Fotos históricas: Os 46 anos da Braspress

Braspress
Matriz da Braspress

No último dia 1º de julho, a Braspress completou 46 anos de fundação em 1977, com um telefone, uma Kombi e um Ford F-350 na Vila Guilherme, em São Paulo (SP). Atualmente, a empresa conta com cerca de 3.100 veículos de carga, mais de 9.000 colaboradores e 115 filiais pelo País.

Conheça mais sobre a Braspress a partir de fotos históricas e o vídeo institucional mais recente, de 2022. Abaixo das primeiras fotos, um artigo completo produzido pela curadora do Memorial Braspress, Denise de Paiva.

1977 – 1987 — Rua São Quirino

A partir de uma iniciativa muito humilde, com um telefone, uma Kombi e um velho Ford F-350, o obstinado Urubatan Helou, com 26 anos, inicia as operações da Braspress, e convida para ser seu sócio o amigo, Milton Domingues Petri, na época com 25 anos.

Urubatan sonhava com o nome Brasil Express Urgentes, mas esse nome já tinha sido registrado. Na hora do registro, lá mesmo na Junta Comercial, teve a feliz ideia de optar por Braspress, um nome mais forte e de fácil pronúncia.

O jovem empreendedor era muito esperto e sabia que o setor de transportes exige rapidez, pontualidade e malha operacional. Daí, ainda no primeiro ano de atividades, já são iniciados os planos de expansão com a abertura das filiais de Curitiba e de Belo Horizonte.

Agregador de pessoas, Urubatan logo contratou uma moça que tinha uma voz maravilhosa — Romilda Nunes Ramos, Encarregada do setor de Coletas até a sua morte, em dezembro de 2016, bem como outros colaboradores, como o primeiro motorista, Basil de Barros.

 Descendente de sírios, ele sempre teve muita vocação comercial, tanto é que continua sendo o principal vendedor dos serviços da transportadora, enquanto o Petri cuidava mais do operacional nos primeiros tempos, e hoje, entre outras tarefas, acompanha de perto os investimentos em frota.

Urubatan sempre foi um grande vendedor e carregava sua pasta com as tabelas de frete — instrumento de vendas comum naquela época — mas já levava os folhetos, folders, mala-diretas, brindes, enfim todos os mecanismos de marketing que ia criando para alavancar o faturamento.

Ao mesmo tempo, em que abria outras filiais, como o Rio de Janeiro, em 1978, também fazia a primeira propaganda na Revista Transporte Moderno. Desde lá se preocupava com a tecnologia e a comunicação entre a central de rádio e os motoristas, os quais mesmo circulando pelas ruas, recebiam as informações pelos radiotransmissores de onde deviam ir para realizarem as coletas.

As antenas repetidoras de sinal ficavam uma na serra do Japi e a outra no Pico do Jaraguá, depois chegamos a usar outra na Serra da Cantareira, no município de Mairiporã, na região metropolitana da Grande São Paulo (SP).

Já na primeira viagem de estudos ao exterior, Urubatan foi aos Estados Unidos, em 1982, no 1º. Congresso da IRU, Associação dos Transportadores local, acompanhado de vários empresários brasileiros.

 Na visita, pode conhecer uma das unidades da UPS — United Parcel Service, uma das maiores empresas do mundo, onde viu pela primeira vez o SORTER — Sistema Automatizado de Distribuição de Encomendas, mas confessou ‘’que entrou e saiu sem entender nada’’.

Ainda nesse mesmo ano, participou de uma reunião sobre tarifas, em Belo Horizonte (MG), e já atuava na defesa do transporte rodoviário de carga, o que ficou comprovado ao exercer diversos cargos nas entidades do setor ao longo de sua vida. E, compramos duas máquinas da Dismac, chamada de Alpha 2064, montada em Manaus, que emitia conhecimentos e boletos de cobrança.

Mesmo trabalhando 15, 16 horas por dia e participando das entidades empresariais, encontrava tempo ainda para representar a Braspress em atividades sociais como jogos de futebol dos colaboradores ou almoços de confraternização de final de ano.

Além do tino comercial, tinha experiência no transporte aéreo, e assim em 1985 inaugura a Aeropress — Divisão Rodoaérea da Braspress.  

Entre os anos de 1984 e 1987, foram abertas filiais em Porto Alegre, Brasília, Goiânia, Salvador, Recife e Fortaleza, e a Braspress passou a ter mil e tantos funcionários, quase cem caminhões próprios, sem contar os agregados. Nesse período, tivemos mudanças desastradas na economia brasileira com o Plano Cruzado em 1986, do governo Sarney, que não conseguiu se firmar.  

1988 a 1997  — Motivado pelo desafio

Em franco desenvolvimento, em 1985, a Braspress contratava o primeiro executivo, o diretor administrativo-Financeiro, Milton Braga, e a partir daí nos próximos anos criava a Amazon Express, que operava rodo-fluvial no eixo São Paulo/Porto Velho/Manaus/Belém/São Paulo; a Brasair Taxi Aéreo; a Brasair Transportes Aéreos e a City Press, que em pouco tempo passou a ter filiais nas cidades de Campinas, Bauru, São José do Rio Preto, Ribeirão Preto, São José dos Campos e Santos.

Foi nesse período, que também foram contratados três jovens executivos que efetuaram carreira na Organização, e chegaram aos atuais postos de diretores: Giuseppe Coimbra, diretor Administrativo-Financeiro, chegou em 18 janeiro de 1986, como subcontador; Luiz Carlos Lopes, Diretor de Operações, entrou em 22 de março de 1987, como gerente da unidade de Ribeirão Preto e Giuseppe Lumare Júnior, diretor Comercial, começou no cargo de gerente Comercial em 3 de outubro de 1988.  

Em 1988, construímos nosso primeiro software de ERP com apoio da empresa NCP, automatizando os processos e integrando as atividades de Vendas, Finanças, Contabilidade, Fiscal, Estoques, Compras, Recursos-Humanos e Logística, ideia inicialmente concebida por Milton Petri.

Mesmo extremamente arrojado e motivado diariamente pelo desafio, Urubatan, no entanto, teve que enfrentar várias crises ao longo de toda a sua vida empresarial: 9 Planos econômicos, três moedas diferentes, inflação elevadíssima foram alguns desses problemas.

 Tanto é que em 1989, a empresa sofreu um grande recuo ao desistir de implantar o primeiro terminal próprio, vendendo uma área de 26 mil metros quadrados, com 4 mil metros de plataforma, na rodovia Hélio Smith, próximo ao Aeroporto Internacional Governador Franco Montoro, em Guarulhos, já com obras em andamento. 

Um desses terríveis planos econômicos foi o Plano Collor, em 1990, quando diversas empresas fecharam, muita gente se suicidou por problemas financeiros, e até confisco da poupança e de aplicações financeiras ocorreram.

Quando veio o Plano Collor, já tínhamos 28 filiais e 1.300 colaboradores. No entanto, tudo mudou. Em 6 meses fechamos todas as empresas e somente ficamos com a Braspress e 397 funcionários.

 Os próximos anos, foram de muita atenção aos gastos, num verdadeiro regime de guerra, nem lâmpadas queimadas eram trocadas.   

O fracassado Plano Collor prejudicou a economia do Brasil por anos, e somente voltamos a nos estabilizar em 1994, no governo do presidente Fernando Henrique Cardoso, quando veio a URV — Unidade Real de Valor e a estabilidade da moeda. 

Em dezembro de 1996, criamos a primeira grande campanha de responsabilidade social, colocando fotos de crianças desaparecidas em nossos caminhões.

Ao longo dos anos, realizamos essa mesma campanha por mais duas vezes com muito sucesso. Tanto é que fomos reconhecidos pela NTC & Logística — Associação Nacional do Transporte de Cargas & Logística com o primeiro prêmio ‘’Empresa Cidadã’’, e auxiliamos o desaparecido Silvio Cesar Corraini a encontrar a família dele.

Em 1997, também criamos a nossa própria Central de Gerenciamento de Riscos e em 1998 outro grande pioneirismo da Braspress foi graças a Urubatan que abriu vagas de trabalho para as mulheres que sonhavam em dirigir um caminhão profissionalmente, num outrora setor predominantemente masculino. 

1999 — 2009 — A década da tecnologia e do Brasil Total

Em 1999, quando a internet já estava inserida nas empresas brasileiras, Urubatan continuava persistindo na sua busca por tecnologia, e numa viagem técnica ao Japão, acompanhado de outros empresários brasileiros, finalmente entendeu como podia incrementar a automação no Brasil a partir da experiência da Yamato Transport, empresa japonesa.

Assim, após muita persistência, em 11 de setembro de 2004, foi inaugurado o primeiro SORTER — Sistema Automatizado de Distribuição de Encomendas, na filial São Paulo (SP), que funcionava ao lado da antiga Matriz na Vila Guilherme. Com investimento de 6 milhões de dólares, o primeiro SORTER tinha 2 km de esteiras e movimentação de 140 volumes por minuto.

Em 2001, lançamos o Datapress, o sistema responsável por controlar os diversos processos internos de cada área, incluindo o comercial, operacional, administrativo e financeiro. Sua implantação exigiu um investimento da ordem de R$ 5 milhões, desenvolvido com a ferramenta Delphi, da Borland, em banco de dados Oracle.

Todas as estações de trabalho das filiais passaram a ser interligadas por linha de comunicação de alto desempenho, o que trouxe mais rapidez e aí o crescimento da empresa disparou.

O ano de 2003 foi um marco, pois passamos a operar em todo o Brasil. Desde o início de junho, com a conclusão da infraestrutura para atender o Norte, a transportadora completou sua malha operacional pelo país.

 Nessa época, com o Brasil Total, a Braspress chegava a 48 filiais, 1.750 funcionários e 575 caminhões, além de 500 terceirizados, e passou a oferecer ao mercado a melhor opção logística de entregas rápidas.

Outro fato importante, ocorrido em 2003, foi o início da utilização do código de barras para a identificação das etiquetas, e a implantação do Programa de Rastreabilidade de Cargas.

De 2004 a 2006, Urubatan também passou a dividir seu tempo de trabalho com a presidência da maior entidade empresarial do setor, o SETCESP — Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas do Estado de São Paulo, mas não se afastou da presidência da empresa.

 Aliás, aqui cabe ressaltar que mesmo enfrentando por duas vezes um câncer, ele teve coragem e resiliência de continuar como líder da Organização, sendo reconhecido e homenageado por todas as entidades e revistas do setor.

Segundo Urubatan, sem o SORTER não teríamos como atender o crescimento da demanda, pois conquistamos escala, assegurando todos os empregos e ainda propiciando treinamentos de informática à equipe.

 ‘’Nesse sentido, quero destacar a fundamental contribuição de meu sócio, Milton Petri, que sugeriu a utilização do CEP — Código de Endereçamento Postal, bem como o falecido líder e empresário, Thiers Fattori Costa, que me serviu de inspiração, pois ele já havia tentado conquistar escala lá atrás na sua extinta Transdroga.

Em 2009, após mais viagens técnicas e estudos, a Braspress inaugura no Rio de Janeiro o mais moderno e maior SORTER da América Latina. Com investimentos de R$ 35 milhões foram implantados 4.700 metros de esteira e capacidade de 8.400 volumes/hora, capaz de fazer a triagem de uma carreta em apenas sete minutos, “uma verdadeira fábrica de encomendas’’.

1999 – 2009 – A década da tecnologia e do Brasil Total

Em 1999, quando a internet já estava inserida nas empresas brasileiras, Urubatan continuava persistindo na sua busca por tecnologia, e numa viagem técnica ao Japão, acompanhado de outros empresários brasileiros, finalmente entendeu como podia incrementar a automação no Brasil a partir da experiência da Yamato Transport, empresa japonesa.

Assim, após muita persistência, em 11 de setembro de 2004, foi inaugurado o primeiro SORTER — Sistema Automatizado de Distribuição de Encomendas, na filial São Paulo (SP), que funcionava ao lado da antiga Matriz na Vila Guilherme. Com investimento de 6 milhões de dólares, o primeiro SORTER tinha 2 km de esteiras e movimentação de 140 volumes por minuto.

Em 2001, lançamos o Datapress, o sistema responsável por controlar os diversos processos internos de cada área, incluindo o comercial, operacional, administrativo e financeiro. Sua implantação exigiu um investimento da ordem de R$ 5 milhões, desenvolvido com a ferramenta Delphi, da Borland, em banco de dados Oracle.

Todas as estações de trabalho das filiais passaram a ser interligadas por linha de comunicação de alto desempenho, o que trouxe mais rapidez e aí o crescimento da empresa disparou.

O ano de 2003 foi um marco, pois passamos a operar em todo o Brasil. Desde o início de junho, com a conclusão da infraestrutura para atender o Norte, a transportadora completou sua malha operacional pelo país.

 Nessa época, com o Brasil Total, a Braspress chegava a 48 filiais, 1.750 funcionários e 575 caminhões, além de 500 terceirizados, e passou a oferecer ao mercado a melhor opção logística de entregas rápidas.

Outro fato importante, ocorrido em 2003, foi o início da utilização do código de barras para a identificação das etiquetas, e a implantação do Programa de Rastreabilidade de Cargas.

De 2004 a 2006, Urubatan também passou a dividir seu tempo de trabalho com a presidência da maior entidade empresarial do setor, o SETCESP — Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas do Estado de São Paulo, mas não se afastou da presidência da empresa.

 Aliás, aqui cabe ressaltar que mesmo enfrentando por duas vezes um câncer, ele teve coragem e resiliência de continuar como líder da Organização, sendo reconhecido e homenageado por todas as entidades e revistas do setor.

Segundo Urubatan, sem o SORTER não teríamos como atender o crescimento da demanda, pois conquistamos escala, assegurando todos os empregos e ainda propiciando treinamentos de informática à equipe.

 ‘’Nesse sentido, quero destacar a fundamental contribuição de meu sócio, Milton Petri, que sugeriu a utilização do CEP — Código de Endereçamento Postal, bem como o falecido líder e empresário, Thiers Fattori Costa, que me serviu de inspiração, pois ele já havia tentado conquistar escala lá atrás na sua extinta Transdroga.

Em 2009, após mais viagens técnicas e estudos, a Braspress inaugura no Rio de Janeiro o mais moderno e maior SORTER da América Latina. Com investimentos de R$ 35 milhões foram implantados 4.700 metros de esteira e capacidade de 8.400 volumes/hora, capaz de fazer a triagem de uma carreta em apenas sete minutos, “uma verdadeira fábrica de encomendas’’.

2010 — 2022 — Reconhecimento do mercado

A partir de 2010, a Braspress se consolida na liderança nacional do transporte de encomendas, ao mesmo tempo, em que se aproxima mais de seus colaboradores, estreitando os laços de comunicação e de integração, realizando o evento ‘’Café com o Presidente’’.

O primeiro evento dessa natureza foi realizado no dia 17 de agosto de 2010, quando reuniu cerca de 700 funcionários do maior Centro de Distribuição da empresa, que funcionava como a filial São Paulo, ao lado da antiga Matriz, na Vila Guilherme, na zona Norte da capital paulista. Outros eventos semelhantes foram realizados em Barueri (SP); Rio de Janeiro; Porto Alegre (RS); Belo Horizonte (MG) e em Salvador (BA).

Quando completamos 35 anos de fundação, lançamos um livro comemorativo, mas também de resgate da memória não somente da empresa, como também do cenário da vida brasileira, que mostra épocas de economia extremamente vulnerável.

Outro livro editado pela Braspress foi a primeira edição de Responsabilidade Social e Sustentabilidade, que mostram nossas inúmeras ações com as causas sociais e ambientais.

Uma dessas importantes ações também foi voltada para os próprios colaboradores na campanha Contra as Drogas, uma série de palestras ministradas pelo Coronel Edson Ferrarini, e na divulgação de 4 mil kits com livro e cartilha ilustrativa sobre o assunto.

Em novembro de 2012, é inaugurado o CAMB — Centro de Atendimento ao Motorista Braspress ‘’Basil de Barros’’. Hoje, funcionam em 8 filiais, a saber: Guarulhos (SP); Florianópolis (SC); Uberlândia, Belo Horizonte e Itaobim (MG); Feira de Santana e Salvador (BA) e Resende (RJ).

De lá para cá, ocorreram cerca de 350.000 atendimentos, entre testes de bafômetros, pressão arterial, saturação, glicemia, peso e altura, temperatura, batimentos cardíacos e testes psicológicos, inclusive com o uso de sonômetro, já que um dos destaques na prevenção da saúde do motorista Braspress é o cuidado com a qualidade do sono.

Na constante luta para evitar acidentes, a Braspress procurou se antecipar na solução e implantou simultaneamente Simulador de Direção e Telemetria. Com isso, melhorou o nível de capacitação dos motoristas, notadamente os de transferência rodoviária, evitando assim acidentes de grande monta. 

Num período de grande conturbação econômica e política, realizamos o maior investimento feito até hoje por uma Companhia de Transportes (R$ 260 milhões) ao inaugurarmos o Planeta Azul em junho de 2016, com o novo SORTER — Sistema Automatizado de Distribuição de Encomendas com 6,4 km de extensão.

O maior hub logístico da América Latina é composto por vários prédios, distribuídos nos 230 mil metros quadrados de área total e 90 mil metros quadrados de área construída, inclusive com heliporto, refeitório e dormitórios para motoristas.

 E a história não termina aí. Em agosto de 2016, a Braspress começou a atuar no transporte internacional, entre o Brasil e a Argentina, bem como entre o Brasil/Paraguai e Brasil/Uruguai, nos dois sentidos, ultrapassando os limites e encarando novos desafios.

No dia 16 de novembro de 2016, ocupamos a sede da Matriz, Backoffice, instalada no Complexo com a chegada de toda a Diretoria ao prédio, ainda em reformas.

 E de lá para cá recebemos diversos prêmios, conforme podem ver nesse espaço, enfim conquistando o reconhecimento do mercado brasileiro, como o último prêmio recebido em 2020, quando a Braspress foi campeã pela quinta vez consecutiva do Prêmio Top do Transporte, promovido pelas revistas Frota & Cia. e Logweb.

As ações e eventos continuam, como nosso Comitê de Qualidade, as feijoadas com os motoristas e seus familiares, suspensas pela pandemia do coronavírus, mas que logo estarão de volta, e muitos outros que mostram que assim vamos tocando para a frente o nosso futuro.

Muito obrigado a todos que contribuíram para que a Braspress chegasse a um exemplo de empresa de expressão nacional, como também aos 9.000 colaboradores atuais, distribuídos pelas 106 filiais. E assim nossa história continua com a sua importante participação.

AVALIAÇÃO DO ELÉTRICO CITROËN Ë-JUMPY E OS DESAFIOS DA LOGÍSTICA SUSTENTÁVEL

Citroën Ë-Jumpy
Citroën Ë-Jumpy avaliado pelo Frota News

O Citroën Ë-Jumpy Cargo oferece diversas vantagens para operação logística, obviamente, desde que o proprietário tenha um bom carregador de baterias na garagem e um bom conhecimento de roteirização. Avaliamos os furgão da marca francesa, lançado em 2021, já como modelo 2022, e por quase 300 km.

  • Este artigo é muito mais do que a avaliação do furgão 100% elétrico Citroën Ë-Jumpy
  • Interpretamos de forma didática a ficha técnica do Ë-Jimpy
  • Explicamos os diferenciais e o que é padrão no segmento dele
  • Vamos mais a fundo na questão das baterias e dos carregadores
  • Abordamos a questão de planejamento para a eletromobilidade, sobre o alto investimento inicial e os grandes benefícios a médio e longo prazo
  • As diferenças entre um veículo de uso particular e de uso profissional
  • Valores e depreciação conforme pesquisa da FIPE
  • As tecnologias de segurança inovadoras e as que são padrão no segmento
  • Caso não tenha tempo para ler o artigo todo, vai aos tópicos de interesse ou somente para a conclusão, parte que será a resposta para a pergunta no título

Além da avaliação, vamos dar algumas dicas para obter a maior eficiência possível e apontar os cuidados necessários válidos para qualquer veículo elétrico de carga para que o proprietário reduza os riscos e aproveite ao máxima o que a eletromobilidade pode oferecer.

Este artigo é um pouco longo porque é voltando para profissionais de logística e aprofunda em diversas questões sobre frota de veículos elétricos de carga. É um trabalho de muita pesquisa, mas, no entanto, ele não esgota o tema, pois, a cada dia surge uma nova tecnologia.

Algumas grandes empresas já utilizam o Ë-Jumpy Cargo, como Mercado Livre, Nestlé e Amazon, que formaram parcerias estratégicas com a Citroën. Além disso, a Citroën também está direcionando o Ë-Jumpy para grandes frotas e profissionais independentes. A marca diz que consegue o quase zero nível de ruído. O quase é porque o zero não existe.

Logística sem ruído

A circulação do ar no planeta já gera 33 decibéis de ruído. O atrito do pneu gera ruído, sendo responsável por quase 30% da energia do veículo por causa da resistência de rolagem.

Na avaliação do furgão elétrico do Citroën escutamos ruídos do pneu e do atrito do ar com a carroceria. Fora isso, não escutamos ruídos do motor e nem vibração.

Preço e desvalorização segundo a FIPE

O preço no site da Citroën do Ë-Jumpy é de R$ 334.990, tendo como opção apenas branco. Na tabela Fipe está cotado em R$ 334.600, portanto, fique sabendo que há possibilidade de negociação. Pesquisamos também o modelo 2022, que está com cotação média de R$ 290.115, portanto, desvalorização 13,3%, abaixo da média em relação aos modelos a diesel que têm, em média, uma desvalorização de 20% nos dois primeiros anos de uso.

O modelo a diesel custa R$ 202.999 conforme o site da marca e por R$ 182.070 pela pesquisa da Tabela Fipe. Como preço da Fipe altera conforme as pesquisas e momentos de mercado, vamos considerar o valor do site da marca. Neste caso, o elétrico custa 65,5% a mais em relação ao modelo diesel. Pode parecer muito, mas a economia que será feita a médio e longo prazo paga esta conta e ainda pode gerar lucro. Vale lembrar que o veículo elétrico pode ter uma vida útil dobrada, desde que não tenha problemas com as baterias.

Ficha técnica analisada

Nos quadros abaixo, vamos comentar o que significa os itens da ficha técnica, acrescentar informações ou dicas.

Cabine e equipamentos

TemaO que o veículo possuiMais informações e comentários
VersõesCargoNa versão 100% elétrico só há o Cargo. A opção Vitré, com vidros nas laterais, está disponível somente com motor a diesel.
Principais itens de série na cabineAr-condicionado, rádio com comandos na coluna de direção, compartimento térmico sob o banco do passageiro, computador de bordo, entrada USB, acendimento automático dos faróis, acionamento elétrico do freio de estacionamento, limitador de velocidade e três modos de condução. 
OpcionaisNão possuiO modelo já vem completo de fábrica.

Motor e bateria

Fabricante / modeloNão informado na ficha técnicaEle utiliza um único motor elétrico, instalado na parte dianteira do veículo.
PlataformaEMP2 Multi energy platform 
Potência máxima100 kW (136 cv) Diferentemente dos veículos a combustão, o motor elétrica entre a potência e o torque máximo desde a primeira rotação
Torque máximo260 Nm 
Autonomia PBEV (INMETRO)289 kmA autonomia em qualquer veículo elétrico, como peso transportado, estilo de condução, condições de tráfego e via, condições climáticas, entre outras. Em veículos comerciais, a informação correta pelo vendedor deve ser a autonomia considerando o veículo carregado. Portanto, o Ë-Jumpy deve, ou deveria, ter um autonomia muito maior vazio.
Velocidade máxima / 0 a 100 km/h130 km/h / 11,9 segundosOs limites de velocidade e aceleração atendem com sobra a proposta de um veículo de carga, principalmente, com maior indicação para atividade urbana. No entanto, pode ser utilizado em transporte intermunicipal e, nossas melhores rodovias têm o limite de velocidade limitado a 120 km/h.
Plug do veículoTipo 2 (AC) + CCS/SAE (DC)Os tipos de plug em veículos elétricos são usados para conectar o carro à estação de recarga. Existem vários tipos de conectores. O Tipo 2 AC é um conector europeu que possui um cabo de alimentação trifásico e um cabo de comunicação. O CCS Tipo 2 (DC) é uma evolução do Tipo 2 AC e permite carregamento rápido em corrente contínua.
BateriasÍon-lítio de 75 kWh de capacidade, com 27 módulos e 324 células.Os 75 kWh é a quantidade de energia que uma bateria de veículo elétrico pode armazenar. Em analogia com o veículo a diesel, seria o tamanho do tanque de combustível. Os módulos da bateria são conjuntos de células (pilhas) ligados entre si em série.

Bateria, recarregador e o investimento para isso

BateriaÍon-lítio de 75 kWh de capacidade, com 27 módulos e 324 células.Os 75 kWh é a quantidade de energia que uma bateria de veículo elétrico pode armazenar. Em analogia com o veículo a diesel, seria o tamanho do tanque de combustível. Os módulos da bateria são conjuntos de células (pilhas) ligados entre si em série.
RecarregadorOficialmente, a Citroën não informa no site ou na ficha técnica o tipo, marca ou potência de recarregadorO que vamos apresentar aqui são as opções no mercado de pesquisa feita na data da publicação desta avaliação, junho de 2023:   Para carregar o Citroën Ë-Jumpy, basta que o seletor de condução esteja na posição “P” (Parking). O tempo de recarga depende da estação de carregamento, podendo variar de 45 minutos em estações de carregamento rápido de 100 kW, para 80% da bateria, a 7h30 em rede trifásica de 11 kW.   O Citroën Ë-Jumpy pode ser carregado com uma potência máxima de 7,4 kW numa Wallbox instalada numa casa ou num local de trabalho. A bateria carrega-se a 100% em aproximadamente 7h.   Esses dados são teóricos. Na prática, no dia da avaliação, achamos somente estações de recarga de 7,4 kW. Utilizamos uma da Porto Seguro Bela Vista em São Paulo. As fotos mostram os dados reais durante a avaliação.
Por que essas diferenças entre teoria e prática?Dependente da infraestruturaSão diversos fatores que influenciam. O primeiro é a origem da energia. De uma concessionária pública ou de geração própria por meio de, por exemplo, estação de células voltaicas. Os grandes frotistas, como a Ambev, investiram em estações próprias. Caso dependa de uma concessionária, tipo Enel, a energia necessária para a estação funcionar adequadamente varia entre ruas, bairros e cidade, pois depende da infraestrutura empresa fornecedora.  
Como fazer certo?Investir na própria infraestruturaQuem trabalha com logística não pode ficar dependente de estações de abastecimento de energia públicas. É preciso investir em uma estação própria de, no mínimo, 100 kW de potência, mas antes, saber se na rua onde ela vai ficar não há vulnerabilidades por parte da concessionária.
Não posso utilizar uma estação pública de carga rápida?Sim e nãoSe tiver um contrato com o fornecedor que a fonte pública vai estar disponível para o seu veículo em horários previamente combinados, pode ser uma solução interessante. Essa hipótese ainda não existe no mercado, mas poderá existir. No entanto, é preciso considerar diferentes situações possíveis de ocorrer. Entre elas, uma fila de carros para abastecer; a estação estar indisponível por problemas técnicos, entre outras situações (isso ocorreu durante a avaliação do furgão elétrico). A sua logística vai ficar depende desses fatores?
Quanto custa uma estação de recargaCotação feita em junho de 2023. Os valores são somente dos equipamentos necessários. Deve entrar no orçamento o custo do frete, de uma consultoria e das adaptações de engenharia civil e elétrica para o equipamentoWallbox de 7,4 kW custa por volta R$ 9 mil. Usa para quem pode deixar o veículo quase 24 horas parado para recarga na prática ou 7 horas na teoria. Uma estação de 22 kW já sobe para algo próximo a R$ 30 mil. Aconselhamos esquecer esses dois tipos de estações de recarga. Citamos apenas para o leitor saber que existe e para evitar. Eles são para automóveis com alta disponibilidade para ficar parado, o que, geralmente, não ocorre com os veículos comerciais. Para ter uma estação realmente eficiente, coloque de R$ 150 mil a R$ 200 mil de investimento no planejamento. Logicamente, que esteve investimento deve ser muito maior se a frota for superior a quatro veículos. Se a atividade do veículo for superior a 12 horas por dia, o melhor é contratar uma consultoria para o melhor planejamento. Como o investimento inicial é alto, é bom que ele seja duradouro para gerar retornos financeiros além dos ambientais e não espere este retorno no curto prazo.
Qual o custo do abastecimento?Depende de alguns fatoresNo geral, o custo é baixo. É possível citar exemplos, mas é difícil reproduzi-los, pois o custo depende da origem da energia e de uma planilha de cálculo mais complexa, pois deve-se considerar não só o custo puramente da energia. Deve se considerar o custo do investimento, remuneração do capital investido etc. Em qualquer situação, o custo direto da energia elétrica por kWh será baixo em relação ao litro do diesel. Mas a conta não é simples assim. A fonte de geração da energia, o tipo de carregador, a origem do capital de investimento (próprio ou de banco) são três exemplos que influenciam diretamente o custo do kWh. Portanto, 1 kWh pode custar menos de R$ 1 ou mais de R$ 2.

A realidade registrada nas fotos acima não deve e não precisa ser a realidade de ninguém, muito menos, em veículos de uso profissional. Por isso, é necessário o investimento em infraestrutura para viabilizar o uso de veículos elétricos.

Há várias estações de abastecimento públicas em São Paulo, porém, cuidado com os estacionamentos se o objetivo for somente recarregar a bateria. Mesmo o fornecimento da energia sendo gratuito, a ocupação da vaga tem um custo elevado, tornando o abastecimento inviável

Transmissão

Caixa de transmissãoRedutor de uma relação fixaMuitos veículos, principalmente, os leves não precisam de uma caixa de marchas, já que o torque e o motor elétrico conseguem, sozinhos, terem a velocidade determinada pelo motorista apenas usando o pedal do acelerador. No entanto, existem veículos que possuem caixa de marcha como nos convencionais. A caixa aumenta o custo do veículo, mas, em compensação, aumenta a  capacidade de transportar peso e a eficiência energética, que pode ser a autonomia.
Seletor de marchasP – Park (estacionamento) / R – Ré / N – Neutro / D – Drive (dirigir) / B-B Mode (Regeneração de carga das baterias por freio motor)As letras são iguais às de uma transmissão automática, exceto o B-B Mode. E é neste diferencial que está um dos meios de aumentar a autonomia do veículo. Tente usar o freio de regeneração para recarga das baterias e para economizar as pastilhas do freio convencional. Como se faz isso: olhando o mais à frente possível e agindo de forma antecipada. Por exemplo, se o semáforo está fechado na próxima esquina, já pare de acelerar e deixe o freio motor agir pelo modo regeneração. O mesmo vale para a estrada ao visualizar uma curva ou descida adiante. 
Eixo de traçãoDianteira 
DireçãoEletro-hidráulicaO sistema mais comum até pouco tempo é a hidráulica. A direção eletro-hidráulica é um sistema de direção que combina elementos da direção hidráulica e da direção elétrica. Nesse sistema, há um circuito fechado preenchido com fluido, mas a bomba de óleo é substituída por um motor elétrico. Esse sistema é mais moderno e tem como objetivo minimizar o consumo de energia do veículo e proporcionar uma melhor dirigibilidade ao motorista. O sistema mais moderno e eficiente ainda é quando a direção é 100% elétrica, já presente em alguns modelos de furgões.

Chassi e suspensão

ChassiMonoblocoO chassi monobloco é uma estrutura única que inclui tanto o chassi quanto a carroceria. No caso do Ë-Jampy, as baterias ficam localizadas sob o assoalho e entre os eixos dianteiro e traseiro.
Suspensão dianteiraIndependente, pseudo McPherson, com molas helicoidais, amortecedores hidráulicos e barra estabilizadoraEste sistema é padrão nos veículos brasileiros até 3.500 kg de PBT.
Suspensão traseiraIndependente, com braços triangulares, molas helicoidais, amortecedores hidráulicos e barra estabilizadoraTambém é o sistema mais utilizado para veículos de carga leves. No entanto, na Europa, os fabricantes oferecem sistema de suspensão traseira pneumático. Este tipo oferece diversas vantagens, como conforto, maior proteção da carga e mais segurança na condução do veículo. No é utilizado no Brasil por causa do seu custo elevado, por enquanto.

Sistemas de Segurança

(Freios, suspensão, rodas e pneus) 

 FreiosA disco ventilado nas quatro rodas com 2 circuitos em “X” em cada eixoTer freios a disco ventilados no eixo traseiro é um diferencial positivo. A maioria dos concorrentes utiliza discos sólidos nas rodas traseiras.  O disco de freio sólido é feito de ferro maciço e tem baixo rendimento em situações extremas de frenagem. Já o disco ventilado possui desempenho superior devido a dissipação de calor potencializada pelas aletas entre as pistas e, consequentemente, seu processo produtivo é mais caro.
Suspensão dianteira Independente, pseudo McPherson, com molas helicoidais, amortecedores  hidráulicos e barra estabilizadora Este sistema é padrão nos veículos brasileiros até 3.500 kg de PBT. 
Citroën Ë-Jumpy
Seletor de marcha “e-toggle”. O diferencial está na tecla “B” para a maior eficiência energética
Rodas / PneusDe aço / 215/65 R16A medida comum na maioria dos pneus do mundo consiste no tamanho da parede do pneu comparado com a largura e o raio. Exemplo: um Pneu 215/65 R16 significa que 215 corresponde a largura em milímetros, 65 a altura da parede do pneu e 16 é o diâmetro do pneu, neste caso 16 polegadas, e R significa que o pneu é radial.
Preço de pneus 215/65 R16Cotação em junho 2023Várias marcas oferecem. Os mais baratos são de marcas desconhecidas e sem referências. Eles partem de R$ 503 a unidade e chegam a R$ 1.220 em uma marca como a Michelin. 
Pneu original de fábricaDicaNa reposição, tente manter os pneus indicados pelas marcas dos veículos, pois há um trabalho gigantesco da engenharia de experimentação dos fabricantes para chegar na melhor relação custo-benefício. Logicamente, que a escolha é para atender a média de clientes e pode existir operações que necessite de pneus diferentes, como rodagem em estradas de terra.

Como diferenciar o que é inovador em relação ao padrão

Selo de Segurança VeicularIndicar o que o fabricante faz além do obrigatório por lei, como ABS e airbag duplo. O ESP, controle eletrônico de estabilidade passou a ser obrigatório para todos os veículos recentemente. Só observar que todos os novos lançamentos têm o equipamento.O Programa de Rotulagem Veicular de Segurança (PRVS) é um programa do Ministério da Justiça e Segurança Pública que tem como objetivo informar o consumidor sobre os níveis de segurança dos veículos comercializados no Brasil. O PRVS utiliza uma escala que vai de 0 a 5 estrelas para classificar os veículos em relação à segurança. Este selo precisa estar no para-brisa do veículo exposto na concessionária e disponível também no site do fabricante. A partir desse conhecimento, abaixo, vamos conhecer o que o Ë-Jumpy oferece além do obrigatório por lei. Esses itens já são tão básicos como o retrovisor do lado direito, que já foi opcional nos anos 1990. É importante o comprador saber disso, pois, ainda existem vendedores que oferecem esses equipamentos como vantagem, sem esclarecer que são obrigatórios por lei.
Alerta e indicador de fadiga – “Coffee cup alert”Pouco eficazQuem conhece as mais avançadas tecnologias de detecção de fadiga e sonolência, sabe que esses sistemas presentes nos automóveis e oferecidos como itens de segurança são muito básicos perto do que existe para atividade profissional. É um item que não serve para a segurança de um motorista fadigado e pode até levar o motorista a uma autoconfiança não aconselhável.
Assistente de partida em rampaHill AssistO Hill Assist já é presente em muitos veículos e ele utiliza os sensores do ABS (para detectar a velocidade da roda – parado ou em movimento), inclinômetro e peso para atuar. O sistema ajuda o motorista a arrancar em subidas sem que o carro desça, inclusive, em marcha à ré. Ele funciona mantendo os freios acionados por um tempo (média é de 3 segundos, os melhores atuam por 4 segundos, e alguns somente por 2 segundos), até que o motor alcance a força necessária para o arranque. O motorista, para desenvolver a confiança no sistema, precisa conhecer o nível de inclinação que o sistema e por quantos segundos o sistema vai atuar. E isso é ele consegue após um período de experiência, pois a maioria dos veículos não possui inclinômetro (somente os realmente off-road) e nem um reloginho de segundos para indicação.
Regulagem interna do foco dos faróisFundamental em veículos de cargaOs automóveis de luxo contam que esta tecnologia. Em veículos de carga, este tipo de regulagem não é luxo, é fundamental. Tanto para o motorista do veículo, quando para os outros condutores em sentido contrário.
Sistema de monitoramento de pressão dos pneus indireto (TPMS)Útil, mas não 100% confiáveisOs gastos com aquisição e manutenção de pneus é o terceiro maior custo na gestão de uma frota. Terceiro para quem faz o básico, pois, para outros é o segundo maior custo, perdendo somente para a conta do posto de combustível. Esses sistemas, presente em vários veículos, auxiliam, mas não garantem a pressão correta para tipo de operação e rota. Este conhecimento deve ser do proprietário e com checagem constante.

Pesos e capacidades

Citroën Ë-Jumpy
PBT legal3.050 kg.
Por eixo: Dianteiro: 1.367 kg Traseiro:
1.688 kg
O PBT legal é a capacidade de peso bruto total (peso do veículo tudo mais que pode ir dentro do veículo, incluindo o motorista, pertences pessoais, passageiros e carga) homologado junto aos órgãos públicos. O PBT legal pode ser abaixo do PBT técnico. Este é a capacidade real definida pela engenharia do fabricante.
Peso em ordem de marcha2.053 kgO peso em ordem de marcha é o peso de como sai de fábrica, incluindo todos os fluidos necessários para seu funcionamento, como óleo, combustível, água de refrigeração e fluido de freio, além dos equipamentos presentes no veículo. Neste peso não estão incluso o peso do motorista, passageiros ou qualquer outro acessório colocado na concessionária.
Carga útil legal incluindo o peso do motorista e passageiros1.022 kgA carga útil legal é o peso de ordem de marcha menos o PBT homologado. Se for instalados outros equipamentos, por exemplo, um sistema de refrigeração para carga resfriada ou qualquer outro acessório, esses pesos entram na soma para a formação da Tara (PBT legal menos peso em ordem de marcha e peso dos acessórios).
PBT técnico3.300 kg. Por eixo:  O PBT técnico não é para ser usado, mas é o quanto o veículo suporta sobrepeso em condições excepcionais, como erros de carregamento. A diferença entre o PBT Legal e o Técnica também mostra o quanto que a engenharia do fabricante reforçou o veículo para maior resistência e durabilidade. Pode ser usado como exceção, nunca como regra. Transportar peso acima do PBT técnico, inclusive, pode ser motivo para cancelamento da garantia do veículo.
CMTNão é informado na ficha técnicaA Capacidade Máxima de Tração é uma informação importante para quem pretende puxar um reboque, com um baú extra para carga, um trailer etc.

Dimensões

Entre-eixos3.275 mmMais informações e comentários
A distância entre o centro da roda dianteira e da roda traseira.
Comprimento5.309 mm 
Largura com e sem os retrovisores2.204 mm e 1.920 mm 
Altura1.935 mmAqui está um, entre outros, do maior motivo de sucesso do segmento de furgões que ficam entre os compactos e médios. O Jumpy, como Fiat Scudo e Peugeot Expert são sucesso de vendas por causa desta característica, igual para as versões elétricas. Os três são de marcas do Grupo Stellantis. Eles são os únicos furgões do mercado brasileiro com capacidade de 6,1 m³ que conseguem entrar em garagens de prédios, facilitando, e muito o carga e descarga. No Brasil, na mesma categoria, havia o Mercedes-Benz Vito. Porém, com a chegada desses furgões, primeiramente, Expert e Jumpy, o Vito não conseguiu permanecer no mercado por causa do preço nada competitivo com os franceses.
Diâmetro de giro12.400 mmO diâmetro de giro, em resumo, é o espaço necessário para o veículo fazer um giro de 360º sem precisar manobrar, apenas fazendo o esterçamento total da direção.

Dimensões do vão de carga

Volume6,1 m3Mais informações e comentários
Comprimento máximo interno2.282 mmÉ o espaço entre a porta traseira e a divisória que separa o compartimento de carga do espaço da cabine
Largura interna1.636 mmEspaço entre as duas laterais desconsiderando o espaço entre as caixas de rodas
Largura interna entre as caixas de rodas1.258 mm 
Altura interna1.397 mm 
Largura / altura de entrada da porta traseira bi-partida1.282 mm / 1.220 mm 
Largura / altura de entrada da porta lateral953 mm / 1.241 mm 

Leia também: AVALIAMOS O FURGÃO MERCEDES-BENZ SPRINTER 315 STREET. E COMO ELE É SUPERIOR AO 314 E CONCORRENTES

Benchmark

Converse com profissionais que já estão testando veículos elétricos. Há cases bem-sucedidos e malsucedidos. Assim, entrevistamos diversos frotistas que estão utilizando diferentes tipos veículos elétricos de carga. Enfim, ouvimos desde uma gigante como uma Ambev (o maior projeto de frota elétrica do mundo), Grupo RD (Raia Drogasil que possui cerca de 300 veículos VUC entre furgões chassi cabine, caminhões leves sendo sete elétricos) e com médios e pequenos frotistas.

O Grupo Contatto, que inclui transportadora, locadora de veículos de carga, entre outras atividades, teve que investir mais de R$ 300 mil em uma única estação de abastecimento rápido. Decerto, incluiu os custos de aquisição da estação, obras de infraestrutura de construção civil e elétrica para receber adequadamente a energia da concessionária pública.

Resumidamente, podemos dizer que vai errar quem não entender sobre todos os custos que envolve, inclusive, sobre a disponibilidade do veículo, infraestrutura local, e não se preparar por meio do conhecimento sobre os benefícios desta importante transição energética.

Conclusão

Vai acertar quem fizer um bom planejamento estratégico sobre a aplicação do veículo, linhas de investimentos subsidiadas pelo BNDES e outras fontes de financiamentos, rotas, infraestrutura e ter foco no retorno a médio e longo prazo. Ademais, é preciso ter consciência que, no primeiro ano, será de altos investimentos. Por fim, fazendo uma analogia com veículo de carga a diesel, é que, quando o convencional começa a gerar custos de manutenção é quando o elétrico começa a dar o retorno financeiro, e por muitos anos se bem cuidado.

Autor

América do Sul
Jornalista Marcos Villela (MTB 6.458/MG) atua no setor da mobilidade de cargas e pessoas desde 1989 e é sócio-fundador da plataforma de informações e consultoria Frota News. Já atuou em editorias de veículos de jornais, nas áreas de comunicação da Fiat e da TV Globo, foi editor da revista Transporte Mundial por 21 anos, diretor de redação do núcleo de revistas da filial brasileira do grupo alemão de mídias especializadas Motorpresse, e conta ampla experiência em cobertura na área de transporte no Brasil e em diversos países. É o representante do Brasil, como membro associado, na entidade internacional sem fins lucrativos ITOY (International Truck of the Year). Ela reúne jornalistas técnicos em transporte dos 34 maiores mercados do mundo para troca de experiências, conhecimento e conteúdos jornalísticos.
Volume6,1 m³Mais informações e comentários
Comprimento máximo interno2.282 mmÉ o espaço entre a porta traseira e a divisória que separa o compartimento de carga do espaço da cabine
Largura interna1.636 mmEspaço entre as duas laterais desconsiderando o espaço entre as caixas de rodas
Largura interna entre as caixas de rodas1.258 mm 
Altura interna1.397 mm 
Largura / altura de entrada da porta traseira bipartida1.282 mm / 1.220 mm 
Largura / altura de entrada da porta lateral953 mm / 1.241 mm 

Código de Ética do Frota News

Frota News
Site Frota News

Código de Ética do Frota News

Introdução

O Frota News é um portal de jornalismo especializado na cobertura dos setores de logística e transporte. Nosso compromisso é com a verdade, a precisão, a imparcialidade e a transparência. Este código de ética estabelece os princípios e diretrizes que guiam nosso trabalho jornalístico.

  1. Compromisso com a Verdade

1.1. Precisão: Asseguramos que todas as informações publicadas são precisas e verificadas. Erros serão corrigidos prontamente e com a devida transparência.

1.2. Fontes Confiáveis: Utilizamos fontes confiáveis e diversas para obter informações, sempre checando a autenticidade e a credibilidade das mesmas.

  1. Imparcialidade e Independência

2.1. Imparcialidade: Mantemos uma postura imparcial, evitando preconceitos e preconceitos em nossa cobertura.

2.2. Independência: Operamos de forma independente, livres de influências externas, sejam elas comerciais, políticas ou pessoais.

  1. Integridade e Transparência

3.1. Transparência: Revelamos claramente quaisquer conflitos de interesse potenciais e garantimos que nossos leitores estejam cientes de qualquer informação relevante.

3.2. Integridade: Atendemos aos mais altos padrões de integridade jornalística, evitando práticas enganosas ou desonestas.

  1. Respeito ao Público

4.1. Direito à Privacidade: Respeitamos a privacidade dos indivíduos e tratamos informações pessoais com o máximo cuidado e confidencialidade.

4.2. Respeito à Diversidade: Respeitamos a diversidade de opiniões e culturas, evitando linguagem discriminatória ou ofensiva.

  1. Responsabilidade Social

5.1. Interesse Público: Priorizamos o interesse público em nossa cobertura, abordando temas relevantes e de impacto para os setores de logística e transporte.

5.2. Responsabilidade: Reconhecemos a responsabilidade social do jornalismo e nos comprometemos a contribuir para uma sociedade bem informada e consciente.

  1. Práticas Jornalísticas

6.1. Investigação Rigorosa: Realizamos investigações rigorosas, baseadas em evidências e com uma abordagem crítica.

6.2. Direito de Resposta: Garantimos o direito de resposta a todas as partes envolvidas em nossas reportagens, oferecendo a oportunidade para corrigir ou comentar informações.

  1. Conduta Profissional

7.1. Conduta Ética: Nossos jornalistas mantêm uma conduta ética e profissional, evitando conflitos de interesse e agindo com integridade.

7.2. Formação e Atualização: Incentivamos a formação contínua e a atualização profissional de nossos colaboradores para manter a excelência em nosso trabalho.

Conclusão

O Frota News reafirma seu compromisso com a ética e a responsabilidade no jornalismo. Este código de ética é uma diretriz fundamental para nossa atuação e é revisado periodicamente para assegurar sua relevância e eficácia.

PEUGEOT BOXER DE 11,5 M3 EURO 6 FOI LANÇADO COM AS VANTAGENS DA CNH B

Peugeot Boxer

A Peugeot lançou a versão da Boxer Cargo L2H2 com capacidade de 11,5 m³ de carga, tornando a de entrada da marca no segmento de furgões médios e PBT até 3.500 kg e 1.360 kg. Esta categoria oferece diversas vantagens. Além de poder ser conduzida com CNH a partir da categoria B, ela não sofre restrições de circulação em centros urbanos e pode estacionar em qualquer vaga de automóvel nas ruas com sistema de Zona Rotativa de Estacionamento (Zona Azul). A versão foi lançada com o preço R$ 245.990.

O Boxer Cargo L2H2 amplia a família de furgões da marca, que já conta com o Boxer Cargo L2H3 com 13 m³ de capacidade, o Peugeot Expert, o Peugeot e-Expert (6,1 m³) e o compacto Peugeot Partner Rapid (3,3 m6).

A linha de veículos utilitários da Peugeot faz parte da maior gama de veículos comerciais leves da Europa pelo fato de a marca pertencer ao Grupo Stellantis, controlador de outras marcas como Citroën e Peugeot.

Leia também: AVALIAMOS O FURGÃO MERCEDES-BENZ SPRINTER 315 STREET. E COMO ELE É SUPERIOR AO 314 E CONCORRENTES

Espaço do motorista

No compartimento do motorista e mais dois acompanhantes, o Boxer conta com 10 porta-objetos, totalizando 22 litros em volumes. O painel é analógico com uma tela digital no centro que apresenta as principais informações do veículo e do computador de bordo. Além do conforto do motorista e acompanhantes serem garantidos pelos itens de série, como ar-condicionado, banco do motorista com regulagens de altura e lombar, direção regulável em altura e profundidade, e vidros e travas com acionamento elétrico.

A Peugeot também oferece um pacote de itens opcionais para toda a gama Boxer, chamado de Pro Luxo. Esse pacote adiciona faróis de neblina, central multimídia de 7” com Bluetooth®, Android Auto e Apple Car Play, câmera de ré e volante multifuncional com comandos de rádio integrados por R$ 5.750,00.

Segurança acima da média

A lista de equipamentos de segurança de série está no nível dos melhores concorrentes. Ele conta com assistência de partida em rampa, duplo airbag, alarme, ESP (Controle de Estabilidade), piloto automático, limitador de velocidade, sensor de estacionamento traseiro, alerta de marcha a ré, pré-disposição elétrica para transformações e retrovisores elétricos. Além disso, conta com computador de bordo, GSI (indicador de troca de marchas), faróis com regulagem de altura de facho, vidros e travas elétricas, porta-luvas refrigerado, travamento seletivo do compartimento de carga e outros recursos.

Motor e consumo

Sob o capô, a nova Boxer Cargo possui a mesma configuração técnica das versões L3H2 (13m3). O novo motor 2.2 Turbo Diesel BlueHDi, com 140 cv de potência e torque de 340 Nm a 1.750 rpm, proporciona um consumo de 10 km/L na cidade e 9,9 km/L na estrada medidos homologados pelo INMETRO. Conduzido corretamente, o tanque de combustível completo com 90 litros permite autonomia de 900 km.

Para atender a legislação de emissões Proconve L7, o Boxer, como todos os veículos a diesel leves, conta com sistemas de pós-tratamento de gases, incluindo a necessidade do uso do reagente químico Arla 32, colocando em um segundo tanque. O Arla 32 também é conhecido como AdBlue, por isso, o nome do motor é BlueHDi, que quer dizer motor turbo diesel de alto desempenho e baixa emissão de poluentes.

A força do motor é transferida para as rodas dianteiras por meio de uma caixa de marchas manual de 6 velocidades, tendo a sua alavanca no painel. Essa posição melhora o espaço interno para o motorista e acompanhantes.

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VWCO: A vantagem de ter nascido e crescido no Brasil, e sair para o mundo

América do Sul
VW Delivery

O mercado de veículos de caminhões e ônibus na Argentina no acumulado deste ano (janeiro a maio) foi de 12.636 unidades, sendo 11.122 caminhões e 3.088 veículos de passageiros (ônibus e micro-ônibus) segundo a ANFAC (associação que representa os fabricantes). O mesmo setor, no Brasil, emplacou 54.210 veículos dos mesmo segmentos, sendo 44.663 caminhões e 9.547 ônibus e micro. Neste artigo, entenda porque a VWCO é resiliente para realizar a expansão internacional que está fazendo e, a notícia mais recente, é a construção de uma fábrica na Argentina, um ambiente de negócios que, dificilmente, um fabricante norte-americano, europeu, chinês ou sul-coreano faria. Mas a VWCO está fazendo. Entenda o porquê!

O mercado da Argentina equivale a 23,27% do brasileiro. É o segundo maior mercado da América do Sul, pois os outros países, por não ter indústrias locais e, por isso, protecionismo, países, como o Chile, têm as portas abertas aos fabricantes da Ásia, Estados Unidos e Europa por serem menos burocráticos do que o Brasil, que possui uma legislação tributária que dificulta a competitividade internacional.

A VWCO é uma empresa que nasceu no Brasil, mesmo pertencendo ao capital internacional, mas, por ser brasileira, acostumada a ambientes desafiadores. Isso a faz ela ser o que é hoje, exportando para mais de 30 países de economias difíceis. Esta experiência a torna capaz para abrir uma fábrica em quase qualquer países do Hemisfério Sul.

Leia também: CEO DO GRUPO TRATON, COM MARCAS COMO VWCO E SCANIA, COMENTA SOBRE RESULTADOS DE 2023

Produção comercial começa em 2024

Mesmo neste ambiente, a Volkswagen Caminhões e Ônibus está investindo em uma nova fábrica na Argentina. O primeiro caminhão Volkswagen acaba de deixar a nova área exclusiva para a montagem de veículos comerciais do Centro Industrial de Córdoba, na Argentina. O veículo, um VW Delivery 11.180, será utilizado na validação do processo de manufatura e para o treinamento de colaboradores. Depois fará parte da frota que vai rodar em testes pelo país. O acordo anunciado pela Volkswagen Caminhões e Ônibus e a Volkswagen Group Argentina em dezembro de 2022 prevê a fabricação de cinco modelos da marca naquele país a partir de 2024.

“A Argentina, mercado em que estamos presentes há 25 anos, em breve se somará aos países que já produzem caminhões e ônibus Volkswagen: Brasil, México, África do Sul e Filipinas. Nosso processo de internacionalização visa prospectar e consolidar a presença em novos mercados, além de liderar vendas em países nos quais já atuamos”, explica Antonio Roberto Cortes, presidente e CEO da Volkswagen Caminhões e Ônibus.

Autor

América do Sul
Jornalista Marcos Villela (MTB 6.458/MG) atua no setor da mobilidade de cargas e pessoas desde 1989 e é sócio-fundador da plataforma de informações e consultoria Frota News. Já atuou em editorias de veículos de jornais, nas áreas de comunicação da Fiat e da TV Globo, foi editor da revista Transporte Mundial por 21 anos, diretor de redação do núcleo de revistas da filial brasileira do grupo alemão de revistas especializadas Motorpresse, e conta ampla experiência em cobertura na área de transporte no Brasil e em diversos países. É o representante do Brasil, como membro associado, na entidade internacional sem fins lucrativos ITOY (International Truck of the Year). Ela reúne jornalistas técnicos em transporte dos 34 maiores mercados do mundo para troca de experiências, conhecimento e conteúdos jornalísticos.

AMBEV E DHL TESTAM FURGÃO 100% ELÉTRICO FORD E-TRANSIT ANTES DO LANÇAMENTO

Ford E-Transit
A DHL comprou 45 unidades do Ford E-Transit nos EUA

Tanto o mercado brasileiro como o argentino vão ter, em breve, a opção 100% elétrica do furgão Ford E-Transit. O modelo foi apresentado na última Fenatran, em outubro de 2022.

A Ford Argentina já iniciou o programa piloto com o E-Transit em parceria com empresas líderes em logística urbana, como Ambev e DHL.

DHL comprou 45 unidades nos EUA

A DHL, fornecedora líder mundial de serviços de remessa expressa internacional, está lançando 45 novas vans Ford E-Transit em Palo Alto, Califórnia, como parte do compromisso geral da empresa de atingir suas ambiciosas metas de sustentabilidade. Até 2030, a empresa planeja operar 60% de seus veículos nos EUA com eletricidade e reduzir todas as emissões relacionadas à logística para zero líquido até 2050.

Ouvir o cliente antes de lançar

O objetivo da marca é de que os usuários reais possam experimentar os benefícios dos veículos comerciais elétricos no seu dia a dia, ajudando assim a melhorar a experiência do usuário, antes do lançamento do veículo no mercado. No Brasil, o E-Transit deve ser lançado entre o final deste ano e o início do próximo. Na Argentina, a Ford confirmou que o lançamento será ainda neste ano. 

O E-Transit é um dos três lançamentos de veículos eletrificados anunciados pela Ford Argentina para este ano, sendo a eletrificação de seu portfólio um dos pilares do plano global para alcançar a neutralidade carbônica até 2050. 

Como parte deste programa, a Ford Argentina está analisando as experiências dos clientes comerciais que aderiram a este piloto, e todos os resultados obtidos em termos de operação do veículo — considerando diferentes condições de uso —, tipos de rotas percorridas (urbanas ou intermunicipais), distância percorrida, tipos de carga, autonomia da bateria e adaptação dos condutores a um veículo comercial 100% elétrico com o objetivo de desenhar processos e serviços que proporcionem uma experiência de utilização e produtividade que os clientes deste tipo de veículos esperam e precisa. 

As empresas que não possuíam infraestrutura própria de recarga também receberam assessoria técnica da Ford para adaptar suas instalações.

Para esta experiência, a Ford Argentina está trabalhando em conjunto com diferentes empresas líderes em seus respectivos setores, como subsidiária da Ambev, a cervejaria Quilmes, e DHL, entre outras.

Ford E Transit

Nos últimos anos, o negócio de veículos comerciais tem crescido constantemente. De acordo com estudos recentes realizados nos Estados Unidos, uma alta porcentagem de gerentes de frota planeja mudar toda a sua frota para a tecnologia elétrica nos próximos 2 anos.

Desde o seu lançamento nos Estados Unidos e na Europa, o E-Transit se tornou um best-seller. No principal mercado norte-americano, conseguiu atingir uma quota de mercado superior a 70% entre os furgões elétricos e foi recentemente escolhida pelo Serviço Postal dos Estados Unidos (USPS) para se encarregar da eletrificação da sua frota, com a compra de mais de 9.000 E-Transit.

Entre as características mais destacadas deste produto está a autonomia da bateria elétrica — que possui um software inteligente que fornece uma estimativa da distância que pode percorrer sem recarregar — com uma autonomia estimada entre 240 e 260 km. Além disso, mantém a mesma capacidade de carga volumétrica da versão com motor Diesel.

Saiba mais: TRÊS FURGÕES ELÉTRICOS PARA ÚLTIMA MILHA: RENAULT EZ, FORD E-TRANSIT COURIER E AMAZON RIVIAN

Estratégia de eletrificação da Ford

A eletrificação do portfólio de veículos da Ford é um elemento-chave na estratégia para atingir a neutralidade de carbono até 2050. Para apoiar esse plano, a Ford está investindo US$ 50 bilhões entre 2022 e 2026 para o desenvolvimento de novos produtos, tecnologias de baterias, aumento da capacidade de fabricação de veículos e baterias e verticalizar a cadeia de suprimentos de insumos críticos.

Adicionalmente, a montadora fechou diversos acordos para garantir o abastecimento de insumos críticos, tendo já garantido os insumos para poder cumprir 100% da meta de 600.000 unidades por ano em 2023 e 70% da meta de 2026.

O programa piloto E-Transit, como prelúdio para o seu lançamento na Argentina e no Brasil, está alinhado com esta estratégia global e reforça o compromisso de oferecer aos seus clientes na América do Sul os últimos modelos da marca e, ao mesmo tempo, ter um impacto positivo na sociedade e no meio ambiente.

Autor

Ford E-Transit
Jornalista Marcos Villela (MTB 6.458/MG) atua no setor da mobilidade de cargas e pessoas desde 1989 e é sócio-fundador da plataforma de informações e consultoria Frota News. Já atuou em editorias de veículos de jornais, nas áreas de comunicação da Fiat e da TV Globo, foi editor da revista Transporte Mundial por 21 anos, diretor de redação do núcleo de revistas da filial brasileira do grupo alemão de revistas especializadas Motorpresse, e conta ampla experiência em cobertura na área de transporte no Brasil e em diversos países. É o representante do Brasil, como membro associado, na entidade internacional sem fins lucrativos ITOY (International Truck of the Year). Ela reúne jornalistas técnicos em transporte dos 34 maiores mercados do mundo para troca de experiências, conhecimento e conteúdos jornalísticos.

CURSO FABET-SP: FORMAÇÃO AVANÇADA DE CONDUTORES VEÍCULOS ARTICULADOS

formação avançada
Curso de Formação Avançada de Condutores de Veículos Articulados

Ter motoristas capacitados com uma formação avançada e sempre atualizados, além dos equipamentos bem cuidados, é a melhor forma de mostrar aos clientes que sua transportadora oferece segurança nos serviços prestados.

Investir em treinamento para os motoristas que atuam em sua empresa de transporte com carretas é de extrema importância para garantir o sucesso e a segurança de suas operações. Os motoristas desempenham um papel fundamental na cadeia logística, sendo responsáveis por transportar cargas valiosas e entregar mercadorias de forma eficiente e pontual. Portanto, proporcionar treinamento adequado é essencial para maximizar a eficiência operacional e a satisfação dos clientes.

Aproveite que a Fabet-SP está com as últimas vagas para o curso presencial Formação Avançada de Condutores para Veículos Articulados. Mais informações, abaixo:

formação avançada

Abordagem técnica

Um dos principais benefícios de investir em treinamento para os motoristas é a melhoria da segurança no transporte rodoviário. Os acidentes de trânsito envolvendo carretas podem ter consequências devastadoras, causando danos materiais, lesões graves, perdas de vidas humanas e longos anos de problemas com a Justiça. O treinamento adequado capacita os motoristas a adotar práticas seguras de direção, como o respeito às leis de trânsito, o uso correto dos equipamentos de segurança e a adoção de medidas preventivas para evitar acidentes. Além disso, o treinamento pode abordar técnicas de direção defensiva e estratégias para lidar com emergências nas estradas.

Além da segurança, o treinamento dos motoristas também contribui para a eficiência operacional da empresa. Motoristas bem treinados conseguem otimizar o uso dos veículos e dos recursos disponíveis, evitando desperdício e atrasos desnecessários. Eles conseguem planejar suas rotas inteligentemente, considerando fator como condições do tráfego, restrições legais e preferências dos clientes. O treinamento pode incluir aulas sobre técnicas de direção econômica, manutenção preventiva dos veículos e gestão eficiente do tempo. Dessa forma, os motoristas se tornam mais produtivos, reduzindo custos operacionais e aumentando a lucratividade da empresa.

Reputação da empresa

Além disso, o treinamento adequado dos motoristas também contribui para a reputação da empresa. Clientes satisfeitos com serviços de transporte confiáveis e pontuais têm mais chances de recomendar a empresa para outros parceiros comerciais. Por outro lado, incidentes de segurança, atrasos frequentes ou atendimento inadequado podem manchar a imagem da empresa e resultar na perda de contratos importantes. Ao investir em treinamento, você está demonstrando seu compromisso com a qualidade, a segurança e a excelência no serviço prestado, fortalecendo sua posição no mercado e pode atrair novos clientes.

Além do treinamento inicial para novos motoristas, é importante também oferecer programas de reciclagem e atualização regular. O setor de transporte está em constante evolução, com novas regulamentações, tecnologias e práticas emergindo continuamente. Manter os motoristas atualizados em relação a essas mudanças é essencial para garantir a conformidade legal, a eficiência operacional e a segurança.

Em suma, investir em treinamento para os motoristas de sua empresa de transporte em carretas é uma estratégia inteligente e essencial para o sucesso do negócio. Além de promover a segurança e a eficiência operacional, o treinamento adequado fortalece a reputação da empresa, atraindo e mantendo clientes satisfeitos.

Leia também: FABET-SP FORMA MAIS UMA TURMA DE PROFISSIONAIS PARA O TRANSPORTE

formação avançada

CONHEÇA 30 FATOS QUE MARCAM OS 30 ANOS DA VOLKSBUS

Volksbus

Em 1993, a Volkswagen Caminhões e Ônibus lançou a linha Volksbus em substituição à gama “Ônibus VW”. Essa mudança marcou o início de uma nova geração de veículos comerciais da Volkswagen que chega em 2023 consolidada na vice-liderança do mercado de chassis de ônibus, com uma participação média de 25%.

Primeira década

Volksbus
  1. O lançamento do primeiro Volksbus, o 16.180 CO em 1993.
  2. A primeira venda realizada para a Real Auto Ônibus, do Rio de Janeiro. 
  3. Em 1996 é iniciado a produção no Consórcio Modular de Resende (RJ), e também foi um 16.180 CO o primeiro a sair da linha de montagem. 
  4. Introdução do chassi Volksbus 17.210 (1996). A Volkswagen lançou o chassi Volksbus 17.210, um modelo de ônibus que se tornou um dos mais populares e vendidos da linha Volksbus. Esse chassi foi projetado para atender às demandas do transporte urbano.
  5. O lançamento do segundo modelo, o VW 18.310 OT com a realização da primeira grande venda de ônibus rodoviários para a Viação Pluma.
  6. Os chassis de 8 toneladas de PBT são os favoritos no segmento de micro-ônibus, por oferecer uma relação peso/potência bastante favorável ao operador de transporte de passageiros. Foi para este segmento, em 2001, que a marca fez sua estreia com o Volksbus 8.150 OD, rapidamente, adotado, principalmente, por empresas de fretamento e, também, no transporte escolar. O modelo já passou por dezenas de atualizações e, na última, está na gama como 8.160 R Euro 6.
  7. Em 2001, a VW lança o primeiro ônibus com motor traseiro, o Volksbus 17.240 OT. Ele tinha um motor MWM 6.10 TCA de 238 cv e capacidade para até 44 passageiros. Ele foi encerrado em 2004, sendo substituído pelo Volksbus 17.260 OT.

Segunda década

  1. Em 2003, a VW lançou o chassi 26.330 OTA, com motor traseiro. 
  2. Primeiro lote vendido para o Caminho da Escola, programa do Governo Federal, em 2009, com 2.200 unidades do modelo 15.190 VE-03R.
  3. A conquista, ainda nos anos 1990, do mercado internacional com a linha Volksbus, começando pelos países Argentina e México. 
  4. 6. Início da produção na Argentina (2011): A Volkswagen expandiu suas operações para além do Brasil e iniciou a produção de ônibus Volksbus na Argentina, ampliando sua presença no mercado latino-americano.
  5. Atualmente, o menor chassi de ônibus é o micro-ônibus 8.160 R (Escolar Rural), mas sabia que a VW já teve ônibus menores? Entre 2004 e 2012, a montadora tinha o Volksbus 5.150 OD.
  6. Foi também em 2004, que a montadora passou a oferecer um chassi mais potente para ônibus semipesados, o modelo 17.260 EOT, com motor traseiro. Ele foi adquirido pelas empresas para diferentes aplicações, desde urbano, BRT e rodoviário. A linha atual Euro 6 continua contando com uma opção nesta potência, com o 17.260 S.
  7. A família de ônibus padrão ganhou mais uma opção em 2006, quando a marca lançou o Volksbus 15.190 EOD. Este modelo vem sendo atualizado constantemente, e na linha atual Euro 6, o representante para o segmento de 15 toneladas de PBT é o 15.210 R/S
  8. Foi também em 2006 que a montadora lançou uma opção intermediária entre o 15.190 e o 17.260. Ela lançou o 17.230 EOD (com motor dianteiro), presente na marca, atualizado para Euro 6 como 17.230 S.
  9. Em 2011, na 8ª Edição da FetransRio, o Volksbus Articulado foi a maior novidade da marca para aquele evento. O modelo para corredores BRT (Bus Rapid Transit) poderia receber carroceria de até 18,2 metros. O articulado ficou pronto para lançamento, mas até hoje, a VWCO aguarda a atualização da Norma 15.570 da ABNT sobre ônibus articulado com motor dianteiro.
Volksbus
Superônibus Volksbus 22.280 com dois eixos direcionais

Leia também: AS VANTAGENS E COMO FUNCIONA A SUSPENSÃO A AR NOS NOVOS ÔNIBUS VOLKSWAGEN

Terceira Década

  1. Melhor ano de vendas da VWCO. Foi em 2013, quando foram emplacadas 9.025 unidades. 
  2. Os trólebus dos tempos atuais são os ônibus elétricos conectados a uma rede de energia elétrica aérea. Para a fabricação dos 10 novos trólebus, o motor e a caixa de câmbio são removidos e os chassis Volksbus 17.280 piso baixo são fornecidos com eixos e relação de diferencial adaptados à operação. Com os chassis, um módulo eletrônico que faz a interface com o novo sistema de tração elétrica e chicotes elétricos são entregues aos fornecedores envolvidos na operação, a Induscar, fabricante das carrocerias Caio, e a Eletra, responsável pela tração elétrica das unidades.
  3. Em 2016, a VWCO lançou o Volksbus 8.160 OD piso-baixo e suspensão pneumática, mais adequado para o transporte de passageiros em transporte urbano. 
  4. Em 2017, com presença consolidada no México, a VWCO lança modelo desenvolvido exclusivamente para o mercado mexicano, o Volksbus 14.190 SCD. O projeto envolveu fornecedores locais e parceria com encarroçadores mexicanos. A configuração do modelo é específica para atender a demandas e padrões do transporte de passageiros naquele país. O motorista reposicionado, também conhecido localmente como trompudo. 
  5. Em 2019, a montadora apresenta o ônibus urbano de 15 metros com três eixos, com dois dianteiros direcionais e capacidade para 115 passageiros. Trata-se do Volksbus 22.280 ODS, apelidado pela marca como “superônibus”. 
  6. Com presença consolidada no México, a VWCO lança modelo exclusivo para o mercado mexicano, o Volksbus 14.190 SCD
  7. Em 2023, a VWCO amplia a oferta de suspensão pneumática para toda a linha Volksbus de 9 a 18 toneladas de PBT.
  8. Início dos testes em 2023 com o protótipo que utiliza uma arquitetura modular 100% elétrica, inédita e desenvolvida pela engenharia da marca em Resende (RJ). O e-Volksbus ainda não tem data para lançamento. O protótipo possui carroceria Caio e configuração Padron, nos padrões da SPTrans (o piso pode ser alto ou baixo). O veículo elétrico possui 350 km de autonomia, graças a uma bateria com 12 packs. O preço estimado é de R$ 2 milhões para a data atual. 
  9. Em 2018, a VWCO já havia apresentado o projeto do Volksbus e-Flex no Salão de Hannover, na Alemanha. Tratava-se de um modelo híbrido, com o VW 1.4 TSI de 150 cv funcionando como gerador de energia para as baterias e ainda não há previsão para lançamento. 
  10. Os modelos que ficaram mais tempos em produção da linha Volksbus foram os lançados após a entrada em vigor da fase Proconve P7 em 2012. Eles estão sendo substituídos agora, também, por caso do Proconve. A fase P8 entrou em vigor em janeiro deste ano.
  11. No segundo semestre de 2020, o Volksbus 18.330 OT 6×2, veículo de conceito e inédito para a marca, que inova ao trazer pela primeira vez no modelo rodoviário um terceiro eixo. Conquanto, a linha Euro 6, ainda não consta a versão 6×2, que poderá ser introduzida futuramente.     
  12. A expansão internacional da VWCO ganha mais um parceiro. Antes de tudo, a MAN Automotive South Africa (do mesmo grupo TRATON), em 2022 passou a montar os Volksbus 17.230 e o 17.260 V-Tronic, enviados para lá em SKD (sigla para Semi Knock-Down ou componentes parcialmente montados). Anteriormente, os componentes são pré-montados em Resende (RJ). Contudo, há uma curiosidade: o nome especial da linha na África do Sul é Volksbus Yabantu. Assim, a palavra “Yabantu” no idioma local zulu significa “das pessoas e para pessoas”. 
  13. A Volkswagen lançou a nova linha Volksbus Euro 6 em maio de 2023, com oito modelos: 8.180 R, 9.180 S, 11.180 R/S, 15.210 R/S, 17.230 S, 17.260 S, 18.310 SL e 18.310 SH. Entretanto, um novo modelo vai chegar em breve. Aliás, o “superônibus” 22.280 ODS como Euro 6 está na fase final de desenvolvimento e em um dos próximos meses deste ano. Ademais, na ocasião do lançamento do novo portfólio, a VWCO ampliou as tecnologias de segurança para todos os modelos, entre elas, assistente de partida em rampa, controle de estabilidade e controle de tração.
  14. Por fim, o marco de mais de 175 mil chassis produzidos nesses 30 anos. 

Autor

Volksbus
Jornalista Marcos Villela (MTB 6.458/MG) atua no setor da mobilidade de cargas e pessoas desde 1989 e é sócio-fundador da plataforma de informações e consultoria Frota News. Já atuou em editorias de veículos de jornais, nas áreas de comunicação da Fiat e da TV Globo, foi editor da revista Transporte Mundial por 21 anos, diretor de redação do núcleo de revistas da filial brasileira do grupo alemão de revistas especializadas Motorpresse, e conta ampla experiência em cobertura na área de transporte no Brasil e em diversos países. É o representante do Brasil, como membro associado, na entidade internacional sem fins lucrativos ITOY (International Truck of the Year). Ela reúne jornalistas técnicos em transporte dos 34 maiores mercados do mundo para troca de experiências, conhecimento e conteúdos jornalísticos.

PODCAST#8 O VOLVO FM ELECTRIC TESTADO PELA CITROSUCO + 3 FURGÕES ELÉTRICOS

Podcast#8

No Podcast#8, comentamos sobre o artigo publicado no Frota News: VOLVO FM ELECTRIC RODA 405 KM EM TESTE ENTRE FÁBRICA DA CITROSUCO E PORTO DE SANTOS.

Explicamos as questões de autonomia, potência e o estagio atual da Volvo Caminhões no mundo e os planos do FM Electric para o Brasil.

Encerramos o Podcast#8 comentando também o artigo TRÊS FURGÕES ELÉTRICOS PARA ÚLTIMA MILHA: RENAULT EZ, FORD E-TRANSIT COURIER E AMAZON RIVIAN.

Para escutar o podcast, é só clicar no play:

Escute também:

Podcast#7:

Neste Podcast#7, debatemos o plano para reduzir o problema global de falta de motoristas profissionais anunciado hoje (21/06) pela IRU (organização mundial de empregadores de transporte rodoviário, representando mais de 3,5 milhões de operadores de transporte rodoviário, inclusive do Brasil) e ITF (Federação Internacional dos Trabalhadores em Transporte, representando 18,5 milhões de trabalhadores em transporte).

A IRU (organização mundial de empregadores de transporte rodoviário, representando mais de 3,5 milhões de operadores de transporte rodoviário, inclusive do Brasil), e a ITF (Federação Internacional dos Trabalhadores em Transporte, representando 18,5 milhões de trabalhadores em transporte), lançaram, no dia 21 de junho, um plano de três pontos para corrigir a escassez de motoristas.

A nova abordagem visa aliviar a escassez de motoristas e os desequilíbrios do mercado de trabalho no transporte. Ademais, garantir condições e padrões de trabalho decentes para motoristas que trabalham fora de seu país de origem. Além disso, simplificar e fazer cumprir as regras para trabalhadores e empregadores. 

O secretário-geral da IRU, Umberto de Pretto , disse: “a escassez de motoristas está ficando rapidamente fora de controle. Equilibrar a oferta e a demanda global de trabalho por meio de medidas simples para facilitar a imigração legal. Ademais, é importante impedir a exploração de motoristas não residentes como maneira de resolver o problema. Por fim, o projeto prevê apoiar o trabalho decente e manter os serviços vitais de transporte rodoviário em movimento”.

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CAMINHÕES IVECO MOVIDOS A HIDROGÊNIO JÁ CONTAM COM POSTO PARA ABASTECIMENTO

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Produção dos caminhões Iveco a hidrogênio começa no final de 2023

A Air Liquide e o Grupo Iveco reafirmam seu compromisso com o hidrogênio durante a inauguração da primeira estação de hidrogênio de alta pressão (1 tonelada/dia) para caminhões de longa distância na Europa. Com a abertura da estação de abastecimento de hidrogênio de alta pressão da Air Liquide em Fos-sur-Mer (Marselha) no mês de junho e a disponibilidade do Grupo Iveco para fornecer caminhões a hidrogênio a partir do final de 2023, as duas empresas estão pavimentando o caminho para a mobilidade de longa distância com hidrogênio na Europa.

A Iveco apresentou um protótipo de van eDaily movida a hidrogênio eDaily, desenvolvida em parceria com a Hyundai Motor e um cavalo mecânico em parceria com a Nikola Motors. O novo eDaily movido a hidrogênio, com autonomia de 350 km e carga útil máxima de 3 toneladas, é equipado com o sistema de célula de combustível de hidrogênio de 90 quilowatts (kW) da Hyundai e motor elétrico de 140 kW. A bateria do veículo é fornecida pela FPT Industrial, unidade de trem de força do Grupo Iveco.

Daimler Truck e Volvo Group

A fabricante italiana de caminhões também está comprometida em trabalhar com outras empresas, como Daimler Truck AG, OMV, Shell e Volvo Group, para criar as condições para o lançamento em massa de caminhões movidos a hidrogênio na Europa por meio da colaboração H2Accelerate.

A inauguração do posto representa um avanço significativo no relacionamento entre as duas empresas, reforçando o compromisso com o desenvolvimento da mobilidade a hidrogênio na Europa, conforme o Memorando de Entendimento (MoU) assinado em dezembro de 2021.

O MoU pretende promover o hidrogênio como um elemento crucial na transição energética da indústria de transporte, aproveitando a experiência abrangente da Air Liquide em toda a cadeia de valor do hidrogênio, desde a produção e armazenamento até a distribuição, juntamente com o know-how da Iveco, pioneira na fabricação de veículos movidos a combustíveis alternativos no Ocidente.

Hyundai Xcient Fuelcell

hidrogênio
Posto para abastecimento de caminhão a hidrogênio na Suíça abastece caminhão Hyundai Xcient Fuelcell no final de 2020

Leia também: VOLVO FM ELECTRIC RODA 405 KM EM TESTE ENTRE FÁBRICA DA CITROSUCO E PORTO DE SANTOS

No mundo, a Hyundai foi pioneira em caminhões pesados, inclusive, já tendo comercializado e exportado mais de 200 unidades para a Suíça e Alemanha desde 2020. O plano do consórcio de empresas na Suíça, é importar 1.600 unidades do modelo Hyundai Xcient Fuelcell até o final de 2025.

Gerrit Marx, CEO do Grupo Iveco, declarou: “Nossa estratégia para uma mobilidade cada vez mais sustentável é baseada em uma abordagem de tecnologia neutra, e a mobilidade a hidrogênio é um elemento-chave nesse caminho. Além disso, nosso novo modelo de aluguel pay-per-use com tudo incluído, o GATE – Ecossistema de transporte verde e avançado, permitirá o acesso a veículos movidos a hidrogênio. O marco alcançado hoje fortalece ainda mais nossa parceria estratégica e fundamental com a Air Liquide, líder no cenário internacional de transição energética, que, assim como o Grupo Iveco, trabalha para promover uma sociedade mais sustentável”.

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Jornalista Marcos Villela (MTB 6.458/MG) atua no setor da mobilidade de cargas e pessoas desde 1989 e é sócio-fundador da plataforma de informações e consultoria Frota News. Já atuou em editorias de veículos de jornais, nas áreas de comunicação da Fiat e da TV Globo, foi editor da revista Transporte Mundial por 21 anos, diretor de redação do núcleo de revistas da filial brasileira do grupo alemão de revistas especializadas Motorpresse, e conta ampla experiência em cobertura na área de transporte no Brasil e em diversos países. É o representante do Brasil, como membro associado, na entidade internacional sem fins lucrativos ITOY (International Truck of the Year). Ela reúne jornalistas técnicos em transporte dos 34 maiores mercados do mundo para troca de experiências, conhecimento e conteúdos jornalísticos.