Segundo a Abiogás, o Brasil em R$ 7 bilhões de investimento em usinas de GNR em andamento
O artigo sobre gás natural renovável (GNV) foi publicado no site no qual a Cummins publica notícias, artigos e fotos para jornalistas nos Estados Unidos. O Frota News fez a tradução e publica na íntegra, pois o autor consegue explicar de forma bastante didática sobre o GNR e suas vantagens em relação ao GNV (Gás Natural Veicular) que conhecemos. Vale a leitura!
Por Puneet Singh Jhawar é gerente geral do negócio global de gás natural da Cummins Inc.*
O gás natural renovável (GNR) difere dos combustíveis fósseis porque é produzido a partir de vários tipos de resíduos, como óleo de cozinha usado, resíduos animais, lamas de águas residuais, estrume e outros resíduos. À medida que estes materiais biodegradáveis se decompõem, é liberado metano. Este metano é capturado e convertido em GNR.
Como o metano é o principal componente do gás natural, o GNR é intercambiável com o gás natural derivado de combustíveis fósseis. Em outras palavras, o GNR pode ser utilizado em motores a gás natural sem quaisquer modificações. Ao ouvir o termo GNR, imagine-o como uma fonte de energia renovável e limpa que contribui para a descarbonização do mundo, e não como um combustível fóssil. É por isso que a Cummins está entusiasmada com o GNR e suas aplicações potenciais no setor de transporte rodoviário.
O gás natural renovável é negativo em carbono?
Um índice de carbono negativo, também conhecido como índice de carbono, é uma medida usada para avaliar o impacto ambiental de vários combustíveis. Se um combustível contribui para reduzir a quantidade de dióxido de carbono (CO₂) na atmosfera, é considerado negativo em carbono.
A intensidade de carbono do GNR depende do tipo de matéria-prima utilizada para produzi-lo. Por exemplo, quando o GNR é derivado de fontes como estrume, resíduos de galinhas ou resíduos de lacticínios, a intensidade de carbono é extremamente baixa e, portanto, o índice negativo pode ser substancialmente mais elevado. Quando o GNR é produzido a partir de resíduos alimentares ou aterros, ainda é negativo, mas tem uma intensidade de carbono ligeiramente superior à dos resíduos animais.
O GNR não é apenas uma alternativa amiga do ambiente em comparação ao gás natural convencional e outros combustíveis fósseis, mas é também uma solução proativa para reduzir as emissões de CO₂ e combater as alterações climáticas. A adoção mais ampla de GNR em motores a gás natural poderia levar a uma redução significativa nas emissões de CO₂.
Esta é uma das principais razões pelas quais 98% de todos os veículos a gás natural na Califórnia e aproximadamente 64% dos veículos a gás natural nos Estados Unidos funcionam com GNR. Além disso, as matérias-primas utilizadas para produzir GNR, se deixadas a decompor-se naturalmente, produzem emissões de gás metano, um gás com efeito de estufa que é 25 vezes mais potente que o CO₂. Capturamos e utilizamos esses resíduos para produzir GNR, evitando assim potenciais emissões de gases com efeito de estufa.
Considerações sobre o motor GNR
Os motores a gás natural Cummins podem funcionar com GNR sem modificações, oferecendo desempenho semelhante aos motores a diesel. Além disso, com operações mais silenciosas e benefícios ambientais. Em 2024, a Cummins lançará o mais recente motor a gás natural, o X15N. O X15N é um motor compatível com EPA e CARB com potência de até 500 HP e torque de até 2.508 Nm. É um motor ideal para serviços pesados para muitas aplicações de longo curso.
*Puneet Singh Jhawar é gerente geral do negócio global de gás natural da Cummins Inc. Nessa função, ele é responsável pela visão do produto, gestão financeira e desempenho geral do negócio de gás natural. Ao longo de sua carreira de 14 anos na Cummins, Jhawar cultivou relacionamentos de sucesso com vários dos maiores clientes da Cummins. Jhawar tem uma vasta experiência global, com funções baseadas no Médio Oriente, Índia, Europa e EUA.
São muitas entidades que mostram que o aumento do biodiesel no diesel fóssil danifica os motores. O mesmo não ocorre com o B100 ou diesel verde de segunda geração e HVO
Ao apagar das luzes de 2023, o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) anunciou planos para antecipar o cronograma de adição de biodiesel ao óleo diesel no Brasil. A medida, que planeja aprovar a mistura de 14% em março de 2024, e suspender a importação de biodiesel, tem gerado debates acalorados entre diversas entidades e o Congresso Nacional. O Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP), a Confederação Nacional do Transporte (CNT), a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), além de entidades que representam os caminhoneiros, expressaram suas preocupações com as consequências dessa decisão.
Posicionamentos e preocupações
O deputado federal por Santa Catarina, Zé Trova, tem utilizado suas redes sociais para compartilhar detalhes sobre as discussões em curso no Congresso Nacional. Ele destaca que os defensores do aumento mistura usam como defesa que há diversas empresas já testando o uso do B100 (uso de 100% de biodiesel). Porém, um assunto não tem a ver com o outro. O que gera problema nos motores é a mistura do biodiesel com o diesel fóssil. O uso de 100% de biodiesel não gera o problema.
As entidades e o parlamentar apresentam estudos técnicos evidenciando os impactos nos motores causados pela mistura superior a 10%, ressaltando a importância de considerar tais questões antes de implementar mudanças.
Vale ressaltar que o biodiesel produzido no Brasil ainda é o de primeira geração, enquanto em outros países já produzem o biodiesel de segunda geração, como HVO (Hydrotreated Vegetable Oil).
A Resolução n.º 962/23 da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), implementada recentemente, autorizou a importação de até 20% do volume de biodiesel necessário. Portanto, seguindo todas as etapas regulatórias. O IBP destaca que a importação é essencial para promover a competição no setor e incentivar a evolução contínua do segmento energético brasileiro.
Desafios na implementação
O IBP enfatiza a importância da previsibilidade e clareza das regras, afirmando que mudanças unilaterais geram instabilidade regulatória e insegurança no mercado. Alerta para a necessidade de antecedência na tomada de decisões que envolvem alterações nos teores obrigatórios de mistura. Isso, a fim de evitar corridas por produtos e logística, que poderiam resultar em elevação de preços e riscos ao abastecimento.
Comunicado da CNT
A CNT compartilha a preocupação com a possível elevação do percentual de biodiesel. Por certo, ela destaca a necessidade de considerar não apenas a capacidade de produção interna. Mas, ademais, os impactos econômicos, ambientais e de segurança em toda a cadeia de transporte e logística do país.
Estudo da UnB e alternativas
Um estudo inédito da Universidade de Brasília (UnB) indicou que o aumento no percentual de biodiesel a partir de 7% pode elevar as emissões de CO₂. Além disso, reduzir a potência dos motores e aumentar o consumo de diesel. Essa pesquisa respalda a posição de diversas entidades que defendem a manutenção do percentual de 7%. Este é o máximo adotado na Europa, como uma medida mais equilibrada, econômica e ambientalmente.
O diesel é crucial para o transporte rodoviário no Brasil, responsável por movimentar a maioria das cargas e passageiros no país. Setores que dependem fortemente desse combustível estão buscando soluções ambientais para descarbonizar suas atividades.
Conclusão e perspectivas futuras
O debate sobre o biodiesel no Brasil está longe de ser encerrado. As divergências entre as entidades, parlamentares e a necessidade de equilíbrio entre interesses econômicos, ambientais e de segurança energética são desafios complexos. A busca por soluções sustentáveis e a previsibilidade regulatória surgem, por fim, como elementos fundamentais para guiar o setor energético brasileiro em direção a um futuro mais resiliente e sustentável.
Além dos 100 VW Constellation, a nova aquisição conta com 90 caminhões Accelo da Mercedes-Benz; 15 Atego; e 30 cavalos mecânicos Actros da Mercedes-Benz
A Braspress, uma das maiores empresas de transporte de cargas do país, iniciou 2024 com a notícia de um investimento de R$ 116 milhões na compra de 235 veículos e 90 carretas, visando ampliar e renovar sua frota.
Além das carretas, são 90 caminhões Accelo da Mercedes-Benz; 15 caminhões Atego da Mercedes-Benz; 30 caminhões Actros da Mercedes-Benz e 100 caminhões Constellation da Volkswagen. Eles serão distribuídos entre as 117 filiais da empresa, que atende todo o Brasil e o Mercosul.
Conforme o Diretor-Presidente da Braspress, Urubatan Helou, o investimento faz parte da estratégia da empresa de oferecer um serviço de qualidade e eficiência aos seus clientes, sendo mais de 40 mil em todo o território nacional. Ele afirma que a Braspress sempre reinveste seus lucros na própria organização, seguindo uma filosofia que adota desde a fundação da empresa, em 1º de julho de 1977.
“A inovação e os investimentos são constantes na nossa história e não poderia ser diferente neste início de ano. Além disso, nós não medimos esforços para atender nossos clientes, sempre prezando pela qualidade e responsabilidade”, declarou o Diretor-Presidente.
Com a nova aquisição, a Braspress iniciou 2024 com 3.325 caminhões em sua frota. Eles realizam a distribuição de encomendas em todo o Brasil e no Mercosul, sobretudo, com o apoio de 9.123 colaboradores e cerca de 2.000 agregados.
O resultado negativo do mercado de caminhões 2023 já era esperado. Em todos os anos que ocorre mudança de fase do Proconve (Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores), há antecipação de compra no ano anterior, prejudicando o ano seguinte. Isso sempre ocorreu.
Agora, com os números oficiais de emplacamentos divulgados pela Anfavea (associação dos fabricantes), podemos analisar outros fatos curiosos sobre os números e comportamento do mercado. Entre eles, a DAF Caminhões foi a única que cresceu em vez de cair, se diferenciando de todas as outras concorrentes. Outra notícia, mesmo que esperada, é a confirmação da liderança da Volkswagen Caminhões e Ônibus (VWCO) por mais um ano, mas com um distanciamento do segundo colocado. No entanto, fazemos uma análise de cada segmento.
As segmentações
O mercado de caminhões na sua totalidade teve queda de -14,7%. Agora, analisaremos quais foram as marcas que fecharam o ano com um índice melhor e pior do que a totalidade do mercado, considerando os segmentos de atuação (classificação de cada segmento na imagem abaixo).
Fonte: Carta da Anfavea
Montadoras que atuam, pelo menos, em quatro dos cinco segmentos de mercados de caminhões: Mercedes-Benz, Volkswagen e Iveco. Vale deixar claro que, nos rankings abaixo, são marcas com fábrica no Brasil. No total de emplacamento, estão também modelos importados.
Números da Carta da Anfavea
Marca
2023
2022
Diferença
Mercado na totalidade
108.024
126.643
-14,7%
VWCO
27.018
34.506
-21,7%
Mercedes-Benz
22.830
30.568
-25,3%
Iveco
9.350
10.609
-11,9%
Com esse recorte, a Iveco foi a marca, entre essas três, que teve o melhor resultado, ou seja, teve queda abaixo da totalidade. A Volkswagen manteve a liderança pela 20ª vez em seus 42 anos de existência no Brasil. Em 2023, a VWCO também aumentou a diferença para o segundo colocado, a Mercedes-Benz. Se essa diferença era de 3.938 unidades em 2022, aumentou para 4.188 caminhões.
Ainda dois fatos a serem considerados. Desde a separação global das divisões de automóveis e vans (Mercedes-Benz Cars &Vans), e caminhões e ônibus (Mercedes-Benz Caminhões e Ônibus), a Mercedes-Benz do Brasil (MBB) não participa mais do segmento de caminhões semileves com a linha Sprinter. Até antes dessa mudança, a MBB contaria com mais 2.369 Sprinter, mas esses números são computados para a Mercedes-Benz Cars & Vans Brasil.
O segundo fato é que a VWCO conta, também, com o modelo VW Express, classificado pelo Código de Trânsito Brasileiro (CTB) como caminhonete, portanto, ele entra em outra estatística, a de veículo comercial leve. Assim, aos números da VWCO somam mais 1.898 unidades, totalizando 28.816 veículos de cargas emplacados em 2023. O mesmo ocorre com a Iveco, que conta com Daily com PBT de 3.500 kg, com 1.737 unidades, totalizando 11.086.
Caminhões pesados
Marca
2023
2022
Diferença
Total de pesados
53.294
65.008
-18,0%
Volvo
15.687
18.747
-16,3%
Scania
11.619
13.204
-12,0%
Mercedes-Benz
10.311
15.405
-33,1%
DAF
7.512
6.500
+15,6%
Volkswagen
5.691
8.578
-33,7%
Iveco
2.452
2.564
-4,4%
No segmento de pesados, fica claro que a parte dos transportadores mais avançados e que atendem embarcadores mais exigentes com temas relacionados a segurança veicular e eficiência enérgica, investiram nos caminhões pesados premium.
Essa é a principal razão para os modelos com valores acima de R$ 1 milhão serem os mais vendidos em 2023, como o Volvo FH 540, líder do mercado total com 7.200 unidades vendidas. Segue imagem do ranking da Fenabrave com os 10 pesados mais vendidos abaixo:
Fonte: Fenabrave. Os números totais sempre foram diferentes entre a Fenabrave e Anfavea, por leitura diferentes dos dados que recebem do Denatran
Leia também: análise que já fizemos sobre a DAF Caminhões Brasil publicado em dezembro:
Outro fato é a retomada da Scania. Mesmo com um resultado negativo de -12% em relação a 2022, a Scania subiu do terceiro para o segundo lugar no ranking. Lógico que isso tem também a ver com a perda de mercado da Mercedes-Benz. Mas perdeu para quem?
Além disso, depois da DAF, a Iveco foi a que teve o segundo melhor resultado, principalmente, após o lançamento da linha S-Way.
Semipesados
Marca
2023
2022
Diferença
Total de semipesados
28.776
32.848
-12,4%
Volkswagen
12.472
14.413
-13,5%
Mercedes-Benz
6.461
8.112
-20,4%
Iveco
4.199
4.639
-9,5%
Volvo
3.960
5.346
-25,9%
DAF
832
293
+184,0%
Scania
824
19
+4.236,8%
Agrale
8
1
166,7%
No segmento de semipesados há alguns fatos curiosos. Primeiramente, é sobre ampla liderança da Volkswagen. Além da ampla gama de modelos e o BMB, empresa de customização dos caminhões VW, auxiliando a fabricante de Resende (RJ) a atender as mais variadas demandas de modelos vocacionais. Além disso, hoje está claro que a VW herdou grande parte dos ex-clientes da Ford Caminhões pela similaridade da origem dos produtos.
A Iveco, novamente, apesar do resultado negativo de -9,5%, ela cresce para ficar mais próxima da Mercedes-Benz. Entre os modelos premium temos mais dois fatos. O rápido crescimento da DAF, pois ela é recém-chegada neste segmento, e o retorno da Scania. Quando a Scania fez a virada de geração, por estratégia, ela se dedicou ao segmento de pesados, e agora volta investir também no de semipesados.
Outra curiosidade. Os números de emplacamento da Agrale desmentem boatos de que a fabricante brasileira teria deixado o segmento de caminhões.
Médios
Marca
2023
2022
Percentual
Total de médios
8.320
10.423
-20,2%
Volkswagen
5.774
7.654
-24,6%
Mercedes-Benz
1.174
1.501
-21,8%
Iveco
1.160
1.160
+0,1%
Agrale
12
16
-25,0%
Se tem um segmento perdido é o de caminhões médios. Eles concorrem com os semipesados, quando tem PBT a partir de 14 toneladas de PBT, e com os leves, abaixo deste peso, sendo modelos derivados de caminhões leves, como os VW Delivery e Mercedes-Benz Accelo. Se tirar esses dois modelos do segmento, sobram poucos, pois só o VW Delivery 11.180, líder do segmento emplacou 4.518 unidades.
Outro fato é o crescimento da Iveco, com a linha Tector, principalmente, do Tector 11-190, com 1.159 unidades licenciadas.
Leves
Marca
2023
2022
Percentual
Total de leves
9.040
10.811
-16,4%
Mercedes-Benz
4.884
5.550
-12,0%
Volkswagen
2.480
3.235
-23,3%
Iveco
968
1.163
-16,8%
Caoa-Hyundai
317
245
+29,4%
Agrale
66
51
+29,4%
Neste segmento, que atende, principalmente, a distribuição urbana, tem dois fatos curiosos. O crescimento do caminhão Hyundai HD 80, marca foco com automóveis, e o crescimento da Agrale. Outro fato é a concorrência de importados, principalmente, do elétrico da JAC Motors. A soma de importados é de 313 unidades emplacadas em 2023.
Semileves
Marca
2023
2022
Percentual
Total de semileves
8.594
7.553
+13,8%
Ram
4.850
3.262
+48,7%
Mercedes-Benz Vans
2.369
2.431
-2,6%
Volkswagen
601
626
-4,0%
Iveco
570
1.083
-47,4%
Peugeot
85
29
+193,1%
Citroën
33
26
+26,9%
Agrale
4
6
-33,3%
O segmento de semileves é uma miscelânea, pior do que o segmento de médios. Isso ocorre por causa das definições de veículos de carga no Código de Trânsito Brasileiro. O CTB defini como camionete todos os veículos de carga com PBT até 3.500 kg, o que inclui picapes, chassi cabine e furgões. Até aqui, todos os modelos podem ser conduzidos com CNH B e seguem as mesmas regras de circulação dos automóveis. A partir do PBT de 3.501 kg, é classificado como caminhões, mesmo que seja um furgão ou picape, como as Ram 2500 e 3500. Somente os motorhome contam com uma legislação específica.
Essa mistura de tipos de veículos criam situações bastante curiosas no mercado. Primeiramente, os fabricantes fazem homologação de caminhões semileves com PBT de 3.500 kg, para serem classificados como camionete. Dessa forma, atendem melhor o setor de distribuição urbana. Isso impede uma estatística do segmento. Cada marca faz a sua, conforme o interesse dela.
Assim, concluímos os dados de emplacamento de caminhões de 2023. Agora, com o fim do estoque de modelos Euro 5, a perspectiva é de que o mercado de 2024 seja bem melhor.
Para que um pneu tenha segunda, e até terceira vida útil, é necessário de muitos cuidados do veículo como um todo
Artigo com revisão de Rodrigo Emiliano Castilho – Coordenador de Serviços Linha Pesada da DPaschoal, especialista em gestão de pneus
No universo do transporte de cargas, a escolha dos pneus certos é tão crucial quanto selecionar a marcha adequada para um caminhão. Da mesma forma que uma marcha inadequada pode gerar custos extras, pneus inadequados também podem resultar em despesas desnecessárias para os proprietários. Diversos fatores, além do tamanho, desempenham um papel fundamental na especificação correta dos pneus para um caminhão em uma aplicação específica.
Os revendedores de pneus desempenham um papel vital nesse processo, oferecendo recomendações baseadas na carga a ser transportada, tipo de estradas, operação e nas características dos pneus, para conseguir o melhor desempenho em quilometragem, economia de combustível, durabilidade, tração, recapabilidade e padrão da banda de rodagem.
A especificação inteligente dos pneus pode gerar economias significativas, reduzindo tanto o custo por quilômetro dos pneus (CPK), quanto o custo do combustível por quilômetro. Após a seleção cuidadosa dos pneus, a manutenção adequada é essencial para garantir o máximo de quilometragem da banda de rodagem e da carcaça.
Aqui estão quatro práticas acessíveis a qualquer proprietário-operador:
1. Manutenção de Rotina:
A realização de manutenção regular é crucial. Folgas em componentes da suspensão, pinos mestre, rolamentos de roda, embuchamentos, terminais e barras, feixes de molas danificados/solto, podem indicar problemas. Os amortecedores, responsáveis por manter o atrito dos pneus com o solo, devem ser verificados regularmente. A substituição programada dos amortecedores pode combater o desgaste irregular e contribuir para uma condução mais segura.
2. Inflação Adequada:
Manter a pressão correta de ar, nos pneus é uma prática gratuita e eficaz. A inflação inadequada é a principal causa de falhas. Além disso, causa desgaste prematuro dos pneus, resultando também em maior consumo de combustível. Inspeções diárias oferecem a oportunidade de verificar as pressões, procurar vazamentos e garantir a integridade dos pneus. É crucial evitar tanto a baixa, quanto a alta pressão, pois ambas podem levar a desgaste irregular e danos aos pneus. Além disso, é essencial monitorar a pressão dos pneus, sempre com os pneus em temperatura ambiente, recomenda-se antes de sair em viagem.
3. Condução Consciente:
O estilo de condução influencia diretamente o desgaste dos pneus. Uma condução mais conservadora, com cautela e atenção, certamente, ajuda a reduzir o desgaste. Velocidade excessiva, frenagens bruscas e curvas fechadas contribuem para o desgaste rápido e irregular, enquanto uma condução consciente pode prolongar a vida útil dos pneus.
4. Alinhamento Regular:
Contrariamente à crença comum, por certo, o alinhamento não deve ser adiado até a instalação de pneus novos. Realizar o alinhamento com os pneus em uso, permite que os técnicos identifiquem qualquer irregularidade, antes que possa danificar estes pneus, contribuindo para análises técnicas e ajustes eficazes.
Certificar-se de que os rolamentos estejam ajustados corretamente e verificar a montagem adequada são passos simples, mas cruciais, na manutenção dos pneus. A verificação assegura que o conjunto da roda esteja corretamente montado no cubo, a fim de evitar desgastes irregulares.
Investir tempo e atenção na seleção e manutenção adequada dos pneus não apenas aumenta a eficiência do caminhão, mas também resulta em economias substanciais a longo prazo para os proprietários de caminhões. Com práticas simples, certamente, os operadores podem otimizar o desempenho de seus caminhões, garantindo uma jornada mais eficiente e econômica.
Entre os 80 caminhões, três são do modelo Actros 2548 6x2
O atacadista Nutrymax Alimentos, distribuidora de alimentícios no Rio de Janeiro, anunciou a renovação e ampliação de sua frota com a aquisição de 80 novos caminhões Mercedes-Benz. A empresa, que atende todos os 92 municípios do Estado, fez o investimento para fortalecer a operação logística, impulsionada pelo crescimento do setor.
A entrega dos 80 caminhões Euro 6 ocorreu em dezembro de 2023, com a previsão de iniciar a operação desses veículos agora em janeiro.
Do total adquirido, 72 unidades são do caminhão leve Accelo 1017, destinadas à distribuição urbana, curtas e médias distâncias. A frota conta também com dois semipesados Atego 1719 para complementar essa operação. Para atender às demandas de transporte rodoviário de médias e longas distâncias, a Nutrymax investiu em três semipesados Atego 2429 6×2 e três pesados Actros 2548 6×2.
Alexandre Pereira, diretor-geral da Nutrymax Alimentos, ressalta a importância do transporte na operação atacadista, evidenciando a robustez, disponibilidade e tecnologia embarcada dos veículos escolhidos.
Além da questão racional, a escolha também possui um aspecto emocional para o diretor-geral da Nutrymax. Ele compartilha a influência de seu avô, envolvido na área de transporte, enfatizando que a estrela da Mercedes-Benz acompanha a empresa desde sua infância. No entanto, a empresa conta, em sua frota, com caminhões VW Delivery também.
Outro modelo que faz parte da frota da Nutrymax é o VW Delivery
Roberto Leoncini, vice-presidente de Vendas e Marketing Caminhões e Ônibus da Mercedes-Benz do Brasil, expressa orgulho pela presença da marca na frota da Nutrymax. “Estamos muito satisfeitos em ver nossa marca mais presente na frota da Nutrymax. Assim disso, uma empresa jovem, que vem crescendo de forma sistemática a partir de uma gestão extremamente profissional.”
Jaqueline Neves, gerente sênior de Vendas Caminhões Regional São Paulo e Rio de Janeiro da Mercedes-Benz do Brasil, destaca a continuidade da parceria. “Com essa renovação e ampliação de frota, certamente, estamos mantendo o que vem ocorrendo desde 2022. Tanto os 59 caminhões do primeiro lote quanto os 80 de 2023 são Mercedes-Benz.”
Fundada em 2012, a Nutrymax Alimentos, sediada na Zona Norte do Rio de Janeiro, sobretudo, mantém rigorosos padrões de controle de qualidade. A empresa oferece mais de 1.000 produtos, provenientes de parcerias com fornecedores nacionais e internacionais, e, por fim, conta com uma estrutura de armazenagem e distribuição para atender diversos pontos de venda.
Empresa conta com todos os tipos de veículos, desde vans até carretas
Escrever notícias sobre transportadoras que estão crescendo é sempre bom. A história de hoje é da MXP Transportes que celebrou um aumento extraordinário de 92% em sua receita bruta no ano de 2023. Especializada em soluções de entrega em logística e transporte rodoviário, a empresa conquistou resultados expressivos mesmo em meio a um cenário econômico repleto de incertezas.
O diretor Executivo da MXP Multimodal, Célio Malavasi, expressou sua satisfação com o desempenho alcançado. “Estamos radiantes com o crescimento percentual alcançado, mesmo diante de um cenário de incertezas na questão econômica que o ano de 2023 nos apresentou. Trabalhamos assiduamente no ano passado para alcançarmos números importantes para o nosso negócio.”
A MXP Transportes oferece serviços de entrega em todo o Brasil, utilizando uma ampla variedade de veículos, incluindo Van, VUC, Toco, Truck, Carreta, entre outros. Ademais, todos equipados com controle de temperatura e adequados para carga seca. Malavasi destaca: “Nossa empresa tem uma grande experiência e capacitação em soluções de entrega de medicamentos, cosméticos, pet care e pet food, além de seguirmos todas as normas exigidas para esse tipo de operação.”
O diretor Executivo projeta um crescimento adicional em torno de 30% nas operações da empresa em 2024, a fim de ter foco especial nos setores de saúde humana e animal. Ele afirma: “Estamos otimistas que o ano de 2024 será muito positivo para os negócios da MXP. Além disso, projetamos um crescimento nas operações perto de 30%, e o nosso principal foco para esse ano será na saúde humana e animal.”
Para impulsionar esse crescimento, por fim, a empresa planeja investimentos significativos em expansão e digitalização. Malavasi revela: “Estamos nos organizando para investirmos 450 mil na expansão dos processos de digitalização, além de duas bases novas de apoio em Minas Gerais e na Bahia. O nosso objetivo é reduzir tempos de entregas e expandir nossa atuação em last mile nessas regiões.”
Em uma movimentação estratégica para fortalecer sua equipe, a Bravo Serviços Logísticos está com 60 vagas de emprego para sua filial em Paulínia (SP).
Os interessados têm uma janela de oportunidade única para participar do evento de recrutamento e seleção para 60 vagas, que ocorrerá diretamente na unidade da empresa. O endereço é Rua Sofia Atauri Fadim, 421 — Santa Terezinha, em Paulínia (SP), nos dias 04 de março (14h às 17h), 05 de março (8h30 às 17h) e 06 de março (8h30 às 12h). A seleção dos candidatos será feita por meio de entrevistas e testes práticos, atendendo os interessados por ordem de chegada.
As oportunidades são variadas, indo desde Analista de Faturamento, Analista de Transporte, Assistente de Transporte, Assistente Administrativo, Conferente, Operador de Empilhadeira GLP, Operador de Empilhadeira Retrátil, Mecânico, até Técnico de Segurança do Trabalho. Os requisitos específicos para cada posição variam, incluindo experiência prévia na área, níveis educacionais distintos, e para alguns cargos, conhecimentos em softwares específicos e certificações.
Benefícios Oferecidos
A Bravo não apenas oferece a oportunidade de fazer parte de uma equipe líder no setor logístico, mas também um pacote de benefícios atrativos. Entre eles, plano de saúde Unimed Coparticipativo, plano odontológico e, certamente, vale transporte pago em dinheiro. Além disso, refeição no local, cesta básica, além de acesso à Academia Bravo com parcerias em instituições de ensino e programas de desenvolvimento profissional.
Sobre a Bravo Serviços Logísticos
Desde sua fundação em 1997, a Bravo Serviços Logísticos vem aprimorando suas operações, por certo, em processos para oferecer o melhor em serviços de logística. Sobretudo no mercado agrícola. Com sede em Uberaba (MG), a empresa expandiu sua atuação para diversos estados brasileiros, por fim, consolidando-se como uma referência no setor.
Mercado de máquinas crescendo, as transportadoras que trabalham para o setor de construção crescem
No final de 2023, a Sociedade Brasileira de Tecnologia para Equipamentos e Manutenção (Sobratema) divulgou uma publicação que indica uma perspectiva positiva para o mercado de máquinas de construção em 2024, sinalizando um possível fortalecimento após uma estimativa de queda de 13% nas vendas em 2023 em relação ao ano anterior.
O crescimento das vendas de máquinas geram mais transporte de equipamentos de construção e, também, de caminhões vocacionais e implementos rodoviários para o setor de construção.
O inédito Estudo Sobratema do Mercado Brasileiro de Equipamentos para Construção projeta uma demanda de 52,4 mil unidades em 2024.
O coordenador do Estudo de Mercado, Mario Miranda, apresentou os dados durante o 18º Tendências no Mercado da Construção. Por certo, destacou um crescimento projetado de 6% nas vendas de máquinas para construção em 2024.
Especificamente para a linha amarela, destinada à movimentação de terra, a previsão é de um aumento de 7% em 2024, contrastando com a retração estimada de 21% em 2023 em comparação com 2022, quando foram comercializadas 31 mil unidades.
O conteúdo publicado pela Sobratema, a fim de revelar um otimismo no mercado de máquinas para construção em 2024, apresenta 76% dos empresários entrevistados acreditando em um crescimento nessa área no próximo ano.
No setor da construção, a expectativa também é positiva para 54% dos entrevistados.
Miranda observou que, em termos de vendas, os dois segmentos com maior quota de mercado são construções (37%) e locação (26%). Dessa forma, totalizando 63%.
Eurimilson Daniel, vice-presidente da Sobratema, destacou a inteligência estratégica observada, sobretudo, nas construtoras, que intercalam o uso de sua frota com a locação.
Ele enfatizou a redução significativa na frota parada. Dessa forma, caindo para 19%, em comparação com 57% em 2017, indicando uma adaptação eficiente ao mercado em constante evolução.
1ª edição do curso Gestão em Segurança no Transporte
Os gestores de frotas de caminhões devem aprender muito com os de aviões comerciais sobre gestão em segurança no transporte. A aviação comercial nem sempre foi segura como é hoje. Estatisticamente, o transporte aéreo comercial de passageiros (não estamos falando o de voos privados) é considerado o mais seguro na gestão de frotas entre os diferentes modais.
Para chegar ao nível atual de segurança, houve uma evolução a partir dos erros e o compartilhamento dos aprendizados com os erros. No entanto, um dos fatores para evolução da segurança, foi o compartilhamento dos aprendizados com os erros entre as companhias aéreas, sem se preocuparem sobre a transferência de conhecimento para os concorrentes, pois a segurança era interesse de todos.
Isso, porque, o que estava em jogo não era somente o nome da empresa aérea A ou B, mas a imagem do setor na totalidade.
Treinamento em transporte rodoviário
No setor de transporte rodoviário de cargas e passageiros, o compartilhamento dos aprendizados com os erros segue em percentual muito pequeno, tanto que não temos uma redução de acidentes significativa.
Lógico que há complexidades diferentes entre os modais. Porém, há muito o que podemos aprender com a aviação comercial, além do compartilhamento dos aprendizados com os erros. A ideia neste artigo não é citar todos, mas um muito importante: treinamentos.
Para chegar a fazer parte da tripulação de um Boeing, Airbus ou Embraer, o candidato, principalmente o piloto, precisa passar por muitas etapas de estudos teóricos e práticos. E depois, por um treinamento adicional para o modelo de avião no qual trabalhará. O mesmo ocorre com mecânicos etc.
Para o setor de transporte rodoviário, o que podemos aprender com avião comercial: investimento em treinamento e o compartilhamento dos aprendizados com os erros.
Aprendizados
Isso aprendi durante o curso Gestão em Segurança no Transporte, na Fabet São Paulo. O curso tem uma grande abrangência de temas e professores com doutorado ou PhD na área atua, mestrado ou alta especialização e experiência no tema de cada aula. São diversos temas relacionados à segurança viária e eficiência da frota. Isso faz deste curso único no Brasil.
Os alunos, na maioria, são profissionais de SSMA de grandes transportadoras e embarcadores, além de donos de transportadoras. Todos já com experiência, o que permite promover debates de alto nível e o compartilhamento de experiências, elevando o nível do debate.
Além do curso, eu já fiz parte da banca de jurado de diversos seminários de conclusão do curso, quando cada aluno faz apresentação de um trabalho final que tem o objetivo de apresentar o aprendizado durante o curso e como aplica o conhecimento na realidade, com objetivo de gerar mais debates para o compartilhamento de aprendizados.
No entanto, a quantidade de transportadoras e embarcadores que investem um curso deste nível, ainda é pequena. Isso, em relação à quantidade de empresas de transporte que existem no Brasil, e quantidade de acidentes rodoviários, entre outros.
Do básico ao avançado
Ademais, a Fabet possui diversos outros, desde formação básica a avançada de condutores e condutoras profissionais, média gerência e alta direção. Para a redução de acidentes e melhorias no transporte, não existe milagre. Existe apenas um caminho: investimento em educação para o conhecimento, inclusive, para saber utilizar, eficientemente, essas tecnologias que estão chegando em uma velocidade relâmpago.
Conheça alguns dos cursos que estão com inscrição abertas na Fabet São Paulo:
O curso está com últimas vagas e as inscrições abertas até o dia 15 de janeiroO padrinho de motoristas é uma oportunidade que os motoristas mais experiências ajudam os novos na condução segurança e econômica dentro de uma transportadora