Conhecida por suas paisagens deslumbrantes, dunas douradas e mar cristalino, a vila de Jericoacoara poderá receber energia de forma mais eficiente e se tornar palco de uma inovação que vai muito além do turismo. A Supergasbras, empresa do grupo SHV Energy, iniciou a distribuição de Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) a granel no vilarejo, utilizando um caminhão VW Constellation 6×4 para operações fora de estrada.
O veículo, com tração nos dois eixos traseiros e características de chassi off-road, pode operar em terrenos sem pavimento e pode abastecer estabelecimentos como hotéis, pousadas e restaurantes, que agora contarão com uma alternativa mais prática, segura e eficiente.
“Estamos falando de uma verdadeira revolução na forma de abastecer Jericoacoara“, afirma Marcelo Rocha Lopes, gerente de Venda Direta da Supergasbras. “Além de garantir um fornecimento seguro e eficiente para o comércio local, essa iniciativa abre novas oportunidades de negócios na região.”
O projeto, que levou 11 meses de planejamento, envolve uma complexa jornada de aproximadamente 450 quilômetros partindo da capital cearense, Fortaleza. O trecho final do trajeto, com 10 quilômetros de areia fofa e instável, só pode ser percorrido por veículos com características off-road — e foi justamente aí que a Supergasbras inovou.
Mesmo tendo a maior parte do percurso em asfalto, o caminhão possui pneus de uso misto para rodar sobre areia
Os caminhões VW para operações off-road possuem 22º de ângulo de entrada e de 40º a 20º ângulo de saída, dependendo da distância entre-eixos. O vão livre dianteiro é de 295 mm e o traseiro, de 243 mm. Para este tipo de operação, o caminhão também conta com pneus de uso misto 275/80 R22,5, mesmo rodando a maior parte do percurso sobre asfalto.
Para este tipo de operação, o chassi também é reforçado com longarinas duplas, reforço em “C”, com rebites e parafusos. Os caminhões fora de estrada, geralmente, já tem um peso em ordem de marcha (como sai da fábrica sem o implemento) maior do que o modelo rodoviário.
Com o novo caminhão, a empresa supera um dos principais gargalos da logística regional, levando uma solução energética moderna a um dos destinos turísticos mais remotos do país. A operação também reduz a dependência de botijões e sistemas menos eficientes, oferecendo aos empreendedores locais um serviço mais sustentável e com maior regularidade.
Versão de topo Badlands chega com mais tecnologia, robustez e conectividade para ampliar sua presença no segmento de SUVs com tração integral
A Ford deu início às vendas da nova geração do Bronco Sport no Brasil. Lançado inicialmente em 2021, o SUV que redefiniu os parâmetros do off-road urbano, diferentemente dos SUV exclusivamente urbanos. Ele retorna em sua versão 2025 com uma série de atualizações no visual, na tecnologia embarcada e no desempenho, tanto nas trilhas quanto no asfalto. A nova versão Badlands — que substitui a antiga Wildtrak — chega ao mercado por R$ 260.000, mesmo valor da geração anterior, reforçando sua proposta competitiva no segmento premium dos utilitários com tração integral.
A linha 2025 mantém o icônico design do modelo, mas aposta em detalhes para reforçar sua identidade aventureira. A frente do Bronco Sport ganhou uma nova grade, para-choque com protetor de aço e ganchos expostos, além de alargadores de para-lamas, frisos laterais e um spoiler redesenhado. O visual segue o DNA da família Bronco, que remonta a 1966, combinando linhas quadradas clássicas e faróis redondos em LED.
Por dentro, o SUV recebeu um painel digital de 12,3” e central multimídia SYNC 4 com tela de 13,2”, compatível com Android Auto e Apple CarPlay sem fio. O conforto também evoluiu: bancos de couro com aquecimento e ajustes elétricos com memória, volante revestido em couro com aquecimento, tapetes de borracha tipo bandeja e console central redesenhado com alça de apoio remetem ao Bronco original e reforçam a praticidade da cabine.
Ford Bronco Sport 2025
O pacote de conectividade inclui som premium B&O com dez alto-falantes, duas entradas USB-C, GPS integrado, reconhecimento de voz e um processador de alta performance com 4 GB de RAM e 64 GB de memória flash.
Desempenho e recursos off-road aprimorados
O novo Bronco Sport 2025 mantém o motor 2.0 EcoBoost de 253 cv e 38,7 kgfm, agora com ajustes que melhoram a curva de torque e respostas do acelerador. A transmissão automática de oito marchas continua equipada com borboletas no volante e tração AWD sob demanda.
Para enfrentar trilhas com mais controle e segurança, o modelo ganhou piloto automático off-road com função “one pedal drive”, que permite controlar o carro apenas com o pedal do acelerador, além de câmera 360º, medidores de ângulos de inclinação em tempo real e dois novos modos de condução: Off-Road e Rally. Ao todo, são sete modos configuráveis para diferentes terrenos.
O sistema de suspensão H.O.S.S., com arquitetura reforçada inspirada nas corridas de Baja, trabalha em conjunto com o diferencial traseiro blocante e o sistema de vetorização de torque, garantindo estabilidade e tração em situações extremas. A altura do solo de 220 mm, ângulos de ataque (30°) e saída (26,7°), além da capacidade de imersão de até 600 mm, destacam o apelo off-road do SUV.
No quesito segurança, o Bronco Sport Badlands traz nove airbags e um pacote completo de assistentes semiautônomos: frenagem autônoma de emergência, controle de cruzeiro adaptativo com stop & go, assistente de manutenção em faixa, alerta de ponto cego e tráfego cruzado, leitura de placas, farol alto automático e assistente de manobra evasiva.
O SUV também oferece recursos práticos como teto solar, sistema flexível de carga no porta-malas com divisória retrátil, tomadas 110V e 12V e compartimentos escondidos sob os bancos. A tampa do porta-malas com vidro traseiro de abertura independente é um diferencial funcional para o dia a dia.
A conectividade vai além da cabine: o Bronco Sport vem com modem embarcado e integração ao app FordPass, que permite travar portas, localizar o veículo, dar partida remota e receber alertas de manutenção. A arquitetura elétrica do veículo permite atualizações over-the-air para mais de 20 módulos de software, garantindo evoluções contínuas de segurança, desempenho e interface.
Crescimento e perspectivas
Segundo a Ford, o Bronco Sport é um dos modelos com maior índice de satisfação entre os clientes. “Ele é um exemplo da estratégia da marca de oferecer carros empolgantes para quem busca um estilo de vida dinâmico, com espírito de aventura e tecnologia de ponta”, afirma Dennis Rossini, gerente de Marketing da Ford.
O SUV tem mostrado fôlego no mercado: em 2024, enquanto os SUVs com tração integral cresceram apenas 2,5%, o Bronco Sport avançou 97% nas vendas, com mais de 6.500 unidades emplacadas desde seu lançamento.
Com um pacote mais completo, design aprimorado e desempenho de sobra, o Bronco Sport 2025 promete continuar desbravando um nicho próprio entre os SUVs médios. E, sem reajuste no preço, busca consolidar sua posição entre os modelos mais desejados para quem não abre mão de conforto, tecnologia e aventura.
A contagem regressiva para o Festival Interlagos – Edição Autos 2025 já começou, e três marcas prometem ser protagonistas do evento, que acontece de 12 a 15 de junho no Autódromo José Carlos Pace, em São Paulo. Considerado um dos maiores encontros de experiência automotiva do mundo, o festival chega à sua quarta edição com uma programação repleta de adrenalina, lançamentos inéditos e experiências para quem respira performance e velocidade. Entre os destaques deste ano estão a Toyota GAZOO Racing, a Ram e o Fiat by Abarth, que antecipam atrações que devem atrair holofotes e multidões.
1. Toyota GAZOO Racing leva o novo Corolla Cross da Stock Car e test-drives radicais
Pelo terceiro ano consecutivo, a Toyota GAZOO Racing marca presença no Festival Interlagos com uma exposição robusta de carros e experiências interativas. Entre os principais destaques está o novo Corolla Cross da Stock Car, modelo que simboliza uma nova fase da categoria e que estreia nas pistas com visual agressivo e motor turbo de 500 cv. O veículo, com carroceria em material compósito e aerodinâmica aprimorada, poderá ser visto de perto pelo público.
Outro destaque é o GR Corolla, hot hatch de 304 cv equipado com tração integral GR-Four e câmbio manual de seis marchas, resultado da engenharia esportiva da equipe TOYOTA GAZOO Racing World Rally Team. O modelo será exibido ao lado do Corolla GR-Sport e do Corolla Cross GR-Sport, que estarão disponíveis para test-drives no lendário circuito de Interlagos.
A marca também promete experiências imersivas no seu estande, com simuladores de corrida, teste de reflexos e uma boutique inspirada nas lojas GR Garage, oferecendo produtos exclusivos para os fãs.
“Estar mais uma vez no Festival Interlagos com a TOYOTA GAZOO Racing reforça o nosso compromisso com a cultura automobilística e com os entusiastas da alta performance”, afirma Daniel Grespan, líder do projeto GAZOO Racing no Brasil.
2. Ram revela modelo inédito e leva a picape mais rápida do Brasil para o autódromo
Ram terá linha completa para test-drive e mais um lançamento a ser revelado
Em um estande exclusivo, a Ram prepara uma revelação misteriosa: um modelo inédito será apresentado pela marca durante o evento. Enquanto o segredo não é revelado, os visitantes poderão conhecer de perto toda a força da linha de picapes mais desejada do país.
Entre as atrações, estará a linha Rampage, que já superou 40 mil unidades vendidas no Brasil, em suas versões Rebel, Laramie e R/T. Todas as motorizações estarão disponíveis para test-drive, tanto na pista tradicional quanto em um circuito off-road.
Mas o grande trunfo da marca será a nova Ram 1500, equipada com motor 3.0L Hurricane 6 Biturbo de impressionantes 426 cv. Capaz de acelerar de 0 a 100 km/h em apenas 5,3 segundos, a picape ostenta o título de mais rápida do Brasil — e poderá mostrar isso nas retas de Interlagos.
A experiência se completa com ativações no estande e produtos exclusivos na Ram Store, onde os fãs poderão adquirir desde itens de vestuário até brinquedos da marca do carneiro montanhês.
3. Abarth aposta no veneno do Novo Pulse e ativações que misturam arte, som e adrenalina
Novo Pulse Abarth será uma das atrações da Fiat com sua marca de esportivos
Já a Abarth, divisão esportiva da Fiat, leva ao festival um pacote completo de velocidade, inovação e estilo. O destaque principal será a apresentação do Novo Pulse Abarth, que chega com novidades para a linha 2026. O modelo poderá ser visto e testado pelos visitantes ao lado do Fastback Abarth, disponível para experiências em pista, e da Toro, que será testada no circuito off-road.
A marca do escorpião também apostou alto nas ativações sensoriais. A “Scorpions Sound” permite que o visitante experimente o som visceral dos motores Abarth por meio de fones e pedais de aceleração. Já em uma área de simuladores, os fãs poderão competir em tempo real com volante, pedais e sensação realista de pilotagem.
A arte também estará presente. O artista Pardal fará uma intervenção ao vivo em um capacete gigante, criando uma obra exclusiva para o evento. Produtos da Fiat Wear e Abarth Store poderão ser personalizados com o estilo urbano do artista.
Um festival para todos os sentidos
Com expectativa de receber mais de 150 mil pessoas e realizar mais de 10 mil test-drives, o Festival Interlagos 2025 também oferecerá atrações como drift, roda-gigante, bungee jump, tirolesa, pista de skate e shows musicais até a madrugada. É uma celebração completa da cultura automotiva e da paixão por velocidade.
Serviço
Festival Interlagos 2025 – Edição Autos Autódromo José Carlos Pace (Interlagos), São Paulo (SP) 12 a 15 de junho de 2025 Quinta: 8h às 20h (entrada até 19h); Sexta a domingo: Exposições das 8h às 20h / Shows das 19h à 01h
A Viação Iapó, transportadora de passageiros com sede em Ponta Grossa, segue investindo na modernização de sua frota. Recentemente, a companhia adquiriu 13 novos chassis Iveco Bus 17.280, ampliando para 20 o número de veículos produzidos em Sete Lagoas (MG). A empresa, que atua em linhas metropolitanas, fretamento e turismo.
O Bus 17-280 é o modelo mais potente da Iveco no Brasil e conta com o motor dianteiro FPT NEF 6 Euro VI, um seis cilindros em linha de 6,7 litros, que entrega 280 cv a 2.500 rpm e torque máximo de 950 Nm entre 1.250 e 1.970 rpm. O modelo utiliza a tecnologia HiSCR de pós-tratamento de emissões (sem recirculação de gases EGR), atendendo ao padrão CONAMA P8/Euro VI com uso de ARLA 32.
A transmissão é manual, ZF 6S 1010 BO, com 6 marchas sincronizadas à frente e uma à ré, embreagem monodisco a seco com acionamento hidráulico do tipo push.
Com 11.505 mm de comprimento total e entre-eixos de 5.950 mm, o chassi pode receber carrocerias de até 13 metros, dependendo do modelo. Sua capacidade técnica permite 18.100 kg de Peso Bruto Total (PBT técnico), sendo 16.000 kg o valor homologado. A distribuição é garantida por eixos DANA (dianteiro modelo 5876 e traseiro Meritor MS 23-158), com relação de redução variável.
A suspensão dianteira e traseira utiliza molas semielípticas, amortecedores hidráulicos telescópicos de dupla ação e barra estabilizadora. Nos freios, o sistema S-cam com ABS e EBL, complementado pelo freio motor do tipo borboleta no escapamento.
O modelo conta com tanque de combustível de 275 litros e tanque de ARLA com 21 litros, otimizando a autonomia. O sistema elétrico é composto por duas baterias de 12 V x 170 Ah e alternador de 90 A.
Itens de série e opcionais
Entre os itens de série estão pneu e roda reserva, volante com regulagem, limitador de velocidade a 110 km/h e tacógrafo diário digital. Como opcionais, o cliente pode optar por tacógrafo semanal, rodas e pneus maiores (295/80 R22,5) e kit de ferramentas, entre outros.
A Volvo Trucks acaba de lançar o Safety Zones, um novo serviço digital que permite às empresas de transporte limitar automaticamente a velocidade de seus veículos em zonas específicas, como centros urbanos, áreas escolares, centros logísticos e portos. Esta tecnologia já era oferecida em ônibus e, inclusive, adotada em Curitiba, com a limitação de velocidade dos ônibus em terminais e pontos de embarque e desembarque, em também, em áreas escolares.
Entre os principais benefícios do serviço estão a redução de acidentes em áreas críticas, menos danos dentro de depósitos e menor estresse para os motoristas, que passam a ter a certeza de que não ultrapassarão involuntariamente os limites de velocidade locais.
Utilizando a tecnologia de geofencing — que combina GPS com limites virtuais definidos em mapas —, o Safety Zones permite que os gestores de frotas configurem, de forma personalizada, as áreas e os limites de velocidade desejados para cada caminhão. Ao entrar em uma dessas zonas, o veículo é automaticamente desacelerado até atingir o limite da área.
“Com este serviço, uma empresa de transporte pode garantir que a velocidade do veículo seja mantida baixa. Por exemplo, em um porto, centro de logística ou em áreas com muito tráfego e presença de pedestres, como escolas ou centros urbanos”, explica Johan Rundberg, gerente de produto da Volvo Trucks.
Como funciona
O serviço é gerenciado por meio do Volvo Connect, plataforma digital da marca. Nele, o gestor visualiza as zonas no mapa, configura os limites de velocidade — a partir de 20 km/h — e acompanha em tempo real o comportamento dos veículos. O sistema permite até 300 zonas ativas por caminhão.
Os caminhões com o sistema ativado receberão comandos diretamente da unidade telemática embarcada, que limita o funcionamento do motor e ajusta automaticamente o controle de cruzeiro (cruise control) à velocidade permitida na zona. O motorista é informado no painel do veículo sempre que estiver em uma dessas áreas e qual é o limite vigente.
Por questões de segurança, o condutor pode anular temporariamente o limite com um “kick-down” no acelerador. No entanto, ao utilizar o cruise control, não é possível configurar uma velocidade acima do permitido. Todas as entradas, saídas e eventuais violações das zonas são registradas e notificadas ao gestor de frota.
Caminhões compatíveis e disponibilidade
O Safety Zones estará disponível a partir de junho de 2025 para caminhões novos e a partir de setembro para caminhões em operação, desde que compatíveis com a tecnologia. O serviço será oferecido por assinatura e requer a ativação do módulo de Posicionamento do Volvo Connect.
Entre os modelos compatíveis estão os caminhões pesados Volvo FH, FM e FMX Euro 6, além dos modelos com transmissão elétrica produzidos a partir do segundo semestre de 2022 — incluindo o novo Volvo FM Low Entry, voltado exclusivamente para propulsão elétrica.
FICHA TÉCNICA — Safety Zones da Volvo Trucks
Serviço de assinatura disponível no Volvo Connect
Até 300 zonas ativas por caminhão
Velocidades configuráveis a partir de 20 km/h
Recurso disponível em caminhões Volvo FH, FM, FMX Euro 6 e elétricos
Frenagem automática ao entrar na zona
Notificações em tempo real no portal da frota
Disponível para veículos novos a partir de junho de 2025 e existentes a partir de setembro
Um relato pessoal e técnico sobre o desenvolvimento e a aplicação de novas fontes de energia veicular no Brasil, com ênfase no uso do gás metano, etanol e, especialmente, do hidrogênio. A partir de experiências diretas em testes de veículos, parcerias com universidades e centros de pesquisa, o engenheiro Eustáquio Sirolli apresenta iniciativas pioneiras, aprendizados e propostas concretas para o avanço da mobilidade sustentável no país. Também são destacadas contribuições de pesquisadores, empresas e instituições que vêm atuando no desenvolvimento de tecnologias limpas voltadas ao transporte de cargas e passageiros. Confira:
O Brasil e suas oportunidades energéticas!
Por Eustáquio Sirolli*
Eustáquio Sirolli é engenheiro, com de mais de 48 anos de atuação na indústria automobilística. São 39 anos na Mercedes-Benz do Brasil, onde chegou ao cargo de gerente de Marketing do Produto e depois de Treinamento. Além de oito anos como diretor de Engenharia da Foton caminhões. Graduado em Engenharia de Produção e Automobilística pela FEI, fez MBA em Automotive Business pela FGV e mestrado em Ciência dos Materiais pelo IPEN/USP. Além disso, está focando no estudo sobre hidrogênio em aplicações veiculares
Faz bastante tempo que tenho a oportunidade de trabalhar com novas energias. Em 1984, a empresa para a qual eu trabalhava construiu um veículo a gás metano — precisamente um ônibus urbano — que foi cedido ao setor de motores da USP para rodar experimentalmente na universidade. Desse primeiro teste, seguiu-se a montagem de três veículos urbanos para rodarem pelo país, nos locais onde havia metano disponível.
Nesse contexto de experimentação com novas fontes de energia, foi realizada uma sequência de montagens de veículos para oferta ao mercado. No entanto, infelizmente, as vendas não aconteceram, e um lote expressivo ficou parado no pátio da montadora.
Essas informações compartilho “de memória”, sem intenção de um resgate cronológico preciso, mas sim como me recordo dos fatos.
Já em 2018, tive a oportunidade de trabalhar com quatro caminhões chineses que operavam com metano líquido (LCH₄), com combustão em ciclo Otto. E as surpresas foram positivas: boa performance, baixo ruído, freio-motor eficiente e consumo adequado às expectativas. Após um período de rodagem, o teste foi concluído e os resultados foram repassados ao cliente, para que este decidisse seguir ou não com o fornecedor dos caminhões.
Avanços acadêmicos
Durante essa fase de testes, foi possível estabelecer contato com o RCGI — Research Centre for Greenhouse Gas Innovation — da USP. O contato foi feito com a Professora Doutora Dominique Mouette, com o objetivo de entender os avanços acadêmicos em P&D&I (Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação) e verificar possíveis convergências ou divergências entre as investigações empresariais e os estudos acadêmicos.
Em conjunto com um grupo de empresários do setor de ônibus, visitamos a unidade de produção de hidrogênio a partir do etanol, conceito desenvolvido pela brasileira Hytron. Um dos desenvolvedores desse processo é o Dr. Gabriel Daniel Lopes. Fomos recebidos pela Professora Doutora Karen Louise Mascarenhas e sua equipe, sob direção do Professor Júlio Romano Meneghini, diretor do RCGI. Vale ressaltar que a estação de produção de hidrogênio do RCGI irá abastecer pelo menos três ônibus e carros da Toyota movidos a essa fonte energética.
Combustível “plantado”
Na busca por conhecimento sobre novas fontes de energia renovável, chegamos ao etanol — o combustível “plantado”, no qual o Brasil se destaca mundialmente. Com observações de especialistas no tema, obtive a seguinte linha técnica: é possível desenvolver um motor dedicado ao uso exclusivo do etanol, otimizando sua queima a ponto de obter um desempenho energético próximo ao do motor a diesel. Por outro lado, tornar o motor flex dificulta a eficiência da combustão dos diferentes combustíveis envolvidos, o que deve ser objeto constante de estudo e acompanhamento.
Nessa fase, fiz a mim mesmo a seguinte pergunta: qual o novo energético a ser considerado? Foi assim que retomei contato com o IPEN — Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares — onde anteriormente cursei mestrado em Ciência dos Materiais. Agora, com foco em energia para propulsão veicular, fui apresentado ao tema do hidrogênio e das células a combustível pelos Professores Doutores Fábio Coral Fonseca e Elisabete Inácio Santiago. O centro de pesquisa dessa tecnologia encontra-se dentro do IPEN, na USP.
Por sugestão dos professores Fábio e Elisabete, fui orientado a cursar disciplinas que poderiam ser aproveitadas como créditos para mestrado, doutorado ou, no mínimo, para nivelar meu conhecimento sobre o tema.
As disciplinas cursadas foram:
Células a Combustível, ministrada pelos professores Elisabete Inácio Santiago e Fábio Coral Fonseca
Hidrogênio, pelos professores Vanderlei Bergamaschi e Jamil Ayoub
Eletrocatalisadores, pelos professores Almir Oliveira e Rodrigo Brambilla
Esse conjunto de disciplinas foi essencial para embasar o entendimento dos artigos, papers e demais materiais relacionados ao tema hidrogênio/Fuel Cell. Aos interessados, recomendo a participação nesse curso, que representa uma iniciativa de vanguarda tecnológica.
Preciso externar minha surpresa positiva com o time de professores e pesquisadores do IPEN dedicados ao hidrogênio e às Fuel Cells, bem como a receptividade nas conversas sobre essa energia, cujas emissões se resumem a calor e vapor d’água!
Como parte da investigação sobre formas de obtenção do hidrogênio, entrei em contato com a GAS FUTURO — representada por Rodrigo Bogcaz e Ricardo Barreira — e sua parceira chinesa HOUPU, para obter informações sobre eletrolisadores e estações de abastecimento. Em resumo: é necessário um investimento considerável para a instalação de um posto de abastecimento de hidrogênio.
Faço questão de nomear os colaboradores, pois os avanços só foram possíveis graças às pessoas, e não apenas às siglas das instituições.
Também não posso deixar de mencionar a dedicação de Mônica Panik, por sua curadoria no time do SAEH2 Student Challenge. Seria uma grande injustiça não reconhecer sua contribuição.
Há muitos outros aspectos a serem citados, mas gostaria de destacar a visita feita à Toyota, com o time coordenado pelo MSc. Camilo Adas, da SAE, e posteriormente com os professores e pesquisadores do IPEN, com presença da diretora-superintendente Professora Doutora Isolda Costa. Externo aqui minha percepção sobre a experiência de rodar com o Mirai a hidrogênio: parecia um verdadeiro “tapete voador”.
Fiz esse resgate histórico do meu envolvimento pessoal com novas fontes de energia para propor uma sugestão ao Brasil na área do hidrogênio.
Direto ao ponto:
Uma estação de abastecimento de hidrogênio a 350 bar, 700 bar e também na forma liquefeita poderia ser instalada em São Paulo e outra no Rio de Janeiro, cidades separadas por 450 km. Isso permitiria que empresas que já possuem carros, caminhões e ônibus a hidrogênio pudessem operar esses veículos com regularidade, contribuindo para o avanço dessa nova matriz energética.
A Toyota já possui o Mirai; a Hyundai, o Nexo e o caminhão XCIENT; a Daimler Truck, o GenH2 Truck movido a hidrogênio líquido; a Marcopolo, seus ônibus a hidrogênio. Ou seja, o Brasil poderia inaugurar a primeira rota operacional da América Latina para essa nova tecnologia. Todas essas empresas já têm um know-how básico com seus veículos.
Resumindo: essas duas estações permitiriam a criação de um “consórcio” de usuários e interessados em hidrogênio no Brasil.
*Eustáquio Sirolli é engenheiro, com de mais de 48 anos de atuação na indústria automobilística. São 39 anos na Mercedes-Benz do Brasil, onde chegou ao cargo de gerente de Marketing do Produto e depois de Treinamento. Além disso, foram oito anos como diretor de Engenharia da Foton caminhões. Graduado em Engenharia de Produção e Automobilística pela FEI, fez MBA em Automotive Business pela FGV e mestrado em Ciência dos Materiais pelo IPEN/USP. Atualmente, está focando no estudo sobre hidrogênio em aplicações veiculares.
Na série “Mesmo nome, dois mundos diferentes”, o destaque da vez é o Mercedes-Benz Atego — caminhão que, embora compartilhe o mesmo nome em mercados distintos, representa soluções logísticas muito diferentes conforme o continente onde opera. Esta reportagem mostra como a tropicalização transforma profundamente esse veículo no Brasil, moldando sua construção, motorização e equipamentos para atender a um ambiente operacional extremamente exigente. Na Europa, por outro lado, a modelo aposta na sofisticação tecnológica e em avançados sistemas de segurança.
Atego no Brasil: robustez, simplicidade e adaptação ao terreno
No mercado brasileiro, o Atego é sinônimo de resistência e funcionalidade. A linha começa pelo modelo médio 1419, voltado para distribuição urbana, equipado com motor OM 924 de 4 cilindros, 4,8 litros e 185 cv. Já os modelos mais robustos, como o Atego 3133 8×4, utilizam o motor OM 926 de 286 cv e oferecem capacidade máxima de tração de até 45.100 kg, atendendo com eficiência aplicações severas na construção civil e no agronegócio.
Ao todo, a família Atego no Brasil conta com mais de 20 versões, desenvolvidas para lidar com condições adversas como topografia acidentada, pavimentação irregular e infraestrutura logística limitada. A estratégia de “tropicalização” inclui ajustes na suspensão, reforços estruturais, rodas maiores, calibração de motor e simplicidade nos sistemas eletrônicos — tudo para garantir durabilidade, fácil manutenção e disponibilidade mecânica.
Atego na Europa: logística leve, tecnologia e segurança de série
Cabine do modelo europeu com teto alto. Na foto de baixo, o Front Guard Assist (detecção de obstáculos à frente do veículo). Além disso, há também câmera de ré e mais outras tecnologias de segurança e conectividade
Na Europa, o Mercedes-Benz Atego ocupa uma posição de caminhão leve a médio, posição ocupada no Brasil pelo Accelo. A PBT do Atego europeu começa 6,5 toneladas e vai até 15 toneladas. A partir deste peso e configurações com três ou quatros eixos, as opções passam para as linhas Actros, no uso pavimentado, e Arocs, no uso fora de estrada ou operações mais severas, como construção civil.
O Atego do Velho Continente conta o motor OM 934 de 4 cilindros e 5,1 litros, que oferece potências entre 156 cv e 231 cv. Há ainda versões mais potentes com motor de 7,7 litros, chegando a 299 cv.
Diferentemente do modelo nacional, o Atego europeu adota como padrão o câmbio automatizado PowerShift Advanced (opcional no modelo brasileiro) e uma extensa gama de sistemas de assistência ao motorista. Isso inclui recursos como o Active Brake Assist 6 (frenagem autônoma de emergência), o Active Sideguard Assist 2 (monitoramento de ponto cego em conversões e mudanças de faixa), e o Front Guard Assist (detecção de obstáculos à frente do veículo durante manobras).
Substituto do Axor no Brasil: um Atego “anabolizado”
A versão 3133 do Atego brasileiro e o Atego 1530 4×4 para operações de construção urbana
Diante da ausência do Axor em novas gerações no Brasil, a Mercedes-Benz lançou versões do Atego com capacidade ampliada, apelidadas de “Atego anabolizados”. Essa solução visa oferecer uma alternativa mais acessível ao Arocs — modelo premium, com foco no fora de estrada pesado. Contudo, há críticas importantes, sobretudo por parte de operadores do setor florestal: relatam exposição excessiva de cabos e mangueiras sob o chassi, além da menor altura dos ângulos de ataque.
Enquanto na Europa o Arocs substituiu naturalmente o Axor e é amplamente adotado nas aplicações de construção, no Brasil sua presença permanece restrita a operações mais específicas e de maior valor agregado, como mineração e obras de infraestrutura pesada.
Atego 4×4: disponível lá, mas não aqui
Um ponto de diferenciação importante é a oferta, na Europa, de versões do Atego com tração integral 4×4, algo que poderia ser bastante útil para operações de distribuição urbana em áreas de difícil acesso no Brasil, especialmente em regiões com terrenos acidentados ou em períodos de chuvas intensas. Atualmente, entre as montadoras atuantes no Brasil, apenas a Volkswagen oferece um caminhão médio com tração 4×4 — o Delivery 11.180.
Cabines: ergonomia com sotaques diferentes
Tanto no Brasil quanto na Europa, o Atego oferece uma gama variada de cabines. No mercado europeu, estão disponíveis quatro opções principais:
S ClassicSpace (convencional, teto baixo)
S ClassicSpace Estendida
L ClassicSpace (cabine leito com teto baixo)
L BigSpace (cabine leito com teto alto)
No Brasil, as nomenclaturas podem variar, mas a gama é semelhante. As dimensões, contudo, apresentam pequenas diferenças: as cabines nacionais são ligeiramente mais largas e compridas, adequando-se melhor à realidade operacional brasileira e ao perfil dos motoristas, que frequentemente permanecem longos períodos a bordo.
Segurança: avanço gradual no Brasil, excelência na Europa
A nova geração Euro 6 do Atego brasileiro finalmente incorporou importantes sistemas de segurança, muitos deles exigidos por legislação a partir de 2023. Entre os itens presentes estão:
Freios ABS
Controle de tração (ASR)
Controle eletrônico de estabilidade (ESC)
Distribuição eletrônica da frenagem (EBD)
Luzes de frenagem de emergência (ESS)
Assistente de partida em rampa (Hill Holder)
Esses recursos representam um salto em relação às gerações anteriores, embora o foco principal do modelo nacional ainda seja a simplicidade mecânica e a resistência ao uso intensivo. Já na Europa, esses itens são apenas a base de um pacote mais amplo, voltado à prevenção de acidentes e à assistência proativa ao condutor.
Conclusão:
O Mercedes-Benz Atego é um exemplo claro de como um mesmo nome pode representar veículos essencialmente distintos quando moldados pelas necessidades e realidades de seus mercados. No Brasil, é símbolo de simplicidade e custo operacional controlado. Na Europa, é a expressão de tecnologia e conforto. Essa dualidade reflete não apenas estratégias de engenharia, mas também as profundas diferenças estruturais e logísticas entre os dois continentes.
Nos últimos anos, a logística deixou de ser apenas um centro de custos para assumir um papel estratégico no crescimento das empresas. O avanço do comércio eletrônico, a digitalização dos processos e a crescente complexidade das cadeias de suprimentos globais impulsionaram uma transformação sem precedentes no setor.
Por Gláucio Rocha*
Esse novo cenário exige mais do que operadores eficientes. O mercado busca líderes visionários, capazes de tomar decisões rápidas em ambientes voláteis, conectar tecnologia à eficiência operacional e, acima de tudo, gerar valor a partir da cadeia logística.
O que se espera dos novos executivos de logística
As competências mais valorizadas no atual contexto incluem:
Visão estratégica e sistêmica, com integração entre a cadeia de suprimentos e outras áreas do negócio;
Capacidade de liderar transformações digitais, com domínio de tecnologias como WMS, TMS, inteligência artificial e automação;
Gestão orientada por dados, com foco em indicadores de desempenho, eficiência e mitigação de riscos;
Habilidade para liderar equipes multidisciplinares, promovendo o desenvolvimento humano e a adaptação cultural;
Conhecimento em ESG e sustentabilidade, fundamentais para cadeias mais resilientes e responsáveis.
Uma demanda crescente e estrutural
A procura por profissionais com esse perfil está crescendo — e não se trata de uma tendência pontual. É uma mudança estrutural. As empresas que já reconhecem o valor estratégico da logística estão na dianteira. Afinal, logística não é apenas movimentar produtos: é entregar valor com inteligência, velocidade e responsabilidade.
Fica a pergunta: nossas lideranças logísticas estão preparadas para esse novo protagonismo?
Investir em talentos logísticos é investir no futuro do negócio. Liderar, nesse novo cenário, não é repetir o que já foi feito — é antecipar o que ainda está por vir.
*Gláucio Rocha é profissional com mais de 20 anos de experiência em gerenciamento de Supply Chain e Logística, em empresas de grande porte de segmento estratégico como a Expresso Nepomuceno, Ambev, Globalbev, Logbev e Raia Drogasil. Atualmente, é mestrando em logística na Fundação Dom Cabral
Após encerrar seu processo de reestruturação nos EUA, companhia aérea estuda diversificação de frota e pode abrir diálogo com a Embraer para novos modelos de aeronaves regionais
A GOL Linhas Aéreas finalizou, na sexta-feira (6), seu processo de reestruturação judicial nos Estados Unidos, encerrando oficialmente a tramitação sob o Capítulo 11 da Lei de Falências. Com isso, a companhia brasileira inicia uma nova etapa com foco em fortalecimento operacional, expansão de malha e, principalmente, na possibilidade de diversificar sua frota — o que pode abrir espaço para uma parceria inédita com a fabricante brasileira Embraer.
A movimentação marca a superação de uma crise que se arrastava desde a pandemia de Covid-19, agravada por atrasos na entrega de aeronaves da Boeing e alto endividamento. Em janeiro de 2024, a GOL entrou com o pedido de proteção judicial em Nova York e, 498 dias depois, deixa o processo com cerca de US$ 900 milhões em liquidez e redução significativa da alavancagem, que deve cair de 5,4 vezes para menos de 3 vezes até 2027.
Segundo o CEO da companhia, Celso Ferrer, a nova GOL está “mais enxuta, eficiente e preparada para crescer com foco no cliente”. Parte desse plano envolve receber cinco novas aeronaves Boeing 737 MAX ainda em 2025. No entanto, há uma peça estratégica adicional que pode redesenhar a estrutura da frota da empresa: a possível entrada da Embraer no portfólio de aeronaves.
Embraer entra no radar
Embora a GOL tenha, historicamente, operado com uma frota padronizada da Boeing — um de seus pilares operacionais —, fontes do mercado indicam que a companhia estuda a adoção de aviões regionais, e a Embraer é vista como uma forte candidata a suprir essa demanda.
A perspectiva ganha força diante dos planos da GOL de ampliar suas rotas para cidades médias e novas operações internacionais de curta distância, como o Sul da Flórida até a Argentina. Nesse cenário, a família de jatos E2 da Embraer, especialmente o E195-E2, se torna uma alternativa natural para ampliar a capilaridade da malha sem comprometer a eficiência.
Executivos da GOL evitam comentar oficialmente sobre negociações com a Embraer, mas fontes próximas à companhia confirmam que estudos internos avaliam os custos operacionais e a compatibilidade técnica da frota regional brasileira, revela o site especializado em aviação Airway. A possibilidade de leasing, com apoio de financiadores como Castlelake e Elliott — os mesmos que injetaram US$ 1,9 bilhão para a saída do Chapter 11 — também é considerada como viabilizadora do negócio.
Estratégia e cenário regulatório
A adoção de aviões menores da Embraer poderia representar um movimento relevante não apenas para a GOL, mas para o setor aéreo nacional como um todo, descentralizando voos das grandes capitais e fortalecendo a aviação regional — um dos pilares do plano de governo federal para o setor aéreo.
Além disso, a movimentação da GOL acontece paralelamente à discussão de fusão com a Azul, conduzida sob o guarda-chuva do Abra Group, investidor controlador de GOL e Avianca. Analistas avaliam que, com a saúde financeira restaurada, a GOL pode adotar uma postura mais autônoma, tornando a aliança com a Azul menos urgente ou estratégica.
No entanto, qualquer expansão da frota dependerá da aprovação da ANAC e do CADE, sobretudo em um ambiente de possível consolidação de mercado.
Embraer: oportunidade estratégica
Para a Embraer, a eventual entrada da GOL como cliente representaria um marco importante. A fabricante já é fornecedora da Azul e tem presença forte nos Estados Unidos, Europa e África. O fornecimento de jatos para a GOL ampliaria sua presença doméstica e poderia consolidar ainda mais sua liderança global no segmento de jatos regionais.
Além disso, a demanda por aeronaves mais sustentáveis, eficientes e de menor capacidade se encaixa perfeitamente na proposta da linha E2, cuja versão E195-E2 é hoje o jato mais silencioso e econômico da sua categoria. A GOL, por sua vez, busca melhorar sua performance ambiental e já manifestou interesse em soluções com menor pegada de carbono.
Conclusão
Com o fim do processo de recuperação judicial e novo fôlego financeiro, a GOL projeta um ciclo de crescimento com inovação, eficiência e foco regional. A possível aliança com a Embraer poderá reconfigurar o transporte aéreo no Brasil, fortalecendo a indústria nacional e levando conectividade a cidades médias hoje pouco atendidas.
Nos bastidores, as tratativas já começaram. A aviação brasileira pode, em breve, decolar para um novo capítulo — desta vez, com duas empresas nacionais dividindo o protagonismo nos céus.
A DAF Caminhões marca presença na 19ª edição da Bahia Farm Show, maior feira de tecnologia agrícola e negócios do Norte e Nordeste do Brasil, realizada entre os dias 9 e 14 de junho em Luís Eduardo Magalhães, no oeste baiano. No evento, a fabricante apresenta ao público seus principais modelos voltados ao agronegócio: o potente DAF XF FTT, com motor de 530cv, e os versáteis DAF CF FAT e CF FAC, ambos com 310 cv.
Presente há anos na feira, a DAF reforça seu compromisso com o desenvolvimento do setor. “A Bahia Farm Show é uma feira que já faz parte da nossa história e que tem papel fundamental no desenvolvimento do agronegócio brasileiro. Estamos otimistas com a feira, que aponta para um aquecimento do setor de transporte, com safra recorde e crescimento da produção. Esse cenário reforça ainda mais a importância de estarmos próximos dos produtores, entendendo suas necessidades e oferecendo soluções robustas e eficientes para a realidade do campo”, afirma Gabriel Fernandes, Diretor de Vendas da DAF Caminhões Brasil.
A expectativa para esta edição é de mais de 100 mil visitantes e cerca de 450 marcas expositoras, refletindo a força do setor. De acordo com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), o PIB da agropecuária deve crescer 5% em 2025, impulsionado por uma safra recorde estimada em 322,42 milhões de toneladas e pela recuperação nos preços das commodities.
Potência e desempenho com o DAF XF FTT 530
Referência no transporte de cargas pesadas, o DAF XF FTT 530 se destaca por sua robustez e eficiência. Equipado com motor PACCAR MX-13 de 530cv e torque de até 2.600 Nm, é ideal para o transporte de insumos agrícolas em longas distâncias e terrenos desafiadores. A transmissão automatizada ZF TraXon de 12 marchas garante trocas suaves e maior economia de combustível, enquanto o freio motor de três estágios, com 490cv, proporciona segurança nas descidas mais exigentes.
Com capacidade máxima de tração de 80 toneladas, o modelo exposto na feira conta com a cabine Space Cab, que oferece 3.615 mm de altura, geladeira de 42 litros, ar-condicionado digital, espelhos de aproximação e mesa retrátil — itens que elevam o conforto e a funcionalidade para o motorista.
Linha CF: versatilidade para as rotas do campo
Complementando a exposição, a DAF apresenta dois modelos da linha CF, pensados para atender às mais diversas operações do agronegócio. O CF FAC 310 traz a cabine Space Cab de 3.708 mm e pode ser equipado com transmissão ZF EcoTronic automatizada ou manual, ambas com 9 marchas. Seu motor PACCAR PX-7 de 310cv entrega torque de 1.200 Nm e conta com freio motor de 245cv. Estrutura de chassi reforçada e suspensão robusta completam o conjunto, garantindo PBT de 29.000 kg e CMT de 35.000 kg.
Já o CF FAT 310, com cabine Day Cab de 1.600 mm, também possui motor PACCAR PX-7 e transmissão manual. Com capacidade máxima de tração de 42.000 kg, o modelo atende a operações que exigem resistência, agilidade e confiabilidade, seja no campo ou na estrada.
Peças e acessórios em destaque com a PACCAR Parts
A PACCAR Parts, referência em soluções de pós-venda para veículos pesados, também participa da Bahia Farm Show com um caminhão XF/CF equipado com acessórios TRP. Entre os itens expostos estão o Ar-Condicionado de Teto TRP, Defletor de Ar e Saia Lateral. Esses produtos estão disponíveis em mais de 70 pontos de venda em todo o país, incluindo concessionárias DAF, lojas TRP e o DAF Webshop. O catálogo completo pode ser consultado no site www.pecasempromocao.com.br.
Serviço 19ª Bahia Farm Show
Data: 9 a 14 de junho de 2025
Local: BA 020/242, KM 535 – Luís Eduardo Magalhães (BA)