Em pouco mais de um ano de existência, a Addiante avança no mercado de locação de caminhões e equipamentos pesados. Fruto da união estratégica entre duas potências, Randoncorp e Gerdau, a empresa estabeleceu suas bases em novembro de 2022 e, desde então, vem trilhando um caminho de inovação e liderança.
Com uma frota que já ultrapassa os 250 caminhões Mercedes-Benz Actros, incluindo 220 unidades de modelos Euro 6, a Addiante anunciou a aquisição de mais 176 unidades de caminhões Actros. A empresa mantém em sua frota caminhões de outras marcas também, como Volvo e Volkswagen.
Fábio Kalil, gerente de Marketing da Addiante, enfatiza a importância desta nova aquisição, garantindo uma ampliação significativa da capacidade operacional em todo o território nacional.
A trajetória ascendente da Addiante no mercado de locação de veículos pesados reflete uma visão de futuro do setor de locação de caminhões, um mercado em ascensão no Brasil.
Segundo a ABLA (Associação Brasileira das Locadoras de Automóveis), as locadoras foram responsáveis por mais de 10% das compras de caminhões zero quilômetros em 2023, ou seja, cerca de 10,2 mil unidades do total de 97,6 mil emplacadas.
Em comparação com 2022, as locadoras compraram 24,5% a mais de caminhões no ano passado em relação ao ano anterior. A Localiza Empresas Pesados é a locadora que mais cresceu nos últimos anos e já conta com uma frota superior a 5 mil caminhões locados, entre urbanos, fora de estrada e rodoviários.
A Addiante, mais recente no mercado, tem planos ambiciosos para o seu crescimento, pois conta com a rede de 90 distribuidores Randon como parceiros para a locação dos veículos pesados.
Além das locadoras independentes, praticamente todos os fabricantes de caminhões já contam com locadoras próprias. Entre elas, sendo a Daimler Truck Locações e Serviços a mais recente a chegar no mercado, no último mês de fevereiro.
Profissões que estão em alta e devem permanecer existindo. Veja se quais que estão dentro do setor da mobilidade neste artigo de João Roncati*.
Nos últimos anos, temos visto o mundo do trabalho mudar e ser impulsionada pela aceleração da digitalização, automação e inteligência artificial.
Nesse contexto, algumas profissões emergem como protagonistas, enquanto outras se adaptam às demandas crescentes da sociedade e do mercado. Diante desse cenário dinâmico, é essencial refletir sobre as áreas que estão em ascensão e os motivos desse protagonismo.
Um dos campos que se destaca é a Tecnologia da Informação. Com a crescente demanda por soluções digitais e a evolução rápida do setor, profissionais de esferas como Ciências da Computação e Matemática estão em alta. Empresas líderes, como Google e Amazon, já vêm oferecendo remunerações atrativas para estagiários talentosos, evidenciando a valorização dessas habilidades.
Além disso, ramos como Mecatrônica e Engenharia estão ganhando destaque devido à integração de tecnologias avançadas em processos industriais e de automação. O desenvolvimento de sistemas inteligentes e robótica impulsiona a demanda por profissionais qualificados nessas áreas.
No Brasil, o Programa MCTI Futuro, iniciativa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), oferece 70 mil vagas de capacitação gratuita na área de tecnologia. Esses cursos abrangem tópicos como robótica, inteligência artificial, Internet das Coisas (IoT) e simulação digital.
Outro setor em crescimento é o de gestão e cuidados à áreas naturais ou ao meio ambiente, impulsionado pela crescente preocupação com a degradação de matas nativas, reservas e do aumento médio de temperatura na Terra. Profissionais especializados em pesquisa e soluções sustentáveis estão em alta demanda, à medida que empresas e governos buscam mitigar os impactos ambientais e promover práticas mais sustentáveis.
O campo abrange desde a revitalização de ecossistemas até a gestão de resíduos e energia renovável, passando pelo clima e práticas ESG. Inclusive, a oferta de emprego em vagas com habilidades verdes cresceu 22,4% em todo o mundo no ano passado, segundo dados do LinkedIn Economic Graph, apresentados no Green Skills Report 2023.
A busca por uma melhor qualidade de vida também impulsiona o crescimento de profissões relacionadas à saúde e bem-estar. A procura por personal trainers e nutricionistas nunca foi tão alta, refletindo uma mudança de paradigma em relação ao autocuidado e à prevenção de doenças.
Da mesma forma, profissionais dedicados ao cuidado da terceira idade estão em crescente demanda, à medida que a população envelhece e busca serviços especializados. Segundo um levantamento da Kantar, 91% dos brasileiros estão interessados em melhorar ou manter a saúde e o bem-estar.
Destaca-se também o aumento da procura por cursos de Psicologia. Apenas na Fuvest, o vestibular mais concorrido do Brasil que seleciona candidatos para a USP, a carreira em Psicologia tornou-se a segunda mais disputada, perdendo apenas para Medicina. A concorrência para o curso de Psicologia no campus de São Paulo foi de 70,6 candidatos por vaga.
O curso de Psicologia passou a ocupar um espaço de proeminência e adquiriu notoriedade que não tinha antes.O papel dos psicólogos é fundamental na compreensão das complexidades humanas e no desenvolvimento de estratégias de suporte e intervenção, evidenciando uma maior conscientização sobre saúde mental e bem-estar emocional.
Em suma, as profissões do futuro serão aquelas que combinam habilidades técnicas com um profundo entendimento das necessidades e cuidados ao ser humano e ao meio ambiente. A digitalização e a sustentabilidade moldarão o mercado de trabalho, exigindo uma adaptação contínua e um foco na inovação e na resolução de problemas. Portanto, aqueles que investirem em educação e formação nessas áreas estarão bem posicionados para prosperar em um mundo em constante evolução.
*João Roncati é diretor da People + Strategy, consultoria de estratégia, planejamento e desenvolvimento humano.
Uma das coisas mais difíceis é interpretar números estatísticos de segmentos da economia. Os estatísticos não conseguem comunicar os números para os leitores. Aqui entra o trabalho do jornalista especializado que estuda o setor há décadas. Interpretar os números. E, mesmo assim, não é fácil, pois não respondem ou não sabem responder todas as nossas perguntas.
Fazemos isso com os números da Carta da Anfavea , da Fenabrave e da ANFIR, para focarmos nos números que interessam ao setor de transporte e logística. O meu cliente é o frotista, cheio de dúvidas.
Neste artigo, vamos focar nos números do último trimestre da indústria de implementos rodoviários, divulgados pela Anfir.
Os números de emplacamentos do Denatran deixam claro as razões
Então, vamos entender os principais números (não vamos fazer isso com todos os números, pois iria virar uma reportagem de dezenas de páginas).
Qual é a manchete dos jornais e sites especializados em transporte?
“A indústria de implementos rodoviários teve queda de 4,28%”. É verdade? Sim e não. Vamos entender isso.
As estatísticas da Anfir deixam claro os números, mas entender as razões de crescimento ou queda de segmentos é preciso de uma análise demoradaA queda de 4,28% é a média de diversos segmentos. Há os que cresceram muito e há os que tiveram desempenho negativo. Analisar média não é fácil. Exige trabalho.
Então, para ficar muito claro isso, vamos analisar os dois segmentos que tiveram os melhores desempenhos e os dois que tiveram o pior desempenho. A partir disso, vamos entender por que a média foi negativa. Mas ela não foi. É só uma questão de ponto de vista. A dor foi para quem e por qual motivo?
Se as fabricantes de caminhões semileves tiveram queda de 35,3%, a de leves menos 21,1, a de médios 21,’% e de semipesados, de menos 12,1%, o transportador vai comprar implemento sobre chassi para colocar a onde? Já no semento de pesados houve crescimento de 3,2%. No caso de pesados, devemos saber que um cavalo mecânico, como líder no mercado, o FH 540 da @Volvo Caminhões, puxa dois semirreboques, ou seja, os 3,2% viram 6,4%.
Vamos fazer a análise da seguinte forma, pois temos que ter critério: comparar o segmento que puxou a média para o “fundo do poço com o segmento que puxou a média para o céu”.
O pior desempenho do setor no primeiro trimestre foi dos fabricantes de baú lonado (“sider”) sobre chassi (segmento leve), com uma redução de 42,98% (121 unidades em 2023 e 69 em 2024). Há várias razões para isso, e precisaria de muita pesquisa para entender os motivos, mas ninguém investe em pesquisa, e confia no achismo. Mas vamos pegar um exemplo baseado nas estatísticas da Anfavea. Se as vendas de caminhões semileves tiveram queda de 35,3%, e o de leves
O melhor desempenho foi do setor de tanque de carbono inox, crescimento de 49,96% (1.199 unidades em 2023 e 1.798 em 2024).
O segundo pior desempenho desta indústria foi basculante sobre chassi: queda de 35,87%, com 2.585 unidades em 2023 e 1.659 basculantes.
No segundo melhor resultado foi de graneleiro de carga seca, com crescimentos 36,72%, com 4.137 unidades entre 2023 e 5.656 graneleiros em 2024, sempre considerando a comparação no mesmo período, o primeiro trimestre deste ano com o mesmo período de 2023.
Para o texto não ficar muito longo, colocando a estatística da Anfir abaixo, e o leitor pode comparar o segmento de seu interesse.
O fato é que existe problema na indústria de implementos leves (carroceria sobre chassi) e existe prosperidade na indústria de semirreboques e reboques. A indústria de leves puxa a média para baixo, mas a indústria de pesados, é gigante.
A indústria de leves precisa evoluir, dialogar, fazer novas propostas, se reinventar, pois a de implementos pesados faz isso há décadas. Existe uma diferença gigante entre esses dois segmentos. E alguém precisava falar sobre isso!
Qual é a manchete dos jornais e sites especializados em transporte?
“A indústria de implementos rodoviários teve queda de 4,28%”. É verdade? Sim e não. Vamos entender isso.
A queda de 4,28% é a média de diversos segmentos. Há que os cresceram muito e há que tiveram desempenho negativo. Então, para ficar muito claro isso, vamos analisar os segmentos que tiveram os melhores desempenhos e os que tiveram o pior desempenho. A partir disso, vamos entender por que a média foi negativa. Mas ela não foi. É só uma questão de ponto de vista.
Vamos fazer a análise da seguinte forma, pois temos que ter critério: comparar o segmento que puxou a média para o “fundo do poço com o segmento que puxou a média para o céu”.
O pior desempenho do setor no primeiro trimestre foi dos fabricantes de baú lonado (“sider”), com uma redução de 42,98% (121 unidades em 2023 e 69 em 2024). Há várias razões para isso, e precisaria de muita pesquisa para entender os motivos, mas ninguém investe em pesquisa, e confia no achismo.
O melhor desempenho foi do setor de tanque de carbono inox, crescimento de 49,96% (1.199 unidades em 2023 e 1.798 em 2024).
O segundo pior desempenho desta indústria foi basculante sobre chassi: queda de 35,87%, com 2.585 unidades em 2023 e 1.659 basculantes.
No segundo melhor resultado foi de graneleiro de carga seca, com crescimentos 36,72%, com 4.137 unidades entre 2023 e 5.656 graneleiros em 2024, sempre considerando a comparação no mesmo período, o primeiro trimestre deste ano com o mesmo período de 2023.
Para o texto não ficar muito longo, colocando a estatística da Anfir abaixo, e o leitor pode comparar o segmento de seu interesse.
O fato é que existe problema na indústria de implementos leves (carroceria sobre chassi) e existe prosperidade na indústria de semirreboques e reboques. A indústria de leves puxa a média para baixo, mas a indústria de pesados, é gigante.
A indústria de leves precisa evoluir, dialogar, fazer novas propostas, se reinventar, pois a de implementos pesados faz isso há décadas. Existe uma diferença gigante entre esses dois segmentos. E alguém precisava falar sobre isso!
A cidade de São Paulo foi o centro das atenções para profissionais de segurança e defesa de toda a América Latina com a LAAD Security & Defence 2024 realizada recentemente. Entre os participantes, a REVO, especializada em adaptação veicular, apresentou uma série de inovações que apresentaremos neste artigo.
O portfólio inclui desde ambulâncias e viaturas policiais até veículos especiais para combate a incêndios e motocicletas adaptadas, além de uma linha própria de blindagem. Entre os destaques, um Porsche 718 Cayman adaptado para viatura policial com equipamentos REVO, incluindo sirenes e sinalizadores, demonstra a capacidade inovadora e a qualidade dos produtos da empresa.
Flavio Padovan, CEO da REVO, comentou sobre a importância da participação no evento.
“A LAAD é uma vitrine importante para o nosso trabalho, pois nos permite demonstrar a qualidade e a inovação dos nossos veículos a um público especializado de toda a América Latina. Estamos otimistas que essa será uma excelente oportunidade para expandir nossos negócios.”
Flavio Padovan, CEO da REVO
Os veículos apresentados
Mitsubishi L200 Triton Sport GLS Plus (Viatura Policial)
Produzida no Brasil, esta picape é um exemplo notável de veículo adaptado para atender às exigências das forças policiais. A robustez inerente a este modelo de picape média, combinada com seu desempenho, a torna uma escolha para patrulhas. A REVO realizou uma série de modificações para otimizar a L200 para o serviço policial. Isso incluiu a adição de caixas de ferramentas na caçamba, cada uma com capacidade de aproximadamente 30 litros, e um revestimento de poliuretano para proteção adicional.
Além disso, o veículo foi equipado com engates de reboque tanto na parte traseira quanto na frontal, suportes personalizados para equipamentos de sinalização interna e externa, e estribos laterais que facilitam o acesso. A ergonomia também foi considerada, com a instalação de suportes projetados para facilitar o uso dos sistemas de sinalização. A comunicação é vital em operações policiais, e a L200 foi preparada com suportes para rádios de modelos MTM5400 e Pro5100, além de uma escotilha para manutenção das antenas no teto e um compartimento dedicado para os rádios atrás dos bancos, com a opção de adicionar grades de proteção.
Mitsubishi L200 para maior eficiência das forças de segurança
Para garantir a segurança dos ocupantes e a integridade do veículo, os vidros foram reforçados com uma película antivandalismo. A eletrônica do veículo também recebeu atenção especial, com a instalação de um sistema de gerenciamento de bateria que desliga automaticamente o sistema de sinalização após seis horas de inatividade, prevenindo o esgotamento da bateria. A iluminação foi aprimorada com a adição de 14 LEDs auxiliares e sinalizadores estrategicamente posicionados para máxima visibilidade. A funcionalidade foi ainda mais ampliada com a inclusão de tomadas USB e 12V extras.
Finalmente, a L200 Triton Sport GLS Plus foi equipada com uma variedade de sinalizadores, incluindo três na frente, dois atrás e uma sirene acústica, garantindo que a presença policial seja claramente anunciada. Internamente, novas capas de bancos foram instaladas para manter a cabine em condições ideais, mesmo sob uso intenso. Essas adaptações transformaram a picape em uma ferramenta policial altamente eficaz, pronta para enfrentar os desafios das rondas urbanas e rurais no Brasil.
Renault Oroch (Viatura Policial Multifunção)
A Renault Oroch é uma opção que exige um investimento menor entre as opções de picapes no mercado brasileiro. Nem por isso deixou de passar por uma transformação completa pela REVO.
Externamente, recebeu uma capota de fibra de vidro com portas laterais para a caçamba, para-choques de aço e estribos metálicos, além do reposicionamento do estepe no teto.
Internamente, destaca-se o novo compartimento canil e o sistema de gavetas para equipamentos de segurança. A iluminação foi reforçada com lâmpadas de 9W e os bancos agora contam com revestimento em couro sintético. A Oroch também foi equipada com um sistema de sinalização completo e uma bateria secundária com gerenciamento eletrônico independente.
Suzuki V-Strom 1050 XT (Moto Patrulha)
A transformação de motocicletas big trail para uso em patrulhamento urbano é um exemplo para aumentar a segurança pública. Em São Paulo, já são utilizados os modelos de alta cilindrada das marcas BMW e Triumph.
Suzuki VStrom, opção mais eficiente do que as motocicletas de baixa cilindrada
Neste modelo da Suzuki, a REVO fez a inclusão de proteção metálica para o motor e câmbio, bem como a adição de um bagageiro robusto e bauleto. Além disso, a instalação de antenas anti-linha de pipa e protetores de mão demonstra uma atenção cuidadosa à segurança dos oficiais durante a condução em ambientes urbanos.
O suporte para equipamentos como o Terminal Móvel de Dados e o sistema acústico com sirene e caixas de som são cruciais para a comunicação e sinalização eficazes em emergências. Essas adaptações não apenas melhoram a eficiência operacional, mas também garantem a segurança dos policiais e da comunidade que eles servem.
Sobre a REVO
Maior e mais tradicional empresa de adaptação veicular no país, a REVO possui capacidade instalada de 200 unidades/dia, com duas plantas no interior de São Paulo (Tatuí e Sorocaba), que totalizam 240 mil m² de área. Dotada de um time de colaboradores altamente capacitado e com amplo portfólio de produtos e serviços homologados pelas principais montadoras, a REVO conta com o suporte da REAG Investimentos, uma das maiores gestoras de recursos independentes do mercado brasileiro.
A escassez de motoristas de caminhão é um problema crônico que afeta o setor de transporte rodoviário em todo o mundo. Com base no Relatório Global de Escassez de Motoristas de Carga de 2023, publicado pela IRU (União Internacional dos Transportes Rodoviários), examinaremos as principais tendências, desafios demográficos e esforços para tornar a profissão mais acessível e atrativa.
O Cenário Atual
Vagas Disponíveis: Atualmente, há mais de 3 milhões de vagas para motoristas de caminhão que estão abertas em 36 países estudados, representando 7% do total de cargos nesses locais. Infelizmente, apesar da NTC & Logística ser a representante do Brasil na IRU, a Argentina sempre é o país pesquisado na América do Sul, como se o TRC (transporte rodoviário de carga) e o PIB (Produto Interno Bruto) dos argentinos fossem muito maiores do que os do mercado brasileiros. Mas tudo bem, os estrangeiros nunca foram bons em geografia, e muitos ainda acham que a Argentina é a capital do Brasil. Brincadeiras à parte, mas sério, continuaremos com a análise de forma séria.
Projeção para 2028: A escassez global de motoristas pode dobrar até 2028, atingindo níveis alarmantes. Se medidas significativas não forem implementadas, mais de 7 milhões de vagas de motoristas de caminhão permanecerão sem preenchimento até 2028 nos países pesquisados.
Demografia: A disparidade entre condutores jovens e idosos continua a crescer. Apenas 12% dos motoristas têm menos de 25 anos, e apenas 6% são mulheres. A necessidade de atrair novos profissionais para a indústria é evidente.
A capacitação de condutoras mulheres é uma das soluções para a escassez de motoristas
Tendências Moldando a Escassez
Envelhecimento da Força de Trabalho: O aumento da demanda de transporte e o envelhecimento dos profissionais são as principais causas da falta de motoristas. O abismo entre a aposentadoria e os novos motoristas deve triplicar a taxa de vagas não preenchidas até 2026.
Barreiras de Acesso: A idade mínima de qualificação ainda é um obstáculo significativo. Em alguns países da UE, a idade mínima para motoristas de caminhão é de 21 anos, enquanto para motoristas de ônibus, varia entre 21 e 24 anos. Isso dificulta a entrada de jovens na profissão. No Brasil, além da idade mínima, há falta de preparação técnica e a exigência de motoristas com experiência, exigências que impede a entrada de novos motoristas profissionais no mercado e terá uma conta muito cara para pagar em breve.
A Fabet-SP desenvolveu e oferece cursos muito avançados para preparação de motoristas. Para todas as categorias de CNH, sem experiência, com uma capacitação realizada com muitas horas de aulas teóricas e práticas em uma frota própria (parceria com a Mercedes-Benz Caminhões e Mercedes-Benz Vans) que tem tido sucesso com várias empresas que passaram a buscar uma gestão de frota mais profissional.
Associações e Governos: Associações de transporte rodoviário e governos estão trabalhando juntos para tornar a profissão mais acessível na Europa. No Brasil, isso ainda não acontece.
Empresas Líderes: Empresas como CEVA Logistics, Scania e Truckfly by Michelin estão implementando soluções para atrair e reter motoristas na Europa. No Brasil, há várias empresas também, como Mercedes-Benz, Ambev, Raízen, Coopercarga, Randon, Transjordano, Transpedrosa, Ipiranga, entre outras. Isso inclui melhores condições de trabalho, benefícios e apoio à formação profissional.
Impacto e Urgência
A escassez de motoristas afeta diretamente a economia, a mobilidade social e os objetivos de descarbonização. Sem motoristas, a Europa enfrentará desafios significativos. Ações imediatas são essenciais para garantir o futuro do transporte rodoviário e o bem-estar das comunidades.
Para obter informações detalhadas, baixe o relatório completo no site da IRU: www.iru.org.
Este artigo foi um dos temas da revista digital Frota News. Para conhecer os demais temas, é só acessar o seguinte link: Newsletter 39.
A corrida pelo título de caminhão mais vendido do ano está veemente, e, ao que tudo indica, o Volvo FH 540 está na dianteira para se sagrar campeão mais uma vez. Com nove meses ainda pela frente até o fim de 2024, os números de emplacamentos consolidados pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave) no primeiro trimestre colocam o modelo da fabricante de Curitiba–PR em posição de destaque.
Nos três primeiros meses do ano, o mercado total de caminhões atingiu a marca de 25,8 mil unidades vendidas, das quais mais de 1,8 mil foram do Volvo FH 540. Isso representa 7,2% do mercado total e 13,6% da categoria de pesados, demonstrando a preferência dos consumidores pelo cavalo mecânico da Volvo.
O desempenho notável do modelo fabricado em Curitiba estabeleceu uma vantagem considerável sobre seu concorrente mais próximo, o Scania R 460, que ficou na segunda posição do ranking do trimestre com 1,3 mil emplacamentos. O modelo da Scania, empresa também de origem sueca, conseguiu capturar 9,6% das vendas de pesados, correspondendo a 5,1% do total do mercado.
O terceiro lugar ficou com o Volkswagen Delivery 11.180, que se destacou no segmento de médios, acumulando no trimestre 1,2 mil unidades emplacadas e liderando sua categoria com impressionantes 44,8% das vendas.
O sucesso do Delivery 11.180 deve muito ao falto de ser um modelo do segmento de leves com maior capacidade de carga, portanto, sendo ideal para aplicações urbanas para transporte de mercadorias com maior densidade peso, como os refrigerantes. Além disso, ele conta apenas com um concorrente em sua categoria, o Iveco Tector 11–190, com 147 unidades emplacadas no mesmo período.
Por outro lado, a DAF tem motivos de sobra para comemorar. Seu modelo XF 530 alcançou o quarto lugar entre os caminhões mais vendidos, com 1,1 mil unidades entregues. No ranking de pesados, o XF 530 ocupa a terceira posição, representando 8% das vendas da categoria. Vale lembrar que a DAF Caminhões conta com apenas 10 anos de presença no mercado brasileiro e já se destaca em igualdade com as marcas suecas com mais de 60 anos de presença no Brasil.
É interessante observar que, entre os dez modelos mais vendidos até março de 2024, os pesados dominam com sete posições. As exceções ficam por conta do já mencionado Volkswagen Delivery 11.180, do Volvo VM 290, líder entre os semipesados com 11,2% das vendas de 6,8 mil caminhões, e do Mercedes-Benz Accelo 1017, segundo colocado entre os médios e nono na lista geral.
Esta predominância dos pesados no ranking reforça a tendência de mercado. Além disso, a confiança dos consumidores nesses modelos robustos e eficientes para as demandas logísticas do país. Com os números atuais, o Volvo FH 540 se posiciona não apenas como líder de vendas no segmento pesado, mas também como um dos preferidos no mercado brasileiro de caminhões, sinalizando mais um ano de sucesso para a Volvo.
A Hitech Electric, uma proeminente empresa brasileira no setor de eletromobilidade, está ampliando seus horizontes com a abertura de sua primeira concessionária exclusiva em São Paulo. Situado no bairro do Morumbi, este empreendimento surge da parceria estratégica com o Grupo Carueme, empresa que, anteriormente, fazia a distribuição de Ford Caminhões e, mais recentemente, atuante como concessionário Foton.
Com um investimento superior a R$ 6 milhões, envolvendo desde a reestruturação do espaço até a aquisição de estoque inicial, incluindo veículos para testes e peças de reposição, a nova concessionária se apresenta como um audacioso passo da Hitech Electric na expansão de sua presença no mercado brasileiro.
A loja, com área total de 600 m², não apenas será voltada à venda de veículos de carga totalmente elétricos, mas também oferecerá serviços de assistência técnica e venda de peças. Esta nova fase se alinha ao crescente mercado de veículos elétricos no Brasil. A Hitech Electric prevê um aumento de 60% nos emplacamentos em 2024 em comparação ao ano anterior. Desde o início de suas atividades em 2017, a Hitech Electric já contabiliza a comercialização de aproximadamente 350 unidades, com expectativas de expansão da rede de vendas e pós-vendas para mais oito pontos até o final do ano.
O CEO da Hitech Electric, Rodrigo Contin, expressa seu otimismo com a abertura da nova loja.
“São Paulo é um mercado chave para nós, liderando os emplacamentos de veículos elétricos no país no último ano. Este novo espaço é fruto de um planejamento meticuloso, visando não apenas impulsionar nosso faturamento, mas também fortalecer nosso relacionamento com os clientes na região”.
A iniciativa marca um passo significativo para a indústria automotiva brasileira na direção de soluções de transporte mais sustentáveis. A nova loja oferecerá modelos inovadores como o e.coDelivery, e.coTruck e e.coCargo, todos projetados para atender às necessidades de logística urbana de última milha, combinando eficiência e sustentabilidade.
Carlos Monteiro, CEO do Grupo Carueme, destaca as capacidades dos veículos Hitech Electric, apontando o e.coDelivery, com capacidade de 400 kg e autonomia de 160 km, e a linha e.coCargo, suportando até 800 kg com autonomia de até 280 km, como soluções para uma ampla gama de entregas urbanas.
Rodrigo Contim e Carlos Monteiro na inauguração da concessionária em São Paulo
Os veículos alcançam a velocidade máxima 70 km e seguem a Resolução 573 do Contran, com as regras explicadas abaixo:
Normas exclusivas para veículo de mobilidade urbana elétrico
A expansão da Hitech Electric se estende para além de São Paulo, com parcerias já estabelecidas em cidades como Campinas, Ribeirão Preto, Goiânia e Brasília, reforçando sua presença no mercado nacional e atendendo à demanda crescente por mobilidade sustentável.
Além disso, a empresa brasileira tem investido na nacionalização do conjunto de powertrain de seus utilitários elétricos de carga e inaugurou, no último ano, uma fábrica de CKD em Campo Largo, no Paraná, consolidando ainda mais sua posição como líder em eletromobilidade no Brasil.
Portfólio atual de veículos de carga elétricos. Novos modelos estão em desenvolvimento
Os chassis com a cabine e eixos são importados da China, mas todo o sistema de propulsão elétrica (motor elétrico, reversor, BMS e baterias) foram desenvolvidos em parceria pela WEG, que oferece 6 anos de garantia para as bateria e a sua rede de assistência técnica complementar a da própria Hitech Electric.
Em um mundo cada vez mais consciente dos impactos climáticos, a Geotab Inc., lança seu Relatório de Sustentabilidade e Impacto 2023, intitulado “Confiança. Transparência. Transformação.”. A empresa destaca a importância dos dados e da Inteligência Artificial (IA) na gestão de metas climáticas.
Neil Cawse, fundador e CEO da Geotab, enfatiza a urgência da ação frente à crise climática e o papel crucial da indústria de transportes na redução de emissões de CO₂. Ele aponta para a necessidade de uma colaboração ampla, mencionando que “a crise climática exige ação.”
Um dos pontos altos do relatório é o caso da JBS no Brasil, por meio da sua divisão No Carbon, especializada no aluguel de veículos comerciais 100% elétricos. A iniciativa da JBS mostra um caminho prático para a eletrificação de frotas, contribuindo para a redução de mais de 3 mil toneladas de emissões de CO₂ até o momento.
No entanto, o relatório não se esquiva dos desafios. Aumentos nas emissões associado às compras de bens e serviços, e viagens de negócios, foram registrados, destacando a necessidade de melhor coleta e análise de dados ao longo da cadeia de suprimentos. A transparência e a precisão na coleta de dados são citadas como essenciais para superar esses obstáculos e promover uma abordagem mais sustentável em todo o setor.
A Fabet-SP anuncia com entusiasmo que estão abertas as inscrições para o curso presencial “Gestão Estratégica de Transporte, 1ª Edição de 2024”. Este curso inovador é projetado para profissionais que buscam aprimorar suas habilidades em planejamento, operacionalização e gerenciamento de frotas de veículos.
Com um foco claro na capacitação de alto nível, o curso Gestão Estratégica de Transporte abordará temas essenciais para o entendimento completo do setor de transportes. Os participantes irão mergulhar em estratégias de otimização de custos, mantendo sempre o compromisso com a segurança, a qualidade do serviço e a satisfação do cliente.
A Volkswagen Commercial Vehicles (VWCV) está alcançando marcos significativos no desenvolvimento de veículos comerciais leves (VCL) autônomos, visando revolucionar os serviços de mobilidade e transporte. Com a série totalmente elétrica e autônoma Volkswagen ID. Buzz AD já em testes nas ruas, a empresa demonstra sua capacidade de inovação e seu compromisso com um futuro mais sustentável e tecnologicamente avançado.
A eletrificação de VCLs é estratégica, especialmente para entregas urbanas de última milha, onde a limitação de alcance dos motores elétricos é menos problemática. A VWCV já havia capturado atenções com o lançamento do ID. Buzz, uma moderna reinterpretação do icônico T1 Transporter, que começou a ser fabricado em junho de 2022. A introdução de modelos elétricos como o ID. Buzz e o ID. Carga Buzz na Europa, seguidos por uma versão de sete lugares nos EUA, marca uma nova era para a mobilidade urbana.
O passo seguinte nesta jornada é a autonomia. Em 2021, a VWCV, em parceria com a agora extinta Argo AI, testou protótipos autônomos do ID. Buzz em Munique, mirando a introdução de tecnologia de condução autônoma de nível 4. Christian Senger, da VWCV, prevê um futuro no qual o ID. Buzz transportará pessoas e entregará mercadorias autonomamente em cidades selecionadas até 2025.
Em 2023, o programa de testes se expandiu para a Alemanha e Austin, Texas, utilizando tecnologia da Mobileye para desenvolver seus veículos autônomos de nível IV. Com uma frota crescente para coleta de dados, a VWCV avança na implementação dessa tecnologia, contando também com a experiência da MOIA, sua subsidiária de transporte compartilhado.
O lançamento do programa de testes no Texas, sob a liderança da Volkswagen Group of America (VWGoA) e sua subsidiária Volkswagen ADMT, destaca o compromisso da empresa com a pesquisa e desenvolvimento de veículos autônomos. Austin foi escolhida como o primeiro centro de testes nos EUA devido ao seu ambiente inovador e favorável para veículos autônomos.
Enquanto a VWCV explora a autonomia na Alemanha com a MOIA, nos EUA, a operação de serviços autônomos será realizada por parceiros do setor de mobilidade e transporte. A VWGoA planeja expandir sua frota de testes e operações para mais cidades americanas, antecipando o lançamento comercial de veículos autônomos em Austin até 2026.
Este avanço notável no desenvolvimento de VCLs autônomos por parte da VWCV não apenas reitera o compromisso da Volkswagen com a inovação e sustentabilidade, mas também sinaliza uma transformação iminente nos serviços de mobilidade e transporte urbano, prometendo um futuro em que veículos autônomos desempenham um papel central.
Este artigo foi um dos vários artigos publicados na revista digital Frota News. Os demais artigos podem ser conhecidos pelo link Newsletter 39.
A Tecnoshow Comigo 2024 promete ser um marco no calendário de eventos do agronegócio em Goiás. Com a expectativa de movimentar R$ 11 bilhões e atrair um público especializado similar ao da edição anterior, que contou com 138 mil visitantes. A feira ocorrerá entre os dias 8 e 12 de abril em Rio Verde, Goiás, é uma iniciativa do Centro Tecnológico COMIGO (Cooperativa Agroindustrial dos Produtores Rurais do Sudeste Goiano).
Em sua 21ª edição, a Tecnoshow Comigo além de destacar a força do agronegócio na região, sobretudo também reforça a importância da tecnologia na maximização da produtividade e sustentabilidade agrícola.
A 21ª edição expande em 6.000 m² sua área para dar mais visibilidade a maquinários agrícolas. Segundo o coordenador Edimilson de Carvalho Alves, a ampliação atende à demanda de empresas expositoras.
Segundo Antonio Chavaglia, presidente do Conselho Administrativo da COMIGO, a expansão das instalações visa proporcionar uma experiência superior aos participantes. O pavilhão 2 foi significativamente ampliado, contando com 46 áreas de 12 m², além de um novo espaço de 350 m². O pavilhão 3 também foi ampliado, com 35 áreas de 12 m². A qualidade acústica dos auditórios também recebeu atenção especial, com melhorias estruturais e aplicação de espuma de isolamento.
A decisão de ampliar segue o sucesso da edição anterior, que contou com 650 expositores e mais de 138 mil visitantes, movimentando R$ 11 bilhões em negócios. A expectativa é manter os números expressivos.
O aumento de 70 mil m² do estacionamento beneficia a edição de 2024, que agora conta com capacidade para 3.400 carros. O acréscimo eleva a área total para 28,5 hectares e possibilita o estacionamento de 16 mil veículos. Além disso, a empresa investiu R$ 200.000,00 na contratação de serviços de segurança, os quais incluem aproximadamente 100 profissionais para o controle de estacionamentos e acessos, bem como serviços de limpeza para ruas, banheiros e áreas comuns.
Noma do Brasil
O distribuidor da Noma do Brasil na região, a Rodorio Implementos Rodoviários, estará com a linha de produtos especialmente desenvolvida para o agronegócio.
Entre os destaque da linha de implementos da Noma do Brasil, está a Série Especial Edition Night em comemoração dos 5 anos da Geração Titanium. Leia o artigo completo pelo link abaixo.
Desde a sua fundação em julho de 2007, a Rodorio Implementos Rodoviários tem se destacado no mercado goiano de implementos rodoviários. Com uma visão clara de explorar diversas frentes do setor, a empresa não se limitou apenas a ser Distribuidor Noma, mas dedicou à venda de peças; ampliou seu escopo para consertos, reformas e instalações de kits de terceiro eixo e trucks, ao propósito de atender uma demanda crescente por serviços especializados e personalizados.
A parceria com a marca Noma, uma das líderes no segmento de implementos rodoviários, é um dos pilares da Rodorio. Representar uma marca tão respeitada confere à empresa não apenas um portfólio de produtos de alta qualidade, mas acima de tudo, uma reputação de confiança e excelência no atendimento às necessidades de seus clientes.
DAF Caminhões, DAF Somafertil e PACCAR Parts
Com a colaboração da DAF Somafertil, a DAF Caminhões Brasil estará presente com os modelos DAF XF 6×4, com potências de 530 e 480 cv, além dos DAF CF Semipesados Rígidos, nas versões 6×2 e 8×2, de 290 e 310 cv, respectivamente.
“A Tecnoshow é uma vitrine primordial para o agronegócio brasileiro, permitindo aos produtores e empresários encontrarem soluções agrícolas inovadoras. Este ano, o evento é ainda mais significativo devido ao crescimento recorde de 15,1% do agronegócio, que somou R$ 677,6 bilhões ao setor”, destaca Gabriel Fernandes, Diretor de Vendas da DAF Caminhões Brasil.
Danilo Ferreira, Diretor da DAF Somafertil Rio Verde, ressalta a oportunidade para os visitantes realizarem bons negócios e conhecerem as soluções agrícolas disponibilizadas pela DAF e pela Somafertil.
A PACCAR Parts também marca presença na Tecnoshow, apresentando seu portfólio de Peças Genuínas DAF e PACCAR, além de produtos multimarcas da TRP. “A feira é uma excelente chance para o público conhecer nosso vasto leque de peças para caminhões, carretas e ônibus, aplicáveis em veículos de todas as montadoras”, conclui Antenor Frasson Jr, Diretor-Geral da PACCAR Parts América Latina.
Além dessas empresas, outras do setor de veículos e máquinas agrícolas confirmaram presença. Entre elas: Grunner, Stara, Valtra, John Deere, Case IH, Iveco, Fendt, New Holland e Mercedes-Benz. O mapa da feira com todos os expositores e mais a programação dos eventos que ocorrerão nos cinco dias da feira, como muitas palestras, podem ser baixados do site https://www.tecnoshowcomigo.com.br/.
Serviço:
Tecnoshow Comigo 2024
Data: 08 a 12 de abril de 2024 (segunda a sexta-feira)
Local: Centro Tecnológico COMIGO (CTC) — Rio Verde–GO, Rodovia GO 174 S/N área rural de Rio Verde.