Personagens satirizam sintomas da “epidemia do não-viajar” em
narrativa criada pela equipe interna.
A Buser, maior intermediadora de viagens rodoviárias do Brasil, lançou em 1º de junho de 2026 sua nova campanha institucional “Não viajar custa caro”. A iniciativa marca uma mudança no posicionamento da empresa, que aposta em uma comunicação mais leve, humorada e focada no bem-estar do consumidor. A campanha foi desenvolvida integralmente pela equipe interna de branding.
Segundo Thales Mendes, responsável pelo branding da Buser, a proposta rompe com o modelo tradicional de publicidade interruptiva predominante no ambiente digital. A iniciativa busca desacelerar o ritmo da comunicação e reforçar a ideia de que viajar é uma forma simples e acessível de aliviar o estresse cotidiano. Mendes destaca que o objetivo é atrair o público por meio de uma narrativa divertida e não por apelos agressivos.
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A gerente de Marketing da Buser, Luiza Guimarães, explica que a campanha aborda de forma satírica a rotina exaustiva da população, que trabalha demais e viaja de menos. Ela afirma que a falta de lazer se tornou uma “epidemia” contemporânea, com impactos físicos e psicológicos relevantes. A mensagem central reforça que o custo de não descansar é maior do que o investimento em uma viagem.
O plano de mídia prevê ampla presença em canais de grande alcance, como televisão, rádio e ativações especiais. A peça principal se passa em uma sala de espera médica, onde três personagens apresentam sintomas exagerados da chamada “epidemia do não-viajar”. A narrativa utiliza humor para reforçar a viagem como solução para o alívio das tensões.
Manifestões das patologias
As personagens — Daniel, Julia e Antonia — representam diferentes manifestações dessa “patologia”. Daniel sofre com a mandíbula travada pela pressão do chefe; Julia enfrenta uma crise de saudade de casa e abstinência de feijão; e Antonia, sem ver o mar há muito tempo, transforma um pote de areia chamado Brigite em seu “pet”. O diagnóstico médico é unânime: todos precisam viajar, e a “receita” é embarcar pela Buser.

Os papéis são interpretados por influenciadores digitais escolhidos por carisma, humor e aderência ao perfil dos personagens. A campanha terá desdobramentos futuros, com novas peças que abordarão recaídas e outras “patologias” relacionadas à falta de descanso. A estratégia reforça o compromisso da empresa com uma comunicação contínua e emocionalmente conectada ao público.
Ao completar oito anos, a Buser posiciona “Não viajar custa caro” como uma diretriz de longo prazo. A empresa aposta na “inteligência dos porquês”, buscando estimular reflexões sobre a importância do lazer e da saúde mental. Para Guimarães, a combinação de diversão, leveza e entretenimento estabelece um novo padrão de conexão emocional com os consumidores.
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