terça-feira, abril 7, 2026

Crescimento no mercado de máquinas impactará positivamente o transporte

No final de 2023, a Sociedade Brasileira de Tecnologia para Equipamentos e Manutenção (Sobratema) divulgou uma publicação que indica uma perspectiva positiva para o mercado de máquinas de construção em 2024, sinalizando um possível fortalecimento após uma estimativa de queda de 13% nas vendas em 2023 em relação ao ano anterior.

O crescimento das vendas de máquinas geram mais transporte de equipamentos de construção e, também, de caminhões vocacionais e implementos rodoviários para o setor de construção.

O inédito Estudo Sobratema do Mercado Brasileiro de Equipamentos para Construção projeta uma demanda de 52,4 mil unidades em 2024.

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O coordenador do Estudo de Mercado, Mario Miranda, apresentou os dados durante o 18º Tendências no Mercado da Construção. Por certo, destacou um crescimento projetado de 6% nas vendas de máquinas para construção em 2024.

Especificamente para a linha amarela, destinada à movimentação de terra, a previsão é de um aumento de 7% em 2024, contrastando com a retração estimada de 21% em 2023 em comparação com 2022, quando foram comercializadas 31 mil unidades.

O conteúdo publicado pela Sobratema, a fim de revelar um otimismo no mercado de máquinas para construção em 2024, apresenta 76% dos empresários entrevistados acreditando em um crescimento nessa área no próximo ano.

No setor da construção, a expectativa também é positiva para 54% dos entrevistados.

Miranda observou que, em termos de vendas, os dois segmentos com maior quota de mercado são construções (37%) e locação (26%). Dessa forma, totalizando 63%.

Eurimilson Daniel, vice-presidente da Sobratema, destacou a inteligência estratégica observada, sobretudo, nas construtoras, que intercalam o uso de sua frota com a locação.

Ele enfatizou a redução significativa na frota parada. Dessa forma, caindo para 19%, em comparação com 57% em 2017, indicando uma adaptação eficiente ao mercado em constante evolução.

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Gestão em segurança no transporte rodoviário x aéreo

Os gestores de frotas de caminhões devem aprender muito com os de aviões comerciais sobre gestão em segurança no transporte. A aviação comercial nem sempre foi segura como é hoje. Estatisticamente, o transporte aéreo comercial de passageiros (não estamos falando o de voos privados) é considerado o mais seguro na gestão de frotas entre os diferentes modais.

Para chegar ao nível atual de segurança, houve uma evolução a partir dos erros e o compartilhamento dos aprendizados com os erros. No entanto, um dos fatores para evolução da segurança, foi o compartilhamento dos aprendizados com os erros entre as companhias aéreas, sem se preocuparem sobre a transferência de conhecimento para os concorrentes, pois a segurança era interesse de todos.

Isso, porque, o que estava em jogo não era somente o nome da empresa aérea A ou B, mas a imagem do setor na totalidade.

Treinamento em transporte rodoviário

No setor de transporte rodoviário de cargas e passageiros, o compartilhamento dos aprendizados com os erros segue em percentual muito pequeno, tanto que não temos uma redução de acidentes significativa.

Lógico que há complexidades diferentes entre os modais. Porém, há muito o que podemos aprender com a aviação comercial, além do compartilhamento dos aprendizados com os erros. A ideia neste artigo não é citar todos, mas um muito importante: treinamentos.

Para chegar a fazer parte da tripulação de um Boeing, Airbus ou Embraer, o candidato, principalmente o piloto, precisa passar por muitas etapas de estudos teóricos e práticos. E depois, por um treinamento adicional para o modelo de avião no qual trabalhará. O mesmo ocorre com mecânicos etc.

Para o setor de transporte rodoviário, o que podemos aprender com avião comercial: investimento em treinamento e o compartilhamento dos aprendizados com os erros.

Aprendizados

Isso aprendi durante o curso Gestão em Segurança no Transporte, na Fabet São Paulo. O curso tem uma grande abrangência de temas e professores com doutorado ou PhD na área atua, mestrado ou alta especialização e experiência no tema de cada aula. São diversos temas relacionados à segurança viária e eficiência da frota. Isso faz deste curso único no Brasil.

Os alunos, na maioria, são profissionais de SSMA de grandes transportadoras e embarcadores, além de donos de transportadoras. Todos já com experiência, o que permite promover debates de alto nível e o compartilhamento de experiências, elevando o nível do debate.

Além do curso, eu já fiz parte da banca de jurado de diversos seminários de conclusão do curso, quando cada aluno faz apresentação de um trabalho final que tem o objetivo de apresentar o aprendizado durante o curso e como aplica o conhecimento na realidade, com objetivo de gerar mais debates para o compartilhamento de aprendizados.

No entanto, a quantidade de transportadoras e embarcadores que investem um curso deste nível, ainda é pequena. Isso, em relação à quantidade de empresas de transporte que existem no Brasil, e quantidade de acidentes rodoviários, entre outros.

Do básico ao avançado

Ademais, a Fabet possui diversos outros, desde formação básica a avançada de condutores e condutoras profissionais, média gerência e alta direção. Para a redução de acidentes e melhorias no transporte, não existe milagre. Existe apenas um caminho: investimento em educação para o conhecimento, inclusive, para saber utilizar, eficientemente, essas tecnologias que estão chegando em uma velocidade relâmpago.

Conheça alguns dos cursos que estão com inscrição abertas na Fabet São Paulo:

segurança em transporte
O curso está com últimas vagas e as inscrições abertas até o dia 15 de janeiro
segurança em transporte
O padrinho de motoristas é uma oportunidade que os motoristas mais experiências ajudam os novos na condução segurança e econômica dentro de uma transportadora

 

Higienização da cabine do caminhão tem muito a ver com segurança veicular

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A cabine do caminhão é o local onde o motorista profissional de caminhão passa a maioria do seu tempo, seja dirigindo, trabalhando ou descansando. Por isso, é fundamental que esse ambiente seja seguro, é importante a higienização com frequência e qualidade, garantindo a saúde e o bem-estar do gestor de um veículo que, dependendo da carga, pode ultrapassar aos R$ 3 milhões sob responsabilidade dele (caminhão + implemento rodoviário + mais carga + mais contrato com o cliente + mais imagem).

A higienização da cabine do caminhão consiste em ser profissional, da mesma forma, que o frotista promete aos clientes um transporte seguro e profissional.

higienização
A saúde do motorista é também responsabilidade do gestor da frota

O objetivo da higienização da cabine do caminhão é eliminar a sujeira, a poeira, os resíduos e os microrganismos acumulados no interior do veículo ao longo do tempo. Esses agentes podem causar diversos problemas de saúde para o motorista profissional de caminhão, como alergias, irritações, infecções e doenças respiratórias. Além disso, podem comprometer o funcionamento e a durabilidade dos equipamentos e acessórios do caminhão.

A higienização da cabine do caminhão também é beneficial para a saúde, conforto e a qualidade de vida do condutor profissional. Uma cabine higienizada e organizada proporciona um ambiente mais agradável. Além disso, acolhedor para o motorista profissional de caminhão, que precisa de um espaço saudável para relaxar e recuperar as energias após um longo dia de trabalho.

Para entender mais sobre este assunto, o Frota News selecionou parceiro altamente capacitado. Por ser importante e capacitado sobre tema: o JHows Limpeza e Higienização profissional. A empresa começou com a higienização de estofados e colchões, no entanto, investiu em conhecimento e tecnologia para atender mais segmentos da economia brasileira .

Saiba mais:

higienização
O conhecimento das tecnologias disponíveis é fundamental
higienização
O melhor método para segurança dos motoristas é o conhecimento

 

Entre os melhores pesados, o Volvo FH 540 é o favorito dos transportadores

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O mercado de caminhões pesados é o mais importante da indústria brasileira. Entre os cinco seguimentos definidos pela associação dos fabricantes (Anfavea), os pesados são responsáveis por 50,4%, seguido de semipesados (28,4%), médios (9,5%), leves (7%) e semileves (4,7%). Além disso, os cavalos mecânicos premium estão entre os mais vendidos, com preço médio de R$ 1,2 milhão, ao serem caminhões muito completos em tecnologia e conforto. São todos de alto nível, no entanto, há o melhor entre os melhores. Pelo menos, na preferência dos compradores. E este modelo é o Volvo FH 540.

Com 7.200 emplacamentos, o Volvo FH 540 mantém seu reinado como o caminhão mais vendido do Brasil pelo quinto ano consecutivo. A Fenabrave, entidade que reúne as concessionárias de veículos de todas as marcas no país, divulgou o ranking dos modelos mais licenciados em 2023.

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Desde 2019, este veículo se mantém no topo das vendas, conquistando não apenas a liderança geral, mas também o título de caminhão Euro 6 mais emplacado, com 5.803 unidades licenciadas nessa especificação.

Alcides Cavalcanti, diretor-executivo da Volvo Caminhões, destaca que o sucesso do Volvo FH 540 está atrelado à valorização constante pelos transportadores da alta tecnologia, segurança e robustez do modelo. Ele afirma: “Os transportadores seguem valorizando a alta tecnologia, a segurança e a robustez desse modelo, que traz retorno garantido nas mais diversas operações de transporte de carga.”

O Volvo FH 540 não apenas mantém sua liderança nos últimos cinco anos, mas também se destaca por liderar as vendas de caminhões pesados no Brasil por onze vezes ao longo de sua história. Surpreendentemente, nos últimos cinco anos, superou até mesmo modelos médios e leves.

30 Anos no Brasil

O Volvo FH tem uma trajetória de inovação e sucesso em todo o mundo desde seu lançamento nos anos 90. Sua chegada ao Brasil em 1994 representou uma revolução, introduzindo motores eletrônicos, segurança avançada e conforto excepcional para os motoristas.

A cada nova geração, o veículo transformou o setor com inovações significativas, desde dispositivos de segurança ativa e passiva até a revolucionária caixa de câmbio I-Shift. Tecnologias como Aceleração Inteligente e I-See demonstram como o FH sempre trouxe o que há de mais avançado.

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Alcides Cavalcanti destaca o compromisso contínuo da Volvo com o desenvolvimento de novas tecnologias. “A engenharia da Volvo não para de desenvolver novas tecnologias em nossos caminhões, para trazer mais segurança, produtividade e economia de combustível aos nossos clientes.”

A versão Euro 6, última geração do modelo no Brasil e na Europa, conta com avanços no motor D13K, o caminhão tornou-se 8% mais econômico. Além disso, incluem a caixa I-Shift de 7ª geração, com trocas de marcha 30% mais rápidas. E por fim, uma lista abrangente de itens de segurança de série.

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Apagões de energia elétrica não deveriam ser normais. Precisamos conversar sobre isso!

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Não temos que aceitar apagões como algo normal. Apagões podem matar e causam muitos prejuízos para a população! É necessário um debate transparente.

Primeiramente, vou me apresentar de forma bastante resumida (para os executivos da CEMIG). Sou jornalista nascido em BH, e moro em São Paulo há 23 anos, fui editor no jornal Jornal Hoje em Dia, assessor de imprensa da Fiat (atual Stellantis South America) e da TV Globo. Trabalhei 17 anos na filial de uma editora alemã (melhor escola da minha vida). Especializo em transição energética (eletromobilidade, biogás, biometano, mercado livre de energia, HVO e hidrogênio verde), em ESG e segurança viária para os setores de mobilidade de pessoas e cargas.

Sempre venho visitar minha mãe, principalmente neste período de final de ano, em Belo Horizonte. Minha mãe já está com 80 anos e tem problemas de saúde que a tornou dependente de oxigenação terapêutica domiciliar. Para que ela tenha este tratamento para continuar viva, ela depende de dois equipamentos. Esses equipamentos dependem de energia elétrica para funcionarem.

A realidade

Porém, no dia 25 de setembro teve um apagão no bairro que ela mora, o que fez com que ela ficasse sem oxigenação por mais de duas horas. Isso causou a descompensação apneica, que fez o coração trabalhar menos e encher os pulmões de líquidos (segundo os médicos que a atenderam). Chamamos o Samu e ela foi hospitalizada até o dia 29 de dezembro. Além do apagão do dia 25, ocorreram outros. Conversando com colegas jornalistas da Record Minas e da TV Globo Minas, e com ex-funcionários da Cemig, eles me orientaram a fazer um cadastro dela, com os laudos necessários, no site da Cemig, por haver uma necessidade de atendimento adequado, como são feitos para hospitais, clínicas e residências com pessoas que dependem de aparelhos eletrônicos para continuarem vivas.

Fiquei procurando em qual seção eu poderia fazer tal cadastro no site da Cemig. Eu me dediquei um bom tempo para achar essa seção e não encontrei. Pode ser porque o site da Cemig há excesso de informações publicitárias e de autopromoção e ele não tem uma navegabilidade fácil. Tentei ligar para o número 116, de atendimento ao cliente. Sem sucesso. O WhatsApp tem um chatbot que só saber responder perguntas óbvias, como pedir segunda via da conta de luz. Para perguntas mais complexas, pede para ligar para o 116, o mesmo número que ligo e não consigo ser atendido.

O site da Cemig descreve um mundo perfeito, como nos filmes “A Perfect World”, de Clint Eastwood; “O Pequeno Príncipe”, e diversos outros fantasiosos. Porém, a realidade é mais real do que a Cemig publica no site dela. Deve existir muita realidade no site da Cemig, mas com mistura com muitas inverdades, o que é difícil separar para quem não é cientista em comunicação.

Canais de atendimento que não funcionam

Então, estou usando o que aprendi com um diretor de pós-venda da Fiat: “quando um cliente expõe uma empresa publicamente, é porque os canais de atendimento da empresa falharam.” Uma das chefes do jornalismo da TV Record Minas enviou mensagem para um assessor de imprensa da Cemig e não teve resposta. Imagine, se a assessoria de imprensa da Cemig não responde a jornalista, coitado dos clientes. Em comunicação, chamamos isso de relacionamento de mão única.

Existem contradições entre a publicidade da Cemig com a realidade. Preciso de uma coisa muito simples: informação. Se a Cemig não atende bem jornalistas e nem ex-funcionários que me revelam os problemas da empresa (conversa de bastidores), e alguns não conseguiram trabalhar nela por muito tempo (como um ex-presidente e um diretor de comunicação que foram meus chefes na Fiat), é porque, realmente, a Cemig tem problemas. Tem alto faturamento graças ao monopólio, mas tem problemas acima da média de uma empresa privada com concorrentes.

Conversamos com o Ministério Público do Estado de Minas Gerais (MPMG). Há dezenas de processos contra a Cemig, a maioria por causa da interrupção de energia, uma desobediência da Resolução Nº 1000 da Aneel, que entrou em vigor em 14 de fevereiro de 2022. É preciso contratar uma consultoria de advogados especializados para entender a resolução, de tão complexa que é. A norma é para a maioria dos cidadãos não entenderem nada. Uma parte foi possível entender: é dever da concessionária garantir o fornecimento contínuo e de qualidade de energia, entre diversas outras obrigações e, lógico, deveres dos clientes também.

Aí ficam algumas interrogações para a Cemig responder:

1. Ela aproveita a complexidade da norma para abusar dos cidadãos? 2. As multas que ela recebe são repassadas para as contas de luz do consumidor final? 3. Os custos dos advogados para defendê-la dos processos do MPMG. 4. Ela aproveita o monopólio para não investir nas soluções dos problemas? 5. Ela faz publicidade enganosa? 6. O MPMG chegou no limite dele? 7. O governador Zema pode fazer alguma coisa? 8. O Congresso Nacional pode mudar a legislação para acabar com o monopólio e acelerar o mercado livre de energia?

Que quiser ver os processos que o MPMG abriu contra a Cemig, o link é o seguinte para os processos extrajudiciais:

https://www.mpmg.mp.br/portal/menu/servicos/consulta-processual/procedimentos-extrajudiciais/?typeInstance=0&typeSearch=1&name=Cemig&number=

Para os processos Judiciais de 1ª e 2ª instâncias, o link é o seguinte:

https://www.mpmg.mp.br/portal/menu/servicos/diario-oficial/resultado-da-busca-de-noticias.shtml

Temos que cobrar, como sociedade, dos deputados federais e estaduais para acelerar o mercado livre de energia.

Duas décadas depois do início do século XXI, o crescimento dos apagões são normais? Óbvio que não. Essas concessionárias de energia pública, como Cemig, Enel e outras, faturam graças ao monopólio, a inércia dos clientes e dos órgãos reguladores, como a ANEEL – Agência Nacional de Energia Elétrica.

A época dos orelhões

O que ocorre com o monopólio das concessionárias de energia elétrica me fez lembrar da época do monopólio de telecomunicação, quando a classe média alta e rica tinha telefone fixo e pobre comprava “fichinhas” para fazer ligação por “orelhão”. Quem nasceu depois dos anos 2000 não sabe o que é “orelhão”.

Hoje somos mais dependentes de energia elétrica do que quando a primeira hidroelétrica foi criada em 1882 na cidade de Appleton, nos Estados Unidos, aproveitando a queda d’água do rio Fox.

Se a Cemig não tiver uma comunicação transparente com a sociedade, apenas por meio de publicidade (que aceita mentiras), eu entenderei que a Cemig luta para manter o monopólio e é contra o mercado livre de energia, quando ela terá muitos concorrentes. Fico no aguardo de uma conversa sincera, pois nenhum canal de comunicação da empresa tem funcionado.

O conhecimento sobre o setor, eu acumulo há mais de três décadas. A coragem de começar a provocar um debate sobre a necessidade do fim do monopólio começou quando a população de São Paulo sofreu muito devido aos apagões (por dias e semanas) devido a uma tempestade em São Paulo, no dia 3 de outubro (garoa em comparação com as tempestades que ocorrem nos Estados Unidos, Japão e outros países), e o governador, diversos prefeitos, Ministério Público, Idec – Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor, imprensa em geral, e outras entidades começaram uma “guerra judicial” contra a Enel Group.

Presidente da Enel pede aposentadoria para não descascar o “abacaxi”

Após o prefeito de São Caetano do Sul pedir a prisão do presidente da Enel Brasil, este pediu aposentaria. Era óbvio que o “abacaxi” é muito grande para descascar. A Enel está tendo que enfrentar os governadores e centenas de prefeitos, e ministérios públicos dos estados em que atua. Ainda não sabemos quais serão as consequências dos apagões em São Paulo e Rio de Janeiro para a Enel e para os gestores públicos que permitiram o problema chegar a tal nível. Mas é óbvio que a Enel terá que pagar a conta, só não sabemos se terá dinheiro em caixa para uma conta tão alta.

Apagões são como aviões com pouco combustível

Aí, venho passar o Natal em Belo Horizonte, e a história se repete. A diferença entre São Paulo e Belo Horizonte, é que a imprensa, órgãos públicos, Ministério Público, governador e deputados paulistanos estão mais atuantes contra a Enel Brasil para ela dar respostas e soluções. A Cemig ainda vive em uma zona de conforto.

O que eu sinto em Minas Gerais, é que apagões são normais, como o assalto, e está tudo bem, faz parte da vida. É como faltar combustível em um avião para concluir um voo. Isso lembra o voo que matou 71 pessoas no voo da Lamia com o time Chapecoense por falta energia. O dono do avião achou que não precisa de garantir energia (combustível) suficiente para o avião chegar ao destino.

Eu não acho normal, não consigo ser inerte e por isso estou escrevendo vários artigos para explicar que apagões não são normais. A minha luta não é contra a Cemig, mas contra o monopólio da distribuição de energia elétrica.

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Pluxee Frota apresenta novidades na plataforma digital de gestão de frotas

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Os desafios enfrentados pelas empresas brasileiras para reduzir os gastos logísticos tornam-se cada vez mais evidentes, especialmente quando se trata de transporte, circulação de mercadorias e prestação de serviços por meio de veículos leves ou pesados. Um estudo recente da Fundação Dom Cabral revelou que os gastos logísticos podem representar até 12% do faturamento bruto de uma empresa no Brasil, podendo atingir 26%, dependendo do setor. A carga tributária direta e indireta representa a maior parte dos custos e isso dificilmente mudará no Brasil.

No entanto, é importante ter controle sobre o restante dos custos por meio de uma boa gestão para maior eficiência do gerenciamento da frota.

Há várias empresas que oferecem soluções tecnológicas para auxiliar. O Pluxee Frota, por exemplo, apresentou a nova marca Wizeo. Ela surge como uma solução mais abrangente para empresas que buscam um parceiro na gestão e controle de despesas relacionadas à frota.

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A plataforma investe constantemente em tecnologia, alinhada à estratégia de digitalização e tendências do setor, prometendo proporcionar aos clientes a melhor experiência em fluxo operacional, otimização do tempo dos profissionais, redução de gastos e impacto positivo nos lucros das empresas.

A Pluxee Frota compartilha as mesmas facilidades oferecidas pelo Wizeo, incluindo cartão de benefícios, otimização de despesas, definição de regras de consumo, recolhimento de notas fiscais, melhoria no controle da documentação, mapeamento de preços de combustíveis e a possibilidade de negociação. Quando aplicadas corretamente, essas funcionalidades podem contribuir para uma redução significativa de até 20% nos custos operacionais.

Além de otimizar os gastos com abastecimento e manutenção, a plataforma Pluxee Frota destaca-se por calcular as emissões de CO₂, contribuindo para a redução do impacto ambiental. Essa iniciativa visa atender às demandas crescentes por práticas empresariais sustentáveis e demonstra o compromisso das empresas com a preservação do meio ambiente.

A gestão eficiente da frota envolve princípios fundamentais que devem ser considerados pelos gestores. Controlar o combustível, treinar os condutores, monitorar as rotas, analisar os custos e controlar a documentação, são as cinco diretrizes essenciais destacadas por especialistas.

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Taís Alvim, diretora de mobilidade da Pluxee Frota, explica um pouco mais sobre os principais pontos de controle oferecidos pela plataforma:

  1. Controle do Combustível: Considerando variáveis como percurso, tipo de veículo, perfil do condutor e condições climáticas, o controle eficaz do combustível é essencial para otimizar os custos, principalmente para aqueles que percorrem longas distâncias.
  2. Treinamento dos Condutores: Padronizar procedimentos, capacitar os motoristas em direção segura, manutenção básica e preservação das mercadorias contribuem para a eficiência operacional. Oferecer salários adequados e benefícios motivadores é crucial.
  3. Monitoramento de Rotas: Utilizar facilidades digitais para identificar os melhores percursos. Além disso, economizar combustível e evitar áreas de risco é vital para garantir a segurança dos funcionários e das cargas.
  4. Análise de Custos: Conhecer cada centavo investido nos veículos é imprescindível para identificar excessos. Isso, a fim de garantir a alocação correta de recursos, sem comprometer a manutenção essencial.
  5. Controle de Documentação: Organizar e manter atualizados impostos. Além disso, multas, seguro, notas fiscais, registros de manutenção e consumo de combustível é fundamental para programar serviços preventivos e evitar gastos desnecessários.

O primeiro carro elétrico brasileiro será lançado no final deste ano

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Quem imaginaria que um garoto nascido em Guaçuí, no interior do Espírito Santo, se tornaria uma figura chave na revolução da indústria automotiva brasileira? Flávio Figueiredo Assis, formado em Direito e Contabilidade, decidiu trilhar um caminho diferente ao vender sua empresa do setor financeiro para embarcar no desafio de criar a primeira montadora de carros elétricos no Brasil, a Lecar. E o primeiro carro elétrico brasileiro está previsto para ser lançado em dezembro deste ano.

Sua trajetória lembra a do bilionário norte-americano Elon Musk, que também vendeu uma empresa para investir na Tesla. Flávio, no entanto, busca não apenas inovar na mobilidade elétrica, mas também mudar a imagem do Brasil no cenário global.

A Lecar, fundada em 2022, tem sua sede em Alphaville, São Paulo, e uma planta industrial em Caxias do Sul, Rio Grande do Sul. O projeto começou a ganhar forma quando Flávio deparou-se com a Lei 8.723, que estabelece a redução de emissões de CO₂ de veículos, inspirando-o a criar uma montadora de carros elétricos totalmente brasileira.

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Eletrificação no mundo

A transição energética tem permitido aparecer dezenas de novos fabricantes de veículos elétricos em todo o mundo. Na China, 100 novos fabricantes surgiram nos últimos anos. No Brasil, no segmento de ônibus, já há mais fabricantes de ônibus elétricos do que, até então, existiam de ônibus a diesel.

A equipe de engenharia automobilística da Lecar, composta por profissionais com experiência em empresas renomadas do setor, como Gurgel, Troller, JPX, Ford, Toyota, Nissan e Marcopolo, está focada em desenvolver o primeiro modelo da empresa, o Lecar Model 459.

A escolha de Caxias do Sul como local para a fábrica foi estratégica, considerando a presença de vários fornecedores do ecossistema de mobilidade na região. O empresário revela ter desmontado um Tesla para entender profundamente a engenharia concorrente.

Com 35% das peças importadas da China, incluindo motores e baterias fornecidos pela Wiston, a Lecar planeja ser autossuficiente na produção de carros elétricos. Os contratos com fornecedores preveem transferência de tecnologia, abrindo caminho para a criação de uma fábrica de células de bateria e motores elétricos no Brasil.

O Lecar Model 459, cujo protótipo está em desenvolvimento, será submetido a uma série de homologações em Londres, na Inglaterra, antes de entrar em produção. A previsão é que o veículo esteja disponível no mercado a partir de dezembro de 2024, com um preço estimado de R$ 279 mil e autonomia de 400 km por carga.

Flávio destaca a importância de políticas de incentivo do governo para tornar os carros elétricos mais acessíveis no Brasil. A empresa planeja também lançar uma versão popular, o Lecar POP, com o custo estimado de R$ 100 mil e autonomia de 200 km por carga.

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Infraestrutura para carregamento das baterias

Para os veículos elétricos popularizarem, certamente, é necessário que as concessionárias públicas de energia melhorem a infraestrutura. As populações e autoridades de São Paulo e do Rio de Janeiro estão em “guerra” com Enel devido aos recentes apagões e sérios prejuízos causados. Em Minas Gerais, sob responsabilidade da Cemig, os apagões também têm sido recorrentes.

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Veículos por assinatura

A Lecar tem grandes planos, estimando a produção de 300 veículos por mês no primeiro ano. Além disso, a criação de 600 empregos diretos e R$ 1 bilhão de faturamento. Ademais, expansão inclui a criação de uma rede de recarregamento própria ao longo da BR 101 e a internacionalização para países como EUA, França, Itália e Mônaco até 2025.

Flávio Figueiredo Assis acredita, por certo, que a Lecar não é apenas uma montadora de carros elétricos. A empresa quer mudar a cultura de aquisição para locação, a fim de aumentar o acesso por meio de planos de assinaturas para seus veículos. Com um olhar otimista para o futuro, a Lecar planeja ser uma referência global na produção de veículos elétricos, impulsionando não apenas a mobilidade sustentável, mas também a imagem do Brasil no cenário automotivo mundial.

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VIX Logística lançamento caminhão elétrico Atlas de 120 toneladas de PBTC

A VIX Logística, empresa pertencente ao Grupo Águia Branca, acaba de dar um passo significativo no segmento de transporte de cargas ao lançar o caminhão elétrico Atlas. Este é o primeiro no país com capacidade de tração de 120 toneladas. Essa iniciativa integra o portfólio do VIVA — VIX Veículos Autônomos, a nova vertical de negócios da empresa dedicada à inovação e à criação de tecnologias sustentáveis voltadas para a logística.

O Atlas é fruto de uma transformação no chassi do modelo Mercedes Benz Axor 3344, passando por um processo de adaptação para operar com propulsão elétrica (também conhecido como retrofit). A tecnologia utilizada substitui os combustíveis fósseis por baterias de fosfato de ferro-lítio (LFP), reduzindo significativamente a emissão de CO₂.

A conversão para um veículo elétrico desse porte representa uma economia mensal de até 8.300 litros de diesel em determinadas rotas, além de evitar a emissão de quase 21 toneladas de CO₂ por mês.

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Elias Alves, diretor da VIX e responsável pelo VIVA, destaca que a iniciativa reflete a cultura inovadora da empresa, que se mantém aberta a novas ideias. “O drive de inovação nos permite testar soluções criativas e arrojadas para os desafios da integração de equipamentos. A adoção de tecnologias mais eficientes e sustentáveis é uma tendência do mercado, colocando a VIX na vanguarda desse movimento”, ressalta Alves.

A equipe do VIVA enfrentou o desafio técnico de desenvolver tecnologias que aumentassem o desempenho do Atlas sem comprometer a eficiência energética. O equilíbrio entre capacidade de tração, autonomia e dimensões das baterias foi cuidadosamente definido, seguindo rigorosos protocolos de segurança da indústria automotiva.

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Marcos Nunes, gerente do VIVA, enfatiza o potencial do Atlas em diversas operações, como transporte interno de madeira, movimentação de produtos siderúrgicos em áreas portuárias, rechego de materiais em áreas de mineração e siderúrgicas, e movimentação de matérias-primas em áreas industriais. Ele ressalta a versatilidade do veículo, que pode se adequar a diferentes setores, promovendo eficiência e sustentabilidade.

Para a recarga, o caminhão requer um ponto específico de energia com corrente contínua para recarga rápida. Este requisito é facilmente atendido em operações industriais com geração própria de energia elétrica. Além disso, o Atlas possui sistemas avançados de controle de temperatura, supressão de incêndio e sensores integrados para garantir a segurança durante a operação. Veículos comerciais não podem contar com as concessionárias públicas de energia elétrica.

Gestão em Segurança no Transporte:

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Entrevista: Operação Mulher Motorista: Ipiranga rompe barreiras no transporte de combustíveis

A Ipiranga, uma das maiores empresas do setor de óleo e gás no Brasil, mostra comprometimento com a promoção da diversidade e da inclusão em um mercado tradicionalmente dominado por homens. Por isso, criou a “Operação Mulher Motorista”, um projeto que tem como objetivo recrutar, treinar e dar autonomia para as mulheres atuarem como motoristas de caminhões de combustível. Para isso, ela conta com a parceria da Fabet São Paulo, fundação de educação no transporte sem fins lucrativos que foi pioneira na criação de cursos para formação de mulheres como condutoras de caminhões.

Para conhecermos mais esta iniciativa, o Frota News entrevistou a vice-presidente de Pessoas e Sustentabilidade da Ipiranga, Luciana Domagala, que revelou em entrevista exclusiva os motivos, os desafios e os resultados dessa ação inovadora. Confira:

  1. Motivação e Propósito:

– Qual foi a principal motivação por trás da iniciativa “Operação Mulher Motorista Ipiranga”?

Luciana Domagala – Nossa principal motivação é a inserção de mulheres na indústria de óleo e gás por meio da educação e da qualificação, incluindo orientações de segurança, condição essencial para esse tipo de trabalho. O Operação Mulher Motorista Ipiranga amplia a oferta de mulheres qualificadas, tanto para nossos transportadores parceiros quanto para a própria Ipiranga, além de proporcionar um impacto positivo nas comunidades próximas das operações da Ipiranga e fortalecer nosso compromisso com política de diversidade e inclusão.

Um bom exemplo do nosso comprometimento é que essa política também se estende internamente, com várias ações afirmativas que visam a diversidade e inclusão na nossa estratégia de negócio. Atualmente, são 33% de mulheres em posições de alta liderança na Ipiranga. Nesse sentido, também realizamos o programa “Operação Mulher”, voltado para a formação de mulheres operadoras com apoio pedagógico do SENAI. Neste ano ocorreu a terceira edição do programa, com qualificação em Cubatão (SP), Duque de Caxias (RJ), Betim (MG), Canoas (RS) e Belém (PA). Em 2022, a Ipiranga realizou formações em Paulínia (SP) e Fortaleza (CE).

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– Como a inclusão de mulheres como motoristas de caminhão de combustível contribui para os objetivos de segurança e eficiência da Ipiranga?

Luciana Domagala – Segurança é um valor inegociável e integra todas as nossas ações.

As alunas foram qualificadas com base nas práticas do nosso Programa de Excelência no Transporte, o Mover, que incentiva as melhores práticas de segurança, nível de serviço, eficiência, estratégia e competitividade do mercado. Trata-se de uma formação que contempla tópicos teóricos importantes para a formação das motoristas, mas que inclui também aulas práticas com parceiro especialista, para que as profissionais da indústria de óleo e gás possam exercer o melhor trabalho possível. Queremos estabelecer novos patamares nas operações logísticas e isso começa na sala de aula.

Com o Operação Mulher Motorista, Ipiranga realiza um passo, mas temos clara consciência de que essa pauta é uma jornada e ainda temos um caminho a percorrer.

  1. Processo de Seleção e Treinamento:

   – Como foi o processo de seleção das 16 mulheres escolhidas para participar do curso?

Luciana Domagala – As inscrições foram feitas por um link externo e as candidatas passaram por um processo seletivo. Além de entrevista online, foi feita a avaliação psicológica e veicular na Fabet de forma presencial. As aulas começaram em outubro e terminaram em novembro de 2023. Ao todo foram recebidas mais de 80 inscrições e 100% das selecionadas completaram o curso. Há possibilidade de parte dessas formandas serem contratadas pelas transportadoras que prestam serviço para a Ipiranga, mediante disponibilidade

Ao final do curso, disponibilizamos os currículos para todos os nossos parceiros transportadores de São Paulo que realizam operação de entrega, para contratação desses mulheres que tiveram sólida formação para o segmento. Com eles, reforçamos a importância do programa e da geração de oportunidades.

   – Pode compartilhar detalhes sobre o treinamento oferecido pela Fabet São Paulo para preparar essas mulheres para as operações de transporte de combustível?

Luciana Domagala – O treinamento foi construído de acordo com as demandas de operações de transporte de produtos inflamáveis, considerando o desenvolvimento e aprimoramento das habilidades e competências técnicas e comportamentais.

O curso contemplou vários módulos, como legislação, responsabilidade civil, segurança veicular, condução responsável, mecânica, entre outros. Também foram incluídas oficinas sobre autogestão financeira, meio ambiente, atendimento ao cliente, ciclos de prática supervisionada e manobras com veículos próprios para o programa. Foram mais de 10 professores especialistas envolvidos no processo de desenvolvimento dessas mulheres.

Ao final do curso, os currículos das alunas são enviados para todos os parceiros transportadores de São Paulo que realizam operação de entrega
  1. Desafios e Oportunidades:

   – Quais são os desafios específicos enfrentados por mulheres que buscam se tornar motoristas de caminhão de combustível?

Luciana Domagala – Durante o curso, em rodas de conversas promovidas com as alunas, elas apontaram como o principal desafio a falta de oportunidades no mercado de trabalho por conta da inexperiência. Além de formação teórica e prática, nosso programa possibilita que transportadoras parceiras da Ipiranga recebam diretamente os currículos das formandas, como forma de contribuir para a superação desse obstáculo para a empregabilidade das mulheres.

A cultura masculina no setor de transportes também pode dificultar a aceitação e a integração das mulheres. Além disso, desafios como a segurança pessoal, o equilíbrio entre o trabalho e a vida pessoal – muitas são casadas e cuidam dos filhos –, o acesso à formação e ao emprego e a falta de representação são outros desafios a serem superados.

 – Como a Ipiranga e a Fabet abordam esses desafios e criam oportunidades para o sucesso das mulheres nesse setor?

Luciana Domagala – Ao criar o programa Operação Mulher Motorista, a Ipiranga busca mostrar que é possível criar um ambiente mais inclusivo e quebrar os estereótipos de gênero, que são recorrentes no setor de transporte de carga. A presença de condutoras mulheres capacitadas e certificadas reforça a ideia de que conduzir um transporte é uma habilidade individual e corrobora para a comprovação de que as habilidades técnicas e operacionais não estão relacionadas ao gênero.

Além da capacitação técnica nas melhores práticas do mercado, baseadas no nosso Programa de Excelência no Transporte, as alunas também receberam qualificações como: desenvolvimento de currículos, posicionamento no dia a dia de trabalho e em entrevistas, ética e integridade, além do papel de motivar e contribuir para o desenvolvimento de outras mulheres, conseguindo, assim, buscar suas próprias oportunidades.

  1. Impacto na Indústria e Comunidade:

   – Como a presença de mulheres motoristas impacta a indústria de transporte de combustível?

Luciana Domagala – A diversificação da força de trabalho é um benefício muito grande, uma vez que a inclusão de mulheres traz perspectivas, habilidades e experiências diferentes para o setor. O aumento do número de profissionais disponíveis é crucial para lidar com os desafios operacionais e logísticos, além de melhorar a eficiência e a capacidade de atender à crescente demanda por serviços de transporte de combustível. Dentro do mapeamento feito para o desenvolvimento do curso, um dos pontos levantados é a demora da reposição de motoristas por falta de profissionais no mercado. A partir do momento que qualificamos mulheres, ampliamos o número de profissionais e conseguimos aumentar a oferta às vagas.

   – Há uma conscientização ou mudança de percepção na comunidade em relação às mulheres como condutoras de veículos de carga?

Luciana Domagala – Se observarmos o público direto e que mais apresenta a necessidade dessa demanda, os transportadores, eles reconhecem a importância da geração de oportunidades para as mulheres e como isso aumenta positivamente as ofertas de profissionais no mercado. Quando observamos o setor de transporte de combustíveis, fica evidente a necessidade de profissionais capacitados, por conta de diversos fatores, sendo a segurança o principal. Nosso programa possibilitou a qualificação completa de profissionais que ainda não tinham tido a sua primeira experiência.

  1. Colaboração entre Ipiranga e Fabet:

– Como a parceria entre a Ipiranga e a Fabet foi estabelecida para o desenvolvimento desse programa?

Luciana Domagala – A Fabet é uma instituição renomada e especializada na formação de profissionais para o setor de transportes. Para a nossa primeira turma, buscamos essa parceria. Sobretudo, levando em consideração a expertise deles no desenvolvimento e na qualificação de profissionais.

Temos na Ipiranga a preocupação genuína em promover o desenvolvimento das comunidades onde estamos inseridos e promover a empregabilidade de mulheres. Por isso, reconhecemos a importância da capacitação desse público específico e o incentivo a inclusão feminina no setor.

Acreditamos que esta iniciativa vai inspirar outras organizações a fim de investir no desenvolvimento de mais mulheres e contribuir para novas oportunidades de trabalho, geração de renda e desenvolvimento local.

 – Em que medida a Ipiranga está envolvida no processo de formação e apoio contínuo para as mulheres motoristas?

Luciana Domagala – Ao lado da Fabet, certamente, somos pioneiros na realização de uma capacitação para mulheres motoristas no transporte de combustíveis 100%. O projeto é financiado pelo embarcador, além de sermos os primeiros a fornecer bolsa-auxílio às alunas em uma capacitação como essa.

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  1. Feedback e Resultados Iniciais:

   – Quais são os primeiros resultados ou feedback observados desde o início do curso “Formação de Mulheres Condutoras”?

Luciana Domagala – Já tivemos a contratação de 25% das alunas formadas. Os retornos foram positivos. Além disso, com relatos de ser uma experiência de aprendizado com foco na prática.

– Como a Ipiranga planeja medir o sucesso a longo prazo desse projeto?

Luciana Domagala – A Ipiranga acompanha a taxa de formação das mulheres e de empregabilidade – medidas por meio da avaliação de impacto do projeto –, e mensura o quanto o programa contribui para melhoria do ambiente inclusivo interno na companhia. É importante, certamente, pontuar também a importância da inserção de mais mulheres no setor de óleo e gás. O setor se tornará mais diversificado, por certo, abrirá mais oportunidades e o resultado será evidente.

  1. Possíveis Expansões e Futuro:

   – Existem planos para expandir o programa para incluir mais mulheres no futuro?

Luciana Domagala – Sim, a Ipiranga tem a expectativa de lançar outra edição do Operação Mulher Motorista.

– A Ipiranga tem planos de implementar iniciativas semelhantes em outras áreas ou setores da empresa?

Luciana Domagala – Na Ipiranga, temos o compromisso com o apoio ao desenvolvimento de comunidades onde estamos presentes. Certamente, inclui diversas ações afirmativas que visam a diversidade e inclusão em nossa estratégia de negócio. A fim de contribuir para o desenvolvimento local, temos hoje 22 projetos sociais próprios e incentivados em todo o país, voltados para educação e geração de renda.

Um exemplo de iniciativa semelhante é o Operação Mulher. Por certo, neste temos o propósito de ampliar a empregabilidade de mulheres no setor. Temos um programa desenvolvido em parceria com o SENAI a fim de promover a formação de operadoras de produção. Mais do que formar pessoas para a nossa própria empresa, estamos formando mulheres no entorno das nossas operações. Dessa forma, ampliamos a oferta de profissionais qualificadas para o mercado de trabalho local. Até o momento, tivemos três edições do programa em sete cidades. Recebemos mais de 2.000 inscrições para 140 vagas a fim de formamos 113 novas profissionais.

  1. Engajamento e Apoio:

   – Como a equipe da Ipiranga está apoiando ativamente as mulheres motoristas no dia a dia?

Luciana Domagala – Além dos programas voltados para mulheres já mencionados, Ipiranga, certamente, trabalha para apoiar profissionais do setor. Há 16 anos desenvolve o Saúde na Estrada, por certo, a maior ação nacional itinerante de saúde e responsabilidade social do país com mais de 700 mil atendimentos. Ademais, a iniciativa já rodou cerca de 625 km e passou por mais de 200 municípios, em 22 estados. Houve a realização de 56 mil exames de glicemia, 15 mil bioimpedâncias. Além disso, o envolvimento de mais de 50 mil profissionais voluntários da área da saúde.

Durante a pandemia, houve distribuição de kits de higiene. Além disso, a realização de testes rápidos e aplicação de vacinas. Ainda na pandemia, a Ipiranga, por meio do Saúde na Estrada, ofereceu cerca de 4 milhões de refeições. Foi em uma ação a fim de de troca do Km de Vantagens Caminhoneiro.

   – Há iniciativas de conscientização e engajamento para promover a diversidade e inclusão no setor de transporte de combustível?

Luciana Domagala – Nossos parceiros transportadores contribuíram para a construção do programa. Eles disponibilizam, sobretudo, dados e participam de rodas de conversas, trazendo suas principais percepções sobre o tema. Durante os últimos anos, trabalhamos em conjunto em ações com foco na diversidade e inclusão. Ademais, por meio de webinares, cujo principal objetivo é mostrar o papel da liderança na criação de um time diverso e inclusivo. Nessas sessões, não só a Ipiranga tem momento de fala (com times internos e especialistas), mas os próprios transportadores trazem cases de sucesso.

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12º Relatório de Tendências 2024 da Ford. Saiba o que dizem sobre sustentabilidade

No cenário dinâmico de um mundo em constante transformação, o  12º Relatório de Tendências 2024 da Ford emerge como um farol, iluminando as mudanças radicais nas prioridades das pessoas. A pesquisa abrange desde a crescente ênfase no autocuidado até o impacto da Inteligência Artificial nos empregos, oferecendo uma visão fascinante das tendências que estão moldando o futuro.

Anualmente, a Ford mergulha nas tendências globais para analisar a evolução do comportamento do consumidor e extrair aprendizados essenciais para criar estratégias futuras. A pesquisa global de 2024, abrangendo 16 países, incluindo o Brasil, destaca o desejo das pessoas de assumirem o controle de suas vidas e moldarem ativamente o futuro.

Dentre as diversas facetas abordadas pelo relatório, escolhemos destacar o capítulo sobre Sustentabilidade, uma área de grande relevância para empresas de transporte, logística e embarcadores.

Apesar do consenso crescente sobre a importância de combater as mudanças climáticas, o relatório indica que menos pessoas estão modificando ativamente seus comportamentos em comparação com quatro anos atrás (75% em 2023, 78% em 2020). Embora a conscientização seja predominante, o comprometimento efetivo ainda encontra obstáculos.

Uma descoberta significativa é que 47% das pessoas acreditam que os outros deveriam adotar veículos elétricos para combater as mudanças climáticas, mas surpreendentemente, apenas 4% delas próprias utilizam esses veículos. Essa desconexão entre crenças e ações destaca um desafio subjacente na adoção de práticas sustentáveis — muitos estão dispostos a apoiar, caso seja conveniente.

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Outro dado revelador é que 35% das pessoas consideram que os outros deveriam optar por veículos híbridos para combater as alterações climáticas, mas apenas 8% delas efetivamente fazem essa escolha. Novamente, a conveniência emerge como um fator determinante na implementação de práticas sustentáveis.

Esses números lançam luz sobre a complexidade das mudanças de comportamento em direção à sustentabilidade. Embora a maioria reconheça a importância da ação, a implementação prática muitas vezes esbarra em questões de conveniência e acessibilidade.

As empresas de transporte, logística e embarcadores buscam alinhar suas estratégias com as demandas do futuro. No entanto, o relatório destaca a necessidade de abordar não apenas as crenças, mas também os obstáculos práticos. Sobretudo, os apontamento do relatório impedem a adoção efetiva de práticas sustentáveis.

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Nota do editor: os constantes apagões de energia elétrica mostram diversas falhas na infraestrutura de distribuições de energia. Isso provoca insegurança nas pessoas que não podem investir em fontes alternativas. Portanto, faz com que as pessoas esperam melhorias por parte dos fornecedores, para pensarem no investimento em um veículo elétrico.

Para ter acesso ter a acesso a relatório completo, em inglês, deixamos os seguinte link: Relatório de Tendências 2024 Ford.

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