segunda-feira, maio 20, 2024

Entre custos e frete: o dilema do transporte rodoviário segundo estudo da NTC&Logística

Uma análise recente realizada pela NTC&Logística, por meio do seu departamento de economia e estatística, o DECOPE, revelou que os aumentos dos custos com veículos, mão de obra e combustíveis foram muito superiores ao reajuste do valor do frete.

Dessa forma, a pesquisa comprovou que os reajustes aplicados ao frete não têm sido suficientes para compensar os aumentos significativos nos custos operacionais, resultando em uma defasagem preocupante para as empresas do ramo.

Segundo o estudo, existe uma defasagem média de 8,5% nos valores de frete em relação aos custos reais enfrentados pelas transportadoras. Este número se desdobra de maneira mais crítica no segmento de carga fracionada, onde a defasagem chega a 9,6%, enquanto no transporte de carga lotação, a defasagem é um pouco menor, situando-se em 7,6%.

Um dos principais vilões desta equação é o aumento nos preços dos insumos essenciais para a atividade, como o combustível e os próprios veículos de carga. Nos últimos três anos, o preço do combustível acumulou um aumento de 57%, mesmo tendo registrado uma queda de 7,3% no último ano. Paralelamente, os preços dos caminhões dispararam, com um reajuste médio de 95% no mesmo período, pressionando ainda mais as margens de lucro das transportadoras.

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Além disso, o Índice Nacional de Custos de Transporte (INCT), que acompanha a inflação específica do setor de transporte de carga, evidencia a defasagem quando comparado à inflação geral do país, medida pelo IPCA, especialmente no acumulado dos últimos três anos.

A pesquisa também destaca a complexidade e a insuficiência das tarifas cobradas, incluindo uma série de componentes e taxas adicionais que muitas vezes não são devidamente remuneradas pelos contratantes dos serviços. Este cenário contribui para agravar a situação financeira das empresas de transporte, que frequentemente não recebem pagamentos por serviços essenciais e adicionais, como o Frete-valor e o GRIS, além das estadias garantidas por legislação.

Diante desses desafios, o setor se encontra em uma busca contínua por soluções que permitam um equilíbrio mais justo entre os custos operacionais e os ganhos obtidos com o frete.

Para 2024, as expectativas apontam para um mercado estável, com uma leve alta na demanda por serviços de transporte de carga. Este cenário pode representar uma oportunidade para as transportadoras ajustarem suas tarifas e, finalmente, superarem a defasagem acumulada, reforçando a importância de valorizar o serviço prestado, reconhecendo seus desafios e riscos.

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Nova unidade DPaschoal em Criciúma (SC)

>> A DPaschoal inaugurou uma nova unidade de Auto Center em Criciúma (SC), oferecendo produtos e serviços automotivos para veículos de passeio e linha pesada. Localizada no bairro Nossa Senhora da Salete (Próspera), a instalação proporciona serviços como alinhamento, balanceamento, troca de óleo, manutenção de freios, entre outros, além do serviço de Revisão de Segurança DPaschoal. A unidade também oferece comodidades como Área Kids, Wi-Fi e ambiente climatizado. Marcos Arthuzo, Diretor de Operações, destaca a importância da unidade para a região e o compromisso da empresa com a qualidade, inovação e sustentabilidade.

Serviço: Rua Manoel Delfino Freitas, 389, bairro Nossa Senhora da Salete (Próspera). Telefone: (48) 3403-2600; e horário de Funcionamento: Segunda a sexta — 08h às 18h / sábados — 08h às 12h.

>> Há alguns anos, os caminhões eram transportados entre a fábrica ou concessionária até o cliente rodando. O cliente não sabia o que era ter um caminhão zero km. Na verdade, com menos de 100 km rodados, pois zero mesmo, não existe. Sobretudo, porque ele roda em testes de aprovação dentro da fábrica e entre pátios. Quem imaginou que isso mudaria aos números de hoje, com caminhões sendo transportados sobre carretas? Lógico, que ainda, muitos são entregues rodando, pois é uma escolha do cliente pagar ou não o frete. Mas o números impressionam. Conheça:

O Grupo SVD alcançou uma participação de 43,3% no mercado de transporte de veículos novos em 2023. Por certo, transportando um total de 38 mil caminhões pesados e semipesados, além de máquinas e equipamentos agrícolas. Apesar de enfrentar desafios, a empresa conseguiu crescer, impulsionada por sólidos resultados em transporte, venda de veículos seminovos e acessórios.

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Marcos Villela Hochreiter
Marcos Villela Hochreiterhttps://www.frotanews.com.br
Sou jornalista no setor da mobilidade desde 1988, com atuações em jornais, nas áreas de comunicação da Fiat e da TV Globo, como editor da revista Transporte Mundial entre 2002 e maio de 2023, e com experiência em cobertura na área de transporte no Brasil e em cerca de 30 países. Representante do Brasil como membro associado do ITOY (International Truck of the Year), para troca de experiências e conteúdos jornalísticos. Mais, recente começou como colaborador do corpo docente na Fabet (entidade educacional sem fins lucrativos).
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