Em Miami, enquanto os motores rugiam para mais uma rodada de Fórmula 1 em Ímola, Itália, um evento extraordinário remodelou a história do automobilismo. A Ferrari, conhecida por sua expertise, organização e exclusividade, demonstrou mais uma vez seu status icônico.
Durante o Ferrari Racing Days, realizado no circuito de Miami, dois carros lendários da escuderia italiana foram os protagonistas: a Ferrari F2003-GA e a Ferrari F1-2000, máquinas que marcaram épocas distintas na trajetória vitoriosa de Maranello.
A Ferrari F2003-GA é uma joia tecnológica que consolidou o domínio de Michael Schumacher. O modelo carrega as iniciais “GA” em homenagem a Gianni Agnelli, patriarca da Fiat, que faleceu naquele mesmo ano. Desenvolvido com uma aerodinâmica refinada e um motor V10 de 3 litros, o carro foi decisivo na conquista do sexto título mundial do alemão, superando o recorde de Juan Manuel Fangio. Com esse carro, Schumacher venceu cinco GPs em 2003 (Espanha, Áustria, Canadá, Itália e EUA). Além disso, a F2003-GA foi essencial para a Ferrari garantir o campeonato de construtores, superando a ameaça da Williams e da McLaren.
A máquina foi recentemente leiloada por € 14,8 milhões (R$94,57 milhões), um dos valores mais altos já pagos por um carro de Fórmula 1 ainda em funcionamento. Um detalhe que aumentou seu valor: o chassi leiloado (número 229) venceu dois GPs nas mãos de Schumacher e ainda conta com o motor original V10 em perfeito estado, o que é raro nesse tipo de venda.
Já a Ferrari F1-2000 marcou o início da era dourada da Ferrari no novo milênio. Após 21 anos sem títulos de pilotos, a equipe de Maranello voltou ao topo em 2000 com uma temporada memorável. Schumacher venceu nove das 17 corridas daquele ano e selou o título no Japão, após uma batalha intensa com Mika Häkkinen da McLaren.
O modelo representava um avanço notável em relação ao seu antecessor, com novo conceito de aerodinâmica, câmbio mais leve e centro de gravidade rebaixado. O sucesso da F1-2000 não apenas encerrou um longo jejum como também inaugurou uma sequência histórica de cinco títulos consecutivos para Schumacher e seis para a Ferrari no mundial de construtores.
Este carro, que simboliza o renascimento da Ferrari, está avaliado atualmente entre US$ 7,5 e US$ 9,5 milhões (R$ 42,53 e 53,87 milhões), e alguns colecionadores consideram-no o “divisor de águas” que mudou a história recente da Fórmula 1.
Além do leilão e da exposição desses ícones, o evento em Miami contou com sessões do Ferrari Challenge North America, reunindo pilotos amadores e entusiastas da marca, além de experiências exclusivas para clientes, como voltas rápidas e aulas de pilotagem com instrutores da Scuderia.
Fique ligado nas próximas edições, enquanto nos aprofundamos em como esse evento em Miami personificou a Ferrari e elevou o automobilismo a patamares sem precedentes.
Alexandre Chalela e a Ferrari do Massa em Miami
Com colaboração e informações diretamente de Miami de Alexandre Chalela, diretor de Desenvolvimento de Negócios e Sustentabilidade da NanoXD
A DHL Global Forwarding, divisão do Grupo DHL especializada no transporte internacional de cargas marítimas e aéreas, anunciou a promoção de André Maluf ao cargo de Diretor de Produto Aéreo no Brasil. A nomeação reflete a estratégia da empresa de reforçar seu compromisso com a inovação, a eficiência operacional e a sustentabilidade no setor logístico.
Com uma trajetória consolidada em consultoria empresarial e ampla experiência em logística, comércio internacional, importação e gestão de frete, Maluf assume o novo desafio com a missão de otimizar a operação aérea da companhia, buscando maior competitividade e excelência no atendimento aos clientes.
“Em um mundo onde a economia está em constante mudança e os desafios logísticos se tornam cada vez mais complexos, a DHL Global Forwarding está se preparando para liderar essa transformação. A integração de André Maluf em nossa equipe é um passo estratégico que nos permitirá não apenas adaptar nossas operações às novas realidades do mercado, mas também inovar e oferecer soluções ágeis e sustentáveis. Juntos, vamos moldar o futuro da logística, garantindo que nossos clientes tenham sempre à disposição as melhores práticas e tecnologias para prosperar em um cenário econômico dinâmico,” afirma Eric Brenner, CEO da DHL Global Forwarding.
Entre os principais objetivos de Maluf à frente do Produto Aéreo estão a gestão de custos operacionais, o uso inteligente da capacidade de carga, a adoção de tecnologias de ponta com foco em práticas sustentáveis, o fortalecimento da conformidade regulatória e a elevação da experiência do cliente.
A promoção marca uma nova fase para a DHL Global Forwarding, que segue investindo em talentos estratégicos para sustentar seu crescimento e liderança no setor logístico global.
Enquanto muitos profissionais ainda estão assimilando os avanços da Inteligência Artificial e da automação, uma nova tecnologia começa a se destacar como promissora para transformar radicalmente a logística: a Computação Quântica.
Por Gláucio Rocha*
Embora ainda em fase inicial de desenvolvimento e testes comerciais, essa tecnologia tem o potencial de resolver problemas antes considerados intransponíveis pelos sistemas clássicos, especialmente na otimização de processos logísticos complexos.
O que é Computação Quântica?
A computação quântica se baseia em princípios da mecânica quântica para realizar cálculos de forma exponencialmente mais rápida do que computadores tradicionais. Diferente dos bits (0 ou 1), os qubits podem existir em múltiplos estados ao mesmo tempo, permitindo que múltiplas soluções sejam testadas simultaneamente.
Aplicações promissoras na logística
Roteirização e distribuição em larga escala: Capaz de otimizar simultaneamente milhares de variáveis — como rotas, tempo, capacidade e condições externas — em tempo recorde.
Gestão de estoques com múltiplas restrições: Melhora o balanceamento entre custo, espaço, sazonalidade e demanda futura, mesmo em cadeias de suprimentos globais.
Simulações avançadas para planejamento estratégico: Empresas poderão antecipar e testar cenários complexos, como disrupções na cadeia, com altíssima precisão.
Alocação de recursos e cargas em tempo real: Decisões mais eficientes sobre onde e como alocar frotas e estoques, reduzindo desperdícios e aumentando o nível de serviço.
Grandes players já estão testando: Empresas em parceria com IBM e D-Wave, já experimentam algoritmos quânticos para resolver desafios logísticos e industriais. Ainda são pilotos, mas com resultados encorajadores.
Desafios a superar
Infraestrutura ainda cara e limitada
Falta de profissionais qualificados em computação quântica aplicada
Necessidade de algoritmos específicos para cada problema logístico
Conclusão
A computação quântica não será implementada da noite para o dia — mas quem começar agora a entender seu potencial e se preparar, terá uma vantagem estratégica nos próximos anos. Assim como a automação e a IA, ela deixará de ser “disruptiva” e se tornará parte do novo normal na logística global.
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Profissional com mais de 20 anos de experiência em gerenciamento de Supply Chain e Logística, em empresas de grande porte de segmento estratégico como a Expresso Nepomuceno, Ambev, Globalbev, Logbev e Raia Drogasil. Atualmente, é mestrando em logística na Fundação Dom Cabral
Durante o 46º Simpósio de Motores de Viena, realizado de 14 a 16 de maio de 2025, a BorgWarner apresentou duas inovações em propulsão elétrica: um módulo de potência de carboneto de silício (SiC) de 800 V com resfriamento de dupla face (DSC) e um inversor de tração multinível com tecnologia de onda limpa.
Módulo de potência SiC de 800 V com resfriamento de dupla face
O novo módulo de potência DSC da BorgWarner utiliza interruptores de energia Viper de última geração e é projetado para aplicações de alta densidade de corrente em veículos elétricos a bateria (BEVs). A inovação no design permite o resfriamento em ambos os lados do semicondutor, melhorando significativamente a gestão térmica e a eficiência da conversão de energia. Essa abordagem resulta em temperaturas de junção mais baixas ou em densidades de corrente mais altas, possibilitando inversores mais compactos e eficientes para veículos elétricos e híbridos.
Inversor de tração multinível com tecnologia de onda limpa
Apresentado virtualmente, o novo inversor de tração multinível incorpora a tecnologia de onda limpa, que proporciona uma saída de sinal mais limpa e reduz a distorção harmônica. Essa melhoria contribui para uma maior eficiência do trem de força e um desempenho mais suave do motor elétrico. A tecnologia é especialmente benéfica para veículos que exigem alta eficiência energética e desempenho otimizado, como nos veículos comerciais.
Compromisso com a eletrificação e sustentabilidade
Essas inovações refletem o compromisso da BorgWarner com a eletrificação e a sustentabilidade no setor automotivo. A empresa tem expandido sua produção de inversores de SiC de 800 V, fornecendo componentes para importantes montadoras globais. Os inversores de SiC oferecem vantagens significativas em termos de eficiência energética, densidade de potência e redução de perdas de energia, contribuindo para maior autonomia dos veículos elétricos e tempos de carregamento mais curtos.
Além disso, a BorgWarner tem investido em soluções de gerenciamento térmico, como eCoolers e aquecedores de alta tensão, para melhorar a eficiência e a durabilidade dos sistemas de propulsão elétrica. Essas tecnologias são fundamentais para atender às crescentes demandas por veículos elétricos mais eficientes e sustentáveis.
O avanço da conectividade, da inteligência artificial e dos sistemas embarcados têm transformado os veículos em verdadeiros computadores sobre rodas e, com isso, a necessidade de proteger esses sistemas contra invasões e alterações se tornou uma prioridade estratégica para a indústria automotiva. Com esse pano de fundo, a AEA – Associação Brasileira de Engenharia Automotiva realizou, na última quinta-feira, 15 de maio, no auditório da UNIP Vila Clementino, em São Paulo, o Seminário AEA de Segurança e Conectividade, evento marcado pelo lançamento do White Paper Cybersecurity 2025.
Tecnologia a serviço da vida – Com o tema “Tecnologias de Conectividade e Segurança Veicular a Serviço da Vida”, o evento reuniu especialistas da indústria automotiva para debater como a conectividade, a inteligência artificial e outras tecnologias emergentes estão moldando o futuro da mobilidade com foco na preservação de vidas e na segurança no trânsito.
Na abertura, Everton Lopes, vice-presidente da AEA, ressaltou que a conectividade deixou de ser algo distante e hoje está no centro da estratégia das empresas, da indústria e das regulamentações. “Veículos que se comunicam entre si, com o ambiente e com os usuários representam grandes desafios, mas também oportunidades extraordinárias. Esses debates são essenciais para que possamos construir propostas de regulamentações sólidas, aplicáveis e capazes de reduzir acidentes e salvar vidas”, afirmou.
Já Hilton Spiler, diretor de Segurança Veicular da AEA e um dos coordenadores do seminário, lembrou que o dia 17 de maio é celebrado como o Dia Mundial da Internet, tecnologia que revolucionou a forma como pessoas e objetos se conectam. Ele destacou a importância do evento para refletir sobre os avanços conquistados e os desafios ainda pela frente: “Percorremos um longo caminho, mas temos muito a fazer. A AEA, com mais de 40 anos de atuação, mantém seu compromisso de fomentar discussões relevantes para o futuro da mobilidade.”
Fonte: AEA
O circuito de palestras começou com João Carvalho, engenheiro do ETAS, fornecedor de soluções de software para a indústria automotiva, que apresentou os principais destaques do White Paper Cibersecurity 2025. O documento foi elaborado de forma colaborativa, com divisão de capítulos entre autores, discussões em grupo e participação de especialistas convidados em temas como infraestrutura segura, pentesting e segurança de sistemas embarcados.
O estudo resgata a trajetória da cibersegurança desde os primeiros vírus computacionais até os desafios contemporâneos de proteção dos veículos conectados, automatizados e definidos por software (os chamados Software-Defined Vehicles – SDVs). Em um cenário no qual automóveis possuem milhões de linhas de código e múltiplas interfaces com o ambiente externo, garantir a segurança digital se torna tão importante quanto assegurar o funcionamento mecânico.
Entre os principais pontos do documento, destaca-se a diferenciação entre segurança cibernética e segurança funcional — dois conceitos distintos, mas complementares:
A segurança cibernética trata de ameaças intencionais, como ataques planejados por indivíduos ou grupos. O foco está em entender quem representa o risco, suas motivações e impactos. Busca-se garantir a confidencialidade, integridade e autenticidade dos dados.
Já a segurança funcional aborda falhas não intencionais dos sistemas elétricos e eletrônicos. Avalia como essas falhas ocorrem e seus impactos, com o objetivo de assegurar a integridade e consistência do funcionamento dos sistemas.
O White Paper Cybersecurity 2025 também analisa regulamentações nacionais e internacionais já em vigor, os impactos dessas implementações em outros mercados e os desafios a serem enfrentados no Brasil.
Na segunda palestra do dia, o engenheiro de Produto Sênior da Harman, Flavio Lira, apresentou soluções que utilizam câmeras e sensores internos para monitorar o comportamento de motoristas e ocupantes. Distrações como uso do celular, cansaço e estresse afetam diretamente a atenção ao volante. Para lidar com esses fatores, câmeras internas detectam o rosto do condutor, sua frequência cardíaca, posição da cabeça e padrão respiratório, permitindo avaliar seu nível de atenção e estado emocional com base no modelo de Paul Ekman, que identifica expressões como raiva, medo, surpresa e tristeza.
Sensores de ultrassom também auxiliam na identificação dos ocupantes, detectando, por exemplo, a presença de crianças ou animais esquecidos no veículo. As informações coletadas permitem que o sistema envie alertas e feedbacks ao motorista, promovendo maior segurança dentro do carro.
Já o diretor de pesquisa da Facens, Roberto Silva Netto, apresentou o projeto Conecta 2030, voltado à segurança de pedestres por meio da conectividade veicular. A motivação para o projeto surgiu diante do crescente número de atropelamentos, inclusive em faixas de pedestres, muitas vezes causados por falta de visibilidade ou atenção dos motoristas e pedestres.
A proposta é criar um ecossistema conectado e cooperativo capaz de detectar usuários vulneráveis nas vias, utilizando tecnologias como 5G, C-V2X e gêmeo digital. Com base no campus da Facens, o projeto desenvolve um ambiente de realidade mista, simulando situações de risco sem expor pessoas a perigo real.
A infraestrutura inclui Mobile Edge Computing (MEC), que permite o processamento rápido de dados para respostas quase em tempo real, além de sensores e comunicação veicular para identificar a presença de pedestres. Como destacou Silva Netto, a meta é “fazer com que a cidade veja e o carro fale”, promovendo mais segurança nas ruas e rodovias.
O último conteúdo da manhã ficou a cargo de Leimar Mafort, gerente de Engenharia da Bosch, que apresentou as aplicações da tecnologia Ultra Wide Band (UWB) para sistemas de acesso veicular.
Com previsão de que, em 2025, mais da metade dos veículos brasileiros tenha algum tipo de acesso por rádio, o destaque é para o uso do smartphone como chave digital. A tecnologia UWB permite acesso seguro e passivo ao veículo, sem necessidade de ações do motorista, e ainda possibilita o compartilhamento da chave com outras pessoas, com configurações personalizadas. Além disso, o UWB oferece localização precisa, pode ser integrado a sistemas de detecção de presença e representa uma evolução natural dos sistemas atuais baseados em antenas. A tendência é que a chave digital se torne padrão global, com apoio das OEMs, fabricantes de smartphones e iniciativas como o Car Connectivity Consortium.
A parte da tarde foi inaugurada com o Major Muniz, do Corpo de Bombeiros do Estado de São Paulo, trazendo um panorama do sistema eCall (chamada automática de emergência). Segundo ele, o Brasil está avançando na adoção desse sistema, seguindo modelos internacionais como o europeu. Recentemente, o Projeto de Lei nº 217/2024 propôs a obrigatoriedade do eCall em veículos novos, vinculando seu acionamento aos Corpos de Bombeiros Militares estaduais. O sistema promete agilizar o resgate em acidentes ao transmitir dados como localização e tipo de colisão, mas enfrenta desafios como a adaptação da infraestrutura de emergência e a padronização tecnológica.
Se aprovado, o PL 217/2024 colocará o país no mesmo patamar de nações como os da União Europeia, onde o eCall já salvou milhares de vidas desde 2018. A experiência internacional serve de modelo, mas a adaptação à realidade brasileira será essencial para o sucesso do sistema.
A palestra de Emerson Batagini, engenheiro sênior da Bosch, abordou a evolução dos sistemas de frenagem, destacando desde os métodos rudimentares, como os freios por sapata em carroças, até os sistemas modernos com atuação eletrônica. O controle eletrônico de estabilidade, que completa 30 anos e se tornou obrigatório no Brasil a partir de 2024 para veículos leves e 2025 para pesados, foi um dos marcos mencionados. Tecnologias como ABS, ESP e assistentes de partida em rampa foram apresentadas como exemplos do avanço que salvam vidas no uso cotidiano.
Entre as tendências, Batagini apontou freios com atuação elétrica sem fluido, integração com sistemas de direção e novos requisitos voltados a veículos eletrificados. Além disso, a cibersegurança passa a ser um requisito essencial, com os freios baseados em software. A conclusão reforça a importância da frenagem segura como pilar central da evolução automotiva: “melhor do que acelerar é poder parar em segurança”.
Seguindo no tema de frenagem, Felipe Villasboas, gerente de Engenharia Elétrica e Eletrônica da General Motors, destacou a importância da frenagem automática de emergência (AEB) como parte dos sistemas avançados de assistência ao condutor (ADAS). O AEB atua como um recurso de emergência que assume o controle do veículo para evitar colisões, especialmente quando o motorista não reage a tempo. Apesar de não se tratar de um sistema autônomo, o AEB exige tecnologias robustas como sensores de radar, câmeras e, futuramente, a fusão com lidars (radares com tecnologia a laser), o que permite melhorar a resposta em condições adversas e em velocidades mais altas.
Villasboas ressaltou os desafios técnicos enfrentados, como detecção de objetos irregulares e interferências causadas por condições climáticas e iluminação. O caminho para um AEB mais eficiente, segundo ele, está na combinação de sensores (radar + câmera), elevando a precisão e confiabilidade do sistema — conhecido como Enhanced AEB.
Fechando o dia tivemos Leonardo Giglio, diretor executivo da Humanetics para a América Latina, maior fabricante do mundo de Anthropomorfic Test Devices (ATDs), como são chamados os bonecos de crash test.
Giglio tratou da evolução dos ATDs, que estão acompanhando, por sua vez, as atualizações na segurança veicular, saindo do foco exclusivo em lesões mais simples e frequentes — como fraturas de costela, fêmur e traumas cranianos — para enfrentar ferimentos mais complexos e menos visíveis, como lesões torácicas severas, fraturas de tornozelo e de acetábulo.
Esse avanço exige a superação das limitações dos antigos ATDs, que na década de 1970 tinham 10 canais para coletas de dados e hoje possuem 155. A indústria já ultrapassou os testes com barreiras rígidas únicas e agora trabalha com simulações mais completas e adaptadas à realidade, buscando reduzir drasticamente os níveis de lesões.
Hoje, os esforços se concentram em desafios, como a biofidelidade dos ATDs, ou seja, de torná-los cada vez mais parecidos com o corpo humano, além da diversidade dos modelos, o que contribui para garantir equidade de gênero na avaliação de riscos, proteger adequadamente pessoas idosas e testar veículos considerando diferentes posições de assento, uma vez que, segundo Leonardo, os veículos autônomos nível 5 são uma questão de tempo. O executivo ainda trouxe um roadmap com iniciativas e desafios para alcançar a Visão Zero: um cenário sem mortes no trânsito até 2050, o que exige melhorias contínuas em tecnologia, regulamentação e design, indo além das soluções óbvias e enfrentando as camadas mais complexas da segurança veicular.
Projeto anunciado em 2024 quadruplica investimento e ganha robustez com parceria estratégica com a chinesa Linglong Tires; expectativa é gerar 3.200 empregos diretos. nova planta terá capacidade para produzir anualmente: 12 milhões de pneus para veículos de passeio e camionetes, 2,4 milhões para caminhões e ônibus, 200 mil para uso industrial e agrícola. A fábrica será instalada em um terreno de 1,25 milhão de m², com usina fotovoltaica própria e planta de reciclagem de pneus, alinhada ao nosso compromisso com a inovação e a sustentabilidade.
A XBRI Pneus anunciou nesta semana a ampliação significativa do investimento em sua fábrica de pneus em construção em Ponta Grossa (PR). O aporte, que inicialmente seria de R$ 1,5 bilhão, saltou para R$ 6,2 bilhões (US$ 1,193 bilhão), impulsionado pela formalização da joint venture com a Linglong Tires, uma das maiores fabricantes globais do setor.
O projeto, apresentado ao público no final de 2024, agora ganha ainda mais protagonismo e escala. A planta industrial ocupará um terreno de 1,25 milhão de metros quadrados e terá capacidade de produção anual de 12 milhões de pneus de passeio e camionete, 2,4 milhões para caminhões e ônibus, e 200 mil pneus voltados a aplicações industriais e agrícolas.
Além do aumento expressivo de capacidade, a operação contará com usina fotovoltaica própria, planta de reciclagem de pneus e outras soluções que reforçam o compromisso com sustentabilidade e inovação ambiental.
“Com esse novo investimento e a força da parceria com a Linglong, estamos consolidando uma fábrica que será referência global em tecnologia e sustentabilidade. Vamos formar mão de obra especializada e desenvolver soluções que coloquem o Brasil na vanguarda da indústria de pneus”, afirma Nabil Chamseddine, CEO da XBRI Pneus.
A previsão de início das obras permanece para o terceiro trimestre de 2025, com construção em três fases. Ao todo, a fábrica deverá gerar 3.200 empregos diretos.
Parceria internacional fortalece ambição global
A Linglong Tires, empresa de capital aberto com presença em mais de 170 países, entra na operação brasileira com sua experiência tecnológica e escala global. A fabricante chinesa figura entre as 15 maiores do mundo em receita e fornece pneus para cerca de 60 montadoras, incluindo Volkswagen, Stellantis, GM, Renault, MAN, BYD e Scania.
Reconhecida por seus centros de pesquisa na China, Europa e América do Norte, a Linglong investe fortemente em materiais de ponta, como compostos à base de grafeno e borracha de dente-de-leão, e tem milhares de patentes registradas.
“Essa sinergia nos permite unir o melhor dos dois mundos: tecnologia e escala da Linglong com o conhecimento profundo do mercado brasileiro da XBRI”, diz Chamseddine.
Produção nacional com foco em desempenho e clima tropical
Com mais de três décadas de história, a XBRI é referência no mercado nacional, desenvolvendo pneus adaptados às condições de rodagem, temperatura e carga do Brasil. A nova fábrica já nasce homologada pelas principais montadoras que atuam no País, garantindo produtos com carcaças reforçadas, compostos resistentes e performance superior.
O projeto simboliza um salto tecnológico e produtivo para o setor automotivo nacional, colocando o Brasil no radar das grandes cadeias globais de suprimentos da indústria de pneus.
As fábricas de pneus comerciais no Brasil
Por outro lado, segundo a Anip (Associação Nacional da Indústria de Pneumáticos), o Brasil possui as seguintes fábricas de pneus comerciais:
Bridgestone/Firestone tem a sua principal fábrica em Santo André, na Grande São Paulo, para pneus comerciais, e outras fábricas para banda de rodagem Bandag e para veículos leves.
Continental fabrica todos os pneus em Camaçari, na Bahia.
Dunlop é uma das mais recentes fabricantes de pneus para veículos comerciais pesados, com fábrica em Fazenda Rio Grande (PR).
Goodyear tem a sua principal fábrica para pneus comerciais em Americana e outra Santa Bárbara d’Oeste, ambas no interior de São Paulo.
Maggion atua mais forte no segmento de duas rodas e agrícolas, mas consta também como fabricante de pneus para caminhões, e está localizada em Guarulhos (SP).
Michelin produz pneus para veículos comerciais em duas unidades no Brasil: Itatiaia (RJ) e Camaçari (BA).
Prometeon (que comprou a marca Pirelli Industrial) produz apenas pneus para veículos comerciais em duas unidades: Santo André (SP) e Gravataí (RS).
Mapa de todas as fábricas de pneus, incluindo todos os tipos, segundo a Anip
Além disso, há um mercado gigantesco de importação de pneus, inclusive, irregulares. A indústria brasileira possui uma alta capacidade para produção de pneus, como podemos ver pelos números da Anip, mas nunca suficiente para quando o mercado está aquecido, abrindo espaço para importações de oportunidade. A chegada de um novo fabricante é uma notícia boa para os frotistas brasileiros.
Como tem ocorrido em todos os anúncios de altos investimentos, ele é feito em reunião com vice-presidente da República e ministro de Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin. A reunião foi no último dia 12 de dezembro e estiveram presentes o CEO da Sunset Tires, Nabil Chamseddine, o diretor de Operações da companhia, Jose Yizen Lu, e o diretor de Relações Institucionais de sua subsidiara XBRI Pneus, Samer Nasser.
Executivos da Sunset Tires anunciam nova fábrica da marca XBRI Pneus ao vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin
A planta será em Ponta Grossa, no Paraná, representará um investimento inicial de R$ 1,5 bilhão e terá mais de 500 mil metros quadrados de área fabril, em um terreno de 330 hectares (3,3 milhões de m2) já adquirido pela empresa.
Será a maior fábrica de produção de pneus do Brasil. Poderão ser produzidos, anualmente, até 12 milhões de pneus para carros de passeio e 2,5 milhões unidades para transporte rodoviário, máquinas agrícolas e veículos de mineração. Só para se ter uma ideia, o complexo industrial da Iveco em Sete Lagoas (MG) tem 2,4 milhões m2). A fábrica da DAF Caminhões em Ponta Grossa tem 270 mil m2 de área construída em um terreno de 2,3 milhões de m2.
Capital brasileiro
Subsidiária da Sunset Tires, a XBRI Pneus é uma empresa com capital 100% de brasileiros e aposta em pesquisa e inovação para o desenvolvimento de uma indústria de pneus genuinamente nacional. “Com a nova fábrica, iremos nacionalizar tecnologias hoje dominadas somente por companhias estrangeiras, criando uma verdadeira ‘Escola da Borracha’ no Brasil”, explica Nabil Chamseddine.
Além disso, o projeto da fábrica terá o que existe de mais moderno no segmento e grande foco na sustentabilidade, por meio da reciclagem de produtos e reuso da água utilizada no processo produtivo. Além do objetivo principal de atender o mercado brasileiro de reposição, em franca ascensão, e a indústria automotiva nacional, a planta funcionará como plataforma de exportação para os Estados Unidos e Europa.
Com o mercado em expansão, o Brasil conta com grande potencial de crescimento, tendo, em média, uma frota de 250 carros para cada mil pessoas, metade do que se observa na Europa e um quarto da proporção em comparação com o mercado norte-americano. O novo parque fabril gerará milhares de empregos diretos e indiretos e refletirá o compromisso de longo prazo da XBRI Pneus com o crescimento e o desenvolvimento econômico do País.
Trajetória de crescimento
“A empresa foi fundada há 36 anos e se posicionou estrategicamente por meio do desenvolvimento de produtos pensados para as condições de clima e rodagem brasileiras, mas com produção 100% no exterior”, explica Nabil Chamseddine. “Hoje, os custos de produção, logística e tributários para importação a partir de nossas fábricas na Ásia já se assemelham aos da produção aqui no Brasil. Assim, entendemos que chegou a hora de fazer esse investimento”.
Com presença de marca no Brasil e grande potencial de crescimento, hoje os produtos da XBRI Pneus são homologados para reposição por grandes montadoras, como Volkswagen, e por algumas das maiores frotas do Brasil, a exemplo de Raízen, Shell, JSL, Localiza e Unidas. Também são comercializados nas principais redes de varejo, como Magazine Luiza, Assaí, Havan e Rede Mateus.
Para se ter uma ideia, em 2023, a XBRI Pneus comercializou mais de 3,5 milhões de unidades no Brasil. Em valor de revenda de seus clientes, estima-se um faturamento de R$ 4,5 bilhões. A expectativa da empresa é de um crescimento de 20% em 2024.
“Ao apostar no crescimento da marca no Brasil, a XBRI Pneus reafirma seu compromisso com o desenvolvimento econômico do País e com a oferta de produtos de qualidade a preços competitivos. Nossa marca está pronta para enfrentar os desafios e continuar crescendo, beneficiando consumidores e impulsionando a economia”, salienta Nabil.
Também em 2024, a XBRI Pneus renovou pelo quarto ano sua colaboração com o Instituto Ayrton Senna, organização sem fins lucrativos focada no desenvolvimento do ensino. Um percentual das vendas da empresa é destinado a esse propósito, com o intuito de dar a crianças e jovens oportunidades de desenvolver seus potenciais por meio da educação de qualidade.
Com quase nove décadas de história, a lendária Moto Morini desembarca oficialmente no Brasil. Fundada em 1937 por Alfonso Morini, a fabricante italiana inicia suas operações no país a partir de junho, marcando uma nova fase de expansão internacional.
Enquanto nomes como Ducati, Aprilia, Moto Guzzi e MV Agusta costumam figurar entre os ícones mais conhecidos da indústria motociclistica italiana, a chegada da Moto Morini reforça que o universo das duas rodas da Itália vai muito além dessas quatro marcas consagradas. Com DNA 100% italiano, a marca combina design sofisticado, engenharia de ponta e desempenho esportivo em seus modelos — e agora aposta no mercado brasileiro para ampliar sua presença global.
A relação entre Brasil e Itália no setor automotivo é antiga. Remonta aos tempos em que Giovanni Agnelli, fundador da Fiat, escolheu o país para consolidar a expansão da montadora fora da Europa. Desde então, a parceria entre os dois países na indústria de veículos tem se fortalecido — e a vinda da Moto Morini é mais um capítulo dessa história de integração tecnológica e cultural sobre rodas.
Com investimento robusto, produção nacional no Polo Industrial de Manaus e uma rede inicial de concessionárias em cidades estratégicas, a Moto Morini promete oferecer ao consumidor brasileiro uma nova experiência premium sobre duas rodas — e provar que tradição e inovação podem andar lado a lado, acelerando rumo ao futuro.
Na sua estreia oficial no mercado brasileiro, a marca italiana Moto Morini apresenta três modelos de destaque, que abrangem diferentes estilos e preferências dos motociclistas: aventura, naked e custom.
A X-Cape 650 é a aposta da marca no segmento trail de média cilindrada. Equipada com um motor bicilíndrico de 649 cm³, entrega 60,5 cv de potência e torque de 5,5 kgfm. O modelo tem proposta aventureira, com porte robusto, suspensões de longo curso e visual inspirado no universo off-road, sendo ideal tanto para o uso urbano quanto para viagens em estradas de terra ou asfalto.
Para quem prefere uma condução mais esportiva e urbana, a Seiemmezzo 650 surge como uma naked roadster que mistura elementos clássicos e modernos. Além do motor de 649 cm³, a moto se destaca pelo design elegante e pela tecnologia embarcada, como o painel digital TFT, conectividade Bluetooth e sistema de navegação integrado — recursos que aumentam a praticidade no dia a dia.
Fechando o trio de lançamentos, a Calibro 700 chega ao país como representante da categoria cruiser. Com estilo marcante e pegada custom, o modelo vem equipado com motor de 700 cm³ e entrega 73 cv de potência a 8.500 rpm. A Calibro foi pensada para quem busca conforto, estilo e desempenho em viagens mais longas, com postura de pilotagem relaxada e forte apelo visual.
Expansão da Rede de Concessionárias
Inicialmente, a Moto Morini abrirá quatro concessionárias estrategicamente localizadas em São Paulo, Campinas, Brasília e Recife. Essas lojas seguirão o modelo 3S (Sales, Service, Spare Parts), oferecendo vendas, serviços e peças de reposição em espaços de 200 metros quadrados que integram showrooms modernos, oficinas especializadas e áreas dedicadas a acessórios e vestuário.
A operação em São Paulo será conduzida pelo Grupo Nova, liderado por Ricardo Rebouças Artoni, profissional com mais de quatro décadas de experiência no setor automotivo. Em Campinas, o Triple Power Group, sob a liderança de Fábio Ozi, assumiu a operação local. Já em Brasília e Recife, a marca será representada pelo Grupo Ramasa, conhecido por sua atuação com marcas premium como Land Rover e Triumph
Estratégia de Mercado
A Moto Morini posiciona-se como uma marca premium, buscando oferecer motocicletas de alta qualidade com uma relação custo-benefício competitiva. Os modelos contam com componentes de renome, como pneus Pirelli, freios Brembo, suspensão Marzocchi e eletrônica Bosch, além de painéis TFT de última geração. Apesar do posicionamento premium, a marca pretende conquistar o público também pela acessibilidade dos preços, com valores estimados a partir de R$ 50 mil.
Vamos aguardar os próximos passos. Os radares da Frota News observa cada passo para manter o leitor bem informado!
A Honda parece estar preparando uma série de atualizações importantes para seu portfólio de motocicletas e scooters no Brasil. Entre registros no INPI, lançamentos internacionais e renovações já confirmadas, modelos como a PCX 160, a CB 125F e a Elite 125 estão no centro das atenções para 2026. A reportagem a seguir reúne as principais informações disponíveis até o momento sobre esses modelos e o que os consumidores brasileiros podem esperar da líder de mercado no setor de duas rodas.
PCX 160 2026: Scooter pode ganhar painel com conectividade e visual renovado
A Honda registrou junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) o desenho da PCX 160 com novo visual, alinhado à versão europeia da PCX 125 DX. Isso pode indicar uma atualização importante para a scooter mais vendida da marca no Brasil.
Entre os destaques do modelo europeu — e que possivelmente chegarão à versão nacional — está o novo painel TFT colorido de 5 polegadas com conectividade Bluetooth. Essa tecnologia permitiria ao condutor acessar funções como chamadas, mensagens e navegação por meio do aplicativo Honda RoadSync, algo inédito entre os scooters da marca no país.
Além disso, o novo design apresenta uma frente redesenhada e possível revisão nas suspensões, visando mais conforto e robustez. Ainda não há confirmação oficial da Honda sobre o lançamento no Brasil, mas a pressão da concorrência, especialmente com os avanços de marcas como Yamaha e Dafra no segmento, pode acelerar a chegada dessa atualização ao mercado brasileiro.
CB 125F 2026: Economia e tecnologia de ponta em um modelo de entrada
Outra novidade promissora é a nova geração da Honda CB 125F, já apresentada na Europa, que se destaca por seu conjunto tecnológico sofisticado, especialmente para uma moto de baixa cilindrada. O modelo incorpora o sistema Idling Stop, que desliga o motor automaticamente em paradas prolongadas, como em semáforos, e religa com um leve toque no acelerador. A tecnologia contribui para um consumo excepcional, estimado em até 66,7 km/litro.
O painel da nova CB 125F também foi renovado: agora é um display TFT colorido de 4,2 polegadas, com conectividade via Bluetooth e integração ao Honda RoadSync, permitindo acesso a navegação, chamadas, mensagens e música.
O motor continua sendo um monocilíndrico de 124 cm³ com refrigeração a ar e câmbio de cinco marchas. A proposta da CB 125F é oferecer um meio de transporte eficiente, moderno e conectado para o público urbano. No entanto, assim como a nova PCX, o modelo ainda não foi confirmado para o mercado brasileiro — embora sua chegada seja tecnicamente viável e estratégica diante do perfil do consumidor local.
Elite 125 2026: Atualização mantém scooter acessível e tecnológica
Já confirmada e lançada oficialmente pela Honda, a nova Elite 125 2026 segue a fórmula de sucesso da geração anterior, renovada em 2025. O modelo continua com o motor de 123,9 cm³, que agora traz a tecnologia eSP (enhanced Smart Power), mais eficiente em consumo e com menor emissão de poluentes.
O scooter também conta com o sistema Idling Stop, reforçando a aposta da marca em economia e sustentabilidade. O painel digital LCD traz informações como velocímetro, consumo médio, autonomia e hodômetro, em um formato claro e de fácil leitura. O visual segue moderno, com linhas angulares, assento confortável e compartimento sob o banco com capacidade para até um capacete fechado.
O modelo tem preço sugerido de R$ 13.880 e se posiciona como uma opção atrativa para quem busca mobilidade urbana prática, moderna e econômica.
Estratégia da Honda: Conectividade, eficiência e liderança
A movimentação da Honda para 2026 demonstra um alinhamento com as tendências globais já presentes na principal concorrente, a Yamaha: digitalização, sustentabilidade e usabilidade. Os investimentos em conectividade — com o painel TFT nas novas PCX e CB 125F — e em tecnologias como o Idling Stop, reforçam o compromisso da marca em oferecer produtos mais inteligentes e eficientes.
O desafio da Honda agora é adaptar essas tecnologias às exigências do mercado brasileiro, mantendo sua liderança de vendas e atendendo às novas expectativas do consumidor, cada vez mais conectado e atento à relação custo-benefício.
Conclusão
A expectativa em torno dos modelos 2026 da Honda é alta. Se confirmadas as atualizações da PCX 160 e a chegada da nova CB 125F, o mercado brasileiro de duas rodas terá um salto importante em termos de tecnologia e eficiência. Enquanto isso, a Elite 125 2026 já está disponível e reforça o compromisso da marca com a modernização de seu portfólio, mesmo nos modelos mais acessíveis.
Para os fãs da marca e usuários de motos urbanas, 2026 promete ser um ano de grandes novidades — e possivelmente de decisões difíceis entre tantas boas opções.
Distribuidor autorizado da Noma do Brasil celebra três décadas de história no próximo dia 19 de maio, consolidado como referência no setor de implementos rodoviários
No coração do interior paulista, em Regente Feijó, nasceu há 30 anos uma empresa que hoje se destaca como um dos maiores distribuidores de implementos rodoviários do Brasil: a Montanha Equipamentos Rodoviários Ltda. Fundada oficialmente em 19 de maio de 1995 por Cláudio Montanha, ao lado da esposa Ana Maria Guimarães Montanha e do cunhado Alessandro, a empresa nasceu de um sonho simples e ousado: transformar a paixão por caminhões em um negócio sólido e duradouro.
O que começou como uma pequena revenda com muita vontade de crescer, atravessou décadas de transformações no transporte rodoviário e hoje é sinônimo de confiança, qualidade e atendimento especializado. A Montanha é, atualmente, o distribuidor autorizado com o maior número de lojas da Noma do Brasil, uma das maiores fabricantes de implementos do país.
Do chão de oficina ao topo do mercado
Marcos Noma, presidente da Noma do Brasil, faz homenagem a Montanha Equipamentos
A ligação da família Montanha com os caminhões é antiga. Cláudio, nascido em uma família de caminhoneiros, cresceu nos bastidores das estradas e oficinas. “Desde pequeno, vi meu pai carregando carga e enfrentando as dificuldades da estrada. Isso me ensinou o valor do trabalho duro e a importância da confiança”, conta Cláudio.
Essa vivência direta com o setor foi o que moldou o DNA da Montanha: entender as necessidades reais dos transportadores. “O segredo do sucesso sempre foi conhecer caminhões, ouvir os clientes e entregar mais do que esperam”, complementa Ana Maria, que também comanda a empresa com pulso firme.
Parceria de peso com a Noma do Brasil
Desde seus primeiros anos, a Montanha apostou em uma aliança estratégica com a Noma do Brasil. A marca, conhecida pela robustez e inovação de seus produtos, encontrou no distribuidor paulista um parceiro com a mesma visão de excelência e comprometimento.
A relação rendeu frutos: a Montanha foi pioneira na comercialização de modelos como o Bitrem Graneleiro Titanium, com sistema de descarga mais rápido, leveza e alta resistência. Hoje, a empresa é referência na venda e assistência de produtos Noma, incluindo graneleiros, basculantes, tanques, florestais e outros implementos sob medida.
Crescimento, inovação e raízes firmes
Cláudio Montanha, fundador da Montanha Equipamentos Rodoviários
Com lojas em Regente Feijó, Sumaré, Campo Grande e Paulínia, a Montanha atende uma vasta área do Sudeste e Centro-Oeste, com estrutura completa para venda, consórcio, financiamento e serviços de pós-venda.
Em 2024, a empresa retomou operações em Paulínia, mirando o mercado de transporte de combustíveis, graças à proximidade com a Replan – a maior refinaria da Petrobras. “Queremos estar onde o Brasil se move”, afirma Alessandro.
Responsabilidade e valorização de equipe
Parte importante do sucesso da Montanha se deve à valorização das pessoas. Funcionários que começaram no início da empresa, como o pintor Everaldo de Matos Santos, continuam na ativa. “Trabalhar aqui é ter orgulho. Vi a empresa crescer com dedicação e respeito aos colaboradores”, comenta.
Além disso, a Montanha investe constantemente em capacitação técnica, sistemas de gestão e melhoria dos processos, sempre com foco na experiência do cliente.
Três décadas, novos caminhos
Ao completar 30 anos, a Montanha Equipamentos Rodoviários segue firme com sua missão: atender o transportador com excelência, respeitando suas origens e abraçando a inovação. Para Cláudio, a comemoração é mais do que uma data simbólica: “É um marco de resistência, evolução e paixão pelo que fazemos”.
E com os olhos no futuro, a empresa já se prepara para novas tecnologias, mudanças regulatórias e a demanda crescente por eficiência no transporte brasileiro.
“Trinta anos só são possíveis com clientes fiéis, parceiros fortes e uma equipe comprometida. A estrada ainda é longa – e vamos seguir nela com força total.”
— Cláudio Montanha
FICHA DA EMPRESA
Nome: Montanha Equipamentos Rodoviários Ltda.
Fundação: 19 de maio de 1995
Sede: Regente Feijó (SP)
Filiais: Sumaré (SP), Campo Grande (MS), Paulínia (SP)
Especialização: Venda, consignação e assistência técnica de implementos rodoviários
A Imediato Nexway, operador logístico com a Ambev entre seus acionistas, acaba anunciou parceria com a Suzano, maior produtora mundial de celulose e referência global na fabricação de bioprodutos a partir do eucalipto. A partir de agora, a empresa será responsável pela gestão do novo Centro de Distribuição (CD) da Suzano, inaugurado na última terça-feira (13/5) em Americana, no interior de São Paulo. A unidade vai atender diretamente à fábrica de Limeira.
Segundo Davi Fabrício Teixeira, head de Logística da Suzano, o CD foi desenvolvido sob o modelo Built-to-Suit (BTS), ou seja, adaptado sob medida às necessidades da empresa, aproveitando a estrutura da antiga fábrica de tapetes Tabacow. “Precisávamos de uma estrutura que fosse capaz de armazenar e distribuir esses materiais com eficiência e proximidade”, explica Teixeira. A fábrica de Limeira é pioneira na produção da Eucafluff, a primeira celulose fluff do mundo feita a partir de eucalipto, usada em produtos de higiene pessoal como fraldas, absorventes e tapetes para pets, além de desenvolver copos, canudos e embalagens sustentáveis.
Para Beto Zampini, CEO da Imediato Nexway, a operação marca a entrada da empresa no segmento de celulose e papel, representando uma nova fase para a companhia. “O setor é vibrante e intenso em todas suas áreas; além de ser diversificado, é importante em termos sociais e econômicos”, afirma. O novo armazém operará como um “pulmão” da fábrica de Limeira, funcionando como armazém satélite estratégico para a cadeia logística da Suzano.
A escolha por Americana se mostrou acertada também do ponto de vista logístico. Antes, o CD da Suzano ficava em Campinas, exigindo travessia pela rodovia Anhanguera. A nova localização elimina esse gargalo e reduz riscos operacionais. “A escolha por Americana foi vital para melhorar a sinergia operacional com a fábrica de Limeira. A nova localização, sem necessidade de atravessar a rodovia, permite superar desafios logísticos, como os riscos de trânsito e acidentes associados à Anhanguera”, observa Teixeira.
Com 30 mil m² de área total, dos quais 22 mil m² são dedicados à armazenagem, o novo CD conta com 16 docas e operação 24/7. É um espaço modular, preparado para diferentes tipos de veículos e cargas — desde graneleiros até contêineres e cargas secas. “É um armazém preparado tanto para o presente quanto para o futuro”, destaca Teixeira.
A seleção da Imediato Nexway para comandar a operação foi realizada por meio de leilão conduzido pela área de Suprimentos da Suzano. Prestes a completar 48 anos de história, a empresa já atende grandes clientes como Mercado Livre, Ambev, Raízen, Unilever, RD, LDC, C&A e Pepsico, destacando-se por sua expertise em operações logísticas complexas, como no setor de e-commerce, agronegócio e bens de consumo. “Eles têm estrutura robusta, tecnologia avançada e um time capacitado. Compartilhamos valores como segurança, qualidade, alta tecnologia, equipamentos de ponta e equipes com treinamento exemplar”, afirma Teixeira. O contrato firmado é no modelo dedicado.
O novo CD também reflete os compromissos ESG da Suzano. Ele incorpora captação de água da chuva, logística reversa para paletes, gestão de resíduos com meta zero aterro e compostagem de lixo orgânico. A energia utilizada é proveniente de fontes sustentáveis, fora do grid tradicional. A Imediato Nexway, por sua vez, investiu em empilhadeiras elétricas e infraestrutura para caminhões elétricos.
Embora não seja um centro automatizado, como os de setores farmacêuticos, cada detalhe do layout foi planejado para garantir eficiência no atendimento de carretas e na armazenagem diversificada. “A Imediato Nexway nos ajudou nesse desenho. Foi um trabalho conjunto”, revela o executivo.
Localizado em uma das regiões mais relevantes economicamente do estado — que inclui cidades como Campinas, Limeira, Jundiaí e Americana — o CD tem capacidade de expansão para acompanhar o crescimento da Suzano. “A localização estratégica, na beira da Anhanguera, nos dá acesso rápido às principais cidades do interior paulista. Além disso, temos espaço para expansão futura caso as demandas aumentem”, completa Teixeira.
O projeto, que une duas grandes companhias com foco em inovação, sustentabilidade e eficiência, sinaliza uma nova etapa para a cadeia logística da celulose e reforça a importância do interior paulista como polo estratégico para a indústria nacional.
Intermodal
A Imediato Nexway marcou presença na Intermodal South America 2025, realizada de 22 a 24 de abril no Distrito Anhembi, em São Paulo.Em sua estreia no evento, a operadora logística de Ribeirão Preto destacou sua expertise em colaboração logística entre clientes, uma abordagem que visa otimizar recursos e promover sinergias operacionais.Durante o Interlog Summit, o CEO da empresa, Beto Zampini, participou de um painel com outros líderes do setor, onde enfatizou a importância de integrar excelência operacional com tecnologia para desenvolver uma plataforma logística colaborativa.A participação da Imediato Nexway na feira reforçou seu compromisso com a inovação e consolidou sua posição como referência em soluções logísticas eficientes e sustentáveis.