A fase final das obras da Ponte de Guaratuba, no litoral do Paraná, marca a aplicação de soluções de engenharia voltadas à durabilidade e ao reaproveitamento de resíduos. O pavimento da estrutura utiliza asfalto modificado com borracha, tecnologia que incorpora pneus inservíveis ao ligante asfáltico e reduz o impacto ambiental do descarte.
Segundo comunicado da Greca Asfaltos enviado à redação da Frota News, cerca de 600 toneladas do material estão sendo aplicadas, o equivalente à destinação adequada de 23 mil pneus. A pavimentação cobre 70 mil m² ao longo dos 3 km que incluem a ponte — com 1,24 km — e seus acessos.
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Para Edenilson Dalbosco, CEO da Greca Asfaltos, a solução alia desempenho e vida útil ampliada. Ele destaca que o asfalto-borracha “apresenta maior durabilidade e melhor desempenho em diferentes condições de tráfego e clima, reduzindo a necessidade de manutenção ao longo do tempo”.
Para entender a questão da durabilidade, a reportagem da Frota News pesquisou outras fontes de informações. Segundo a Anip (associação da indústria de pneus e responsável pelo projeto Reciclanip de logística reversa), o pavimento de asfalto-borracha é cerca de 40% mais resistente do que o asfalto convencional. Enquanto o de borracha dura em média 14 anos, o comum dura apenas 10 anos.
Em síntese, pesquisas publicadas pela Revista Científica Multiciplicar e pela PUC de Goiás mostram que o asfalto‑borracha melhora o desempenho estrutural do pavimento ao aumentar a rigidez em temperaturas elevadas, o que reduz afundamentos, e ao elevar a flexibilidade em baixas temperaturas, diminuindo trincas por fadiga. Estudos também destacam que o material retarda o aparecimento de fissuras, apresenta maior consistência térmica e reduz custos de manutenção ao longo da vida útil, tornando‑se tecnicamente e economicamente vantajoso em comparação ao asfalto convencional.
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Colônia Penal Agrícola
Além do viés ambiental, a cadeia produtiva da obra incorpora um componente social. Parte do processamento da borracha ocorre na Colônia Penal Agrícola de Piraquara, onde detentos do regime semiaberto atuam na produção do farelo. O empresário Joel Custodio, fornecedor do material, avalia que o modelo paranaense “pode ser considerado referência nacional”.
A Associação Brasileira de Empresas de Reciclagem de Pneus Inservíveis (Abrerpi) lembra que o Brasil já destina corretamente 94,92% dos pneus inservíveis, segundo o Ibama, apesar da legislação obrigar que a reciclagem seja de 100%.
A Ponte de Guaratuba é coordenada pelo DER/PR e executada pelo Consórcio Nova Ponte. A estrutura terá quatro faixas de tráfego, ciclovia e áreas de segurança, ampliando a mobilidade regional e o escoamento econômico no litoral paranaense.
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O Brasil vive um dos maiores ciclos recentes de investimentos em rodovias, impulsionado pelo avanço das concessões e pela entrada mais robusta da iniciativa privada. Nos últimos três anos, foram leiloados 22 trechos, somando mais de 10 mil km e R$ 247 bilhões contratados. Até 2026, os aportes previstos podem superar R$ 149 bilhões. Esse movimento fortalece a previsibilidade dos projetos, acelera obras e já melhora as condições operacionais para o Transporte Rodoviário de Cargas, especialmente nas vias concedidas.
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