segunda-feira, abril 6, 2026

Toyota do Brasil lança óculos de sol sustentáveis feitos com resíduos automotivos

Em uma ação pioneira no setor automotivo nacional, a Toyota do Brasil apresenta, no Mês do Meio Ambiente, os óculos de sol GR — um acessório exclusivo que alia design, inovação e sustentabilidade. Desenvolvidos com materiais reaproveitados do processo fabril, os novos óculos simbolizam o compromisso da montadora com a economia circular e a responsabilidade ambiental.

O grande diferencial do produto está na estrutura frontal, confeccionada a partir de resíduos de polipropileno reaproveitados dos para-choques dos veículos da linha GR-Sport produzidos no Brasil. A peça foi desenvolvida em parceria com a empresa Metalzilo, especializada em soluções sustentáveis para a indústria.

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Além da armação, o estojo de proteção também carrega o DNA sustentável da iniciativa. Ele é feito com resíduos de revestimento de assentos automotivos utilizados nos bancos do Corolla GR-Sport e do Corolla Cross GR-Sport. O material, originalmente destinado ao descarte, ganha nova vida nas mãos do Projeto ReTornar — ação apoiada pela Fundação Toyota do Brasil que promove práticas sustentáveis e o empoderamento feminino por meio da geração de renda e reutilização de materiais industriais.

Mais do que desenvolver carros, temos o compromisso de criar soluções que contribuam com a sociedade e o meio ambiente. Transformar resíduos automotivos em um acessório sustentável é uma forma concreta de praticar a economia circular e gerar impacto positivo. Esta iniciativa simboliza nosso olhar para o futuro — um futuro em que inovação e responsabilidade caminham juntas”, afirma Roberto Braun, diretor de Comunicação, presidente da Fundação Toyota e porta-voz da área de ESG da Toyota do Brasil.

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Os óculos de sol GR chegam ao mercado em duas versões: uma com lente cinza convencional e outra com lente espelhada. Ambos os modelos possuem hastes na cor vermelha — o mesmo tom característico da marca TOYOTA GAZOO Racing — reforçando a identidade esportiva da linha.

Os modelos estarão disponíveis exclusivamente nas seis GR Garage do Brasil, espaços dedicados à linha esportiva da Toyota localizados em Goiânia (GO), Florianópolis (SC), Porto Alegre (RS), Alphaville (SP), Curitiba (PR) e Sorocaba (SP).

Fabet promove curso “Caminhão Escola Avançado” para motoristas experientes em São Paulo

A Fundação Adolpho Bósio de Educação no Transporte (Fabet) está com inscrições abertas para uma nova turma do curso Caminhão Escola Avançado, voltado a profissionais experientes na condução de trucks, veículos articulados, biarticulados e também no transporte de passageiros. A formação será realizada de 23 a 27 de junho, de forma presencial na unidade da Fabet em São Paulo.

Com carga horária de 49 horas distribuídas em cinco dias, o curso se propõe a aprimorar e desenvolver habilidades técnicas e de comportamento dos motoristas participantes, especializando-os para que se tornem profissionais do volante preparados para os desafios da profissão, elevando o nível de desempenho técnico (uso adequado das tecnologias, redução de custos operacionais e redução de incidentes).

Profissionais mais engajados, trabalhando com propósito, atitude de dono, compromisso e responsabilidade. Além da formação especializada, os alunos contarão com serviços de apoio, como alojamento e alimentação, o que facilita a participação de profissionais vindos de outras regiões.

Interessados devem consultar os valores de investimento e podem obter mais informações pelos telefones:
(11) 4708-1784
(49) 9 9936-1115
O Curso Caminhão Escola Avançado reforça o compromisso da Fabet com a qualificação de alto nível para motoristas profissionais, contribuindo para um setor de transporte mais seguro, eficiente, sustentável e valorizado.

Fabet promove curso presencial de Gestão em Segurança no Transporte com início em julho

A Fundação Adolpho Bósio de Educação no Transporte (Fabet) anuncia a 1ª edição de 2025 do curso presencial Gestão em Segurança no Transporte, com início previsto para julho. A formação tem como objetivo capacitar profissionais que atuam nas áreas de segurança, manutenção e operação no setor de transporte.

Voltado a engenheiros e técnicos de segurança, gerentes e supervisores de operação, frota e manutenção, gestores de SSMA (Saúde, Segurança, Meio Ambiente) e demais lideranças do transporte, o curso oferece uma abordagem prática e estratégica sobre os principais desafios da segurança no setor.

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Trens híbridos chegam à Estrada de Ferro Carajás 

Acordo com a Wabtec prevê introdução de trens híbridos a bateria e aumento no uso de biodiesel na frota que liga o Maranhão ao Pará 

A Estrada de Ferro Carajás (EFC), operada pela mineradora Vale, será a primeira a receber trens híbridos no transporte de cargas. A medida faz parte de um pacote ambiental mais amplo, que inclui o aumento da proporção de biodiesel utilizado nas locomotivas que cruzam o Norte e o Nordeste do Brasil. A expectativa é reduzir significativamente a emissão de poluentes ao longo dos cerca de mil quilômetros entre São Luís (MA) e Parauapebas (PA). 

De acordo com reportagem da Folha de S.Paulo, a Vale vai ampliar de 14% para 25% a proporção de biodiesel na frota de 297 locomotivas em operação na ferrovia. A iniciativa é sustentada por um novo acordo firmado com a fabricante Wabtec Corporation, que fornecerá 14 locomotivas da linha Evolution — modelo fabricado em Contagem (MG) e projetado para operar com misturas mais elevadas de biocombustível. 

Segundo João Silva Junior, diretor de operações da EFC, os primeiros testes laboratoriais com as novas máquinas foram positivos. “Nosso fornecedor também já fez testes de bancada, principalmente no nosso motor diesel, compressores, turbinas, para a gente já ver o efeito. O grande ponto nosso era [a preocupação com] a perda de potência. E aí no teste de bancada passou completamente”, afirmou o executivo. 

Embora os motores tenham demonstrado capacidade para operar com até 50% de biodiesel, os ensaios em condições reais de operação ainda serão necessários. Os testes em campo devem começar no segundo semestre deste ano e se estender por pelo menos seis meses. 

Trens híbridos: tecnologia de transição

A maior inovação anunciada, no entanto, é a introdução de trens híbridos — uma tecnologia inédita no Brasil. Fruto de um acordo firmado com a Wabtec em 2023, o projeto prevê a incorporação de três locomotivas equipadas com baterias que serão acopladas às composições a diesel já em operação. As baterias são recarregadas por meio da energia gerada durante o processo de frenagem, o que representa uma solução de recuperação energética inteligente e sustentável. 

O impacto potencial da novidade é expressivo: estima-se que os trens híbridos possam economizar até 25 milhões de litros de diesel por ano, o que equivaleria a uma redução de 63 mil toneladas de emissões de CO₂, segundo projeções da Vale. “Essa transição com o híbrido vai ser importante. Eu vou ter condição de usar a bateria em determinado ponto e utilizar combustível em outro. E o que a gente quer é ter um combustível melhor”, disse Silva Junior. 

Limitações da eletrificação total

A Vale já possui uma locomotiva totalmente elétrica desde 2022, utilizada exclusivamente em operações de manobra devido à sua potência limitada de 2.000 HPs. Para substituir as locomotivas a diesel de carga, seriam necessárias 14 unidades elétricas para cada trem, o que inviabilizaria a operação por questões logísticas e de manutenção. Nesse cenário, o modelo híbrido surge como uma alternativa viável de transição energética no transporte ferroviário de grande escala. 

Quatro décadas de operação

Com 40 anos de operação no transporte de cargas a serem completados em 2025, a EFC também se consolida como uma das principais rotas logísticas do país. Apenas em 2023, transportou mais de 176 milhões de toneladas de minério de ferro, 10,9 milhões de toneladas de grãos e 2,1 bilhões de litros de combustíveis. No transporte de passageiros, a ferrovia alcançou um recorde de 423 mil usuários no último ano, antecipando as comemorações pelos 40 anos desse serviço, previstos para 2026. 

A linha corta 27 municípios nos estados do Maranhão e Pará, com 15 estações em funcionamento ao longo do trajeto. A viagem entre São Luís e Parauapebas leva cerca de 16 horas, com destaque para as paradas em Santa Inês, Açailândia e Marabá. 

Conecta Biometano SP: app une empresas e projetos de biocombustíveis

Em mais uma medida para acelerar a transição energética em São Paulo, a Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil), em parceria com a Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE), por meio da InvestSP, lançou a versão para celular da plataforma Conecta Biometano SP. O aplicativo já está disponível gratuitamente para download nas lojas virtuais Google Play e Apple Store.

A nova ferramenta busca aproximar representantes da cadeia de suprimentos do biometano e interessados em desenvolver projetos de descarbonização no setor público e privado. A ideia é facilitar o encontro entre empresas, fornecedores, prestadores de serviços e até instituições financeiras que apoiam iniciativas ligadas à economia circular e ao uso de biocombustíveis renováveis.

“O Conecta Biometano SP promete ser uma peça-chave na revolução energética de São Paulo. A iniciativa também está alinhada ao Plano Estadual de Energia 2050, que tem como meta zerar as emissões líquidas de gases de efeito estufa até 2050”, destacou a secretária estadual de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística, Natália Resende. “Esse movimento reforça o compromisso do estado com o desenvolvimento sustentável e o apoio a projetos de economia circular, tanto em empresas quanto em municípios”, acrescentou.

Frota Sustentável 

A seção Frota Sustentável já conta com mais de 120 artigos publicados com objetivo de levar conhecimento aos frotistas sobre as tecnologias e demais soluções para fazer a transição energética e descarbonização de suas frotas. Faça os seus produtos e serviços serem conhecidos dos frotistas patrocinando esta seção 

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Frota Sustentável
Jornalismo com foco em soluções para descarbonização de frotas

Jornalismo com foco em soluções para descarbonização de frotas 

Com a plataforma, agentes como produtores e comercializadores de biometano, fornecedores de equipamentos, consultorias especializadas e bancos podem se cadastrar, ampliando as possibilidades de conexão entre quem oferece e quem busca soluções energéticas limpas.

Biometano: energia limpa com matéria-prima local

Diferentemente do gás natural de origem fóssil, o biometano é um biocombustível gasoso renovável, composto essencialmente por metano, obtido a partir da purificação do biogás — este, por sua vez, gerado a partir da decomposição de resíduos orgânicos, como os encontrados em aterros sanitários e na agroindústria.

Com a maior produção de cana-de-açúcar do mundo, São Paulo tem uma vantagem estratégica: a vinhaça, subproduto da cana, é uma das principais matérias-primas para a produção de biometano. Essa alternativa é vista como uma das mais viáveis para a descarbonização do transporte pesado nos próximos anos.

Ações integradas e apoio institucional

A plataforma Conecta Biometano SP é uma das ações práticas do Plano Estadual de Energia 2050 (PEE 2050), coordenado pela Semil, que estabelece diretrizes para impulsionar a transição energética e a redução das emissões de gases de efeito estufa em todo o território paulista.

Já a InvestSP, vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Econômico, atua como ponte entre o setor privado e o poder público, com o objetivo de fomentar negócios sustentáveis e atrair investimentos alinhados às metas ambientais do Estado.

“Além de dar suporte ao Governo do Estado nas políticas e ações voltadas para a transição energética, queremos fortalecer a cadeia de suprimentos do biometano, incentivar a geração de negócios e garantir que o setor privado seja um parceiro estratégico do poder público na busca por uma matriz energética cada vez mais limpa e sustentável”, afirmou Rui Gomes, presidente da InvestSP.

A iniciativa conta ainda com o apoio institucional da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo (SAA), Fiesp, Associação Brasileira de Biogás (Abiogás), Arranjo Produtivo Local do Álcool (Apla) e União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (Unica) — entidades-chave na promoção de um ambiente favorável ao desenvolvimento do setor.

Com a nova versão mobile, o Conecta Biometano SP amplia seu alcance e se consolida como uma ferramenta estratégica para impulsionar a economia verde em São Paulo, promovendo inovação, sustentabilidade e cooperação entre diferentes segmentos da sociedade.

Governo encarece crédito e derruba a produção de caminhões em maio

Enquanto o mercado brasileiro de caminhões apresenta leve crescimento na produção geral, um segmento em especial acende o sinal de alerta: os caminhões pesados. De janeiro a maio deste ano, a produção total de caminhões cresceu 5,6% em relação ao mesmo período de 2024, com 55 mil unidades fabricadas. Mas, no caminho inverso, os pesados registraram queda de 10,6%, somando apenas 28,3 mil unidades.

A retração tem implicações diretas no desempenho geral da indústria, uma vez que os pesados historicamente representam mais de 50% das vendas do setor — mas agora respondem por apenas 40% do mercado, segundo Marco Saltini, vice-presidente da Anfavea. “Precisamos olhar com atenção para o mercado de pesados e para esta tendência de queda. O fato de a produção ter caído 11% é um fator preocupante, uma vez que a demanda está diretamente ligada ao PIB”, alertou.

Juros e crédito restrito travam demanda

Saltini atribui a desaceleração à combinação de crédito escasso e juros elevados. “Mesmo com a safra recorde, os transportadores estão em compasso de espera e não estão renovando suas frotas, esperando um recuo da taxa de juros”, explicou. A inadimplência elevada também tem reduzido a disposição dos bancos em conceder crédito, o que agrava ainda mais o cenário.

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A situação é refletida nos números de emplacamentos. Nos primeiros cinco meses do ano, foram licenciados 46,3 mil caminhões, uma queda de 1,1% em relação ao mesmo período de 2024. Desse total, 21,2 mil foram caminhões pesados, o que representa uma queda expressiva de 14,1%.

Médios e leves sustentam o setor

Apesar da queda entre os pesados, o desempenho dos segmentos médios, leves e semileves ajudou a sustentar o setor. Os caminhões médios registraram crescimento de 16,8%, os leves subiram 18,1% e os semileves cresceram 16,5% em emplacamentos no acumulado de janeiro a maio. Esse movimento reforça a percepção de que o transporte urbano e de entregas de menor volume tem reagido melhor às condições econômicas atuais.

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No ranking por marcas, a Mercedes-Benz manteve a liderança nos emplacamentos com 11,2 mil unidades, seguida pela Volkswagen Caminhões e Ônibus (8,9 mil), Volvo (7,7 mil) e Scania (6,1 mil). No segmento de pesados, porém, a Volvo ficou à frente com 7,1 mil unidades, seguida por Scania (5,7 mil), Mercedes-Benz (4,7 mil) e VWCO (3,2 mil).

Produção cresce em maio, mas cenário é incerto

Em maio, a indústria teve um alívio: a produção mensal foi de 12,3 mil caminhões, alta de 10,3% na comparação com maio de 2024 e de 11,9% sobre abril. Já os emplacamentos somaram 9,2 mil unidades, retração de 4% em relação a maio do ano passado e de 2% sobre abril. O setor teme que o aumento recente do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), caso não seja revertido, possa impactar ainda mais a demanda nos próximos meses.

Exportações em forte alta

Na contramão do mercado interno, as exportações de caminhões de janeiro a maio somaram 10,9 mil unidades — crescimento expressivo de 88,3% em relação aos mesmos meses de 2024. Só em maio, foram embarcadas 2,8 mil unidades, avanço de 119,8% sobre o mesmo mês do ano anterior e alta de 32,2% frente a abril.

Países da América do Sul, especialmente Chile, México, Peru e Uruguai, foram os principais destinos. O desempenho nas exportações tem sido uma válvula de escape importante para as montadoras instaladas no Brasil.

Expectativa para o segundo semestre

Saltini lembra que tradicionalmente o segundo semestre costuma trazer aquecimento nas vendas de veículos comerciais, especialmente por causa do agronegócio e das entregas no fim do ano. No entanto, o cenário atual exige cautela. “Há uma preocupação real com o mercado de pesados. Esperamos que o governo reveja a questão do IOF e que haja alguma sinalização de queda nas taxas de juros, o que poderia reaquecer o setor ainda em 2025”, concluiu.

A indústria, portanto, caminha em duas velocidades: enquanto os segmentos de menor porte e as exportações dão sinais positivos, o coração do transporte de cargas no Brasil — os caminhões pesados — enfrenta um momento de retração, com impacto direto sobre a cadeia logística e a economia como um todo.

Mercedes-Benz lança Sprinter Robustez para operações off-road no agro e na mineração 

A Mercedes-Benz Cars & Vans Brasil acaba de apresentar ao mercado a nova Sprinter com pacote Robustez, uma versão adaptada do furgão vidrado extralongo da linha Sprinter. Desenvolvido para atender demandas do agronegócio, da mineração e de operações em áreas remotas, o novo modelo, por enquanto disponível apenas na versão 4×2. 

No Brasil, há empresas especializadas em fazer a adaptação da Sprinter 4×2 para 4×4. A transformação de um veículo 4X2 em um 4X4 é um processo complexo que exige conhecimentos de engenharia mecânica e experiência. Com o acréscimo de peso sobre o eixo adicional, é preciso reforçar a suspensão e outros elementos do conjunto, em função da mudança de perfil de utilização do furgão. 

Porém, antes de fazer a conversão, é preciso negociar a questão da garantia com a Mercedes-Benz Cars & Vans, ou renunciar à garantia. Já na Europa, a linha Sprinter conta com opção 4×4 de fábrica.

Sprinter Robustez
Fonte: Mercedes-Benz Cars & Vans

Sertran adquire 25 unidades para o transporte agrícola

A Sertran Transportes foi uma das primeiras empresas a apostar na novidade. A companhia adquiriu 25 unidades da Sprinter Robustez para reforçar suas operações de fretamento agrícola, setor em que a empresa já atua com destaque. A primeira unidade já está em campo e, segundo a Sertran, os veículos irão melhorar a agilidade, segurança e padronização da frota em regiões de difícil acesso. 

Baseada na versão 417 do furgão vidrado extralongo, a Sprinter Robustez recebeu uma série de ajustes técnicos e estruturais. Um dos principais destaques é a eliminação da porta lateral corrediça, com entrada feita exclusivamente pela porta dianteira. Essa modificação, aliada a uma estrutura reforçada, contribui para a redução da entrada de poeira e sujeira no habitáculo, fator essencial em ambientes rurais. 

Sprinter Robustez
Na versão Vedrado, o interior é limpo para que o cliente faça a configuração em fornecedores homologados pela fabricante

O interior é espaçoso e pode ser configurado com corredor central e múltiplas opções de layout, adequando-se ao transporte de passageiros em diferentes contextos operacionais. A título de comparação, a versão van passageiros com entrada frontal pode transportar até 19 passageiros, mais o motorista.  

A versão Extralongo da Vidrado tem 6.967 mm de comprimento, 2.851 de altura com o ar-condicionado, 2.345 mm de largura com os retrovisores. O entre eixos é de 4.325 mm. Porém, aMercedes-Benz não informou dados técnicos, como ângulos de ataque e saída, e altura do solo. No entanto, já solicitamos essas informações à fabricante e assim que chegarem, atualizaremos este artigo.  

Três níveis de personalização para usos extremos

A Sprinter Robustez também se destaca pela possibilidade de personalização em três níveis, realizados por implementadores especializados do mercado. São eles: 

  • Nível 1: adição de proteções inferiores contra impactos de pedras, galhos e água — para plantações, áreas florestais e minas a céu aberto. 
  • Nível 2: instalação de snorkel (que permite travessia em trechos alagados) e pneus desenvolvidos para terrenos instáveis. 
  • Nível 3: inclusão de para-choques de aço, conferindo resistência extra e proteção ao veículo em cenários de alto desgaste e risco. 

Preço e disponibilidade

“A Sprinter pacote Robustez é destaque pela combinação entre resistência e versatilidade, sendo ideal para empresas que precisam de um transporte eficiente em condições de difícil acesso”, afirma Aline Rapassi, Head de Produto Vans da Mercedes-Benz Cars & Vans Brasil. 

A Sprinter com pacote Robustez já está disponível em toda a rede de concessionárias da Mercedes-Benz no Brasil, com preço público sugerido a partir de R$ 365.800,00, sem as customizações adicionais. 

Pelo preço, a Sprinter realmente se mostra competitiva, pois, atualmente, o transporte de passageiros nessas situações de vias sem pavimento é configurado com a compra de chassi, que pode ser Agrale, Volkswagen ou Mercedes-Benz e o encarroçamento feito por empresas especializadas. A vantagem desses chassis é a maior robustez, e altura em relação ao solo, capacidade de peso e passageiros, além da maior facilidade para conversão 4×4.  

Para acessos a lugares mais difíceis, ainda existe a opção do Agrale Marruá AM200 Passageiros, com tração 4×4, capacidade para 11 pessoas, incluindo o motorista, com opção de câmbio manual ou automático. O Marruá tem 55º de ângulo de ataque e 20º de ângulo de saída. O seu preço é a partir de R$ 767 mil. 

Conheça o primeiro trator fabricado no Brasil: o Ford 8-BR, símbolo da mecanização no campo

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Em 1960, o Brasil vivia uma onda de otimismo com a industrialização acelerada e a inauguração da nova capital federal, Brasília. Nesse cenário de progresso, uma máquina fabricada no bairro do Ipiranga, em São Paulo, transformaria para sempre a paisagem agrícola do país: o Ford 8-BR, primeiro trator produzido em série no Brasil.

A chegada do 8-BR ao mercado não foi apenas o lançamento de um equipamento agrícola. Foi um marco. Pela primeira vez, o produtor rural brasileiro teve acesso a um trator desenvolvido e montado no país, com peças nacionais, assistência técnica local e preço competitivo. A produção começou timidamente, com apenas 32 unidades em 1960, mas logo ultrapassaria 10 mil unidades até meados da década — sinal claro da rápida adoção pelo campo.

Feito para o Brasil

O Ford 8-BR era movido por um motor diesel Perkins 4,2 litros, com 56 cavalo de potência, tração 4×2 traseira e sistema hidráulico de três pontos. Com oito marchas à frente e duas à ré, adaptava-se bem a diferentes condições de solo e topografia. Pesando cerca de 2,2 toneladas, era robusto, eficiente e — acima de tudo — prático para o produtor brasileiro.

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Sua bitola ajustável entre 1,32 m e 1,63 m permitia o uso em culturas como milho, algodão e café. O consumo de apenas 4,7 litros de diesel por hora e a capacidade de arar mais de 3.500 m² por hora tornavam-no uma ferramenta poderosa de produtividade.

O trator ainda se destacava pelas cores verde e amarela, escolhidas para refletir o orgulho nacional — algo inédito para um equipamento agrícola da época.

Política industrial e transformação do campo

O Ford 8-BR foi viabilizado por um conjunto de ações do governo federal. Em 1959, o Plano Nacional da Indústria de Tratores Agrícolas incentivou empresas a produzirem localmente e a Ford foi uma das primeiras a aderir. A meta era clara: reduzir a dependência de tratores importados e levar a mecanização ao interior do país.

Em 9 de dezembro de 1960, a Ford lançou oficialmente o trator em Brasília, poucos dias antes do fim do governo Juscelino Kubitschek. O momento simbolizava a concretização do seu plano desenvolvimentista de “50 anos em 5”. No ano seguinte, o 8-BR foi apresentado ao grande público no Salão do Automóvel de São Paulo, com direito à presença do próprio JK experimentando a máquina.

Na prática, o trator inaugurou uma nova era. Propriedades de médio porte, antes dependentes de tração animal, passaram a preparar o solo, plantar e colher com muito mais rapidez e eficiência. O campo mudou — e com ele, a vida de milhões de trabalhadores rurais.

Impacto direto na agricultura brasileira

A adoção do Ford 8-BR impulsionou o crescimento da produção agrícola no país. Com ele, tarefas que antes levavam dias eram feitas em poucas horas. Isso permitiu ampliar áreas cultivadas e intensificar safras, preparando o terreno para a ascensão do Brasil como potência agroexportadora nas décadas seguintes.

Ao mesmo tempo, o trator provocou uma mudança social importante. A mecanização reduziu a necessidade de trabalho manual, contribuindo para o êxodo rural, mas também abriu novas oportunidades, como a profissão de tratorista e o surgimento de oficinas especializadas no interior.

Além disso, o sucesso do 8-BR serviu de estímulo para que outras marcas, como Valmet, Massey Ferguson e CBT, também investissem na produção nacional de tratores. O setor de máquinas agrícolas nascia com força total.

Legado e memória

Entre 1960 e 1967, foram produzidas 12.443 unidades do Ford 8-BR. Em seu auge, representava 22% do mercado nacional de tratores, ficando atrás apenas do popular Massey Ferguson 50. Com o fim da produção, em 1967, a Ford focou em novos projetos, mas a marca deixada pelo 8-BR nunca foi apagada.

Hoje, exemplares do trator pioneiro são restaurados por colecionadores e expostos em feiras e museus. Alguns ainda trabalham em pequenas propriedades, resistindo ao tempo como testemunhas vivas de uma virada histórica no campo brasileiro.

Um símbolo do Brasil que queria crescer

O Ford 8-BR não foi apenas um trator. Foi um símbolo. Representou um país que acreditava no progresso, que investia em sua indústria e que começava a entender o valor estratégico da sua agricultura.

Mais de 60 anos depois, olhar para um 8-BR é lembrar de um Brasil que apostava em sua própria capacidade de inovar e transformar. E que, com tração nas rodas e orgulho no peito, começou a mecanizar seus campos para alimentar o mundo.

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Volare aposta no Fly 10 GV para transição energética no Espírito Santo

Modelo Fly 10 GV movido a GNV (gás de origem fóssil) e/ou Biometano (gás renovável e mais limpo) participa de circuito de feiras em Serra (ES) e Ribeirão Preto (SP) para reforçar compromisso com a mobilidade sustentável

A Volare está promovendo uma agenda estratégica de eventos para apresentar ao mercado o Fly 10 GV, primeiro micro-ônibus da marca movido a Gás Natural Veicular (GNV) e Biometano. A iniciativa visa posicionar o modelo como opção para a transição energética em diversos segmentos do transporte brasileiro.

Neste mês de junho, o veículo é destaque em duas importantes feiras setoriais: a Modal Expo, realizada entre os dias 3 e 5 em Serra (ES), e a Cana Show, que acontece nos dias 11 e 12 em Ribeirão Preto (SP). A presença do Fly 10 GV nesses eventos reforça o compromisso da Volare com a inovação e a mobilidade de baixo impacto ambiental.

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O Fly 10 GV é mais do que um veículo. É uma ferramenta estratégica que se adapta a diversas necessidades, desde o transporte de equipes no campo até operações urbanas”, afirma Sidnei Vargas, gerente comercial da Volare. “Estamos intensificando sua presença nas principais feiras para mostrar como essa solução pode contribuir diretamente para a eficiência, sustentabilidade e inovação, especialmente no uso do gás como energia alternativa de propulsão”, acrescenta.

Tecnologia para o campo e para a cidade

Desde o lançamento do modelo, em março, a Volare vem promovendo demonstrações em eventos e mercados estratégicos. Uma das primeiras aparições do Fly 10 GV ocorreu na Agrishow, também em Ribeirão Preto, destacando sua versatilidade para o agronegócio — setor que representou 23,2% do PIB nacional em 2024, com faturamento de R$ 2,63 trilhões. Para 2025, as projeções seguem otimistas, impulsionadas pelo avanço de tecnologias sustentáveis, como a propulsão a gás.

Projetado para operar em ambientes rurais exigentes, o Fly 10 GV oferece robustez, conforto e desempenho para o transporte de trabalhadores e operações logísticas no campo. Ao mesmo tempo, o modelo já é testado em ambientes urbanos, como as cidades de Guarulhos (SP) e Belo Horizonte (MG).

Iveco Bus

No estande da ES Gás na Modal Expo, também estava o chassi BUS 17-210 G, da Iveco Bus. 

Análise Frota News: o biometano se destaca por oferecer vantagens significativas em relação ao GNV, que continua sendo um combustível fóssil. Enquanto ambos são  alternativos mais limpas que o diesel, o biometano pode reduzir em até 90% as emissões de poluentes, tornando-se uma solução ainda mais eficiente para a descarbonização do transporte. Além disso, trata-se de um gás 100% renovável, produzido a partir da decomposição de resíduos orgânicos de múltiplas origens — como restos de alimentos, resíduos agrícolas, industriais e lixo urbano. Dessa forma, o biometano insere-se no modelo de economia circular, ao transformar passivos ambientais, como aterros sanitários e lixões, em ativos valiosos: energia limpa e sustentável. 

Marca Ambiental expõe caminhão a biometano do Espírito Santo

A Frota News está presente na Modal Expo, primeira feira do setor de logística no Espírito Santo, e temos mais uma notícia sobre transição energética. A Marca Ambiental apresentou o primeiro caminhão movido a gás do estado. Trata-se de um cavalo mecânico Scania G 460 6×2, lançado na última Fenatran. O modelo ficou estático no esande da ESgás, sem pessoas qualificadas para conversar sobre o tema. 

Inicialmente, o novo veículo será abastecido com gás natural veicularna (GNV), que emite de 15% a 20% menos dióxido de carbono (CO₂) em comparação ao diesel, além de reduzir significativamente a emissão de material particulado. A meta, no entanto, é que até o fim deste ano ele opere exclusivamente com biometano, um combustível renovável derivado do reaproveitamento de resíduos orgânicos. 

Análise Frota News: o biometano se destaca por oferecer vantagens significativas em relação ao GNV, que continua sendo um combustível fóssil. Enquanto ambos são  alternativos mais limpas que o diesel, o biometano pode reduzir em até 90% as emissões de poluentes, tornando-se uma solução ainda mais eficiente para a descarbonização do transporte. Além disso, trata-se de um gás 100% renovável, produzido a partir da decomposição de resíduos orgânicos de múltiplas origens — como restos de alimentos, resíduos agrícolas, industriais e lixo urbano. Dessa forma, o biometano insere-se no modelo de economia circular, ao transformar passivos ambientais, como aterros sanitários e lixões, em ativos valiosos: energia limpa e sustentável. 

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Meta é rodar só com biometano

Segundo Diogo Ribeiro, diretor de energias renováveis da Marca Ambiental, essa é apenas a primeira etapa de um plano ainda mais ambicioso. “Começaremos operando com GNV, um combustível mais limpo que o diesel, mas nossa meta é rodar com biometano, produzido a partir da purificação do biogás gerado pela decomposição de resíduos orgânicos, até o final deste ano. Essa tecnologia reduzirá custos ambientais e posicionará o Espírito Santo de forma competitiva também no segmento logístico e ambiental”, explica. 

Ribeiro destaca ainda que os ganhos não se restringem ao meio ambiente. “Uma situação que as pessoas nem sempre se dão conta é o impacto do ruído. Caminhões a diesel emitem mais ruído, e isso afeta muito a qualidade de vida urbana, principalmente nas operações noturnas ou em áreas residenciais. Os caminhões que lançaremos, seja com GNV ou com biometano, têm o diferencial de serem mais silenciosos. Isso significa menos poluição sonora e mais tranquilidade para a comunidade”, afirma. 

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Energia limpa gerada a partir do lixo

A aposta no biometano não é novidade para a Marca Ambiental. Desde 2020, a empresa opera a primeira usina termelétrica do Espírito Santo a partir de biogás, instalada na Central de Valorização de Resíduos. Em 2025, a empresa dá mais um passo com a construção de uma planta dedicada à produção de biometano, reforçando seu compromisso com a valorização dos resíduos e com a geração de energia limpa. 

O novo combustível — que substitui o gás natural de origem fóssil — tem aplicações diretas tanto em veículos quanto em processos industriais, contribuindo para a descarbonização e para a redução de emissões em diferentes setores da economia. 

Mateus Belei assume liderança comercial na Grunner meta de expansão de R$ 500 milhões

A Grunner, fabricante brasileira de Smart Machines voltadas ao agronegócio, anunciou uma reestruturação estratégica em sua liderança como parte do plano de crescimento da empresa. A partir de 1º de junho, Mateus Belei, um dos sócios-fundadores da companhia, assume a Diretoria Comercial, de Marketing, de Mercado e Pós-Venda, marcando o retorno dos acionistas à linha de frente da operação.

A mudança integra os esforços da empresa para acelerar o crescimento e alcançar a meta de faturamento de R$ 500 milhões em 2025 — um salto significativo em relação aos R$ 350 milhões obtidos em 2024. Segundo a Grunner, esse avanço será impulsionado por um portfólio ampliado de produtos, novos lançamentos, fortalecimento da estrutura de vendas e pós-vendas, foco em exportações, além de investimentos contínuos em pesquisa, desenvolvimento e novos modelos de negócio. Uma das apostas recentes é o consórcio anunciado com a Agrishow, em parceria com a Mercedes-Benz.

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Com a nova configuração, o CEO Henrique Belei passa a liderar também a Diretoria de Operações (Produção, P&D, Engenharia e Qualidade), área anteriormente comandada por José Reche, que deixa a companhia após 11 meses de gestão.

Com apenas seis anos de operação, a Grunner vem num crescimento acelerado, o que exige dinamismo na gestão. Estruturamos uma governança sólida com muito aprendizado e agora, por questões estratégicas, assumo novamente áreas críticas com o objetivo de reforçar a essência da companhia para os próximos passos mais largos”, afirma Mateus Belei.

Inovações apresentadas na Agrishow

Durante a Agrishow 2025, a Grunner revelou novos modelos da Série 5 de suas Smart Machines, incluindo o conceito da Linha ATR S. O modelo vem equipado com balança eletrônica para pesagem precisa durante a colheita e espelhos digitais (Mirror Cam), recurso comum no transporte rodoviário que chega ao campo para ampliar a segurança e a ergonomia do operador.

Outro destaque da feira foi o lançamento do ADS S, sistema de aspersão de sólidos com design mais compacto e leve, voltado para a aplicação de vinhaça e fertilizantes líquidos. Com tanque em fibra e menor peso total, o modelo promete mais eficiência e durabilidade em condições severas.

A empresa também apresentou o primeiro protótipo funcional do ATR E, a primeira Smart Machine movida a etanol. O equipamento está pronto para iniciar operações em campo no maior laboratório a céu aberto da empresa, em Lençóis Paulista (SP), no segundo semestre de 2025.