Fiscalização marca início da Operação Inverno 2026 e reforça queda histórica nas irregularidades da frota a diesel em SP
A Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb) realizou nesta terça-feira (2) uma megaoperação simultânea em 29 pontos de rodovias do Estado para fiscalizar a emissão de fumaça preta por veículos a diesel. Ao todo, 45.486 veículos foram vistoriados e 524 foram autuados, índice inferior a 1,2% — um dos menores já registrados em ações desse tipo.
A iniciativa marca o início da Operação Inverno 2026, período em que a dispersão de poluentes é reduzida e os impactos da frota a diesel na qualidade do ar se tornam mais críticos. A ação contou com apoio da Polícia Militar Rodoviária e da Polícia Rodoviária Federal.
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Segundo a Cetesb, o objetivo é identificar veículos com emissões acima dos limites legais ou com sistemas de controle de poluição adulterados, prática que ainda ocorre em parte da frota e afeta diretamente o desempenho dos motores e o consumo de combustível.
Como funcionou a fiscalização
Os agentes utilizaram a Escala de Ringelmann, método visual empregado para classificar o nível de escurecimento da fumaça emitida pelo escapamento dos veículos. A técnica permite identificar rapidamente possíveis irregularidades na combustão do motor e no funcionamento dos sistemas de controle de emissões.
No km 13,5 do Rodoanel Mário Covas, em Barueri — um dos pontos de maior fluxo da operação —, parte dos veículos foi submetida a uma fiscalização mais detalhada. Além da análise visual, equipes realizaram medições técnicas da opacidade da fumaça, verificaram o uso correto do ARLA 32, obrigatório em modelos equipados com tecnologia SCR, e inspecionaram possíveis adulterações em sistemas antipoluição.
Os motoristas flagrados com irregularidades receberam multa de R$ 2.305,20. No entanto, aqueles que comprovarem a realização da manutenção adequada e o retorno do veículo aos limites legais podem obter redução de 70% no valor da penalidade.
Tendência de queda nas irregularidades
A megaoperação reforça a tendência de baixa incidência de veículos irregulares observada nos últimos anos.
Veja o comparativo:
| Ano | Veículos Fiscalizados | Veículos Autuados | Percentual Irregular |
|---|---|---|---|
| 2023 | 89.732 | 1.262 | 1,4% |
| 2024 (1ª operação) | 35.466 | 445 | 1,25% |
| 2025 (1ª operação) | 37.959 | 490 | 1,5% |
| 2026 (megaoperação) | 45.486 | 524 | <1,2% |
Em 2025, somando todas as ações do ano, a Cetesb fiscalizou mais de 114 mil veículos e autuou cerca de 1,3% da frota inspecionada.
A queda é expressiva quando comparada ao histórico: em 1997, o índice de irregularidade chegava a 30%; em 2013, caiu para 6%; e, na última década, se estabilizou entre 1% e 2%.
Principais causas das autuações
As principais causas das autuações registradas pela Cetesb estão relacionadas a falhas de manutenção e ao uso inadequado de componentes essenciais para o controle de emissões. Entre os motivos mais frequentes para reprovação estão problemas no motor e nos sistemas de injeção, muitas vezes decorrentes de manutenção insuficiente ou negligenciada.
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Também são comuns casos de desgaste ou adulteração de bicos injetores, catalisadores e filtros, peças fundamentais para garantir a queima correta do combustível e a redução de poluentes. Outro fator recorrente é o uso incorreto ou a ausência de ARLA 32, aditivo obrigatório em veículos equipados com tecnologia SCR, responsável por reduzir significativamente a emissão de óxidos de nitrogênio.
A fiscalização ainda identifica situações de desativação proposital de sistemas antipoluição, prática ilegal que compromete o desempenho ambiental do veículo, além de casos de combustível adulterado, que aumentam a emissão de fumaça preta e aceleram o desgaste dos componentes.
Essas irregularidades não apenas elevam a emissão de poluentes, mas também aumentam o consumo de diesel e reduzem a vida útil das peças, gerando impacto direto nos custos operacionais das frotas.
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