A Scania começou a aceitar pedidos para a cabine Longline entrará no fluxo regular de produção no segundo semestre, oferecendo a opção de uma configuração alongada certificada de fábrica — algo que nenhum outro fabricante europeu ou brasileiro oferece atualmente. A novidade mira transportadores que buscam mais espaço interno e possibilidades de personalização para operações de longa distância.
Inicialmente, a opção foi confirmada para a Europa. No entanto, como a marca trabalha no conceito global de portfólio, nada impede que seja disponibilizada no Brasil, mesmo que por meio de importação, como já ocorre com o motor de 770 cv.
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A Longline combina a estrutura da CrewCab — cabine dupla voltada para operações urbanas e de emergência — com a cabine S de teto alto, resultando em um habitáculo ampliado que ultrapassa dois metros de altura interna. O modelo será produzido em Laxå, enquanto os chassis continuam saindo da planta de Södertälje. Segundo a Scania, a cabine será oferecida como solução de baixo volume, voltada a clientes que desejam criar veículos sob medida.
“Esta é uma evolução natural de um conceito que há muito tempo é apreciado pelos clientes”, afirma Lars Gustafsson, chefe de Caminhões da Scania. Ele destaca que a plataforma foi pensada para permitir adaptações específicas de cada operação.
A marca também confirmou que a Longline terá duas versões de comprimento — 28 e 31 — ambas com teto alto. A Scania utiliza códigos internos para identificar o comprimento adicional da cabine:
| Versão | Extensão | Comprimento total da cabine |
|---|---|---|
| Longline 28 | 88 cm | 3,40 m |
| Longline 31 | 110 cm | 3,62 m |
A área traseira da cabine sairá de fábrica com configurações básicas, como cama com armazenamento ou prateleiras, deixando espaço para personalizações posteriores. O projeto foi iniciado em 2022 e segue a abordagem da Scania para aplicações especiais.
A cabine foi desenvolvida de acordo com a legislação europeia IVD, que permite dimensões maiores para veículos comerciais. Isso abre caminho para que transportadores de toda a Europa possam adotar a Longline sem restrições regulatórias. No Brasil, ainda não este tipo de regulamentação, portanto, o uso de uma cabine dessa significará perder espaço da carga.
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- Caminhões urbanos

Scania 27L com implemento para coleta de resíduos A Scania ampliará sua atuação no transporte urbano ao apresentar na IFAT 2026, em Munique, um portfólio completo de soluções sustentáveis e específicas para operações municipais, segundo Jacob Thärnå, chefe de Negócios Urbanos, Especiais e de Baterias. A marca exibirá motores a combustão compatíveis com combustíveis renováveis e uma nova geração de caminhões elétricos configurados para coleta de resíduos, varrição, operações em vias estreitas e aplicações com guindastes, incluindo modelos inéditos como o L 280 B6x24 a biometano, o 36P 4×2 elétrico, o 40P 6×24 elétrico e o 27P 6×2*4 elétrico. Outro destaque é o motor Super de 11 litros, compatível com HVO e biodiesel, projetado para reduzir consumo sem perda de desempenho. A Scania também reforça seu foco em segurança ao lembrar que as cabines L e P receberam nota máxima no Safer Trucks, da Euro NCAP, e o prêmio City Safe. A IFAT, maior feira global de soluções ambientais, servirá como palco para a marca consolidar sua estratégia de disputar nichos urbanos que demandam veículos compactos, silenciosos, eficientes e de baixa emissão.
- Resultados 2025
A Scania fechou 2025 com um desempenho considerado resiliente diante de um cenário global adverso: a receita caiu 8% e ficou em SEK 198,5 bilhões (cerca de R$ 115,2 bilhões), pressionada pela redução no volume de entregas, embora a área de serviços tenha ajudado a amortecer o impacto. As entregas recuaram 8% no ano, para 94.073 veículos — com destaque para o avanço dos modelos de emissão zero — e o Brasil teve queda mais acentuada, de 30%, reduzindo sua participação no total global. Em contrapartida, a entrada de pedidos cresceu 14%, sinalizando retomada da confiança, especialmente na Europa. A margem operacional encolheu, afetada por câmbio, custos de expansão na China e menor volume, mas a geração de caixa permaneceu forte. A empresa avançou em eletrificação, reforçou sua presença industrial e tecnológica na China e manteve o Brasil como pilar estratégico de produção e exportação dentro da rede global.
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