma redução significativa nas emissões de CO₂.

Esta é uma das principais razões pelas quais 98% de todos os veículos a gás natural na Califórnia e aproximadamente 64% dos veículos a gás natural nos Estados Unidos funcionam com GNR. Além disso, as matérias-primas utilizadas para produzir GNR, se deixadas a decompor-se naturalmente, produzem emissões de gás metano, um gás com efeito de estufa que é 25 vezes mais potente que o CO₂. Capturamos e utilizamos esses resíduos para produzir GNR, evitando assim potenciais emissões de gases com efeito de estufa.

Considerações sobre o motor GNR

Os motores a gás natural Cummins podem funcionar com GNR sem modificações, oferecendo desempenho semelhante aos motores a diesel. Além disso, com operações mais silenciosas e benefícios ambientais. Em 2024, a Cummins lançará o mais recente motor a gás natural, o X15N. O X15N é um motor compatível com EPA e CARB com potência de até 500 HP e torque de até 2.508 Nm. É um motor ideal para serviços pesados ​​para muitas aplicações de longo curso.

 

*Puneet Singh Jhawar é gerente geral do negócio global de gás natural da Cummins Inc. Nessa função, ele é responsável pela visão do produto, gestão financeira e desempenho geral do negócio de gás natural. Ao longo de sua carreira de 14 anos na Cummins, Jhawar cultivou relacionamentos de sucesso com vários dos maiores clientes da Cummins. Jhawar tem uma vasta experiência global, com funções baseadas no Médio Oriente, Índia, Europa e EUA.

Aumento do biodiesel no diesel fóssil no Brasil preocupa entidades e parlamentares

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Ao apagar das luzes de 2023, o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) anunciou planos para antecipar o cronograma de adição de biodiesel ao óleo diesel no Brasil. A medida, que planeja aprovar a mistura de 14% em março de 2024, e suspender a importação de biodiesel, tem gerado debates acalorados entre diversas entidades e o Congresso Nacional. O Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP), a Confederação Nacional do Transporte (CNT), a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), além de entidades que representam os caminhoneiros, expressaram suas preocupações com as consequências dessa decisão.

Posicionamentos e preocupações

O deputado federal por Santa Catarina, Zé Trova, tem utilizado suas redes sociais para compartilhar detalhes sobre as discussões em curso no Congresso Nacional. Ele destaca que os defensores do aumento mistura usam como defesa que há diversas empresas já testando o uso do B100 (uso de 100% de biodiesel). Porém, um assunto não tem a ver com o outro. O que gera problema nos motores é a mistura do biodiesel com o diesel fóssil. O uso de 100% de biodiesel não gera o problema.

As entidades e o parlamentar apresentam estudos técnicos evidenciando os impactos nos motores causados pela mistura superior a 10%, ressaltando a importância de considerar tais questões antes de implementar mudanças.

Vale ressaltar que o biodiesel produzido no Brasil ainda é o de primeira geração, enquanto em outros países já produzem o biodiesel de segunda geração, como HVO (Hydrotreated Vegetable Oil).

A Resolução n.º 962/23 da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), implementada recentemente, autorizou a importação de até 20% do volume de biodiesel necessário. Portanto, seguindo todas as etapas regulatórias. O IBP destaca que a importação é essencial para promover a competição no setor e incentivar a evolução contínua do segmento energético brasileiro.

Desafios na implementação

O IBP enfatiza a importância da previsibilidade e clareza das regras, afirmando que mudanças unilaterais geram instabilidade regulatória e insegurança no mercado. Alerta para a necessidade de antecedência na tomada de decisões que envolvem alterações nos teores obrigatórios de mistura. Isso, a fim de evitar corridas por produtos e logística, que poderiam resultar em elevação de preços e riscos ao abastecimento.

Comunicado da CNT

A CNT compartilha a preocupação com a possível elevação do percentual de biodiesel. Por certo, ela destaca a necessidade de considerar não apenas a capacidade de produção interna. Mas, ademais, os impactos econômicos, ambientais e de segurança em toda a cadeia de transporte e logística do país.

Estudo da UnB e alternativas

Um estudo inédito da Universidade de Brasília (UnB) indicou que o aumento no percentual de biodiesel a partir de 7% pode elevar as emissões de CO₂. Além disso, reduzir a potência dos motores e aumentar o consumo de diesel. Essa pesquisa respalda a posição de diversas entidades que defendem a manutenção do percentual de 7%. Este é o máximo adotado na Europa, como uma medida mais equilibrada, econômica e ambientalmente.

O diesel é crucial para o transporte rodoviário no Brasil, responsável por movimentar a maioria das cargas e passageiros no país. Setores que dependem fortemente desse combustível estão buscando soluções ambientais para descarbonizar suas atividades.

Conclusão e perspectivas futuras

O debate sobre o biodiesel no Brasil está longe de ser encerrado. As divergências entre as entidades, parlamentares e a necessidade de equilíbrio entre interesses econômicos, ambientais e de segurança energética são desafios complexos. A busca por soluções sustentáveis e a previsibilidade regulatória surgem, por fim, como elementos fundamentais para guiar o setor energético brasileiro em direção a um futuro mais resiliente e sustentável.

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Braspress iniciou 2024 com 235 caminhões novos MB e VW para renovar e ampliar frota

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A Braspress, uma das maiores empresas de transporte de cargas do país, iniciou 2024 com a notícia de um investimento de R$ 116 milhões na compra de 235 veículos e 90 carretas, visando ampliar e renovar sua frota.

Além das carretas, são 90 caminhões Accelo da Mercedes-Benz; 15 caminhões Atego da Mercedes-Benz; 30 caminhões Actros da Mercedes-Benz e 100 caminhões Constellation da Volkswagen. Eles serão distribuídos entre as 117 filiais da empresa, que atende todo o Brasil e o Mercosul.

Conforme o Diretor-Presidente da Braspress, Urubatan Helou, o investimento faz parte da estratégia da empresa de oferecer um serviço de qualidade e eficiência aos seus clientes, sendo mais de 40 mil em todo o território nacional. Ele afirma que a Braspress sempre reinveste seus lucros na própria organização, seguindo uma filosofia que adota desde a fundação da empresa, em 1º de julho de 1977.

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“A inovação e os investimentos são constantes na nossa história e não poderia ser diferente neste início de ano. Além disso, nós não medimos esforços para atender nossos clientes, sempre prezando pela qualidade e responsabilidade”, declarou o Diretor-Presidente.

Com a nova aquisição, a Braspress iniciou 2024 com 3.325 caminhões em sua frota. Eles realizam a distribuição de encomendas em todo o Brasil e no Mercosul, sobretudo, com o apoio de 9.123 colaboradores e cerca de 2.000 agregados.

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Mercado de caminhões 2023: análise com muitos fatos revelados pelos números

O resultado negativo do mercado de caminhões 2023 já era esperado. Em todos os anos que ocorre mudança de fase do Proconve (Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores), há antecipação de compra no ano anterior, prejudicando o ano seguinte. Isso sempre ocorreu.

Agora, com os números oficiais de emplacamentos divulgados pela Anfavea (associação dos fabricantes), podemos analisar outros fatos curiosos sobre os números e comportamento do mercado. Entre eles, a DAF Caminhões foi a única que cresceu em vez de cair, se diferenciando de todas as outras concorrentes. Outra notícia, mesmo que esperada, é a confirmação da liderança da Volkswagen Caminhões e Ônibus (VWCO) por mais um ano, mas com um distanciamento do segundo colocado. No entanto, fazemos uma análise de cada segmento.

As segmentações

O mercado de caminhões na sua totalidade teve queda de -14,7%. Agora, analisaremos quais foram as marcas que fecharam o ano com um índice melhor e pior do que a totalidade do mercado, considerando os segmentos de atuação (classificação de cada segmento na imagem abaixo).

mercado de caminhões 2023
Fonte: Carta da Anfavea

Montadoras que atuam, pelo menos, em quatro dos cinco segmentos de mercados de caminhões: Mercedes-Benz, Volkswagen e Iveco. Vale deixar claro que, nos rankings abaixo, são marcas com fábrica no Brasil. No total de emplacamento, estão também modelos importados.

Números da Carta da Anfavea

Marca 2023 2022 Diferença
Mercado na totalidade 108.024 126.643 -14,7%
VWCO 27.018 34.506 -21,7%
Mercedes-Benz 22.830 30.568 -25,3%
Iveco 9.350 10.609 -11,9%

 

Com esse recorte, a Iveco foi a marca, entre essas três, que teve o melhor resultado, ou seja, teve queda abaixo da totalidade. A Volkswagen manteve a liderança pela 20ª vez em seus 42 anos de existência no Brasil. Em 2023, a VWCO também aumentou a diferença para o segundo colocado, a Mercedes-Benz. Se essa diferença era de  3.938 unidades em 2022, aumentou para 4.188 caminhões.

Ainda dois fatos a serem considerados. Desde a separação global das divisões de automóveis e vans (Mercedes-Benz Cars &Vans), e caminhões e ônibus (Mercedes-Benz Caminhões e Ônibus), a Mercedes-Benz do Brasil (MBB) não participa mais do segmento de caminhões semileves com a linha Sprinter. Até antes dessa mudança, a MBB contaria com mais 2.369 Sprinter, mas esses números são computados para a Mercedes-Benz Cars & Vans Brasil.

O segundo fato é que a VWCO conta, também, com o modelo VW Express, classificado pelo Código de Trânsito Brasileiro (CTB) como caminhonete, portanto, ele entra em outra estatística, a de veículo comercial leve. Assim, aos números da VWCO somam mais 1.898 unidades, totalizando 28.816 veículos de cargas emplacados em 2023. O mesmo ocorre com a Iveco, que conta com Daily com PBT de 3.500 kg, com 1.737 unidades, totalizando 11.086.

Caminhões pesados

Marca 2023 2022 Diferença
Total de pesados 53.294 65.008 -18,0%
Volvo 15.687 18.747 -16,3%
Scania 11.619 13.204 -12,0%
Mercedes-Benz 10.311 15.405 -33,1%
DAF 7.512 6.500 +15,6%
Volkswagen 5.691 8.578 -33,7%
Iveco 2.452 2.564 -4,4%

 

No segmento de pesados, fica claro que a parte dos transportadores mais avançados e que atendem embarcadores mais exigentes com temas relacionados a segurança veicular e eficiência enérgica, investiram nos caminhões pesados premium.

Essa é a principal razão para os modelos com valores acima de R$ 1 milhão serem os mais vendidos em 2023, como o Volvo FH 540, líder do mercado total com 7.200 unidades vendidas. Segue imagem do ranking da Fenabrave com os 10 pesados mais vendidos abaixo:

mercado de caminhões 2023
Fonte: Fenabrave. Os números totais sempre foram diferentes entre a Fenabrave e Anfavea, por leitura diferentes dos dados que recebem do Denatran

Leia também: análise que já fizemos sobre a DAF Caminhões Brasil publicado em dezembro:

DAF Caminhões surpreende e cresce no mercado brasileiro e europeu

Outro fato é a retomada da Scania. Mesmo com um resultado negativo de -12% em relação a 2022, a Scania subiu do terceiro para o segundo lugar no ranking. Lógico que isso tem também a ver com a perda de mercado da Mercedes-Benz. Mas perdeu para quem?

Além disso, depois da DAF, a Iveco foi a que teve o segundo melhor resultado, principalmente, após o lançamento da linha S-Way.

Semipesados

Marca 2023 2022 Diferença
Total de semipesados 28.776 32.848 -12,4%
Volkswagen 12.472 14.413 -13,5%
Mercedes-Benz 6.461 8.112 -20,4%
Iveco 4.199 4.639 -9,5%
Volvo 3.960 5.346 -25,9%
DAF 832 293 +184,0%
Scania 824 19 +4.236,8%
Agrale 8 1 166,7%

 

No segmento de semipesados há alguns fatos curiosos. Primeiramente, é sobre ampla liderança da Volkswagen. Além da ampla gama de modelos e o BMB, empresa de customização dos caminhões VW, auxiliando a fabricante de Resende (RJ) a atender as mais variadas demandas de modelos vocacionais. Além disso, hoje está claro que a VW herdou grande parte dos ex-clientes da Ford Caminhões pela similaridade da origem dos produtos.

A Iveco, novamente, apesar do resultado negativo de -9,5%, ela cresce para ficar mais próxima da Mercedes-Benz. Entre os modelos premium temos mais dois fatos. O rápido crescimento da DAF, pois ela é recém-chegada neste segmento, e o retorno da Scania. Quando a Scania fez a virada de geração, por estratégia, ela se dedicou ao segmento de pesados, e agora volta investir também no de semipesados.

Outra curiosidade. Os números de emplacamento da Agrale desmentem boatos de que a fabricante brasileira teria deixado o segmento de caminhões.

Médios

Marca 2023 2022 Percentual
Total de médios 8.320 10.423 -20,2%
Volkswagen 5.774 7.654 -24,6%
Mercedes-Benz 1.174 1.501 -21,8%
Iveco 1.160 1.160 +0,1%
Agrale 12 16 -25,0%

 

Se tem um segmento perdido é o de caminhões médios. Eles concorrem com os semipesados, quando tem PBT a partir de 14 toneladas de PBT, e com os leves, abaixo deste peso, sendo modelos derivados de caminhões leves, como os VW Delivery e Mercedes-Benz Accelo. Se tirar esses dois modelos do segmento, sobram poucos, pois só o VW Delivery 11.180, líder do segmento emplacou 4.518 unidades.

Outro fato é o crescimento da Iveco, com a linha Tector, principalmente, do Tector 11-190, com 1.159 unidades licenciadas.

Leves

Marca 2023 2022 Percentual
Total de leves 9.040 10.811 -16,4%
Mercedes-Benz 4.884 5.550 -12,0%
Volkswagen 2.480 3.235 -23,3%
Iveco 968 1.163 -16,8%
Caoa-Hyundai 317 245 +29,4%
Agrale 66 51 +29,4%

 

Neste segmento, que atende, principalmente, a distribuição urbana, tem dois fatos curiosos. O crescimento do caminhão Hyundai HD 80, marca foco com automóveis, e o crescimento da Agrale. Outro fato é a concorrência de importados, principalmente, do elétrico da JAC Motors. A soma de importados é de 313 unidades emplacadas em 2023.

Semileves

Marca 2023 2022 Percentual
Total de semileves 8.594 7.553 +13,8%
Ram 4.850 3.262 +48,7%
Mercedes-Benz Vans 2.369 2.431 -2,6%
Volkswagen 601 626 -4,0%
Iveco 570 1.083 -47,4%
Peugeot 85 29 +193,1%
Citroën 33 26 +26,9%
Agrale 4 6 -33,3%

 

O segmento de semileves é uma miscelânea, pior do que o segmento de médios. Isso ocorre por causa das definições de veículos de carga no Código de Trânsito Brasileiro. O CTB defini como camionete todos os veículos de carga com PBT até 3.500 kg, o que inclui picapes, chassi cabine e furgões. Até aqui, todos os modelos podem ser conduzidos com CNH B e seguem as mesmas regras de circulação dos automóveis. A partir do PBT de 3.501 kg, é classificado como caminhões, mesmo que seja um furgão ou picape, como as Ram 2500 e 3500. Somente os motorhome contam com uma legislação específica.

Essa mistura de tipos de veículos criam situações bastante curiosas no mercado. Primeiramente, os fabricantes fazem homologação de caminhões semileves com PBT de 3.500 kg, para serem classificados como camionete. Dessa forma, atendem melhor o setor de distribuição urbana. Isso impede uma estatística do segmento. Cada marca faz a sua, conforme o interesse dela.

Assim, concluímos os dados de emplacamento de caminhões de 2023. Agora, com o fim do estoque de modelos Euro 5, a perspectiva é de que o mercado de 2024 seja bem melhor.

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Gestão de pneus: saiba como garantir a maior vida útil, segurança e economia

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Artigo com revisão de Rodrigo Emiliano Castilho – Coordenador de Serviços Linha Pesada da DPaschoal, especialista em gestão de pneus

No universo do transporte de cargas, a escolha dos pneus certos é tão crucial quanto selecionar a marcha adequada para um caminhão. Da mesma forma que uma marcha inadequada pode gerar custos extras, pneus inadequados também podem resultar em despesas desnecessárias para os proprietários. Diversos fatores, além do tamanho, desempenham um papel fundamental na especificação correta dos pneus para um caminhão em uma aplicação específica.

Os revendedores de pneus desempenham um papel vital nesse processo, oferecendo recomendações baseadas na carga a ser transportada, tipo de estradas, operação e nas características dos pneus, para conseguir o melhor desempenho em quilometragem, economia de combustível, durabilidade, tração, recapabilidade e padrão da banda de rodagem.

A especificação inteligente dos pneus pode gerar economias significativas, reduzindo tanto o custo por quilômetro dos pneus (CPK), quanto o custo do combustível por quilômetro. Após a seleção cuidadosa dos pneus, a manutenção adequada é essencial para garantir o máximo de quilometragem da banda de rodagem e da carcaça.

Aqui estão quatro práticas acessíveis a qualquer proprietário-operador:

1. Manutenção de Rotina:

A realização de manutenção regular é crucial. Folgas em componentes da suspensão, pinos mestre, rolamentos de roda, embuchamentos, terminais e barras, feixes de molas danificados/solto, podem indicar problemas. Os amortecedores, responsáveis por manter o atrito dos pneus com o solo, devem ser verificados regularmente. A substituição programada dos amortecedores pode combater o desgaste irregular e contribuir para uma condução mais segura.

2. Inflação Adequada:

Manter a pressão correta de ar, nos pneus é uma prática gratuita e eficaz. A inflação inadequada é a principal causa de falhas. Além disso, causa desgaste prematuro dos pneus, resultando também em maior consumo de combustível. Inspeções diárias oferecem a oportunidade de verificar as pressões, procurar vazamentos e garantir a integridade dos pneus. É crucial evitar tanto a baixa, quanto a alta pressão, pois ambas podem levar a desgaste irregular e danos aos pneus. Além disso, é essencial monitorar a pressão dos pneus, sempre com os pneus em temperatura ambiente, recomenda-se antes de sair em viagem.

3. Condução Consciente:

O estilo de condução influencia diretamente o desgaste dos pneus. Uma condução mais conservadora, com cautela e atenção, certamente, ajuda a reduzir o desgaste. Velocidade excessiva, frenagens bruscas e curvas fechadas contribuem para o desgaste rápido e irregular, enquanto uma condução consciente pode prolongar a vida útil dos pneus.

4. Alinhamento Regular:

Contrariamente à crença comum, por certo, o alinhamento não deve ser adiado até a instalação de pneus novos. Realizar o alinhamento com os pneus em uso, permite que os técnicos identifiquem qualquer irregularidade, antes que possa danificar estes pneus, contribuindo para análises técnicas e ajustes eficazes.

Certificar-se de que os rolamentos estejam ajustados corretamente e verificar a montagem adequada são passos simples, mas cruciais, na manutenção dos pneus. A verificação assegura que o conjunto da roda esteja corretamente montado no cubo, a fim de evitar desgastes irregulares.

Investir tempo e atenção na seleção e manutenção adequada dos pneus não apenas aumenta a eficiência do caminhão, mas também resulta em economias substanciais a longo prazo para os proprietários de caminhões. Com práticas simples, certamente, os operadores podem otimizar o desempenho de seus caminhões, garantindo uma jornada mais eficiente e econômica.

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Contratação de executivos em empresas familiares: qual a importância?

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Muito da prosperidade do mercado do nosso país se deve às empresas familiares.

Por Ricardo Haag*

Afinal, além de representarem a maioria do contexto social brasileiro, a renda destes negócios traz um peso enorme para a economia nacional.

Porém, para que este êxito seja atingido, muitos cuidados precisam ser tomados na administração destas companhias, o que pode ser imensamente favorecido através da contratação de um executivo qualificado que consiga dar continuidade ao trabalho de forma evoluída e segura.

Em dados divulgados pelo IBGE, hoje, cerca de 90% das empresas nacionais têm este perfil familiar. Juntas, são responsáveis por 65% do PIB e por 75% dos brasileiros empregados, em uma representatividade interessante decorrente, dentre tantos fatores, pela veia empreendedora de nossa população aliada a necessidade de sobrevivência. Ambas, características muito poderosas para a determinação de perseguirmos nossos sonhos de carreira.

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Tamanho destaque destes negócios, contudo, é apenas um dos lados da moeda. Por mais que estas empresas somem uma grande parcela do nosso mercado, são poucas as que conseguem se perpetuar por longos anos com sucesso, como consequência da falta de preparo ou competência das próximas gerações familiares em conseguirem administrar os negócios com a mesma qualidade e determinação que seus fundadores.

O que vemos na prática, é uma quebra gradativa de qualificação daqueles que tendem a assumir a empresa ao longo dos anos. Afinal, enquanto os executivos que abrem as companhias costumam ter profundo entendimento do mercado de atuação e são os responsáveis pelo crescimento inicial do negócio, a segunda geração familiar não terá passado pelo mesmo caminho, com grandes chances de não terem a mesma competência de gestão e, dessa forma, maiores dificuldades de garantir perenidade ao negócio – especialmente, caso não se dediquem a conhecê-lo devidamente.

Caso a empresa sobreviva até a terceira geração, as dificuldades de mantê-la operando com prosperidade serão ainda maiores, considerando os mesmos empecilhos e desafios já enfrentados anteriormente. Como resultado disso, apenas 36% dessas empresas chegam à 2ª geração, piorando para 12% as que sobrevivem até a 3ª geração, segundo dados da PwC.

Mercado global

Estes desafios de gestão nas empresas familiares, infelizmente, são bastante comuns de serem percebidos no mercado global, o que vem evidenciando alternativas que possam auxiliá-las a terem alguém preparado e qualificado à frente do comando destes negócios, de forma que consigam conduzir suas operações com segurança, estratégia e planejamento – assim como vêm ocorrendo com a contratação de executivos para assumirem este posto.

O conhecimento destes profissionais adquirido ao longo de sua trajetória e suas vivências em empreendimentos variados são peças importantes para que consigam entender com maior facilidade a estrutura da empresa, suas características e objetivos para que, com isso, estruturem um plano de negócios aderente à sua realidade – além de gerenciarem, de perto, os processos que forem instaurados para garantir que não haja qualquer investimento de tempo e recursos que não gerem valor ao negócio.

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Cada empresa familiar terá suas próprias demandas e necessidades para que prospere ao longo das gerações. Ademais, será dever deste executivo manter o que já está sendo executado corretamente, e evoluir o que for preciso conforme as melhores práticas do negócio. Sobretudo, algo que, ao contrário do que muitos imaginam, não dependerá apenas de suas hard skills.

O sucesso desta contratação está diretamente ligado à construção de um relacionamento próximo entre este talento e os fundadores da empresa. Dessa forma, ele compreenda os valores e missões daquele negócio e os mantenham alinhados nas ações que serão tomadas. Na prática, isso significa que o executivo precisa ter muito jogo de cintura, maturidade, respeito aos donos da empresa. Além disso, sabedoria ao fazer o diagnóstico da companhia, paciência e, sobretudo, entender que mudanças não são feitas da noite para o dia.

Diferentemente do que é usualmente visto em grandes organizações, as empresas familiares costumam levar a vontade de seus donos como prioridade. Então, o executivo que ingressar este ambiente precisa ter a maior empatia possível à essas preferências. Dessa forma, fortalecendo a confiança entre as partes, assumindo protagonismo e se esforçando para fazer o que é necessário para que a marca prospere. Quando combinados, esses fatores serão o que farão a diferença para que as empresas familiares sobrevivam e se destaquem por cada vez mais gerações.

*Ricardo Haag é sócio da Wide, consultoria boutique de recrutamento e seleção.

Nutrymax Alimentos renova e amplia frota com 80 caminhões Mercedes-Benz

O atacadista Nutrymax Alimentos, distribuidora de alimentícios no Rio de Janeiro, anunciou a renovação e ampliação de sua frota com a aquisição de 80 novos caminhões Mercedes-Benz. A empresa, que atende todos os 92 municípios do Estado, fez o investimento para fortalecer a operação logística, impulsionada pelo crescimento do setor.

A entrega dos 80 caminhões Euro 6 ocorreu em dezembro de 2023, com a previsão de iniciar a operação desses veículos agora em janeiro.

Do total adquirido, 72 unidades são do caminhão leve Accelo 1017, destinadas à distribuição urbana, curtas e médias distâncias. A frota conta também com dois semipesados Atego 1719 para complementar essa operação. Para atender às demandas de transporte rodoviário de médias e longas distâncias, a Nutrymax investiu em três semipesados Atego 2429 6×2 e três pesados Actros 2548 6×2.

Alexandre Pereira, diretor-geral da Nutrymax Alimentos, ressalta a importância do transporte na operação atacadista, evidenciando a robustez, disponibilidade e tecnologia embarcada dos veículos escolhidos.

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Além da questão racional, a escolha também possui um aspecto emocional para o diretor-geral da Nutrymax. Ele compartilha a influência de seu avô, envolvido na área de transporte, enfatizando que a estrela da Mercedes-Benz acompanha a empresa desde sua infância. No entanto, a empresa conta, em sua frota, com caminhões VW Delivery também.

Nutrymax
Outro modelo que faz parte da frota da Nutrymax é o VW Delivery

Roberto Leoncini, vice-presidente de Vendas e Marketing Caminhões e Ônibus da Mercedes-Benz do Brasil, expressa orgulho pela presença da marca na frota da Nutrymax. “Estamos muito satisfeitos em ver nossa marca mais presente na frota da Nutrymax. Assim disso, uma empresa jovem, que vem crescendo de forma sistemática a partir de uma gestão extremamente profissional.”

Jaqueline Neves, gerente sênior de Vendas Caminhões Regional São Paulo e Rio de Janeiro da Mercedes-Benz do Brasil, destaca a continuidade da parceria. “Com essa renovação e ampliação de frota, certamente, estamos mantendo o que vem ocorrendo desde 2022. Tanto os 59 caminhões do primeiro lote quanto os 80 de 2023 são Mercedes-Benz.”

Fundada em 2012, a Nutrymax Alimentos, sediada na Zona Norte do Rio de Janeiro, sobretudo, mantém rigorosos padrões de controle de qualidade. A empresa oferece mais de 1.000 produtos, provenientes de parcerias com fornecedores nacionais e internacionais, e, por fim, conta com uma estrutura de armazenagem e distribuição para atender diversos pontos de venda.

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MXP Transportes cresce 92% em 2023 e está otimista com 2024

Escrever notícias sobre transportadoras que estão crescendo é sempre bom. A história de hoje é da MXP Transportes que celebrou um aumento extraordinário de 92% em sua receita bruta no ano de 2023. Especializada em soluções de entrega em logística e transporte rodoviário, a empresa conquistou resultados expressivos mesmo em meio a um cenário econômico repleto de incertezas.

O diretor Executivo da MXP Multimodal, Célio Malavasi, expressou sua satisfação com o desempenho alcançado. “Estamos radiantes com o crescimento percentual alcançado, mesmo diante de um cenário de incertezas na questão econômica que o ano de 2023 nos apresentou. Trabalhamos assiduamente no ano passado para alcançarmos números importantes para o nosso negócio.”

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A MXP Transportes oferece serviços de entrega em todo o Brasil, utilizando uma ampla variedade de veículos, incluindo Van, VUC, Toco, Truck, Carreta, entre outros. Ademais, todos equipados com controle de temperatura e adequados para carga seca. Malavasi destaca: “Nossa empresa tem uma grande experiência e capacitação em soluções de entrega de medicamentos, cosméticos, pet care e pet food, além de seguirmos todas as normas exigidas para esse tipo de operação.”

O diretor Executivo projeta um crescimento adicional em torno de 30% nas operações da empresa em 2024, a fim de ter foco especial nos setores de saúde humana e animal. Ele afirma: “Estamos otimistas que o ano de 2024 será muito positivo para os negócios da MXP. Além disso, projetamos um crescimento nas operações perto de 30%, e o nosso principal foco para esse ano será na saúde humana e animal.”

Para impulsionar esse crescimento, por fim, a empresa planeja investimentos significativos em expansão e digitalização. Malavasi revela: “Estamos nos organizando para investirmos 450 mil na expansão dos processos de digitalização, além de duas bases novas de apoio em Minas Gerais e na Bahia. O nosso objetivo é reduzir tempos de entregas e expandir nossa atuação em last mile nessas regiões.”

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Bravo Serviços Logísticos anuncia 60 vagas para unidade de Paulínia (SP)

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Em uma movimentação estratégica para fortalecer sua equipe, a Bravo Serviços Logísticos está com 60 vagas de emprego para sua filial em Paulínia (SP).

Os interessados têm uma janela de oportunidade única para participar do evento de recrutamento e seleção para 60 vagas, que ocorrerá diretamente na unidade da empresa. O endereço é Rua Sofia Atauri Fadim, 421 — Santa Terezinha, em Paulínia (SP), nos dias 04 de março (14h às 17h), 05 de março (8h30 às 17h) e 06 de março (8h30 às 12h). A seleção dos candidatos será feita por meio de entrevistas e testes práticos, atendendo os interessados por ordem de chegada.

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Vagas Disponíveis

As oportunidades são variadas, indo desde Analista de Faturamento, Analista de Transporte, Assistente de Transporte, Assistente Administrativo, Conferente, Operador de Empilhadeira GLP, Operador de Empilhadeira Retrátil, Mecânico, até Técnico de Segurança do Trabalho. Os requisitos específicos para cada posição variam, incluindo experiência prévia na área, níveis educacionais distintos, e para alguns cargos, conhecimentos em softwares específicos e certificações.

Benefícios Oferecidos

A Bravo não apenas oferece a oportunidade de fazer parte de uma equipe líder no setor logístico, mas também um pacote de benefícios atrativos. Entre eles, plano de saúde Unimed Coparticipativo, plano odontológico e, certamente, vale transporte pago em dinheiro. Além disso, refeição no local, cesta básica, além de acesso à Academia Bravo com parcerias em instituições de ensino e programas de desenvolvimento profissional.

Sobre a Bravo Serviços Logísticos

Desde sua fundação em 1997, a Bravo Serviços Logísticos vem aprimorando suas operações, por certo, em processos para oferecer o melhor em serviços de logística. Sobretudo no mercado agrícola. Com sede em Uberaba (MG), a empresa expandiu sua atuação para diversos estados brasileiros, por fim, consolidando-se como uma referência no setor.

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