sexta-feira, abril 10, 2026

Volvo FH 16.780 vence o prêmio Truck of the Year Australasia 2025

Na manhã de abertura do Brisbane Truck Show, foi revelado o vencedor do prêmio Truck of the Year Australasia (ToYA) de 2025. Esse prestigiado prêmio está associado ao reconhecimento global International Truck of the Year, assim como, o Truck of the Year Latin America.

O troféu foi entregue a Roger Alm, presidente mundial da Volvo Trucks, representando a marca vencedora com o Volvo FH16 780. Isso ocorreu após um processo de seleção no qual o júri do ToYA reduziu os quatro caminhões indicados até chegar ao vencedor final. A apresentação foi feita por membros associados do júri do International Truck of the Year: Tim Giles, editor técnico da PowerTorque Magazine, e Dave McCoid, diretor editorial da NZ Trucking Magazine. 

“Estou muito feliz por estar aqui na Austrália e ver nosso caminhão principal receber esse prêmio,” disse Roger Alm. Nosso novo FH16 780 é um caminhão fantástico de dirigir, realmente é o sonho de qualquer motorista.” 

“O novo motor D17 oferece aos operadores a flexibilidade de escolher entre eficiência ou tração pesada, mantendo uma durabilidade excepcional.” 

“Gostaria de agradecer ao júri do Truck of The Year pelo prêmio e pelo reconhecimento da importância desse veículo para nossos clientes e seus motoristas.” 

Os concorrentes deste ano foram: 

Scania Super 500P 

Mercedes-Benz eActros (versão cavalo-mecânico) 

Volvo FH16 780 

FAW JT6 550 

Todos esses modelos apresentaram design inovador e contribuíram para o aumento da produtividade no setor de transporte rodoviário. Após um rigoroso processo de avaliação, o modelo mais potente da Volvo foi o vencedor. 

Para ser considerado no Truck of the Year Australasia, um caminhão precisa solucionar problemas e desafios que não são comuns em outras partes do mundo. Caminhões que operam na Australásia enfrentam condições bem diferentes das dos seus países de origem e, por isso, precisam de adaptações específicas. Frequentemente, os caminhões que mais se destacam nesses mercados são os que melhor foram adaptados para atender às exigências locais. 

O júri do ToYA é composto por cinco especialistas: 

Tim Giles 

Dave McCoid 

Charleen Clarke, diretora editorial da FOCUS on Transport & Logistics e jurada do prêmio International Truck of the Year Innovation Award 

Randolph Covich, editor da Deals on Wheels NZ 

Bob Woodward, consultor de engenharia em transporte rodoviário 

O júri avaliou as qualidades dos quatro concorrentes e, após longas discussões, concluiu que o FH16 780 representa os atributos fundamentais que vêm orientando as decisões dos júris internacionais do International Truck of the Year desde sua criação em 1977. 

O lançamento do FH16 780 foi manchete desde o início, com a Volvo ultrapassando sua rival direta, a Scania, ao produzir o caminhão rodoviário de série mais potente do mundo. Segundo o júri, o FH16 780 traz engenharia sofisticada e eletrônica de ponta para as tarefas mais exigentes do transporte rodoviário da Australásia. 

Leia também:

Scania R vence o Truck of the Year Latin America 2025  

A potência do caminhão é fornecida pelo motor Volvo D17, uma evolução do atual motor D16, com diversas modificações — como camisas de cilindro mais finas e de menor atrito, além de pistões com topo ondulado (“wave-top”), tecnologia que está sendo incorporada em todos os motores da Volvo Trucks. 

As mudanças no design do motor que permitiram o aumento de potência para 780 hp incluíram o aumento do diâmetro dos cilindros em 5 mm, passando para 149 mm. Isso elevou a capacidade cúbica em mais de um litro, de 16,1 litros para 17,3 litros. Como resultado, o motor atinge mais de 600 hp desde pouco acima de 1.000 rpm até 1.950 rpm, com o máximo de 780 hp a 1.700 rpm. 

“Esses números se tornam realidade quando o motorista coloca o caminhão para trabalhar,” disse Tim Giles após dirigir o FH16 780. “Esse nível de potência e torque torna as tarefas mais difíceis relativamente fáceis, e o motorista sente confiança de que a linha de transmissão suporta grandes massas em condições adversas.” 

A Coca-Cola faz avanços com caminhões pesados a hidrogênio 

Na China, a Coca-Cola já está testando caminhões movidos a hidrogênio na região de Pequim-Tianjin-Hebei, em um polo nacional de desenvolvimento tecnológico em energia limpa. Os veículos utilizados são do modelo Hypot F49, equipados com células de combustível de 200 kW da Hydrogen Power. Com autonomia de até 600 km, os caminhões consomem cerca de 8,6 kg de hidrogênio por 100 km e operam rotas de mais de 200 km entre Langfang e Tianjin. No Brasil, ela também está avança com a renovação das frotas de seus franqueados com caminhões a gás e elétrico.  

Na Ásia, a iniciativa da Coca-Cola soma-se a outras já em operação na região, como os veículos movidos a hidrogênio da JD.com, IKEA e Rongcheng Steel, que juntos já eliminaram mais de 10.000 toneladas de CO₂ em mais de 35 milhões de quilômetros percorridos. 

Na Europa, a Coca-Cola também participa de um projeto piloto em parceria com a Toyota e a Air Liquide, testando caminhões de longa distância movidos a hidrogênio verde. O objetivo é demonstrar a viabilidade econômica e técnica da célula de combustível para o transporte pesado e acelerar sua adoção em larga escala. 

Coca-Cola Brasil: estratégias de logística sustentável em ação 

No Brasil, a empresa adota uma abordagem multitecnológica para promover uma logística mais verde. Dividida entre diferentes franqueadas regionais, as operações vêm se modernizando com a adoção de combustíveis alternativos, veículos elétricos e soluções tecnológicas para otimizar rotas. 

Frota Verde

Caminhões elétricos: Em Curitiba, a Coca-Cola FEMSA incorporou 14 caminhões à sua frota de distribuição, contribuindo diretamente para a redução das emissões de gases de efeito estufa em centros urbanos. 

Gás Natural Veicular (GNV): A Solar Coca-Cola, que cobre cerca de 70% da distribuição nacional, iniciou operações com seu primeiro caminhão movido 100% a gás natural no Nordeste, avaliando a possibilidade de expansão dessa tecnologia para outras rotas com foco em custo-benefício e menor impacto ambiental. modelo Scania G460 cobre a rota entre Maceió (AL) e Aracaju (SE), alinhando-se à estratégia da empresa de reduzir o impacto ambiental em suas atividades. O novo veículo proporciona uma redução de 35% nas emissões de gases poluentes em comparação com caminhões a diesel. 

Coca-Cola
Orlando Fiorenzano, diretor de Supply Chain da Solar Coca-Cola. Foto: Reprodução

Segundo Orlando Fiorenzano, diretor de Supply Chain da Solar Coca-Cola, o início de 2025 com essa iniciativa reflete o compromisso da empresa com a agenda ESG. “É um marco para nossa produção no Nordeste, pois inclui um veículo 100% movido a gás natural em nossas operações de transferência de produto acabado, atendendo a malha de Alagoas a Sergipe. Vale destacar que o veículo também proporciona menos ruído e vibração, garantindo mais conforto ao motorista”, afirma em entrevista ao portal Carta Logística.

Empilhadeiras elétricas: Também pela Solar, todas as empilhadeiras usadas nos centros de distribuição do Ceará e Mato Grosso já foram substituídas por modelos elétricos, reforçando a meta de reduzir emissões nas operações internas. 

A Solar Coca-Cola adotou uma solução tecnológica para execução e otimização de rotas. Ela conseguiu melhorar desempenho da frota em tempo real e reduzir quilômetros rodados desnecessariamente. A ferramenta já cobre 44 centros de distribuição, 13 fábricas e mais de 1.400 motoristas, ampliando a eficiência no atendimento aos mais de 370 mil pontos de venda da marca no país. 

Investimento em Inovação e Sustentabilidade 

Em 2025, o Sistema Coca-Cola Brasil anunciou um investimento de R$ 7 bilhões para modernização de infraestrutura, novos equipamentos, atualização de frota e construção de centros de distribuição mais eficientes. Parte desses recursos também será aplicada em projetos socioambientais como acesso à água, reciclagem e combate à fome. 

Compromissos de Longo Prazo 

A Coca-Cola FEMSA Brasil tem como meta, até 2030, aumentar em 25% a eficiência energética da frota e converter 45% dos veículos para modelos elétricos, consolidando uma das maiores iniciativas de mobilidade sustentável do setor privado no país. 

Essas ações reforçam a posição da empresa como uma das líderes na transição energética da cadeia logística e mostram que o compromisso com a sustentabilidade vai além do discurso — já se traduz em resultados tangíveis na estrada. 

Caminhões elétricos sem produção própria: a aposta da SuperPanther

Ser uma start-up no competitivo e exigente campo da eletrificação de veículos pesados é, hoje, uma missão para poucos. A trajetória recente de empresas como Volta Trucks, Northvolt, Nikola Motor e Quantron evidencia os riscos: consumo elevado de capital, metas ousadas demais e encerramentos prematuros. Mas a SuperPanther, nascida em 2022 na China sob a liderança de Chao Liu — fundador, presidente e CEO —, parece seguir um caminho diferente.

Uma abordagem disruptiva: o papel de facilitadora

Enquanto muitos concorrentes apostam em desenvolver e fabricar veículos completos, a SuperPanther decidiu trilhar outra rota. Sua proposta não é ser apenas mais um fabricante, mas um facilitador da mobilidade elétrica no segmento de pesados, oferecendo tecnologias-chave como eixos eletrificados, sistemas de controle, softwares, soluções de carregamento e gestão térmica. Tudo isso para apoiar montadoras (OEMs), operadores logísticos e proprietários de carga na transição para um transporte sustentável.

“A estratégia baseada no conceito de facilitador faz parte do nosso plano de negócios original”, explica Chao Liu. “Desde o início, planejamos atuar internacionalmente, principalmente na Europa, onde os OEMs são fortes, mas muitas vezes carecem do know-how necessário para eletrificação.”

Leia também:

Scania R vence o Truck of the Year Latin America 2025  

Novo tanque Noma da Geração Titanium aposta em desempenho térmico superior  

Tecnologia + ecossistema: a fórmula da SuperPanther

O plano da SuperPanther se sustenta em dois pilares fundamentais: o veículo elétrico (com destaque para o modelo Black Diamond) e o ecossistema de suporte. “Não basta vender o caminhão. Precisamos garantir que os parceiros tenham acesso a carregamento e serviços pós-venda,” destaca Liu. Para isso, a empresa desenvolveu internamente quatro tecnologias essenciais e investiu em soluções de carregamento capazes de sustentar operações completas.

A escolha por iniciar com um trator pesado 6×4 não é aleatória. Esse tipo de veículo representa entre 40% e 50% das vendas na China, graças à capacidade de tracionar cargas de até 49 toneladas. “Era lógico começar por esse modelo,” afirma Liu.

Black Diamond: o cartão de visita da SuperPanther

O modelo Black Diamond, lançado em 2024, é o primeiro e-truck da SuperPanther com ambições globais. Projetado para tarefas exigentes — como o transporte de carvão e metais pesados —, o caminhão tem baterias de até 414 kWh e autonomia entre 300 e 350 km. Com um consumo médio de apenas 1,1 kWh/km, é cerca de 30% mais eficiente que a geração anterior.

Seu sistema de tração 6×4 possui três motores elétricos, gerenciados por um software inteligente que ativa os motores conforme o peso e as condições da estrada. “Essa gestão dinâmica é o segredo para maior eficiência energética com menor potência instalada,” explica Liu.

Parcerias estratégicas: da DHL à Steyr Automotive

Na Europa, a estratégia da SuperPanther se ancora em parcerias com três tipos de atores: proprietários de carga, operadores logísticos e OEMs. “Os donos de carga têm que cumprir metas ESG e da Iniciativa de Metas Baseadas na Ciência (SPTI) até 2030. Isso os obriga a descarbonizar suas cadeias logísticas,” observa Liu.

Um exemplo concreto é o acordo com a DHL, firmado durante a IAA Transportation 2024. Outro é a colaboração com a austríaca Steyr Automotive, com quem desenvolve um novo modelo de e-truck adaptado às exigências europeias.

Troca de bateria: realidade ou ilusão?

Na China, a troca de bateria é uma realidade em diversas aplicações, e o Black Diamond foi projetado para suportar esse sistema. Mas Liu vê essa solução como nichada. “A troca é interessante quando há necessidade de carregamento ultrarrápido. No entanto, manter baterias sobressalentes impacta negativamente o custo total de propriedade (TCO). Por isso, apostamos mais nas soluções de carregamento rápido,” ressalta.

Próximos passos: ser referência na eletromobilidade global

O plano futuro da SuperPanther é claro: ser referência como facilitadora da eletrificação de veículos pesados, tanto na China quanto internacionalmente. No mercado doméstico, o foco está em entregar o melhor produto e controlar a cadeia de suprimentos. Fora da China, o objetivo é apoiar OEMs com seu know-how e soluções tecnológicas.

Ao ser questionado sobre o “segredo” do sucesso da start-up, Liu é direto: “Contamos com uma equipe de engenheiros talentosos, uma organização descentralizada e, acima de tudo, com a velocidade de execução que define a China de hoje.”

Enquanto outras promessas da eletromobilidade tropeçam nos custos e na complexidade, a SuperPanther aposta em colaboração, especialização e flexibilidade — uma equação que pode, de fato, mudar o jogo no transporte rodoviário pesado global.

Com informações da Allestimenti & Trasporti

Dá para comparar Strada com Montana? Sim — e o resultado surpreende

A comparação entre Fiat Strada Ultra ou Ranch (a diferença entre essas versão estão em acabamento e pneus) e Chevrolet Montana LTZ, motivada por preços de mercado muito próximos, escancara uma realidade que vai além dos números frios da tabela: são picapes com propostas distintas, voltadas para públicos diferentes, mas que se encontram em um ponto específico do mercado — o consumidor que quer versatilidade com estilo, sem abrir mão de algum conforto e tecnologia.

Conceito e posicionamento: categorias diferentes, clientes distintos

A Fiat Strada Ultra/Ranch é, essencialmente, uma picape compacta topo de linha, com tempero urbano-aventureiro e pitadas de sofisticação. Já a Chevrolet Montana LTZ é uma intermediária no tamanho, mas com alma de crossover: mais próxima de um SUV compacto em conforto, espaço interno e conectividade. Não à toa, é claramente pensada para concorrer com o público da Fiat Toro, e não com a Strada.

Entretanto, os descontos generosos da Montana LTZ em 2025 a colocaram no mesmo radar da Strada Ultra. E aí, o que vale mais?

Motorização e desempenho: ligeira vantagem para a Montana

No papel, os motores turbo de ambas são eficientes e com ótimo desempenho. A Montana entrega mais potência (até 141 cv vs. 130 cv da Strada — abastecidas com etanol) e torque superior (224,5 Nm vs. 200 Nm), ainda que as acelerações de 0 a 100 km/h sejam idênticas: 9,5 segundos.

Leia também:

Renault Kardian: Nossas impressões do SUV de entrada da marca 

Em frotas: Fiat Mobi ou Fiat Argo? Já perguntou ao colaborador?

Avaliação da VW Amarok V6 explica o aumento de vendas por causa do motor

Na prática, a Montana mostra mais fôlego em retomadas e trechos de subida. Seu câmbio automático de seis marchas, com conversor de torque, entrega trocas mais lineares sob carga, enquanto o CVT da Strada favorece suavidade, mas limita a esportividade.

Vantagem técnica: Montana, pelo desempenho mais encorpado.

Consumo e autonomia: Montana é mais eficiente, Strada vai mais longe

Nos dados do Inmetro, a Montana é mais econômica com os dois combustíveis. Chega a fazer 13,9 km/l com gasolina na estrada, contra 13,3 km/l da Strada — nada desprezível. Porém, o tanque maior da Strada (55 litros vs. 44 litros) compensa em autonomia, importante para quem roda longas distâncias.

Empate estratégico: Montana para economia, Strada para autonomia.

Capacidade de carga: Strada leva mais peso; Montana acomoda mais volume

A Fiat Strada Ultra, mesmo sendo mais compacta, oferece maior capacidade de carga útil: 650 kg contra 600 kg da Chevrolet Montana. Isso evidencia sua vocação mais utilitária, favorecida por uma construção mais leve (1.251 kg contra 1.310 kg) e estrutura reforçada para transporte de peso.

No entanto, quando o critério é volume na caçamba, a Montana se destaca. Com maior comprimento, largura e entre-eixos, ela oferece 874 litros de capacidade volumétrica, contra 844 litros da Strada Ultra. Para quem transporta cargas volumosas, como caixas, equipamentos ou ferramentas, esse espaço adicional pode fazer diferença no dia a dia.

Análise equilibrada:
Strada Ultra: vantagem no transporte de cargas pesadas.
Montana LTZ: vantagem no transporte de cargas volumosas.

Montana
Strada Ultra (à esquerda) e Montana LTZ (à direita): caçambas revelam prioridades distintas — mais peso na Fiat, mais volume na Chevrolet

Equipamentos e conforto: Montana entrega mais por menos

Aqui a Chevrolet brilha. A picape da Chevrolet oferece seis airbags, chave presencial, multimídia mais moderna, conectividade sem fio, Wi-Fi embarcado e piloto automático — itens indisponíveis na Strada Ultra. A Fiat contra-ataca com ar-condicionado digital, paddle-shifters e carregador sem fio, mas são recursos pontuais frente à lista mais completa da rival.

Anúncio:
Campanha Frota News
Aparece para os embarcadores e frotistas

Vantagem objetiva: Montana, com pacote mais sofisticado.

Espaço interno e dimensões: Montana se impõe

A Montana é maior em comprimento, largura e entre-eixos. Isso se traduz em mais espaço interno e sensação de carro maior, especialmente nos bancos traseiros. Quem transporta passageiros com frequência nota a diferença.

Ponto positivo: Montana, pelo conforto superior.

Montana
Painéis revelam o contraste: linhas agressivas e robustas na Strada, visual limpo e refinado na Montana — identidade visual para públicos distintos

Preço e mercado: o que se paga na realidade

Ambas possuem preços de tabela salgados, mas os valores de mercado contam outra história:

  • Strada Ultra: média de R$ 133.990 (chegando a R$ 130 mil em ofertas).
  • Montana LTZ: média de R$ 131.118 (chegando a R$ 127 mil em ofertas).

Ou seja, mesmo sendo maior e mais equipada, a Montana pode custar menos — um ponto crítico na decisão de compra.

Melhor negócio na prática: Montana, com melhor relação preço-equipamentos.

Conclusão Frota News: o que vale mais pelo seu dinheiro?

Se o critério for capacidade de carga, robustez e uso mais utilitário, a Fiat Strada Ultra ainda entrega um bom pacote, com construção inteligente e equipamentos bem selecionados.

Mas se o que você busca é conforto de SUV, mais espaço, tecnologia embarcada e custo-benefício real, a Chevrolet se mostra uma escolha mais racional e completa — principalmente quando se considera o preço final praticado no mercado.

Nos siga no Instagram!

Veredicto final:
Chevrolet Montana LTZ vence o comparativo com melhor equilíbrio entre desempenho, consumo, conforto, tecnologia e preço.
A Fiat Strada Ultra tem seu público, mas aqui, o melhor negócio pelo mesmo preço é a Montana. Aí alguém pode pergutar do por quê a Fiat Strada ser a líder de mercado entre todas as picapes? A respostas é simples: a maior volume de vendas está na versão de entrada, com preço de R$ 99.000 mil para pessoa física e R$ 89.000 para pessoa jurídica. Além disso, ela não tem concorrente nesta faixa de preço.

Randoncorp lança programa nacional de formação de lideranças

A Randoncorp lançou o Leading The Future, programa nacional voltado à formação de novas lideranças para atuar em diversas áreas e unidades do ecossistema da companhia. Com inscrições já abertas, a iniciativa tem duração de dois anos e oferece uma jornada completa de desenvolvimento profissional e aceleração de carreira.

O programa contempla oportunidades em diferentes verticais de negócios da Randoncorp, tanto no Brasil quanto no exterior. A proposta é atrair talentos alinhados ao propósito e à cultura da companhia, capacitando-os para assumir desafios estratégicos e contribuir com a expansão sustentável da organização.

Leia também:

Noma do Brasil adota FMEA para elevar qualidade e confiabilidade na indústria 

As vagas estão disponíveis para profissionais de todo o país — brasileiros ou estrangeiros com visto de trabalho no Brasil — com curso superior completo, inglês avançado e experiência mínima de dois anos. Os candidatos devem ter concluído a graduação entre 2021 e 2024. Pós-graduação e espanhol intermediário são diferenciais considerados durante a seleção.

Leia mais:

Os 43 caminhões mais vendidos em 2024, em ranking geral e por segmento 

O Leading The Future oferece uma trilha robusta de desenvolvimento, que inclui mentoria com executivos, job rotation, strategy labs, coaching entre pares e capacitação em inteligência artificial, além de outras competências técnicas e comportamentais de liderança. Os participantes devem ter disponibilidade para mobilidade, especialmente para Caxias do Sul (RS), onde está localizada a sede da Randoncorp. Para isso, a empresa oferece auxílio moradia, remuneração fixa e um pacote de benefícios durante os dois anos do programa.

Acreditamos que liderar o futuro é protagonizar a própria jornada. Com esse programa, queremos ampliar nosso olhar para o mercado, conectando diferentes experiências e perfis ao nosso propósito de transformação. Isso sem deixar de reconhecer e valorizar os talentos que já temos dentro de casa”, afirma Marcos Baptistucci, Chief People and Culture Officer (CPCO) da Randoncorp.

Integrado ao Leading The Future, o programa Potencializa.se foca na aceleração de carreira dos talentos internos da organização, com trilhas formativas e duração semelhantes.

A seleção será realizada em etapas, com análise de currículos, avaliações de competências e entrevistas individuais. As inscrições estão disponíveis pelo site: randoncorp.across.jobs


Resultados do 1º trimestre de 2025 apontam crescimento e resiliência

O lançamento do Leading The Future ocorre em meio a um cenário de resultados positivos para a Randoncorp. A companhia encerrou o primeiro trimestre de 2025 com receita líquida consolidada de R$ 3,2 bilhões — um crescimento de 25,8% em relação ao mesmo período do ano anterior. O EBITDA Ajustado atingiu R$ 425,1 milhões, com margem de 13,3%, representando um avanço de 22,5%.

Um dos principais destaques do trimestre foi o crescimento do segmento de peças de reposição, que passou a representar a maior fatia da receita líquida da empresa, com 45,7% do total. O desempenho sólido também foi impulsionado pela expansão das operações internacionais, que somaram US$ 184,5 milhões em receitas — alta de 99,4% na comparação com o primeiro trimestre de 2024. Esse avanço se deve, em grande parte, às recentes aquisições da Dacomsa (México), EBS (Reino Unido) e AXN (Estados Unidos).

Apesar do cenário global desafiador, com tensões geopolíticas e queda na demanda do agronegócio no mercado interno, a empresa reforçou sua estratégia de diversificação. “A boa demanda do mercado de reposição e a ampliação das nossas receitas internacionais foram fundamentais para mitigar impactos desse cenário macroeconômico desafiador do momento. Isso demonstra a importância da diversificação como um dos principais fatores de resiliência para a nossa empresa”, analisa Paulo Prignolato, CFO da Randoncorp.

Além dos resultados operacionais, o trimestre foi marcado por movimentos estratégicos, como o anúncio do plano de sucessão na governança, previsto para setembro de 2025, e a parceria entre a Rands — vertical de Soluções Financeiras e Serviços da Randoncorp — e fundos de high growth do Pátria Investimentos. O acordo prevê aportes de até R$ 320 milhões nas operações de seguros e consórcios, com aquisição de cerca de 20% de participação nessas unidades.

Seguimos focados na integração de novos negócios e na captura de sinergias, na ampliação da rentabilidade por meio de ganhos de produtividade e eficiência, além da disciplina com despesas e investimentos. Trabalhamos em diversas frentes para tornar a empresa cada vez mais forte e resiliente”, conclui o CEO da Randoncorp, Sérgio L. Carvalho.

Fórmula Truck em Interlagos: conheça caminhões de competição

Neste domingo (16), o Autódromo de Interlagos, em São Paulo, volta a receber o ronco grave dos brutos da Fórmula Truck na etapa que marca a abertura da temporada 2025. E se a expectativa já é alta pelos duelos na pista, outro atrativo chama a atenção dos apaixonados por automobilismo: os diferentes modelos de caminhões que vão disputar a prova.

Ao todo, 49 pilotos estão confirmados nas categorias GT Truck, F-Truck e na recém-criada Copa SpeedMax — essa última voltada para pilotos que não se classificarem entre os seis primeiros nas provas principais. Mas são os modelos das máquinas, com suas configurações específicas e potência impressionante, que prometem ser um espetáculo à parte.

Potência sobre rodas: os modelos em destaque

A Fórmula Truck traz à pista modelos que representam o que há de mais robusto e veloz entre os caminhões comerciais adaptados para competição. Marcas como Volkswagen, Mercedes-Benz, Iveco, Volvo e Scania estarão presentes, cada uma com seus principais modelos:

  • Volkswagen Meteor: Um dos mais potentes da categoria GT Truck, o Meteor é conhecido pelo equilíbrio entre potência e dirigibilidade. Equipado com motor de 13 litros, na competição ele chega a ultrapassar os 1.000 cv, com torque ajustado para respostas rápidas em retomadas.
  • Mercedes-Benz Actros e Axor: Os dois modelos disputam lado a lado nas categorias principais. O Actros é o caminhão mais tecnológico da marca, com foco na aerodinâmica e estabilidade, enquanto o Axor, mais tradicional, aposta na resistência e força bruta.
  • Iveco Hi-Way e S-Way: A equipe Usual Racing traz para as pistas dois modelos italianos que têm conquistado espaço pela confiabilidade. O S-Way, mais recente, possui chassi mais leve e centro de gravidade rebaixado, o que ajuda nas curvas rápidas de Interlagos.
  • Volvo FH: Um clássico das estradas brasileiras, o FH foi adaptado para corridas mantendo sua vocação de força. Na pista, o modelo exibe um motor turbinado de seis cilindros capaz de acelerar o bruto a mais de 200 km/h.
  • Scania G420: Representando a Scania, o G420 tem como principal diferencial a robustez e durabilidade em situações extremas. Com nova preparação eletrônica, o modelo estreia na temporada 2025 pela equipe Eletric Truck com promessas de bom desempenho.
Fórmula Truck
Fotos: Banco de imagem da organização da Fórmula Truck

Programação e ingressos

A movimentação em Interlagos começa cedo. Os portões serão abertos às 8h, com atrações e visitação aos boxes. As corridas estão marcadas da seguinte forma:

  • 12h45 – Corrida GT Truck
  • 14h00 – Corrida Fórmula Truck
  • 15h50 – Copa SpeedMax

Os ingressos ainda estão à venda, com valores a partir de R$ 38,50. Crianças até 12 anos têm entrada gratuita. Os setores incluem arquibancada com visita aos boxes, paddock e área VIP. A transmissão será ao vivo pelo canal oficial da Fórmula Truck no YouTube.

Expectativa de alto nível técnico

Além dos motores potentes, as equipes vêm trabalhando intensamente na preparação aerodinâmica e no ajuste fino da suspensão e frenagem — aspectos cruciais para lidar com as curvas técnicas de Interlagos. A presença de modelos variados promete um confronto de estilos, onde cada caminhão se comporta de maneira distinta em aceleração, contorno de curva e retomada.

Com grandes nomes no grid e máquinas de encher os olhos (e ouvidos), a etapa de Interlagos deve confirmar mais uma vez que a Fórmula Truck é o espetáculo mais pesado — e veloz — das pistas brasileiras.

Os papamóveis e o novo elétrico de luxo do Papa Leão XIV

O novo papamóvel elétrico desenvolvido pela Mercedes-Benz e entregue ao Vaticano em dezembro de 2024 poderá em breve ganhar um novo ocupante: o Papa Leão XIV, eleito após o falecimento de Francisco em abril de 2025. O luxuoso veículo, que mistura tradição e inovação tecnológica, representa um passo importante rumo à sustentabilidade dentro da Santa Sé.

Baseado no Mercedes-Benz G580 EQ, o modelo foi especialmente adaptado para o uso papal. Com motorização totalmente elétrica, o papamóvel possui quatro motores — um em cada roda — que somam impressionantes 587 cavalos de potência e 118,8 mkgf de torque. Sua bateria de 116 kWh garante autonomia superior a 470 km, possibilitando sua utilização em diferentes tipos de cerimônias e deslocamentos.

A carroceria branca perolizada mantém a identidade tradicional dos papamóveis, mas com toques contemporâneos. O interior inclui um assento central giratório e ajustável em altura para o papa, além de dois bancos para acompanhantes. A cobertura é removível, podendo ser substituída por uma capota retrátil em caso de chuva ou vento.

Leia também:

Rodoviária de BH Inaugura Primeira Sala VIP do Brasil em Terminais Rodoviários

Guia MICHELIN 2025: descubra os 4 estreantes e as 18 novidades

O veículo teve participação de equipes de engenharia e design da Itália, Áustria e Alemanha. A montagem da transmissão elétrica foi realizada em Graz, enquanto o acabamento e os equipamentos específicos foram instalados em Sindelfingen, sede da divisão de veículos especiais da Mercedes-Benz.

O carro foi utilizado por Papa Francisco em sua última aparição pública, durante a Missa do Domingo de Páscoa, em 20 de abril de 2025, um dia antes de sua morte. Desde então, o veículo permanece nos domínios do Vaticano, aguardando decisão do Papa Leão XIV sobre seu uso futuro. Fontes próximas à Santa Sé indicam que o novo pontífice, conhecido por seu espírito pragmático e sensibilidade ecológica, tende a manter o veículo como parte oficial da frota.

A parceria entre o Vaticano e a Mercedes-Benz remonta a 1930, quando o Papa Pio XI recebeu seu primeiro automóvel da marca alemã. Desde então, a fabricante forneceu diversos modelos adaptados, sempre respeitando os requisitos de segurança, visibilidade e simbolismo papal.

Nos siga no Instagram!

Outros papamóveis que marcaram época

Mercedes-Benz Nürburg 460 (1930)
Primeiro veículo papal da história, um presente ao Papa Pio XI. Com cabine aberta, foi símbolo da modernização do papado.

Mercedes-Benz 300d “Adenauer” (1960)
Utilizado por João XXIII, era mais discreto, mas igualmente luxuoso, com carroceria preta e interior personalizado.

Toyota Land Cruiser (anos 1980)
Veículo usado em viagens internacionais por João Paulo II, especialmente adaptado para condições adversas e multidões.

Mercedes-Benz Classe M (2002)
Modelo blindado que marcou o pontificado de Bento XVI. Possuía compartimento envidraçado à prova de balas, com sistema de ventilação especial.

Hyundai Santa Fe modificado (2014)
Usado por Francisco nas Filipinas, simbolizou sua preferência por veículos simples. O modelo foi adaptado com plataforma elevada.

Dacia Duster (2019)
Outra escolha de Francisco, o SUV romeno com visual modesto foi um presente do grupo Renault. Adaptado para aparições em áreas urbanas e rurais.


Com informações de Vatican News, Reuters, Estadão, Motor1 e Business Insider.

Dia 21:FABET realizará 3ª palestra online com foco na segurança no transporte de cargas

Com o objetivo de promover um trânsito mais seguro e humano, a Fundação Adolpho Bósio de Educação no Transporte (FABET) realiza o 3º ciclo de palestras online com temas voltados à eficiência e segurança no transporte rodoviário de cargas (TRC).

Sob o lema “Humanizar o Trânsito”, a FABET convida profissionais do setor a participarem gratuitamente dos encontros virtuais, que abordam aspectos técnicos e práticos fundamentais para a prevenção de acidentes e o aumento da eficiência operacional.

A programação teve início no dia 8 de maio, com a palestra “Gerenciar Pneus: Segurança e Eficiência na Operação de Transporte de Cargas”. Os próximos encontros acontecem nos dias:

  • 14 de maio, às 19h – Realizada – Tema: Gestão da Manutenção e os Impactos na Segurança Veicular no TRC
  • 21 de maio, às 13h – Tema: Checklist: Ferramenta Indispensável para a Segurança no Transporte de Cargas

A participação é gratuita. Para receber o link de acesso, os interessados devem entrar no grupo VIP da FABET no WhatsApp, disponível por meio de um QR Code.

Fabet realiza
A participação é gratuita. Para receber o link de acesso, os interessados devem entrar no grupo VIP da FABET no WhatsApp, disponível por meio de um QR Code

Além da transmissão dos conteúdos, os participantes podem acompanhar as novidades pelas redes sociais da instituição:

A FABET é referência nacional em formação e aperfeiçoamento de motoristas e profissionais do setor de transportes, e reforça, com esta iniciativa, seu compromisso com a valorização da vida e a segurança nas estradas brasileiras.

A Fabet realiza também:

Curso online da Fabet capacita profissionais para otimizar a gestão de pneus em frotas de veículo

Fabet promove formação exclusiva para mulheres no transporte de cargas

 

História, potência e futuro em movimento: Mercedes-Benz Trucks Classic

Entre ruídos potentes, brilho metálico e um desfile de inovação e nostalgia, a Mercedes-Benz Trucks Classic foi um dos grandes destaques do Brazzeltag 2025, realizado no Museu da Tecnologia de Speyer. O tradicional evento alemão — já fixo no calendário dos amantes de patrimônio técnico — ofereceu ao público uma jornada emocionante através de seis décadas da história dos caminhões Mercedes-Benz, coroada por atrações contemporâneas de ponta e shows mecânicos de tirar o fôlego.

Este ano, a fabricante de caminhões levou ao evento uma seleção impressionante: desde os pioneiros veículos produzidos na fábrica de Wörth até o moderno e totalmente elétrico eActros 600, que circulou silenciosamente como Brazzeltaxi, conectando os visitantes entre os espaços do evento. Uma experiência imersiva onde a robustez do passado encontrou a tecnologia limpa do futuro.

Leia também

Novo Mercedes-Benz CLA elétrico promete até 792 km de autonomia e tecnologia de ponta

Grupo Femsa lança Tragetta, focada em entregas de carga fracionada

Novo tanque Noma da Geração Titanium aposta em desempenho térmico superior  

Clássicos sobre rodas: seis décadas de história viva

Na arena construída especialmente para o Brazzeltag, uma linha do tempo automobilística ganhou vida. Modelos dos anos 60, 70 e 80 demonstraram não apenas sua durabilidade, mas também o carisma das máquinas que marcaram época nas estradas europeias. Veículos mantidos em estado quase original rodaram ao lado de dois clássicos de colecionadores privados, entre eles os de Rolf Hamprecht e seu filho Tobias, nomes respeitados no cenário de caminhões vintage.

“O som, o cheiro e a presença desses veículos não podem ser capturados em um museu estático. Aqui, a história se move”, disse Bernd Hufendiek, responsável pela Mercedes-Benz Trucks Classic na Daimler Truck.

Potência e espetáculo: atrações para todas as idades

Entre as atrações mais barulhentas — e emocionantes — do Brazzeltag, o RaceTruck de 1.500 cv arrancou aplausos do público com manobras ousadas conduzidas pelo piloto profissional Steffen Faas. A máquina demonstrou como potência e precisão podem coexistir em um caminhão de competição de alto desempenho.

Outro ponto alto foi o estudo de design futurista baseado no Unimog, que chamou a atenção por aliar tecnologia robusta e estética vanguardista. Não menos impressionante, o Unimog U 400, veterano do Rally Dakar de 2006, reafirmou a reputação do modelo como sinônimo de resistência extrema.

Mas quem realmente fez os olhos das crianças brilharem foi o Unimog “Hound”, diretamente das telas de Hollywood. Conhecido pelo papel em Transformers, o “Autobot” de carne — ou melhor, metal — e osso, atraiu filas para fotos e arrancou sorrisos com seu visual imponente.

Futuro silencioso: o impacto do eActros 600

Mercedes-Benz Trucks Classic
Destaques em movimento no Brazzeltag 2025: da força histórica dos clássicos Mercedes-Benz às inovações como o caminhão SLT de 1.000 toneladas e o conceito futurista inspirado no Unimog, a Daimler Truck mostrou sua evolução técnica com potência, design e tradição

Contrastando com os roncos nostálgicos, o eActros 600 foi um exemplo claro da transição energética do setor. Como um dos primeiros caminhões elétricos de longa distância da marca, o modelo impressionou os visitantes não apenas pela ausência de ruído, mas pela combinação de design arrojado, autonomia e conforto.

“É aqui que a história e o futuro se encontram da maneira mais emocionante”, resumiu Dirk Stranz, engenheiro de testes da Daimler Truck. “O eActros circulando ao lado de um clássico dos anos 60 simboliza exatamente para onde estamos indo — e de onde viemos.”

Interação e emoção: tecnologia prática e toque humano

Além dos shows e demonstrações, o chamado paddock funcionou como ponto de encontro entre motoristas, mecânicos e o público. Crianças e adultos puderam entrar nos veículos, fazer perguntas, tirar fotos e até sentir, literalmente, o volante nas mãos — como o pequeno Felix, de cinco anos, que emocionou a todos ao experimentar pela primeira vez um caminhão SLT.

Nos siga no Instagram!

“Lendas sobre Rodas”: exposição segue até março de 2026

Para quem deseja prolongar a experiência, a exposição especial “Lendas sobre Rodas”, no salão espacial do museu, permanece aberta até março de 2026. A mostra inclui caminhões históricos da marca e uma oficina de vidro onde dois voluntários — Klaus Junge e Friedrich Först — trabalham na restauração de um dos mais antigos caminhões Daimler ainda existentes. A meta: colocá-lo de volta nas estradas até o fim da exposição. Talvez, quem sabe, até no próximo Brazzeltag.

Um legado que vive e evolui

Mais do que um evento, o Brazzeltag 2025 foi uma celebração do engenho humano sobre rodas — onde tradição, inovação e paixão se encontraram. Para a Mercedes-Benz Trucks Classic, foi mais do que mostrar veículos: foi contar histórias, emocionar gerações e reafirmar que, mesmo com novos combustíveis e tecnologias, o amor pela estrada continua o mesmo.

Conheça primeira usina solar sobre trilhos

Em uma convergência ousada entre engenharia, sustentabilidade e inovação, a Suíça inaugurou, no cantão de Neuchâtel, a primeira usina solar do mundo instalada diretamente sobre trilhos ferroviários em operação. O projeto, desenvolvido pela startup Sun-Ways, marca um avanço significativo no uso inteligente de infraestruturas já existentes para a geração de energia limpa — sem interferir na operação dos trens.

Um Projeto-Piloto Pioneiro

Instalado nas proximidades da estação de Buttes, o projeto-piloto abrange um trecho de 100 metros de trilhos e utiliza 48 módulos fotovoltaicos, cada um com capacidade de 380 watts. A expectativa é de que a produção anual de energia alcance cerca de 16.000 kWh. Essa eletricidade será injetada diretamente na rede da distribuidora local Viteos, uma das parceiras do projeto, ao lado da empresa DG-Rail, especializada em instalações elétricas ferroviárias.

O investimento na iniciativa foi de 585 mil francos suíços — o equivalente a aproximadamente R$ 3,8 milhões — e a fase de testes terá duração de três anos. Durante esse período, os responsáveis vão monitorar a durabilidade dos painéis e sua capacidade de geração em diferentes condições ambientais.

Leia também:

BorgWarner vai fornecer motor elétrico para caminhões híbridos

Commodities representam quase a totalidade do transporte ferroviário 

PACCAR lança painéis solares ultrafinos para caminhões e implementos rodoviários

Tecnologia de Ponta e Instalação Inteligente

O diferencial da tecnologia criada pela Sun-Ways está na sua adaptabilidade: os painéis são removíveis e se encaixam entre os trilhos sem necessidade de modificar a infraestrutura existente. A instalação pode ser feita manualmente ou com o auxílio de uma máquina ferroviária especialmente desenvolvida pela Scheuchzer SA, capaz de instalar até 1.000 metros quadrados de painéis solares por dia.

Além disso, o sistema foi projetado para resistir às exigências das vias férreas. Os painéis suportam a passagem de trens a velocidades de até 150 km/h e ventos de até 240 km/h, mantendo sua eficiência e estabilidade. A manutenção é simplificada por meio de escovas acopladas nos próprios vagões ferroviários, que realizam a limpeza automática das placas solares durante o tráfego regular.

Potencial de Transformação

Segundo estimativas da própria Sun-Ways, se toda a malha ferroviária suíça — composta por cerca de 5.000 quilômetros — fosse equipada com o sistema, seria possível produzir aproximadamente 1 terawatt-hora de eletricidade por ano. Isso representa cerca de 2% do consumo energético anual da Suíça e seria suficiente para abastecer 300.000 residências.

sobre trilhos
Painéis solares instalados entre os trilhos ferroviários na Suíça demonstram como a inovação da startup Sun-Ways transforma infraestrutura em fonte de energia limpa

O potencial global, no entanto, é ainda mais promissor. A startup acredita que até metade das linhas ferroviárias do mundo poderiam adotar essa tecnologia, transformando uma enorme área atualmente subutilizada em fonte de geração de energia renovável.

Reconhecimento Internacional

A inauguração do projeto foi acompanhada por representantes dos Caminhos-de-Ferro Federais Suíços (CFF), do Departamento Federal dos Transportes (OFT) e autoridades cantonais. Delegações de países europeus, asiáticos e do Oriente Médio também demonstraram interesse em conhecer a solução de perto e avaliar sua viabilidade para aplicação em seus próprios sistemas ferroviários.

Um Novo Horizonte para a Engenharia Sustentável

Mais do que um avanço tecnológico, o projeto representa uma mudança de paradigma. Ao transformar um espaço até então negligenciado — o intervalo entre trilhos ferroviários — em uma fonte ativa de energia solar, a Sun-Ways demonstra que soluções sustentáveis podem ser tanto inovadoras quanto pragmáticas. É a prova de que a engenharia, quando bem aplicada, transforma limites em oportunidades.

Em tempos de crise climática e crescente demanda por eletricidade limpa, essa abordagem inteligente e replicável surge como um modelo de inspiração para o mundo. Combinando eficiência operacional, economia de espaço e respeito ambiental, a Suíça, mais uma vez, se coloca na vanguarda da inovação sustentável.


Para saber mais sobre o projeto e acompanhar os desdobramentos da fase de testes, acesse os portais oficiais da Sun-Ways e do Departamento Federal dos Transportes da Suíça.