O Setransbel (Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Belém) anunciou a aquisição de 307 novos chassis Mercedes-Benz OF 1721 L, distribuídos entre 19 empresas operadoras da capital do Pará e Região Metropolitana. Como os novos ônibus são com tecnologia Proconve P8, equivalente ao Euro 6, eles poluem menos do que os atuais com tecnologia Proconve P5.
As primeiras unidades já foram enviadas às encarroçadoras em janeiro, com previsão de que toda a entrega seja concluída ainda neste primeiro semestre de 2024. O investimento total para a renovação da frota ultrapassa a marca de R$ 250 milhões, financiado integralmente pelas empresas associadas ao Setransbel.
A viabilização deste investimento contou com um acordo histórico com o governo do estado e a prefeitura de Belém, que proporcionou a desoneração do ICMS e do ISS, minimizando o impacto tributário sobre as empresas e, consequentemente, sobre a tarifa cobrada dos usuários.
“A renovação da frota não beneficia apenas os usuários do transporte coletivo, mas também as cidades atendidas e as operadoras do sistema, inaugurando um ciclo de inovação e comprometimento com a qualidade do serviço prestado”, afirmou Paulo Gomes, presidente do Setransbel.
A renovação da frota de ônibus em Belém e na Região Metropolitana, liderada pelo Setransbel. Além disso, é um marco para a mobilidade urbana local. Sobretudo, promovendo avanços significativos em conforto, praticidade e sustentabilidade. A fim de alinhar aos objetivos globais de proteção ambiental e preparando a cidade para ser palco de eventos internacionais importantes, como a COP 30 em 2025.
Oferecido nas versões com suspensão metálica ou pneumática, o chassi OF 1721 é indicado para transporte urbano de passageiros e para fretamento contínuo. Desenvolvido para receber carroçarias de até 13,2 metros, o OF 1721 vem equipado com o motor eletrônico dianteiro OM-924 LA de 4 cilindros. Ele oferece potência de 208 cv a 2.200 rpm e torque de 780 Nm de 1.200 a 1.600 rpm. A caixa de marchas é manual de seis velocidades.
A Scania está ampliando sua linha de caminhões elétricos a bateria (BEV), com a introdução de novas máquinas elétricas, configurações de eixo e cabina, além de uma diversidade de soluções de tomada de força. Dentre as novidades, destacam-se as baterias com expectativa de duração para toda a vida útil do veículo e a autonomia de até 520 km para caminhões de 29 toneladas. Essas baterias são projetadas para operar com máxima eficiência, beneficiando-se de sistemas de aquecimento e resfriamento avançados.
A oferta da Scania agora transcende os modelos mais comuns de caminhões elétricos, como o importado, a pedido da PepsiCo Brasil, pela Scania Brasil, um semipesado P25, que está em teste na frota da fabricante de alimentos em Itu–SP. O novo modelo apresenta um autonomia de 520 km, quebrando a barreira dos 500 km. Lógico que esta autonomia depende de muitos fatores, principalmente, do treinamento do condutor.
“Com os lançamentos contínuos, estamos adicionando mais valor e opções para os clientes”, afirma Fredrik Allard, vice-presidente sênior e chefe de mobilidade elétrica da Scania. A aceitação do mercado tem sido notável, com um crescente interesse dos clientes evidenciado pelo feedback positivo dos motoristas, que destacam a excelente desempenho e comportamento dos veículos em operações reais.
Entre as inovações, a introdução de um eixo tandem bogie para BEVs possibilita a especificação de caminhões para aplicações exigentes. Entre elas, basculantes e betoneiras, sem comprometer a tração ou a capacidade de carga. Além disso, a Scania apresenta duas versões da máquina elétrica EM C1-2, com 210 kW e 240 kW, ideais para operações de construção e serviços municipais, devido ao equilíbrio entre potência e especificações técnicas.
Allard também enfatiza a maturidade do mercado de veículos elétricos. Além disso, a importância de uma infraestrutura de carregamento adequada, destacando que a Scania oferece suporte completo na configuração de soluções de carregamento. As soluções de tomada de força eficientes e robustas adicionadas à linha são fundamentais para diversas aplicações, reforçando a versatilidade dos BEVs da Scania.
A sustentabilidade é um pilar central nessa transição para a eletrificação. Dessa forma, as baterias dos caminhões BEV da Scania destacam-se pela longa duração, a fim de reduzir a baixa pegada de carbono. Ademais, vale lembrar, que depende da origem da produção da energia e os processos de produção das baterias para uma autonomia de 520 km.
Com uma vida útil estimada em 1,3 milhão de quilômetros e uma pegada de carbono reduzida, esses veículos são uma escolha ecologicamente responsável. Por fim, eficientes para o transporte, juntamente, com os caminhões movidos a biometano, biodiesel de segunda geração no uso B100, e HVO.
Inovação e sustentabilidade: o caminho das mineradoras com a Cummins, Komatsu e Goodyear:
O que a Cummins está propondo três pilares para frotas de mineradoras: motores menos poluentes, uso do biocombustível HVO e microrredes de energia
Em North Hauler Joint Stock Co., Ltd., a Cummins começa a testar caminhão híbrido com 220 toneladas de capacidade de carga útil
700º caminhão autônomo de mineração da Komatsu é entregue em mina na América do Sul
Novo pneu Goodyear para tratores de rodas
A indústria de mineração, tradicionalmente vista como um dos pilares mais resistentes da economia global, está diante de um momento decisivo. Com o aumento da conscientização ambiental e a urgência na luta contra as mudanças climáticas, mineradoras em todo o mundo estão se comprometendo com metas ambiciosas para reduzir drasticamente as emissões de gases de efeito estufa até 2030.
Antes, vale esclarecer, que estamos falando de veículos de frotas de mineradoras, e não sobre outras questões ambientais, como o trágico acidente com o rompimento previsível da Barragem de Brumadinho–MG em 25 de setembro de 2019, que vitimou 272 pessoas. A Vale e a Tüv Tüd, esta empresa alemã que certificou a segurança da barragem, estão respondendo civil e pelo criminalmente ocorrido na Justiça Brasileira.
O objetivo aqui é mostrar as mudanças com relação às frotas de caminhões amarelos e máquinas pesadas. Neste cenário desafiador exige a adoção de novas tecnologias e parcerias estratégicas para transformar operações há muito estabelecidas em exemplos de sustentabilidade e inovação. Nesse contexto, a Cummins Inc. emerge como um farol de esperança e um parceiro confiável para mineradoras comprometidas em reduzir sua pegada de carbono e avançar rumo a operações mais verdes.
Para auxiliar as mineradoras a atingirem suas metas de sustentabilidade, a Cummins delineou três caminhos imediatos que podem ser seguidos hoje:
Um dos pilares dessa transformação é a adoção de motores Cummins Tier 4, que representam um avanço significativo na redução de emissões. Comparados aos motores produzidos antes de 2000, os motores Cummins usados em aplicações de mineração hoje emitem 90% menos gases nocivos. Essa melhoria não apenas atesta o compromisso da Cummins com a gestão ambiental, mas também oferece benefícios tangíveis para os mineradores, como maior economia de combustível e redução do ruído operacional. A atualização para motores Tier 4 pode ser realizada tanto pela aquisição de novos equipamentos quanto por meio de reformas de motores existentes, assegurando que soluções de curto prazo também contribuam para objetivos de longo prazo.
Utilização de combustíveis mais limpos
A Cummins também destaca a importância de transitar para combustíveis mais limpos, como o óleo vegetal hidrotratado (HVO). Este combustível alternativo pode reduzir as emissões líquidas de gases de efeito estufa do poço às rodas em até 90%, dependendo da matéria-prima e do processo utilizado. Essa mudança representa uma oportunidade significativa para as mineradoras reduzirem ainda mais suas emissões, sem comprometer a eficácia operacional.
Energia verde
Finalmente, as microrredes surgem como uma solução inovadora para atender às demandas energéticas de operações de mineração de maneira sustentável. Capazes de operar de forma independente ou em conjunto com a rede tradicional, essas redes podem integrar fontes de energia renovável, como solar e eólica, para alimentar todas as necessidades da mina, desde o processamento de minério até a infraestrutura de carregamento para veículos elétricos. A adoção de microrredes não só contribui para a redução das emissões, mas também oferece uma maior resiliência e eficiência energética.
Caminhão híbrido de 220 toneladas de carga útil
O caminhão de mineração híbrido a diesel, o NHL NTH260
A Cummins Inc. firmou uma parceria com a North Hauler Joint Stock Co., Ltd. (NHL), fabricante líder de caminhões de mineração da China, para lançar um caminhão de mineração híbrido a diesel, o NHL NTH260. Com capacidade de carga útil de 220 toneladas, o NTH260 destaca-se pela sua eficiência e sustentabilidade, prometendo reduzir significativamente as emissões de gases de efeito estufa e melhorar a eficiência do combustível. O veículo, que saiu da linha de produção em janeiro, será submetido a teste de campo na mina de ferro Baiyun do Grupo Baogang, na China.
700º caminhão autônomo da Komatsu
A Komatsu, recentemente, atingiu a marca com 700 caminhões autônomos em operação em todo o mundo. Isso, utilizando seu sistema FrontRunner. Dentre esses, 100 são do modelo 980E-AT, que estão entre os maiores caminhões basculantes de ultraclasse do planeta, capazes de transportar 400 toneladas cada. Este avanço tecnológico foi celebrado com a implementação do 700º caminhão AHS (Sistema Autônomo de Transporte) na mina de cobre Lomas Bayas da Glencore, no Chile. Dessa forma, marcando a expansão contínua e o sucesso da tecnologia de transporte autônomo da Komatsu desde o primeiro teste AHS em 2005 e a implementação comercial em 2008. Até o momento, a Komatsu implementou seus caminhões autônomos em 23 minas espalhadas por cinco países, o Brasil entre eles. No total, está transportando mais de 7,5 bilhões de toneladas métricas de materiais.
A inovação na operação de mineração não só promoveu uma melhoria significativa na segurança das operações e das pessoas envolvidas, como também trouxe benefícios ambientais substanciais, como o prolongamento da vida útil dos equipamentos e a redução das emissões de gases de efeito estufa. Além disso, a automatização proporcionou um aumento de produtividade de até 15%, ao reduzir a frequência de interrupções para manutenção ou trocas de turno, e diminuiu os custos com carregamento e transporte de materiais em até 15%.
Novo pneu Goodyear para tratores de rodas
Pneu RL-5K Off-the-Road (OTR)
A Goodyear anunciou o lançamento do pneu RL-5K Off-the-Road (OTR) de três estrelas, especificamente projetado para carregadeiras de rodas grandes e tratores de rodas.
Este novo modelo no tamanho 45/65R45 representa a última inovação da Goodyear em pneus radiais OTR, com capacidade de carga aumentada em 16% devido à sua capacidade de suportar altas pressões de ar. Além disso, o RL-5K se destaca por sua banda de rodagem profunda e mais durável de 250 níveis, garantindo resistência a cortes e excelente tração em condições de terreno severas.
Com uma construção mais robusta, que inclui uma carcaça radial reforçada, o pneu também oferece recursos como uma profundidade de piso extraprofunda, um padrão de piso multidirecional e a tecnologia Hi-Stability para maior estabilidade e desempenho uniforme.
Loic Ravasio, da Goodyear, enfatizou a importância desta inovação em atender às necessidades do mercado por carregadeiras de rodas maiores e mais novas. O RL-5K é a adição mais recente ao portfólio OTR da Goodyear, reforçando o compromisso da empresa com a entrega de soluções completas de mobilidade por meio de produtos confiáveis, serviços de qualidade e soluções de gerenciamento de pneus.
À medida que um novo ano se inicia, somos confrontados com uma miríade de oportunidades e desafios, delineando um cenário dinâmico para os meses à frente.
Por Maurício Vinhão*
No entanto, a complexidade da vida contemporânea nos leva a refletir sobre como os desafios têm se intensificado, tornando-se cada vez mais impactantes.
Ao olharmos para trás, os últimos anos foram marcados por eventos climáticos devastadores, pandemias que ultrapassaram as barreiras dos cinemas, colapsos de gigantes corporativos, crises econômicas globais e ciberataques em larga escala expondo vulnerabilidades. Esses e outros fatos impactaram as empresas e as organizações.
Em uma análise mais crítica, fica evidente que as empresas que sofreram esses reflexos subestimaram ou negligenciaram um ponto muito importante: a gestão.
Importante destacar que não estamos falando de gestão de forma simplificada, com a administração das atividades. Mas, sim, da gestão ampla, que consegue avaliar o todo, que considera todas as variáveis e analisa as melhores opções, dentre uma gama de contextos e possibilidades.
Segmentos de saúde e benefícios, segurança cibernética, sustentabilidade financeira, dentre outros, foram fortemente impactados nos últimos anos. Quantos desses reflexos poderiam ser minimizados, ou até mesmo evitados, por meio dessa gestão ampla.
Alguns casos são emblemáticos. Em um mundo sujeito a diversas volatilidades econômicas, adotar seguros de Crédito é algo estratégico para os negócios.
Quem possuía, conseguiu lidar melhor com os episódios de falência e dificuldades financeiras de diversos grandes grupos.
Por causa da falta de gestão, muitas empresas não tinham essa cobertura, resultando em prejuízos financeiros grandes.
Mais do que isso, em um universo onde os próprios executivos estão expostos, é fundamental pensar em coberturas de D&O (sigla em inglês para Directors & Officers), um seguro que cobre despesas com defesas, acordos, indenizações e multas devidas pelos executivos, em razão de prejuízos relacionados aos atos de gestão causados a terceiros. Novamente, a falta de uma gestão ampla traz prejuízos, inclusive, pessoais.
O setor de saúde suplementar também é um bom exemplo, pois tem sido pressionado nos últimos anos, principalmente por conta da inflação médica global, o que causa impacto no bolso dos usuários. O Brasil, que por décadas lidou com inflação, tem plenas condições para lidar melhor com essa situação.
Em alguns casos, a falta dessa gestão ampla e eficiente traz riscos grandes, deixando claro o quanto ela é subestimada.
O Brasil é um dos países mais atacados por hackers do mundo, aparecendo sempre entre os cinco principais alvos em diversos levantamentos globais.
Contudo, mesmo nesse cenário alarmante, somos apenas o 18º país no ranking mundial de cibersegurança, segundo o relatório Panorama do Uso de TI no Brasil, da FGVcia, de 2022.
A parte boa de tudo é que existem diversos caminhos e meios para se alcançar uma gestão ampla e eficiente, muitos deles tendo como base o ESG, em especial à governança. Podemos pegar, por exemplo, o Gerenciamento de Riscos, que ganha relevância no mundo corporativo.
Ele precisa ser levado a um novo patamar, adotando-o como um mecanismo crucial para a sobrevivência dos negócios.
Por meio de uma gestão ampla e eficiente, é possível utilizá-lo para considerar todas as variáveis, até mesmo as mais improváveis, para garantir resiliência diante da incerteza.
Para se ter uma ideia disso, um estudo conduzido pela Willis Research Network revelou que empresas que deram a devida atenção a riscos subestimados conseguiram evitar impactos significativos.
Em 2021, a redução da globalização foi identificada como o quinto risco emergente em uma pesquisa envolvendo 140 especialistas em risco.
Nesse último triênio, testemunhamos eventos globais que alteraram esse processo de integração política, econômica e cultural mundial.
Isso levanta questionamentos pertinentes sobre a reflexão das organizações sobre os riscos associados a fenômenos como a redução da globalização.
A diversidade emerge como um fator essencial na implementação dessa gestão ampla e eficiente. Empresas que investem em diversidade tornam-se menos suscetíveis a ameaças inesperadas, incorporam perspectivas diversas às suas atividades e inovam seus processos de trabalho. Este é um exemplo claro de como repensar a gestão pode ir além das práticas tradicionais.
A verdade é que muitas organizações ainda possuem barreiras que impedem a adoção de uma gestão eficaz, tendo dificuldades em se adaptar e se organizar para superá-las.
O ponto de partida é identificar áreas de incerteza, questionar a necessidade de novos cenários e avaliar se as equipes certas estão envolvidas em toda a organização.
O desafio é grande, mas reconhecer que precisa aprimorar a gestão facilita o processo. Aquelas que não se reavaliarem e se aprimorarem estarão sujeitas a golpes inesperados vindos de todas as direções.
Em um mundo em constante mudança, repensar a gestão não é apenas uma escolha sábia, mas uma necessidade premente para evitar ser nocauteado por golpes que não foram previstos.
* Maurício Vinhão é Head de Sales & Client Management da WTW no Brasil.
O consultor de transportes e logística Eric Derbyshire, da RGF & Associados, mostra os principais pontos de atenção para a adequação às práticas ESG (sigla em inglês para ambiental, social e governança corporativa). Além disso, as premissas sob as quais devem ser estruturados esses projetos. E afirma que essa agenda é sem volta. Portanto, quem começar a implementá-la agora terá uma vantagem competitiva considerável em breve.
O cenário empresarial brasileiro está passando por uma transformação significativa devido à crescente importância das práticas e dos princípios de ESG.
No setor de logística, cujas operações impactam diretamente o meio ambiente e a comunidade, as práticas sustentáveis e socialmente responsáveis tornam-se imperativas e, portanto, pautas que devem ser discutidas quanto antes para adequar esse setor a essa nova realidade e à nova conformidade de atuação corporativa.
Mas, antes mesmo de discutir os princípios e a importância das práticas ESG, há uma questão pouco mencionada que trata do modo de implementação dessas práticas.
Você se encontra numa posição privilegiada. Como consultor que tem implementado projetos com esse escopo, quais são as premissas necessárias antes da implementação desse tipo de projeto?
Eric Derbyshire: A implementação e a adaptação das práticas ESG hoje são incorporadas pela governança. Nesse contexto, é que surge a discussão sobre as práticas ESG. Hoje, nossos projetos de reestruturação contemplam a introdução a essas práticas. Em termos práticos, uma das primeiras medidas trata da montagem dos conselhos, da estrutura organizacional e dos comitês de auditoria que voltarão os olhos para esses e outros temas, que conferirão sustentabilidade à companhia. O dono não consegue tocar sozinho todos esses processos, ele precisa de ajuda! Quando montamos os conselhos ou comitês, mais de uma pessoa ajuda com as ideias e boas práticas, além de terem tempo, concentração e dedicação para abordarem temas mais estratégicos, uma vez que não estarão sendo consumidas pelo nervosismo do dia a dia das operações.
Na questão ambiental, quais devem ser os principais focos de atuação? Quais são as medidas mais importantes que podem ser tomadas em curto, médio e longo prazos?
Eric: Sem dúvida nenhuma, a principal medida é acompanhar a transformação energética que o mundo está vivendo. Nesse contexto, as frotas à base de energia renovável e com mais autonomia são fundamentais, porém o maior desafio é adequar os veículos. Não é fácil, não é rápido e não é barato. Algumas dessas energias também ainda são muito caras de serem geradas, armazenadas e transportadas até o consumidor final.
Por outro lado, o governo deveria estar mais atento ao tema e estimular as adequações e transformações para a energia limpa. Dois bons exemplos são a redução ou isenção de IPVA e a abertura de linhas mais baratas de financiamento para veículos com este perfil.
E quanto à redução de resíduos? Como é possível melhorar o que se faz hoje? Isso vale para a reciclagem?
Eric: Esse é outro grande desafio, principalmente em relação ao descarte das baterias elétricas ao final da vida útil.
Como adequar a cadeia produtiva a essas medidas?
Eric: Com incentivos do governo, novas leis e conscientização das pessoas e empresas.
Há vantagem em liderar essas ações?
Eric: Deveriam, sim, ser beneficiados, e os exemplos, seguidos.
Frota própria é a solução?
Eric: Não. Isso deve valer para todas as empresas e veículos, independentemente se é frota própria ou terceirizada.
Algo mais sobre o tema meio ambiente?
Eric: A transformação energética é um caminho sem volta. A grande questão agora é como barateá-la e ser técnica e economicamente mais vantajosa.
Agora sobre a questão social, quais medidas podem ser tomadas pelas empresas?
Eric: Maior diversidade entre os empregados, principalmente em relação à raça, gênero, idade, classe social e necessidades especiais.
É preciso incentivar a diversidade e a inclusão no ambiente de trabalho?
Eric: Sim. A inclusão de todos é, sobretudo, muito importante para um país com menos desigualdades.
E sobre treinamento e capacitação? Há algo a melhorar? Programas de treinamento que promovam desenvolvimento profissional e pessoal são necessários? Como implementá-los?
Eric: Já existem medidas adotadas por muitas empresas que atendem a essas necessidades. Claro que, com o mundo mais digital e trabalhos híbridos, algumas adaptações são necessárias, porém o maior desafio hoje para as empresas é manter a taxa de turnover baixa, pois perder seus talentos pode custar mais caro do que investir em treinamentos e qualificação.
Há algo que queira acrescentar?
Eric: Ações voltadas à comunidade local, com parcerias público privadas que fomentem a geração de empregos e melhorias na educação. Certamente, devem ser cada vez mais incentivadas e fiscalizadas pelo governo.
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Governança
E a governança. O que pode ser feito ou introduzido?
Eric: Ao integrar princípios de governança com práticas sustentáveis, as empresas podem não apenas reduzir seus impactos ambientais e sociais, mas também fortalecer sua resiliência, sua reputação e sua posição competitiva no longo prazo.
Isso seria transparência das informações? De que forma? Relatórios regulares sobre o desempenho ESG? Conduta ética? Como explicitar esse ponto?
Eric: Ética e transparência são apenas dois exemplos essenciais para construir uma base sólida de governança que promova a confiança. São, por certo, a sustentabilidade e o sucesso de uma organização no longo prazo.
O que mais você tem para apontar?
Eric: A governança corporativa é essencial para estabelecer a base de uma gestão empresarial sólida e, sobretudo, ética. Ela cria um ambiente propício para o crescimento sustentável. Além disso, a criação de valor e a confiança de todas as partes interessadas.
O Brasil conquista posição de destaque no setor de transporte de cargas, alcançando o patamar de sexto maior mercado global de caminhões e consolidando-se como o mais importante mercado da Volvo Trucks no mundo. O reconhecimento como Mercado do Ano foi celebrado na Suécia, durante um evento marcado pela presença de Martin Lundstedt, CEO do Grupo Volvo, Roger Alm, presidente da Volvo Trucks, Wilson Lirmann, presidente da Volvo do Brasil e América Latina, além de diretores da empresa e representantes da rede brasileira de concessionárias.
Pelo segundo ano seguido, o Grupo Volvo agracia a Volvo do Brasil com o título de Mercado do Ano, um feito devido aos impressionantes resultados que ela obteve em 2023. Estes foram significativamente impulsionados pela excelente receptividade do mercado à nova linha Euro 6, ressaltando o compromisso da marca com a inovação e a sustentabilidade.
No cenário nacional, a Volvo manteve a liderança nas vendas de caminhões pesados pelo quinto ano consecutivo. Destaque para o modelo Volvo FH 540, que liderou o segmento com a venda de 7,2 mil unidades. A presença marcante da marca se estendeu com o Volvo FH 460, que ocupou a terceira posição no ranking de vendas dessa categoria, enquanto a linha VM destacou-se por sua superioridade com 6.896 unidades vendidas, alcançando 19,5% de participação do segmento. Esses números expressivos sublinham a preferência e a confiança depositadas pelos consumidores na Volvo, levando a empresa a esse renomado reconhecimento.
Além disso, é digno de nota que Brasil e Peru estão classificados entre os 14 principais mercados de caminhões da Volvo, globalmente. Por certo, isso evidencia a importância estratégica da América Latina para a empresa.
Wilson Lirmann, presidente da Volvo na América Latina, destacou o orgulho e a importância dessa conquista para a Volvo Trucks. Certamente, no contexto de um ano recordista para a companhia na escala global. “É um grande orgulho trazer essa conquista para casa, refletindo a relevância do nosso mercado e dos nossos negócios na América Latina”, afirmou Lirmann. Ele também enfatizou que, durante o evento na Suécia, ele e sua equipe receberam a honra, mas o reconhecimento pertence a todos. Por certo, especialmente, aos clientes da Volvo, que confiam à marca o desempenho e a eficiência de suas frotas e alcançam excelentes resultados operacionais.
Devido à falta de pneus para os modelos elétricos da BYD, o tema sobre pneus específicos para automóveis elétricos ganhou as redes sociais nos últimos dias. Foram muitas críticas e memes sobre a falta de pneus para os carros da BYD. E para ônibus, que já estão rodando no Brasil com tendência de crescimento?
Primeiramente, a indústria de veículos comerciais tem uma cultura de pós-venda mais profissionalizada do que a de automóveis de passeios. Tanto que a Fiat, como a Renault, contam com suas divisões Fiat Professional e a Renault Profissional para atender um público mais exigente. A Mercedes-Benz Cars & Vans também conta com uma rede dedicada às vans Sprinter.
No caso de pneus, existem as redes para atender veículos comerciais e as de veículos de passeio. Inclusive, marcas como Pirelli e Goodyear para veículos comerciais e de passeio são separadas. Inclusive, no caso da Pirelli, a dona da marca de pneus de veículos comerciais pesados é a Prometeon, que comprou a divisão de pneus Pirelli Industrial em 2017.
No entanto, até podemos imaginar que os fabricantes de pneus estão se preparando para este novo mercado de veículos comerciais elétricos. No momento, ainda há mais dúvidas do que respostas.
A Fate, um fabricante de pneus na Argentina e com presença no Brasil por meio da Fate Pneus do Brasil, explica como está sendo o desenvolvimento de pneus para caminhões e ônibus.
Antes, esclareceremos o que já se sabe sobre as diferenças entre pneus dos carros elétricos e convencionais.
Peso e composição: Os pneus dos carros elétricos são mais pesados do que os pneus dos veículos a combustão. Isso ocorre porque eles possuem mais massa e mais componentes para reduzir o ruído quando em contato com o solo. Além disso, a composição dos pneus elétricos é diferente. Eles podem incluir espuma de poliuretano de célula aberta para redução de ruídos.
Resposta e estabilidade: Devido ao maior peso dos carros elétricos, os pneus são projetados para oferecer maior resposta em termos de aceleração, frenagem e precisão na direção. Essa resposta rápida é importante para garantir a segurança e a estabilidade do veículo.
Transmissão de Potência: Os veículos elétricos têm uma forma diferente de transmitir a potência do motor às rodas. Eles possuem uma eficiência de 90% na distribuição da potência e do torque para as rodas, influenciando o design dos pneus. Vale lembrar, que 100% do torque do motor elétrico é transmitido para os pneus a partir da primeira rotação.
A Fate apresentou um novo conceito de pneu para veículos pesados elétricos. O pneu conceito SU-ELECTRIC, projetado para unidades de transporte urbano com propulsão 100% elétrica, é a plataforma de desenvolvimento de pneus para a mobilidade elétrica. Este pneu está sendo utilizado em testes de ônibus elétrico da Agrale. Eles estão trabalhando em conjunto para obter informações sobre o desempenho da montagem e assim poder dar continuidade à evolução deste pneu em desenvolvimento.
Esta apresentação dá origem a um spin off da atual linha de transporte Fate que será identificada como FATECARGO ZE e representa pneus de transporte desenvolvidos para mobilidade elétrica pesada.
Adicionam o nome ZE à já conhecida linha FATECARGO, que faz referência ao deus grego Zeus, portador do raio, e distingue os pneus para unidades elétricas do restante da linha FATECARGO.
Características do pneu conceito SU-ELECTRIC
Na primeira fase, desenharam o pneu conceito SU-ELECTRIC na medida 275/80R22.5, tendo em conta os conceitos orientadores.
Em sustentabilidade, substituíram os compostos especiais de banda de rodagem. Sobretudo, os óleos derivados de hidrocarbonetos, por óleos de origem vegetal.
Juan Manuel Scassi, gerente de Produto e EO, comentou.
Juan Manuel Scassi, gerente de produto da Fate
“Estamos orgulhosos de apresentar o primeiro pneu para mobilidade elétrica pesada do país. A SU-ELECTRIC é o resultado do trabalho conjunto de diversas áreas da Fate, desde as equipas de Investigação & Desenvolvimento até as equipas da Fábrica. Embora não vamos iniciar a comercialização do SU-ELECTRIC de imediato.”
Este pneu conceitual tem a missão de reunir as virtudes da linha FATECARGO às quais se somam em seu desenvolvimento os requisitos exigidos por unidades de propulsão 100% elétricas. Portanto, com maior resistência à abrasão e altos torques aplicados instantaneamente, além de níveis de emissão de ruído limitados a intervalos específicos.
O desenho da banda de rodagem para uso urbano e a maior profundidade da banda de rodagem são outras características deste pneu-conceito. Também, por fim, estão sendo feitos trabalhos para atingir níveis ideais de resistência ao rolamento para auxiliar na autonomia das baterias.
Alguns sites europeus especializados em transportes, como “France Routes”, destacaram as notícias recentes do Iveco Group para o plano de parcerias estratégicas para o desenvolvimento até 2028, anunciado pelo CEO do grupo, Gerrit Marx. Abaixo, o Frota News faz um resumo dos principais pontos das notícias que circulam na Europa.
Em uma série de movimentos estratégicos, a Iveco, controlada pela Exor, fundo de investimento da família Agnelli por meio do grupo CNH Industrial, anuncia uma grande reorientação de suas atividades com foco no mercado oriental. Este movimento vem acompanhado pela venda de sua subsidiária Magirus, bem como por importantes alianças com a Ford Trucks e a Hyundai Motor, delineando uma robusta estratégia de desenvolvimento até 2028.
A desvinculação da Magirus
A Iveco decidiu vender a Magirus GmbH, uma empresa alemã especializada na fabricação de veículos de combate a incêndios, para a holding de investimentos Mutares. A Magirus, com mais de 1.300 funcionários distribuídos pela Alemanha, Itália, França e Áustria, representava 2% do volume de negócios do grupo Iveco em 2023, ano em que registrou um prejuízo de 35 milhões de euros. A conclusão da transação é esperada até janeiro de 2025.
O relacionamento com a Hyundai não chega a ser novidade, pois algumas parcerias estratégicas para futuros modelos foram anunciadas na Fenatran 2022. Agora, a parceria entre a Iveco e a Hyundai Motor Company ganha novos contornos com a assinatura de uma carta de intenções em 14 de março, reforçando a colaboração no design de caminhões elétricos a bateria e a célula de combustível de hidrogênio para os mercados europeus. Esta cooperação já resultou em lançamentos significativos como o eDaily movido a bateria H2 e o E-Way H2, mostrando o comprometimento das empresas com a inovação e a sustentabilidade no transporte de cargas.
Aliança com a Ford Trucks
Em outra frente, a Iveco e a Ford Trucks formalizaram um memorando de entendimento para desenvolver uma estrutura de cabine comum para veículos pesados. Por certo, alinhando-se aos novos regulamentos europeus previstos para 2028 ou 2029. Esta colaboração preliminar abre caminho para possíveis desenvolvimentos conjuntos em novas tecnologias e produtos, visando a competitividade e a redução de emissões de CO2.
Perspectivas otimistas
Com a apresentação de seu plano estratégico para o período até 2028, a Iveco demonstra otimismo. Sobretudo, refletido no cumprimento de suas metas financeiras anteriores e na adoção de valores voltados para a inovação e a sustentabilidade. Gerrit Marx, CEO do grupo Iveco, enfatiza o compromisso da empresa em superar o convencional. Ademais, acelerando o desenvolvimento de produtos, estabelecendo parcerias diversificadas e avançando em práticas sustentáveis.
Estes movimentos estratégicos não apenas redefinem a direção da Iveco no cenário global de veículos industriais. Além disso, destacam a importância da inovação e da sustentabilidade como pilares para o futuro da mobilidade. Com a desvinculação da Magirus, e, por fim, as parcerias com Hyundai e Ford Trucks, a Iveco estabelece um caminho promissor.
Os caminhões Scania têm uma longa história de inovação e conforto, que remonta aos anos 1950. Um exemplo notável dessa tradição é o Scania LS71, que foi transformado em uma verdadeira casa sobre rodas para atender o pedido do transportador de flores sueco Hans Blommor. A necessidade de espaço e conforto para longas viagens levou à criação de uma cabine extralonga, construída com auxílio da fabricante Kässbohrer, uma empresa conhecida pela sua basta gama de implementos rodoviários.
O Scania LS71, originalmente produzido sem cabine, foi equipado com uma cabine-dormitório que oferecia comodidades incomuns para a época, como uma área de estar convertível em cama de casal, kitchenette, pia e até um banheiro. Essa inovação não era apenas um luxo, mas uma necessidade prática para os motoristas que passavam longos períodos na estrada.
A Scania sempre orientou a abordagem ao design de cabines pela funcionalidade e pelo conforto do motorista. O conceito de ‘cabine leito’ evoluiu ao longo dos anos, culminando no Scania Longline, baseado na série Scania 4. Este modelo mais recente é o epítome do luxo e da eficiência, oferecendo ainda mais espaço e comodidades para os motoristas modernos.
A kitnet para quatro pessoas na cabine do LS71
A história do Scania LS71 com sua cabine extralonga é um testemunho do compromisso da Scania com a inovação. Desde os anos 50, a Scania vem sendo pioneira em designs que atendem às necessidades dos clientes. Dessa forma, mantém-se na vanguarda da indústria de caminhões. Com cada novo modelo, a Scania, prova que, sobretudo, as ideias mais ousadas podem se tornar realidade com visão e engenharia de ponta.
Em 1893, quando Karl Kässbohrer fundou a sua “Wagenfabrik” em Ulm, por certo, redefiniu o que a engenharia de reboques poderia alcançar.
A Kässbohrer 131 anos após a sua fundação
Hoje, graças a 131 anos de fidelidade à sua filosofia, a Kässbohrer produz a mais ampla gama de produtos da Europa. Ademais, ultrapassou os limites da inovação, promovendo a tecnologia de reboques ao serviço de um transporte, e trabalha em conjunto com a mais ampla gama de parceiros e partes interessadas do ecossistema do que o Sr. Kässbohrer jamais teria pensado ser possível.
Com a mais ampla gama de produtos da Europa, incluindo cortinas laterais, frigoríficos e caixas para carga geral. Além disso, transporte de cadeia de frio, tanques e silos para transporte de mercadorias a granel, líquidos e perigosos. A gama segue com produtos de construção, incluindo basculantes, plataformas, plataformas baixas padrão e hidráulicas, bem como sua premiada e incomparável linha de produtos intermodais Kässbohrer atende às necessidades não atendidas de seus clientes em mais de 55 países.
O Grupo Cetric, conhecido por seu serviço completo de coleta, recepção, tratamento e transporte de resíduos, anunciou a aquisição de 28 caminhões a gás, que podem ser abastecidos com GNV (Gás Natural Veicular) ou biometano, pode ser a mistura dos dois, como ocorre com os veículos flex (etanol e/ou gasolina).
A empresa conta com frota própria e equipamentos especializados para garantir a segurança e eficiência no transporte de resíduos, sejam eles industriais, comerciais ou residenciais. Os 28 novos cavalos mecânicos S-Way NG, da Iveco Brasil.
O grupo investe no Projeto Rota Azul, uma iniciativa que visa instalar postos de abastecimento de biometano ao longo da Rodovia BR-282/470, em Santa Catarina. Este projeto é a fim de criar a infraestrutura necessária para impulsionar a utilização de combustíveis mais sustentáveis, como o biometano, reforçando a liderança do Grupo Cetric em práticas ambientais responsáveis.
Para Gustavo Baldissera, presidente do Grupo Cetric, essa ação representa um marco importante na jornada da empresa rumo à sustentabilidade. Dessa forma, alinhando-se ao compromisso do grupo em reduzir emissões de carbono e promover um futuro mais verde.
A Cetric, situada em Chapecó–SC, destaca-se por sua dedicação à sustentabilidade. Sobretudo, investimento na economia circular, um modelo econômico que visa reduzir o desperdício e promover a reutilização de recursos. A empresa concentra-se em transformar resíduos em biogás. Portanto, em um recurso valioso que pode ser usado de várias maneiras, incluindo para gerar energia térmica, elétrica e biocombustível. O biometano que pode ser utilizado em caminhões a gás, com benefícios ambientais superiores ao GNV (Gás Natural Veicular), é produzido a partir da purificação do biogás. Além disso, com o uso do biometano em frotas, diminui a dependência de combustíveis fósseis.