As fabricantes de caminhões Volvo Trucks e Mack (Volvo Group) anunciaram uma significativa mudança ambiental em suas operações. As fábricas de New River Valley, na Virgínia, e Lehigh Valley Operations, na Pensilvânia, estão abastecendo os novos caminhões com óleo vegetal hidrotratado (HVO), conhecido como diesel renovável, antes de enviá-los aos clientes.
Vale lembrar que o HVO ainda não está disponível no Brasil. No entanto, a Volvo do Brasil teve iniciativa similar com o diesel menos poluente disponível no mercado brasileiro, o Diesel R5, fornecido pela Petrobras e já distribuído pela Ipiranga. O R5 é menos poluente do que o biodiesel convencional. O Frota News noticiou esta iniciativa em agosto do ano passado e o artigo detalha o que é o R5 pode ser lindo a partir do seguinte link:
Segundo Peter Voorhoeve, presidente da Volvo Trucks North America, a adoção de diferentes tecnologias é essencial para um futuro sustentável. A Volvo está abastecendo os caminhões que saem da fábrica de NRV com 20 a 25 galões de HVO por tanque, assim, substituindo o diesel fóssil em uma iniciativa que espera substituir 1.125.000 galões de diesel fóssil anualmente. Isso deve levar a uma redução nas emissões de CO₂ de 75% a 85% para as operações da Volvo Trucks na América do Norte.
Hitech Electric lança promoção de inauguração
A Hitech Electric estreou sua primeira concessionária exclusiva em São Paulo, em parceria com o Grupo Carueme. Para comemorar a abertura, a empresa lançou uma promoção especial com descontos de até 13% em toda a sua linha de veículos utilitários elétricos, porém, válida até o final de maio ou para as 100 primeiras unidades vendidas.
A oferta inclui modelos como o e.coDelivery (de R$ 130 mil por R$ 115 mil), e.coCargo (de R$ 160 mil por R$ 140 mil) e e.coTruck (de R$ 158 mil por 137 mil), assim, oferecendo aos comerciantes e empreendedores uma oportunidade de adotar tecnologia limpa a preços atrativos.
Leia mais sobre a Hitech Eletric no artigo publicado no Frota News a partir do seguinte link:
A revista alemã Busplaner agraciou o E-Way H₂ da Iveco Bus com o “Prêmio Internacional de Sustentabilidade 2024”. Por certo, destacou-se na categoria de ônibus de 12 metros movidos a hidrogênio. O modelo E-Way H₂ conta com capacidade para até 100 pessoas e uma autonomia de 450 km sob condições normais de operação.
A Hyundai fornece a célula de combustível de hidrogênio equipada neste ônibus movido a hidrogênio. Ele possui também quatro tanques de hidrogênio instalados no telhado a fim de abastecer uma bateria NMC de 69 kWh. Esta é fabricada, certamente, pela FPT Industrial e o motor elétrico de 310 kW, pela Siemens Elfa 3.
A Ghelere Transportes, empresa com matriz em Cascavel (PR), investiu cerca de R$ 50 milhões em novos veículos para aumentar a frota e capacidade de atendimento. Este ano, a empresa optou por 56 caminhões da Scania, modelos R 450 e R 460 Super, e 60 semirreboques da Facchini. Todos os novos caminhões contam com um sistema de frenagem autônoma para reduzir a possibilidade de colisão traseira, tecnologia oferecida por todas as marcas do segmento premium. Com a aquisição, a empresa chega a quase 400 veículos na frota.
Eduardo Ghelere, diretor-executivo da Ghelere Transportes, explica que, com esses novos caminhões, a empresa ganha uma segurança adicional que ajuda a evitar batidas na traseira, aumentando a segurança dos carros à frente, dos motoristas e das cargas. “Para além da integridade da carga, quando temos uma tecnologia que nos ajuda a evitar sinistros, ficamos menos sujeitos a atrasar carregamentos e entregas, e a pontualidade e a garantia de entrega são um grande compromisso em nossa operação. Os novos caminhões também têm itens de conforto para o motorista, como geladeira interna, além dos adicionais que colocamos, como câmeras com I.A., defletores e painel de energia solar.”
Na última semana, o Sindicato das Empresas de Transporte de Carga de São Paulo e Região (SETCESP) reuniu-se com o Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas no Estado do Paraná (SETCEPAR) e o Sindicato das Empresas de Transportes de Carga e Logística no Estado do Rio Grande do Sul (SETCERGS). O objetivo foi debater a comunicação e o fluxo de informações entre os órgãos públicos e as transportadoras. Outro objetivo foi pautar as questões de roubo de cargas e veículos, as burocracias e a falta de integração entre os órgãos competentes, dificultando a recuperação desses ativos.
Luiz Gustavo Nery, diretor do SETCEPAR, destacou a importância da integração dessas informações não somente aos associados do Setcepar, mas à cadeia logística na totalidade, visto que, hoje, a maioria dos veículos dessas organizações roda em diversos estados do país. O atual momento do TRC vem exigindo alianças e relacionamentos estreitos entre todos os representantes para o desenvolvimento contínuo do modal. Segundo dados do relatório anual desenvolvido pelo Centro de Inteligência da Overhaul – empresa de software de gerenciamento de riscos e visibilidade da cadeia de suprimentos –, foram registradas 17.108 ocorrências de roubo de cargas no Brasil em 2023, uma alta de 4,8% em relação ao ano anterior.
O transporte dos medicamentos do fabricante ao consumidor final conta com um reforço regulatório significativo. A Resolução de Diretoria Colegiada (RDC 653/2022) da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) impõe requisitos estritos para o transporte de produtos farmacêuticos, incluindo o monitoramento rigoroso de temperatura e umidade do início ao fim da cadeia de distribuição.
As empresas de transporte que não cumprirem com as diretrizes atualizadas estão sujeitas a sanções severas, incluindo multas e até a perda do registro para operar no setor farmacêutico, conforme estipula a Lei n.º 6.437, de 1977. Segundo Marcus Cunha, diretor Corporativo do Grupo Apisul, a companhia já implementa soluções que atendem a esses padrões desde 2019, destacando-se no mercado pela sua capacidade de monitorar a temperatura dos medicamentos “minuto a minuto”.
FEINAGRO em Goiás
Pelo segundo ano consecutivo, a Atvos, uma das principais produtoras de biocombustíveis do Brasil e uma grande empregadora no Estado de Goiás, participa da “V FEINAGRO — Feira de Negócios Agropecuários”, organizada pela Cooperativa Mista Agropecuária do Vale do Araguaia (COMIVA). O evento ocorre até sexta-feira (26) no Parque de Exposições Agropecuárias de Mineiros (GO).
Chafick Fair Luedy, gerente de Gente & Gestão da Atvos, vê a participação na FEINAGRO como uma chance de consolidar o papel de liderança da empresa em eventos significativos na região. Segundo ele, a feira coincide com o início da safra 2024/2025, proporcionando uma excelente oportunidade para compartilhar tendências e novas tecnologias.
No próximo dia 8 de maio de 2024 acontecerá a 23ª Edição do Seminário Brasileiro do Transporte Rodoviário de Cargas, das 9h às 13 horas, no Auditório Nereu Ramos, na Câmara dos Deputados, em Brasília/DF.
O evento vai reunir os principais representantes do TRC, assim como lideranças, parlamentares, autoridades governamentais e integrantes do meio acadêmico
O evento é uma iniciativa da Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados, em parceria com a NTC&Logística (Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística) e apoio institucional do Sistema Transporte (CNT – Confederação Nacional do Transporte; SEST SENAT – Serviço Social do Transporte e Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte, e ITL – Instituto de Transporte e Logística) e da FuMTran (Fundação Memória do Transporte).
O encontro vai reunir os principais representantes do TRC, assim como lideranças, parlamentares, autoridades governamentais e integrantes do meio acadêmico, para debater temas de grande importância para o setor e para o país. Para inscrições: www.portalntc.org.br
Atalaia renova frota com novos Volksbus 17.230
A Viação Atalaia acaba de anunciar a renovação de sua frota em Aracaju (SE) com a aquisição de trinta novos ônibus Volksbus 17.230. Com este novo investimento, a transportadora de passageiros concretiza a aquisição de cem veículos da Volkswagen Caminhões e Ônibus adquiridos nos últimos anos, representando 60% de toda a frota. Segundo Alberto Almeida, proprietário da empresa, a Atalaia tem se empenhado bastante na renovação da frota na cidade de Aracaju e a entrega desses novos carros sinaliza nossos esforços em garantir a qualidade do serviço prestado.
A Scania Brasil anunciou uma expansão em sua linha de caminhões movidos a gás natural veicular e/ou gás renovável biometano. A novidade inclui a introdução de dois novos modelos com potências de 420 cv e 460 cv. E o destaque será a opção de tração 6×4 com 460 cv para tração de bitrem 9 eixos e rodotrem. Já as versões 6×2 são indicadas para o implemento com 4º Eixo e o bitrem de 7 eixos.
O modelo de 460 cv destaca-se por sua autonomia aumentada, alcançando até 650 km. O primeiro modelo lançado durante a Fenatran 2019, o G 410, contava com autonomia de cerca de 500 km (norma europeia) e 350 km (norma Inmetro).
O lançamento público do modelo 460 cv a gás ocorrerá na 29ª edição da Agrishow, que será realizada de 29 de abril a 3 de maio em Ribeirão Preto, São Paulo. Já disponíveis para venda, as entregas desses novos modelos estão programadas para começar no segundo semestre deste ano.
A marca já realizou a primeira venda de 20 unidades do modelo 460 6×2 para a empresa Logás S/A, uma distribuidora de gás de Minas Gerais, marcando um forte início para essa nova oferta.
Esses lançamentos são parte da estratégia da Scania para ampliar ainda mais a penetração de caminhões a gás no mercado brasileiro, explorando novos nichos de mercado e ampliando seu portfólio de produtos. Os caminhões podem ser configurados em trações 4×2, 6×2 e agora, 6×4, adequando-se a uma variedade de necessidades de transporte, desde aplicações tradicionais até transporte de cargas pesadas e operações no setor agrícola.
André Gentil, gerente de Vendas de Soluções a frotistas da Scania Operações Comerciais Brasil, destacou o modelo GH 460 6×4 como um marco para a atuação da empresa no setor agrícola.
Marcelo Gallao, diretor de Desenvolvimento de Negócios da Scania, destacou a capacidade dos caminhões de operar com maior autonomia. Além disso, a capacidade de suportar diferentes configurações de carga e tração, facilitando operações em diversas frentes, desde o transporte de cana e soja até configurações mais robustas como rodotrens.
Os caminhões com motores mais modernos a gás podem abastecer-se com os diferentes tipos de gases. No momento, o tipo mais utilizado é o GNV (Gás Natural Veicular), ao ser o de maior disponibilidade no Brasil. No entanto, este tipo é o que oferece menos benefícios ambientais em comparações ao biometano. Mesmo assim, pode representar uma redução de alguns tipos de emissões em até 15%. Além disso, há a opção também do GNL (Gás Natural Liquefeito) com significativas vantagens.
Recentemente, as empresas Virtu GNL e Eneva realizam a maior compra de 180 caminhões Scania a GNL, sendo o maior volume de aquisição na América Latina até o momento. A maior vantagem do GNL em relação ao GNV é a maior autonomia.
O GNL é uma forma de armazenar o gás natural em estado líquido, por certo, reduzindo seu volume em cerca de 600 vezes. Isso facilita o transporte e, além disso, o abastecimento dos veículos, que podem rodar até 1.100 km sem precisar reabastecer. Além disso, o GNL emite cerca de 20% menos CO₂ do que o diesel, contribuindo para a redução das emissões de gases de efeito estufa.
Em termos ambientais, o biometano é o que oferece um real passo para a transição energética a fim de realizar a descarbonização do transporte. A sua redução de emissões CO₂ chega em torno de 90% em relação ao diesel.
A produção do biometano, um biocombustível renovável, resulta da purificação do biogás. Ele é gerado pela decomposição de resíduos orgânicos, a fim de ser uma solução inteligente para a gestão de resíduos e promovendo o desenvolvimento econômico local. Ele pode ser produzido em qualquer lugar no Brasil e, certamente, não depende de complexos gasodutos como redes de distribuição.
O MBCBrasil apresentou, no dia 23 de abril, o estudo completo “Trajetórias Tecnológicas mais Eficientes para a Descarbonização da Mobilidade”. A saber, encomendado à LCA Consultoria Econômica e MTempo Capital. Foram 10 meses de pesquisas para ter uma compreensão mais profunda sobre os caminhos e as alternativas utilizando o potencial brasileiro.
O MBCB, ou MBCBrasil, é um movimento criado a partir de cooperação entre diversas empresas de diferentes segmentos. Assim como, sucroenergético, biogás, fabricantes de veículos, autopeças e entidades que desejam acelerar a transição energética e descarbonização da mobilidade por veículos de passeios e comerciais no País.
O objetivo do Mobilidade de Baixo Carbono para o Brasil (MBCB) é promover o uso do potencial bioenergético brasileiro. Por certo, garantindo a sustentabilidade econômica, ambiental e empregos para toda a sociedade. O movimento não é apenas uma resposta à crise climática global. No entanto, é uma oportunidade para o Brasil fortalecer sua economia e liderar globalmente com uma neoindustrialização da economia circular.
Os desafios para veículos pesados
Durante a apresentação, o Professor Luciano Coutinho, da MTtempo Capital, e Fernando Camargo, da LCA Consultoria. Destacaram a urgência na descarbonização da frota e o protagonismo brasileiro em direcionar o setor de transportes para uma era de baixa emissão de carbono, por meio de tecnologias mais limpas e renováveis.
Entre os pontos abordados estava os desafios para a descarbonização de veículos pesados. Representando apenas 6% da frota nacional, caminhões e ônibus são responsáveis por mais de 53% das emissões de CO2. Um dos desafios é a falta de um modelo eficaz para medição dessas emissões.
O Prof. Coutinho destacou que a descarbonização dos veículos pesados depende da combinação entre viabilidade econômica e ambiental. Dessa forma, apostando em diferentes rotas tecnológicas, tais como biodiesel de segunda geração, biometano, HVO, eletrificação, além do hidrogênio verde com uso do etanol como fonte primária, ainda em fase de estudo no Brasil.
José Eduardo Luzzi, presidente da MWM Motores e Geradores, lembra haver outros caminhões para transformações, como o retrofit de caminhões a diesel convencional por caminhões a gás, o que já realizado pela MWM.
Outros projetos que estão em desenvolvimento é o de veículos pesados híbridos. Pois, com a utilização de motores a combustão movido por bioenergia como geradores de energia elétrica para as baterias que alimentam os motores elétricos, tornando o veículo independente de carregadores externos.
Veículos leves
Em relação aos automóveis, o estudo indica que o cenário com predominância de veículos híbridos propicia redução expressiva das emissões de gases de efeito estufa e tende a impulsionar a economia brasileira. Promovendo mais empregos, pois se preservam os elos da cadeia produtiva e se acrescentam novas tecnologias.
Segundo os pesquisados, os veículos elétricos 100% a bateria geram menos benefícios ambientais em comparação com os híbridos. Isso considerando o conceito berço ao túmulo, pois a fabricação de veículo 100% elétrico gera uma extração de muitos metais da natureza, principalmente, para produção das baterias. Dessa forma, gerando um grande déficit ambiental muito grande.
Representando o MBCBrasil, o evento contou com a presença de Aroaldo Oliveira da Silva, presidente da Industriall, Evandro Gussi, presidente da Unica – União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia, J. Eduardo C. Luzzi, CEO da MWM Motores e Geradores, Renata Beckert Isfer, presidente da ABiogás – Associação Brasileira do Biogás, Roberto Matarazzo Braun, diretor de Comunicação da Toyota do Brasil e Luis Roberto Pogetti, presidente do Conselho da Copersucar S/A.
O Brasil está em uma posição única para liderar essa transformação, graças à sua matriz energética predominantemente limpa e à sua longa história com biocombustíveis. O estudo oferece um roteiro para o país não apenas atender, mas também superar seus compromissos ambientais, ao mesmo tempo em que promove o desenvolvimento econômico e social.
A disponibilidade do estudo completo para o público é um convite à ação. Ele fornece uma base de conhecimento valiosa para formuladores de políticas, empresas e cidadãos. Incentivando a participação ativa na criação de um futuro mais verde e próspero para o Brasil e para o mundo.
O estudo pode ser baixado em duas versões: completa, com 171 páginas, ou resumida, com 35 páginas
O Teatro Fabet em São Paulo foi palco do encerramento do Curso de Gestão em Segurança do Transporte nesta quinta-feira, marcando o fim de mais uma turma. Este curso reuniu gestores de diversas empresas de transporte que apresentaram suas conclusões finais em um seminário de grande relevância, onde compartilharam iniciativas para aumentar a segurança e a sustentabilidade nas operações de transporte de carga e passageiros.
Durante o seminário, os projetos apresentados abordaram temas cruciais discutidos ao longo do curso. Os tópicos incluíram a importância da gestão em segurança no transporte, a aplicação de tecnologias para controle de operação, e a estruturação dos processos das transportadoras, sempre priorizando o bem-estar dos motoristas e a humanização do trabalho, integrados às mais recentes tecnologias.
A presença e a contribuição dos membros da banca avaliadora foram essenciais para o sucesso do encerramento. Além deste jornalista, a Prof.ª Dr.ª Barbara Zecchinato, e os especialistas Renato Leocadio e Valter Ottoti, como membros da banca de avaliação, ofereceram insights valiosos que enriqueceram as discussões e avaliações dos projetos.
O curso contou com a participação de diversas transportadoras, cuja colaboração foi fundamental para o sucesso do evento. Entre elas, destacam-se a Tropical Transportes Ipiranga, Vibra, Ipiranga, Menegazzo Ambev, Ouro Verde Transportes, Tassi Transtassi, Fadel Transportes e Logística, Transportes Santa Maria, Citrosuco, JD Cocenzo Transportes, Transportadora Garbuio, Morada Logística, Cita Transportes Ltda., TransParaná, Rio Transportes, Crossatti e Paiva Assessoria, Consultoria e Treinamentos, Pra Log Rentals, Ivoglo Transportes, EuroChem Brasil, I.B. Logística e Transportes, Trans Kothe Transportes Rodoviários, Rodowall, Nitro Química e G2L Logística.
Com a conclusão deste curso, a Fabet São Paulo reafirma seu compromisso com a construção de um futuro mais seguro e sustentável para o setor de transporte. A combinação de conhecimento técnico e prático proporcionada pelo curso promete trazer melhorias significativas para as operações das empresas envolvidas, influenciando positivamente a indústria de transporte na totalidade.
Em breve, mais informações sobre as principais ideias e soluções apresentadas neste Seminário.
2ª Edição
As inscrições para a 2ª Edição do Curso Gestão em Segurança no Brasil já estão abertas.
As inscrições para a segunda edição já estão abertas
Em um movimento significativo no mundo da tecnologia e da inteligência computacional, a Altair anunciou a aquisição da Cambridge Semantics, conhecida por suas inovadoras soluções de mapeamento de dados baseadas em gráficos. Esta aquisição destaca-se não só pela expansão das capacidades tecnológicas da Altair, mas também pelo potencial de ampliar significativamente seu alcance e eficiência em análise de dados e inteligência artificial.
A Cambridge Semantics, que surgiu em 2007 por um grupo de especialistas do Grupo de Tecnologia da IBM, ganhou notoriedade por desenvolver um dos principais bancos de dados analíticos do mercado, especializando-se em gráficos semânticos que integram dados empresariais estruturados e não estruturados numa visão unificada. Essa tecnologia permite a criação rápida de modelos de dados que respondem dinamicamente às consultas do usuário, facilitando assim uma compreensão mais profunda e aplicada dos dados corporativos.
Valdir Cardoso, presidente da Altair Brasil, enfatizou a importância da aquisição.
“A integração das soluções da Cambridge Semantics enriquece nosso portfólio com tecnologias avançadas que oferecem grandes vantagens competitivas, colocando nas mãos de nossos clientes ferramentas ainda mais poderosas para tomada de decisões baseadas em dados.”
Essa fusão estratégica incorpora a tecnologia de gráficos semânticos da Cambridge Semantics às ferramentas já consolidadas da Altair, como o Altair® RapidMiner®. Com isso, espera-se que as organizações usufruam de uma plataforma robusta para a construção de ecossistemas analíticos que integram inteligência artificial de maneira eficaz no dia a dia operacional das empresas.
James R. Scapa, fundador e CEO da Altair, destacou o papel crucial dos gráficos de conhecimento nesta nova era de IA.
“Os gráficos de conhecimento são essenciais não apenas para a análise de dados, mas como fundamentos das aplicações de IA generativa, ajudando a eliminar erros e aprimorar a qualidade dos dados fornecidos.”
Charles Pieper, presidente da Cambridge Semantics, comentou sobre a transição.
“Estamos animados com a integração à Altair, que permitirá uma adoção mais acelerada de nossa tecnologia, beneficiando não só as áreas governamental e de defesa, mas também setores como ciências da vida e manufatura.”
Esta aquisição representa não apenas um fortalecimento significativo nas capacidades de inovação e oferta de serviços da Altair, mas também reafirma seu compromisso com o desenvolvimento de tecnologias que auxiliam as organizações a explorarem seus dados de maneira estratégica e inovadora.
Um dos ensinamentos em comunicação: se você não se explica, você dá asas para a imaginação, e pior, para os concorrentes. Entre vizinhos, familiares e amigos, essa teoria é conhecida como fofoca. No meio corporativo e político, é preciso ter uma boa gestão da comunicação. Queira as empresas ou não, as pessoas vão falar delas. Então, vamos fazer o exercício de imaginar, com dados e fatos para não ser apenas fofoca, das razões de a Iveco Bus ter um portfólio de ônibus modernos na Europa e no Brasil ultrapassados.
O mercado brasileiro de transporte de passageiros caminha para uma grande evolução. Os chineses estão aqui para provar isso. Mais por iniciativas dos empresários do setor do que por políticas públicas. Se existissem políticas públicas, a virada de chave estaria mais avançada. O Brasil tem os maiores fabricantes de ônibus do mundo, mas, no setor urbano, dois são dominantes (Mercedes-Benz e Volkswagen), e no rodoviário, três são dominantes (Mercedes-Benz, Volvo e Scania). A Iveco não está nessas contas e, quem sabe, queira entrar. No discurso dizem que sim, na realidade, não encontramos nada. O jornalismo tem esta obrigação: comparar o discurso com a vida real.
A burocracia e ineficiência da gestão pública são os maiores impedimentos da evolução do transporte público de passageiros, principalmente, o urbano. Sempre que tenho oportunidade, converso com os motoristas, pois conversar com a alta direção das empresas é quase cotidiano. O jornalista precisa transitar em todos os ambientes, e por isso, eu ando de ônibus, de caminhão e demais modais.
Em uma ocasião, em Belo Horizonte, eu perguntei a um motorista por qual motivo havia, praticamente, só ônibus com motor dianteiro em BH. O motorista respondeu: “é porque a Mercedes-Benz Caminhões e Ônibus não fabricava ônibus com motor traseiro”. Logo, podemos concluir que também temos o problema da “ausência” de conhecimento. Isso me fez lembrar da Volvo do Brasil, que só fabricava ônibus com motor traseiro e crítica ao ônibus com motor dianteiro por razões óbvias. Porém, para atender o mercado brasileiro, quase chorando e pedindo Perdão, a Volvo lançou um modelo com motor dianteiro.
Já fiz comparativos entre muitas capitais no mundo, e cada uma tem o seu defeito, e no Brasil, as cidades conseguem ter a maioria dos defeitos, considerando o conhecimento e as tecnologias disponíveis. A tecnologia está disponível e entidades de educação no transporte, como a Fabet e Sest Senat também. Educar é uma escolha. Não educar tem consequências graves. Portanto, não é por falta de ferramentas para melhorar o transporte, é por outros problemas, que vamos chamar de escolhas políticas.
Citarei dois exemplos: em São Paulo, preciso sacar dinheiro em caixa eletrônico, pagar a taxa de saque (R$ 7,90, mais cara do que a passagem R$ 4,40) para pagar a passagem de ônibus ou metrô (não é prático ter o Bilhete Único como nos países que conheço), por isso ainda não tenho o Bilhete Único. É muito burocrático para fazer, mas estou tentando ainda.
Em BH, eu pago com o meu celular por meio do aplicativo BH Bus ou o cartão magnético BH Bus que você compra em várias esquinas, mas ando em ônibus com chassi de caminhão, transmissão manual, suspensão mecânica como nos caminhões, motor dianteiro (gerando surdez no ouvido direito dos motoristas e gastando mais energia para o torque chegar nas rodas traseiras), entre outros problemas.
Este tipo de veículo foi revolucionário em 1826, quando o ônibus foi criado em Nandes, na França. Em 2024 não faz mais sentido, mas é melhor do que andar 20 quilômetros com Havaianas e, por isso, os passageiros são inertes.
Nem vou dizer como são os ônibus intermunicipais da Região Metropolitana de BH, pois o nível baixa muito.
Ônibus urbano versus rodoviário
O transporte rodoviário de passageiros tem a sorte de não estar sujeito as legislações de mais de 5.700 municípios, APENAS 27 Unidades da Federação e da ANTT no transporte rodoviário. Sim, os transportadores que atuam no Brasil inteiro precisam contratar consultorias para ter pessoas que acordam na madrugada para ler os diários oficiais dessas 27 províncias, contadores para fazer os ajustes, advogados para interpretar as novas regras e processar o Estado. Algumas décadas depois, esses processos viram “precatórios”, e a geração atual não sabe o que é precatórios. Em poucas palavras, precatórios são punição dos erros do servidor público, entre outras razões, por erros no passado. O nome disso também é “Custo Brasil”.
É difícil compreender por que empresas como Mercedes-Benz Caminhões e Ônibus, Volkswagen Caminhões e Ônibus, Scania Brasil, Volvo Buses e Iveco Brasil mantém o interesse de fabricar e vender ônibus no Brasil. Pelo ponto de vista empresarial mais prático da vida, vender sem ter muitos problemas, seria melhor ser como a Havaianas EAA – a Alpargatas Brand, que é muito mais feliz vendendo chinelo, precursor do pneu. As Havaianas atendem a mobilidade das pessoas que utilizam os próprios pés para ir de um ponto ao outro em pequenas distâncias. Há relatos de grandes distâncias.
Mercedes-Benz Caminhões e Ônibus, Volkswagen Caminhões e Ônibus, Volvo Buses, Scania Brasil e Iveco Brasil são corajosas em insistir neste segmento, como fornecedoras de chassis de ônibus. Todas essas fabricantes têm no portfólio ônibus modernos, com suspensão a ar, transmissão automática, sistemas de segurança semiautônomos etc. A decisão de comprar o ruim ou o bom é política. No mundo todo! Nós só precisamos melhorar as nossas decisões políticas.
No caso das encarroçadoras, como a Marcopolo S.A., é compreensível, ao ser o core business delas. No caso das marcas de chassi citadas, elas são gigantes na fabricação de caminhões. Compare os números de vendas de caminhões e de chassi de ônibus em 2023: 108.024 caminhões e 20.435 ônibus, segundo a Anfavea. São dados oficiais do Denatran (Departamento Nacional de Trânsito) e são dados públicos.
Fonte: Carta da Anfavea de janeiro de 2024. A terceira coluna de números apresenta os emplacamentos de 2023, e a quinta, de 2022. A última coluna de números apresenta diferença percentual
Podemos analisar o portfólio de todas as marcas no Brasil e na Europa. No entanto, analisaremos uma marca para o texto não ficar muito longo. Veremos a Iveco, por ser gigante na Europa, e a marca que tem o maior contraste no Brasil, pois as demais, tecnologicamente, oferecem soluções mais próximas das europeias, e a Volkswagen é uma fabricante brasileira, tendo os principais acionistas europeus. No Brasil, de forma tímida, a Iveco tem à disposição os seguintes modelos: Micro 10–190, Micro 15–210, chassi 17-280, e acabou. Por isso, ela vendeu 582 chassis de ônibus em 2023 um mercado que comprou 20.435 unidades.
Ou seja, a Iveco Bus tem 2,85% de participação no mercado de ônibus. No site desta empresa, na seção para investidores, a Iveco diz ser líder no mercado de ônibus na Europa. No Brasil, lógico que a conta não fecha. A empresa dá prejuízo neste segmento, e ela precisa decidir se vai ser um fabricante importante ou vai continuar sendo um peso para os acionistas e motivo de piada entre os transportadores. Sim, piada mesmo, pois o motorista de Iveco guarda a chave no bolso por vergonha, enquanto os motoristas de Volvo e Scania têm orgulho de pendurar a chave no pescoço. Quem vai comprar ações da Iveco na bolsa de valores com esses resultados?
Agora, conheceremos um pouco mais da linha da Iveco Buses na Europa. Saiba também que ela conta com outra marca de ônibus, a HEULIEZ BUS.
Há o Crossway Hybrid em três comprimentos: 10,8 metros, 12 metros e 13 metros, nas versões POP e LINE, operando a gás natural e biometano. Esses modelos têm iluminação full LED e os novos sistemas de assistência ao condutor (ADAS). O Crossway Hybrid consegue operar com combustíveis XTL (X-To-Liquid), uma alternativa aos combustíveis tradicionais que minimiza ainda mais a emissão de poluentes. Além disso, a nova caixa de câmbio Voith DIWA NXT trabalha em conjunto com um motor elétrico de recuperação de energia de 35 kW, montado no teto, que captura e reutiliza a energia cinética durante as frenagens e desacelerações.
A Iveco Bus continua a expandir sua linha Crossway para atender a diversas necessidades de transporte intermunicipal. Além do novo modelo híbrido, a linha inclui versões movidas a gás natural (CNG), compatíveis com biometano, e modelos que operam com B100, todos equipados com motores que atendem à norma Euro VI Step E, promovendo uma operação mais limpa e sustentável.
Giorgio Zino, head de Operações Comerciais Iveco Bus na Europa, destacou a importância dessa inovação: “A introdução do modelo híbrido na linha representa um passo significativo para a redução dos custos operacionais e das emissões de CO₂.” A Iveco investiu muito na fábrica de Sete Lagoas (MG), lançou o S-Way para o segmento rodoviário, mas está demorando muito a evoluir.
A Iveco possui modelos para rodar com diversas alternativas de energia renovável, principalmente, movidos a biometano e elétricos. Por que esses modelos não existem no Brasil? O S-Way a gás foi apresentado na Fenatran de 2022. Estamos em abril de 2024. Cadê? A Scania lançou os modelos a gás e eles estão nas ruas, valorizados por importantes embarcadores, como a L’ Oréal, PepsiCo, DHL, entre outros.
A Iveco Bus, para não ter problemas de relacionamento com os políticos, prefere o silêncio ou uma desculpa polida. Mas não convence os jornalistas e gestores de frotas. Nós, jornalistas, podemos dizer algo mais próximo a realidade: “A Iveco não está podendo rasgar dinheiro”. Porém, parece que os chineses estão podendo rasgar dinheiro, pois estão dominando o segmento de ônibus elétrico urbano.
No Brasil, há uma burocracia, entre outros impedimentos, e a falta de políticas de Estado para evolução do transporte de pessoas. O Frota News não cobre a notícia “hard news”, pois só grandes veículos de comunicação, com dezenas de jornalistas, conseguem fazer isso. Pela nossa especialização, fazemos análises das notícias. Esta é a análise sobre a Iveco Bus no mercado brasileiro de ônibus hoje. A Iveco Bus pode ser melhor amanhã, então, faremos uma nova análise.
Curitiba será o ponto de encontro para os entusiastas do universo ferroviário com a realização da 7ª Mostra de Modelismo Ferroviário. O evento acontecerá nos dias 27 e 28 de abril no saguão de embarque do trem da Serra Verde Express e promete atrair centenas de visitantes de todo o Brasil.
A 7ª Mostra contará com a presença de diversos ferromodelistas que irão exibir suas maquetes detalhadas, miniaturas e dioramas. Além disso, os visitantes terão a oportunidade de participar de mini passeios de trem, que serão oferecidos por um valor acessível de R$ 30. Esses passeios serão realizados dentro do pátio da Serra Verde Express e ocorrerão de hora em hora, com duração de cerca de 20 minutos cada.
“É uma oportunidade de conhecer mais sobre o universo ferroviário, se encantar com o trabalho desses artistas e andar de trem a preços bem acessíveis”, afirma Adonai Arruda Filho, diretor geral da Serra Verde Express.
Além das atrações modelísticas, o evento também oferecerá atividades para crianças e opções gastronômicas variadas, garantindo entretenimento para toda a família. Os ingressos para os passeios de trem podem ser adquiridos com antecedência no site da Serra Verde Express, proporcionando uma experiência organizada e sem filas para os participantes.
Conheça mais sobre o Roteiro Automotivo
O Roteiro Automotivo é uma seção do Frota News, em parceria com o Guia de Turismo e Gastronomia de São Paulo, que tem o objetivo de apresentar temas que unem as paixões automotivas com as da gastronomia e entretenimento, atendendo também, sugestões de eventos alinhados com as necessidades dos eventos corporativas. As principais pautas estão relacionadas com os temas:
Dicas Gastronômicas: Para artigos relacionados a restaurantes e experiências culinárias.
2. Eventos Automotivos: Para cobertura de eventos, lançamentos de carros, feiras e exposições.
3. Viagens de Carro, ônibus ou trem : Para conteúdo sobre viagens, rotas cênicas e aventuras automotivas ou ferroviárias.
4. Entretenimento Automotivo: Para notícias sobre filmes, séries, jogos e outros entretenimentos relacionados a carros.
5. Lazer Motorizado: Para atividades de lazer, como track days, passeios de moto e outras experiências com veículos.
6. Negócios Automotivos: Para informações sobre eventos corporativos, negócios da indústria automotiva e networking.
A Volkswagen Caminhões e Ônibus, em parceria com a Livelo, programa de recompensas do Brasil, lançou o Trucker Napp — Descanse e Ganhe. Uma iniciativa pioneira que transforma o sono dos motoristas em pontos que podem ser trocados por uma variedade de benefícios. O projeto, atualmente em fase piloto com a participação da transportadora Carsten Serviços e Transportes. Monitora o sono dos motoristas por meio de dispositivos wearables conectados a um aplicativo que registra a duração e qualidade do sono.
O programa não só promove um estilo de vida mais saudável para os motoristas, como também contribui para a segurança nas estradas. Um estudo da Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet). Revelou que 42% dos acidentes de trânsito no Brasil estão relacionados à falta de sono adequado. Ricardo Alouche, vice-presidente de Vendas, Marketing e Pós-Vendas da Volkswagen Caminhões e Ônibus, afirma que o objetivo do programa é incentivar rotinas mais saudáveis entre os motoristas, reduzindo os riscos nas estradas.
O Trucker Napp permite que os motoristas acumulem pontos Livelo ao usar relógios inteligentes que monitoram o sono. como resultado, os mesmos podem ser trocados por uma ampla gama de prêmios, incluindo dinheiro, produtos, viagens e até mesmo experiências.
Marcelino Cruz, diretor-executivo de Desenvolvimento de Negócios B2B da Livelo, destaca que a flexibilidade na escolha dos prêmios é um grande atrativo do programa, proporcionando liberdade aos motoristas para escolherem o que mais valorizam.
Perspectivas
Após a fase inicial de três meses com a Carsten, a Volkswagen Caminhões e Ônibus planeja expandir o Trucker Napp para mais empresas, ampliando o impacto do programa. A iniciativa é parte de uma estratégia mais ampla para promover segurança e bem-estar nas estradas, elementos essenciais para a sustentabilidade do setor de transportes.
A AlmapBBDO criou o projeto, vendo no Trucker Napp uma oportunidade de redefinir a segurança nas rodovias por meio da inovação e tecnologia. Segundo Fernando Duarte, diretor-executivo de criação da agência. O programa não só beneficia os motoristas, mas também todos os usuários da estrada, garantindo maior segurança e saúde para os profissionais.
Empresas interessadas já podem se cadastrar no projeto através do site http://www.truckernapp.com.br e conhecer mais sobre essa inovadora abordagem que está mudando a vida dos motoristas e a segurança nas estradas brasileiras.
O Frota News entrevistou o fundador e presidente da Braspress, Urubatan Helou, sobre a transição energética em sua frota de caminhões. O empresário, referência no setor, foi bastante enfático da necessidade desta necessidade. No entanto, os seus 47 anos de experiência nos apresenta uma visão de quem estuda as alternativas e ainda não tem uma resposta definitiva. Porém, tem bons questionamentos e sobre isso que este artigo aprofunda.
A Braspress empresa entende a importância da transição energética, pois as mudanças climáticas devido, em parte, do uso de combustíveis fósseis, são evidentes. A empresa está disposta a utilizar todas as alternativas de energias mais limpas, caso exista a viabilidade econômica. Para Urubatan Helou, isso precisa ser uma política de Estado. Sigamos para esse entendimento.
A Braspress já utiliza 30 caminhões elétricos da JAC Motors Brasil, o JAC iEV1200T, e ouvimos só elogios pelos resultados deles na operação. Mas a Braspress quer mais. Ela é cliente fiel da Mercedes-Benz desde 1977. Por isso, a Braspress já está testando um caminhão 100% elétrico da marca das três estrelas. Tanto o empresário quanto a Mercedes-Benz não quiseram informar muito detalhes sobre isso, pois, lógico, faz parte da estratégia das empresas não revelar muitas informações prematuramente.
Porém, os executivos da Mercedes-Benz não confirmaram qual modelo. No entanto, o atual portfólio da empresa conta com os modelos eActros 300 e eActros 600. O presidente da Braspress também não confirmou qual o modelo em teste. No entanto, ele disse cairia como uma luva em sua operação um caminhão elétrico com PBT de 15 toneladas e autonomia em torno de 600 km. E se for Mercedes-Benz, melhor ainda.
O Mercedes-Benz eActros LongHaul é um caminhão 100% elétrico que estreou no Salão de Hannover (IAA 2022). Ele se destaca por sua autonomia de 500 km e capacidade de carregamento ultrarrápido com potência de até 1 MW. Equipado com três pacotes de bateria, totalizando mais de 600 kWh, e dois motores elétricos, o eActros LongHaul oferece uma potência contínua de 400 kW e um pico de saída superior a 600 kW. Utilizando células LFP (fosfato-ferro-lítio), que proporcionam maior vida útil e quantidade de energia utilizável. Esse caminhão elétrico promete durabilidade de mais de 10 anos e 1,2 milhão de km. Além disso, sua bateria pode ser recarregada de 20 a 80% em menos de 30 minutos usando uma estação de carregamento com saída de cerca de um megawatt. A produção em série do Mercedes eActros LongHaul já está em pleno vapor.
Achim Puchert, presidente da Mercedes-Benz do Brasil & CEO América Latina, presente na mesma ocasião da entrevista com Urubatan Helou, não confirmou e nem desmentiu que seja o Actros e300 o modelo em teste no Brasil. Disse que a Mercedes-Benz Caminhões conta com um portfólio de caminhões elétricos e, que no caso do Brasil, confirmou haver modelos em testes, mas, a maior preocupação ainda é com a infraestrutura, mas estará pronta para fazer os lançamentos em breve. Inclusive, irá revelar novidades ainda neste ano.
Para se ter como exemplo, na Alemanha, a Mercedes-Benz Trucks não vende um caminhão exclusivamente. Ela vende o pacote completo: caminhão, consultoria para infraestrutura, e acompanhamento de pós-venda para garantir a maior vida útil do caminhão elétrico, pois, se houver mal uso, o projeto dará errado, como ocorre com as locadoras em relação aos automóveis elétricos no mundo todo, inclusive no Brasil.
Urubatan Helou Jr., também na mesma ocasião, disse que o que ele pensa sobre caminhões elétricos na frota hoje é diferente de dois anos atrás e pode ser diferente daqui a dois anos. No entanto, hoje, estão muito satisfeitos com os 30 JAC elétricos, pois conseguem cumprir a roda diária gastando, no máximo, 40% da energia da bateria e quase zero custo de manutenção até o momento, apenas com pneus.
E para abastecer os caminhões, a Braspress compra energia mais limpa do Mercado Livre de Energia e está se preparando para produzir a própria energia elétrica para abastecer os caminhões, pois a transição energética precisa de fontes limpas de eletricidade.
Para concluir, Urubatan Helou deixou claro que a Braspress testará e está disposta a adotar todas as alternativas em sua frota, quando for sustentável ambiental e economicamente.